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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

PRIVACIDADE PODE RETARDAR INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL


Empresas de tecnologia apostam em uma era pós-smartphone com dispositivos de inteligência artificial. 
A novidade desperta preocupações sobre privacidade e pode retardar sua adoção, porque os óculos inteligentes da Meta estão entre os produtos que mais provocam reação. Eles combinam o design da EssilorLuxottica com recursos de IA desenvolvidos pela Meta, porque permite captar imagens, sons e informações do ambiente ao redor. Críticos temem gravações secretas e a perda de anonimato e consentimento, enquanto Tribunais e entidades analisam questões relacionadas à privacidade dos usuários. No Reino Unido, estabelecimentos como a rede de pubs Wetherspoon restringiram seu uso e definiu que a Meta pode apresentar óculos inteligentes sem câmera em sua conferência de hoje, 23. A iniciativa mostra os esforços para superar a resistência aos dispositivos com IA. O mercado de smartphones movimenta mais de US$ 600 bilhões e atrai novos concorrentes, enquanto fabricantes testam diferentes formatos, como óculos, broches, pingentes e gravadores. Algumas empresas encontram aceitação mais rápida desses produtos no setor empresarial e para o consumidor comum a questão da privacidade continua sendo um obstáculo. O debate poderá definir o futuro de uma possível nova plataforma de computação. Câmeras e microfones sempre ligados tornam os aparelhos úteis, mas também mais invasivos. A confiança do público será fundamental para a expansão dos dispositivos vestíveis. Segundo a Samsung, os produtos vencedores deverão ser naturais, úteis e confiáveis e pretende lançar óculos inteligentes em parceria com Gentle Monster e Warby Parker. A Samsung, porém, não considera os óculos substitutos dos smartphones. Para startups, solucionar os riscos de privacidade pode ser decisivo para sobreviver.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, também defende dispositivos permanentemente conectados.
Sua visão inclui aparelhos capazes de compreender o ambiente e saber quando ajudar. Esses dispositivos precisariam identificar quando devem permanecer em silêncio. Altman considera necessário processar os dados localmente, evitando o envio constante à nuvem. Segundo ele, poucas pessoas aceitariam um aparelho observando toda a sua vida em servidores. O processamento local poderia aumentar a segurança e a confiança dos usuários. Entretanto, essa tecnologia ainda pode levar alguns anos para alcançar escala. A velocidade dependerá também da evolução dos processadores destinados à inteligência artificial. Assim, privacidade, segurança e confiança serão decisivas para a era pós-smartphone. 

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