O ministro Dias Toffoli, do STF, autorizou novas diligências da Polícia Federal na residência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ontem, 14. A decisão reconsidera negativa parcial anterior após novos argumentos da PF e da Procuradoria-Geral da República. Segundo Toffoli, há indícios da prática de novos ilícitos e necessidade de coleta complementar de provas. A PF alegou atualização de endereços e afirmou que as buscas anteriores tinham escopo mais restrito. Com isso, o ministro deferiu novas diligências no endereço do investigado. Toffoli não detalhou o motivo da rejeição inicial, mas disse estar ciente do endereço correto. O procurador-geral Paulo Gonet apoiou a medida, citando limites da busca anterior. Ele defendeu nova apreensão de documentos, registros, mídias e aparelhos eletrônicos. A ação integra a Operação Compliance Zero, que investiga fraudes atribuídas a Vorcaro. Em outro despacho, Toffoli criticou a PF por descumprir prazos e cobrou explicações em 24 horas. O ministro também determinou que o material apreendido fique sob guarda do STF. Reportagem da Folha revelou conexões entre fundos ligados ao caso e empresas de parentes de Toffoli. Um fundo teria participação em empresas associadas à família do ministro no Paraná.
A ligação com o Banco Master ocorreria por uma cadeia de fundos de investimento. O Banco Central aponta alguns desses fundos como parte de uma teia de fraudes. O fundo citado não é alvo direto da investigação. Todos os fundos têm como administradora a Reag. A Reag é investigada em outra operação por suspeita de lavagem de dinheiro. A defesa de Vorcaro negou irregularidades e contestou as conexões apontadas. Segundo os advogados, a reportagem distorce fatos e sugere vínculos inexistentes. A Folha questionou o STF sobre possível impedimento de Toffoli no caso. O ministro não respondeu até a publicação. Parentes de Toffoli também não se manifestaram. A Reag não comentou o caso.
FBI REVISTA CASA DE REPORTER
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na Truth Social uma mensagem incentivando protestos no Irã e defendendo, de forma inédita, a queda do regime teocrático dos aiatolás. No texto, pediu que manifestantes tomem instituições, guardem nomes de responsáveis pela repressão e afirmou ter cancelado reuniões com autoridades iranianas, encerrando com o slogan “MIGA” (“Tornem o Irã grande novamente”). A reação em Teerã foi imediata. O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, acusou Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de serem “assassinos do povo iraniano” e afirmou que Washington busca um pretexto para intervenção militar. Trump também anunciou tarifas de 25% contra países que mantêm negócios com o Irã e aconselhou cidadãos de nações aliadas a deixarem o país. Parlamentares republicanos apoiaram o discurso e defenderam tornar a mudança de regime “inevitável”.
Seis procuradores federais de Minnesota renunciaram em protesto após pressão do Departamento de Justiça dos EUA para investigar a viúva de uma mulher morta por um agente do ICE e pela relutância em apurar a conduta do atirador.
PRESIDENTE DO FED RECEBE APOIO