O presidente do STF, ministro Edson Fachin, interrompeu o recesso e antecipou o retorno a Brasília na noite de segunda-feira (19/1). A decisão, segundo interlocutores, ocorreu porque “o momento exige” sua presença diante do desgaste à imagem da Corte no caso Banco Master. O objetivo de Fachin é administrar a crise institucional gerada pela condução do inquérito sob relatoria do ministro Dias Toffoli. O episódio colocou o STF em atrito com a Polícia Federal e a PGR, após decisões consideradas atípicas por integrantes do meio jurídico. Durante o recesso, Fachin havia transferido a presidência interina ao vice-presidente Alexandre de Moraes. Nesta terça-feira, Fachin cumpre agenda em São Luís (MA), onde se reúne com o ministro Flávio Dino. O encontro foi mantido apesar do recesso por motivo pessoal e institucional, já que o filho de Dino passará por cirurgia.Pesquisar este blog
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
TOFFOLI ABRE CRISE NO STF
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, interrompeu o recesso e antecipou o retorno a Brasília na noite de segunda-feira (19/1). A decisão, segundo interlocutores, ocorreu porque “o momento exige” sua presença diante do desgaste à imagem da Corte no caso Banco Master. O objetivo de Fachin é administrar a crise institucional gerada pela condução do inquérito sob relatoria do ministro Dias Toffoli. O episódio colocou o STF em atrito com a Polícia Federal e a PGR, após decisões consideradas atípicas por integrantes do meio jurídico. Durante o recesso, Fachin havia transferido a presidência interina ao vice-presidente Alexandre de Moraes. Nesta terça-feira, Fachin cumpre agenda em São Luís (MA), onde se reúne com o ministro Flávio Dino. O encontro foi mantido apesar do recesso por motivo pessoal e institucional, já que o filho de Dino passará por cirurgia.Nos bastidores, cresce a pressão sobre Toffoli na PGR. O procurador-geral Paulo Gonet recebeu ao menos quatro representações de parlamentares pedindo a suspeição do ministro no caso. Em 26 anos, porém, o STF nunca afastou um de seus integrantes nessas condições. A presidência da Corte acompanha com preocupação a centralização das investigações e o alto grau de sigilo imposto. A tensão ganhou dimensão pública após nota da ADPF, que apontou suposta afronta às prerrogativas da Polícia Federal e risco ao andamento e ao resultado das investigações.
PARLAMENTO EUROPEU SUSPENDE RATIFICAÇÃO DE ACORDO
O Parlamento Europeu decidiu suspender o processo de ratificação do acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos após ameaças do presidente Donald Trump de impor tarifas a países que apoiem a Groenlândia contra a investida americana. Segundo os principais grupos políticos, há um “consenso majoritário” para congelar o acordo firmado em 2025, afirmou Iratxe García Pérez, líder dos social-democratas. O tratado, negociado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já teve aplicação parcial, mas ainda depende do aval do Parlamento. Ele previa tarifa americana de 15% sobre a maioria dos produtos europeus, em troca da eliminação de tarifas da UE sobre produtos industriais e alguns agrícolas dos EUA. Von der Leyen fechou o acordo para evitar uma guerra comercial com Trump. Antes da suspensão, a França já havia declarado apoio à medida. O chanceler Jean-Noel Barrot afirmou que as tarifas estão sendo usadas como “chantagem” e disse que a UE tem instrumentos fortes para reagir.
