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segunda-feira, 2 de março de 2026

RADAR JUDICIAL

Dubai cancela todos os voos após fechamento do espaço aéreo da regiãoAEROPORTO DE DUBAI VAZIO

Aeroporto Internacional de Dubai amanheceu quase vazio nesta segunda-feira (2) após a suspensão do tráfego aéreo causada por ataques ao Irã. A reabertura parcial permitiu apenas voos limitados, enquanto a operação segue restrita. O fechamento ocorreu em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, com bombardeios dos EUA e de Israel e retaliação iraniana. Um saguão foi danificado e quatro pessoas ficaram feridas na semana passada. Em 2023, o aeroporto registrou recorde de 95,2 milhões de passageiros. Companhias como Etihad AirwaysEmirates e FlyDubai retomaram voos selecionados. Mais de 80% das partidas e chegadas em Dubai seguem canceladas, segundo o FlightAware. Em Abu Dhabi, ao menos 15 voos da Etihad decolaram para repatriar passageiros, segundo o FlightRadar24. A Emirates anunciou retomada limitada, enquanto a FlyDubai opera nove voos nesta segunda. O conflito também afeta o Aeroporto Internacional Zayed e o Aeroporto Internacional Hamad. A Qatar Airways mantém voos suspensos, com atualização prevista para terça-feira. Milhares de viajantes seguem retidos na região, incluindo mais de 58 mil indonésios na Arábia Saudita.

Três caças F-15 dos EUA são abatidos por fogo amigo no KuwaitTRÊS CAÇAS DOS EUA DERRUBADOS

Três caças F-15E dos EUA foram derrubados por engano por defesas antiaéreas do Kuwait nesta segunda-feira durante operações contra ataques iranianos com mísseis e drones. Todos os seis tripulantes ejetaram e sobreviveram com segurança, informou o Pentágono e o Comando Central dos EUA.  O incidente foi classificado como fogo amigo, e o Kuwait reconheceu o erro.  Vídeos mostram aeronaves caindo em chamas, mas autoridades ainda não detalharam a causa técnica.  Estes são os primeiros caças americanos confirmados perdidos na atual guerra contra o Irã.  Os F-15E são aviões de ataque importantes, cada um valendo centenas de milhões de dólares. No Kuwait, os EUA operam em bases como Ali al-Salem, usadas desde a Guerra do Golfo de 1991. O incidente ocorre em meio a uma escalada do conflito no Oriente Médio, com ataques iranianos contra bases e países anfitriões de forças americanas.  Politicamente, o Kuwait fica numa posição delicada, não reconhecendo Israel, mas apoiando nas defesas regionais. Outros países como Catar e Emirados relataram ameaças e interceptações de mísseis iranianos.  A situação segue tensa, com múltiplos ataques e defesas ativadas na região.

Jovem morre após quatro dias sem dormir jogando videogameESTUDANTE MORRE APÓS QUADRO DIAS JOGANDO VIDEO

Um estudante universitário de Taipé, em Taiwan, morreu após sofrer uma hemorragia cerebral depois de passar quatro dias seguidos jogando videogame sem dormir. O caso foi relatado por uma enfermeira que acompanhou o atendimento e serve de alerta sobre os riscos da privação extrema de sono. De acordo com a família, o jovem estava de férias e decidiu dedicar todo o período aos jogos online, ignorando os pedidos da mãe para que descansasse. Na quarta noite, ele se levantou para ir ao banheiro, caiu após um grito e perdeu a consciência. Levado ao hospital, exames apontaram o rompimento de uma artéria cerebral, provocando hemorragia grave. Ele passou por cirurgia de emergência para conter o sangramento, mas permaneceu em estado crítico, dependente de ventilação mecânica e medicamentos. Após dias sem melhora e sem perspectiva de recuperação, a família optou por cuidados paliativos e autorizou a retirada dos aparelhos. A enfermeira destacou que hemorragias cerebrais podem ter vários fatores de risco. Privação de sono, estresse físico extremo e hábitos desregulados podem fragilizar vasos sanguíneos e aumentar o risco de ruptura. Embora mortes ligadas diretamente a videogames sejam raras, médicos alertam para os perigos de longos períodos sem descanso. Especialistas recomendam equilibrar lazer com sono adequado, alimentação saudável e prática regular de exercícios.

