A Comissão Federal de Belas Artes dos EUA aprovou preliminarmente o plano de um arco do triunfo de 76 metros para marcar os 250 anos do país, parte de projetos idealizados por Donald Trump para deixar sua marca em Washington. Apesar do aval inicial, houve ressalvas: o vice-presidente do painel sugeriu mudanças relevantes, como retirar a estátua alada no topo, que compõe o terço final da altura proposta. A comissão pediu ao governo que apresente novos desenhos antes da votação final. O órgão é consultivo e conta majoritariamente com aliados de Trump. O arco seria erguido em uma rotatória próxima ao Cemitério Nacional de Arlington, em frente ao Memorial Lincoln, do outro lado do rio Potomac. O projeto destaca adornos dourados, marca estética associada a Trump, e chama atenção pelo tamanho monumental. Embora inspirado no Arco do Triunfo de Paris, seria cerca de 26 metros mais alto, superando a maioria dos arcos do mundo. Arcos monumentais costumam homenagear guerras, revoluções ou simbolizar a força nacional, como exemplos na Índia, México, Nova York e Lisboa. Questionado sobre a homenagem, Trump respondeu: “Para mim”. Se construído, o arco mudaria significativamente a paisagem da capital, sendo visível na entrada pela ponte Memorial de Arlington. Ele seria mais alto que o Memorial Lincoln e quase tão alto quanto o Capitólio.
A Casa Branca pretende concluir a obra antes do fim do mandato, mas há incertezas sobre financiamento e execução. O projeto pode enfrentar entraves legais, como outros planos anteriores de Trump. Veteranos da Guerra do Vietnã e um historiador acionaram a Justiça para barrar a obra. A ação alega que o arco precisa de aprovação do Congresso, conforme a Lei de Obras Comemorativas de 1986. Essa lei exige que memoriais tenham “significado histórico preeminente e duradouro”. Democratas no Congresso apoiaram a ação judicial com um parecer. Segundo o documento, Washington “não é o quintal do presidente para reformar e construir livremente”.