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terça-feira, 1 de setembro de 2026

CRESCIMENTO DE CANDIDATO AUGUSTO CURY SURPREENDE


Quem abriu o Instagram na última semana provavelmente viu conteúdos de apoio ao escritor Augusto Cury, candidato à Presidência. 
Uma série de vídeos publicados por influenciadores declarou apoio a Cury, acompanhada de comentários divulgando seu número de urna. Entre 16 e 29 de agosto, Cury ganhou quase 2,5 milhões de seguidores no Instagram, segundo relatório do Instituto Democracia em Xeque (DX). O crescimento superou o de Flávio Bolsonaro, Renan Santos e Lula no mesmo período. O avanço nas redes também apareceu nas pesquisas eleitorais divulgadas nesta segunda-feira. No levantamento BTG/Nexus, Cury chegou a 11% das intenções de voto, atrás de Lula, com 37%, e Flávio Bolsonaro, com 31%. Na pesquisa Atlas/Bloomberg, Cury registrou 7,8%, empatado com Renan Santos na terceira posição. Campanhas adversárias suspeitam que a equipe de Cury tenha pago influenciadores para promover sua candidatura. Uma das campanhas avalia recorrer ao TSE para investigar o caso. A legislação eleitoral proíbe a contratação de pessoas físicas ou jurídicas para fazer propaganda de candidatos na internet. A equipe de Cury nega irregularidades e afirma que a estratégia foi conversar com eleitores indecisos. O próprio escritor negou o uso de robôs e disse ter investido menos nas redes que seus adversários. Segundo Cury, o crescimento representa uma “revolução silenciosa” de pessoas cansadas da polarização política. O pico ocorreu em 27 de agosto, quando ele ganhou 1,2 milhão de seguidores em apenas um dia.

No debate da Band, Cury criticou a agressividade de outros candidatos e defendeu uma postura de pacificação. Dias depois, em sabatina no Jornal Nacional, algumas de suas propostas viraram memes nas redes. Entre elas estão o uso de drones para socorrer mulheres vítimas de violência, influenciadores em embaixadas e a criação de um Ministério da Inteligência Artificial. Cury é médico, escritor e empresário e declarou patrimônio superior a R$ 242 milhões à Justiça Eleitoral. Para o cientista político Jorge Chaloub, o candidato se diferencia por manter uma posição ideológica mais ambígua. Segundo ele, Cury combina discurso de direita com elementos de autoajuda e a imagem de “coach” bem-sucedido. O crescimento também gerou especulações sobre eventual participação de Pablo Marçal, que declarou apoio ao escritor. Marçal chamou Cury de “candidato mais nobre de todos”, mas a equipe do escritor nega qualquer envolvimento. Influenciadores de áreas como saúde, entretenimento e estilo de vida passaram a divulgar Cury, muitas vezes afirmando que eram eleitores indecisos. Algumas páginas, segundo a reportagem, não tinham histórico recente de publicações políticas. No Twitter, porém, o movimento foi diferente: Cury recebeu principalmente críticas e ironias sobre suas propostas. Em aplicativos de mensagens, ele apresentou o maior índice de mensagens enviadas por usuários com comportamento automatizado entre os candidatos. 

LIBERADOS MEDICAMENTOS CONTRA O CÂNCER


O Ministério da Saúde disponibilizará, a partir de outubro, três novos medicamentos contra o câncer de pulmão no SUS: brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe. 
Os tratamentos serão financiados pelo programa Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco). A medida deve beneficiar cerca de 1,9 mil pacientes, alguns à espera do tratamento há mais de dez anos. Brigatinibe e gefitinibe são administrados por via oral, em comprimidos ou cápsulas. Eles atuam sobre alterações específicas das células cancerígenas e podem ser usados em casa. Na rede privada, esses medicamentos podem custar mais de R$ 600 mil por ano. Já o durvalumabe é aplicado por infusão intravenosa em hospitais ou clínicas. Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação das opções fortalece a assistência oncológica. Por meio do AF-Onco, serão ofertados 23 medicamentos oncológicos de alto custo. A iniciativa representa aumento de 35% na oferta de tratamentos na rede pública. A pasta estima que mais de 100 mil pessoas sejam beneficiadas pelo programa. Para o oncologista Rodrigo Nery, os medicamentos orais trazem mais conforto e autonomia. O paciente pode realizar parte do tratamento em casa, reduzindo deslocamentos ao hospital. A facilidade é especialmente importante para pessoas fragilizadas ou que vivem longe dos centros médicos. Nery ressalta, porém, que o tratamento oral não é simples nem livre de efeitos colaterais.