BRASILEIROS PRESOS EM DUBAI

Um grupo de brasileiros segue em um cruzeiro parado no porto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, sem previsão de retorno ao Espírito Santo. O empresário José Carlos Bergamin afirma não ter medo dos ataques, mas relata insegurança sobre quando poderá deixar o país. Segundo ele, a incerteza é se a espera durará dois ou dez dias. Apesar da tensão inicial, o navio mantém alimentação, shows e áreas comuns funcionando. A orientação é que os passageiros permaneçam a bordo e evitem circular pela cidade. No sábado (28), a viagem foi suspensa após ataques no Irã elevarem a tensão na região. Do navio, passageiros disseram ter visto fumaça e clarões no céu durante a noite. O clima gerou pânico nas primeiras horas, mas o grupo se organizou para trocar informações. Há 21 capixabas viajando juntos, além de outros brasileiros no cruzeiro. A empresa acionou embaixadas e garantiu assistência até que haja condições seguras de retorno. Ainda não há previsão de saída, embora o espaço aéreo comece a reabrir parcialmente. O conflito envolve Estados Unidos, Israel e Irã, com centenas de mortos desde o início dos ataques.

BOLSONARO NÃO QUER QUE MICHELLE DISPUTE

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, chamou Michelle Bolsonaro de “fenômeno político”, mas disse que Jair Bolsonaro não queria que ela disputasse cargo no Executivo. A declaração foi dada ao programa Canal Livre, da Band. Segundo ele, o ex-presidente avaliava que, sem mandato prévio, o cargo seria difícil para Michelle. Valdemar afirmou que ela tem prestígio comparável ao de Lula, Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Disse ainda que ela deve concorrer ao Senado pelo Distrito Federal. No DF, o PL também tem como pré-candidata Bia Kicis. O cenário afeta os planos de Ibaneis Rocha ao Senado. Em Minas, o PL avalia apoiar Mateus Simões (PSD) ao governo. O senador Flávio Bolsonaro cogitou lançar Nikolas Ferreira ao Executivo. Nikolas, porém, sinaliza disputar a reeleição à Câmara. Também é citado como possível nome o empresário Flávio Roscoe.

Salvador, 2 de março de 2026. 

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

PRÍNCIPE QUER VOLTAR AO IRÃ

INVESTIGAÇÃO SOBRE GRUPOS ARMADOS NO OESTE DA BAHIA

Integrantes de grupo miliciano são presos na Bahia | CNN ARENAInvestigação sobre grupos armados no oeste da Bahia, na divisa com Goiás, identificou repasses de R$ 15 milhões em dois anos e meio a um policial militar aposentado preso sob suspeita de comandar milícia privada envolvida em grilagem de terras. O Ministério Público apontou que os valores foram pagos por empresas e pessoas ligadas ao agronegócio da região. As transferências ocorreram entre agosto de 2021 e abril de 2024 e foram detectadas a partir de relatório sigiloso do Coaf. Segundo a apuração, o dinheiro era destinado a Carlos Erlani Gonçalves dos Santos, ex-sargento da PM da Bahia, ou à sua empresa de segurança, sendo posteriormente repassado a contas de supostos laranjas. Entre os principais remetentes está a Agrothathi Ltda., ligada à família proprietária do Grupo SEB, do setor educacional, que transferiu R$ 2,6 milhões no período. Em segundo lugar aparece a Agropecuária Ubatuba, do empresário Nestor Hermes, com quase R$ 1 milhão. Hermes é citado nas investigações como suposto líder de esquema de grilagem na região de Cocos (BA), mas nega irregularidades. Também houve repasses superiores a R$ 1 milhão do agricultor José Emilio Rocheto, da Água Santa, produtora de batata-inglesa.

O Gaeco do Ministério Público da Bahia afirma que chama atenção o fato de os principais pagadores serem empresas agropecuárias atuantes em Correntina e arredores, possíveis contratantes da milícia. Os empresários citados afirmam que os contratos foram legítimos, com emissão de notas fiscais, e negam qualquer envolvimento em ilegalidades. As empresas não foram denunciadas até o momento, e as investigações seguem em andamento. Erlani responde a dois processos por constituição de milícia privada, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Um suposto ajudante também está preso. Segundo as denúncias, o grupo seria responsável por ameaças, agressões e sequestros na região. Um dos processos trata das ações violentas atribuídas ao grupo; o outro apura a movimentação financeira considerada incompatível com a renda declarada da empresa de segurança. O oeste baiano é um dos principais polos agropecuários do país e tem histórico de conflitos fundiários. A região também foi alvo da Operação Faroeste, da Polícia Federal, que investigou venda de decisões judiciais relacionadas a disputas de terras. A defesa de Erlani sustenta que ele é empresário do ramo de segurança, nega que seja miliciano e afirma que não cometeu irregularidades.

