A polícia da Carolina do Sul investiga um incêndio que atingiu, no sábado (4), a casa de praia da juíza estadual Diane Goodstein e do ex-senador democrata Arnold Goodstein, em Edisto. O porta-voz da Divisão de Polícia informou que não há, até o momento, indícios de incêndio criminoso. Os investigadores pediram cautela na divulgação de informações não verificadas. Goodstein e familiares pularam de janelas para escapar e foram levados a um hospital. A juíza havia recentemente bloqueado uma tentativa do governo Trump de apreender registros de votação estaduais. Políticos democratas reagiram, associando o caso a ataques contra juízes. O deputado Daniel Goldman acusou Trump e seus apoiadores de espalharem mentiras e ameaças. Ele atribuiu o incêndio à retórica da extrema direita. Stephen Miller, vice-chefe de gabinete de Trump, chamou as declarações de “mentiras desprezíveis”.
BRASILEIROS DEPORTADOS
Os 13 brasileiros que participavam da flotilha Global Sumud e estavam presos em Israel foram deportados hoje, 7, para a Jordânia. Eles foram levados da prisão de Ktzi’ot até a fronteira, onde receberam assistência de diplomatas brasileiros. O grupo foi capturado em águas internacionais enquanto tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, rompendo o bloqueio israelense. Entre os integrantes estão a deputada Luizianne Lins (PT-CE), a vereadora Mariana Conti (PSOL), a dirigente Gabrielle Tolotti e o ativista Thiago Ávila. O sindicalista Magno de Carvalho também participou. Antes deles, Nicolás Calabrese já havia deixado Israel e denunciado maus-tratos. A flotilha partiu de Barcelona em 31 de agosto com 45 barcos e 400 ativistas de mais de 45 países. Israel nega as acusações de abuso. A libertação dos brasileiros coincidiu com os dois anos da guerra em Gaza, que já causou dezenas de milhares de mortes. Para o grupo, a data simboliza resistência e reforça o apelo pelo fim do bloqueio a Gaza.
CORREÇÃO DE PROVA EM EXAME DA OAB
A intervenção do Judiciário em concursos públicos, como o exame da OAB, é legítima apenas em casos excepcionais de flagrante ilegalidade ou desproporcionalidade. Com esse entendimento, o juiz Eduardo Gomes Carqueija, da 3ª Vara Federal da Bahia, determinou que a banca do XLII Exame de Ordem reavalie a prova prático-profissional de um candidato reprovado em Direito Penal. O candidato alegou ter sido punido com nota zero por erro semântico ao nomear a peça como “resposta de acusação” em vez de “resposta à acusação”. Segundo ele, o equívoco não comprometeu o conteúdo jurídico. O magistrado concordou que houve apenas imprecisão linguística, sem prejuízo técnico, e considerou desproporcional a penalidade aplicada. Determinou, assim, a reavaliação da prova, afastando a nota zero imposta pela banca examinadora.
NEGADA INDENIZAÇÃO A PABLO MARÇAL
O juiz André Carlos de Oliveira, da 3ª Vara Cível de Santana de Parnaíba (SP), negou o pedido de indenização por danos morais de Pablo Marçal contra o jornalista Leonardo Attuch, diretor do Brasil 247. Para ele, críticas a figuras públicas são esperadas. Em 2024, Attuch chamou Marçal de “canalha”, “desqualificado” e “marginal da política” em vídeos nas redes sociais. O influenciador pediu R$ 100 mil e a remoção das postagens. A defesa alegou que as falas tinham base em indícios de crime cometido por Marçal contra Guilherme Boulos, dentro do papel fiscalizador da imprensa. O juiz rejeitou a ação, lembrando que o STF determina responsabilização da mídia apenas se houver divulgação de fatos sabidamente falsos. Citou precedente sobre o livro “Pablo Marçal: a Trajetória de um Criminoso”, reconhecendo seu interesse jornalístico. Ele destacou ainda que Marçal, mesmo após as críticas, buscou nova entrevista com Attuch, o que evidenciou contradição e levou à rejeição total do pedido.
