O boom da inteligência artificial havia impulsionado as bolsas de duas maneiras: aumentando os lucros de fabricantes de componentes, especialmente chips, e fortalecendo as perspectivas de crescimento econômico. Agora, investidores temem que essas duas forças percam intensidade. A desaceleração dos investimentos em IA pode prejudicar o crescimento dos Estados Unidos e reduzir os lucros das empresas envolvidas na construção de sua infraestrutura. A eleição de governadores democratas favoráveis a restrições à construção de centros de dados, inclusive no Texas, ampliou as preocupações. Também existe o risco de uma reação mais ampla contra a IA no Congresso. Os resultados financeiros do terceiro trimestre já haviam provocado instabilidade. Gigantes de tecnologia anunciaram investimentos bilionários, mas apresentaram receitas fracas em seus negócios tradicionais. Além disso, a desvalorização de títulos de empresas de crédito arriscado ligadas à IA aumentou o receio de problemas no financiamento do setor. Gestores agora questionam se a expansão dos centros de dados, considerada nas projeções de lucro, conseguirá acontecer no ritmo esperado. Stephen Jones, da Aegon Asset Management, afirma que custos elevados, atrasos e novas restrições podem dificultar a execução dos investimentos previstos. Assim, a tese de crescimento ilimitado da inteligência artificial perdeu força, deixando os investidores mais cautelosos quanto ao futuro das empresas de tecnologia e da economia americana.

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