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quarta-feira, 10 de junho de 2026

COPA 2026 COM 48 SELEÇÕES


Em 2017, a Fifa anunciou que a Copa do Mundo passaria de 32 para 48 seleções a partir de 2026. A mudança, defendida pelo presidente da entidade, Gianni Infantino, buscava ampliar a presença global do futebol, aumentar receitas e fortalecer o apoio das federações nacionais. A expansão abriu espaço para estreias históricas de Cabo Verde, Jordânia, Uzbequistão e Curaçao, maior número de debutantes desde 2006. Por outro lado, o aumento de participantes elevou o ranking médio das seleções classificadas. Na Copa de 2026, a média é de 32,5º lugar no ranking da Fifa, acima das edições anteriores. As equipes de pior colocação são Nova Zelândia (85ª) e Haiti (83ª). O confronto de menor nível técnico na fase de grupos deve reunir Cabo Verde (67ª) e Arábia Saudita (61ª), somando 128 pontos no ranking.

Em contraste, a Copa de 1994, disputada nos Estados Unidos com 24 seleções, registrou o melhor ranking médio da história recente: cerca de 17º lugar. A pior equipe classificada era a Bolívia, então 43ª do mundo. Entre 1998 e 2022, a média das seleções participantes oscilou entre 21,7º e 26º lugares. A pior classificada nesse período foi a Coreia do Norte, 105ª em 2010. O pior confronto da história das Copas, segundo a soma dos rankings, ocorreu em 2018 entre Rússia (70ª) e Arábia Saudita (67ª). Já em 2022, o duelo de menor ranking reuniu Qatar e Equador.

 

VORCARO VINCULADO AO SETOR DE COMBUSTÍVEIS NO CRIME ORGANIZADO


Um repasse de R$ 102 milhões feito pelo Banco Master entre 2023 e 2025 pode ligar a instituição de Daniel Vorcaro ao setor de postos de combustíveis investigado por supostas conexões com o crime organizado. Os pagamentos foram destinados à Metanoein Participações e Consultoria, oficialmente classificados como prestação de serviços. A empresa é alvo de investigação por suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa no Rio de Janeiro. A sócia-administradora, Rose Evelyn Machado Coité, é apontada pelo Ministério Público Federal como controladora de uma rede de postos operada por meio de laranjas. Apesar da fama de empresária do ramo em Bangu, ela não aparece formalmente como proprietária de postos. A Metanoein atua oficialmente nos setores de consultoria e serviços administrativos. Desde a operação Carbono Oculto, as investigações avançam sobre a infiltração do crime organizado no mercado de combustíveis e no sistema financeiro. Documentos revelam pedido do MPF para bloquear contas e aplicações de Rose Evelyn, filhos e outros investigados ligados a 46 empresas. O caso corre sob sigilo.

As apurações também analisam possíveis vínculos com a família do bicheiro Rogério de Andrade. Um dos alvos foi o posto Castor, cujo histórico inclui relações empresariais com o falecido advogado César Coité, marido de Rose Evelyn. A Metanoein apresenta semelhanças com a Mídias Promotora, outra empresa que recebeu R$ 126,6 milhões do Master e foi alvo de busca e apreensão em investigação sobre investimentos do Rioprevidência. As duas companhias funcionam no mesmo endereço em Bangu, participaram de estruturas societárias semelhantes e estão entre as maiores recebedoras de recursos do banco, segundo dados enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado.

 

EUA IMPÕEM SUAS REGRAS E BARRAM TORCEDORES


Os Estados Unidos intensificaram fiscalizações e restrições de entrada às vésperas da Copa do Mundo de 2026, reforçando a política anti-imigração do governo de Donald Trump. A medida tem afetado torcedores, dirigentes, árbitros e integrantes de delegações de países como Irã, Somália, Senegal, Uzbequistão e Iraque. A Federação de Futebol do Irã informou que perdeu sua cota de ingressos para o Mundial poucos dias antes do torneio, impedindo a venda aos torcedores. Além disso, cerca de 15 membros da delegação iraniana, incluindo o presidente da federação, Mehdi Taj, tiveram vistos negados. Outro caso de repercussão foi o do árbitro somali Omar Artan, impedido de entrar nos EUA após mais de 11 horas de interrogatório. Selecionado para a Copa, ele seria o primeiro árbitro da Somália a atuar em um Mundial. As autoridades alegaram questões de segurança, enquanto a Fifa afirmou não interferir em processos migratórios.

