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domingo, 18 de janeiro de 2026

PROTESTOS CONTRA ANEXAÇÃO DA GROENLÂNDIA

Dinamarqueses protestam contra intenção dos EUA de anexar a GroenlândiaMilhares de pessoas protestaram ontem, 17), em Copenhague e Nuuk contra as ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de anexar a Groenlândia. A ilha é um território autônomo da Dinamarca, com cerca de 56 mil habitantes. Os organizadores estimaram mais de 20 mil manifestantes na capital dinamarquesa. Trump afirma que a Groenlândia é vital para a segurança americana e não descarta o uso da força. Países europeus enviaram militares à ilha a pedido da Dinamarca. Pesquisa de janeiro de 2025 mostrou que 85% dos groenlandeses rejeitam integrar os EUA. Trump anunciou tarifas extras de 10% a países europeus contrários à anexação. Em Copenhague, manifestantes gritavam que a Groenlândia não está à venda. Frases como “Não significa não” e “Tire as mãos da Groenlândia” foram exibidas. O protesto seguiu até a embaixada dos EUA. Para participantes, trata-se do direito de autodeterminação do povo groenlandês. Alguns usavam bonés com o slogan “Make America Go Away”. Em Nuuk, centenas marcharam até o consulado americano.

O primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen liderou o ato. Moradores afirmaram que não querem uma invasão dos EUA. Desde que voltou ao poder, Trump insiste em controlar a ilha. Ele diz que fará isso “de uma maneira ou de outra”. O objetivo seria conter Rússia e China no Ártico. O assessor Stephen Miller reforçou o interesse americano. Segundo ele, a Dinamarca não consegue defender a Groenlândia. Autoridades dinamarquesas se reuniram com os EUA em Washington. Não houve acordo entre as partes. As tensões diplomáticas continuam crescendo. A questão envolve soberania e direito internacional. A Groenlândia segue no centro de uma disputa geopolítica. A população local mantém forte oposição à anexação. Os protestos devem continuar. O tema preocupa a Europa e a comunidade internacional.

 

DELEGADOS DA PF QUESTIONAM DECISÃO DE TOFFOLI

Investigadores da Polícia Federal reagiram às críticas do ministro do  Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli sobre uma suposta falta de empenho no  cumprimento da segunda fase da Operação Compliance Zero, que apuraA Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou nota manifestando “elevada preocupação” com a condução das investigações sobre o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro. O inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, e tem sido marcado por divergências entre o STF e a Polícia Federal. A entidade reconhece a importância da atuação conjunta entre as instituições, mas aponta indícios de que prerrogativas legais dos delegados vêm sendo indevidamente mitigadas. Segundo a ADPF, cabe à Polícia Federal a condução da investigação criminal, com observância de protocolos técnicos e planejamento próprio. A associação destaca que a produção de provas deve ocorrer de forma progressiva e com preservação rigorosa da cadeia de custódia. 

A nota menciona decisões recentes de Toffoli, como a determinação de lacração de materiais apreendidos e a nomeação nominal de peritos. Há também registros de imposição de prazos exíguos e de medidas investigativas à margem do planejamento policial. A PF ainda aguarda autorização para apurar o uso de influenciadores digitais em possível ação coordenada contra órgãos públicos. Para a ADPF, tais práticas destoam dos protocolos institucionais e geram perplexidade. A entidade conclui defendendo o restabelecimento de uma atuação harmônica, cooperativa e juridicamente balizada entre a PF e o STF.

 

TRUMP INTERFERE NO FEDERAL RESERVE E PREOCUPA O MUNDO

Jornal Nacional | TRUMP X FED 🇺🇸🏦| O presidente Donald Trump tomou uma  decisão inédita na história dos Estados Unidos. Ele interferiu no princípio  de... | InstagramA escalada do conflito entre a Casa Branca e o Federal Reserve acendeu alerta entre economistas e investidores no mundo. Para críticos, os ataques de Donald Trump ao banco central ameaçam a economia global e a credibilidade institucional dos EUA. Há precedentes internacionais, como na Turquia, onde a intervenção política gerou inflação e desvalorização da moeda. Nos EUA, porém, a gravidade é maior: Trump passou a acusar o presidente do Fed, Jerome Powell, de irregularidades. Powell é investigado por causa de uma reforma da sede do Fed, orçada em US$ 2,5 bilhões, e afirma que isso visa forçar cortes de juros. A reação foi imediata, com defesa da independência do Fed por parlamentares e líderes financeiros. Jamie Dimon e Christine Lagarde destacaram a importância da autonomia monetária. Os mercados reagiram com relativa calma, apostando que o Fed resistirá à pressão. Ainda assim, economistas alertam para danos institucionais duradouros. O embate enfraquece um dos pilares da liderança econômica americana no pós-guerra. Especialistas veem risco à governança e ao Estado de Direito nos EUA.