CRIPTOJUD
A ferramenta CriptoJud, em testes no Brasil, permitirá que juízes bloqueiem criptomoedas diretamente em corretoras nacionais, segundo o CNJ, agora presidido pelo ministro Edson Fachin (STF). O órgão também destacou o avanço da ferramenta Sniper, voltada à localização e indisponibilidade de bens de devedores. O CriptoJud, lançado em 2024 e apresentado por Luís Roberto Barroso em 2025, complementa o SisbaJud, que não alcança criptoativos. O novo sistema permitirá ordens judiciais automáticas de bloqueio, custódia e liquidação de criptoativos, sem necessidade de envio de ofícios às corretoras. Assim, juízes poderão consultar e bloquear valores de forma integrada e imediata. Caso o investigado possua criptomoedas, as corretoras deverão retê-las e colocá-las à disposição da Justiça. Ainda não está definido se os ativos serão convertidos em reais ou mantidos em carteiras judiciais.
O ministro Sebastião Reis Júnior, do STJ, concedeu habeas corpus e anulou a falta disciplinar grave imposta a um preso por supostamente ter devolvido um livro da biblioteca do presídio em mau estado. A defesa alegou ausência de dolo e de provas sobre o estado do livro antes do uso, pedindo a desclassificação da infração para leve ou média, já que o dano foi mínimo. O ministro entendeu que a punição foi desproporcional e que o ato de devolver um livro apenas rasgado e remendado não caracteriza falta grave. Segundo ele, punir com tanto rigor um preso que busca se reeducar cria obstáculos à ressocialização.
Reis Júnior destacou que o excesso de punições fere o objetivo da execução penal, que é a reintegração social. Com a decisão, a falta grave foi considerada atípica e anulada. O magistrado ressaltou que o interesse do preso pela leitura deve ser valorizado, especialmente por possibilitar a remição da pena — redução de quatro dias por obra lida, conforme a Recomendação 44/2013 do CNJ. O programa de leitura nos presídios pode reduzir até 48 dias de pena por ano, além de incentivar a educação e a ressocialização dos detentos.
A 13ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo reafirmou que a suspensão do trâmite de um recurso não implica na paralisação da decisão impugnada. Assim, manteve válida a decisão que barrou a penhora de 10% da aposentadoria de uma mulher e determinou a liberação dos valores bloqueados. A penhora havia sido determinada pela 2ª Vara Cível de Marília (SP) em execução de honorários advocatícios. A devedora recorreu ao TJ-SP alegando que a aposentadoria era sua única fonte de renda e citou precedente do STJ que proíbe penhora de salários para esse fim. Em 2023, o desembargador Nelson Jorge Junior, relator do caso, suspendeu a decisão da 2ª Vara e, depois, o colegiado confirmou o cancelamento da penhora, destacando que proventos de aposentadoria são impenhoráveis pelo Código de Processo Civil.
O credor recorreu ao STJ, e o presidente da Seção de Direito Privado do TJ-SP suspendeu o trâmite do recurso até definição do tema pela corte superior. Mesmo assim, o juiz de Marília autorizou o saque do valor penhorado, sob o argumento de que a decisão do TJ-SP estaria suspensa. A mulher apresentou nova reclamação ao tribunal, que reafirmou a validade da decisão de 2023. O relator explicou que a suspensão determinada pela presidência se limitou ao recurso especial e não afeta a eficácia da decisão da 13ª Câmara, que deve ser integralmente respeitada.
A guerra na Faixa de Gaza completa dois anos no dia de hoje, 7, com o cenário mais favorável para uma trégua desde o início do conflito, em outubro de 2023. Pressionados por Donald Trump e por países árabes, representantes de Israel e do Hamas iniciaram ontem, 6, no Egito, uma nova rodada de negociações sobre o plano de paz proposto pelos EUA, que prevê a libertação de reféns e a retirada gradual das tropas israelenses. Após meses de impasse, diplomatas dizem que a exaustão militar, o colapso humanitário e a pressão internacional reacenderam a esperança de paz. “Israel está mais isolado hoje”, afirma Pnina Baruch, coronel da reserva e ex-negociadora, que vê a retórica “combativa e racista” do governo Netanyahu como um fator que agrava o isolamento. Ela cita ministros ultranacionalistas como Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, contrários ao cessar-fogo, que chamaram o plano de Trump de “acordo de rendição”. Netanyahu, por sua vez, tenta equilibrar-se entre protestos internos e a ameaça de ruptura da coalizão. As acusações de genocídio ganharam força após relatório da ONU apontar crimes em Gaza — rejeitado por Israel. Para o professor Ralph Wilde, o isolamento de Tel Aviv reflete a perda de tolerância internacional diante de “violações persistentes”.