Nesta terça, a União Europeia prometeu resposta “firme” às ameaças de Trump envolvendo a Groenlândia, que ele diz precisar por razões estratégicas e de segurança no Ártico. Oito países europeus, todos membros da Otan, enviaram missão militar à ilha e se opuseram ao plano americano, entre eles Reino Unido, Alemanha e França. Trump reagiu ameaçando impor tarifas a esses países. Em Davos, Von der Leyen alertou que as medidas podem levar a uma “espiral descendente” nas relações transatlânticas e prometeu reação firme, unida e proporcional. O presidente francês Emmanuel Macron também defendeu o uso de instrumentos comerciais e acusou os EUA de tentarem enfraquecer e subordinar a Europa.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 21/01/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Caso Master: pedidos de suspeição de ministros do STF preocupam Fachin
Presidente da Corte antecipa o fim das férias para medir a temperatura da crise de imagem deflagrada pelas decisões de Dias Toffoli, relator do processo do banco
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Trump chega a Davos nesta quarta em meio à crise com a Europa e domina agenda do fórum com ofensiva sobre a Groenlândia
Escalada de ameaças, tarifas e mensagens provocativas transforma encontro econômico em palco diplomático de emergência e expõe tensão entre EUA e aliados
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Cunhado de Vorcaro doa apartamento de R$ 2,6 mi para nutricionista
Gabriela Rocha diz que doação foi parte de investimento de Fabiano Zettel em empresa de marmitas; ele não se pronunciou Apartamento foi doado 25 dias antes de outra mulher ganhar imóvel de R$ 4,4 mi de firma ligada a ex-banqueiro
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Republicanos cobra de ACM Neto vaga na majoritária
Márcio Marinho afirmou que a executiva estadual do Republicanos não pretende abrir mão de uma das vagas majoritárias ao Senado na chapa da oposição na Bahia
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Com mínimas abaixo de 10ºC, RS terá mais um dia com frio fora de época nesta quarta-feira
Segundo a MetSul, o sol volta a aparecer no estado, embora acompanho de nuvens esparsas
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Gronelândia. António Costa diz que UE está pronta para se defender "contra qualquer forma de coerção"
Presidente dos EUA marca presença no Fórum Económico Mundial de Davos, após ameaçar aplicar tarifas a oito países, a menos que negociem a transferência para a soberania norte-americana da Gronelândia.
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
RADAR JUDICIAL
TARIFAS SÃO USADAS PARA PERSEGUIÇÃO
Donald Trump ameaçou impor tarifas de 200% a vinhos e champanhes franceses. A medida busca pressionar Emmanuel Macron a aderir ao “Conselho de Paz”. A iniciativa começaria por Gaza e depois abrangeria outros conflitos globais. Macron pretende recusar o convite, segundo fonte próxima ao Eliseu. Trump ironizou, dizendo que “ninguém o quer” e que Macron deixará o cargo. A França terá eleição presidencial em 2027. Macron participa do Fórum Econômico Mundial em Davos nesta terça-feira. Os EUA são o maior mercado de vinhos e destilados franceses. As exportações francesas ao país somaram 3,8 bilhões de euros em 2024. O setor já sofreu impacto de até 25% com medidas comerciais anteriores. O Eliseu classificou as ameaças tarifárias como inaceitáveis. Autoridades europeias avaliam retaliações e criticam o plano de Trump.
BÉLGICA RECLAMA SUBMISSÃO A TRUMPO primeiro-ministro da Bélgica, Bart de Wever, afirmou que a Europa precisa dizer “não” a Donald Trump ou aceitar um futuro de submissão aos EUA. Segundo ele, o continente foi leniente ao tentar apaziguar Trump, inclusive diante de tarifas. De Wever disse que muitas “linhas vermelhas” foram cruzadas e que é hora de defender a dignidade europeia. A fala ocorreu no Fórum Econômico Mundial, em Davos. Ele mencionou a ameaça de retaliação europeia a tarifas de 10% impostas por Trump. As tarifas miram países que apoiam a Dinamarca na disputa sobre a Groenlândia. Trump atacou Reino Unido e França por apoiarem Copenhague. Questionado, De Wever disse que os EUA “infelizmente” não agem mais como aliados. Ele afirmou que a Europa foi ingênua e precisa acordar. Defendeu autonomia tecnológica e rearmamento europeu. Disse que a mudança nos EUA é estrutural e não depende só de Trump. Ursula von der Leyen afirmou que a Europa deve aproveitar a crise para se tornar mais independente.
