A Dinamarca afirmou hoje, 14, que reforçará sua presença militar na Groenlândia e mantém diálogo com a Otan, horas antes de um encontro com membros do governo de Donald Trump. Os chanceleres da Groenlândia e da Dinamarca devem se reunir em Washington com o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio. Trump tem ameaçado tomar a ilha, hoje território autônomo dinamarquês. Segundo o ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen, Copenhague seguirá fortalecendo sua presença militar e discutindo exercícios no Ártico no âmbito da Otan. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a Groenlândia pertence ao seu povo e terá apoio do bloco. A França anunciou a abertura de um consulado em Nuuk em fevereiro. Em publicação na Truth, Trump disse que a Otan seria mais eficaz com a Groenlândia sob controle americano e afirmou ser inaceitável outro cenário. Ele alegou que Rússia ou China poderiam assumir o território, argumento rejeitado por Nuuk e Copenhague.
Ao New York Times, Trump reconheceu que pode ter de escolher entre preservar a Otan e controlar a ilha, estratégica e rica em minerais. A Dinamarca é membro da aliança, que nunca teve confrontos diretos entre integrantes. A premiê Mette Frederiksen e o presidente francês, Emmanuel Macron, alertaram que uma ação dos EUA poderia acabar com a Otan. Há um acordo de defesa entre EUA e Dinamarca desde 1951, e Washington mantém base militar na Groenlândia desde a Segunda Guerra. O premiê groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, reafirmou o vínculo com a Dinamarca e rejeitou tornar-se território americano. Embora discuta independência a longo prazo, a maioria da população teme uma intervenção dos EUA, e o governo afirma não haver pressa por mudanças.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na Truth Social uma mensagem incentivando protestos no Irã e defendendo, de forma inédita, a queda do regime teocrático dos aiatolás. No texto, pediu que manifestantes tomem instituições, guardem nomes de responsáveis pela repressão e afirmou ter cancelado reuniões com autoridades iranianas, encerrando com o slogan “MIGA” (“Tornem o Irã grande novamente”). A reação em Teerã foi imediata. O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, acusou Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de serem “assassinos do povo iraniano” e afirmou que Washington busca um pretexto para intervenção militar. Trump também anunciou tarifas de 25% contra países que mantêm negócios com o Irã e aconselhou cidadãos de nações aliadas a deixarem o país. Parlamentares republicanos apoiaram o discurso e defenderam tornar a mudança de regime “inevitável”.
Seis procuradores federais de Minnesota renunciaram em protesto após pressão do Departamento de Justiça dos EUA para investigar a viúva de uma mulher morta por um agente do ICE e pela relutância em apurar a conduta do atirador.
PRESIDENTE DO FED RECEBE APOIO