Os pacientes continuam necessitando de acompanhamento médico e exames periódicos. Também podem ser necessários ajustes nas doses durante o tratamento. O durvalumabe estimula o sistema imunológico a combater os tumores. Ele é indicado para pacientes com câncer de pulmão em estágio III que não podem ser operados. O medicamento pode proporcionar ganhos importantes na sobrevida dos pacientes. Na rede privada, seu custo pode superar R$ 640 mil por ano. O tratamento é destinado a pacientes que ainda apresentam possibilidade de cura. Inicialmente, eles recebem radioterapia associada à quimioterapia. Se a doença não evoluir, passam a utilizar o durvalumabe por até um ano. Estudos apontam benefício significativo da imunoterapia na sobrevivência. Cerca de 43% dos pacientes tratados com durvalumabe estavam vivos após cinco anos. Entre os que não receberam a imunoterapia, o índice foi de aproximadamente 33%. A inclusão dos medicamentos no SUS amplia o acesso a terapias modernas e de alto custo. 

SUPREMA CORTE AUTORIZA CONSTRUÇÃO DE SALÃO DE FESTAS NA CASA BRANCA


A Suprema Corte dos Estados Unidos permitiu ontem, 31, que o governo Donald Trump continue a construção de seu salão de festas na Casa Branca. 
Por 5 votos a 4, os ministros suspenderam decisão de instância inferior que havia paralisado parte das obras. O projeto, avaliado em US$ 400 milhões, é contestado por uma organização de preservação histórica. Cinco dos seis ministros conservadores apoiaram o governo, alegando falta de legitimidade jurídica da entidade autora. Também afirmaram que a paralisação poderia causar “danos irreparáveis” ao governo, citando questões de segurança nacional. O presidente da Suprema Corte, John Roberts, foi o único conservador a votar contra a decisão. Ele foi acompanhado pelos três ministros liberais da Corte. Roberts considerou a construção “provavelmente ilegal” por não haver autorização expressa do Congresso. Segundo ele, o salão está sendo erguido em área de parque federal no Distrito de Colúmbia. O Congresso teria autoridade constitucional sobre propriedades federais e a capital americana. A disputa judicial começou após o governo demolir a ala leste da Casa Branca e iniciar as obras. O salão terá 8.360 metros quadrados e, segundo Trump, será o maior do tipo já construído. O projeto inclui uma estrutura acima do solo e um amplo complexo subterrâneo. Trump afirma que haverá abrigos antibombas, instalações médicas e sistemas contra drones e mísseis.

O Departamento de Justiça classificou a obra como necessária à segurança nacional. A justificativa inclui ameaças recentes e tentativas de assassinato contra o presidente. Em 7 de agosto, um tribunal de apelações havia mantido a suspensão das obras acima do solo. Na ocasião, os magistrados afirmaram que o presidente é “inquilino temporário” da Casa Branca.
Também disseram que mudanças fundamentais no prédio dependem da aprovação do Congresso. A decisão permitia, porém, a continuidade das obras subterrâneas e medidas de segurança. O tribunal ressaltou que alegações de segurança nacional não autorizam automaticamente o descumprimento da lei. Segundo o governo, o projeto da ala leste está 65% concluído. Trump chamou a decisão anterior de “horrenda” e politicamente motivada. Ele afirmou que a paralisação deixaria autoridades e visitantes expostos a ataques. A organização de preservação histórica sustenta que o Executivo não tem autoridade unilateral para construir o salão. O grupo pede que a obra seja interrompida até que o Congresso autorize o projeto. A iniciativa faz parte dos planos de Trump para remodelar a paisagem de Washington. Entre eles estão um arco de 76 metros e mudanças no Kennedy Center. A ala leste demolida abrigava escritórios da primeira-dama e um cinema. A Suprema Corte, de maioria conservadora, tem decidido frequentemente a favor de Trump em seu segundo mandato. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 1º/09/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Davi Alcolumbre indica Rodrigo Pacheco para vaga no TCU

Nome pode ser votado no Plenário do Senado nesta quarta-feira (2/9)

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Ascensão de Cury já preocupa rivais na busca por furar a polarização, que contestam disparada do escritor nas redes

Candidato do Avante ao Planalto ganhou quase 2,5 milhões de seguidores em uma semana

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Cury inunda redes sociais com influenciadores, dispara em pesquisa e levanta suspeita entre adversários

Candidato do Avante alcança 11% em levantamento BTG/Nexus e ganha 2,5 milhões de seguidores no Instagram em duas semanas Campanhas rivais desconfiam de pagamento irregular de propaganda na internet, o que a equipe de Cury nega

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Mercado prevê redução da inflação e do PIB de 2026

Analistas mantém projeção da Selic em 13,75% e dólar a R$ 5,20

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Carbono neutro: como serão compensadas emissões de gases de efeito estufa gerados pela Expointer

Pela primeira vez, feira contará com a neutralização de emissões para reduzir impacto ambiental

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Preços da energia impulsionam subida da inflação europeia para 3,3% e Portugal supera a média

No país, a taxa de inflação acelerou para 3,6% em agosto, mais 0,5 pontos percentuais face a julho, de acordo com a estimativa rápida do Eurostat.

