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sexta-feira, 14 de novembro de 2025
RADAR JUDICIAL
PETRO SEM MEDO DA ARROGÂNCIA DE TRUMP
Petro entrou para o M-19 aos 17 anos, participou da transição do grupo para a política e ganhou destaque ao denunciar vínculos entre paramilitares e políticos. Tornou-se ícone progressista e figura de desconfiança entre conservadores. Como prefeito de Bogotá, implementou medidas sociais, mas foi criticado por idealismo. Em 2022, tornou-se o primeiro presidente de esquerda do país, prometendo transformações profundas. Avanços ocorreram, mas a violência persistente e crises internas minaram sua popularidade. A desilusão atinge até antigos apoiadores, enquanto aliados dizem que ataques vêm de elites contrárias ao seu projeto. O embate com Trump divide o país entre enfrentamento e apaziguamento. Autoridades tentam minimizar tensões, mas analistas afirmam que Petro funciona politicamente em permanente lógica de confronto. Agora, o inimigo é Donald Trump.
VIRGULINO CONTRATADO COMO GARÇOM
Virgulino pede “com licença” ao encontrar obstáculos e tenta rotas alternativas. Para clientes antigos, o robô é curioso, mas não substitui o atendimento humano. Oliveira afirma que a falta de mão de obra motivou a adoção: a unidade, antes com 150 funcionários, hoje tem 100 e 20 vagas abertas. Segundo a Sampapão, faltam 30 mil trabalhadores na capital, 55 mil no estado e 140 mil no país. A Villa Grano também instalou totens de autoatendimento, etiquetas eletrônicas, cortador automático e cardápio por QR Code, embora poucos clientes usem este último. Para a professora Patrícia Artoni (FIA), robôs podem ser positivos com planejamento e adaptação cultural. Mal programados, porém, podem causar frustração, como atendimentos automáticos ineficientes. O professor Plinio Aquino Jr. diz que muitos robôs no Brasil ainda são genéricos e pouco adaptados, mas vê rápida evolução nos próximos 12 meses. Ele destaca que a robótica de serviço redistribui funções, liberando funcionários para tarefas mais humanizadas.
REMOÇÃO DE CARBONO EXIGE MAIS DE 1 BILHÃO DE HECTARES
Os países que mais dependem do CDR baseado em terra — Rússia, Arábia Saudita, Estados Unidos e Canadá — respondem por 70% da área global exigida. Essa aposta em níveis considerados irrealistas prejudica a estabilidade climática, ao desviar o foco da eliminação das emissões de combustíveis fósseis. A universidade afirma que os governos não promovem mudanças efetivas devido a limitações estruturais da governança econômica global, que dificultam trajetórias de desenvolvimento sem desmatamento. Países do hemisfério sul ficam presos à dependência de atividades extrativas e agropecuárias, pressionados por dívidas e pela necessidade de atrair investimentos. Para os pesquisadores, a solução exige uma reformulação profunda da economia global, hoje orientada à extração e ao lucro de curto prazo, em direção a um modelo que priorize natureza, equidade, bem-estar coletivo e o respeito a povos e comunidades tradicionais.
TRUMP EM APUROS
No mesmo dia, Trump assinou a ordem que encerra a maior paralisação da história dos EUA, que provocou demissões temporárias, cancelamentos de voos e prejuízos de até US$ 14 bilhões, segundo o Escritório de Orçamento do Congresso. Paralelamente, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, anunciou a “Operação Lança do Sul”, sugerindo intensificação da ofensiva militar contra o narcotráfico no Caribe e possível ação na Venezuela. A CBS News informou que o Pentágono apresentou ao presidente opções de operações no país vizinho, embora nenhuma decisão tenha sido tomada. A mobilização ocorre após acusações dos EUA de que Nicolás Maduro lideraria cartéis de drogas. Maduro minimizou riscos de ataque, defendendo paz no continente e criticando guerras prolongadas lideradas pelos EUA.
