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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 15/10/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Segundo deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro é preso pela PF

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Márcio Canella foi preso no âmbito de operação que investiga esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 7,6 bilhões em 6 anos

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Com fim da escala 6x1, quando a folga a mais passa a valer? Jornada de 40 horas é para todo trabalhador? Entenda

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Senado aprovou mudança nas regras de jornada de trabalho em maior mudança desde a Constituição. Veja principais pontos

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Com 6x1, Lula avança agenda eleitoral no Congresso, e oposição tenta rebater com redução da maioridade

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Redução da jornada de trabalho e perdão de dívidas do MEI passam na Câmara e no Senado Aliança com Hugo Motta e Davi Alcolumbre dá trunfo ao presidente a poucos dias da eleição

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Turismo na Bahia tem maior queda mensal do país, mas cresce 10,4% em um ano

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O resultado ocorreu após o avanço de 17% registrado na passagem de junho para julho

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Câmara rejeita criação de novo regime para socorrer ou liquidar bancos

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Proposta permitiria salvar ou liquidar instituições financeiras em dificuldades, mas foi criticada por riscos de uso de verba pública

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

"Havia alguém ali naquela manifestação que estava a zelar pelo cumprimento da lei; e havia quem estivesse, de forma declarada, a incumprir a lei, a cometer ilegalidades", apontou o presidente da Câmar ...

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

RADAR JUDICIAL


APPLE LANÇA PRODUTOS INTELIGENTES PARA CASAS CONECTADAS

A Apple lançou nesta terça-feira (13) novos produtos inteligentes para ampliar sua presença nas casas conectadas. O destaque é o HomeView, dispositivo semelhante ao iPad, com tela de sete polegadas e reconhecimento facial. O aparelho custará a partir de US$ 299, cerca de R$ 1.495, e as entregas começarão no próximo mês. O equipamento permitirá controlar campainhas, termostatos e fechaduras inteligentes. A novidade representa mais uma tentativa da Apple de conquistar espaço nesse mercado competitivo. Apesar de atuar no setor há uma década, a empresa ainda não obteve grande sucesso. A companhia aposta na Siri aprimorada por inteligência artificial para atrair consumidores. A estratégia busca enfrentar concorrentes tradicionais, como a Amazon, que investe nos alto-falantes Echo e nas campainhas Ring. Na semana passada, a Amazon também lançou tablets premium. Empresas emergentes de inteligência artificial, como a OpenAI, também demonstram interesse no mercado de hardware. Para analistas, a Apple precisa mostrar benefícios concretos da IA nas tarefas domésticas. A confiabilidade, a segurança e a facilidade de uso serão decisivas para conquistar os consumidores. Investidores acompanham as vendas de equipamentos em busca de crescimento, enquanto a receita de serviços enfrenta pressões regulatórias.


POLÍCIA ALEMÃ INVESTIGA USO DE ROBÔ PAA ASSEDIAR JOVENS

A polícia da Alemanha investiga dois jovens, de 16 e 19 anos, suspeitos de usar um robô humanoide para assediar uma adolescente e transmitir o ato ao vivo nas redes sociais. O episódio ocorreu na noite de sábado (10), em uma lanchonete de Colônia, onde a vítima, de 16 anos, estava com duas amigas. O robô, de 1,2 metro de altura e nas cores vermelha e dourada, vestia regata, corrente de ouro e óculos escuros. Segundo a polícia, a máquina teria tocado as nádegas da adolescente e realizado movimentos de vai e vem. Os dois suspeitos teriam filmado a ação, transmitido as imagens ao vivo e feito comentários durante a transmissão. O vídeo continua circulando no TikTok e em outras redes sociais. O jovem de 16 anos seria o proprietário do robô, enquanto o rapaz de 19 anos também teria participado da gravação. As autoridades localizaram a máquina no portamalas de um Volkswagen, onde suspeitam que tenha sido escondida.  O  robô e dois celulares foram apreendidos para análise. A polícia investiga o funcionamento do equipamento e se alguém controlava deliberadamente seus movimentos.Segundo um portavoz, a pessoa responsável pela máquina pode responder pelos atos praticados, assim como ocorre com o tutor de um animal. O caso é investigado sob suspeita de ofensa de natureza sexual e é o primeiro desse tipo denunciado criminalmente em Colônia.


