Além da disputa no Alasca, o governo Trump entrou com ações judiciais contra a Califórnia para impedir a contagem de votos de mais de 20 mil eleitores que poderiam não ser cidadãos americanos. O Departamento de Justiça também processou cerca de 30 estados e o distrito de Columbia para obter listas eleitorais completas. Na sexta-feira, um juiz federal determinou que o governo pare de ameaçar processar autoridades eleitorais da Califórnia por não seguirem suas orientações sobre supostos votos de não cidadãos. Para Sean Morales-Doyle, do Brennan Center for Justice, as iniciativas lembram as estratégias utilizadas por grupos que contestaram o resultado da eleição presidencial de 2020. Segundo ele, as ações podem criar insegurança, desconfiança e pressão sobre autoridades eleitorais, mesmo que não tenham êxito na Justiça. As eleições de amanhã, 3, definirão as 435 cadeiras da Câmara e 35 vagas do Senado, determinando o equilíbrio de forças no Congresso durante os dois últimos anos do mandato de Trump. Apesar das controvérsias, pesquisa Reuters/Ipsos indica que 76% dos americanos confiam que seus votos serão contados corretamente. Apenas 15% demonstraram desconfiança, com níveis semelhantes entre republicanos e democratas.
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segunda-feira, 2 de novembro de 2026
AMERICANOS PODEM VOTAR ANTECIPADAMENTE, NA ELEIÇÃO DE AMANHÃ
Mais de 49 milhões de americanos já votaram antecipadamente nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, por correio ou pessoalmente, segundo o Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida. O número supera os quase 46 milhões registrados em 2022. Uma vitória democrata na Câmara ou no Senado poderá abrir caminho para investigações sobre o governo de Donald Trump, que atualmente conta com maiorias republicanas nas duas Casas do Congresso. Trump intensificou sua campanha em vários estados no último mês. No sábado (31), não tinha compromissos eleitorais, mas retomou as viagens no domingo, pelo Kansas e Iowa. Na reta final da disputa, o Departamento de Justiça intensificou sua atuação na eleição para o Senado no Alasca, considerada decisiva para os democratas tentarem conquistar a maioria. A investigação envolve o recrutamento de Daniel J. Sullivan Jr., professor aposentado, para disputar a eleição. Ele tem o mesmo nome do senador republicano Dan Sullivan, que busca a reeleição. Segundo o New York Times, assessores da candidata democrata Mary Peltola teriam recrutado o professor para confundir os eleitores. O Departamento de Justiça abriu investigação criminal e mobilizou agentes do FBI e promotores. O principal promotor federal no Alasca, Michael Heyman, afirmou que as novas informações aceleraram as investigações. Ele classificou o candidato como fictício, mas não especificou qual crime teria sido cometido. Peltola negou conhecer qualquer tentativa de recrutamento, enquanto o professor afirmou não ter coordenado sua candidatura com a campanha democrata.
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