O Hamas aceitou partes do plano, e Israel declarou estar pronto para iniciar sua primeira fase. Mas pontos cruciais, como o desarmamento do grupo, seguem em aberto. O ativista palestino Mazin Qumsiyeh chama a proposta de “farsa” e defende uma “descolonização real”, rejeitando a solução de dois Estados. Desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que matou 1.200 israelenses e sequestrou 250 pessoas, a ofensiva de Israel devastou Gaza, deixando mais de 67 mil palestinos mortos e milhões vivendo em condições precárias.
Um juiz de Illinois, nos EUA, autorizou ontem, 6, de forma liminar, que o presidente Donald Trump envie tropas da Guarda Nacional para Chicago, palco de protestos contra a política de imigração do governo federal. A decisão é uma vitória para o republicano, que enfrenta batalhas judiciais sobre o uso de forças militares em cidades americanas. Trump já ameaçou invocar a Lei de Insurreição de 1807 e voltou a dizer que pode declarar estado de emergência. O estado de Illinois e a cidade de Chicago, ambos governados por democratas, acionaram a Justiça para barrar a medida, classificada pelo governador J. B. Pritzker como “invasão inconstitucional”. O governo estadual argumenta que não há justificativa para a mobilização militar, enquanto a Casa Branca afirma que protestos em um prédio do ICE exigem reforço de segurança. A ação sustenta que as medidas violam a 10ª Emenda, que protege os direitos dos estados.
Durante audiência, o governo informou que tropas chegariam a Chicago nesta terça (7) e quarta (8). O juiz não bloqueou a medida e deu dois dias para a Casa Branca responder. Após a decisão, Trump anunciou a convocação de 300 membros da Guarda Nacional. Pritzker prometeu recorrer: “O plano deles é causar caos para consolidar poder”. No mês passado, Trump chamou Chicago de “a cidade mais perigosa do mundo”, apesar da queda nos homicídios. Ele tem usado o envio de tropas como estratégia contra a criminalidade, mas as cidades-alvo são majoritariamente democratas e com população não branca. No domingo, uma juíza federal proibiu temporariamente o envio de 200 soldados da Guarda Nacional a Portland, decisão que o Pentágono acabou violando.
Mais da metade (56%) dos professores brasileiros usa ferramentas de inteligência artificial no trabalho, segundo a pesquisa Talis, divulgada pela OCDE nesta terça (7). A média brasileira supera a dos países da organização, de 36%. O estudo, que ouve docentes e diretores de 53 países, mostra o Brasil como o 9º com maior uso de IA no ensino. Emirados Árabes, Singapura e Nova Zelândia lideram, com mais de 75% dos professores usando essas tecnologias. Na outra ponta, França, Japão e Bélgica têm cerca de 20% de adesão. A pesquisa considera IA tanto modelos generativos, como o ChatGPT, quanto sistemas de reconhecimento de fala e análise de dados.
Entre os brasileiros que usam IA, 77% recorrem a ela para criar planos de aula e 64% para adaptar materiais a diferentes alunos. O uso é menor para análise de desempenho (42%) e correção de tarefas (36%). Já entre os que não utilizam, as principais razões são falta de conhecimento e infraestrutura. Um terço diz sentir-se sobrecarregado pela exigência tecnológica. Além disso, 75% afirmam não ter preparo para ensinar com IA e metade considera que ela não deveria ser usada. Um em cada dez professores no mundo relata que a escola proíbe o uso dessas ferramentas; no Brasil, o índice é de 17%. Entre as preocupações, estão o risco de plágio, reforço de estereótipos e ameaças à privacidade e à segurança dos dados.
