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terça-feira, 21 de julho de 2026

BRASIL PODE DESBANCAR OS EUA NAS EXPORTAÇÕES AGRÍCOLAS


Uma reportagem do Financial Times afirma que os Estados Unidos podem perder para o Brasil a liderança mundial nas exportações agrícolas. Em 2025, os EUA exportaram US$ 171 bilhões em produtos do agro, apenas US$ 2 bilhões a mais que o Brasil, diferença muito inferior aos US$ 56 bilhões registrados em 2021. 
No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras cresceram 6%, alcançando o recorde de US$ 87 bilhões. O desempenho é impulsionado pela liderança na produção de soja, carne bovina, carne de frango e algodão, setor em que o Brasil ultrapassou os EUA. Segundo analistas ouvidos pelo jornal, a principal causa dessa mudança são as disputas comerciais iniciadas pelas tarifas impostas por Donald Trump. A China reduziu as compras de produtos agrícolas americanos e ampliou as importações do Brasil, especialmente de soja. Dados da ONU mostram que, em 2025, o Brasil exportou mais de 80 milhões de toneladas de soja para a China, enquanto os EUA ficaram muito abaixo desse volume.

O jornal ressalta que os agricultores americanos enfrentam queda nas margens de lucro devido às tensões comerciais e aos baixos preços. A American Farm Bureau Federation estima prejuízos em culturas como soja, milho, trigo e algodão. O Financial Times destaca, porém, que o avanço brasileiro não depende apenas das dificuldades dos EUA. O crescimento resulta de décadas de investimentos, expansão da fronteira agrícola, desenvolvimento de tecnologias para solos antes considerados improdutivos e da possibilidade de colher até três safras por ano. Especialistas afirmam que esse modelo reduz custos e aumenta a rentabilidade das propriedades. Apesar do avanço, o setor agrícola brasileiro enfrenta desafios como juros elevados, queda das commodities e aumento dos preços dos fertilizantes após o conflito entre Irã e Israel.

PROTESTOS NA UCRÂNIA POR MUDANÇAS NO COMANDO MILITAR


Os protestos contra o presidente Volodimir Zelenski chegaram ao sexto dia nesta terça-feira (21) e aumentam a pressão por mudanças no comando militar da Ucrânia. A principal reivindicação é a substituição do comandante das Forças Armadas, Oleksandr Sirskii. As manifestações começaram na última quinta-feira (16), após a demissão do ministro da Defesa, Mikhailo Fedorov, considerado responsável pela ofensiva de drones e mísseis que atingiu o abastecimento de combustível na Rússia. Segundo analistas, Zelenski afastou Fedorov por disputas políticas e pelo conflito entre o ministro e Sirskii, criticado por adotar táticas de guerra consideradas ultrapassadas e de alto custo humano. Na segunda-feira (20), Zelenski afirmou ter discutido a situação com chefes militares, citando Mikhailo Drapatii, apontado pelos manifestantes como favorito para substituir Sirskii. O presidente nomeou interinamente Ievhenii Khmara para o Ministério da Defesa, mas ainda não indicou se atenderá ao pedido de reconduzir Fedorov.

A crise expõe disputas internas no governo ucraniano, em meio à guerra iniciada pela invasão russa em 2022. Enquanto isso, os combates continuam intensos. A Rússia voltou a atacar instalações portuárias em Odessa e restringiu áreas de ancoragem no mar de Azov após sucessivos ataques ucranianos. Um navio que transportava gás para Odessa foi atingido por um drone próximo à costa da Romênia. O governo romeno atribuiu o ataque à Rússia, que não confirmou a ação. Segundo a ONU, o primeiro semestre de 2026 foi o mais letal para civis ucranianos desde os primeiros meses da guerra.

