Até o momento, o governo perdeu 26 dessas ações e não obteve vitória em nenhuma. Defensores dos direitos eleitorais temem que cidadãos naturalizados sejam identificados incorretamente como estrangeiros devido a informações desatualizadas nos bancos de dados federais. A secretária de Estado da Califórnia, Shirley Weber, e o responsável pelo registro eleitoral, Dean Logan, foram citados como réus. Nenhum deles respondeu imediatamente aos pedidos de comentários sobre a ação. Em comunicado anterior, Weber afirmou que o estado possui mecanismos rigorosos para impedir o voto de não cidadãos. Ela também criticou a tentativa federal de acessar dados eleitorais protegidos e revisar os cadastros estaduais. Segundo a secretária, essas iniciativas podem provocar confusão e aumentar a desconfiança pública no sistema eleitoral. O professor de Direito Rick Hasen, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, questionou a legalidade da iniciativa federal. Para ele, a medida pode contrariar uma lei que proíbe expurgos em massa dos registros eleitorais nos 90 dias anteriores às eleições. O governo Trump argumenta que essa restrição não deve proteger pessoas sem direito legal ao voto. Hasen, entretanto, avalia que a ação enfrentará obstáculos jurídicos, pois os estados possuem autonomia para administrar suas eleições. O especialista afirma que o governo federal não tem autoridade direta para determinar quais cédulas estaduais podem ser enviadas ou contabilizadas.