Trump, que indicou Powell, intensificou ataques no segundo mandato. A Casa Branca questiona os custos da reforma, hoje acima do previsto. Powell reagiu publicamente e recebeu apoio até de republicanos. O Tesouro defende revisão interna, mas teria alertado contra a investigação. A crise dificulta a nomeação de um sucessor e amplia a incerteza no Fed. Investidores começam a diversificar para fora do dólar. Não há fuga em massa, mas um movimento defensivo. O temor é a politização da política monetária. Economistas alertam para autocensura dentro do Fed. O episódio cria um precedente perigoso. Dirigentes podem evitar contrariar o presidente por medo de retaliações. Isso enfraquece a confiança internacional. A imagem dos EUA como líder institucional é afetada. O conflito tende a ter efeitos além do curto prazo. A credibilidade do sistema financeiro está em jogo. O mundo observa com preocupação. Mesmo sem condenações, o dano já é significativo. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 18/01/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Acordo de livre-comércio, enfim, é formalizado no Paraguai

Depois de mais de 25 anos de negociações, dois blocos viram a página para a ratificação em seus respectivos parlamentos para a liberalização gradual das tarifas

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

O primeiro longo ano: Trump 2.0 abraça intervencionismo para impor 'realismo predador' ao mundo

Em seu retorno ao poder, presidente republicano investiu muito mais na redefinição da política externa dos Estados Unidos do que o previsto

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Governo Lula adota cautela sobre Venezuela, mas avalia que acordo Trump-Delcy afasta dano político

PT vê pouca influência de temas internacionais na campanha; aposta é em economia Ligação histórica do presidente com o chavismo sempre foi explorada pela oposição

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Gilmar Mendes nega habeas corpus com pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro

Na decisão, afirmou que a jurisprudência do STF é reiterada e pacífica no sentido de não admitir o conhecimento de HCs impetrados contra decisões de ministros ou de órgãos colegiados da própria Corte

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Mercosul e União Europeia assinam acordo histórico após 26 anos de negociações

Acordo estabelece a eliminação gradual de tarifas para mais de 90% do comércio bilateral

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

11 milhões de eleitores escolhem sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa este domingo

As assembleias de voto foram abertas às 08:00 de hoje em Portugal Continental e na Madeira. Acompanhe todas as atualizações aqui no live blog do DN.

sábado, 17 de janeiro de 2026

RADAR JUDICIAL

Suzane von Richthofen tenta liberar corpo do tio encontrado morto em São  Paulo - Metro 1SUZANE TENTA LIBERAR CORPO DO TIO, ENCONTRADO MORTO

Condenada a 39 anos por mandar matar os pais, Suzane voltou à 27ª DP, no sul de São Paulo, para tentar liberar o corpo do tio, Miguel Abdala Netto, 76, encontrado morto em casa, no Campo Belo. É a mesma delegacia onde, em 2002, foi registrado o assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen. Policiais ficaram surpresos com a reaparição da ex-presidiária no local. Miguel vivia sozinho e seus únicos parentes seriam Suzane e Andreas. Suzane afirmou ser a parente mais próxima e tentou autorizar o sepultamento. O ato poderia torná-la inventariante dos bens do tio. O patrimônio é estimado em cerca de R$ 5 milhões. A polícia barrou o pedido. Uma prima também tentou liberar o corpo, sem sucesso. O caso é tratado como morte suspeita. Não há sinais aparentes de violência e exames estão em andamento. Enquanto isso, o corpo permanece no IML.

Um advogado, de 54 anos, foi preso após sequestrar, extorquir e torturar o  próprio irmão no município do Crato, no Cariri. A vítima também teria sido  obrigada a assinar documentos e terADVOGADO É PRESO POR SEQUESTRAR IRMÃO

Um advogado foi preso em flagrante por sequestrar o próprio irmão, médico, no Crato (CE), na noite de quinta-feira (15). A vítima, Francisco Henrique Peixoto da Silva, de 56 anos, relatou que foi levada à força para um sítio em Monte Alverne. Segundo o médico, ficou cerca de duas horas em cativeiro, sendo ameaçado e agredido. Ele foi obrigado a assinar documentos e teve pertences roubados. Após ser liberado, procurou a polícia e denunciou o irmão. O suspeito, Carlos Antônio Peixoto da Silva, de 54 anos, fugiu, mas foi localizado pela PM. Ele foi encontrado em um posto de combustíveis com a caminhonete usada no crime. Com ele, foram apreendidos documentos da vítima, spray de pimenta e uma arma falsa. O advogado foi autuado por sequestro, extorsão e tortura. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Por não haver local adequado no Cariri, cumprirá prisão domiciliar. A OAB-CE informou que processos disciplinares correm em sigilo.

