A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para reduzir sua pena por meio da leitura de livros, conforme resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O pedido reacendeu debates porque Bolsonaro já declarou publicamente, em diversas ocasiões, que não tem hábito de ler livros, evita jornais e se informa principalmente por redes sociais, mensagens e relatórios técnicos. Atualmente, ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses no complexo da Polícia Federal, em Brasília, por tentativa de golpe. Em fevereiro de 2023, Bolsonaro afirmou que havia deixado de ler jornais há três anos, alegando que as notícias trazem uma “carga negativa”. Em janeiro de 2025, voltou a dizer que não lê livros por falta de tempo, afirmando que prioriza informações recebidas por WhatsApp e documentos técnicos. Na ocasião, declarou que não lê romances e que prefere relatórios, citando um documento do Congresso dos Estados Unidos sobre Covid e vacinas.
Bolsonaro também afirmou não ter interesse por cinema e disse que seu lazer se resume a assistir futebol. Declarações semelhantes foram feitas em 2021 e 2020, quando afirmou não ler livros e, às vezes, apenas a ementa de decretos que assinava. O pedido de remição de pena se baseia em norma do CNJ que permite reduzir quatro dias da pena por livro lido e avaliado. A defesa afirma que Bolsonaro deseja participar de atividades educativas e culturais previstas na legislação. O requerimento será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes.

As forças de Vladimir Putin usaram o supermíssil Orechnik em um grande ataque aéreo à Ucrânia na noite de ontem, 8. O míssil balístico russo, projetado para guerras nucleares, já havia sido testado em novembro de 2024. Moscou disse que a ação foi retaliação a uma suposta tentativa ucraniana de atacar uma residência de verão de Putin. Volodimir Zelenski negou a acusação e afirmou que a Rússia quer sabotar negociações de paz. O ataque ocorre em meio a esforços europeus por um acordo favorável a Kiev. Também acontece um dia após os EUA apreenderem um petroleiro russo com óleo venezuelano embargado. Até então, a reação russa ao caso havia sido discreta. No de hoje, 9, a Ucrânia convocou reuniões de emergência com a Otan e o Conselho de Segurança da ONU. Kiev tentou minimizar o impacto, considerado mais simbólico do que militar. O alvo teria sido o maior depósito subterrâneo de gás da Europa, em Strii. A área fica na região de Lviv, perto da fronteira com a Polônia. Câmeras registraram clarões às 23h46, seguidos de ataques em todo o país. Foram lançados 36 mísseis e 242 drones. Em Kiev, ao menos quatro pessoas morreram. O Kremlin já havia indicado que escolhera alvos para um ataque retaliatório. /i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d975fad146a14bbfad9e763717b09688/internal_photos/bs/2025/O/n/iKZ9I0QeirqA5Z6Mottg/000-36zr6cl.jpg)