 

TRUMP USA TARIFAS PARA PERSEGUIR PAÍSES


Os Estados Unidos anunciaram tarifas de 50% sobre uma ampla gama de produtos do Canadá, reacendendo a guerra comercial iniciada por Donald Trump. O governo americano acusa o país vizinho de adotar práticas comerciais desleais, como suspender a compra de bebidas alcoólicas dos EUA, impor tarifas sobre veículos americanos e discriminar produtos como queijos. Segundo a Casa Branca, apenas China e Canadá retaliaram os EUA no início da nova política comercial. As tarifas entram em vigor em 30 dias e terão exceções para energia, potássio, minerais críticos, pescados, aço e alumínio. No entanto, produtos que hoje circulam sem tarifas pelo acordo comercial entre EUA, México e Canadá (USMCA) perderão a isenção. Entre os itens atingidos estão leite e derivados, bebidas alcoólicas, roupas e móveis. A medida será baseada na Seção 338 da Lei Tarifária de 1930, nunca antes utilizada contra parceiros comerciais. O governo afirma que a legislação permite sanções a países que tratem os EUA de forma discriminatória.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, defendeu negociações para modernizar o acordo comercial e resolver o impasse. Já o governador de Ontário, Doug Ford, pediu retaliação imediata, "tarifa por tarifa, dólar por dólar". A Câmara de Comércio do Canadá classificou a decisão como uma escalada lamentável e pediu diálogo entre os dois países antes da entrada em vigor das novas tarifas. Autoridades americanas ressaltaram que a medida é distinta da ameaça anterior relacionada aos incêndios florestais no Canadá. 

GOVERNO DO AMAPA ADMITE ROMBO DE QUASE R$ 1 BILHÃO


O governo do Amapá admitiu um rombo de quase R$ 1 bilhão no caixa apenas 44 dias após contratar um empréstimo de R$ 536 milhões com garantia do Tesouro Nacional. 
A informação não era conhecida pelo Tesouro durante a análise da operação. Se o déficit tivesse sido informado, o estado seria rebaixado para nota C, perdendo o direito ao aval da União. Mesmo após um calote recente em dívidas garantidas pela União, o Ministério da Fazenda autorizou o financiamento. A pasta afirmou que a operação seguiu os critérios técnicos vigentes e que monitora a situação fiscal posteriormente. Em maio, o Amapá retificou seus dados fiscais e revelou uma disponibilidade líquida negativa de R$ 694,7 milhões. Considerando compromissos assumidos em 2025, o rombo chega a R$ 964,8 milhões. Antes da correção, o estado informava possuir R$ 4,9 bilhões em caixa, dado que sustentou a aprovação do empréstimo.

O governo estadual alegou que a mudança decorreu apenas de adequação técnica à metodologia do Tesouro. Técnicos admitem que, com os números corretos, o empréstimo não teria sido autorizado. Especialistas defendem investigação para apurar possível fraude contábil diante da discrepância dos dados. O Tesouro pode revisar a nota do estado, mas ainda não informou se fará isso. O secretário da Fazenda, Jesus Vidal, negou dificuldades financeiras e afirmou que as contas estão organizadas. Apesar disso, o Amapá quitou apenas 20% das despesas herdadas nos quatro primeiros meses de 2026, pior índice do país. O estado já enfrentou problemas de caixa no passado, chegou a perder acesso ao Programa de Equilíbrio Fiscal e só recuperou a nota máxima A em 2025. 

TRUMP PEDE REGISTROS TELEFÔNICOS DE JORNALISTAS E DE FAMILIARES DO NEW YORK TIMES


O governo de Donald Trump pediu registros telefônicos de jornalistas do New York Times e de familiares, incluindo a mãe de uma repórter, para identificar fontes de reportagens sobre falhas de segurança do novo Air Force One, avião presidencial doado pelo Qatar. O Departamento de Justiça também intimou repórteres a depor perante um júri federal. O jornal afirma que a medida é uma tentativa inédita de intimidar jornalistas e descobrir fontes confidenciais. As intimações incluem dados de cônjuges e abrangem registros desde 1º de janeiro, meses antes da publicação das reportagens. 