 

IRÃ ATACA PORTA-AVIÕES AMERICANO

Irã destrói um porta-aviões americano (ok, não exatamente) – Meio BitO Irã atacou um porta-aviões dos Estados Unidos ontem, 1º, ampliando a guerra com os americanos e Israel para os mares do Oriente Médio. Washington afirmou ter afundado nove navios iranianos, enquanto Teerã atingiu ao menos três petroleiros no estreito de Hormuz. O presidente Donald Trump anunciou a ofensiva e disse que outros navios iranianos também seriam destruídos. Segundo ele, parte do quartel-general da Marinha do Irã foi atingida. A ação mais dramática foi o ataque ao porta-aviões USS Abraham Lincoln, que opera no mar da Arábia, perto de Omã. A Guarda Revolucionária afirmou ter lançado quatro mísseis, mas os EUA disseram que os projéteis não se aproximaram do navio. Outro porta-aviões, o USS Gerald R. Ford, dá apoio a partir do Mediterrâneo, na costa de Israel. No estreito de Hormuz, um petroleiro com bandeira de Palau foi atingido perto de Omã, deixando quatro feridos. 

O site MarineTraffic informou que o petroleiro MKD Vyon, das ilhas Marshall, também foi alvo de ataque, com um morto. Um terceiro navio foi atingido perto dos Emirados. No golfo de Omã, o United States Central Command anunciou ter afundado a corveta iraniana Jamaran. Teerã não comentou as demais perdas citadas por Trump. Diante do risco, cerca de 150 petroleiros e navios de gás ancoraram no golfo Pérsico antes de cruzar o estreito, que tem 40 km em seu ponto mais estreito. Outras 100 embarcações aguardam na costa de Omã. Não houve fechamento formal da rota, mas empresas evitam arriscar. A tensão deve pressionar os preços do petróleo, com possível impacto inflacionário global. 

CONGRESSISTAS BUSCAM LIMITAR PODERES DE TRUMP

A surreal atitude de deputados ao erguerem bandeira de Trump no Congresso |  VEJA
Congressistas americanos

Um dia após os ataques coordenados com Israel que mataram o líder supremo do Irã, congressistas dos EUA pressionam pela votação de um projeto que limita os poderes de guerra do presidente Donald TrumpEm janeiro, o Congresso tentou aprovar a “Resolução de Poderes de Guerra” após ações na Venezuela, quando Washington atacou Caracas e capturou Nicolás Maduro. O texto passou no Senado, mas foi barrado na Câmara. Após a ofensiva contra o Irã, parlamentares, sobretudo democratas, querem retomar a proposta. A Casa Branca informou que autoridades como Marco Rubio, Pete Hegseth, John Ratcliffe e o general Dan Caine farão um briefing ao Congresso. O senador Bernie Sanders classificou a guerra como inconstitucional e defendeu a aprovação da resolução. A iniciativa é liderada pelos deputados Ro Khanna e Thomas Massie, que consideram o ataque ilegal por falta de autorização do Congresso. Alexandria Ocasio-Cortez também criticou a ofensiva, dizendo que apenas o Congresso pode autorizar guerra.

Críticos afirmam que a ação ocorreu enquanto EUA e Irã mantinham negociações indiretas em Viena. Apesar de dissidências, a maioria dos republicanos apoiou a ofensiva e celebrou a morte do aiatolá Ali KhameneiO senador Lindsey Graham elogiou Trump e chamou a operação de histórica.  Markwayne Mullin afirmou que os EUA removeram um líder ilegítimo. O presidente iraniano Masoud Pezeshkian anunciou que um conselho provisório assumiu as funções do líder supremo. Trump afirmou que cabe ao povo iraniano decidir o futuro do país e que a ofensiva pode durar até quatro semanas. 

MILEI CRITICA PRODUÇÃO DE SOJA NO BRASIL COM SEMENTES ARGENTINAS

THE TRUTHS ABOUT ARGENTINA SOY THAT MILEI CANNOT FORGET! - YouTubeO presidente Javier Milei abriu as sessões do Congresso ontem, 1º, em tom combativo. Comemorou a aprovação da reforma trabalhista e a redução da idade de responsabilidade    penal. Interrompeu o discurso diversas vezes para discutir com parlamentares da oposição. Chamou peronistas de “bandidos” e “ladrões” e disse que a justiça social é “um roubo”. Provocou ao afirmar que também é presidente dos opositores “ainda que não gostem”. Rebateu acusações de corrupção e críticas ao impacto social de seu programa econômico. Milei celebrou o primeiro orçamento sem déficit fiscal em cem anos. Afirmou ter encerrado o “endividamento moral” e a emissão de moeda que, segundo ele, alimentava a inflação. Também ironizou denúncias envolvendo sua irmã, Karina Milei. Citou a ex-presidente Cristina Kirchner, hoje em prisão domiciliar, ao atacar o peronismo. Mencionou casos judiciais como Cuadernos, Vialidad e o memorando com o Irã. Disse que os opositores seguem mentindo à população.

Criticou o fato de o Brasil triplicar a produção de soja com sementes argentinas. Defendeu incentivos a pequenos e médios produtores do agronegócio. Alfinetou a vice-presidente Victoria Villarruel ao falar de aliados ambiciosos. Agradeceu ao ministro da Economia, Luis Caputo, pelos cortes de gastos e queda na emissão de pesos. Disse que empresários e políticos corruptos são cúmplices quando há privilégios. Milei destacou apoio do governo de Donald Trump para evitar crise cambial antes das eleições. Afirmou que a economia está se recuperando, sem citar perda de empregos. Anunciou avanços nas privatizações previstas na Lei de Bases. Elogiou o ministro Federico Sturzenegger por mais de 14 mil desregulamentações. Após a reforma trabalhista, o governo planeja mudanças tributárias e previdenciárias. Milei defende reduzir impostos e formalizar o mercado de trabalho. A reforma da previdência pode ficar para depois das eleições de 2027. 

JUSTIÇA PROÍBE OMB DE CONCEDER TÍTULOS DE ESPECIALISTA A MÉDICOS

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 2/3/2026

CORREO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Guerra: ataque ao Irã afeta preço do petróleo

Os avanços combinados por Estados Unidos e Israel devem deixar os mercados mais tensos, além de surtir efeitos nos preços do barril. Contratos para o Brent abriram as negociações com alta de mais de 13%, ontem, saindo a US$ 80,58

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Guerra no Oriente Médio pressiona petróleo, barril chega a subir 13%, a US$ 82, mas perde força com Trump

Ainda de manhã, cotações do tipo Brent subiam 4,6% em Cingapura. Presidente americano sinalizou que poderia negociar com próximo governo

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Hezbollah entra na guerra; conflito se espalha pelo Oriente Médio

Grupo aliado do Irã disparou foguetes contra Israel, que bombardeou o Líbano e jurou o líder rival de morte Violência escala na região, com ataques no Kuwait, refinaria saudita atingida e Qatar prometendo retaliar

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Brasil manifesta preocupação com escalada do conflito no Oriente Médio

E reafirma que o diálogo e negociação são únicos caminhos viáveis

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Irã endurece postura e rompe diálogo com EUA após ataques

Teerã confirmou o disparo de mísseis contra o complexo governamental em Tel Aviv

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Kuwait confirma queda de várias aeronaves dos EUA. Mais de 500 pessoas terão morrido no Irão

Siga aqui o terceiro dia da ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irão, que respondeu com mísseis dirigidos a alvos em território israelita e a bases militares norte-americanas no Médio Oriente.

domingo, 1 de março de 2026

RADAR JUDICIAL

O Irã respondeu com mísseis ao ataque conjunto realizado por Estados Unidos  e Israel em seu território na manhã deste sábado, 28. O contra-ataque  ocorreu como o país já vinha ameaçando fazerIRÃ MATA DOIS E LAÇA MÍSSEIS 