CORREIOS EM CRISE PODE DESLIGAR 10 MIL EMPREGADOS
CNJ ABRE PROCESSOS CONTRA SEIS DESEMBARGADORES E DOIS JUÍZES
A Operação 18 Minutos recebeu esse nome pelo curto intervalo entre decisões judiciais e saques de altos valores contra o Banco do Nordeste. Segundo o ministro Mauro Campbell, há provas de atuação coordenada para apropriação de cerca de R$ 17,6 milhões, com indícios de propina, depósitos fracionados e aumento patrimonial incompatível. O CNJ também arquivou processo contra o juiz Sidney Cardoso Ramos por falta de indícios. Foram mantidos os afastamentos e os processos disciplinares dos investigados, inclusive na Última Ratio, que apreendeu mais de R$ 3 milhões em espécie e armas nas casas dos magistrados. O pedido de arquivamento feito pela defesa de Pimentel, após sua aposentadoria, foi rejeitado, e seus filhos seguem sob apuração.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 14/11/2025
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Caso Epstein: Mais e-mails sobre Trump elevam pressão por verdade
Novos e-mails enviados pelo financista americano Jeffrey Epstein, acusado de pedofilia e tráfico sexual, comprometem ainda mais o presidente Donald Trump. Câmara dos Representantes deve votar a divulgação de todos os arquivos do caso
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
UTI financeira
Crise se agrava, Correios precisam de R$ 10 bilhões em 15 dias e planejam demissão de 10 mil
Estatal enfrenta alta de juros em dívidas correntes e terá recursos retidos a partir de sábado
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Trump tenta colher louros de fim da paralisação nos EUA, enquanto oposição racha
Encerramento do shutdown é visto como derrota para democratas, que comemoravam vitória em eleições locais Paralisação acabou sem que principal demanda democrata, a extensão dos subsídios do Obamacare, fosse alcançada
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
PF prende ex-presidente do INSS e coloca deputados no alvo em nova operação
Defesa de Stefanutto classificou prisão de ‘completamente ilegal’ e a de José Carlos Oliveira ainda não se manifestou
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
PF aponta ex-ministro de Bolsonaro como pilar institucional de desvios
José Carlos Oliveira é acusado de receber vantagens indevidas
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Medicamentos até 30 euros, como antibióticos, analgésicos e antidiabéticos, não aumentam de preço em 2026
Portaria que revê preço dos medicamentos anualmente será publicada esta sexta-feira, dia 14, em Diário da República e aumenta número de fármacos vendidos nas farmácias que vão manter o preço, em relação ao ano passado. Medicamentos hospitalares até 75 euros também ficam isentos de aumento. Presidente do Infarmed diz que “revisão para 2026 é equilibrada”, prevê poupança geral de 50 milhões de euros e “estabilidade no mercado”.
quinta-feira, 13 de novembro de 2025
RADAR JUDICIAL
JUÍZA RECONHECE UNIÃO ESTÁVEL DE TRÊS RAPAZES
A Justiça de Jataí (GO) reconheceu a união estável de um trisal formado por três rapazes — Túlio Adriano Marques, Wellington Ferreira da Costa e Lucas Santana Delgado. A decisão, publicada na sexta-feira (7), ocorre após cinco anos de convivência. A juíza Sabrina Rampazzo de Oliveira, do 6º Centro Judiciário de Soluções de Conflitos e Cidadania, destacou que o trio mantém relação pública, contínua e duradoura, com o objetivo de formar uma família. O relacionamento começou em 2019, quando Túlio e Wellington, juntos desde 2014, iniciaram um vínculo amoroso com Lucas. O pedido foi apresentado pelo Núcleo de Prática Jurídica da Universidade Federal de Jataí (NPJ-UFJ). A magistrada afirmou que os três manifestaram livremente o desejo de reconhecimento judicial da união, sob o regime de comunhão parcial de bens, com efeitos retroativos ao início da relação. A decisão é inédita em Goiás. Embora o Brasil ainda não reconheça oficialmente uniões estáveis poliamorosas, casais ou trios podem solicitar o reconhecimento judicial.
A Primeira Turma do STF decidiu, por unanimidade, abrir ação penal contra Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no TSE. A ministra Cármen Lúcia acompanhou os demais ministros para receber a denúncia da PGR. O julgamento ocorre no plenário virtual e termina na sexta-feira (14). Tagliaferro é acusado de vazar mensagens do gabinete de Moraes para obstruir investigações sobre a trama golpista. Os ministros avaliam se há indícios suficientes para a abertura do processo penal. Moraes defendeu que as provas mostram intenção deliberada do ex-assessor de coagir o Supremo por meio da divulgação de dados sigilosos. Segundo o ministro, Tagliaferro buscou criar ambiente de intimidação para favorecer-se. A PGR o acusa de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação e tentativa de abolição do Estado democrático. O ex-assessor, atualmente na Itália, participou de lives com bolsonaristas e prometeu divulgar novos dados sobre Moraes. A defesa afirma que a denúncia é inepta e não descreve qual organização criminosa ele teria integrado.