Jogadores do Senegal e integrantes da seleção do Uzbequistão também passaram por revistas rigorosas em aeroportos americanos. Já o atacante iraquiano Aymen Hussein enfrentou quase sete horas de interrogatório em Chicago antes de ser liberado; um fotógrafo da delegação foi barrado. As ações ocorrem em meio ao endurecimento das políticas migratórias de Trump, que ampliou restrições a cidadãos de dezenas de países e aumentou significativamente o número de deportações. Organizações de direitos humanos alertam para riscos de detenções arbitrárias, deportações e violações de direitos durante o torneio. Mais de 120 entidades americanas divulgaram um “Aviso aos Viajantes”, pedindo que a Fifa pressione o governo dos EUA por mudanças nas políticas migratórias para garantir segurança e tratamento adequado a torcedores, atletas e jornalistas estrangeiros durante a Copa. 

EUA ATACAM IRÃ


Os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã ontem, 9, após o presidente Donald Trump acusar Teerã de derrubar um helicóptero Apache americano sobre o Estreito de Ormuz. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), a ofensiva começou às 17h no horário da costa leste americana (18h em Brasília) e foi descrita como uma “resposta proporcional à agressão injustificada do Irã”. Explosões foram registradas ao longo da costa do Golfo Pérsico e do Estreito de Ormuz. De acordo com o site Axios, os alvos incluíram sistemas iranianos de defesa aérea e radares. Os dois tripulantes do helicóptero abatido foram resgatados sem ferimentos por um drone marítimo não tripulado dos EUA, no primeiro uso público confirmado desse tipo de equipamento em uma missão de resgate. Trump afirmou que os EUA precisavam responder ao ataque e classificou a operação como uma reação “muito forte e poderosa”.

Autoridades americanas dizem que o helicóptero foi atingido por um drone iraniano, embora ainda não esteja claro se a ação foi deliberada. A agência iraniana Mehr reconheceu o incidente, mas informou que Teerã não assumiu responsabilidade pela derrubada. Após os bombardeios, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, ameaçou retaliar e declarou que o país “não deixará nenhum ataque ou ameaça sem resposta”. Ele afirmou que forças estrangeiras na região enfrentam riscos constantes e sugeriu que deixem o Oriente Médio para evitar novos confrontos. A escalada ocorre em meio às tensões envolvendo Israel, Irã e Líbano, enquanto Washington tenta avançar em negociações para um acordo de paz na região.

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 10/06/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Governo quer aumentar etanol na gasolina para reduzir preços

Proposta que o governo levará ao Conselho Nacional de Política Energética é elevar a parcela de álcool anidro de 30% para 32%, com objetivo de reduzir a importação de combustíveis fósseis

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Favoritômetro: França, Espanha, Argentina ou nenhuma das três? Levantamento do GLOBO aponta para surpresas na Copa

Os mais de mil convocados foram mapeados por forças de ligas e clubes, em projeção antes do início do Mundial

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Master pagou R$ 102 mi a grupo investigado por lavagem de dinheiro em combustíveis

Empresa de Bangu, no Rio, está entre os maiores recebedores do banco, por suposta prestação de serviços; procurada, sócia não se pronunciou Firma divide sala com outra empresa que recebeu R$ 126 mi da instituição financeira de Vorcaro

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Cotas opõem Neto e governo Jerônimo

ACM NETO anunciou que pretende incluir em seu plano de governo uma proposta voltada à ampliação do acesso de estudantes da rede pública estadual às universidades baianas

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Começa o El Niño que traz a ameaça de grandes enchentes

Modelos climáticos reforçam a perspectiva de um evento histórico

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Confiança dos europeus no apoio dos EUA atinge mínimos históricos

Estudo em 15 países, incluindo Portugal, mostra que 13% dos europeus considera os EUA como um rival, e 12% como um adversário. Maioria crê que a situação vai melhorar quando Trump sair da Casa Branca.

terça-feira, 9 de junho de 2026

RADAR JUDICIAL


ÁRBITRO É IMPEDIDO DE ENTRAR NOS EUA

O árbitro somali Omar Artan, escalado para atuar na Copa do Mundo de 2026, foi deportado dos Estados Unidos após ter o visto negado pelas autoridades americanas. Apesar do apoio da embaixada da Somália, que chegou a oferecer um passaporte diplomático, a entrada no país foi barrada. A informação foi divulgada pelo jornalista Romain Molina, enquanto a Fifa ainda não comentou o caso. Com a negativa, Artan retornou à Somália e ficou impossibilitado de integrar o quadro oficial de árbitros do Mundial. Representante da Confederação Africana de Futebol (CAF), ele seria o primeiro somali a participar de uma Copa do Mundo como árbitro. Ele precisou voltar para Istambul, na Turquia, onde havia feito escala rumo aos EUA. Em 2025, foi eleito o melhor árbitro africano pela CAF e apitou a final da Liga dos Campeões da África entre Pyramids FC e Mamelodi Sundowns. 


