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segunda-feira, 2 de novembro de 2026

ISRAELENSES MOVIMENTAM PARA RETIRAR NETANYAHU DO PODER


Centenas de israelenses foram às ruas no 31, para pressionar a oposição a se aliar aos partidos árabes e retirar do poder o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. Os partidos árabes tiveram crescimento expressivo nas eleições de terça-feira (27), impulsionados pela retórica hostil do governo de extrema direita. Entretanto, o líder oposicionista Gadi Eisenkot ainda não decidiu se aceitará uma aliança com essas siglas. Em Tel Aviv, cerca de 500 manifestantes defenderam a participação da comunidade árabe, que representa 20% da população, no governo. A psicóloga Ayelet Raz, de 60 anos, afirmou que é a última oportunidade para promover uma mudança real e buscar a paz. Nenhum bloco conquistou maioria no Parlamento, que possui 120 cadeiras. Os partidos de maioria judaica contrários a Netanyahu obtiveram 48 assentos, enquanto os partidos árabes Ra'am e Lista Conjunta conquistaram juntos 19. Uma aliança entre os grupos garantiria 67 cadeiras, maioria suficiente para formar um governo. Entretanto, alguns partidos da oposição rejeitam qualquer aproximação com os árabes. Os manifestantes exibiram faixas com mensagens como "Árabes e judeus vencem juntos" e "Há uma maioria a favor da mudança". Os partidos árabes participaram de um governo apenas uma vez, entre 2021 e 2022, quando Mansur Abbas, líder do Ra'am, integrou uma coalizão de curta duração. Ele declarou estar disposto a repetir a experiência.

Já Yusef Jabareen, da Lista Conjunta, afirmou que poderia apoiar Eisenkot no Parlamento, sem necessariamente integrar o governo. Eisenkot, ex-chefe militar de perfil centrista, defende a formação de um "governo sionista". Exige que seus integrantes reconheçam Israel como Estado judeu, democrático e liberal e considerem o Hamas uma organização terrorista. Essas condições foram rejeitadas anteriormente pelos líderes árabes. O oposicionista afirmou que não deseja depender desses partidos, mas também não descartou seu apoio. Enquanto isso, mais de 100 apoiadores de Netanyahu realizaram uma manifestação própria. O presidente Isaac Herzog deverá encarregar Netanyahu ou Eisenkot, na próxima quinta-feira (5), de tentar formar um novo governo. Paralelamente às negociações políticas, Israel continuou os ataques à Faixa de Gaza. Neste domingo (1º), bombardeios mataram oito pessoas, incluindo uma criança, segundo autoridades locais. Cinco mortes ocorreram em Khan Yunis e três na Cidade de Gaza. A Defesa Civil palestina atribuiu os ataques a operações militares israelenses. O Exército de Israel afirmou ter atingido um terrorista no sul do território e outros alvos no norte, acrescentando que ainda avaliava os resultados dos bombardeios. A ofensiva israelense começou após o ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023, que matou 1.200 pessoas em Israel. Desde então, a operação militar deslocou quase toda a população de Gaza e provocou mais de 74.500 mortes, segundo o Ministério da Saúde palestino. A ONU considera esses números confiáveis.

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