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

RADAR JUDICIAL


EUA ATACAM IRÃ, EM HORMUZ

Os Estados Unidos atacaram ontem, 30, dois lançadores iranianos na ilha de Larak, no estreito de Hormuz. Segundo uma autoridade americana, forças da Guarda Revolucionária preparavam foguetes para transportar minas marítimas ao estreito. A agência iraniana Tasnim afirmou que o ataque foi realizado por drones. A Guarda Revolucionária informou que soldados e civis foram mortos e feridos, sem divulgar o número de vítimas. A unidade prometeu responder à ofensiva e punir os responsáveis. Segundo a agência Fars, os EUA pagarão pelo ataque nas frentes econômica e militar. Foi o primeiro ataque americano conhecido contra o Irã desde o fim de julho. Na semana passada, Donald Trump afirmou que todas as minas haviam sido retiradas ou detonadas. Trump também advertiu que embarcações que instalassem novas minas seriam destruídas. EUA e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro, provocando retaliações contra Israel e países do Golfo. O conflito já dura mais de seis meses, deixando milhares de mortos e milhões de deslocados. A guerra bloqueou o estreito de Hormuz, por onde passava cerca de um quinto do petróleo mundial. 


ENCHENTES NO HIMALAIA: 919 MORTOS

Equipes de resgate do Nepal intensificaram nesta segunda-feira (31) as buscas por trabalhadores presos em túneis de projetos hidrelétricos atingidos por enchentes no Himalaia. Socorristas da China e da Índia foram mobilizados para auxiliar na operação. Segundo as autoridades, 933 trabalhadores estão presos nos túneis, sem informações sobre quantos estão vivos. O desastre já deixou ao menos 919 mortos e 4.793 desaparecidos no Nepal e na China. A Cruz Vermelha estima que mais de 90 mil pessoas foram afetadas pelas enchentes. Os trabalhos concentram-se nos distritos nepaleses de Rasuwa e Nuwakot, onde 11 hidrelétricas foram bloqueadas. Equipes utilizam escavadeiras, explosões controladas e equipamentos para retirar água, lama e pedras. Três corpos foram encontrados após a entrada dos socorristas em dois túneis. O Exército do Nepal afirmou que grandes volumes de detritos dificultam o acesso às áreas soterradas. O primeiro-ministro Balendra Shah classificou o episódio como um desastre natural sem precedentes. Cientistas apontam que o aquecimento global e o derretimento do gelo podem ter contribuído para a instabilidade das montanhas. Especialistas alertam que o aumento das temperaturas pode tornar desabamentos e enxurradas mais frequentes e graves.


JUIZ ORIENTA PARTE SOBRE RECURSO

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) puniu com censura o juiz Jailson Shizue Suassuna. O magistrado orientou um prefeito sobre como recorrer de uma decisão de cassação. Suassuna havia cassado, em 2017, o mandato do então prefeito de Bananeiras (PB), Douglas Lucena. No dia seguinte à sentença, os dois conversaram por telefone durante 39 minutos. Na ligação, o juiz apontou fragilidades da própria decisão que poderiam favorecer o recurso. Para o CNJ, a conduta violou os deveres de imparcialidade e equidistância do julgador. O caso já havia sido analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). O tribunal considerou a atitude imprópria, mas absolveu o magistrado por falta de má-fé. A decisão também apontou ausência de crime, favorecimento pessoal ou perseguição. O CNJ, porém, revisou o entendimento e considerou a punição disciplinar necessária. O relator afirmou que a conversa ultrapassou qualquer tentativa de esclarecimento institucional. Segundo o Conselho, juiz não pode orientar uma parte sobre recursos contra sua própria sentença.


TRUMP MENTE

Donald Trump afirmou que a ilha iraniana de Kharg estaria sendo reduzida a escombros. A declaração foi publicada na Truth Social, acompanhada de um vídeo gerado por inteligência artificial. Não há evidências de que a ilha estivesse sob ataque, segundo a Reuters. Casa Branca e Departamento de Defesa dos EUA não comentaram imediatamente. Kharg tem cerca de 8 km e fica a 24 km da costa iraniana. A ilha é estratégica para o setor energético do Irã. Cerca de 90% das exportações de petróleo iraniano passam por Kharg. O presidente da Companhia Nacional Iraniana de Petróleo negou qualquer ataque. Hamid Bovard afirmou que as operações petrolíferas seguem normalmente. Segundo ele, a situação na ilha está calma e sob controle. Um ataque a Kharg poderia afetar gravemente as exportações e a economia iranianas. Enquanto isso, os EUA planejam ampliar sanções financeiras contra Teerã.


MINISTRO RENUNCIA NO TCU

O ministro do TCU Bruno Dantas comunicou nesta segunda-feira (31) sua renúncia "em caráter irretratável" ao cargo. Ex-presidente do tribunal, afirmou que a decisão é pessoal, voluntária e amadurecida nos últimos meses. A saída deverá produzir efeitos a partir de 9 de setembro de 2026. O substituto será indicado pelo Congresso Nacional e o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) é o nome escolhido. Pacheco conta com o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Alcolumbre já havia defendido seu nome para uma vaga no STF, mas Lula indicou Jorge Messias. A vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo continua aberta após a derrota do governo no Senado. Dantas, de 48 anos, pretende abrir uma empresa voltada à estruturação de projetos de investimentos. Ele também pediu à OAB a reativação de sua carteira para voltar a exercer a advocacia. O ex-ministro negocia com o escritório nova-iorquino White & Case e atuará em compliance, gestão de crise e reputação. Seu nome também é cotado para comandar a Avibrás, recém-adquirida pelos irmãos Batista, da J&F. Em nota, Dantas afirmou encerrar quase três décadas de serviço público em busca de novos desafios profissionais.


MONFORTE, PRIMEIRO EDITOR-CHEFE DO BOM DIA BRASIL, MORRE

O jornalista Carlos Monforte, primeiro editor-chefe e apresentador do Bom Dia, Brasil, morreu nesta segunda-feira (31), aos 77 anos. A informação foi confirmada pela família à TV Globo, onde trabalhou por 36 anos. A causa da morte não foi divulgada; segundo O Globo, ele tratava um câncer. Nascido em Santos (SP), Monforte iniciou a carreira como repórter de A Tribuna. Formou-se em jornalismo em 1972 e também trabalhou em O Estado de S. Paulo. Entrou na Globo em 1978, participando de grandes coberturas, como as greves do ABC paulista. Em 1982, tornou-se editor-chefe e apresentador do Bom Dia, São Paulo. Em 1983, assumiu os mesmos cargos no recém-criado Bom Dia, Brasil, onde ficou por nove anos. Um dos momentos marcantes foi a entrevista com Rubens Ricupero durante o início do Plano Real, em 1994. Na ocasião, uma conversa captada por antenas parabólicas revelou declarações polêmicas do então ministro da Fazenda. Monforte também trabalhou na GloboNews, no Jornal Hoje e como coordenador da emissora em Brasília. Ele deixou a Globo em 2016, após décadas de atuação no jornalismo televisivo brasileiro.

Salvador, 31 de agosto de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

COBRANÇAS JUDICIAIS DE DÍVIDAS


As cobranças judiciais de dívidas privadas atingiram recorde em 2025, segundo dados do CNJ levantados pelo g1. 
Foram 1.239.537 novos processos de execução de títulos extrajudiciais não fiscais, alta de cerca de 60% desde 2020. O avanço ocorre em meio ao endividamento recorde das famílias brasileiras. Em março de 2026, 80,4% das famílias estavam endividadas, segundo a CNC. Entre janeiro e março de 2026, foram registrados mais 295.541 processos. As execuções envolvem consumidores e empresas e incluem empréstimos, financiamentos, aluguéis, cheques e duplicatas. Especialistas afirmam que a cobrança judicial geralmente ocorre depois que outras tentativas de recebimento fracassam. Para a juíza Káren Bertoncello, falta no Brasil uma cultura consolidada de renegociação extrajudicial. Feirões e acordos isolados podem resolver uma dívida, mas não necessariamente o conjunto das obrigações do consumidor. No Rio Grande do Sul, o TJRS mantém um projeto para tratar casos de superendividamento. A iniciativa busca reunir credores e consumidores para estabelecer acordos compatíveis com a renda. O projeto já soma 31.075 processos, com 6.273 acordos homologados. Programas como o Desenrola Brasil também tentam facilitar a renegociação de dívidas. Em 2026, o governo regulamentou o uso de parte do FGTS como garantia no consignado para trabalhadores CLT. 