IMAGEM DOS EUA NA AMÉRICA LATINA PIOROU

A imagem dos Estados Unidos na América Latina piorou desde o retorno de Donald Trump à Presidência. Segundo pesquisa do Latinobarómetro, a avaliação favorável aos americanos caiu de 73% em 2024 para 63% em 2026. Apesar disso, a China também registra aumento de aprovação, passando de 54% para 58%. Pela primeira vez desde 2020, os latino-americanos consideram a influência chinesa mais positiva que a americana: 65% contra 57%. No Brasil, 59% avaliam positivamente as relações com os EUA, enquanto 65% aprovam as relações com a China. Na América Latina, os índices são de 71% e 67%, respectivamente. Os resultados podem refletir os efeitos da política externa de Trump, marcada por tarifas comerciais, exigências econômicas e prioridade aos investimentos internos. Também pesam as ações americanas na Venezuela e em Cuba, além das deportações de imigrantes latino-americanos. A gestão internacional de Washington é desaprovada por 59% dos entrevistados na região, e 55% consideram negativo seu impacto. A guerra dos EUA contra o Irã é vista como prejudicial por 77%. A nota média atribuída a Trump pelos latino-americanos foi de 4,7, em uma escala de zero a dez. No Brasil, a avaliação foi de 4,0. Chile e Argentina registraram notas de 3,3 e 4,0, respectivamente. A pesquisa indica que o crescimento eleitoral da direita na América Latina não significa necessariamente maior simpatia pelos Estados Unidos. Questões internas, especialmente a segurança pública, podem ter mais influência sobre as escolhas eleitorais do que temas geopolíticos e comerciais.


PAPA PASSA NOITE T
RANQUILA, DEPOIS DE CIRURGIA 

O papa Leão 14 passou uma noite tranquila no hospital Agostino Gemelli, em Roma, após cirurgia para retirar um tumor do pulmão direito. A operação foi realizada na terça-feira (13) e confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar. Os médicos investigam se o câncer está restrito ao pulmão ou se atingiu outras partes do organismo. Segundo o Vaticano, o pontífice permanece internado, mas não foram divulgados novos detalhes sobre seu estado. A especialista Juanita Mora afirma que o prognóstico é muito bom quando esse tipo de tumor é detectado precocemente. Nesses casos, a taxa de sobrevivência em cinco anos pode variar de 80% a 98%, especialmente após cirurgia. O tratamento dependerá dos resultados dos exames e poderá incluir quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia. Leão 14 está internado no décimo andar do hospital, onde deverá permanecer por cerca de uma semana. Todas as audiências papais foram canceladas até 20 de outubro, enquanto o pontífice se recupera. Apesar da internação, ele continua exercendo o comando da Igreja Católica.A viagem à América do Sul, prevista para ocorrer entre 6 e 17 de novembro, permanece confirmada. Aos 71 anos, Leão 14 enfrenta seu primeiro problema de saúde divulgado publicamente, gerando incertezas na Igreja.


JUIZ 
REVOGA DECISÃO DE TRUMP E AUTORIZA JONALISTAS

Um juiz americano bloqueou ontem, 13, a decisão da Casa Branca de impedir o acesso dos jornalistas da CNN, MS Now e Politico, depois que o presidente Donald Trump vetou a presença dos profissionais dos três veículos em setembro. O juiz distrital Timothy Kelly determinou que o governo Trump deve permitir o acesso à Casa Branca aos jornalistas enquanto a ação iniciada pelos três veículos contra a proibição é examinada. Kelly afirmou que é provável que os veículos "consigam impor-se não apenas com sua reivindicação de devido processo, mas também com suas duas reivindicações baseadas na Primeira Emenda" da Constituição. A Primeira Emenda protege o direito à liberdade de imprensa. Trump bloqueou o acesso da CNN, MS Now e Politico à Casa Branca em 18 de setembro por considerar que divulgaram o que ele considera "notícias falsas", além de "ficções e mentiras". Os três veículos apresentaram uma ação conjunta para suspender a proibição. Uma decisão judicial preliminar restaurou as credenciais da Casa Branca dos jornalistas. A medida expira na quinta-feira (15).
Agora, o juiz estendeu a ordem para que os jornalistas dos veículos vetados tenham acesso à Casa Branca enquanto avança o processo judicial. "O presidente Trump possivelmente vetou os autores da ação na Casa Branca porque acredita que a cobertura deles em geral é imprecisa e tendenciosa contra ele", afirmou Kelly. Trump ataca os veículos que fazem coberturas críticas de sua gestão e já chamou a imprensa de "inimiga do povo".


FLÁVIO MUDA E VAI A DEBATE COM LULA

Flávio Bolsonaro voltou atrás e confirmou presença no debate com Lula, domingo (18), na Band, em São Paulo. Em vídeo nas redes sociais, afirmou que sua desistência anterior foi uma estratégia para fazer o presidente confirmar participação.“É claro que eu vou no debate, eu só queria que você confirmasse”, declarou o senador. Flávio disse que pretende confrontar Lula ao vivo e contestar suas declarações durante a campanha eleitoral. Na terça-feira (13), ele havia afirmado que ainda avaliava comparecer ao encontro. A equipe do senador também não assinou as regras do debate da TV Globo, previsto para 23 de outubro. A campanha de Lula já havia confirmado a presença do presidente no debate da Band. A emissora informou que manterá o encontro, mesmo que um dos candidatos não compareça. Nesse caso, o púlpito do ausente permanecerá vazio durante a transmissão. Lula e Flávio não participaram de nenhum debate no primeiro turno das eleições. Flávio alegava que a ausência do petista inviabilizava um confronto direto entre os dois. Lula, por sua vez, temia ser alvo de ataques conjuntos dos adversários.

Campo Grande, 14 de outubro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.  








PROGRAMA ECONÔMICO DA ARGENTINA NÃO PODE SER SEGUIDO PELO BASIL


O programa econômico de Javier Milei, na Argentina, é apresentado pelo bolsonarismo como modelo para o Brasil, mas seus resultados revelam graves problemas. A eleição presidencial brasileira será decidida no segundo turno, entre Lula e Flávio Bolsonaro, após nenhum candidato obter maioria absoluta. O campo bolsonarista defende a experiência argentina, ignorando as diferenças entre os dois países e os custos sociais das medidas adotadas. Quando Milei chegou ao poder, a Argentina enfrentava inflação anual de 211%, enquanto a brasileira gira em torno de 4,6%. No Brasil, os desafios incluem elevar a renda dos trabalhadores, criar empregos de qualidade e reduzir os juros para estimular investimentos. O programa de Milei baseou-se em três pilares: eliminar o déficit primário, controlar a inflação pelo câmbio e reduzir o tamanho do Estado. Para equilibrar as contas, o governo cortou investimentos em infraestrutura, ciência e universidades, além de reduzir o valor real de salários públicos e aposentadorias. Ao mesmo tempo, diminuiu impostos dos mais ricos e concedeu benefícios fiscais a grandes investimentos, especialmente no setor de commodities. Essa estratégia não pode ser reproduzida facilmente no Brasil, que apresenta inflação muito menor e enfrenta problemas fiscais ligados principalmente aos elevados juros da dívida. Milei prometeu reduzir drasticamente a inflação, impulsionar investimentos e recuperar a antiga prosperidade econômica argentina. Entretanto, a inflação caiu menos do que o esperado e permanece elevada, acumulando 33,5% em 12 meses. Parte desse resultado depende de um câmbio valorizado, sustentado por empréstimos internacionais e pela ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI).  A dívida argentina com o organismo alcançou US$ 57 bilhões, comprometendo a autonomia econômica do país e aumentando sua dependência financeira. Desde a posse de Milei, os salários reais caíram quase 8%, enquanto o desemprego aumentou de 5,7% para 7,9%. A informalidade também cresceu, com trabalhadores desempregados buscando ocupações de baixa remuneração no setor de serviços. 

O endividamento das famílias aumentou, e a inadimplência atingiu 12,8% dos empréstimos bancários, contra 4,5% um ano antes. Cerca de seis milhões de argentinos enfrentam dificuldades para pagar suas dívidas, evidenciando o agravamento da situação financeira das famílias. O consumo e os investimentos recuaram, enquanto a retração do crédito prejudicou a atividade econômica e o setor financeiro. O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 0,6% no segundo trimestre, e a atividade econômica recuou 2,9% em julho. As projeções indicam possibilidade de nova contração, ameaçando colocar a Argentina em recessão técnica. A fragilidade do modelo também apareceu em 2025, quando duas crises cambiais obrigaram o governo a buscar socorro externo. O FMI concedeu um empréstimo de US$ 20 bilhões, enquanto o Tesouro americano interveio posteriormente para sustentar o peso. Sem esse apoio, a moeda poderia perder valor e provocar nova aceleração inflacionária. A dependência financeira ampliou a influência dos Estados Unidos sobre a política econômica argentina.Embora tenha reduzido parcialmente a inflação, Milei deixou uma economia fragilizada, trabalhadores com menos oportunidades e maior endividamento externo. O Brasil, que quitou sua dívida com o FMI em 2005, preserva maior independência financeira e deve evitar comprometer essa condição. Brasil e Argentina, principais economias do Mercosul, precisam buscar desenvolvimento produtivo, inovação e diversificação econômica. Enquanto uma proposta prioriza o fortalecimento da produção e do mercado interno, a outra pode ampliar a dependência de commodities e do apoio americano. Assim, a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro envolve não apenas o futuro democrático, mas também a independência econômica e a prosperidade do Brasil.