PETRO É LÍDER E CORAJOSO: ENFRENTA TRUMP
Poucos líderes enfrentaram Donald Trump tão abertamente quanto o colombiano Gustavo Petro, que bloqueou voos de deportação, acusou os EUA de assassinato em ataques a barcos e criticou Washington em protestos. Trump reagiu chamando-o de “chefe ilegal das drogas”, retirando seu visto e impondo sanções severas. Admiradores veem Petro como um líder corajoso que desafia poderes globais; críticos o acusam de agir por ego e comprometer interesses nacionais. Ex-guerrilheiro do M-19, Petro construiu carreira como denunciador da corrupção e figura combativa da esquerda. Como presidente, prometeu transformações profundas, mas enfrenta queda de popularidade, violência persistente e acusações de gestão caótica. Seu confronto com os EUA divide a Colômbia: enquanto alguns defendem firmeza contra Washington, outros temem danos econômicos e diplomáticos. Para analistas, Petro opera pela lógica permanente do conflito —e agora seu antagonista é Donald Trump.
REPRESENTAÇÃO CONTRA MOTTA É ARQUIVADA
A Primeira Câmara do TCU rejeitou, por unanimidade, representação contra o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por suposta contratação de funcionárias fantasmas. O caso foi arquivado sem pedido de informações ao deputado, sob argumento de falta de indícios apresentados pelo Ministério Público de Contas.
A denúncia citava três assessoras com rotinas incompatíveis com o trabalho legislativo: uma fisioterapeuta, uma estudante de medicina e uma assistente social. O subprocurador Lucas Furtado defendeu que as condutas feriam princípios constitucionais e pediram apuração e devolução de valores.
O relator, ministro Jonathan de Jesus, ex-deputado e correligionário de Motta, afirmou que as acusações se baseavam apenas em reportagens jornalísticas sem provas concretas. Ele propôs o arquivamento, aprovado por unanimidade.
Segundo reportagens da Folha, Gabriela Pagidis trabalhava em clínicas; Monique Agra acumulava cargo público na Paraíba; e Louise Lacerda estudava medicina e depois atuou como médica em prefeituras. Todas foram demitidas após as denúncias.
Motta disse que cobra assiduidade e regularidade dos servidores, mas se recusou a divulgar registros de frequência das funcionárias.
PAÍSES EMERGENTES RESISTEM ÀS TARIFAS
TRUMP "BEIRA A INSANIDADE" DIZIA EPSTEIN
Em mensagens, Epstein comenta decisões empresariais e políticas de Trump. Em 2011, escreveu a Ghislaine Maxwell que o ex-presidente era o “cão que não latiu”, insinuando que ele nunca foi implicado nos escândalos. Em 2012, pediu a um advogado que investigasse as finanças de Trump. Em 2016, o jornalista Michael Wolff sugeriu que Epstein usasse Trump como “contra-narrativa” a um livro que o acusava de abuso. Nos anos seguintes, Epstein o chamava de “idiota” e “demente” em emails. Em 2018, trocou mensagens com Lawrence Summers, ex-secretário do Tesouro, afirmando que Trump “beirava a insanidade”. No fim daquele ano, quando a pressão sobre Epstein aumentava, ele disse a um conhecido: “Sou o único capaz de derrubá-lo.” Em 2019, pouco antes de ser preso, o contador de Epstein analisou as declarações financeiras de Trump, chamando-as de “100 páginas de absurdo” e listando “descobertas interessantes”. Não se sabe se Epstein respondeu.
DEMANDAS PARA EVITAR MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Sobre a autorização para pesquisa de petróleo na margem equatorial, Tuxá vê contradição no governo Lula, que prega liderança climática global, mas permite exploração na Amazônia. Para ele, a transição energética só será justa com participação popular e acesso das comunidades à energia limpa. “Hoje, quem lidera esse debate são as corporações, como a Petrobras, o que é uma contradição.” Tuxá também critica a presença maciça da indústria petroleira nas COPs, que tem formado as maiores delegações e feito lobby em países dependentes do petróleo. “É preciso equilíbrio. As vozes indígenas precisam ser ouvidas com poder de decisão real.”














