Pesquisar este blog

quinta-feira, 9 de abril de 2026

GUERRA FEZ IRÃ DESENVOLVER "ECONOMIA DE RESISTÊNCIA


Diplomatas brasileiros avaliam que o Irã pode sair fortalecido após a guerra contra Estados Unidos e Israel, apesar dos danos à sua infraestrutura e economia já fragilizada por sanções. 
O conflito começou em 28 de fevereiro, com ataques surpresa em larga escala contra o território iraniano. Segundo um diplomata do Itamaraty, a guerra pode dar “sobrevida de 20 a 30 anos” à República Islâmica. Isso porque o país resistiu à maior potência mundial e viu os protestos internos desaparecerem temporariamente. Sem o conflito, afirma, o Irã poderia caminhar para uma transição democrática. Manifestações populares já indicavam desgaste do regime antes da guerra. Os ataques a alvos civis teriam mudado a percepção da população iraniana. Muitos passaram a desconfiar das potências que alegavam apoiar a democracia. Assim, diminuiu a chance de apoio interno a intervenções externas. Outro diplomata afirma que Donald Trump esperava uma vitória rápida, o que não ocorreu. O Irã teria respondido com uma estratégia considerada altamente eficaz.

O fechamento do Estreito de Ormuz afetou o fluxo global de petróleo. Cerca de um quinto do petróleo mundial passa pela região. A medida elevou os preços de energia no mundo. Também aumentou a pressão internacional por um cessar-fogo. Diplomatas comparam essa estratégia a uma “bomba econômica”. Diferente das armas nucleares, não causa mortes diretas. E pode ser revertida rapidamente, se necessário. Mesmo mais fraco militarmente, o Irã equilibra o conflito. O país tem obtido vantagens ao pressionar economias globais. Também conseguiu atingir bases dos EUA no Oriente Médio. A presença militar americana na região foi afetada. Sanções de décadas fragilizaram o Irã, mas também o adaptaram. O país desenvolveu uma “economia de resistência”. Há produção interna de alimentos, medicamentos e bens essenciais. O sistema elétrico descentralizado reduz riscos em guerra. Um terceiro diplomata ressalta que ainda é cedo para conclusões. Segundo ele, a instabilidade cresce com decisões imprevisíveis dos EUA. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário