O advogado Barry Pollack contestou, em documento enviado ao juiz Alvin Hellerstein, a suposta interferência de Bruce Fein na defesa de Nicolás Maduro em Nova York. Pollack afirmou que Maduro não conhece Fein, nunca falou com ele nem o contratou. Fein respondeu que entrou no caso de boa-fé, a pedido de pessoas próximas a Maduro, incluindo familiares, que desconfiavam da equipe inicial. Disse não ter recebido pagamento nem promessa de honorários. Ao juiz, Fein alegou que Maduro foi detido em circunstâncias extraordinárias e confusas, em processo estrangeiro e em outra língua. Pediu que o magistrado ouça Maduro em privado para confirmar sua vontade. Fein afirmou que se retirará do caso se o réu não quiser sua atuação. Outro advogado, David Wikstrom, disse ter sido nomeado dativo, mas dispensado após a chegada de um advogado particular. Na audiência preliminar, Maduro se declarou inocente das acusações de narcotráfico e narcoterrorismo. Sua esposa, Cilia Flores, fez o mesmo em audiência separada.
Apontado como favorito para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o advogado Wellington César Lima e Silva deve ser anunciado por Lula ainda nesta semana, segundo aliados do presidente. Antes da decisão final, Lula pretende ouvir ministros do STF e dirigentes partidários, embora haja quem defenda um nome de maior visibilidade, como o do ministro Camilo Santana. Atualmente, Lima e Silva chefia o departamento jurídico da Petrobras, cargo para o qual foi indicado pelo próprio presidente. Entre janeiro de 2023 e julho de 2024, foi secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, função em que manteve relação próxima com Lula. Ele já ocupou cargos em outras gestões petistas e chegou a ser nomeado ministro da Justiça em 2016, mas permaneceu no posto por apenas 14 dias.A posse acabou anulada pelo STF, sob o entendimento de que integrantes do Ministério Público não podem exercer funções no Executivo. Lima e Silva ingressou no Ministério Público da Bahia em 1991 e foi procurador-geral de Justiça do estado por dois mandatos, durante governos do PT. A indicação ao ministério é articulada pelo senador Jaques Wagner, com apoio do ministro Rui Costa, ambos ex-governadores da Bahia. Ele deve substituir Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo na última sexta-feira (9), enquanto a pasta segue sob comando interino.
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DANOS MORAIS E ESTÉTICOS
INFLAÇÃO EM QUEDA
Duas empresas ligadas a parentes do ministro Dias Toffoli (STF) tiveram participação de um fundo conectado à rede de fundos investigada no caso do Banco Master, segundo documentos analisados pela Folha. O Arleen Fundo de Investimentos manteve participações na Tayayá Administração e Participações, responsável por um resort em Ribeirão Claro (PR) ligado à família do ministro, e na DGEP Empreendimentos, incorporadora que tinha como sócio um primo de Toffoli. A ligação com o caso Master ocorre por meio de uma cadeia de fundos. O Arleen foi cotista do RWM Plus, que recebeu recursos de fundos ligados ao Maia 95, apontado pelo Banco Central como parte da suposta teia de fraudes do banco de Daniel Vorcaro. O Arleen não é investigado. Todos os fundos da cadeia tinham como administradora a Reag, investigada na operação Carbono Oculto, por suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC. A Reag não comentou o caso. Toffoli, relator do inquérito sobre o Banco Master, não respondeu aos questionamentos da reportagem. Parentes do ministro também não se manifestaram. A defesa de Vorcaro negou irregularidades e afirmou que a reportagem cria conexões inexistentes.