ÁRBITRO BRASILEIRO APITA ABERTURA DA COPA  

O árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio (GO) foi escalado para apitar a partida de abertura da Copa do Mundo entre México e África do Sul, na quinta-feira, às 16h (de Brasília), na Cidade do México, pelo Grupo A. A equipe de arbitragem terá ainda os assistentes brasileiros Bruno Pires (GO) e Bruno Boschilia (PR). O quadro é completado pelos paraguaios Juan Gabriel Benítez (quarto árbitro) e Eduardo Cardozo (assistente reserva), pelo colombiano Nicolas Gallo (VAR), pelo chileno Juan Lara (assistente do VAR) e pelo francês Jerome Brisard (apoio ao VAR). O Brasil conta com mais dois árbitros no torneio: Raphael Claus (SP) e Ramon Abatti Abel (SC). Entre os assistentes brasileiros estão Danilo Manis (SP), Rodrigo Figueiredo (RJ) e Rafael Alves (RS). Além de México e África do Sul, o Grupo A é formado por Coreia do Sul e República Tcheca.


NOMEADOS COM REMUNERAÇÃO ACIMA DO TETO

Os cinco integrantes do grupo criado pelo presidente do STF e do CNJ, Edson Fachin, para estudar a remuneração do Judiciário receberam valores acima do teto constitucional em 2025. Juntos, os magistrados e servidores somaram R$ 8,3 milhões em vencimentos brutos no ano. A remuneração média mensal, sem o 13º salário, variou de R$ 71,2 mil a R$ 189,1 mil. Embora a Constituição fixe o teto do funcionalismo em R$ 46,3 mil, benefícios, indenizações e gratificações permitiram pagamentos superiores ao limite. Em março, o STF restringiu os chamados “penduricalhos”, mas autorizou que verbas extras elevem a remuneração de magistrados, promotores e procuradores em até 70% acima do teto, chegando a R$ 78,7 mil. O maior rendimento foi do desembargador Francisco José Rodrigues de Oliveira Neto, coordenador do grupo, que recebeu em média R$ 189,1 mil por mês e acumulou R$ 2,3 milhões brutos no ano. O CNJ afirmou que os pagamentos seguem a legislação e que os tribunais estão se adequando às novas regras definidas pelo STF. Segundo o órgão, os valores elevados decorrem de férias, gratificações, indenizações e direitos retroativos pagos de forma acumulada.

TRUMP É VAIADO

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi vaiado ontem, 8, ao assistir ao terceiro jogo das finais da NBA no Madison Square Garden, em Nova York. Durante a execução do Hino Nacional, sua imagem apareceu no telão da arena, provocando reação negativa de parte do público. A presença de Trump levou ao reforço da segurança, com revistas semelhantes às de aeroportos, proibição de bolsas e recomendação para chegada antecipada dos torcedores. Também não houve fan zone nos arredores do ginásio, ao contrário dos dois primeiros jogos das finais. Alguns fãs reclamaram do impacto das medidas no clima festivo do evento. Nascido em Nova York, Trump é torcedor do New York Knicks e mantém relação próxima com o proprietário da equipe, James Dolan. O presidente já frequentou diversos jogos no Madison Square Garden e realizou um grande comício no local durante a campanha de 2024. Nas redes sociais, o senador democrata Chuck Schumer criticou a visita e afirmou que Trump “não é bem-vindo” à cidade.

POLÍCIA FEDERAL REJEITA DELAÇÃO DE VORCARO

A Polícia Federal deve rejeitar a nova proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O comunicado será feito aos advogados nesta terça-feira (9) e marcará a segunda recusa em menos de um mês. Assim como ocorreu em maio, a PF avalia que a colaboração não traz informações inéditas nem acrescenta elementos relevantes às investigações. Embora Vorcaro tenha detalhado supostos episódios envolvendo políticos e autoridades, os investigadores entendem que os relatos repetem fatos já conhecidos e não apontam crimes praticados por parceiros. Segundo fontes ligadas ao caso, a avaliação é que o ex-banqueiro tenta ganhar tempo enquanto aguarda uma possível flexibilização das medidas impostas pelo STF contra ele e familiares. Nesta semana, o Supremo deve retomar o julgamento sobre a manutenção da prisão de Henrique Moura Vorcaro, pai do empresário. Apesar da nova negativa, a legislação permite que Vorcaro apresente futuras propostas de colaboração. Integrantes da PF, porém, consideram que sucessivas tentativas sem novidades dificilmente mudarão sua situação. A PGR também demonstra insatisfação com os termos apresentados, mas prefere manter as negociações abertas em busca de um acordo mais consistente.

