A senadora votou a favor da condenação de Trump no segundo processo de impeachment, após a invasão do Capitólio, em janeiro de 2021. Também se posicionou contra o pacote fiscal e social conhecido como One Big Beautiful Bill e contra a revogação do Obamacare. Entretanto, apoiou indicações importantes do presidente, como Brett Kavanaugh para a Suprema Corte e Robert Kennedy Jr. para secretário de Saúde. Nos debates, Jackson utilizou o histórico de votações da adversária para associá-la ao governo Trump. Argumentou que Collins poderia ter usado sua influência no Senado para conter o presidente, mas não o fez. Collins defendeu sua atuação, afirmando que, à frente da Comissão de Apropriações do Senado, conseguiu recursos federais e benefícios concretos para o Maine. A derrota da republicana amplia a maioria democrata no Senado, após vitórias em Estados estratégicos, incluindo Texas e Carolina do Sul. Os democratas também conquistaram o controle da Câmara dos Representantes, passando a dominar as duas casas do Congresso nos dois últimos anos da Presidência de Trump.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
REPUBLICANA QUE OCUPA CARGO DESDE 1996 E É DERROTADA
Troy Jackson era lenhador antes de se candidatar ao cargo.
O democrata Troy Jackson derrotou a senadora republicana Susan Collins, que ocupava o cargo desde 1996, nas eleições pelo Senado no Maine. A disputa foi marcada por controvérsias e mudanças na candidatura democrata. Jackson entrou na campanha após a desistência de Graham Platner, envolvido em polêmicas, incluindo acusações de agressão sexual, negadas por ele. O novo candidato conquistou a indicação em uma convenção extraordinária. Ex-lenhador, Jackson apresentou-se como representante da classe trabalhadora, defendendo direitos trabalhistas e propostas progressistas, como a extinção do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Também acusou Collins de ceder às pressões do presidente Donald Trump. A campanha ganhou repercussão nacional após Jackson mandar a adversária, de 73 anos, "calar a boca" durante um debate televisionado. Collins, eleita pela primeira vez em 1996, era a única senadora republicana de um Estado que votava nos democratas nas eleições presidenciais desde 1992. Conhecida como moderada, tentou se distanciar de Trump, embora tenha apoiado várias de suas iniciativas.
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