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quinta-feira, 18 de junho de 2026

EUA E IRÃ CELEBRAM ACORDO PARA ENCERRAR GUERRA


O memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã, etapa preliminar para um acordo de cessar-fogo, estabelece 14 compromissos para encerrar a guerra, que chegou ao 110º dia. O documento prevê o fim imediato das operações militares, a reabertura do Estreito de Ormuz e a suspensão gradual das sanções contra Teerã. O pacto foi assinado eletronicamente pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian e já está em vigor. As partes terão 60 dias para negociar um acordo definitivo. Entre os pontos centrais, o Irã reafirma que não buscará armas nucleares e promete discutir o destino de suas reservas de urânio enriquecido. Em contrapartida, os EUA se comprometem a liberar exportações de petróleo iraniano, desbloquear ativos congelados e liderar um fundo de US$ 300 bilhões para reconstrução econômica do país. Especialistas, porém, avaliam que o texto deixa questões cruciais sem solução. John Erath, do Centro para o Controle de Armas e Não Proliferação, criticou a falta de um plano concreto para eliminar ou transferir o urânio altamente enriquecido.

Daryl Kimball, da Associação para o Controle de Armas, destacou que o Irã já é legalmente proibido de desenvolver armas nucleares e defendeu a redução do enriquecimento para níveis compatíveis com uso civil, sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Outro ponto delicado envolve o Estreito de Ormuz. O Irã garantirá passagem gratuita de navios por 60 dias, mas pretende cobrar taxas posteriormente, alegando soberania sobre a rota estratégica. No Líbano, persistem divergências. O especialista Nicholas Blanford avalia que o acordo enfrenta obstáculos porque não exige a retirada de tropas israelenses, condição defendida por Teerã. Segundo ele, a permanência de Israel em território libanês pode comprometer a implementação do pacto.

 

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