ALEMANHA EM ESTAGNAÇÃO ECONÔMICA Nos anos 1980, a Eberswalder Wurstwerke, da antiga Alemanha Oriental, era a maior fabricante de salsichas da Europa, com 3.000 funcionários e ampla estrutura social. Hoje, restam cerca de 500 empregados. Na semana passada, eles souberam pela TV que a fábrica de Britz será fechada até o fim de fevereiro. A empresa pertence à Tönnies, da Alemanha Ocidental, que havia prometido investir após a compra. O caso reflete a estagnação da economia alemã há três anos. Fechamentos de fábricas e insolvências vêm crescendo de forma preocupante. Em janeiro, a Zalando anunciou o fechamento de um centro logístico no leste do país, afetando 2.700 empregos. Dados oficiais indicam alta de 15% nas insolvências em dezembro ante 2024. Transporte, hotelaria e construção lideram as quebras. Em 2025, mais de 17.600 empresas ficaram insolventes, o maior número em 20 anos. Falências de marcas tradicionais aumentam o pessimismo da população. A crise agora atinge todos os setores, mostrando o esgotamento do modelo econômico alemão.
MACRON CRITICA TRUMPDe óculos escuros por causa de uma “condição ocular”, o presidente da França, Emmanuel Macron, discursou nesta terça-feira (20) no Fórum Econômico Mundial, em Davos, e criticou as investidas de Donald Trump sobre a Groenlândia. Sem citar diretamente o ex-presidente americano, afirmou que “não é momento para imperialismos e colonialismos” e disse que a União Europeia não deve se curvar à “lei do mais forte”. Segundo ele, embora seja “estarrecedor”, o bloco considera usar o instrumento anticoerção contra os EUA. “Preferimos o respeito aos valentões, a ciência às teorias da conspiração e o Estado de Direito à brutalidade”, disse. Macron defendeu que a Europa enfrente Trump e ressaltou que, embora lenta, a UE é previsível e baseada em regras. O uso dos óculos escuros chamou atenção. Macron afirmou que o acessório se deve a uma condição ocular “completamente inofensiva”.
JUIZ É LIBERADO DE SEQUESTRO
A Polícia Civil libertou hoje, 20, um juiz do TIT sequestrado na noite de ontem, 19, na zona oeste de São Paulo. Cinco suspeitos foram presos na ação. O juiz foi abordado na avenida Rebouças, nos Jardins, e levado para um cativeiro em Osasco. Durante o sequestro, conseguiu avisar o companheiro por meio de uma palavra-chave em uma ligação. O caso foi registrado no 78º DP, que acionou a Divisão Antissequestro. Com apoio do Garra, a polícia localizou o cativeiro às margens do Rodoanel e libertou a vítima. No local, foram presos três homens e duas mulheres; o carro do juiz não foi encontrado. A polícia apura tentativa de acesso ao apartamento da vítima, possivelmente sob coação.
TRUMP FAZ POLÍTICA COM CONVITES
O presidente da França, Emmanuel Macron, recusará o convite do presidente dos EUA, Donald Trump, para integrar o Conselho da Paz de Gaza, criado para supervisionar interinamente a governança do território. A informação foi confirmada por um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores francês. Segundo ele, a recusa se deve a dois fatores. O primeiro é o número excessivo de participantes. O segundo envolve preocupações com a Carta das Nações Unidas. Macron afirmou que, por ora, a França decidiu não participar da iniciativa. Cerca de 60 países foram convidados, incluindo Rússia, Brasil, Alemanha e Turquia.
Salvador, 20 de janeiro de 2026.
Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.
TRUMP: UM ANO DE PERSEGUIÇÃO E PERDÃO A CRIMINOSOS
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| Traficante perdoado por Trump |
Donald Trump completa, nesta terça-feira (20), um ano de retorno à Casa Branca. O segundo mandato é marcado por decisões duras, embates institucionais e uma atuação externa descrita como imprevisível e confrontacional. Em 12 meses, Trump impôs um tarifaço global, ordenou ataques militares e ameaçou aliados e adversários. No plano interno, avançou contra imigrantes, perdoou réus do Capitólio e atacou universidades, imprensa e o sistema judicial. Na imigração, colocou mais de 20 mil agentes do ICE nas ruas. O saldo foi de 605 mil deportações e 1,9 milhão de autodeportações, além de protestos após a morte de uma cidadã americana em operação. No primeiro dia de governo, perdoou cerca de 1.500 envolvidos na invasão do Capitólio de 6 de janeiro de 2021. Na economia, anunciou tarifas sobre 185 países. O Brasil foi atingido, sofreu sobretaxa e só obteve alívio após reaproximação diplomática entre Trump e Lula. Trump cortou verbas e abriu investigações contra universidades como Harvard e Columbia, além de processar veículos de imprensa e ameaçar advogados críticos ao governo.