Israel lançou hoje, 1º, uma nova onda de ataques contra Teerã e outras regiões do Irã. O Irã respondeu com uma salva de mísseis contra Israel e países do Oriente Médio que abrigam bases dos EUA. O Exército israelense afirmou que a ofensiva busca alcançar superioridade aérea e abrir caminho até a capital iraniana. Explosões foram ouvidas em Teerã, e o aeroporto de Mashhad foi atingido. Sirenes soaram em Jerusalém e Tel Aviv após o lançamento de mísseis iranianos. Israel informou ter interceptado parte dos projéteis, mas admitiu que seus sistemas não são infalíveis. Dois israelenses morreram e cerca de 20 pessoas ficaram feridas, segundo autoridades locais. O Catar relatou 16 feridos após bombardeios iranianos; explosões também ocorreram em Abu Dhabi, Dubai e Manama. Horas antes, o Irã confirmou a morte do líder supremo Ali Khamenei, atingido em bombardeio. A informação já havia sido anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Teerã decretou 40 dias de luto nacional e prometeu retaliação.

CÉUS FECHADOS: o mundo sente o impacto imediato da tensão no Oriente Médio  Imagine estar pronto para embarcar e, de repente, descobrir que seu voo foi  cancelado. Foi exatamente isso que milharesAEROPORTOS NO ORIENTE MÉDIO SÃO FECHADOS 

O tráfego aéreo global seguiu fortemente afetado neste domingo (1º), após ataques dos EUA e de Israel matarem o líder iraniano Ali Khamenei. Os principais aeroportos do Oriente Médio foram fechados ou restringidos, incluindo Aeroporto Internacional de Dubai, o mais movimentado do mundo. Também houve impactos em Abu Dhabi e Doha, nos Emirados Árabes Unidos e no Qatar. Israel lançou nova onda de ataques contra o Irã, enquanto o Irã retaliou estados vizinhos do Golfo. O aeroporto de Dubai sofreu danos, e terminais em Abu Dhabi e no Kuwait também foram atingidos. Milhares de voos foram cancelados, segundo a plataforma FlightAware. Mapas do Flightradar24 mostraram o espaço aéreo da região praticamente vazio. Um novo aviso estendeu o fechamento do espaço aéreo iraniano até terça-feira (3). O impacto se espalhou para Ásia e Europa, com passageiros retidos em aeroportos. Dubai e Doha, hubs centrais entre Europa e Ásia, ficaram paralisados, afetando conexões globais. Companhias aéreas desviaram rotas, aumentando custos e atrasos. A Air India cancelou voos da Índia para Europa e América do Norte.

🇮🇷 Presidente do Irã reaparece e organiza sucessão O presidente Masoud  Pezeshkian reapareceu neste domingo (1º/3/2026) após o ataque dos EUA e  Israel que vitimou o líder supremo Ali Khamenei e aPRESIDENTE DO IRÃ REAPARECE

Um dia após a morte de Ali Khamenei e da cúpula militar em ataque dos EUA e Israel, o regime iraniano tenta mostrar que segue ativo. O presidente Masoud Pezeshkian reapareceu e classificou a ofensiva como “declaração de guerra”, prometendo vingança. Foi anunciado um Conselho de Liderança Interina para assumir até a escolha do novo líder supremo. Além de Pezeshkian, integram o grupo o aiatolá Alireza Arafi e o chefe do Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei. Não há prazo para a decisão, que caberá à Assembleia dos Peritos, formada por 88 membros. Desde a morte de Ebrahim Raisi em 2024, Khamenei não tinha sucessor claro, e havia especulação sobre seu filho Mojtaba. Donald Trump afirmou ter “um nome em mente”, mas aposta na queda do regime. O governo busca demonstrar força com retaliações e a nomeação de um novo chefe da Guarda Revolucionária. O general Ahmed Vahidi, anunciado para o cargo, é alvo de mandado da Interpol por atentado em Buenos Aires em 1994. A mídia estatal confirmou que a cúpula militar foi morta durante reunião em Teerã, incluindo altos comandantes e ministros. Internamente, o regime tenta projetar unidade após recentes repressões a protestos. O país decretou luto de 40 dias, com manifestações e bandeiras vermelhas simbolizando vingança no xiismo.

