Durante uma audiência, a juíza Trina Thompson questionou um advogado do Departamento de Justiça sobre a elevada quantidade de erros na lista. Ele reconheceu que as informações poderiam conter falhas. Apesar disso, o procurador federal Bill Essayli declarou estar confiante de que os eleitores relacionados não tinham direito ao voto, embora também admitisse possíveis equívocos. Na Califórnia, a votação começou no início de outubro. Os aproximadamente 23 milhões de eleitores registrados recebem cédulas pelo correio, e centenas de milhares de votos já foram processados. Autoridades estaduais afirmaram ser logisticamente impossível localizar e separar os votos contestados nesta fase. O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, classificou o recurso como uma tentativa desesperada de enfraquecer as eleições e desrespeitar o Estado de Direito. A Justiça de primeira instância também considerou que a separação dos votos provocaria caos e prejudicaria a confiança no processo democrático. O juiz David O. Carter advertiu que permitir ao Executivo desconsiderar votos com base em acusações não comprovadas colocaria a democracia americana em risco. Um tribunal de apelações manteve a decisão por dois votos a um. O Departamento de Justiça ainda tentou acelerar o julgamento, mas não conseguiu antecipar a intervenção do tribunal.

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