A C&M identificou movimentações suspeitas às 4h30 e desligou o sistema, descobrindo que criminosos enviavam ordens ao BC por meio de um sistema espelhado fraudulento. A principal vítima, BMP, já havia alertado sobre riscos semanas antes. Segundo o MP, Breu buscou Zanquetim em abril; o grupo já havia desviado R$ 50 milhões antes, mas não conseguiu sacar. Zanquetim afirmou conseguir “resumir valores”, usando criptomoedas mediante comissão de 3%. O grupo acessou contas de tesouraria com limites elevados. US$ 37,7 milhões chegaram a carteiras de Zanquetim e de sua noiva; outros US$ 6,5 milhões foram para carteira de Gabriel Faria, sócio dele e hoje foragido. O MP pede indenização de R$ 207 milhões pela tentativa de lavagem. Breu foi preso na Espanha na Operação Magna Fraus.
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segunda-feira, 24 de novembro de 2025
ABALO NO SISTEMA ECONÔMICO-FINANCEIRO
COREIA DO NORTE PROVOCA COREIA DO SUL
TARIFAS PODEM CAUSAR PREJUÍZO DE US$ 3 BILHÕES
Setores mais afetados incluem máquinas e equipamentos, eletrônicos, aço semimanufaturado, aeronaves não civis, têxteis, calçados e café solúvel. O setor de industrializados diversos lidera as perdas, com US$ 69,77 milhões mensais, seguido por madeira e derivados (US$ 28,68 milhões) e aço (US$ 27,63 milhões). Há ainda perda de competitividade para países como Argentina, Alemanha e Canadá em itens como bulldozers e carregadoras. O estudo aponta que o Brasil tem desvantagem de 25 a 30 pontos percentuais frente a parceiros dos EUA. Sem avanços nas negociações nos próximos seis meses, a perda estrutural pode chegar a US$ 5 bilhões anuais. Com acordo, o país pode recuperar entre US$ 1,4 bilhão e US$ 1,6 bilhão ao ano.
BOLSONARO ADMITIU VIOLAÇÃO DA TORNOZELEIRA ELETRÔNICA
A semana para o clã bolsonarista começa sob questionamentos. A prisão preventiva de Jair Bolsonaro, às vésperas do fim do prazo para recorrer da condenação no caso da trama golpista, criou um cenário desfavorável para seus aliados e colocou em dúvida a aprovação de pautas polêmicas no Congresso, como o projeto que anistia condenados pelo 8 de janeiro. No sábado (22/11), o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), ironizou o silêncio da direita após Bolsonaro aparecer em vídeo da PF admitindo ter violado sua tornozeleira eletrônica antes de ser preso por danificar o aparelho. Para o petista, projetos bolsonaristas perderam força, pois “o ato do ex-presidente os desmoralizou completamente”. Ele afirmou que votar o PL da Anistia seria interferência no Judiciário e apresentou representação ao STF para ampliar a investigação sobre tentativa de fuga aos filhos de Bolsonaro.