Uma dívida prescrita ainda pode ser cobrada? | Serasa limpa nomeDÍVIDA PRESCRITA SEM COBRANÇA JUDICIAL

O juiz Rogério Correia Dias, da 3ª Vara Cível de Atibaia (SP), extinguiu a execução movida por um banco contra uma devedora. Segundo ele, dívida prescrita não pode ser cobrada judicialmente. A mulher deixou de pagar o débito em 2013, e o banco ajuizou a ação em 2015.
Em 2019, o processo foi suspenso por falta de bens penhoráveis. Depois disso, a instituição financeira permaneceu inerte até 2025. A defesa alegou prescrição do crédito. O magistrado constatou que o processo ficou parado por mais de seis anos. Assim, aplicou o prazo prescricional de cinco anos do Código Civil. Para o juiz, o direito de cobrança se extinguiu. Com isso, a execução foi encerrada. Também foram canceladas as restrições sobre os bens da devedora. A prescrição poderia, inclusive, ser reconhecida de ofício.

FALHA NAS INFORMAÇÕES: PERDA DE SHOW

Em serviços digitais de ticketing, o ingresso/QR Code é o principal canal de informação ao consumidor. Com esse entendimento, o 6º Juizado Especial Cível de Brasília condenou uma empresa de ingressos. Dois consumidores perderam um show por falha nas informações do aplicativo. Eles compraram entradas para o show do Natiruts na Arena BRB Mané Garrincha. O evento, porém, foi transferido para o Na Praia Festival. Mesmo assim, o app e o ingresso digital mantiveram os dados antigos. Os fãs foram ao local errado e perderam a apresentação. A empresa alegou ser apenas intermediadora e disse ter avisado por e-mail. O juízo apontou vício informacional e falha na prestação do serviço. A perda do espetáculo superou mero aborrecimento. A empresa deve restituir R$ 468 e pagar R$ 1,5 mil a cada consumidor.

PAI BATIZA FILHO SEM INFORMAR MÃE DA CRIANÇA

A Justiça de Goiás condenou um pai a indenizar a mãe do filho por ter realizado o batizado da criança sem informá-la. A decisão é da 12ª Vara Cível de Goiânia. A mãe só soube da cerimônia pelas redes sociais. O juiz entendeu que a atitude violou a guarda compartilhada. A mãe enfrentava tratamento oncológico no período. Ela receberá R$ 15 mil por danos morais. O caso envolve um menino de cinco anos. Os pais tinham acordo judicial de guarda desde 2021.
Nesse regime, decisões importantes devem ser conjuntas. O batismo ocorreu em agosto de 2024, em Goiânia. A defesa do pai teve as justificativas rejeitadas.

Salvador, 17 de janeiro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

"A GUERRA DEVASTOU GAZA E AGRAVOU A CRISE HUMANITÁRIA"

GAZA - A Faixa de Gaza é o lugar onde mais pessoas passam fome no mundo  atualmente. A fome é um risco para 100% da população da região. A  informação foi divulgadaIsrael enfrenta aumento de TEPT entre militares após dois anos de guerra em Gaza. O conflito começou com o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Relatórios oficiais apontam crise crescente de saúde mental nas tropas. Os combates continuam em Gaza e no Líbano. Tensões regionais também aumentam com o Irã. O Ministério da Defesa indica alta expressiva nos diagnósticos de TEPT. Projeções apontam crescimento ainda maior nos próximos anos. Muitos feridos de guerra também sofrem com o transtorno. O governo ampliou orçamento e oferta de atendimento psicológico. Cresceu o uso de terapias alternativas e de apoio. Planos de saúde relatam alta procura por cuidados mentais. Parte significativa dos militares relata sintomas depressivos. ONGs oferecem terapias como esportes e apoio com animais. Especialistas apontam duas fontes principais de trauma. A primeira é o medo intenso vivido em combate. A segunda é a chamada “lesão moral”. Ela ocorre quando decisões em guerra ferem a consciência.