VEREADOR É CONDENADOR POR OFENSAS 

Ofensas de cunho discriminatório não são protegidas pela imunidade parlamentar. Com esse entendimento, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região manteve a condenação do vereador de Caxias do Sul Sandro Luiz Fantinel (PL) ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos. A 3ª Turma entendeu que ele proferiu falas discriminatórias ao comentar o resgate de mais de 200 trabalhadores em condições degradantes em vinícolas de Bento GonçalvesAs ações foram movidas pelo Ministério Público Federal e por entidades de direitos humanos, que apontaram xenofobia contra nordestinos, especialmente baianos. Em primeira instância, a 3ª Vara Federal de Caxias do Sul fixou a indenização em R$ 100 mil, a ser destinada a fundo público previsto na Lei 7.347/1985. A defesa recorreu, alegando inexistência de discriminação e inviolabilidade parlamentar, além de pedir redução do valor. O colegiado rejeitou o recurso e manteve a condenação. O relator, desembargador Roger Raupp Rios, afirmou que a imunidade não é ilimitada e não protege ofensas discriminatórias. Segundo ele, críticas e opiniões polêmicas são legítimas, mas não quando disseminam preconceito e abusam do mandato.

MINISTÉRIO PÚBLICO: MAIS DE 100 RECURSOS  

O Ministério Público de Goiás (MPGO) reverteu no Superior Tribunal de Justiça (STJ) mais de 50 julgamentos do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) sobre estupro de vulnerável, em debate que envolve o uso do distinguishing. Em caso de 2025, um homem de 29 anos foi absolvido sob alegação de erro de tipo ao manter relação com adolescente de 13 anos. O TJGO chegou a reformar a decisão para condenação, mas o STJ restabeleceu a sentença, afastando o erro e aplicando a vulnerabilidade absoluta. Segundo o promotor Murilo Frazão, a vítima havia informado que tinha 12 anos antes do crime e manteve diálogo prévio com o acusado. O MPGO interpôs mais de 50 recursos em 2024 e mais de 100 em 2025, muitos ainda pendentes. A legislação considera crime qualquer ato sexual com menor de 14 anos. O entendimento está consolidado na Súmula 593 do STJ. A norma estabelece que consentimento, experiência sexual anterior ou relacionamento não afastam o crime. Frazão alerta para possível discriminação social, racial e de gênero nas decisões. O distinguishing é a técnica de diferenciar precedentes com base em circunstâncias específicas. Para o promotor, seu uso nesses casos é preocupante por relativizar a presunção absoluta de vulnerabilidade. O TJGO afirmou que decisões podem ser revistas por tribunais superiores e que isso integra o sistema recursal previsto na Constituição.

MAIS DE 200 MIL VISUALIZAÇÕES

Durante o mês de fevereiro houve visualização de matéria do blog no total de 233.981 pessoas. Esse número representa mais da metade do que até então era registrada, na média de 100 mil. 

Salvador, 1º de março de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.



SAIU EM O GLOBO DE ONTEM

Ao anular a determinação da CPI do Crime Organizado de quebrar os sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa da família de Dias Toffoli, o ministro Gilmar Mendes não apenas ressuscitou uma ação que ele mesmo havia mandado arquivar há três anos– mas também decidiu a jato, menos de 14 horas após a Maridt acionar o Supremo Tribunal Federal (STF). 
O cronograma do caso chama a atenção. 
O pedido de blindagem da Maridt foi apresentado formalmente ao Supremo à 0h58 da sexta-feira (27), dentro de uma ação da qual a empresa não faz parte, mas que já estava sob a relatoria de Gilmar Mendes. 

A decisão do ministro, que atendeu aos interesses do clã Toffoli, foi divulgada às 14h41. Ou seja, em um intervalo inferior a 14 horas, a ação foi desengavetada e o pedido da Maridt, acolhido pelo ministro. 

Na prática, a Maridt “se intrometeu” numa ação movida pela Brasil Paralelo em 2021, buscando um atalho jurídico para ser prontamente atendida por Gilmar, aliado de Toffoli, sem protocolar um novo processo que fosse distribuído livremente entre os integrantes da Corte – e afastando, assim, o risco de o caso parar nas mãos de um magistrado menos inclinado a acolher seus pleitos. 

Em uma petição de 15 páginas, a Maridt lembrou a decisão de Gilmar Mendes de setembro de 2021, quando o ministro atendeu a um pedido da Brasil Paralelo, suspendendo o afastamento do sigilo telefônico e telemático da empresa que havia sido determinado pela CPI da Covid. Na ocasião, a Brasil Paralelo alegou que a medida violava os direitos à liberdade de expressão, de imprensa, ao sigilo de fonte, à privacidade e à intimidade, além do princípio da legalidade. 

