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sábado, 7 de novembro de 2026

SUPERÁVIT NA BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA


A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 9,3 bilhões (R$ 51,2 bilhões) em outubro, alta de 39,4% sobre o mesmo mês de 2025. Foi o maior resultado para outubro desde o início da série histórica, em 1989. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), as exportações somaram US$ 37,8 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 28,4 bilhões. Ambos os valores foram recordes para o mês. O principal responsável pelo resultado foi o petróleo, cujas exportações cresceram 122,6% em valor e 62,9% em volume na comparação anual. O aumento da produção brasileira, especialmente no pré-sal, a manutenção de refinarias nacionais e a redução da oferta mundial, provocada pela guerra no Irã, favoreceram os embarques. As exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceram 87%, elevando a participação americana nas vendas externas de 7,3% para 11,4%. Também houve avanço de 32% nas vendas para a União Europeia, cuja participação nas exportações brasileiras passou de 14,5% para 16%. Segundo especialistas, a restrição da oferta internacional de petróleo e a ampliação da produção nacional aumentaram a procura pelo produto brasileiro. O analista Bruno Cordeiro, da StoneX, destacou que algumas refinarias brasileiras passaram por manutenção, reduzindo o consumo interno e ampliando o excedente disponível para exportação.

A procura também cresceu na Índia e na Europa. O barril de petróleo Brent subiu de US$ 102, em setembro, para US$ 107,90 em outubro. Além do petróleo, a agropecuária apresentou crescimento de 12,8% nas exportações, impulsionada pelas vendas de soja e café não torrado. A indústria de transformação registrou alta de 7,7%, com destaque para combustíveis, farelo de soja, celulose e carnes de aves. As exportações de carne bovina para os Estados Unidos também cresceram mais de 200%, favorecidas pela base de comparação reduzida, devido às tarifas americanas aplicadas em 2025. A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, afirmou que o Brasil se consolida como fornecedor confiável de energia e alimentos em meio às tensões geopolíticas. Do lado das importações, houve aumento de 86,8% na compra de combustíveis, 25,9% em bens de consumo, 4% em bens de capital e 2,7% em bens intermediários. No acumulado de janeiro a outubro, o superávit comercial brasileiro atingiu US$ 71 bilhões, contra US$ 52,9 bilhões no mesmo período de 2025. O resultado de outubro ficou ligeiramente acima das expectativas do mercado, que projetava saldo positivo de US$ 9 bilhões.

 

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