No Oriente Médio, reforçou a aliança com Israel, mediou cessar-fogo em Gaza e apoiou ataques a instalações nucleares do Irã. A tensão com Teerã voltou a crescer neste ano. A relação com Vladimir Putin alternou elogios e críticas. Trump acusou Zelensky de dificultar a paz e o humilhou publicamente. Militares dos EUA bombardearam embarcações no Caribe e no Pacífico, ações chamadas pela ONU de “execuções extrajudiciais”. Trump ordenou ofensiva que resultou na captura de Nicolás Maduro e voltou a ameaçar a Groenlândia com pressão militar e econômica. Na saúde, retirou vacinas do calendário infantil e fechou a USAID, encerrando a ajuda humanitária dos EUA. Por fim, o caso Epstein voltou ao centro do debate. Apesar de prometer transparência, o governo divulgou menos de 1% dos arquivos sobre o escândalo.
BRASILEIROS EM LONDRES
Há um ano, a engenheira civil Lívia, de 28 anos, deixou João Pessoa rumo a Londres acreditando em um recomeço. Formada e mestre pela UFPB, chegou como turista para estudar inglês e tentar trabalhar na área, frustrada com a falta de perspectivas no Brasil. As dificuldades para validar o diploma, processo caro e demorado, a levaram a trabalhar de forma irregular na limpeza. Começou como faxineira, função comum entre brasileiros no Reino Unido. Apesar do cansaço e da vergonha inicial, diz buscar apenas estabilidade. O oceanógrafo Wagner, também de 28 anos, deixou Porto Alegre há três anos. Sem oportunidades no Brasil, foi a Londres pela qualidade de vida, já esperando trabalhar com limpeza. Atua em um hotel, recebe cerca de 2 mil libras por mês e relata rotina pesada, dores físicas e informalidade.
Ambos vivem sem visto adequado e sob medo constante de deportação. Especialistas classificam essas trajetórias como “paradoxo da sobrequalificação migrante”: diplomas não reconhecidos, barreiras linguísticas e status migratório empurram profissionais qualificados para empregos precários. A pesquisadora Tânia Tonhati aponta que, após o Brexit e a pandemia, a imigração ficou mais restrita e cara, ampliando o “rebaixamento” profissional de imigrantes. Mesmo assim, o setor de limpeza tem grande peso econômico no Reino Unido, empregando quase 1,5 milhão de pessoas, em sua maioria mulheres e imigrantes. O crescimento, porém, se apoia na precarização, com contratos informais e vulnerabilidade à exploração. Matéria publicada no Correio Brasiliense.
SUSPEIÇÃO DE DIAS TOFFOLI
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recebeu ao menos duas representações de parlamentares pedindo que proponha ao STF a suspeição do ministro Dias Toffoli no inquérito que apura fraudes no Banco Master. O Estadão revelou que Gonet aguardava provocação externa para se manifestar. Na quarta-feira (14), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) acionou a PGR alegando possíveis conflitos de interesse do ministro. No mesmo dia, o jornal informou que irmãos de Toffoli cederam participação milionária no resort Tayayá a fundo ligado à Reag Investimentos, investigada no caso. Girão afirmou que vínculos familiares do ministro com pessoas ligadas ao escândalo levantam dúvidas sobre imparcialidade. Ele também citou decisão de Toffoli que determinou envio de provas lacradas ao STF, impedindo análise inicial da PF. Outros parlamentares também questionam a atuação do ministro.
