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sábado, 21 de março de 2026
FILHO DE MINISTRO É CONTRATADO PELA CONSULT INTELIGÊNCIA TRIBUTÁRIA
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 21/03/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Em Betim, Lula diz que vai reestatizar refinaria privatizada por Bolsonaro
Presidente criticou privatizações do governo Bolsonaro e falou sobre ameaça de greve dos caminhoneiros
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Importações de diesel caem 60%, diz ANP. Entidades do setor alertam para risco de desabastecimento
Petrobras diz que está entregando o volume contratado pelas distribuidoras e que suas refinarias funcionam na capacidade máxima
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Consultoria ligada a filho de Nunes Marques recebeu R$ 6,6 mi do Master e R$ 11,3 mi da JBS
OUTRO LADO: Ex-banqueiro e ministro não se manifestam sobre o assunto; Kelvin Marques diz que valor recebido é referente a assessoria jurídica Consult afirma que foi paga por auditoria e implantação de sistemas; empresa dos irmãos Batista não se pronunciou
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Desconfiança com o STF chega a 60% após caso Master, mostra AtlasIntel
As conclusões constam na pesquisa AtlasIntel divulgada mostra a confiança dos brasileiros nas instituições
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Moraes pede parecer da PGR sobre prisão domiciliar para Bolsonaro
Ex-presidente se recupera de um quadro de pneumonia bacteriana
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
André Ventura diz que Brites Lameiras é a escolha do Chega para o Tribunal Constitucional
sexta-feira, 20 de março de 2026
RADAR JUDICIAL
UBER: MAIS DE 2 MIL MOTORISTAS SÓ NO BRASIL
A PHB pertence ao advogado Paulo Humberto Barbosa, que já atuou para a J&F e os irmãos Batista. Ele também tem sociedade com pessoas ligadas à família Batista e à Friboi. Documentos indicam que a PHB pagou R$ 3,6 milhões pelas cotas da empresa Maridt, ligada a Toffoli. A venda envolveu participações em empresas que administram o resort. Toffoli afirmou que o negócio ocorreu dentro do valor de mercado. Barbosa disse que recebeu da J&F por serviços jurídicos, sem relação com a compra. A J&F declarou que não é sócia do resort e que o pagamento foi por honorários. O caso se conecta a investigações envolvendo o Banco Master e movimentações financeiras suspeitas. Toffoli nega irregularidades e afirma que seus rendimentos estão declarados.
Lauro negou o crime, mas admitiu tê-la deixado sozinha antes do incêndio.
NETANYAHU CARREGOU TRUMP PARA GUERRA
O primeiro-ministro de Binyamin Netanyahu afirmou ontem, 19, que não enganou ninguém e que Donald Trump não precisou ser convencido a entrar em guerra com o Irã. Em entrevista coletiva, iniciou falando em hebraico e depois em inglês para a imprensa internacional. Disse “eu estou vivo, vocês são testemunhas”, reagindo a boatos sobre sua morte em ataque iraniano. Netanyahu foi questionado sobre os objetivos da guerra e críticas de que Israel teria arrastado os EUA ao conflito. O contexto inclui alta nos combustíveis devido ao bloqueio do estreito de Hormuz pelo Irã. Ele negou qualquer manipulação e afirmou que Trump já entendia a ameaça nuclear iraniana. Segundo o premiê, os EUA “não lutam por Israel, mas com Israel”. Apesar da aliança, há sinais de desalinhamento entre objetivos e operações dos dois países. Um exemplo foi o ataque ao campo de gás Pars Sul, ligado ao Irã e ao Qatar. Netanyahu disse que Israel agiu sozinho e respeitou pedido de Trump para não repetir a ação. Também há divergências sobre metas da guerra. O Pentágono quer enfraquecer a Marinha iraniana, mísseis balísticos e impedir armas nucleares. Já Netanyahu inclui a queda do regime iraniano como parte da estratégia.