O New York Times recorreu à Justiça para anular os pedidos, alegando violação das próprias diretrizes do Departamento de Justiça e investigação conduzida de má-fé. O governo sustenta que as intimações seguem a legislação federal e as normas internas. A investigação começou após reportagem revelar preocupações de autoridades com a segurança do novo avião presidencial, o que irritou Trump e levou a Casa Branca a determinar que o diretor do FBI conduzisse o caso. Todas as intimações estão suspensas até decisão do juiz federal Arun Subramanian, que analisará o pedido do jornal em audiência marcada para quinta-feira (23). 

CAI A ÁREA QUEIMADA NO BRASIL


Um ano após os incêndios recordes de 2024, a área queimada no Brasil caiu 58% em 2025, passando de 302 mil km² para 127 mil km², segundo o Relatório Anual do Fogo, do MapBiomas. Apesar da redução, o total ainda equivale a quase metade do estado de São Paulo. A principal queda ocorreu na Amazônia, onde a área atingida recuou de 158,2 mil km² para 31,4 mil km², o menor índice da série histórica iniciada em 1985. Pesquisadores atribuem o resultado ao período chuvoso mais longo, à redução do desmatamento, ao reforço da fiscalização e às medidas de prevenção adotadas após a crise de 2024, além da cobrança do STF por planos estaduais de combate ao fogo. O Cerrado concentrou 69% da área queimada em 2025, seguido pela Amazônia (25%), Caatinga (4%), Mata Atlântica (2%), Pantanal (1%) e Pampa (0,1%). O estudo mostra ainda que 52% das áreas queimadas voltam a pegar fogo em até quatro anos. Na Amazônia, quase um terço das áreas queimadas reincide em até dois anos.

Especialistas alertam que a Amazônia não é adaptada ao fogo e sofre crescente degradação com os incêndios. No Cerrado, embora o fogo faça parte do ciclo natural, a maioria das queimadas hoje é provocada pela ação humana, tornando os incêndios mais frequentes e extensos. O Pantanal foi proporcionalmente o bioma mais afetado, com 69% de sua área atingida. O relatório destaca que secas severas, calor intenso e eventos como o El Niño aumentam o risco de incêndios, reforçando a necessidade de controlar o uso do fogo e ampliar ações preventivas. Em 2025, 79% da área queimada correspondeu à vegetação nativa, principalmente no Cerrado, que respondeu por 74,6 mil km² das áreas naturais atingidas.

 

TARIFA ADICIONAL SOBRE PRODUTOS DO BRASIL TEM INÍCIO HOJE


A partir desta terça-feira (22), entra em vigor a tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O governo Lula, por enquanto, descarta medidas de reciprocidade e aposta na articulação com o setor produtivo para reduzir os prejuízos às exportações. O Planalto pretende manter o diálogo com Washington e evitar confronto direto com Donald Trump, avaliando que uma reação política poderia favorecer adversários às vésperas das eleições. A estratégia é separar a disputa comercial do embate político e preservar espaço para negociações diplomáticas. O governo intensifica reuniões com representantes da indústria e do agronegócio para avaliar os impactos sobre produção, empregos e contratos de exportação. Também prepara um pacote de apoio às empresas, com linhas de crédito, garantias e incentivos à diversificação de mercados. Japão, Canadá, Emirados Árabes Unidos e países da Ásia e do Oriente Médio são vistos como alternativas para ampliar as exportações. 

A tarifa deve atingir cerca de 3 mil produtos, afetando aproximadamente US$ 7,2 bilhões em vendas aos EUA, o equivalente a 18% das exportações brasileiras para o país. Especialistas alertam que redirecionar exportações ameniza apenas parte das perdas, devido aos custos logísticos e comerciais. O governo também acompanha a possibilidade de uma nova tarifa adicional de 12,5% pelos EUA, o que elevaria a sobretaxa para até 37,5%. Sem expectativa de avanços rápidos nas negociações com Washington, o Planalto prioriza medidas internas para reduzir os impactos econômicos, enquanto mantém a Lei da Reciprocidade Econômica como opção futura. 