Em dezembro, os deputados Carolina de Toni, Carlos Jordy e Adriana Ventura pediram a Gonet a arguição de impedimento e suspeição. Eles citaram viagem de Toffoli em voo particular com empresário e advogado do Banco Master. Segundo os deputados, há relação de proximidade pessoal com parte beneficiada por decisões do ministro. O pedido foi feito dentro do prazo legal previsto no CPC e no regimento do STF. À época, ainda não havia tantos indícios de vínculos indiretos. Posteriormente, o Estadão revelou que fundo ligado a cunhado de banqueiro do Master adquiriu parte do resort dos irmãos de Toffoli. O caso aumentou a pressão para que o ministro se declare impedido. A lei prevê hipóteses de suspeição e impedimento quando há vínculos pessoais ou interesse no processo. A PGR pode alegar relação do ministro com investigados ou enquadramento legal. Mesmo após cinco dias do primeiro pedido, Gonet ainda não se manifestou.
MAIS UM JOVEM MORRE NA UCRÂNIA
Um jovem de 25 anos, de Santa Fé do Sul (SP), morreu em combate na guerra da Ucrânia. Felipe de Almeida Borges foi atingido por um drone logo na primeira missão, em dezembro.A morte foi confirmada à família no sábado (17). Segundo a mãe, Clarice Batista de Almeida, o filho viajou no dia 19 de novembro, dizendo que iria a Madrid. O retorno estava previsto para 1º de dezembro, mas amigos revelaram que ele havia se alistado. Felipe teria sido atraído pela promessa de salário de R$ 25 mil por mês. Ele evitava falar sobre o treinamento para não preocupar a família. O último contato ocorreu em 9 de dezembro, quando avisou que iria ao campo de batalha. No dia seguinte, ficou incomunicável. A confirmação da morte veio por meio de um amigo que falava com um comandante. A irmã informou que ele ficou gravemente ferido após ataque de drone.
A família tenta viabilizar o translado do corpo, ainda não resgatado por estar na linha de frente. “Ele foi para uma guerra que não era dele e acabou morrendo lá”, lamentou a mãe. O Itamaraty não respondeu sobre o caso até a última atualização. O Ministério das Relações Exteriores recomenda que brasileiros recusem alistamento em guerras. Segundo o órgão, a assistência consular nesses casos é limitada. A guerra na Ucrânia começou em fevereiro de 2022, após ofensiva da Rússia. O conflito já causou milhares de mortes e milhões de refugiados.
HONORÁRIOS DE R$ 50,7 MILHÕES É REDUZIDO PARA R$ 19,1 MILHÕES
A Justiça de São Paulo considerou irregular a cobrança de R$ 50,7 milhões feita pelo escritório Nelson Wilians Advogados da herdeira do Bradesco, Ana Luiza Aguiar, no inventário de sua mãe, Maria Ângela Aguiar. Maria Ângela, filha adotiva do fundador do Bradesco, Amador Aguiar, morreu em janeiro de 2025 e deixou cinco filhos. Ana Luiza herdou R$ 383,1 milhões. O juiz Baiardo de Brito Pereira Junior, da 14ª Vara Cível, reduziu os honorários para R$ 19,1 milhões. Segundo a decisão, o escritório incluiu valores que não resultaram de seu trabalho. Foram considerados indevidos bens doados em vida com reserva de usufruto, que passaram automaticamente às herdeiras após a morte. Como essas doações ocorreram antes do contrato, a Justiça entendeu que não houve atuação jurídica necessária. Cerca de R$ 21,7 milhões foram retirados da base de cálculo. Também foram excluídos impostos e uma multa contratual de 10%. O juiz determinou que os honorários incidam apenas sobre o valor efetivamente recebido, à taxa de 5%. Além disso, aplicou multa de R$ 200 mil ao escritório por má-fé.
A sentença afirma que houve insistência na cobrança mesmo após reconhecimento prévio do erro. O escritório alegou que o contrato era válido e que atuou em inventário complexo. Sustentou que a cobrança seguia o combinado e que eventuais descontos foram liberalidade. O magistrado rejeitou os argumentos e apontou ganho indevido e violação da boa-fé. O escritório que representa a herdeira não comentou. A defesa de Nelson Wilians afirmou que a decisão é de primeira instância e passível de recurso. Disse ainda que a atuação da banca segue padrões éticos e transparentes. Afirmou que o tema deve ser tratado apenas nos autos.