Especialistas alertam que renegociar não resolve o problema se houver nova concessão excessiva de crédito. A juíza aponta o excesso de crédito como um dos principais fatores do superendividamento. A Lei do Superendividamento determina que bancos avaliem a capacidade de pagamento antes de conceder crédito. Dados do Banco Central mostram que as famílias comprometem quase 30% da renda mensal com dívidas. O endividamento total chegou a 50% da renda acumulada em 12 meses. Endividamento, porém, não significa necessariamente inadimplência: a dívida pode estar sendo paga em dia. As bets também preocupam especialistas, pois alguns consumidores fazem empréstimos para continuar apostando. Segundo a juíza, isso pode levar a uma espiral financeira difícil de interromper. Entre as empresas, juros altos e spreads bancários dificultam a recuperação financeira. Produtores rurais também aparecem com destaque nos índices de insolvência. Crises climáticas, guerras e crédito caro agravaram a situação de muitos produtores. Dados da ABJ mostram que processos de falência em São Paulo levam, em média, mais de 16 anos. Os credores recebem de volta apenas 6,1% do valor originalmente devido. A Lei 14.181/2021 criou mecanismos para prevenir e tratar o superendividamento dos consumidores. A legislação permite a renegociação conjunta das dívidas, preservando despesas básicas como moradia, alimentação e saúde. O levantamento do g1 analisou dados do CNJ entre 2020 e 2025 e números parciais de 2026, sem incluir execuções fiscais. 

CEIA ATUA NO AGRONEGÓCIO, SAÚDE, EDUCAÇÃO, ENERGIA E INDÚSTRIA


O Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia), da UFG, receberá R$ 78 milhões até 2031. 
Desse total, R$ 40 milhões serão usados na construção de um AI Data Center. Também será criado um laboratório para desenvolvimento de veículos autônomos. Criado em 2019, o Ceia já captou mais de R$ 500 milhões em projetos e parcerias. A instituição reúne mais de mil pesquisadores e já executou mais de 300 projetos. Suas soluções foram contratadas por 94 empresas e alcançaram mais de 152 milhões de brasileiros. A expansão ocorre diante do crescimento dos investimentos em infraestrutura de IA no Brasil. Para a diretora-executiva Telma Woerle de Lima Soares, o país deve aproveitar esse movimento. Ela defende que o Brasil desenvolva tecnologia própria, evitando tornar-se apenas fornecedor de commodities. Segundo a pesquisadora, data centers precisam vir acompanhados de formação profissional. Também devem promover transferência de tecnologia e produção de soluções nacionais. Para ela, a verdadeira manufatura dos data centers é a própria tecnologia desenvolvida. O Ceia atua em áreas como agronegócio, saúde, educação, energia e indústria.
Também desenvolve projetos de mobilidade e serviços digitais. Uma plataforma de licitações automatiza a identificação e o acompanhamento de editais públicos.

Em 2024, o sistema processou cerca de 1,3 bilhão de editais. A tecnologia reduziu em 60% o tempo operacional e em 27% a necessidade de equipes. Na mobilidade, o centro desenvolve tecnologias para veículos autônomos adaptados ao Brasil. Na saúde, utiliza IA para identificar anomalias em exames de vídeo. A ferramenta também auxilia na detecção precoce de doenças colorretais. Outra tecnologia estima custos de reparos de veículos a partir de imagens. A iniciativa recebeu o Prêmio Embrapii de tecnologia mais inovadora da indústria brasileira. Em vez de criar grandes modelos próprios, o Ceia prioriza modelos de código aberto. Entre eles estão LLaMA, DeepSeek e Mistral, escolhidos conforme cada aplicação. Segundo Telma, treinar um modelo próprio de grande escala exigiria investimentos bilionários. A infraestrutura necessária ainda não seria viável no curto prazo. A procura por projetos de IA aumentou com o avanço da inteligência artificial generativa. Empresas, porém, enfrentam dificuldades para organizar e preparar seus próprios dados. O Ceia mantém infraestrutura de armazenamento e adota medidas de segurança e conformidade com a LGPD. Para Telma, soluções adaptadas à realidade brasileira também podem ampliar a atuação tecnológica do país no exterior. 

TRUMP CONDUZ A GUERRA DO IRÃ COM BRAVATAS E IMPROVISAÇÕES


Trump publicou uma imagem com a frase “Missão cumprida”, comparando sua guerra no Irã à intervenção de George W. Bush no Iraque. 
Mas, seis meses após o início do conflito, a guerra está longe de terminar e se transformou em um atoleiro. O conflito não tem objetivos claros, estratégia evidente nem previsão de encerramento. Trump chegou ao poder criticando as “guerras eternas” de Bush, mas acabou criando sua própria versão delas. O presidente está preso entre a continuidade dos combates e a busca por uma paz que ainda não conseguiu alcançar. Ele evita retomar bombardeios em grande escala, mas também não obteve um acordo satisfatório com Teerã. Sem uma vitória concreta, enfrenta custos políticos e econômicos dentro dos Estados Unidos. A guerra também se prolonga muito além das quatro a seis semanas inicialmente previstas por Trump. Enquanto isso, os dois lados testam a resistência um do outro, sem avanço decisivo. Trump afirma não ter pressa e rejeita, por enquanto, novas negociações com o Irã. Segundo ele, o estreito de Hormuz estaria aberto e permitindo a saída de grandes volumes de petróleo. Na prática, porém, a passagem continua instável, com tráfego muito inferior ao registrado antes da guerra. A situação mantém os mercados internacionais de petróleo sob tensão. O conflito matou o líder supremo iraniano, mas ele foi substituído pelo filho e o regime permanece no poder.

O programa nuclear iraniano foi danificado, mas Teerã não aceita abandoná-lo. O ex-diplomata Richard Haass classificou a guerra como um “fiasco” e questionou seus resultados. Para ele, não há evidências de que os Estados Unidos estejam em situação melhor após o conflito. Apoiadores de Trump, porém, pedem paciência e dizem que o Irã foi profundamente enfraquecido. Mark Dubowitz afirma que a República Islâmica nunca esteve tão fraca em seus 47 anos de existência. Ele acredita que a pressão militar e econômica poderá obrigar Teerã a negociar. Outros analistas criticam Trump por conduzir o conflito de forma improvisada e baseada em bravatas. Steven Cook avalia que os EUA poderiam vencer apesar dos erros do presidente, graças à sua superioridade militar. Já Victor Davis Hanson defende uma estratégia de pressão contínua até que o Irã ceda. A maioria dos objetivos anunciados por Trump no início da guerra ainda não foi alcançada. O Irã continua capaz de atacar bases e aliados americanos na região. A prometida libertação do povo iraniano também não aconteceu. A influência iraniana sobre grupos aliados diminuiu, mas não foi eliminada. Seu programa nuclear sofreu danos, mas pode ser reconstruído, segundo analistas. Para Haass, paradoxalmente, as guerras do Iraque e do Irã acabaram fortalecendo estrategicamente Teerã. Apesar das declarações de Trump de que já venceu, a guerra continua sem solução e sua “missão cumprida” permanece contestada. 

GOVERNO ARGENTINO RESISTE EM AJUDAR ENDIVIDADOS


Eliana Yaynes e Iván Venencio se conheceram em uma rádio argentina ao falar sobre dívidas. 
Mais de 20 milhões de argentinos estão endividados e cerca de 6 milhões estão inadimplentes. O país tem pouco mais de 46 milhões de habitantes, segundo dados oficiais e consultorias. Em 20 de agosto, ocorreu em Buenos Aires a primeira marcha de cidadãos endividados. Os manifestantes pediram mecanismos para refinanciar dívidas e criticaram a falta de intervenção. O governo de Javier Milei considera o problema uma questão entre entes privados. Milei atribuiu parte do endividamento ao consumo de televisores durante a Copa do Mundo. Para ele, ninguém obrigou os argentinos a contrair empréstimos. Yaynes, que apoiou Milei, considera essa explicação triste e degradante. Ela e o marido atualmente pagam quatro empréstimos e acumulam uma dívida milionária. Venencio conta que problemas familiares, perda de renda e despesas inesperadas agravaram a situação. A morte do sogro e a perda de uma gravidez da esposa aumentaram as dificuldades. Depois, o carro usado por Venencio para trabalhar como motorista de aplicativo pegou fogo. O seguro cobriu apenas metade do prejuízo, obrigando-o a contrair novas dívidas. Sua renda como motorista também caiu com o aumento do número de trabalhadores no setor. Em novembro, Venencio entrou em depressão e, posteriormente, o casal ficou sem trabalho. Hoje, ele dirige entre dez e 12 horas por dia para sustentar a família. Mesmo assim, os juros fizeram com que as dívidas se tornassem praticamente impagáveis.