TRUMP SERVE DO PODER PARA TAXAR OU PARA MATAR


Os Estados Unidos anunciaram ontem, 20, tarifas de 50% sobre uma ampla lista de produtos do Canadá, reacendendo a guerra comercial iniciada por Donald Trump. O governo americano acusa o Canadá de adotar práticas comerciais desleais, como restrições à compra de bebidas alcoólicas dos EUA, tarifas sobre carros e discriminação contra queijos americanos. Segundo autoridades, apenas China e Canadá retaliaram os EUA no início da política tarifária de Trump. As novas taxas entram em vigor em 30 dias e atingirão diversos produtos canadenses. Haverá isenção para energia, potássio, minerais críticos, pescados, além de aço e alumínio já sujeitos a tarifas de segurança nacional. No entanto, produtos enquadrados no acordo comercial EUA-México-Canadá (USMCA) perderão a isenção anteriormente concedida.

O governo divulgou uma lista que inclui leite e derivados, bebidas alcoólicas, roupas e móveis entre os itens tarifados. A medida será baseada na Seção 338 da Lei Tarifária de 1930, nunca antes usada contra parceiros comerciais. Na sexta-feira (17), Trump também ameaçou impor tarifas ao Canadá por causa da fumaça dos incêndios florestais que atingiu os EUA, mas o governo afirmou que as novas taxas têm motivação exclusivamente comercial. O certo é que Donald Trump serve do poder para impor taxas, a exemplo do Brasil ou do Canadá, ou guerrear, a exemplo do Irã.

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 21/07/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Governo aposta em saída inédita para enfrentar novo tarifaço dos EUA

Às vésperas da entrada em vigor da sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, Planalto articula apoio a setores afetados, busca novos mercados e tenta se afastar do uso eleitoral, por bolsonaristas, de conflitos diretos com Trump

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Lula testa discurso de campanha ao desafiar Rubio e sugere que EUA podem trabalhar pela candidatura de Flávio

Petista recebeu apoio do PDT e disse que 'política apodreceu' no cenário em que a família Bolsonaro é alternativa ao poder

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Área queimada no Brasil cai 58% em 2025, um ano após incêndios históricos

Redução foi puxada por queda de 80% no índice da amazônia, o menor em quatro décadas Clima quente e seco do El Niño em boa parte do país tende a facilitar espalhamento das chamas

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Eleitorado brasileiro cresce 1,4% na comparação, diz TSE

O número representa um crescimento de 1,46% em relação às últimas eleições gerais, quando o país tinha 156,4 milhões eleitores. São 2,29 milhões de eleitores a mais no comparativo.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Fifa abre investigação contra Argentina por confusão na final da Copa

Entidade irá analisar os relatórios da arbitragem e as imagens da decisão

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Exames: Ministro da Educação não tem registo de erros em projeto-piloto e confronta antigo presidente do JNE

Luís Duque de Almeida, ex-presidente do Júri Nacional de Exames, tinha apontado que a correção digital o exame de Filosofia do ano passado que serviu de piloto tinha já enfrentado dificuldades.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

RADAR JUDICIAL


GOVERNADOR PAULISTA COM BONÉ DOS EUA

Com ampla vantagem sobre Fernando Haddad na disputa pelo governo paulista, Tarcísio de Freitas enfrenta seu primeiro desgaste político. Terá de explicar, até outubro, o vídeo em que aparece usando um boné com o slogan "Maga", da campanha de Donald Trump. O novo tarifaço americano, além dos ataques a Lula, ameaça negócios e empregos no Brasil. Aliados afirmam que Tarcísio havia sido alertado sobre o risco político do gesto. O texto também critica a política dos EUA em relação à Venezuela, apontando contradição entre a recompensa por Diosdado Cabello e a permanência do ministro no governo Maduro. Por fim, avalia que fracassou a tentativa de usar as terras raras como moeda de negociação tarifária e cita o exemplo histórico das negociações de Getúlio Vargas sobre as areias monazíticas.