VEREADORES DE SÃO PAULO QUESTIONAM OBRA DE TÚNEL NA VILA MARIANA
Quatro vereadores de São Paulo acionaram o Ministério Público para tentar barrar a obra do túnel Sena Madureira, na Vila Mariana. Assinam as representações Renata Falzoni (PSB), Nabil Bonduki (PT), Marina Bragante (Rede) e Toninho Vespoli (PSOL). Eles protocolaram duas notícias de fato, uma na Promotoria do Patrimônio Público e outra na de Habitação e Urbanismo. Pedem abertura de inquérito civil, suspensão da licitação e anulação do Estudo de Viabilidade Ambiental (EVA) de 2024. Também aprovaram um requerimento para audiência pública na Câmara Municipal sobre a obra, orçada em R$ 622,2 milhões. A prefeitura não comentou diretamente a ação, mas afirmou que o projeto melhorará o trânsito e beneficiará mais de 800 mil pessoas por dia. Na representação sobre patrimônio público, os vereadores dizem que não há justificativa técnica suficiente para o túnel e apontam possível violação aos princípios da administração pública. Eles anexaram estudo independente que propõe alternativas viárias mais baratas. Segundo o documento, medidas como ajustes de semáforos e mudanças de sentido de vias poderiam melhorar o trânsito com cerca de R$ 1 milhão. O valor representa 0,16% do custo previsto do túnel. O levantamento usou câmeras e simulações com metodologia da CET. As conclusões indicam que o túnel atenderia cerca de 18% dos veículos nos horários de pico.
Os vereadores afirmam que a obra pode apenas deslocar congestionamentos. Na área de urbanismo, apontam falhas no estudo ambiental. Segundo eles, o estudo considera apenas automóveis e ignora outros meios de transporte. Também criticam premissas consideradas equivocadas no projeto. Entre elas, a previsão de mudanças viárias que não ocorreriam. O projeto ainda ligaria o túnel a uma via local estreita. Para os parlamentares, isso comprometeria a absorção do tráfego. A prefeitura reiterou que o projeto trará ganhos ambientais e de mobilidade. Disse ainda que o EVA de 2024 passou por consultas públicas. E que o documento define exigências para execução da obra. A licitação está em fase final. Renata Falzoni afirma que faltaram alternativas mais simples. Para ela, o túnel representa desperdício de recursos. Marina Bragante defende opções mais eficientes e baratas. Toninho Vespoli fala em mau uso de dinheiro público. Nabil Bonduki cita risco de remoção de moradores.
JUIZ FEDERAL ENVOLVIDO EM LICITAÇÃO DA EDUCAÇÃO
A Polícia Federal (PF) identificou indícios de uma “rede de influências espúrias” envolvendo o juiz federal Macário Júdice Neto no governo do Espírito Santo, liderado por Renato Casagrande. A conclusão consta em relatório baseado em conversas entre o magistrado e o empresário Adilson Ferreira. Adilson é investigado como possível “braço financeiro” de organização criminosa. Os diálogos foram encontrados em celular apreendido na Operação Baest, em maio de 2025. Segundo a PF, indicam atuação do juiz em favor de empresa interessada em licitação da Educação. O material foi compartilhado com autorização do ministro Alexandre de Moraes. Mensagens e áudios mostram que o juiz acompanhou recursos dentro da Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Ele também teria orientado estratégias jurídicas e citado contato com servidores. O governo estadual disse que respostas cabem à Secretaria de Educação e à PGE. A Secretaria afirmou que licitações seguem rigoroso controle interno. A PGE informou que rejeitou os recursos da empresa citada. A defesa de Adilson disse que os diálogos não indicam ilegalidade. O advogado de Macário não se manifestou.
