O juiz Caprio, filho de imigrantes italianos, atuou na magistratura por quase 40 anos, deixa a imagem de juiz respeitando, marido dedicado, pai, avô, bisavô e amigo. Deixou a esposa, Joyce E. Caprio, com quem viveu por mais de 50 anos, cinco filhos, sete netos e dois bisnetos. As sessões do magistrado eram gravadas por mais de duas décadas na televisão local e a partir de 2018 tiveram caráter nacional. Ele aposentou-se em 2023. O governador de Rhode Island, Dan McKee, decretou luto no estado e ordenou bandeiras a meio-mastro. Ele afirmou que "o juiz Caprio era um tesouro de Rhode Island. Enquanto lamentamos sua morte, meus pensamentos estão com sua família, amigos e todos que o amavam. Peço a todos os cidadãos de Rhode Island que baixem suas bandeiras em sinal de respeito". Afirmou que Caprio foi um amigo que enfrentou a doença com bravura e disse que sentirá profundamente sua falta.
O presidente dos EUA, Donald Trump, atacou democratas que orientaram militares a recusarem ordens ilegais. Chamou-os de traidores e defendeu pena de morte. As críticas ocorreram após vídeo divulgado por seis legisladores democratas com histórico nas Forças Armadas ou inteligência. Trump republicou um artigo sobre o caso e escreveu no Truth Social que o gesto configuraria “comportamento sedicioso” e pediu a prisão dos parlamentares. Entre eles estão os senadores Elissa Slotkin e Mark Kelly, e os deputados Jason Crow, Maggie Goodlander, Chris Deluzio e Chrissy Houlahan. Embora não citassem ordens específicas, o alerta surge diante de mudanças profundas promovidas por Trump nas Forças Armadas. Crow afirmou que o grupo busca proteger militares de possíveis ordens ilegais e lembrou obrigações do código militar e da lei da guerra. Ele disse que Trump já sugeriu ações que violariam a lei e colocariam os militares em situação delicada.
A repercussão cresceu após Stephen Miller, assessor especial de Trump, acusar os democratas de incentivar rebelião nas Forças Armadas. Desde seu retorno ao cargo, Trump tem ampliado o uso dos militares em operações domésticas, especialmente contra protestos e para ações de imigração em cidades democratas. O Pentágono, sob Pete Hegseth, tem demitido oficiais considerados desleais pela Casa Branca. Em setembro, Trump e Hegseth reuniram centenas de generais em Quantico para reforçar a politização esperada. Há também mobilização militar no Caribe para ações antidrogas, que já resultaram em mais de 80 mortes sem evidências conclusivas. O Departamento de Justiça prepara argumentos para blindar militares de responsabilização por tais ataques. As operações incluem pressão sobre o regime de Nicolás Maduro, que Trump considera ligado ao narcotráfico. Há receio de que tropas na região entrem na Venezuela sem base legal, o que preocupa opositores e parte da comunidade militar.












