O memorial reúne painéis com textos, imagens e curiosidades sobre programas científicos da gestão Geisel, como o Pró-Álcool, o programa nuclear e ações no cerrado. O espaço traz ainda documentos e informações sobre viagens de Estado. O prefeito de Bento Gonçalves, Diogo Siqueira, PSDB, afirmou que, se a UCS acatar a recomendação, pretende trabalhar para manter o memorial na cidade. Para ele, o espaço destaca conquistas do período e não deve “apagar a história” do ex-presidente.
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quarta-feira, 26 de novembro de 2025
MEMORIAL GERA CONTROVÉRSIA
ABIC NA PRESIDÊNCIA
O presidente da ABIC, Pavel Monteiro Cardoso, juntamente com o diretor executivo, Celírio Inácio da Silva, estiveram ontem, 25, no gabinete do vice-presidente da República, no exercício da presidência, Geraldo Alkmin, buscando agradecê-lo pelos esforços empreendidos junto ao governo americano. Trata-se da publicação de Ordem Executiva do presidente Donald Trump, em 14/11 e 20/11, isentando o café verde, torrado & moído das tarifas de 10% e 40%, respectivamente. A promessa da direção da ABIC é de que continuará mobilizada, visando conseguir isenção também para o solúvel brasileira, que não foi contemplado na benesse do presidente americano. A ABIC ainda celebrou a 4ª edição, homenageando atores que fizeram a diferença no agro do Brasil.
CLIENTE MATA ADVOGADO
O cliente que matou o advogado Marcelo Mendonça, 43 com uma facada no coração, foi indiciado pela Polícia Civil pela prática do crime de homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e por meio que tornou impossível a defesa da vítima. O crime ocorreu em 14 de novembro, em Viçosa (MG) e a vítima foi sepultada no dia seguinte. Marcelo foi encontrado caído enquanto o suspeito, Evandro Orecio da Cunha, 53, era contido por testemunhas. A agressão ocorreu após uma reunião no escritório de advocacia, quando Evandro se exaltou. Ele acusou o advogado de agir “dos dois lados”. Na recepção, desferiu o golpe fatal. Marcelo foi socorrido e levado ao hospital. Ele morreu devido ao ferimento no ventrículo cardíaco. A faca usada no crime foi apreendida. O suspeito recebeu voz de prisão em flagrante. O escritório afirmou que o cliente buscava um documento de um processo arquivado. Marcelo o orientou a procurar a prefeitura. A orientação teria provocado a reação violenta. A defesa do suspeito alegou desacerto sobre o serviço. Também afirmou que houve luta corporal.
Uma funcionária presenciou o crime e informou que o suspeito estava acompanhado da esposa, em reunião marcada com o advogado. Na conversa, Evandro ficou exaltado e acusou o advogado de "jogar para os dois lados". Nesse quadro, a reunião foi encerrada, mas advogado e o suspeito seguiram até a recepção, onde houve o crime com um golpe de faca; a esposa do agressor foi quem retirou a faca da mão do marido, quando outra testemunha o imobilizou. No hospital para onde foi conduzida a vítima, a equipe médica constatou "que o ventrículo cardíaco havia sido atingido, causando dano irreversível".
COMBATE AO CRIME ORGANIZADO
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator do PL Antifacção, afirmou não haver chance de retomar a versão original enviada pelo governo Lula. Ele pretende manter o endurecimento de penas aprovado pela Câmara, além de suprimir pontos considerados inconstitucionais, como a proibição de auxílio a familiares de presos. Vieira estuda incluir um novo modelo de financiamento ao combate ao crime organizado e afirma dialogar com Derrite, Ministério da Justiça e PF para buscar consenso. A CCJ fará audiência pública na terça, 2, para ouvir técnicos do governo, do Consesp e entidades civis, a fim de aprofundar a análise sobre facções e milícias. Vieira quer concluir o texto até quarta (3), com votação na CCJ e depois no plenário, defendendo um processo transparente para evitar “guerra de narrativa”. O plano é incorporar as mudanças à Lei de Organizações Criminosas, evitando a lei autônoma criada na Câmara, que pode gerar insegurança jurídica. O senador diz ser necessário delimitar novos tipos penais, escritos de forma ampla, pois o Direito Penal exige objetividade.