O vice-líder da oposição, Domingos Sávio (PL-MG), rebateu dizendo que a “perseguição” ao ex-presidente aumenta a disposição da direita para lutar no Congresso. Afirmou ainda que Bolsonaro era vigiado 24h por policiais, o que tornaria impossível qualquer fuga. Pressionado, o relator do projeto, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), pediu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que paute apenas o trecho sobre dosimetria das penas, sem anistia ampla. Motta não se pronunciou até o fechamento da edição, mas já afirmou que a Câmara decidirá conforme a maioria dos líderes. Para o cientista político Rubens Figueiredo, o país vive tensão permanente, que deve se intensificar com o avanço do calendário eleitoral. Segundo ele, a prisão de um líder da direita não contribui para um ambiente pacificado.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 24/11/2025
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Israel bombardeia Beirute e mata o chefe militar do Hezbollah
Mísseis eliminam Haitham Ali Tabatabai, chefe do Estado-Maior do movimento fundamentalista xiita libanês, no primeiro ataque a Beirute em meses. Testemunhas relatam tensão ao Correio. Premiê Netanyahu exige desarmamento do grupo
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Curiosidade, vergonha e alucinação: as versões sobre a violação de tornozeleira eletrônica por Bolsonaro
Ex-presidente de violar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Tarifas dos EUA causam perda de US$ 3 bilhões ao Brasil e ameaçam competitividade, diz estudo
Setores de alto valor agregado e bens de capital são os mais atingidos, mesmo após isenções Próximas negociações podem recuperar US$ 1,6 bilhão ou agravar perdas estruturais na balança comercial
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
BC segurou liquidação no Master para evitar ‘risco do Ipiranga’ e quebra do BRB
O BRB ainda é motivo de atenção no sistema financeiro
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Enem 2025: PF cumpre mandado de busca e apreensão no Ceará para investigar suspeita de fraude
Inep anulou três questões do exame
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Uma em cada seis câmaras municipais vão ficar com executivos minoritários
domingo, 23 de novembro de 2025
RADAR JUDICIAL
ADVOGADA É MORTA A FACADAS PELO MARIDO
PLANO DE PAZ DESAGRADA PUTIN
O plano de paz para encerrar a Guerra da Ucrânia apresentado pelo governo Donald Trump desagradou a linha-dura do Kremlin, apesar de ter sido elaborado com um enviado russo e atender a desejos de Vladimir Putin. Integrantes dessa ala agora tentam derrubá-lo. Segundo fontes com acesso ao poder russo, corre a versão de que Putin não aprovou pessoalmente o plano de 28 itens, vazado pelo Axios, e rejeita ao menos um ponto: entregar um terço dos US$ 300 bilhões de reservas russas congeladas para a reconstrução da Ucrânia. A linha-dura, formada por militares e serviços de segurança, está confiante nos avanços no front e teria convencido Putin de que é possível vencer sem concessões. Isso explica sua reação morna ao plano, que considerou factível, mas sujeito a debate. Ele citou a queda de Kupiansk ao advertir Kiev e europeus.
O plano prevê manter Donetsk e congelar linhas em Kherson e Zaporíjia, mas exige retirada russa de Kharkiv, Dnipropetrovsk e Sumi, o que desagrada a ala dura. A pressão também mira Kirill Dmitriev, que negociou o texto com Steve Witkoff, ligado a Trump. Há disputa interna: Washington afirma que não se trata de um plano oficial. Witkoff e Marco Rubio foram a Genebra discutir com a Ucrânia e aliados europeus. Com tensões políticas e militares crescentes, cresce o risco de a proposta de Trump fracassar. Enquanto isso, a guerra segue: a Rússia avançou em Donetsk, e a Ucrânia atacou uma usina próxima de Moscou, deixando 33 mil pessoas sem energia.
TRUMP NÃO FEZ FALTA NA COP30
A presença de figuras como o senador Sheldon Whitehouse, os governadores Tony Evers e Michelle Lujan Grisham e o ex-vice-presidente Al Gore expôs a divisão interna dos EUA sobre clima. Overpeck ressalta que ações climáticas continuam fortes em níveis estadual e municipal, com expansão de energias renováveis e veículos elétricos —inclusive em estados republicanos como o Texas. Ele afirma que prefeitos ganham protagonismo, pois “é nas cidades que as pessoas vivem e veem os benefícios de um ar mais limpo”. Para alguns, porém, a ausência americana traz risco simbólico: John Kerry alertou que o recuo dos EUA pode desestimular outros países a cumprir promessas climáticas.
COP30 OMITE NOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS
O acordo final da COP30 deixou sensação agridoce entre os observadores. Houve avanços em temas sociais e no mecanismo de transição justa, mas novamente o texto evitou citar os combustíveis fósseis, responsáveis por 80% das emissões. Para Afra Balazina, da SOS Mata Atlântica, as recomendações científicas para manter o aquecimento em 1,5°C não foram incorporadas, e falta ambição nas decisões. Natalie Unterstell, do Instituto Talanoa, afirma que, nos dez anos do Acordo de Paris, os países tinham obrigação de responder à lacuna entre promessas e ações, mas o resultado não entrega o salto político necessário. A Decisão de Mutirão excluiu o plano de saída dos fósseis e, em seu lugar, a presidência da COP30 propôs produzir roteiros próprios, sem obrigatoriedade internacional. Para Carolina Pasquali, do Greenpeace Brasil, a “COP da Verdade” expôs a força do lobby dos fósseis e do agronegócio. Na plenária final, países como a Colômbia protestaram contra a omissão dos combustíveis fósseis, interrompendo a sessão.