IRÃ DERRUBA HELICÓPTERO AMERICANO

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje, 9, que os EUA “precisarão responder” após a queda de um helicóptero Apache no Estreito de Ormuz, incidente que atribuiu ao Irã. Em publicação na Truth Social, Trump disse que a aeronave foi derrubada durante uma patrulha, mas destacou que os dois pilotos foram resgatados sem ferimentos. Segundo uma autoridade militar americana ouvida pelo Axios, um drone iraniano atingiu o helicóptero, embora a investigação ainda não tenha concluído se o ataque foi intencional. A declaração marca uma mudança de tom do presidente, que nos últimos dias defendia um acordo de paz e afirmava que as negociações entre EUA, Irã e Israel estavam em fase final. Em resposta indireta, o chanceler iraniano Abbas Araghchi sugeriu que as forças americanas deixem a região para reduzir riscos, afirmando que Teerã prefere a diplomacia, mas está preparado para outras formas de resposta. O Apache caiu na noite de segunda-feira (8). Os dois tripulantes foram resgatados no mar por um barco-drone, e a causa do acidente segue sob investigação. Segundo os EUA, é a primeira perda de um helicóptero Apache no atual conflito no Oriente Médio.

Salvador, 9 de junho de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

TRUMP TEM APROVAÇÃO DE APENAS 35%


A aprovação do presidente Donald Trump, nos Estados Unidos, atingiu 35%, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada ontem, 8, mantendo-se próxima da mínima histórica registrada em seu primeiro mandato. O índice subiu apenas um ponto percentual em relação a abril, dentro da margem de erro de dois pontos. A economia segue sendo motivo de preocupação: 59% dos entrevistados acreditam que os preços dos combustíveis vão aumentar neste ano, enquanto só 17% esperam queda. Apenas 22% aprovam a forma como Trump lida com o custo de vida, e 70% desaprovam sua atuação nesse tema. A guerra no Irã também enfrenta resistência: 36% aprovam o conflito e apenas 25% consideram que seus custos compensaram. Entre os eleitores registrados para as eleições legislativas de novembro, 41% apoiariam candidatos democratas e 37% republicanos. Na economia, os partidos aparecem tecnicamente empatados em confiança popular.

A pesquisa ouviu 4.531 pessoas. Apesar dos números negativos, Trump não possui a pior aprovação da história dos EUA. No entanto, mantém a menor média histórica de aprovação entre presidentes americanos e nunca ultrapassou 50% nas pesquisas da Gallup. O presidente americano, diferentemente de seus antecessores, que atuavam com maior discrição, tem declarado apoio a candidatos de direita em eleições de vários países: Colômbia, Argentina, Honduras, Japão e Hungria. Trump usa redes sociais e discursos para posicionar nos pleitos. Na América Latina, Trump interfere abertamente para apoiar seus preferidos, mas, no Brasil, o cenário é diferente e as manifestações do presidente americano não contribui para fortalecer os candidatos da direita

PLANO PARA MATAR PROMOTOR DO GAECO


Uma operação do Ministério Público de São Paulo prendeu nesta terça-feira (9) um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um ex-estagiário do próprio MP suspeitos de atuar como infiltrados do PCC. Segundo as investigações, o grupo teria participado de um plano para matar um promotor do Gaeco e também de um esquema de extorsão contra investigados, incluindo integrantes da facção criminosa. O ex-estagiário, hoje advogado, é acusado de usar bancos de dados do MP para identificar criminosos com alto poder econômico e exigir dinheiro em troca de suposta proteção em investigações. Ele teria contado com apoio de um policial penal e de um ex-policial civil. O chefe de investigadores preso também é suspeito de repassar informações sigilosas a criminosos em troca de dinheiro. A Operação Infiltrados cumpriu três mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão em Campinas e Cardoso, no interior paulista.

As apurações apontam que um dos acusados de planejar a morte do promotor se reuniu com o chefe da Dise de Campinas dias antes de uma operação que frustrou o atentado. Vídeos do encontro foram encontrados pelos investigadores. Em outro núcleo, o Gaeco descobriu cobranças de até R$ 500 mil para evitar o envio de informações sobre criminosos ao Ministério Público. O MP afirmou que o caso demonstra o esforço conjunto das instituições para identificar e afastar agentes envolvidos com atividades criminosas. As investigações continuam para apurar a extensão do esquema e possíveis pagamentos realizados pelos alvos da extorsão. 

LIVRO MOSTRA A HISTÓRIA DA COPA DO MUNDO


Livro lançado em inglês e já tratado como obra de referência mostra a ligação histórica da América do Sul com a Copa do Mundo, criada em 1930 sob influência do sucesso do Uruguai olímpico. Quase cem anos depois, a competição evidencia mudanças profundas no futebol de seleções da região. Os autores Mark Biram e Tim Vickery defendem que a Copa é uma ideia essencialmente sul-americana, impulsionada pelo Campeonato Sul-Americano de 1916 e pelo fascínio mundial causado pelos uruguaios nas Olimpíadas de 1924 e 1928. O texto destaca que a globalização aumentou a desigualdade entre clubes, mas reduziu diferenças entre seleções. Hoje, países antes periféricos competem em nível mais equilibrado, enquanto ligas ricas concentram talentos. No Brasil, a chegada de Carlo Ancelotti simboliza o reconhecimento de que o país segue produzindo grandes jogadores, mas ficou atrás na formação de treinadores. Argentina, Uruguai, Equador, Paraguai e Colômbia também refletem novas dinâmicas do futebol sul-americano.

A análise compara dois livros recentes sobre Copas. “The Power and the Glory”, de Jonathan Wilson, é criticado por exagerar relações entre futebol e política, recorrendo a analogias consideradas simplistas e a alguns erros factuais. Já “Mundiales”, de Biram e Vickery, recebe elogios por privilegiar a análise dos jogos, das táticas e dos contextos esportivos sem ignorar fatores políticos. O livro destaca personagens como Pelé, Maradona, Messi e Andrade, além de revisitar momentos históricos como as Copas de 1950, 1978 e 1982. Vickery é apontado como especialmente bem-sucedido ao explicar características do futebol brasileiro, suas oscilações entre estilos e a tendência de reagir ao ciclo anterior na escolha de treinadores e modelos de jogo. O balanço final aponta três conclusões: a primeira grande história das Copas sob perspectiva sul-americana já nasceu clássica; não existe fórmula simples para explicar o futebol apenas pela política; e ainda falta uma história definitiva das Copas centrada na evolução tática do jogo. 

OpenAI INICIA IPO EM BUSCA DE LIDERANÇA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL


A OpenAI deu início ao processo para realizar um IPO (oferta pública inicial de ações) que pode avaliá-la em mais de US$ 1 trilhão (R$ 5,2 trilhões), consolidando a disputa com a Anthropic pela liderança da inteligência artificial em Wall Street. 
A empresa anunciou ontem, 8, que enviou confidencialmente à SEC, órgão regulador do mercado americano, o rascunho de seu prospecto. O movimento ocorre dias antes do IPO da SpaceX e uma semana após a Anthropic protocolar sua documentação. As três operações bilionárias refletem o forte entusiasmo dos investidores com a IA, responsável por impulsionar as bolsas americanas a níveis recordes, embora também alimente preocupações sobre uma possível valorização excessiva do setor. O IPO da OpenAI será visto como um teste do apetite do mercado por uma empresa que cresce rapidamente, mas ainda acumula prejuízos elevados devido aos investimentos em pesquisa e infraestrutura. A companhia afirmou que ainda não definiu um cronograma para a oferta, mas quer manter a opção de abrir capital caso considere essa a melhor estratégia.

Avaliada atualmente em US$ 852 bilhões, a OpenAI também prepara uma venda de ações para funcionários antes da estreia na bolsa. A empresa busca ampliar sua capacidade computacional para atender cerca de 900 milhões de usuários do ChatGPT e enfrentar concorrentes como Google e Anthropic. O avanço dos planos ganhou força após a rejeição de uma ação movida por Elon Musk contra a empresa e seu CEO, Sam Altman. A OpenAI também mantém conversas com o governo Donald Trump sobre possíveis investimentos federais em laboratórios de IA. Segundo fontes do mercado, a empresa trabalha com Goldman Sachs, Morgan Stanley e o escritório Cooley e pode começar a negociar ações já no outono do hemisfério Norte. Em março, concluiu uma rodada recorde de financiamento de até US$ 122 bilhões, reforçando sua posição entre as startups mais valiosas do mundo. 