Vieira defende endurecer penas de forma proporcional e revisar o isolamento de líderes em presídios federais, restringindo o regime aos verdadeiros chefes, como indicou Lincoln Gakiya ao afirmar que apenas 100 dos 40 mil membros do PCC são lideranças. Trechos inconstitucionais serão retirados, como o fim do auxílio-reclusão, que protege famílias de presos. O relatório também ampliará, e não cortará, recursos para PF e estados, com estudo de criação de fundo específico. Outra questão em debate é a retirada de competência do Tribunal do Júri em crimes de organizações ultraviolentas, o que enfrenta entraves constitucionais. A realização de audiências de custódia por videoconferência também será revista, já que o texto da Câmara a transforma na regra, sob justificativa de redução de custos.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 26/11/2025
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Alexandre Ramagem deve entrar na lista da Interpol
Foragido desde setembro, o deputado pediu para votar, dos EUA, o PL Antifacção
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Trama golpista
Julgamento raro no STM pode tirar postos e patentes de Bolsonaro e de generais condenados
Malu Gaspar: expectativa é que ex-presidente e militares sejam declarados 'indignos para o oficialato'
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Aliados do governo veem Motta criando tumulto para proteger interesses do centrão
Interlocutor de Lula cita iniciativas para minar pauta de combate a privilégios Presidente da Câmara vem em rota de colisão com Executivo
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Lula estuda tarifa zero para o transporte público
Guilherme Boulos disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "tem simpatia" por um projeto nacional de tarifa zero para o transporte público
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Senado aprova, por 57 a 0, aposentadoria de agentes de saúde em derrota ao governo
Projeto de Lei Complementar terá impacto bilionário aos cofres públicos
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Imigrantes vítimas de esquema com GNR e PSP mendigavam por comida
terça-feira, 25 de novembro de 2025
RADAR JUDICIAL
JUIZ É AFASTADO A PEDIDO DA OAB
PROFESSORA APOSENTADA
SAIU NA FOLHA DE SÃO PAULO
Ucrânia reage a presente de Trump para Putin
Plano de paz anunciado pelo presidente americano manietava soberania de Kiev e premiava Rússia Zelenski está em apuros domésticos, com um escândalo de corrupção, e na frente de batalha, onde a Rússia ameaça a defesa do país
Quando ninguém mais esperava uma solução rápida para a Guerra da Ucrânia, Donald Trump sacou da cartola um acordo de paz escrito a quatro mãos por um negociador americano e outro russo. Ucranianos e seus aliados europeus só foram informados do fato.
A Casa Branca deu prazo até a próxima quinta-feira (27) para que Volodimir Zelenski aceitasse o prato feito. Chegou a sugerir medidas drásticas, como o fim do fornecimento de armas a Kiev, para pressioná-lo.
O mandatário ucraniano está em apuros domésticos, na forma de um escândalo de corrupção que derruba ministros, e na frente de batalha, onde a Rússia faz pressão máxima e ameaça a estabilidade da defesa do país que invadiu há quase quatro anos.
A fragilidade de Zelenski era visível em seu desabafo inicial, quando disse que seu governo se via diante de uma "escolha difícil: ou perder a dignidade ou um grande aliado". A partir daí, com ajuda externa, buscou reagir.
No domingo (23), equipes negociadoras de Ucrânia e EUA se reuniram em Genebra. Os 28 pontos do plano anunciado por Trump, amplamente favoráveis à Rússia, tornaram-se 19 mais equilibrados. O Kremlin, claro, já disse que não aceitará as mudanças.
Se perdas territoriais seriam incontornáveis e demandas russas precisam ser ouvidas, o primeiro documento ia além, ao manietar a soberania ucraniana.
O fazia em temas amplos, como a limitação de suas Forças Armadas ou a exigência de eleições em cem dias, mas também em minúcias como a proteção da perseguida Igreja Ortodoxa Russa no país. Tudo isso está em revisão, e a data-limite fixada por Trump dificilmente será respeitada.
A questão é que Vladimir Putin não pode ganhar a guerra e dobrar uma Ucrânia apoiada pelo Ocidente, à diferença do que apregoam generais russos, e tampouco Zelenski é capaz de expulsar os invasores como querem crer próceres europeus.
Logo, concessões se impõem, mas Putin não deveria ser recompensado pelo uso da força que fez em pleno século 21. Ficará no ar o fantasma do Acordo de Munique, de 1938, quando Reino Unido e França deixaram Adolf Hitler tomar pedaços da Tchecoslováquia na esperança de aplacar seu belicismo. Deu no que deu.
Naturalmente, o fim da guerra seria excelente notícia, em especial se incluir um cronograma para a normalização das relações entre a Rússia e o Ocidente.
Críticos dizem que Putin quer remontar um império, o que pode ser verdade, mas é fato que o englobamento do antigo bloco socialista pelo clube militar ocidental mostra que os EUA foram no mínimo pouco magnânimos na vitória sobre a União Soviética.
Se houver impasse insuperável nas negociações em curso, Trump também terá dado mais um presente para Putin. O russo, que se afastou da autoria da proposta, fingirá que o problema não é seu, ganhando mais tempo para prosseguir com sua guerra.
TRUMP PODE DERRUBAR MADURO
A forte presença venezuelana na região foi impulsionada por crises sob Chávez e Maduro, e muitos foram atraídos por políticos republicanos apoiados por exilados cubanos. Hoje, críticas a Trump são vistas como deslealdade. Luis Fernando Atencio teme que uma intervenção coloque vidas em risco. José Antonio Colina, ex-militar acusado na Venezuela e exilado em Miami, afirma que Maduro só cairá pela força. Ao mesmo tempo, muitos veem contradição entre a pressão contra Maduro e o fim do status legal temporário de centenas de milhares de venezuelanos nos EUA. Em Doral, o clima ficou mais silencioso com deportações e medo crescente. Ativistas questionam como conciliar a ameaça de deportar 660 mil pessoas enquanto se discute atacar o regime. Colina diz ser atacado nas redes por criticar Trump, e o jornalista César Miguel Rondón também relata ofensas por expressar ceticismo. Para ambos, a intolerância dentro da própria comunidade venezuelana se tornou um fenômeno preocupante, que lembra a repressão vivida em seu país de origem.
