A rotina do pedreiro Edilson Takahara, 49, mudou desde quinta-feira (3). Conhecido por fazer a própria defesa no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, em Manaus, ele ganhou uma bolsa integral para cursar Direito em uma faculdade da capital amazonense. Takahara fez sua sustentação oral em 17 de agosto e foi elogiado pelos desembargadores. Ele buscava o reconhecimento de vínculo empregatício com uma construtora. Após a repercussão do caso, foi convidado a falar para estudantes de Direito da Famec. No fim do encontro, recebeu a proposta de estudar na instituição com bolsa integral. Inicialmente, pensou em recusar, pois não pretendia seguir carreira jurídica. Mudou de ideia ao saber que o curso poderia abrir caminhos para outras profissões. Entre as possibilidades, estão as carreiras de delegado, juiz e promotor. As aulas serão à noite e exigirão mudanças em sua rotina como pedreiro. Ele pretende trabalhar até as 14h para conseguir frequentar a faculdade. Apesar disso, não pensa em abandonar a construção civil. Takahara afirma ter ideias para desenvolver novos projetos no setor. Segundo ele, falta apenas investimento para colocá-las em prática. Também acredita que a faculdade poderá ampliar sua rede de contatos profissionais e pretende continuar realizando pequenas reformas e obras normalmente. A experiência no processo trabalhista começou depois que um advogado perdeu prazos. Com isso, Takahara decidiu assumir a própria defesa usando o chamado jus postulandi. O mecanismo permite atuar pessoalmente na Justiça do Trabalho sem advogado.
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sábado, 5 de setembro de 2026
PEDREIRO GANHA BOLSA PARA CURSAR DIREITO
A rotina do pedreiro Edilson Takahara, 49, mudou desde quinta-feira (3). Conhecido por fazer a própria defesa no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, em Manaus, ele ganhou uma bolsa integral para cursar Direito em uma faculdade da capital amazonense. Takahara fez sua sustentação oral em 17 de agosto e foi elogiado pelos desembargadores. Ele buscava o reconhecimento de vínculo empregatício com uma construtora. Após a repercussão do caso, foi convidado a falar para estudantes de Direito da Famec. No fim do encontro, recebeu a proposta de estudar na instituição com bolsa integral. Inicialmente, pensou em recusar, pois não pretendia seguir carreira jurídica. Mudou de ideia ao saber que o curso poderia abrir caminhos para outras profissões. Entre as possibilidades, estão as carreiras de delegado, juiz e promotor. As aulas serão à noite e exigirão mudanças em sua rotina como pedreiro. Ele pretende trabalhar até as 14h para conseguir frequentar a faculdade. Apesar disso, não pensa em abandonar a construção civil. Takahara afirma ter ideias para desenvolver novos projetos no setor. Segundo ele, falta apenas investimento para colocá-las em prática. Também acredita que a faculdade poderá ampliar sua rede de contatos profissionais e pretende continuar realizando pequenas reformas e obras normalmente. A experiência no processo trabalhista começou depois que um advogado perdeu prazos. Com isso, Takahara decidiu assumir a própria defesa usando o chamado jus postulandi. O mecanismo permite atuar pessoalmente na Justiça do Trabalho sem advogado.
MINISTROS NO BRASIL SÃO JULGADOS PELO PRÓPRIO STF
Enquanto juízes de Supremas Cortes de países como Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido são submetidos à Justiça comum em caso de crime, no Brasil o próprio STF processa e julga seus ministros. Nos Estados Unidos, não há foro especial para magistrados da Suprema Corte. Se um deles for acusado de crime, o processo tramita, em regra, em uma corte federal de primeira instância. Segundo Richard Friedman, da Universidade de Michigan, magistrados podem ser processados e condenados criminalmente enquanto permanecem no cargo. A remoção, porém, depende de impeachment pela Câmara e condenação pelo Senado. O caso do ex-juiz federal Harry Claiborne ilustra o sistema. Condenado em 1984 por falsificar declarações de Imposto de Renda, ele continuou formalmente no cargo até 1986, quando foi destituído após impeachment. Na Alemanha, o Ministério Público pode investigar ministros da Corte Constitucional sem autorização do Parlamento ou do próprio tribunal. A remoção de um juiz alemão ocorre apenas em situações restritas, como condenação criminal definitiva por conduta desonrosa, pena superior a seis meses ou grave violação dos deveres do cargo. A decisão exige dois terços dos demais magistrados. No Reino Unido, juízes têm imunidade por atos praticados no exercício da função, mas não possuem imunidade criminal geral. Estão sujeitos à lei como qualquer cidadão. A destituição britânica depende do Parlamento. Se as duas Casas aprovarem a medida, cabe ao monarca remover o magistrado. Segundo pesquisadores, isso nunca aconteceu.