    Naquela decisão, Gilmar determinou que as demais informações obtidas pela CPI fossem mantidas sob a guarda do presidente do grupo, Omar Aziz (PSD-AM), e compartilhadas com o colegiado “apenas em reunião secreta e quando pertinentes ao objeto da apuração”. 

    O ministro mandou arquivar o caso da Brasil Paralelo em março de 2023 após concluir que o Senado Federal já tinha cumprido sua ordem, mas o processo não chegou a ser oficialmente extinto, permanecendo dormitando no arquivo do STF até ganhar uma “segunda vida” com o pedido da Maridt protocolado na madrugada de sexta-feira. 

    Ameaça

    No caso da Maridt, Gilmar foi além do que decidiu no caso Brasil Paralelo: impediu o Banco Central, a Receita Federal, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) de encaminhar quaisquer informações e dados com base na determinação da CPI do Crime Organizado. 

      “Caso informações ou dados já tenham sido encaminhados, determino a imediata inutilização/destruição, sob pena de responsabilização penal e administrativa”, ameaçou o ministro. 

      Por último, Gilmar decidiu arquivar novamente a ação, mas transformou o pedido da Maridt num habeas corpus autônomo, ou seja, num novo processo, mas que por decisão de Gilmar foi distribuído ao próprio ministro por prevenção. O atalho jurídico da Maridt, portanto, colou. 

      Procurado pelo blog, Gilmar informou que não se manifestaria. 

      Relação

      Segundo a defesa da Maridt, os requerimentos aprovados pela CPI do Crime Organizado, de quebra de sigilo da empresa e de convocação de depoimento de de José Carlos e José Eugênio, ambos irmãos de Toffoli, “não guardam nenhuma relação” com o objetivo da comissão – criada para apurar a atuação e expansão de facções criminosas e milícias no território nacional – e “revelam nítida tentativa de instrumentalizar os poderes investigatórios da CPI como verdadeiro atalho para, sem justa causa, avançar sobre direitos e garantias fundamentais, especialmente o sigilo de dados” da empresa. 

      No pedido apresentado à CPI do Crime Organizado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) argumentou que a quebra de sigilo era uma medida de “extrema urgência” e tinha como objetivo “desmantelar a complexa rede de influência e lavagem de capitais que orbita em torno do Banco Master e de suas conexões com agentes públicos de cúpula”. 

      O senador sergipano apontou ainda “suspeitas fundadas de que a Maridt tenha funcionado como um canal de recebimento de vantagens indevidas sob o manto de contratos de consultoria e prestação de serviços mensais pagos por grandes escritórios de advocacia que possuem interesses diretos em causas relatadas pelo próprio ministro Toffoli no STF”. 


      Pagamentos para Toffoli

      A Maridt é uma empresa de sociedade anônima controlada pelos irmãos de Toffoli e que foi sócia do resort de luxo Tayayá em Ribeirão Claro (PR). O ministro do Supremo passou a ser alvo de questionamentos depois da revelação de que a companhia vendeu uma parcela de sua participação para um fundo controlado pelo empresário e pastor Fabiano Zettel, cunhado do CEO do Master, Daniel Vorcaro, em 2021. O magistrado posteriormente admitiu ter sido sócio do empreendimento ao lado dos irmãos, pouco antes de deixar a relatoria do caso Master. 

      Os pagamentos de Vorcaro para a família Toffoli vieram a tona quando o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregou ao presidente do Supremo, Edson Fachin, um relatório com as evidências desconbertas no celular de Voraco indicando as conexões entre o banqueiro e Toffoli que poderiam caracterizar a suspeição do ministro para continuar relatando o caso do banco Master. 

      Oficialmente, Toffoli negou ter recebido qualquer pagamento de Vorcaro ou de Zettel. Em nota divulgada no último dia 12, após a repercussão do relatório da PF, o gabinete do ministro no STF admitiu pela primeira vez que o magistrado é sócio da Maridt e que recebeu dividendos pela venda da cota para o Arleen, fundo que tem o cunhado do executivo como único cotista, em 2021. 

      A versão vai contra o que indicam as conversas entre Vorcaro e Zettel detalhadas pela PF no dossiê 

      Os diálogos ocorreram em dezembro de 2024, três anos após a venda das cotas para o Arleen. Nas conversas, Zettel pergunta ao banqueiro como deveria proceder em relação aos pagamentos para o ministro. O controlador do Master respondeu que preferia que os repasses se dessem por meio do fundo.