O STF NÃO É MAIS AQUELE!
Na ditadura militar, em 1965, o STF passou a ser composto por dezesseis ministros, em inovação eminentemente política. Ainda, no período do militarismo, em 1969, através do Ato Institucional n. 5, o governo aposentou compulsoriamente os ministros Hermes Lima, Evandro Lins e Silva e Victor Nunes Leal. Os abusos de exceção do governo militar causaram aborrecimento e revolta entre os ministros, um dos quais, em 1969, Antônio Gonçalves de Oliveira, renunciou ao cargo, e outro, no ano seguinte, Lafayette de Andrade solicitou aposentadoria. Nesse quadro, o governo Médici alterou mais uma vez o quadro para retornar ao que era antes, ou seja, onze ministros. Todavia, o Congresso foi o responsável pelas novas leis, reforçando o controle de constitucionalidade; além disso, os próprios parlamentares são responsáveis pelo uso e abuso de demandas na área eminentemente política, diminuindo a imagem do Executivo e do Legislativo. A influência do Supremo na vida política agigantou-se de tal forma que ocasionou a denominação de "supremocracia".
As decisões colegiadas da Corte cederam lugar para pronunciamentos monocráticas dos ministros, causando a nomenclatura de "ministrocracia", ou a existência de "onze Supremos". O cenário tornou-se tão incomum ao ponto de a revista The Economist, em maio/2009, caracterizar o Supremo como "o tribunal mais sobrecarregado na Constituição nacional de 1988", além de afirmar que "o Supremo Tribunal Federal recebeu 100 781 casos no ano de 2008. A maior Corte do país descambou para a indicação de novos ministros em bruta vulgaridade para compô-lo com advogados ou políticos, a exemplo de Dias Toffoli, sem experiência alguma, sem vivência e vinculado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Semelhante foi a indicação do ministro Cristiano Zanin, que atuou como advogado de Lula em todos os processos e terminou sendo indicado pelo próprio Lula para a Corte. A respeitabilidade do Supremo decaiu em virtude da própria composição, ministros sem experiência e sem vivência alguma. E o pior é que vão permanecer por décadas, vez que novos para assumir tamanha responsabilidade.
TRIBUNAIS ELEITORAIS USARÃO INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Ele cita como exemplo o robô Janus, criado pelo TRE-BA, que agiliza processos ao atuar 24 horas por dia. A experiência nas eleições de 2024, marcadas pela onda de deepfakes e notícias falsas, serviu de teste. Graças à preparação, o pleito ocorreu com tranquilidade, com decisões rápidas que impediram a disseminação de conteúdos fraudulentos. Além da tecnologia, o desembargador destaca a importância do capital humano e da troca de experiências em eventos como o Copeje, essenciais para antecipar problemas e aprimorar procedimentos. A combinação de inovação, capacitação e colaboração é vista como crucial para proteger a integridade das eleições de 2026.
SUSPENSOS VOOS PARA VENEZUELA
A Venezuela exibiu seus mísseis portáteis Igla-S, capazes de derrubar aeronaves em baixa altitude. Desde setembro, militares dos EUA atacam embarcações no Caribe e Pacífico, alegando transporte de drogas, resultando na morte de dezenas de pessoas. Washington classifica os grupos como “narcoterroristas”, enquanto críticos apontam “execuções extrajudiciais”, já que os ocupantes não são detidos para processo legal. A dimensão da operação — com destróieres, submarinos, navios anfíbios, caças F-35, helicópteros, aviões de vigilância e milhares de soldados — alimenta especulações de que Donald Trump planeja uma ação para mudar o regime venezuelano. O presidente, porém, envia sinais contraditórios. Já o governo Maduro afirma ter reforçado suas defesas, especialmente na zona aérea de Maiquetía.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 25/11/2025
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Flamengo ou Palmeiras fechará 2025 com quase meio bilhão em prêmios
Disputas pela Série A e Libertadores também opõe as potências Palmeiras e Flamengo na economia. Rubro-negro tem a chance de faturar o título da elite nesta terça-feira (25/11)
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
A ameaça de Alcolumbre pela rejeição de Messias no STF
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Acaba prazo para recurso de Bolsonaro, e decisão de Moraes para cumprimento da pena é iminente
Ex-presidente está detido na PF após tentar danificar tornozeleira com ferro de solda; caso de Collor é tido como precedente
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Sem pressa, Alcolumbre sinaliza que sabatina de Jorge Messias ao STF pode demorar
Apesar de aceno positivo ao indicado de Lula, aliados veem tendência de adiar o processo na CCJ
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
MPRS denuncia 4 servidores por fraudes no Presídio de Getúlio Vargas
Servidores são acusados de peculato, tráfico de drogas e prevaricação
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT






