Com o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã firmado e seus primeiros detalhes divulgados na quarta-feira (17), cresce entre analistas a avaliação de que Donald Trump encerrou o conflito em posição estratégica menos favorável do que a que tinha no início. Pelo entendimento, Washington aceitou um plano de US$ 300 bilhões para a reconstrução do Irã, o fim das sanções e a liberação de ativos congelados. Em troca, Teerã reabrirá o estreito de Hormuz e retomará negociações sobre seu programa nuclear. Especialistas apontam que as concessões superam as feitas no acordo nuclear firmado por Barack Obama em 2015. Para Vinícius Mariano de Carvalho, professor do King's College de Londres, o pacto anterior tinha condições mais vantajosas para os EUA. Segundo ele, Trump tende a priorizar a própria narrativa política ao justificar o acordo. O pesquisador afirma que ainda é cedo para medir os efeitos internos da guerra no Irã, mas considera que o país obteve êxito militar ao resistir a ataques diretos americanos e demonstrar capacidade de controlar o estreito de Hormuz.
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