Trump abre canal de negociação com Brasil e elogia Lula
Presidentes conversam por telefone, em tom "cordial e produtivo", e combinam de se encontrar, mas dia e local ainda não estão definidos. Republicano afirma que EUA vão "fazer negócios" com o país e chama o chefe de Estado brasileiro de "ótima pessoa"
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Oposição
Veja como cada partido da direita se posiciona para 2026 após conversa entre Lula e Trump
Diálogo marcado por troca de elogios e a costura de um encontro presencial representam um baque para Eduardo Bolsonaro
Guerra em Gaza completa dois anos com melhor chance para paz até aqui
Para especialistas, exaustão e pressão internacional criam ambiente em que fim do conflito volta a ser possibilidade real
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Avante adia decisão sobre alianças para 2026 e reforça independência partidária
O deputado federal Luís Tibé afirmou que ainda é cedo para o partido definir alianças ou apoios com vistas às eleições de 2026
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
EUA: em nova votação, Senado rejeita proposta orçamentária; paralisação do governo é mantida
Medida proposta pelo Partido Republicano e também a proposta do Partido Democrata não chegaram perto de obter os 60 votos necessários para avançar
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Bruno Mascarenhas: “O Chega pode ter posição decisiva na governação de Lisboa, a liderar ou a passar medidas”
Autor da moção de censura do Chega a Carlos Moedas luta contra voto útil, sendo-lhe indiferente que Alexandra Leitão vença. Importante é dar força a uma “alternativa ao sistema que está montado”.
Na cidade de Licínio de Almeida, um homem foi condenado por estuprar as próprias filhas em 2017. Ele foi condenado a 64 anos de prisão, depois de tramitação por anos do processo penal. O criminoso ficou foragido por muitos anos e depois de ser localizado o processo pode ser concluído com a sentença condenatória. O Ministério Público, através da promotora de Jacaraci, Gabrielly Coutinho Santos assegurou que "os abusadores não ficarão impunes".
PREMIÊ FRANCÊS RENUNCIA DEPOIS DE 26 DIAS NO CARGO
O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, renunciou nesta segunda-feira (6/10), apenas 26 dias após assumir o cargo. O anúncio foi feito pelo Palácio do Eliseu após reunião com o presidente Emmanuel Macron. A renúncia ocorreu menos de 24 horas depois da divulgação oficial de seu gabinete. Lecornu sucedera François Bayrou, cujo governo caiu em setembro por falta de apoio parlamentar. É o quinto primeiro-ministro francês em menos de dois anos, em meio a forte instabilidade política. Desde as eleições antecipadas de julho de 2024, a Assembleia Nacional permanece fragmentada. Nenhum partido obteve maioria absoluta, dificultando a aprovação de leis. A oposição exige novas eleições e parte pede também a renúncia de Macron. O presidente, no entanto, afirma que cumprirá o mandato até 2027. O déficit público francês atingiu 5,8% do PIB em 2024, e a dívida soma 114% do PIB. O governo tenta conter gastos, mas enfrenta rejeição a medidas de austeridade. Após a renúncia, ações despencaram na bolsa de Paris nesta segunda-feira.
BRASILEIROS CONTINUAM PRESOS
O Itamaraty fará nesta segunda (6) uma segunda visita aos 13 brasileiros presos em Israel após participarem da flotilha Global Sumud, que tentava levar ajuda humanitária a Gaza. O grupo está na prisão de Ktzi'ot, no deserto de Negev, e quatro deles estão em greve de fome. Segundo o Itamaraty, não há previsão de soltura. A primeira visita ocorreu na sexta (4) e durou mais de oito horas. A flotilha informou que Thiago Ávila, João Aguiar, Ariadne Telles e Bruno Gilga estão em greve e privados de tratamento médico. Ávila anunciou que não beberia nem água até que os presos recebessem medicação. A flotilha tinha 41 barcos e 400 ativistas; ao menos 170 já foram deportados. Detidos relataram maus-tratos, negados por Tel Aviv. A organização Adalah disse que os prisioneiros foram vendados, algemados e forçados a retirar vestimentas religiosas. Mães e ativistas pedem que o presidente Lula pressione Israel, como fizeram líderes europeus. O argentino-italiano Nicolas Calabrese, já deportado, relatou violência, fome e humilhação. Segundo ele, Greta Thunberg foi isolada e forçada a vestir uma bandeira israelense. Israel nega as acusações e afirma que os detidos tiveram acesso a água, comida e advogados. A flotilha partiu de Barcelona em 31 de agosto e começou a ser interceptada em 1º de outubro.
BALANÇA COMERCIAL COM SUPERAVIT
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,99 bilhões em setembro, queda de 41,1% em relação ao mesmo mês de 2024, informou o MDIC nesta segunda-feira (6). O resultado, impactado pela importação de uma plataforma de petróleo, superou a previsão de economistas consultados pela Reuters, que esperavam US$ 2,65 bilhões. As exportações somaram US$ 30,53 bilhões, alta de 7,2% e recorde para setembro, apesar da queda de 20,3% nas vendas aos EUA. As importações cresceram 17,7%, chegando a US$ 27,54 bilhões, influenciadas pela compra da plataforma P-78 pela Petrobras, de US$ 2,4 bilhões. O MDIC elevou a projeção de superávit de 2025 para US$ 60,9 bilhões, ainda 17,9% menor que o saldo de 2024 (US$ 74,2 bilhões). As exportações devem atingir US$ 344,9 bilhões e as importações, US$ 284 bilhões. De janeiro a setembro, o superávit foi de US$ 45,48 bilhões, queda de 22,5% frente a 2024.
O Brasil ganhou um novo supercomputador para gerar alertas meteorológicos com precisão inédita, capaz de indicar até em quais regiões de um bairro vai chover e em que momento. A previsão do tempo depende de dados de satélites, aviões, navios, balões e estações espalhadas pelo planeta. Essas informações são processadas por uma máquina que realiza trilhões de cálculos por segundo, algo impossível em equipamentos comuns. Até agora, o país usava o Tupã, em operação desde 2010. O Inpe vinha alertando desde 2021 para o risco de um apagão meteorológico por falta de investimento. O novo equipamento, adquirido em 2024 por R$ 200 milhões, está em fase de testes no Cptec, em Cachoeira Paulista (SP). Com ele, o Brasil terá processamento seis vezes mais rápido, previsões em minutos (antes levavam até três horas) e armazenamento 24 vezes maior, com modelos mais detalhados. A tecnologia permitirá identificar hora e minuto de eventos climáticos, algo essencial para salvar vidas. Em tragédias como a de São Sebastião, em 2023, o Cemaden sabia com dois dias de antecedência que a região seria afetada, mas sem precisão de horário e local.
Antes, o sistema atualizava as previsões duas vezes ao dia; agora, fará isso a cada seis horas. O investimento, feito pelo MCTI e pela FINEP, inclui ainda a criação de um centro de energia solar para abastecer o equipamento. A máquina permite prever o tempo em escala inédita, identificando chuva por bairro e até por rua, com resolução de até 1 km². Isso aprimora alertas de desastres, como os de São Sebastião e do Rio Grande do Sul, e apoia setores como agropecuária, energia e saúde pública. O supercomputador também rodará modelos climáticos de longo prazo, essenciais para planejar ações diante das mudanças climáticas. Previsto para iniciar em dezembro, o sistema representa um salto tecnológico e permitirá ao Brasil usar inteligência artificial em previsões.
José Luis Espert, principal candidato a deputado pela província de Buenos Aires, renunciou ontem, 5. Ele publicou uma carta no X, informando que o presidente Javier Milei aceitou sua decisão. A crise começou após o jornalLa Naciónrevelar que Espert recebeu US$ 200 mil de Fred Machado, empresário argentino acusado de envolvimento com narcotráfico e investigado nos EUA. Espert, do partido governista A Liberdade Avança, admitiu que o pagamento veio de uma mineradora guatemalteca ligada a Machado, alegando tratar-se de consultoria econômica. Na carta de renúncia, disse ser alvo de operação midiática e prometeu provar inocência na Justiça. Milei reagiu afirmando que o processo de mudança não pode ser detido por “operações maliciosas”. A saída ocorre a 20 dias das eleições. O escândalo já havia reduzido sua participação em campanha, constrangendo aliados como a ministra Patricia Bullrich. Na sexta-feira (3), Espert se reuniu com Milei em Olivos para renunciar, mas o presidente pediu que continuasse. No fim de semana, o deputado chorou em entrevista e acusou o peronismo de perseguição.
Apesar de negar laços, Espert admitiu ter viajado 17 vezes em aviões de Machado. O empresário, preso em Viedma, aguarda extradição aos EUA, acusado de usar sua frota aérea no tráfico. Com a renúncia, os mileístas devem substituir Espert por Diego Santilli, ex-vice-chefe de governo de Buenos Aires e aliado de Mauricio Macri. Um entrave é que as cédulas eleitorais já foram impressas com a foto de Espert. Deputados peronistas pediram que os custos de reimpressão sejam arcados pelo partido de Milei.
