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segunda-feira, 2 de novembro de 2026

DEMOCRATAS NA LIDERANÇA EM SETE ESTADOS


Os
democratas aparecem na liderança em cinco dos sete estados decisivos para o controle do Senado dos Estados Unidos, segundo pesquisas do New York Times e da Universidade Siena. Eles lideram no Kansas, Maine, Ohio e Texas, além de terem pequena vantagem no Alasca. Em Iowa, a disputa está tecnicamente empatada. Para conquistar a maioria, precisam manter suas cadeiras e tomar pelo menos quatro dos republicanos. A insatisfação com Donald Trump e sua política econômica tem prejudicado os candidatos republicanos. Apenas 38% dos eleitores pesquisados aprovam o desempenho do presidente. Os democratas também têm vantagem de nove pontos na avaliação sobre o custo de vida. No Texas, James Talarico lidera Ken Paxton por 50% a 43%. No Maine, Troy Jackson supera a senadora republicana Susan Collins por 51% a 45%. No Kansas, Adam Hamilton aparece à frente de Roger Marshall por 49% a 44%. Em Ohio, Sherrod Brown lidera Jon Husted pelo mesmo percentual: 49% a 44%. Em Michigan, Abdul El-Sayed tem vantagem de 11 pontos sobre Mike Rogers. Os democratas avançaram nas pesquisas em seis dos sete estados analisados desde setembro. A recuperação é atribuída ao apoio de jovens e latinos e à perda de confiança dos trabalhadores brancos nos republicanos. Trump havia conquistado 74% dos votos dos brancos sem diploma universitário em 2024. Agora, os republicanos registram apenas 56% nesse segmento nos estados pesquisados. Os democratas também lideram entre os eleitores independentes em todos os estados analisados.

A economia, o custo de vida e a insatisfação com a liderança presidencial influenciam a disputa. No Kansas, o aumento do diesel e a retirada de tarifas sobre carne bovina estrangeira desagradaram aos agricultores. O republicano Roger Marshall também enfrenta críticas por ações judiciais contra pacientes endividados. No Texas, Paxton apresenta elevada rejeição: 54% dos eleitores têm opinião desfavorável sobre ele. Já Talarico registra avaliação positiva de 49%, contra 39% de rejeição. Em Ohio, os republicanos gastaram US$ 80 milhões a mais em publicidade que os democratas. No Michigan, uma disputa interna democrata e o apoio de uma adversária a Rogers podem favorecer os republicanos. Apesar da vantagem democrata, eleitores indecisos e mudanças de última hora representam riscos. Os eleitores que decidiram seu voto no último mês favoreceram os republicanos por nove pontos. As pesquisas ouviram milhares de eleitores entre 23 de outubro e 1º de novembro. Se as tendências forem confirmadas nas urnas, os democratas poderão retomar o controle do Senado.

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