EUA PERDEM O TERCEIRO MILITAR EM TRÊS DIAS

Os Estados Unidos anunciaram ontem, domingo, a morte de mais um militar, o terceiro em três dias, e realizaram a oitava noite seguida de bombardeios contra o Irã. Segundo o Centcom, o soldado morreu no norte do Iraque durante a detonação controlada de um drone iraniano abatido; outro militar ficou ferido. Desde o início da guerra, em fevereiro, já são 17 militares americanos mortos. A escalada sepulta o cessar-fogo firmado em junho. O líder iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou que Donald Trump descumpriu o acordo, enquanto Washington diz que os ataques visam enfraquecer a Guarda Revolucionária e impedir o bloqueio do Estreito de Hormuz. Os bombardeios também atingem infraestrutura civil. O Irã acusa os EUA de atacar pontes, um túnel e uma usina nuclear em construção. Em resposta, Teerã atacou instalações no Kuwait e levou Jordânia e Bahrein a acionarem suas defesas aéreas. Autoridades iranianas relatam ao menos 50 mortos e mais de 500 feridos nos ataques americanos. 


POSTURA DOS ARGENTINOS NA PREMIAÇÃO É CENSURADA

A Espanha conquistou o bicampeonato da Copa do Mundo de 2026 ao vencer a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, com gol de Ferrán Torres. Após a decisão, a postura dos argentinos na cerimônia de premiação gerou críticas da imprensa espanhola. Segundo o jornal As, os jogadores deram as costas ao palco durante a entrega do troféu. Os atletas permaneceram voltados para a torcida argentina enquanto a Espanha comemorava o título. O periódico classificou a atitude como desrespeitosa e incomum em finais de grandes competições. Também afirmou que a Argentina priorizou jogadas ríspidas em vez do futebol durante a partida. Para o As, a equipe ignorou uma tradição de prestigiar o campeão. A derrota impediu o bicampeonato consecutivo da seleção argentina. A Espanha levantou sua segunda taça mundial sob o comando de Luis de la Fuente. O título foi considerado merecido por analistas esportivos. O colunista Mauro Beting destacou a superioridade espanhola na campanha. Segundo ele, a Espanha foi campeã com autoridade, mesmo sem depender do brilho de Lamine Yamal.

VOTO EM TRÂNSITO

A partir desta segunda-feira (20), eleitores podem solicitar o voto em trânsito para as Eleições 2026. A modalidade permite votar fora da cidade onde o título está registrado. O pedido deve ser feito até 20 de agosto, pela internet (para quem tem biometria cadastrada) ou em cartório eleitoral. O serviço estará disponível em capitais e cidades com mais de 100 mil eleitores. Quem votar em outro município do mesmo estado poderá escolher presidente, governador, senador, deputados federal e estadual ou distrital. Fora do estado, o voto será apenas para presidente. Brasileiros com título no exterior também podem solicitar o voto em trânsito, caso estejam no Brasil durante a eleição. Após o pleito, o título retorna automaticamente à seção de origem. Quem faltar à votação deverá justificar a ausência.

TROCA DE PRIMEIRO-MINISTRO NO REINO UNIDO

O novo primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, assumiu o cargo nesta segunda-feira (20), substituindo Keir Starmer, que renunciou após uma crise política e econômica. Em seu primeiro discurso na Downing Street, Burnham prometeu uma "nova economia" e medidas imediatas para reduzir o custo de vida. Também anunciou a elaboração de um plano de governo para os próximos dez anos. O premiê defendeu maior controle sobre os preços de bens essenciais para conter a inflação. Disse que governará para todas as regiões do Reino Unido e priorizará empregos para jovens. Burnham prometeu reformar o sistema educacional e ampliar o apoio à saúde mental. Starmer deixou o cargo afirmando sair "com elegância" e declarou apoio ao sucessor. Após a despedida, formalizou sua renúncia ao rei Charles III no Palácio de Buckingham. Burnham já havia sido confirmado como líder do Partido Trabalhista na sexta-feira (17). Ele foi o único candidato à sucessão dentro da legenda. Starmer deixou o cargo após 23 meses, com forte queda de popularidade. Seu governo enfrentou inflação, estagnação econômica, crises políticas e derrotas eleitorais.