IDENTIFICAÇÃO PRECOCE DE RISCO NO COMPORTAMENTO DO SUICIDA
A inteligência artificial poderá ajudar profissionais de saúde a identificar precocemente pessoas sob risco de comportamento suicida. Uma revisão publicada na revista Discover Artificial Intelligence analisou 160 estudos sobre o tema. A pesquisa avaliou tecnologias como aprendizado de máquina, aprendizado profundo, IA generativa e processamento de linguagem natural. Os resultados indicam que algumas ferramentas podem superar métodos estatísticos tradicionais na identificação de sinais de risco. Algoritmos conseguem analisar textos de redes sociais, registros clínicos e outros dados. Eles procuram padrões linguísticos, emocionais e comportamentais, considerando inclusive o histórico de publicações. Segundo os pesquisadores, a IA pode tornar a avaliação mais dinâmica e contínua. Isso é relevante porque o estado emocional de uma pessoa pode mudar rapidamente entre consultas. Os especialistas, porém, alertam que a tecnologia não consegue prever com certeza uma tentativa de suicídio. O comportamento suicida resulta de uma combinação complexa de fatores psicológicos, sociais, culturais e ambientais. Por isso, a IA deve ser utilizada como ferramenta auxiliar, e não como substituta dos profissionais. Pesquisadores defendem a combinação da tecnologia com escalas clínicas já utilizadas por psicólogos e psiquiatras. Essa integração permitiria reunir informações estruturadas e grandes volumes de dados.
RÚSSIA ATACA SEDE DO SERVIÇO DE SEGURANÇA DA UCRÂNIA
Moscou reagiu afirmando que o pedido não tem validade jurídica e distorce a realidade. Desde o início da guerra, empresas ocidentais e parte das asiáticas deixaram de voar para a Rússia, enquanto rotas alternativas passaram a contornar áreas de conflito. Companhias como Turkish Airlines e Emirates mantêm voos para cidades russas, adotando desvios para evitar riscos. A preocupação do setor aéreo é reforçada por episódios como a derrubada do voo MH17, da Malaysia Airlines, em 2014, e o abate acidental de um Embraer-190 da Azerbaijan em 2024. Até o momento, poucas empresas atenderam ao pedido da Ucrânia; entre elas, a Air Tanzania suspendeu operações para a Rússia.
ARGENTINA PODE ENFRENTAR NOVA GUERRA PELAS MALVINAS
O governo do Reino Unido reagiu nesta ontem, 4, às declarações do presidente argentino, Javier Milei, sobre as Ilhas Malvinas. Na véspera, Milei anunciou a construção de uma base naval na Terra do Fogo, no extremo sul da Argentina. A medida ocorre em meio à disputa de soberania pelo arquipélago, controlado pelo Reino Unido. Milei também afirmou que pretende punir empresas envolvidas na exploração de petróleo na região. As Malvinas são disputadas pelos dois países há décadas, inclusive após a guerra de 1982. O conflito terminou com a rendição argentina e a permanência britânica nas ilhas. O ministro britânico da Defesa, Wes Streeting, afirmou que “as Falklands são britânicas”. Segundo ele, os habitantes escolheram permanecer britânicos e o compromisso do Reino Unido é “absoluto”. Streeting também disse que as declarações de Milei refletem mais a política interna argentina. A disputa ganhou força após Donald Trump ameaçar intervir na questão das Malvinas. O presidente americano teria sinalizado que pode rever a posição tradicional dos EUA sobre a soberania. Trump também criticou o Reino Unido por seus gastos militares e sua atuação na guerra do Irã. Milei afirmou que os “ventos de mudança” favorecem a reivindicação argentina. O presidente argentino também rejeitou o direito dos moradores das ilhas à autodeterminação. Ele defendeu a nova base naval como forma de reforçar a presença militar argentina na região.
INQUÉRITO DAS FAKE NEWS SEM FIM
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu ontem, 4, o fim do inquérito das fake news. A medida é vista como possível caminho para reduzir a crise provocada pelo embate entre Alexandre de Moraes e André Mendonça. Em discurso no Planalto, Fachin afirmou que os fatos graves da chamada “crise Master” continuam sendo investigados. Segundo ele, nenhuma autoridade está acima da Constituição Federal. Fachin também citou como metas de sua gestão a criação de um Código de Ética e a modernização da Justiça. O inquérito das fake news foi aberto em março de 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes foi designado relator da investigação com o objetivo inicial de apurar ataques e ameaças contra ministros e contra o próprio Supremo. Todavia, ao longo desses dois anos, o objeto da investigação foi ampliado. Na quinta-feira (3), o inquérito chegou a envolver o ministro André Mendonça. Moraes pediu a Fachin que Mendonça fosse investigado por supostos crimes e irregularidades. Entre as acusações estão improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade, além de possível favorecimento a grupos políticos em casos envolvendo o Banco Master e o INSS. A iniciativa ocorreu após relatório da Polícia Federal apontar uma relação entre Moraes e Daniel Vorcaro. As informações teriam sido encontradas em mensagens no celular do ex-banqueiro, preso na Operação Compliance Zero.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 5/9/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Alcolumbre sinaliza a parlamentares "impeachment cruzado" no STF
Alcolumbre acena com "impeachment cruzado" caso senadores forcem a saída de Moraes do Supremo. Resposta seria analisar o impedimento também de Mendonça
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Casos sob suas mãos, pedido de explicações e fim de inquérito: entenda como Fachin pretende aplacar a crise no STF
Presidente da Corte abriu um novo procedimento e esvaziou parte do que estava a cargo de Mendonça e Moraes
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Fachin conversa com Lula e indica que levará casos de Moraes e Mendonça ao plenário do STF
Conversa incluiu Paulo Gonet, ministros da Justiça e da AGU, presidente do STJ Presidente do Supremo manifestou desconforto com ações de Moraes e Mendonça
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Empresários e economistas articulam manifesto por apuração de fatos e maior transparência no Supremo
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Juliana Brizola: Autenticidade e franqueza de quem crê nas articulações
Neta de Leonel Brizola, candidata do PDT entra na briga pelo que acredita e preza pelas conversas entre partidos
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Carneiro anuncia proposta de redução do IVA para combustíveis e bens essenciais
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
RADAR JUDICIAL
TRIBUNAL REVOGA DEMISSÃO DE DELEGADO
TARIFA ZERO EM VÁRIAS CIDADES
Em 1991, São Paulo poderia ter sido a primeira cidade brasileira a adotar a Tarifa Zero. Na época, o transporte público era caótico, com filas, ônibus velhos e veículos clandestinos. A prefeita Luiza Erundina reorganizou as linhas e mudou os contratos de concessão. O secretário de Transportes, Lucio Gregori, apresentou a proposta de transporte gratuito. Para financiá-la, foi sugerido um aumento progressivo do IPTU. O projeto, porém, nem chegou a ser votado pela Câmara Municipal. Embora tivesse apoio popular, a proposta não encontrou respaldo político. Trinta e cinco anos depois, o cenário mudou e a Tarifa Zero ganhou espaço no país. Mais de 170 cidades brasileiras já adotaram algum modelo de gratuidade no transporte. Nove capitais também implantaram formas parciais de transporte gratuito. São Paulo, por exemplo, oferece Tarifa Zero aos domingos. Belo Horizonte possui gratuidade em linhas que atendem comunidades e favelas. O transporte foi reconhecido como direito constitucional em 2015. A experiência mostrou que a gratuidade pode aumentar significativamente o número de passageiros. Em algumas cidades, o crescimento chegou a três vezes o volume anterior. Em São Paulo, o número de passageiros aos domingos aumentou 30%. O fenômeno pode revelar uma demanda reprimida, sobretudo nas regiões periféricas. Muitas pessoas deixam de realizar atividades essenciais por falta de dinheiro para o transporte.
TRUMP QUER MUDAR REGRAS PARA ELEIÇÃO EM NOVEMBRO
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu ontem, 3, à Suprema Corte autorização para aplicar uma nova regra que restringe o voto pelo correio. A modalidade é amplamente usada nos EUA, sobretudo por idosos, pessoas com dificuldade de locomoção, moradores de áreas afastadas e eleitores que viajam no dia da eleição. Em 2024, quase um terço dos eleitores utilizou cédulas enviadas pelo correio na eleição presidencial vencida por Trump. O pedido ocorre após uma juíza federal de Boston suspender temporariamente a nova norma antes das eleições legislativas de novembro. O Departamento de Justiça quer que a Suprema Corte derrube a decisão da juíza Indira Talwani. A regra determina novos requisitos para informações dos eleitores e para os envelopes das cédulas, além de permitir a recusa de correspondências fora dos padrões. Os estados também teriam de fornecer listas de eleitores autorizados a receber cédulas e utilizar envelopes aprovados pelo serviço postal, com códigos de barras exclusivos. Críticos afirmam que as medidas podem impedir milhares de votos legítimos às vésperas das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. A disputa ocorre em meio à tentativa dos republicanos de manter o controle do Congresso. Opositores dizem que as restrições podem favorecer os republicanos, pois eleitores democratas tradicionalmente recorrem mais ao voto pelo correio. Esta é a segunda vez que o governo Trump recorre à Suprema Corte para defender a medida.
MENDONÇA QUESTIONA O PROCURADOR GONET E O DIRETOR DA POLÍCIA FEDERAL
Relatórios de inteligência da Polícia Federal apontam que o ministro André Mendonça teria interferido nas investigações das operações Sem Desconto e Compliance Zero. Os documentos foram revelados em decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Segundo a PF, haveria “indícios crescentes de enviesamento” na supervisão judicial dos casos. Um dos principais pontos é o acesso antecipado de Mendonça a dados brutos extraídos de celulares. O material teria sido enviado antes da triagem e análise pelos investigadores. Para a PF, isso poderia comprometer a cadeia de custódia das provas. Os relatórios também relatam questionamentos do ministro sobre decisões tomadas pelos investigadores. Entre elas estariam escolhas de alvos e pedidos de medidas cautelares. A PF menciona ainda perguntas reiteradas sobre negociações de delações premiadas. Investigadores registraram supostos contatos de Mendonça com advogados de possíveis colaboradores. Em um caso, ele teria dito não confiar na Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo o relatório, o ministro teria cogitado conceder benefícios não previstos em lei. A PF também aponta possível direcionamento contra Alexandre de Moraes. Mendonça teria demonstrado interesse na abertura de uma investigação formal contra o ministro. O relatório cita ainda perguntas sobre mensagens de Daniel Vorcaro envolvendo Moraes. A corporação não descarta que informações tenham chegado ao gabinete do ministro fora dos autos.
MINISTRO MORAES ACUSA MENDONÇA DE CRIME DE RESPONSABILIDADE
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, acusou o ministro André Mendonça de crime de responsabilidade, usando o inquérito das fake news. A iniciativa amplia a crise interna no Supremo, considerada sem precedentes. A acusação ocorreu após Mendonça determinar a retirada do sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento contém diálogos do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, nos quais Moraes é citado. Segundo Moraes, haveria indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade por parte de Mendonça. As acusações estão relacionadas à condução de investigações sobre fraudes no Banco Master e descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Moraes citou relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal. Segundo ele, Mendonça teria praticado condutas que comprometeriam a imparcialidade judicial. O ministro também afirmou que teria ocorrido favorecimento a determinados grupos políticos. Entre as acusações estão a suposta interferência na direção das investigações policiais e problemas na preservação da cadeia de custódia. Moraes também apontou irregularidades nas tratativas de eventual colaboração premiada. Outra acusação envolve o suposto direcionamento de investigações contra Moraes e o senador Davi Alcolumbre. De acordo com Moraes, Mendonça teria determinado diligências contra ele sem observar os procedimentos legais. O ministro afirmou ainda que uma dessas diligências teria sido determinada sem assinatura de decisão judicial. Também alegou que a Procuradoria-Geral da República não teria sido comunicada adequadamente.