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segunda-feira, 2 de novembro de 2026

UNE SAI ÀS RUAS E CRITICA FLÁVIO BOLSONARO


Estudantes realizaram manifestações ontem, 1º, em São Paulo, Rio de Janeiro e outros estados, contra Flávio Bolsonaro (PL) e o que classificaram como interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Os atos, organizados pela UNE, também defenderam a soberania nacional, os povos indígenas e criticaram a violência política. Inicialmente, as manifestações seriam comemorativas pela reeleição de Lula (PT), mas acontecimentos recentes mudaram o caráter dos protestos. Segundo Bianca Borges, presidente da UNE, a fuga de Flávio para os Estados Unidos e sua carta na qual se declarou "verdadeiro presidente eleito" motivaram a ampliação das críticas. O senador chegou a Miami na quarta-feira (28), após perder a eleição presidencial para Lula. Posteriormente, substituiu a expressão "presidente eleito" por "líder do Brasil", mas manteve o conteúdo considerado golpista. A UNE ampliou as mobilizações, inicialmente previstas para nove estados, para 11 estados e o Distrito Federal. Também estão programados atos em Salvador, hoje, 2, e em Brasília, na quarta-feira (4). Em São Paulo, dezenas de pessoas se reuniram na praça Roosevelt, ao meio-dia. Além das críticas a Flávio e aos Estados Unidos, grupos defenderam a reforma agrária e combateram o latifúndio. Alguns manifestantes usaram máscaras para proteger suas identidades, alegando sofrer perseguições e demissões por posicionamentos políticos. A presidente da UNE também destacou ameaças contra povos indígenas, especialmente em Mato Grosso do Sul, onde o Ministério Público Federal investiga denúncias de intimidação e violência relacionadas às eleições. Bianca Borges afirmou que os estudantes continuarão mobilizados pela recuperação do orçamento das universidades públicas e pela permanência estudantil. Segundo ela, democratizar o acesso ao ensino superior exige garantir condições para que os alunos concluam seus cursos.

O ato paulista teve participação do deputado estadual eleito Eduardo Suplicy (PT), que defendeu a renda básica de cidadania. O ex-presidente do PT José Genoino também acompanhou a manifestação. Manifestantes ainda criticaram o prefeito Ricardo Nunes (MDB), acusado de descumprir decisão judicial sobre a circulação dos ônibus durante o segundo turno. Cartazes pediam seu impeachment e denunciavam a influência americana na política brasileira. No Rio de Janeiro, manifestantes se concentraram na região da Candelária. O público foi menor que o registrado antes do segundo turno, mas predominavam críticas ao bolsonarismo e à extrema-direita. A deputada Jandira Feghali (PC do B) chamou Flávio de fujão e afirmou que o Brasil se tornou símbolo mundial da luta antifascista. Também houve críticas ao governador eleito Douglas Ruas (PL), aliado do senador. Os participantes defenderam ainda os povos indígenas. O psicólogo Lucas de Oliveira Ribeiro, de 32 anos, disse que compareceu para protestar contra a violência sofrida por essas comunidades e manifestar indignação com os ataques.

 

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