JUÍZA FEDERAL REJEITA AÇÃO DE TRUMP NA ELEIÇÃO DO ALASCA
Uma juíza federal do Alasca rejeitou ação do governo Donald Trump que contestava preventivamente o resultado da eleição para o Senado estadual. A disputa envolve dois candidatos com nomes semelhantes: o senador republicano Daniel S. Sullivan e o professor aposentado Daniel J. Sullivan. O Departamento de Justiça queria impedir a certificação do resultado caso o senador perdesse votos que poderiam ter sido destinados a ele por engano. Também pedia investigação sobre a intenção dos eleitores que votaram no professor. A juíza Sharon Gleason considerou a proposta inviável e incompatível com o sigilo do voto. Ressaltou que a Constituição atribui aos estados, e não ao governo federal, o controle das eleições. O governo acusou o professor de tentar confundir os eleitores. Uma investigação do New York Times revelou que um operador democrata ligado à campanha de Mary Peltola teria recrutado o candidato para atrair votos e prejudicar Sullivan. Peltola e os democratas negam envolvimento. O Alasca afirma que a cédula diferencia claramente os candidatos, identificando o senador como Dan S. Sullivan e o professor como Daniel J. Sullivan Jr. O estado também utiliza votação por escolha ranqueada, permitindo que os eleitores classifiquem os candidatos.
ATIVISTA BRASILEIRA LIDERA MOVIMENTO POR MORADIA EM PORTUAL
A ativista brasileira Priscila Valadão é uma das lideranças da Acampada Lisboa, movimento que promove protestos por moradia desde 17 de outubro. Os atos reúnem milhares de pessoas na capital portuguesa, com manifestações e acampamentos na praça do Rossio. Vivendo em Portugal há mais de dez anos, Priscila atua na defesa dos direitos dos imigrantes e integra o Movimento Vida Justa. Sua participação nos protestos provocou críticas do ministro da Defesa, Nuno Melo, que relacionou a crise habitacional ao aumento dos fluxos migratórios. Sem citar Priscila, afirmou que os movimentos eram frequentemente representados por pessoas nascidas fora de Portugal, com sotaque brasileiro. Após as declarações, a ativista passou a receber ofensas e ameaças de morte e deportação. Pelo menos três petições públicas pedem sua expulsão do país e a perda da nacionalidade portuguesa. No domingo (1º), após a retirada policial dos manifestantes acampados no Rossio, Priscila divulgou um vídeo agradecendo o apoio recebido e reafirmando que não desistirá da luta por moradia digna.
ADVOGADOS PEDEM SUSPENSÃO DE SUBSÍDIOS A FLÁVIO
Dois advogados ingressaram, na sexta-feira (30/10), com ação popular na Justiça Federal do Rio de Janeiro para suspender pagamentos de subsídios e verbas públicas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O parlamentar está nos Estados Unidos desde terça-feira (27/10), após perder a eleição presidencial e receber ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para entregar seus passaportes à Polícia Federal. A ação foi distribuída à 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro e assinada pelos advogados Leonardo Nicolau Passos Marinho e Rodrigo da Silva Roma. Eles alegam que a permanência de Flávio no exterior inviabiliza o exercício do mandato e causa prejuízo aos cofres públicos. Segundo os autores, manter pagamentos e estruturas de gabinete nessas circunstâncias fere os princípios da moralidade administrativa e da finalidade dos recursos públicos. Flávio afirmou que pretende liderar a oposição ao governo a partir do exterior. Os advogados pedem a suspensão do salário, da verba de gabinete, do auxílio-moradia e da cota parlamentar do senador.
DEPORTADOS DOS EUA SÃO RECEBIDOS POR AQUI É BRASIL
Um voo com 85 brasileiros deportados dos Estados Unidos chegou ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na madrugada de sábado (31/10), por volta de 1h50. Os passageiros foram recebidos por equipes do programa Aqui é Brasil, coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). A deportação foi realizada pelo governo norte-americano. No Brasil, o atendimento é organizado pelo MDHC, em parceria com órgãos federais e outras instituições. Após os procedimentos no aeroporto, os repatriados foram encaminhados a um hotel parceiro, onde receberam alimentação, kits de higiene, assistência médica e apoio psicossocial. Também foram oferecidas orientações para o retorno aos municípios de origem. Segundo Bryan Sempértegui Rodas, assistente de operação, o atendimento busca garantir assistência e respeito à dignidade dos passageiros. O grupo era formado por 69 homens e 16 mulheres, com idade média de 34 anos. A maioria tinha entre 30 e 39 anos. Entre os deportados estavam ainda quatro crianças e adolescentes, de zero a 14 anos, e uma pessoa idosa.