Neste momento, você está voando pelo espaço a velocidades incríveis. Como todos os seres vivos da Terra, acompanha nossa jornada enquanto o planeta se move de duas maneiras principais. Primeiro, a Terra gira em torno de um eixo que vai do polo Norte ao polo Sul. Essa rotação completa dura 24 horas, com cerca de 1.670 km/h no equador. Além disso, a Terra orbita o Sol, completando uma volta em um ano, a 107.000 km/h. Essas velocidades superam qualquer veículo humano. Mas por que não sentimos o movimento? Foi essa pergunta que despertou meu interesse infantil pelo Universo. Hoje, como astrônomo, ensino que não sentimos porque tudo se move junto com a Terra. O movimento terrestre é suave e constante, sem solavancos. A órbita é ligeiramente oval, mas as variações são graduais demais para percebermos. É como estar em um avião em voo de cruzeiro: viajamos rápido, mas dentro tudo parece calmo. Assim, você, sua cadeira, os prédios e oceanos se movem na mesma velocidade. Só notaríamos se houvesse uma mudança brusca, o que não ocorre. Podemos nos comparar a formigas em uma imensa bola. Como a Terra tem 13 mil km de diâmetro, qualquer movimento parece lento e suave para nossos corpos.
Outra razão é a ausência de pontos de referência próximos no espaço. As estrelas estão tão distantes que parecem fixas, mesmo com nosso movimento. A gravidade, por sua vez, impede que sejamos lançados ao espaço, puxando-nos sempre ao centro do planeta. Como sabemos que a Terra se move? Pelas observações do céu. O dia e a noite resultam da rotação terrestre. Se ela não girasse, metade do planeta viveria sempre iluminada e a outra metade sempre escura. As estações do ano ocorrem porque a Terra gira inclinada em sua órbita, recebendo diferentes quantidades de luz solar. À noite, as constelações parecem mudar de posição, reflexo do giro terrestre e da trajetória ao redor do Sol. Astrônomos já deduziram isso há séculos, e hoje satélites e telescópios confirmam o movimento. Mesmo sem sentir, as evidências estão por toda parte. E não é só a Terra: o Sol também orbita o centro da galáxia a enormes velocidades. No Universo, nada está parado. Tudo se move —planetas, estrelas e até galáxias inteiras.
O uso das redes sociais para fins políticos marcou o julgamento sobre a trama golpista no STF, desde a sobretaxa a produtos brasileiros anunciada por Donald Trump até a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Especialistas apontam que as plataformas digitais tiveram papel central, funcionando como “motor” da trama. Mesmo preso e proibido de usá-las, Bolsonaro ainda recebe influência por elas, inclusive no debate sobre anistia. Condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe e outros crimes, ele terá inelegibilidade até 2062. As redes foram tema desde o inquérito das milícias digitais, aberto em 2021 para investigar organização criminosa que produzia e financiava desinformação contra a democracia. Elas também aparecem nos inquéritos das fake news (2019) e na investigação de obstrução de Justiça atribuída a Bolsonaro e seu filho Eduardo. Moraes destacou o uso doloso das plataformas, justificando a proibição e prisão domiciliar do ex-presidente após descumprimento da medida.
Na ação penal, Paulo Gonet afirmou que a estratégia das milícias digitais foi usada na cronologia do golpe. O tema cruzou ainda o cenário internacional: Trump citou redes ao anunciar sobretaxa a produtos brasileiros, alegando censura. O debate ocorre em meio à proposta de Lula para regular as big techs e à ampliação de obrigações pelo STF. Para a pesquisadora Liriam Sponholz, a tentativa de golpe foi construída nas redes, que normalizaram discursos extremistas. Letícia Cesarino afirma que, desde 2021, conspirações eleitorais substituíram teorias da pandemia, após a volta de Lula à disputa. Segundo Fábio Malini, as redes produziram em tempo real o imaginário do caos que justificaria intervenção militar. Mesmo com impacto da prisão domiciliar, a base digital de Bolsonaro deve permanecer ativa. Marcelo Alves aponta que as redes também viabilizaram financiamento via Pix e venda de produtos. Ele avalia que o uso político das plataformas continuará, agora voltado ao pedido de anistia.