FOTO DE TRUMP É RETIRADA DAS FOTOS OFICIAIS 

As fotos oficiais da conquista da Copa do Mundo pela Espanha, divulgadas pela Fifa e pela Federação Espanhola, não mostram o presidente dos EUA, Donald Trump, durante a comemoração do título. Embora tenha participado da cerimônia de premiação e permanecido no palco após entregar a taça, Trump foi praticamente excluído dos registros oficiais. Antes de Rodri erguer o troféu, ele conversou com o capitão espanhol e depois ficou ao lado de Gianni Infantino. Em seguida, ambos deixaram o palco enquanto os jogadores celebravam. Vídeo da Fifa mostra o momento em que os dois se afastam. Situação semelhante ocorreu no Mundial de Clubes de 2025, quando Trump permaneceu no palco durante a festa do Chelsea. A final foi o único jogo da Copa acompanhado por ele, que ainda foi vaiado ao entrar em campo para entregar a taça.

Santana, 20 de julho de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

PRIMEIRA-MINISTRA ITALIANA AFASTA DE DONALD TRUMP


Era difícil e tornou-se praticamente impossível a tentativa da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, de atuar como ponte entre Donald Trump e os líderes europeus. Divergências sobre tarifas, defesa e a guerra entre Israel, EUA e Irã romperam a relação entre os dois e enfraqueceram a estratégia externa da Itália. Aliados ideológicos desde antes da chegada de Meloni ao poder, ambos mantiveram proximidade até o início de 2025. A premiê foi a única líder europeia na posse de Trump e recebeu elogios na Casa Branca. O cenário mudou com os conflitos no Oriente Médio. A Itália sofreu com a alta dos preços da energia, recusou o uso de uma base na Sicília por aviões americanos e se afastou da ofensiva militar. As críticas de Trump ao papa Leão 14 agravaram a crise. Segundo o analista Leo Goretti, a derrota de Meloni em um referendo também refletiu o desgaste de sua associação com Trump. Em seguida, vieram ataques públicos do presidente americano, que acusou a premiê de buscar protagonismo e fez novas provocações.

Meloni respondeu afirmando não se arrepender da aproximação, mas a oposição classificou sua estratégia como fracassada. Especialistas avaliam que a política externa italiana perdeu protagonismo e que Meloni reduziu sua presença internacional. Nos próximos meses, Roma deverá buscar maior aproximação com potências médias, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Canadá, Austrália e Japão, em defesa de maior estabilidade global. Internamente, pressionada por forças mais à direita e pela proximidade das eleições de 2027, Meloni tende a endurecer o discurso contra a União Europeia, enquanto tenta reconstruir a relação com Washington.

 

UCRÂNIA LANÇA DRONES CONTRA MOSCOU


A Ucrânia lançou mais de 400 drones contra Moscou e sua região metropolitana na noite de ontem, 19, poucas horas após a Rússia bombardear Kiev e outras cidades ucranianas com mísseis balísticos. O conflito, que já dura mais de quatro anos, mantém um ciclo contínuo de ataques de retaliação entre os dois países. Segundo autoridades russas, dez pessoas ficaram feridas, entre elas uma menina de 11 anos. O ataque provocou incêndio no complexo industrial Iuzhnie Vrata e atingiu áreas residenciais em Domodedovo, Podolsk e Odintsovo. O Iuzhnie Vrata, localizado a cerca de 30 km ao sul de Moscou, é um dos maiores centros logísticos da Rússia e fica próximo ao aeroporto internacional de Domodedovo. O Comitê de Investigação da Rússia abriu um processo por "atentado" devido ao ataque em larga escala. A Ucrânia ampliou sua capacidade de operar drones de longo alcance, usados principalmente contra instalações petrolíferas russas, dificultando a proteção do vasto território do país.

Na véspera, a Rússia lançou mísseis balísticos contra Kiev, Kharkiv, Kherson e Sumy. Pelo menos seis pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, segundo autoridades ucranianas. Os ataques russos se intensificaram nas últimas semanas, enquanto a Ucrânia enfrenta escassez de sistemas de defesa aérea de fabricação americana. Os mísseis balísticos, que viajam acima da velocidade do som, reduzem o tempo de reação das defesas e da população, tornando-se uma das principais ameaças da guerra.