A configuração das cúpulas do STF e do TSE em 2026 abre um novo capítulo da relação entre Justiça e política em pleno ano eleitoral. No STF, Edson Fachin presidirá a Corte, com Alexandre de Moraes na vice, dupla central na reação aos ataques de 2022. No TSE, o comando passará a Kássio Nunes Marques, com André Mendonça como vice, ambos indicados por Jair Bolsonaro e associados a uma atuação mais contida. A mudança encerra o protagonismo do TSE em 2022 e reacende debates sobre o combate à desinformação, às críticas às urnas e ao uso de inteligência artificial. Segundo o advogado Luiz Gustavo Cunha, o contraste entre as duplas é marcante. Em 2022, o TSE adotou postura expansiva, com remoções rápidas de conteúdos e forte intervenção no processo eleitoral.Críticos viram judicialização e discursos de censura. Já Nunes Marques e Mendonça defendem autocontenção e rejeitam a ideia de um “terceiro turno”. A incógnita é se um TSE menos ativo ficará mais vulnerável a ataques digitais. Para Cunha, o desafio será equilibrar prudência, poder e legitimidade institucional.
DANOS MORAIS E ESTÉTICOS
INFLAÇÃO EM QUEDA
Duas empresas ligadas a parentes do ministro Dias Toffoli (STF) tiveram participação de um fundo conectado à rede de fundos investigada no caso do Banco Master, segundo documentos analisados pela Folha. O Arleen Fundo de Investimentos manteve participações na Tayayá Administração e Participações, responsável por um resort em Ribeirão Claro (PR) ligado à família do ministro, e na DGEP Empreendimentos, incorporadora que tinha como sócio um primo de Toffoli. A ligação com o caso Master ocorre por meio de uma cadeia de fundos. O Arleen foi cotista do RWM Plus, que recebeu recursos de fundos ligados ao Maia 95, apontado pelo Banco Central como parte da suposta teia de fraudes do banco de Daniel Vorcaro. O Arleen não é investigado. Todos os fundos da cadeia tinham como administradora a Reag, investigada na operação Carbono Oculto, por suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC. A Reag não comentou o caso. Toffoli, relator do inquérito sobre o Banco Master, não respondeu aos questionamentos da reportagem. Parentes do ministro também não se manifestaram. A defesa de Vorcaro negou irregularidades e afirmou que a reportagem cria conexões inexistentes.
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