ISRAEL IGNORA TRUMP E MATA SETE, NO SUL DO LÍBANO


Ataques de Israel no sul do Líbano deixaram ao menos sete mortos ontem, 8, segundo o Ministério da Saúde libanês. Os bombardeios ocorreram após Tel Aviv reafirmar que continuará combatendo o Hezbollah, apesar de advertências do Irã e do presidente dos EUA, Donald Trump. Entre as vítimas em Zifta, no distrito de Nabatieh, estão uma mulher e uma criança síria. O Hezbollah informou ter atacado tropas israelenses em território libanês, sem reivindicar ações dentro de Israel. Na cidade de Tiro, um carro foi atingido por um míssil atribuído a Israel. O ataque ocorreu próximo a um prédio da Cruz Vermelha Libanesa, deixando quatro paramédicos feridos por estilhaços. Os episódios ocorreram após Israel e Irã anunciarem o fim de uma rodada de ataques mútuos que ameaçou o cessar-fogo e elevou o risco de uma nova escalada regional.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que as operações contra o Hezbollah continuarão e que áreas ligadas ao grupo em Beirute serão alvo de retaliações caso ocorram ataques ao norte de Israel. Durante o fim de semana, Israel bombardeou redutos do Hezbollah em Beirute, enquanto Teerã respondeu com mísseis. A suspensão dos ataques diretos foi anunciada após pressão pública de Trump. Apesar da trégua, Israel manteve sua campanha militar no Líbano. Segundo o governo libanês, desde 17 de abril o Exército israelense realizou 3.491 ataques aéreos e 407 demolições. Mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas desde o início da guerra. 

LULA: 48,9; FLÁVIO, 41,8 EM SEGUNDO TURNO


O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu ontem, 8, a divulgação de pesquisa Atlas/Bloomberg que apontou queda de seis pontos percentuais nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva, que venceria com 48,9 contra 41,8A decisão atende parcialmente a pedido da pré-campanha de Flávio, que alegou possível indução dos entrevistados por perguntas relacionadas ao caso envolvendo o empresário Daniel VorcaroSegundo o ministro, há indícios de que a ordem das perguntas e o uso de conteúdo com carga negativa possam ter influenciado respostas sobre imagem, rejeição e intenção de voto. A AtlasIntel afirmou que o áudio citado foi exibido apenas ao final da pesquisa, sem possibilidade de alterar respostas anteriores, e defendeu o rigor metodológico do levantamento. O CEO da empresa, Andrei Roman, criticou a decisão e disse que ataques ao instituto ocorrem quando os resultados desagradam determinados grupos. A medida é liminar e será analisada pelo plenário do TSE nesta terça-feira (9). Até lá, a pesquisa não poderá ser divulgada, impulsionada ou republicada. Kassio também determinou que a Atlas apresente documentação complementar sobre a metodologia utilizada, enquanto o Ministério Público Eleitoral deverá se manifestar sobre o caso. 

Especialistas ouvidos pela imprensa consideraram frágeis os argumentos da ação, embora tenham apontado algumas ressalvas técnicas ao levantamento. Os argumentos apresentados pela pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para suspender a pesquisa Atlas/Bloomberg são considerados frágeis por especialistas ouvidos pela Folha. Os especialistas Antonio Lavareda, cientista político e presidente de honra da Abrapel, e Raphael Nishimura, estatístico da Universidade de Michigan, afirmam não identificar sinais de manipulação ou indução dos resultados. Ambos, porém, apontam uma ressalva técnica: perguntas sobre rejeição e imagem de Flávio foram feitas após questões envolvendo o Banco Master e mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, o que poderia influenciar respostas. Nishimura também criticou o formato do questionário online, que permitia alterar respostas em uma única página rolável. Ainda assim, ele não vê violação das regras técnicas alegadas pelo PL. Lavareda considera inadequado que perguntas potencialmente influenciadoras antecedam a medição de rejeição, mas avalia que os demais questionamentos do partido não têm consistência técnica. O Atlas defendeu a metodologia, afirmando que temas de grande relevância pública podem anteceder avaliações políticas sem configurar indução, desde que não haja conteúdo persuasivo. O instituto também disse que o modelo adotado é comum em pesquisas online e que mudanças posteriores de respostas são raras e monitoradas.