TITULAR DE CARTÓRIO É CONDENADO
A defesa alegou que a contabilidade era feita por terceiros. A Justiça rejeitou o argumento e destacou o dever de fiscalização do titular. Ressaltou ainda que o réu conhecia a ilegalidade das deduções. Mesmo após alerta da Receita Federal em 2018, as irregularidades continuaram. A sonegação foi considerada grave dano à coletividade. A pena fixada foi de 3 anos e 2 meses de reclusão, em regime aberto. Houve também aplicação de 15 dias-multa. A prisão foi substituída por serviços comunitários e pagamento de 10 salários-mínimos. Foi determinada reparação mínima de R$ 788 mil ao erário. O valor ainda será atualizado. O réu pode recorrer da decisão.
"OAB DA MEDICINA"
Um total de 99 cursos de medicina poderá ser punido por desempenho insatisfatório na primeira edição do Enamed, segundo os ministérios da Educação e da Saúde. Os cursos pertencem a 93 instituições públicas e privadas e não atingiram 60% de proficiência. Esse número corresponde a cerca de um terço das faculdades avaliadas pelo MEC. Por ser a estreia do exame, as sanções serão graduais e válidas até a próxima edição. As punições vão de suspensão de ingresso (8 casos) até proibição de ampliar vagas. Antes disso, será aberto processo administrativo, com prazo de 30 dias para defesa. O MEC também pretende enviar ao Congresso projeto para incluir a nota do Enamed no diploma. O Enamed é obrigatório, anual e organizado pelo Inep, além de servir para o Enare.
O exame surgiu como alternativa a um projeto que prevê uma “OAB da Medicina”. A aplicação gerou polêmica e foi questionada judicialmente. A Anup tentou barrar a divulgação dos dados, mas a Justiça negou. O juiz entendeu que se trata de informação de interesse público. A prova foi criada em 2025 e aplicada em outubro. As notas variam de 1 a 5. Cursos com nota 1 ou 2 podem sofrer restrições, inclusive perda de financiamentos. O MEC só pode punir instituições federais e privadas. A pasta estuda ampliar essa regulação por lei. Instituições municipais tiveram o pior desempenho. Já federais e estaduais apresentaram os melhores resultados. Mais de 89 mil pessoas fizeram o exame. Cerca de 39 mil eram concluintes. No total, 75% alcançaram pelo menos nota 3.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 20/02/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Decisões de Toffoli sobre Banco Master causam perplexidade na PF, diz presidente da ADPF
Porta-voz da categoria, considera que as determinações incomuns do ministro Dias Toffoli, do STF, põem o trabalho em risco. Isso porque processos relacionados à apuração estão invertendo a lógica do planejamento feito para o inquérito
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Toffoli assume processo contra Tanure após defesa alegar ligação entre casos Master e Gafisa
Justiça Federal de São Paulo declinou competência e caso foi remetido para o STF; empresário foi denunciado pelo MPF por insider trading
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Trump desafia mundo com militarismo renovado nos EUA
Republicano assume contradição entre rejeitar guerras e fazer uso intensivo do poder das suas Forças Armadas Mediação de conflitos fracassou ou não avançou, enquanto coerção bélica foi transformada em ataques para valer
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Jerônimo sai em defesa de Otto e detalha avanços da ponte Salvador–Itaparica
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), saiu em defesa do senador Otto Alencar
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Universidades gaúchas justificam notas baixas em avaliação de cursos de medicina
No RS, os maiores desempenhos foram obtidos pela PUCRS e UFCSPA, ambas com sede na Capital
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
PSD divide-se no apoio a Seguro e Luís Montenegro terá decisão a tomar
Poiares Maduro, Pedro Duarte, António Capucho, Duarte Pacheco e José Eduardo Martins declaram apoio ao socialista após primeira volta.
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