O economista Hernán Letcher afirma que os seis milhões em atraso são o dado mais preocupante. Cerca de 3,5 milhões dessas pessoas possuem dívidas consideradas tecnicamente irrecuperáveis. Segundo ele, aproximadamente 90% dos atrasos de cartões envolvem compras de supermercado. A queda da renda familiar teria sido compensada pelo uso crescente do crédito. Enquanto salários subiram cerca de 300%, transportes e serviços tiveram aumentos muito maiores. Eliana Yaynes também enfrentou dificuldades após perder o emprego e reduzir a renda familiar. O casal passou a usar cartões e carteiras digitais para financiar despesas básicas. O parcelamento, porém, transformou pequenas prestações em uma grande bola de neve. Em janeiro, Yaynes foi diagnosticada com câncer de mama e estava sem plano de saúde privado. Movimentos de endividados defendem uma emergência nacional de crédito e controle dos juros. As fintechs facilitaram o acesso rápido ao crédito, especialmente para trabalhadores informais. Quando o crédito bancário acaba, muitos recorrem a carteiras digitais, familiares ou agiotas. Especialistas alertam que as cobranças de agiotas podem envolver violência e ameaças. As taxas de juros também são apontadas como um dos principais obstáculos para quitar as dívidas. O governo, porém, mantém a posição de que o endividamento é uma questão entre entes privados. 

LÍDERES IRANIANOS RECONHECEM IMPACTO ECONÔMICO COM A GUERRA


Os líderes iranianos reconhecem o forte impacto econômico da guerra com os Estados Unidos.
O líder supremo do Irã pediu ao governo medidas para enfrentar as dificuldades econômicas. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o comércio exterior caiu cerca de um terço. Segundo ele, a redução ocorreu devido às sanções e ao bloqueio norte-americanos. Apesar das perdas, Teerã não sinalizou recuo no sábado (29). O governo prometeu resistir à pressão dos EUA e buscar uma solução diplomática. Também pretende manter o que afirma ser o controle sobre o Estreito de Hormuz. A passagem estratégica dá ao Irã influência sobre os mercados globais de energia. O governo iraniano classificou as dificuldades econômicas como prioridade central. Entre as medidas estão o combate à inflação e a administração dos mercados. Também estão previstas ações para gerar empregos e estimular a produção nacional. Teerã pretende ainda reduzir gradualmente a dependência do dólar. Seis meses após o início da guerra por EUA e Israel, as negociações seguem paralisadas.
O governo de Donald Trump intensificou a pressão financeira contra o Irã. Washington chegou a ameaçar novos países com sanções secundárias. A medida poderia afetar parceiros comerciais iranianos e a economia global. China e Índia estão entre os principais parceiros comerciais do Irã. As sanções ampliaram os efeitos da guerra sobre a economia iraniana.

A inflação anual do país chegou a 66% no mês passado. O líder supremo Mojtaba Khamenei pediu atenção aos problemas econômicos e sociais. Ele citou inflação, desemprego, preços e dificuldades no mercado de bens e serviços. Khamenei não é visto em público desde que ficou ferido no ataque de 28 de fevereiro. O ataque matou seu pai, o ex-líder supremo Ali Khamenei. Pezeshkian afirmou que exportações e importações caíram quase 35%. A queda teria sido provocada pelas sanções e pelo bloqueio dos portos iranianos. Apesar disso, o Irã conseguiu vender cerca de 90 milhões de barris de petróleo. As vendas ocorreram durante um breve acordo firmado com os EUA em junho. Naquele período, Washington permitiu temporariamente as exportações de petróleo iraniano. Pezeshkian defendeu depois a retomada do memorando provisório. O acordo, assinado em 17 de junho, fracassou rapidamente por divergências. O principal impasse envolveu as condições relacionadas ao Estreito de Hormuz. Para o presidente iraniano, a retomada do acordo poderia aliviar as sanções e recuperar benefícios. 

BUDISMO BUSCA SERENIDADE, AUTOCONHECIMENTO PARA ENCARAR A VIDA


O caos do presente, as marcas do passado e a ansiedade pelo futuro são desafios contemporâneos. Nesse cenário, o budismo atrai pessoas em busca de serenidade, autoconhecimento e uma forma mais realista de encarar a vida. No Templo Shin Budista Terra Pura de Brasília, o monge Keizo Doi acompanha o crescente interesse pela filosofia budista. Para ele, muitos procuram novas formas de espiritualidade e uma visão diferente daquelas oferecidas pelas religiões tradicionais. Segundo Doi, o sofrimento humano, chamado de dukkha, nasce do conflito entre nossas expectativas e a natureza impermanente da vida. A busca constante pela satisfação de desejos, explica, não produz felicidade duradoura. O budismo propõe compreender as causas do sofrimento e romper o ciclo de ilusões, conhecido como samsara. A libertação desse ciclo, chamada moksha, é apresentada como um dos objetivos da prática espiritual. Entre os praticantes, José Aguilera encontrou no budismo uma forma de compreender melhor os limites humanos, a impermanência e o desapego. Para ele, a prática não elimina as dificuldades, mas ajuda a enfrentá-las com maior consciência. O policial Lucas de Alencar Oliveira aproximou-se do budismo durante uma fase de mudanças pessoais e profissionais. A recitação do nome do Buda Amida tornou-se um lembrete para controlar sentimentos como raiva, ignorância e apego. A atenção ao presente também ganhou importância. Lucas procura evitar preocupações com situações futuras que talvez nunca aconteçam. O crescimento do budismo no Brasil ultrapassa o campo religioso e alcança áreas como a psicologia. 