PAÍSES ENFRENTAM CRISE DO PETRÓLEO
Países estão adotando medidas para enfrentar a crise de petróleo causada por conflitos no Oriente Médio. Após ataques ao Irã em 28 de fevereiro, o tráfego no estreito de Hormuz foi afetado. Cerca de 20% do petróleo e gás mundial passa por essa rota. Os preços da commodity dispararam globalmente. No Sri Lanka, quartas-feiras viraram feriado para economizar combustível. Escolas, universidades e repartições públicas fecham nesse dia. Transporte público é reduzido, mas serviços essenciais continuam. O país já havia iniciado racionamento de combustível. A distribuição agora depende do número final da placa dos veículos. A medida busca reduzir filas nos postos pela metade. O Sri Lanka gastou US$ 4 bilhões em derivados de petróleo no ano passado. O país tem 22 milhões de habitantes e apenas uma refinaria. Outros países também adotaram medidas emergenciais: Índia proibiu uso de GLP doméstico por quem tem gás encanado. Também priorizou abastecimento residencial e reduziu uso industrial. Coreia do Sul ampliou uso de carvão e energia nuclear. Avalia vouchers para famílias vulneráveis.
ISRAEL ATACA CAMPO DE GÁS IRANIANO
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou “destruir massivamente” um importante campo de gás do Irã caso o país ataque instalações energéticas do Catar. A declaração ocorreu após uma escalada recente no conflito envolvendo Irã, Israel e aliados. Israel atacou o campo de gás iraniano de South Pars, levando Teerã a reagir com mísseis contra o complexo de Ras Laffan, no Catar. O ataque causou danos relevantes e provocou forte alta nos preços da energia. South Pars (Irã) e North Dome (Catar) fazem parte da maior reserva de gás natural do mundo, compartilhada entre os dois países. O gás catariano é processado em Ras Laffan, um dos principais polos globais de GNL. Após os ataques, o preço do gás na Europa subiu cerca de 25%, atingindo o maior nível em mais de três anos. O petróleo também subiu cerca de 5%, chegando a US$ 113 por barril. O Catar é o terceiro maior exportador mundial de gás natural liquefeito, enquanto o Irã consome a maior parte da sua produção internamente. Trump afirmou que os EUA não participaram do ataque israelense e disse que Israel não voltará a atacar, a menos que o Irã atinja o Catar. Caso isso ocorra, prometeu uma resposta militar severa contra o campo iraniano. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou que a ação foi independente. Ele disse que o país atendeu ao pedido de Trump para evitar novos ataques. Netanyahu afirmou que a guerra busca eliminar ameaças nucleares e de mísseis do Irã.
O Irã, por sua vez, prometeu retaliar qualquer novo ataque contra sua infraestrutura energética. Autoridades iranianas alertaram para possíveis ataques até a “destruição total” de alvos inimigos. Os confrontos representam uma das maiores escaladas recentes no conflito regional. Analistas temem impactos econômicos globais caso a crise se prolongue. Ras Laffan, no Catar, abriga a maior usina de GNL do mundo. A instalação já estava com produção interrompida desde o início de março. Mesmo assim, respondia por cerca de 20% da oferta global de GNL. Os ataques causaram danos, mas não deixaram feridos. O fechamento da usina elevou preços e afetou mercados financeiros. Restrições no Estreito de Ormuz também dificultam o transporte de energia. O campo South Pars/North Dome possui cerca de 50 trilhões de m³ de gás. Esse volume poderia suprir a demanda global por cerca de 13 anos. Especialistas apontam que a recuperação do fornecimento pode demorar. Há expectativa de redução prolongada na oferta global de gás. Com isso, os preços devem continuar elevados no mercado internacional.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 20/3/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Caso Master: transferência sinaliza delação de Vorcaro
Mendonça autoriza a mudança do ex-banqueiro da Penitenciária Federal para a carceragem da Superintendência da PF. Empresário assina termo de confidencialidade com investigadores da PGR e PF para colaboração premiada
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Com regra rígida para eventual eleição indireta no Rio, PL recalcula rota, enquanto Paes afunila nomes para disputa