Alguns soldados relatam dificuldade para retomar a vida civil. O estado de alerta persiste mesmo fora do front. O acesso ao apoio oficial pode ser lento e burocrático. Profissionais alertam que isso desestimula a busca por ajuda. Autoridades dizem ter reforçado os serviços emergenciais. Um relatório parlamentar indica aumento de comportamentos autodestrutivos entre militares. Soldados de combate concentram a maior parte dos casos. As forças israelenses seguem mobilizadas em várias frentes. Há risco de novos confrontos regionais. A guerra devastou Gaza e agravou a crise humanitária. Especialistas dizem que civis também sofrem trauma psicológico.

 

TRUMP QUER TRANSFORMAR GAZA EM POLO DE INVESTIMENTOS E TURISMO

PROMESSA DE TRUMP DE CONTROLAR GAZA E TRANSFORMAR LOCAL EM 'RIVIERA  FRANCESA' GERA REAÇÕES NO MUNDOA Casa Branca anunciou ontem, 16, a criação do Conselho da Paz, órgão presidido por Donald Trump para supervisionar um governo tecnocrático na Faixa de Gaza. A medida faz parte do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que prevê a saída do grupo do governo do território e seu eventual desarmamento, ainda incerto. Integram o conselho o secretário de Estado Marco Rubio; o ex-premiê britânico Tony Blair; os enviados de Trump Steve Witkoff e Jared Kushner; o bilionário Marc Rowan; o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga; e o assessor Robert Gabriel. A maioria dos integrantes tem perfil empresarial ou financeiro, refletindo a visão de Trump de transformar Gaza em um polo de investimentos, turismo e mercado imobiliário. O Conselho da Paz ficará acima do Comitê Nacional para o Governo de Gaza (NCAG), liderado por Ali Shaath, ex-ministro da Autoridade Palestina, responsável pela reconstrução do território.

Segundo a Casa Branca, Shaath coordenará a restauração de serviços públicos e instituições civis para estabilizar a vida da população. Com a iniciativa, Trump cumpre promessa feita em fevereiro de 2025, quando afirmou que os EUA assumiriam o controle de Gaza, declaração depois parcialmente recuada. Agora, Washington terá controle administrativo e militar do território. O plano de paz, aceito por Israel e Hamas e aprovado pela ONU, prevê ainda uma força militar de estabilização liderada pelo general americano Jasper Jeffers, com participação de países árabes. O Hamas afirma que só se desarmará com a criação de um Estado palestino, hipótese rejeitada pelo premiê israelense Binyamin Netanyahu. Apesar da trégua, Israel mantém controle de áreas de Gaza e bombardeios continuam; segundo autoridades locais, 449 palestinos morreram desde o início do cessar-fogo. 

PROMOTOR É AFASTADO, SUSPEITO DE CRIME ELEITORAL

DELEGADA É PRESA POR LIGAÇÃO COM PCC

Namorado de delegada presa por ligação com o PCC apoiava facção em Roraima  | G1Uma delegada recém-empossada foi presa em São Paulo sob suspeita de ligação com o PCC. Layla Lima Ayub, 36, é investigada por manter vínculo pessoal e profissional com integrantes da facção criminosa. A prisão ocorreu durante operação do Gaeco, do Ministério Público de São Paulo, com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Civil. Ela foi detida ontem, 16, em uma pensão no Butantã, zona oeste da capital. Layla estava acompanhada de Jardel Neto Pereira da Cruz, o Dedel, apontado como membro do PCC e também alvo de mandado de prisão. Os dois viviam no local havia pouco mais de um mês. Segundo a investigação, Layla mantinha relacionamento amoroso com Dedel e atuou de forma irregular como advogada mesmo após tomar posse como delegada, em dezembro de 2025. Ela teria participado de audiência de custódia e ingressado com ação judicial em favor de Dedel no TJ-SP.

Dedel estava em liberdade condicional desde novembro e compareceu à cerimônia de posse da delegada no Palácio dos Bandeirantes, fato classificado pela Justiça como “ousadia absurda”. A presença dele no evento motivou críticas do juiz que decretou as prisões temporárias de 30 dias. As investigações também indicam que Layla visitava presos do PCC que não eram seus clientes e que o casal planejava adquirir uma padaria em São Paulo, suspeita de possível lavagem de dinheiro. A delegada foi levada à Corregedoria da Polícia Civil. A Secretaria de Segurança Pública afirmou que monitora outros candidatos a concursos e que não houve falha na seleção. 