A jornada de Karl Bushby para dar a volta ao mundo a pé começou em meados dos anos 1990, após uma sugestão do pai em um cartão de aniversário. Paraquedista do Exército britânico, ele procurava um desafio extremo de resistência. A ideia foi atravessar quatro continentes, passando pelo estreito de Bering, entre a Rússia e o Alasca. Em 1998, aos 29 anos, iniciou a caminhada na Patagônia chilena, rumo à Inglaterra. Quase 28 anos depois, aos 57, está perto de concluir o percurso. Neste mês, atravessou a nado o canal da Mancha e chegou ao país natal, após passar metade da vida longe. A jornada incluiu paisagens inóspitas, como a selva do Tampão de Darién e a tundra da Sibéria. Durante o percurso, foi preso, deportado, ficou sem dinheiro, perdeu-se e enfrentou inúmeras dificuldades. Ele planeja chegar à casa da mãe, em Hull, nesta semana, encerrando uma aventura que atravessou quatro continentes.
REPUBLICANOS AGRIDEM DEMOCRATAS COM MENTIRAS
Amanhã, 3, os americanos elegem representantes do Congresso nas eleições de meio de mandato, em meio à queda de popularidade de Donald Trump. Republicanos têm recorrido a difamações, ataques pessoais e acusações sem provas contra candidatos democratas. No Kansas, o senador Roger Marshall acusou seu adversário Adam Hamilton, sem fundamento, de possível aliciamento de crianças. No Texas, James Talarico é retratado como extremista, enquanto republicanos insinuam falsamente que ele é gay e obcecado por crianças transgênero. Em Michigan, Abdul El-Sayed sofre ataques islamofóbicos, inclusive de Trump, que o chamou de jihadista violento. A estratégia busca desviar a atenção da alta dos preços e da impopularidade presidencial, mobilizando a base republicana. Analistas, porém, alertam que a agressividade pode afastar eleitores moderados. O ex-senador republicano Jeff Flake classificou a campanha como terrível e afirmou que o partido atingiu um novo patamar de vulgaridade. Cientistas políticos consideram esta uma das campanhas mais negativas e sombrias da história moderna americana. O vice-presidente JD Vance também atacou Talarico, insinuando sua homossexualidade e questionando seu apoio aos jovens transgêneros. Em Ohio, um anúncio da campanha republicana de Vivek Ramaswamy envolvendo uma história de abuso sexual provocou críticas até de integrantes do próprio partido. Obama demonstrou perplexidade com a degradação do debate político, enquanto democratas temem que os ataques pessoais e religiosos prejudiquem suas chances eleitorais.
PRESIDENTE DE TRIBUNAL ASSUME O GOVERNO
O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), desembargador Dorival Renato Pavan, assumiu temporariamente o governo estadual ontem, 1º. Ele permanecerá no cargo até 6 de novembro. A substituição ocorreu durante o afastamento do governador Eduardo Riedel (PP), do vicegovernador Barbosinha (Republicanos) e do presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP). Riedel informou que poderá viajar para fora do estado ou do país, enquanto Claro alegou compromissos de agenda. Os motivos da ausência do governador e do vice não foram divulgados. Terceiro na linha sucessória, Pavan assumiu conforme determina a Constituição estadual. Natural do Paraná, o desembargador tem mais de 40 anos de carreira no Judiciário. Ingressou na magistratura em 1985 e foi promovido a desembargador em 2008. Antes de presidir o TJMS, foi vicepresidente do tribunal entre 2023 e 2024. Pavan afirmou que manterá as diretrizes do atual governo e tomará apenas decisões necessárias à continuidade dos serviços públicos. Ele é o quarto presidente do Tribunal de Justiça a assumir temporariamente o governo sulmatogrossense. Os casos anteriores ocorreram em 2002, quando José Augusto de Souza assumiu por algumas horas; em 2006, com Claudionor Miguel Abss Duarte, por 12 dias; e em 2019, quando Paschoal Carmello Leandro ocupou o cargo por um dia.
Salvador, 2 de novembro de 2026.







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