Com o entendimento de que é preciso estar fora de cargos do Executivo há pelo menos seis meses, o principal nome da direita, Douglas Ruas, que ocupa cargo de secretário de Cidades no governo, ficou inviabilizado
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Setor privado cobra medidas do governo diante da crise logística causada pela guerra
Agronegócio e setor aéreo pedem suspensão de tributos e linhas de crédito para ampliar capital de giro Fazenda diz que avalia cenário e que eventuais medidas serão analisadas com responsabilidade
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Master e JBS repassaram R$ 18 mi a consultoria que pagou filho de ministro
VALORES aparecem em documentos do Coaf
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Trump afirma que não enviará tropas ao Irã
Presidente dos EUA diz que não vai enviar militares, mas não há prazo para fim de guerra com o Irã
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Apagão. Relatório final conclui que foi provocado por falhas em cascata e recomenda reforço de regras e coordenação do sistema elétrico
quinta-feira, 19 de março de 2026
RADAR JUDICIAL
PREVISÕES DE VIDENTE: ASSASSINATO DE TRUMP
SENADOR DIZ QUE DECISÃO DE MENDES PROTEGE TOFFOLI
O ministro Gilmar Mendes, do STF, anulou nesta quinta-feira (19) a quebra de sigilo do fundo Arleen aprovada pela CPI do Crime Organizado. Ele afirmou que a quebra de sigilo é medida excepcional e não constitui ato comum de investigação. Segundo o ministro, esse tipo de decisão precisa ser individualizado. Até manifestação do plenário do STF, esse entendimento deve prevalecer. Mendes destacou a necessidade de análise fundamentada em cada caso. Também ressaltou a importância de debate e deliberação motivada. Assim, não é possível aprovar quebras de sigilo em bloco ou de forma simbólica. O fundo Arleen é ligado à gestora Reag, investigada no caso Banco Master. Ele aparece nas investigações por ter comprado cotas do Resort Tayayá em 2021. Essas cotas pertenciam a empresa da família do ministro Dias Toffoli. Na decisão, Mendes citou que parlamentares já haviam alertado sobre o tema. Havia entendimento no STF sobre a necessidade de votação individualizada. Mesmo assim, a CPI optou por votação simbólica. Sem discutir os pressupostos da medida investigativa.
DEFENSORIA AVALIA REAJUSTE DO AUXÍLIO-MORADIA
A Defensoria Pública da União (DPU) avalia reajustar o auxílio-moradia de seus integrantes em meio ao debate sobre o fim dos “penduricalhos” no serviço público. Documento interno indica que o órgão estuda limitar o benefício a 25% da remuneração total do defensor. Hoje, o cálculo é feito com base no valor de cargos ou funções comissionadas. A mudança permitiria que o auxílio fosse calculado sobre o salário final do servidor. Na prática, isso pode elevar o valor do benefício. Considerando o teto do funcionalismo (R$ 46,3 mil), o auxílio poderia chegar a cerca de R$ 11,5 mil. Há defensores na DPU que já recebem próximo ao teto constitucional. Um exemplo mostra rendimentos totais superiores a R$ 48 mil, com abatimento para respeitar o limite legal. Após descontos obrigatórios, a remuneração ficou em cerca de R$ 37,4 mil. A DPU confirmou que a mudança está em estudo, mas disse não haver decisão definitiva. A proposta surgiu em fevereiro, apresentada pela conselheira Tarcijany Linhares Aguiar Machado. Ela sugeriu alinhar a regra a uma resolução do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O texto propõe fixar o auxílio em até 25% da remuneração mensal do membro. A articulação surpreendeu parte dos defensores.
Isso ocorre em meio a ações do STF contra benefícios que ultrapassam o teto. Esses benefícios são conhecidos como “penduricalhos”. O STF julgará liminares sobre verbas indenizatórias sem previsão legal. Ministros já concederam decisões contra esse tipo de pagamento. A DPU afirmou que não há plano imediato de implementação. O órgão reforçou compromisso com a legislação vigente. Disse ainda que a proposta é iniciativa individual dentro de processo administrativo. O caso foi distribuído por sorteio à conselheira relatora. Ela ainda não apresentou voto sobre o tema. O processo está em fase inicial de análise técnica. Não houve deliberação do Conselho Superior até o momento. A DPU afirma que qualquer mudança seguirá limites legais e orçamentários. O benefício continuará sendo de natureza indenizatória. Também seguirá condicionado à comprovação de despesas.