TRUMP GOVERNA COM O CHICOTE

Eu governo o país e o mundo', diz Trump à revista 'The Atlantic' | VEJAO presidente Donald Trump afirmou ontem, 16, que pode impor tarifas a países que não apoiarem seu plano para que os Estados Unidos controlem a Groenlândia, alegando razões de segurança nacional. A ameaça segue a mesma lógica de pressões tarifárias usadas recentemente contra países com relações comerciais com o Irã. Trump comparou a possível tarifa ligada à Groenlândia às sanções que já ameaçou impor à França e à Alemanha no setor farmacêutico. A iniciativa foi duramente criticada por autoridades dinamarquesas, que classificaram o presidente americano como imprevisível e pouco confiável. A medida integra a estratégia de pressão do republicano para adquirir a ilha ártica autônoma, objetivo que ele já sugeriu alcançar até por meios militares. O primeiro encontro de alto nível entre EUA e Dinamarca sobre o tema terminou sem avanços, com Copenhague e o governo da Groenlândia rejeitando qualquer venda ou cessão do território.

Trump insiste que a Groenlândia é estratégica por sua posição geográfica, rotas marítimas, riquezas minerais e papel na defesa antimísseis americana. Ele voltou a provocar a Otan e alegou, sem provas, presença russa e chinesa na região — versão negada pelas Forças Armadas da Dinamarca. Europeus afirmam que o diálogo continuará, mas admitem divergências profundas. Para Trump, a aquisição da Groenlândia também tornaria os EUA o segundo maior país do mundo em extensão territorial, atrás apenas da Rússia.

 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 17/01/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Juiz vê risco de "narcoestado" ao decretar prisão de delegada

Após prisão preventiva, juiz responsável pelo caso aponta infiltração do PCC em estruturas do Estado e magistrado cita ameaça institucional

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Fundos suspeitos inflaram capital do Banco BRB antes da compra do Master

Aporte de recursos sob a gestão da Reag saiu de contas investigadas na operação que mirou ligação do PCC com mercado financeiro

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

IA e decisão do STF sobre redes sociais desafiam Justiça Eleitoral para campanha

Resolução sobre propaganda eleitoral deve passar por atualização até o início de março Processo é conduzido pelo ministro Kassio Nunes Marques; audiências serão em fevereiro

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Lula e Ursula destacam que acordo Mercosul-UE beneficiará a todos

Líderes se encontraram na sede do Itamaraty no Rio de Janeiro

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Brigada Militar afasta 17 PMs envolvidos na morte de produtor rural em Pelotas

Corregedoria da BM e Polícia Civil abriram inquéritos para apurar circunstâncias do caso

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT

Direção da PSP e as suspeitas de tortura: “Estaremos ainda mais empenhados. As campainhas soaram mais alto”

Em entrevista ao DN, o porta-voz oficial da PSP admite algumas falhas e garante reforço do rigor no recrutamento, na formação, no controlo e mais supervisão.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

RADAR JUDICIAL

Toffoli afasta Polícia Federal de provas e agrava dificuldade de  investigadoresINVESTIGADORES CONSIDERAM MANOBRA DE TOFFOLI 

Investigadores da Polícia Federal veem como manobra a decisão do ministro Dias Toffoli, do STF, de enviar à PGR as provas apreendidas contra o Banco Master. A principal preocupação envolve os celulares recolhidos na segunda fase da operação Compliance Zero. Foram cumpridos 42 mandados de busca ligados a Daniel Vorcaro, familiares e empresas. Inicialmente, a decisão foi interpretada como recuo após pressão da PF. Peritos, porém, avaliam que a medida traz riscos às investigações. Segundo eles, celulares precisam ser analisados rapidamente por causa da segurança dos aparelhos. Caso contrário, a perícia pode se tornar inviável. Há também crítica à falta de estrutura da PGR para esse tipo de análise. A guarda do material na PGR pode fragilizar a cadeia de custódia. Isso dificultaria a preservação da integridade das provas. Investigadores temem ainda questionamentos jurídicos da defesa. O STF não comentou o caso até a publicação da reportagem.

O ministro Dias Toffoli ainda reduziu de seis para dois dias o prazo para a PF colher depoimentos no caso do banco Master. As oitivas estavam previstas entre 23 e 28 de janeiro, mas o ministro pediu novo cronograma com dois dias consecutivos, citando limitação de pessoal e de salas no Supremo. Em dezembro, Toffoli havia dado 30 dias para as oitivas e criticou a PF por descumprimento de prazos. Segundo o ministro, os depoimentos são essenciais para o avanço das investigações e proteção do sistema financeiro. Daniel Vorcaro, do Master, e Paulo Henrique Costa, do BRB, já foram ouvidos e passaram por acareação.

OAB/DF mantém mesmo valor de anuidade para 2018ANUIDADE DA OAB

O fim do recesso se aproxima e os advogados devem ficar atentos à anuidade da OAB 2026. Levantamento do Migalhas aponta o Tocantins com o menor valor do país: R$ 879. Com desconto até 31 de março, a anuidade no TO cai para R$ 747,15. Minas Gerais tem a anuidade mais cara: R$ 1.188. Em MG, há desconto para pagamento antecipado e parcelamento em até 12 vezes. Dez Estados aplicaram o piso nacional de R$ 1.050 definido pela OAB. Essas seccionais oferecem descontos conforme a data de pagamento. As seccionais têm até janeiro de 2028 para se adequar ao piso mínimo. A jovem advocacia conta com descontos progressivos, conforme o tempo de inscrição. Ao menos cinco seccionais elevaram valores em relação a 2025. ES, GO, RJ e SC reduziram a anuidade para fixá-la em R$ 1.050. Há ainda descontos e isenções especiais, que variam conforme o Estado.

Coreia do Sul - O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol foi condenado  nesta sexta-feira (16) a cinco anos de prisão por obstrução da justiça e  outras acusações no primeiro de uma sérieEX-PRESIDENTE É CONDENADO

O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, foi condenado nesta sexta-feira (16) a cinco anos de prisão por obstrução da Justiça e outros crimes. A condenação está ligada à imposição de lei marcial em dezembro de 2024. A medida provocou protestos massivos e confronto no Parlamento. O juiz Baek Dae-hyun afirmou que Yoon impediu sua própria detenção. Segundo a sentença, ele abusou do poder ao usar a segurança presidencial. Yoon transformou agentes do Estado em “guardas pessoais”, disse o juiz. Também foi condenado por excluir ministros do planejamento da lei marcial. O tribunal afirmou que ele desrespeitou a Constituição e o Estado de Direito. Yoon foi absolvido da acusação de falsificação por falta de provas. A defesa criticou a decisão e alertou para riscos a futuros presidentes. Ele tem sete dias para recorrer da sentença.

PASTOR RESPONDE A SENADORA

O pastor Silas Malafaia acusou a senadora Damares Alves de tentar obter “proveito político” com a CPMI do INSS. Segundo ele, Damares exagera ao falar em “grandes igrejas” envolvidas em fraudes. Em vídeo divulgado ontem, 15, Malafaia disse que a senadora posa como “paladina da moralidade”. Afirmou que não há grandes denominações implicadas, mas apenas igrejas pequenas. Segundo ele, essas instituições poderiam ter sido criadas para lavagem de dinheiro. O único líder de maior projeção citado seria André Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha. Na lista divulgada por Damares aparecem quatro igrejas como alvos de pedidos de quebra de sigilo. Entre os líderes mencionados estão Valadão, Fabiano Zettel e André Fernandes. Malafaia disse ter consultado o presidente da CPMI sobre possíveis lobbies, que teriam sido negados. Para o pastor, Damares estaria “fazendo o serviço da esquerda”. Ele afirma que as denúncias partiram de parlamentares do PT e do PSOL. A fala da senadora sobre pressões e lobbies teria motivado a reação pública de Malafaia.

DELEGADA É PRESA

Uma delegada recém-empossada foi presa hoje, 16, por suspeita de ligação com o PCC. A detenção ocorreu em operação do Gaeco e da Corregedoria-Geral, em São Paulo. Segundo a Promotoria, Layla Lima Ayub mantinha vínculos pessoais e profissionais com a facção. A investigação aponta que ela atuou irregularmente como advogada em audiência de custódia. Os atendimentos teriam ocorrido após sua posse como delegada de polícia. Layla foi empossada em dezembro de 2025, no Palácio dos Bandeirantes. A cerimônia contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas. Ela foi presa na capital e levada para a Corregedoria da Polícia Civil. A investigação indica que a delegada namora um suspeito de integrar o PCC. A operação cumpre sete mandados de busca em São Paulo e Marabá (PA). Um dos alvos foi a Academia da Polícia Civil; há prisão temporária de um integrante do PCC. O MP afirma que a infiltração do crime em carreiras públicas tem sido coibida no estado.

Salvador, 16 de janeiro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.