Também estão entre os possíveis dissidentes Susan Collins, John Curtis e Lisa Murkowski, que criticam Trump ou rejeitam processos acelerados de nomeação. Sem apoio suficiente no próprio partido, Trump precisará negociar com os democratas, que assumirão o controle do Senado em 3 de janeiro. Depois de anos atacando a oposição, terá de adotar uma postura mais conciliadora para tentar aprovar algum nome. Os democratas, porém, terão condições de bloquear indicações de juízes conservadores durante o restante do mandato presidencial. Com a nova composição, os republicanos contarão com 44 cadeiras, enquanto os democratas terão 54, segundo a projeção apresentada no texto. Assim, a oposição poderá barrar qualquer indicação sem precisar de votos republicanos. Um dos instrumentos será o controle da pauta do Senado. O futuro líder democrata Chuck Schumer poderá simplesmente impedir que a indicação seja levada à votação em plenário. Foi o que os republicanos fizeram em 2016, quando bloquearam a indicação de Merrick Garland, feita pelo então presidente Barack Obama. Outra possibilidade será o controle do Comitê Judiciário do Senado, responsável por analisar os candidatos à Suprema Corte. Seu presidente poderá adiar indefinidamente as audiências, recusá-las ou votar contra a indicação. Os republicanos também utilizaram esse mecanismo em 2016. Dessa forma, a derrota eleitoral reduziu drasticamente a capacidade de Trump de ampliar sua influência sobre a Suprema Corte e ameaça impedir que deixe como legado uma maioria conservadora ainda mais duradoura.

Nenhum comentário:
Postar um comentário