O especialista Rafael Alberto Moore destaca que desapego, aceitação e meditação são utilizados em terapias para estimular maior presença e regulação emocional. A aposentada Graça Monteiro, frequentadora do templo desde 2013, afirma que aprendeu a lidar melhor com aquilo que não pode controlar. Para ela, viver o “aqui e agora” significa concentrar-se plenamente na atividade realizada. Ela também critica a transformação de conceitos budistas em produtos do mercado de bem-estar, fenômeno que chama de “wellness washing”. A professora Aline Thomé considera natural a expansão do mindfulness e do chamado budismo secular em sociedades urbanas e aceleradas. Brasília, por seu caráter cosmopolita, tornou-se terreno favorável à presença dessa filosofia. O budismo possui diferentes vertentes, como Theravada, Mahayana e Vajrayana, espalhadas por diferentes regiões da Ásia. Para a psicóloga Jessica Jorge Carvalho, a ideia de impermanência foi importante para enfrentar momentos difíceis. Após o diagnóstico de câncer de mama, ela encontrou na filosofia uma forma de compreender que o sofrimento não é permanente. Em remissão, Jessica também destaca a interdependência entre as pessoas e a necessidade de combater injustiças e intolerâncias. Para Keizo Doi, budismo é religião e filosofia. Mais importante que essa classificação, porém, são os ensinamentos aplicados à vida cotidiana. A tradição Shin Budista da Terra Pura valoriza a simplicidade e a recitação do nome do Buda. O objetivo é atravessar as dificuldades humanas e alcançar o nirvana, estado associado à tranquilidade. Ao lidar com os percalços da vida, a filosofia budista convida cada pessoa a observar suas próprias ações e responsabilidades. Assim, o budismo apresenta o sofrimento como parte da existência, mas também aponta caminhos para a felicidade. Durante agosto, o templo realizou sua tradicional quermesse, reunindo fiéis e visitantes em atividades culturais, comidas típicas e momentos de convivência. O evento termina neste domingo, das 16h às 22h, no Templo Shin Budista da Terra Pura, na 315/316 Sul. 

MINISTRO RESTRINGE EFEITOS DE COBRANÇAS DO SINDICATO DOS MAGISTRADOS


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), restringiu os efeitos de cobranças aprovadas pelo Sindicato dos Magistrados do Brasil (SINDMAGIS). 
A decisão foi assinada ontem, 29/, antes de assembleia da entidade. Gilmar determinou que contribuições assistenciais ou equivalentes só atinjam magistrados que tenham aderido expressamente ao sindicato. Com isso, juízes não sindicalizados ficam protegidos de eventuais cobranças. Na decisão, o ministro também levantou dúvidas sobre a própria organização sindical de magistrados. Segundo Gilmar, existem “sérias dúvidas” sobre a compatibilidade do regime constitucional da magistratura com sindicatos. A questão deverá ser analisada pelo STF no julgamento do mérito da ação. O processo foi apresentado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e outras entidades. As associações questionam o registro sindical concedido pelo Ministério do Trabalho em janeiro deste ano. Elas argumentam que magistrados são agentes políticos e membros de um Poder. Por isso, estariam submetidos a um regime constitucional próprio. A decisão ocorre antes da Assembleia Geral Extraordinária do SINDMAGIS, marcada para 5 de setembro. Entre os temas previstos está a criação de uma contribuição assistencial. A cobrança poderia alcançar filiados e não filiados. Para Gilmar, a proximidade da assembleia representa risco de efeitos nacionais antes da decisão definitiva do STF.

O sindicato citou o Tema 935 do STF como fundamento para a cobrança. Esse entendimento admite contribuição assistencial de trabalhadores não sindicalizados, com direito de oposição.
Gilmar, porém, afirmou que o precedente trata de relações coletivas de trabalho. Ele destacou que esse modelo pode não ser compatível com o regime jurídico da magistratura. Por isso, apontou dúvidas sobre a validade da contribuição no caso dos juízes. A liminar não suspende o funcionamento do SINDMAGIS. Também não impede magistrados de aderirem voluntariamente à entidade. Gilmar afirmou que a decisão não define a regularidade do registro sindical. Tampouco determina, de forma definitiva, se magistrados podem se organizar sindicalmente. Os réus deverão apresentar contestação no prazo de 30 dias. A decisão ainda será submetida a referendo do Supremo Tribunal Federal.