A adaptação climática, tema central, resultou em texto mais fraco: há apenas um apelo para triplicar recursos em dez anos, sem valores definidos. Representantes de várias regiões criticaram critérios de avaliação pouco transparentes. O número de indicadores caiu de cem para 59, muitos imprecisos, segundo o WWF-Brasil. Também faltam caminhos claros para o financiamento de adaptação, diz a ONG 350.org. Apesar das fragilidades, houve avanços sociais. Grupos vulneráveis, como afrodescendentes e quilombolas, tiveram seu papel reconhecido. Foi aprovado um plano de gênero para a próxima década e registrada a maior participação indígena já vista. Três textos reconheceram explicitamente direitos territoriais indígenas como política central de mitigação. Também foi criado um programa de transição justa, com potencial para reduzir desigualdades se bem implementado.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA NO DIREITO
Sanções severas vêm sendo aplicadas a quem apresenta citações falsas, incluindo multas, pagamento de custos, cursos obrigatórios, comunicação à ordem e até desqualificação no processo. Algumas cortes proíbem o uso de IA para argumentos substantivos sem autorização judicial. Em certos casos, é exigido registro das partes do documento geradas por IA. Cresce também o treinamento de juízes para compreender e identificar problemas relacionados ao uso da ferramenta. A American Bar Association recomenda que tribunais e associações desenvolvam diretrizes específicas para a GenAI, destacando que a tecnologia é poderosa, deve ser adotada com transparência e precisa estar alinhada às normas éticas. As “traições” da GenAI, como precedentes inventados, decorrem das fontes usadas no treinamento: a IA coleta conteúdos de blogs, fóruns e notícias variadas, muitas vezes não confiáveis, resultando em precisão de apenas 50% a 60%. Já bases jurídicas tradicionais são mantidas por especialistas, com precisão entre 95% e 99,6%, o que evidencia a diferença de confiabilidade entre as ferramentas.
ISRAEL E AS NARRATIVAS PARA MATAR
O gabinete de Netanyahu acusou o Hamas de romper o acordo e disse que cinco “terroristas de alto escalão” foram mortos. O grupo, por sua vez, afirmou que as violações israelenses exigem ação dos mediadores e dos EUA. Israel pediu que o Hamas cumpra o cessar-fogo entregando os três reféns mortos restantes e concluindo seu desarmamento. A trégua de 10 de outubro reduziu a violência, permitiu o retorno de centenas de milhares de palestinos e ampliou a ajuda humanitária, embora confrontos persistam. Autoridades palestinas dizem que Israel matou 316 pessoas desde então; Israel afirma ter perdido três soldados. A guerra começou após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que matou 1.200 pessoas e sequestrou 251. A ofensiva de Israel matou mais de 69.700 palestinos. Pelo acordo, o Hamas libertou os 20 reféns vivos e entregou restos mortais de 25, enquanto Israel devolveu 330 corpos de palestinos.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 23/11/2025
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
A luta por direitos das mulheres negras ganha as ruas de Brasília
Ao Podcast do Correio, a coordenadora do comitê no Distrito Federal, Thânisia Cruz, fala sobre racismo, igualdade de oportunidades e ocupação de lugares de poder
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Após fogos de artifício e mensagens apagadas, moradores do condomínio de Bolsonaro esperam dias mais tranquilos depois de prisão
Vizinhos do Solar de Brasília trocaram mensagens festivas e tentativas de evitar discussões políticas
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Aliados veem Flávio na mira de Moraes com prisão de Bolsonaro e ensaio de candidatura a presidente
Ministro do Supremo diz que senador tentou 'reeditar acampamentos golpistas e causar caos social' Filho do ex-presidente rebate que vigília seria para oração e que não é hora de falar sobre substituto
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Marina Silva destaca avanços na COP30, mas reconhece progresso modesto
Ministra foi aplaudida no encerramento da conferência em Belém
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Aliados falam em “surto” e afirmam que Bolsonaro acreditou estar ouvindo vozes na tornozeleira
Versão ganhou força após o vídeo em que o ex-presidente admite ter "metido ferro" na tornozeleira
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT











