DEPUTADOS QUESTIONAM SIGILO DOS INQUÉRITOS DO DARK HORSE
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quinta-feira, 3 de setembro de 2026
RADAR JUDICIAL
DEPUTADOS QUESTIONAM SIGILO DOS INQUÉRITOS DO DARK HORSE
DRONES COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Um drone russo equipado com inteligência artificial matou três civis em Zaporíjia, no sudeste da Ucrânia, em 6 de julho. Entre as vítimas estava Tetiana Bubinets, 19, estudante universitária. Segundo especialistas, militares ucranianos e investigadores forenses, o drone selecionava alvos sem intervenção humana. O aparelho havia sido programado para seguir até um posto de gasolina, mas escolheu sozinho o alvo exato. Provavelmente, identificou tanques de propano por meio de seu sistema de reconhecimento de imagens. O episódio é apontado como um possível marco no uso de armas autônomas na guerra da Ucrânia. Para o coronel Serhii Minaiev, comandante da defesa aérea local, a tecnologia representa um risco mundial. Ele teme um futuro em que máquinas tomem decisões de vida ou morte sem controle humano. Nos destroços, autoridades encontraram minicomputadores Jetson Orin, fabricados pela Nvidia. A empresa confirmou que os módulos identificados nas armas eram de sua fabricação. A ausência de antenas e a presença dos computadores reforçaram a hipótese de autonomia. Sistemas de IA podem ser treinados para reconhecer objetos, pessoas e estruturas específicas. Drones autônomos usam câmeras para identificar e atacar alvos sem depender de pilotos. Especialistas alertam, porém, para o risco de erros e violações das leis internacionais da guerra. Sem intervenção humana, uma máquina pode ter dificuldade para distinguir civis de combatentes.
ESTUDOS PARA USO DO PIX NA EUROPA
O Banco Central brasileiro negocia interligar o Pix ao TIPS, plataforma de pagamentos instantâneos da Europa. As tratativas ainda são preliminares e estão previstas no cronograma do Banco Central Europeu (BCE). Essa etapa inclui análises jurídicas, técnicas, de segurança e operacionais, com conclusão prevista para setembro. O BCE confirmou as conversas e afirmou que avalia uma possível interligação entre TIPS e Pix, mas o Banco Central brasileiro não comentou sobre o assunto. Todavia, técnicos apontam a integração que já foi discutida internamente pelas equipes responsáveis pelo sistema de pagamentos. O tema ganhou importância após o Pix se tornar alvo do governo Donald Trump e entrar em disputa internacional. Para Thiago Cavalcanti, da Associação Nacional dos Auditores do BC, a iniciativa reforça a importância da autonomia institucional. Com a integração, brasileiros poderiam usar o Pix para pagar em euros em lojas e supermercados europeus. A operação poderia ocorrer por QR Code, com conversão instantânea de reais para euros. Os custos da transação deverão ser transparentes e a taxa de câmbio, a menor possível. Nove áreas do Banco Central foram mobilizadas para avaliar a compatibilidade dos sistemas e definir regras de governança. Se as negociações avançarem, um piloto operacional poderá ser lançado em junho de 2028. Um comitê do BC deverá visitar o BCE em outubro para tratar do projeto. A expectativa é de que um anúncio sobre o avanço das negociações ocorra ainda em setembro.
VORCARO BANCOU "TODOS OS VOOS" DO DEPUTADO MINEIRO NIKOLAS
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou ter bancado “todos os voos” do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), segundo mensagens trocadas com o empresário Flávio Carneiro em abril de 2024. Na conversa, Vorcaro também ameaçou expor o parlamentar. As mensagens foram reveladas nesta quinta-feira (3/9) pelo ICL Notícias, mas não esclarecem quantos voos foram pagos nem o período a que Vorcaro se referia. O conteúdo surgiu durante investigações da Polícia Federal sobre as relações do banqueiro com Carneiro, apontado como possível sócio oculto. No segundo turno das eleições de 2022, Nikolas utilizou por cerca de dez dias um jato de Vorcaro para participar de ações de campanha em apoio a Jair Bolsonaro. A agenda passou por nove estados e pelo Distrito Federal. Nikolas afirmou, à época, que desconhecia o proprietário do avião e só depois soube que a aeronave pertencia a Vorcaro. Seu advogado classificou os questionamentos como “ridículos” e negou que o deputado tivesse apagado publicações sobre o episódio. As mensagens também mostram cobranças de Vorcaro a Nikolas após o deputado criticar a participação de integrantes do governo Lula e ministros do STF, STJ e TSE no Fórum Jurídico Brasil de Ideias, realizado em Londres. Posteriormente, foi revelado que o Banco Master havia financiado o evento. Nikolas passou a questionar nas redes sociais o custeio da viagem de ministros. Preocupado com as publicações, Vorcaro pediu ajuda ao pastor André Valadão, líder da igreja da qual Nikolas é membro, para conversar com o deputado. Dois dias depois, Nikolas voltou a abordar o assunto no X, compartilhando reportagem sobre o patrocínio do Master ao fórum. Vorcaro reclamou novamente com Valadão e afirmou que a publicação o prejudicava.
Após conversar com o deputado, Valadão relatou a Vorcaro que Nikolas não sabia da participação do banco no evento, havia pedido desculpas e demonstrado gratidão ao banqueiro. A equipe de Vorcaro também monitorava as publicações de Nikolas. Em maio de 2024, Carneiro informou que o deputado havia retirado uma postagem e que o episódio estava resolvido entre eles. Em março de 2025, Nikolas voltou a procurar Vorcaro, pedindo ajuda para seu ex-assessor e advogado Thiago Rodrigues de Faria em uma negociação envolvendo um ativo de minério. No mesmo áudio, Nikolas retomou o episódio de Londres, pediu desculpas e afirmou que, se soubesse que o Master havia financiado o evento, teria procurado Vorcaro antes de publicar as críticas. O advogado Thiago Rodrigues de Faria também foi citado em investigação envolvendo uma negociação de lavra de minério e a Gmais Ambiental, empresa apontada pela PF como de fachada. Segundo a investigação, a Gmais teria como verdadeiros donos um delegado da PF e um lobista ligado ao PL mineiro, ambos presos na Operação Rejeito. Faria teria intermediado a negociação de uma lavra minerária com a empresa.
TRUMP NÃO GOVERNA SEM GUERRA E VOLTA A ATACAR O IRÃ
Após o ataque à festa, vídeos divulgados na internet mostraram escombros e pessoas gritando. Um homem acusou os americanos de transformar um casamento em funeral. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, chamou os Estados Unidos de “Satanás”. Já o porta-voz do Comando Central americano, Tim Hawkins, afirmou que as Forças Armadas dos EUA nunca atacam civis. Enquanto isso, o porta-aviões nuclear USS Abraham Lincoln chegou a um porto da Tailândia após 286 dias no mar. Cerca de 5 mil tripulantes terão cinco dias de descanso. Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu visitou Gaza e descartou uma retirada militar. Ele afirmou que Israel controla 60% do território e pretende permanecer na região. Netanyahu disse que o objetivo é desarmar o Hamas e desmilitarizar Gaza. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que o governo planeja realocar palestinos para fora do enclave, aguardando uma decisão dos Estados Unidos.
FACHIN AGUARDA MOMENTO PARA PAUTAR O CASO BOMBA
Novos diálogos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um interlocutor apontado como o ministro Alexandre de Moraes, do STF, ampliaram a crise interna da Corte. As suspeitas contra Moraes podem alterar alianças entre os ministros e criar um impasse sobre como conduzir o caso. O presidente do STF, Edson Fachin, foi aconselhado a aguardar antes de pautar a sessão que discutirá o relatório da Polícia Federal. O julgamento poderá decidir pela abertura de investigação contra Moraes ou pela anulação de atos do ministro André Mendonça, relator do caso Banco Master. Segundo pessoas que acompanham o tribunal, Luiz Fux é o único voto considerado certo em apoio a Mendonça. Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes estariam alinhados a Moraes e contrários aos métodos adotados pelo relator. As dúvidas envolvem Kassio Nunes Marques, Cármen Lúcia e o próprio Fachin, que não têm apoio irrestrito a Mendonça. Os ministros reconhecem a gravidade das mensagens, mas também avaliam o possível impacto institucional de uma crise envolvendo Moraes, que não deverá participar da votação por estar diretamente implicado no caso. Dias Toffoli também ficará de fora, após declarar-se suspeito em processos relacionados ao Banco Master. Com isso, o julgamento deverá ocorrer com apenas oito ministros, já que a Corte está com uma vaga aberta. A ala favorável a Moraes acusa Mendonça de ter determinado providências contra um colega sem autorização prévia do plenário. O grupo compara os métodos do relator aos adotados durante a Operação Lava Jato. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também pediu a anulação do relatório da PF. Segundo Gonet, Mendonça teria usado a Polícia Federal para impor uma investigação que não estaria entre suas atribuições. Gonet é citado nas mensagens investigadas, mas não comentou publicamente as referências feitas a ele.
TRUMP QUER LIMITAR CIDADANIA POR NASCIMENTO, MAS É BARRADO
Uma juíza federal dos Estados Unidos suspendeu ontem, 2, decreto de Donald Trump que restringia novamente a cidadania americana por nascimento. A medida foi uma tentativa de contornar decisão da Suprema Corte, que em junho afirmou que o presidente não pode acabar com esse direito por decreto. A juíza Deborah Boardman, de Maryland, concedeu liminar a pedido de grupos de defesa dos direitos dos imigrantes. Ela já havia impedido anteriormente a aplicação de decreto semelhante do governo Trump. A nova medida, publicada em agosto, estabelecia quatro hipóteses para negar a cidadania por nascimento. Uma delas retirava o direito de filhos de chamados “inimigos estrangeiros”. A regra atingiria filhos de integrantes de organizações consideradas terroristas pelos EUA, incluindo PCC e Comando Vermelho. Outra alteração ampliava a exceção prevista para filhos de diplomatas estrangeiros. Antes, a restrição alcançava apenas filhos de embaixadores. Trump passou a incluir funcionários de embaixadas, consulados e da ONU. O decreto também negava cidadania a filhos de estrangeiros que viajassem aos EUA exclusivamente para dar à luz. A medida incluía ainda crianças nascidas por meio de barriga de aluguel contratada com esse objetivo. Uma quarta hipótese reafirmava que pessoas nascidas em determinados territórios americanos não teriam cidadania automaticamente. A regra dependeria da existência de legislação específica para garantir esse direito.
MENDONÇA ADMITE ENCONTRO COM VORCARO
O ministro do STF André Mendonça admitiu ontem, 2, que recebeu o ex-banqueiro Daniel Vorcaro em março de 2025. A reunião ocorreu de forma reservada, fora da agenda oficial e nas dependências do Instituto Iter, fundado pelo magistrado. A informação foi divulgada pelo site ICL Notícias. Em nota, Mendonça afirmou que recebeu Vorcaro apenas uma vez, por iniciativa do empresário, e que se limitou a ouvi-lo. No mesmo mês, também recebeu o advogado do ex-banqueiro e manteve memoriais entregues durante o encontro. A revelação ocorreu um dia após Mendonça retirar o sigilo de relatório da Polícia Federal sobre o caso Banco Master. O documento detalha a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Segundo o ICL, a aproximação entre Vorcaro e Mendonça teria sido articulada pelo advogado Ciro Rocha Soares e pelo deputado Cezinha de Madureira (PL-SP). Mensagens encontradas no celular de Vorcaro mostram Ciro ao lado de Mendonça. Em um áudio, o advogado afirmou estar “trabalhando” para o banqueiro e disse ter levado o ministro a uma alfaiataria. Em fevereiro de 2025, Ciro relatou ainda que Mendonça queria receber Vorcaro. Segundo o advogado, o ministro já conhecia a situação envolvendo o Banco Central e o Banco Master. Ciro e Cezinha teriam conversado previamente com Mendonça sobre os problemas enfrentados pelo banco. Na nota, Mendonça afirmou que Vorcaro buscava interlocução com outros ministros do STF. O objetivo seria tratar de precatórios de interesse do Banco Master.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 3/9/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Fachin promete "medidas cabíveis" sobre crise no Supremo
Presidente da Corte diz que anunciará providências nos próximos dias. Protagonistas do imbróglio, Moraes e Mendonça sentam lado a lado na sessão e não comentam o caso. Demais ministros também mantêm silêncio
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Dark Horse: PGR fecha delação com empresário que fez pagamentos a fundo de advogado de Eduardo Bolsonaro
Antonio Carlos Freixo Júnior confirmou a investigadores pagamentos feitos ao fundo Havengate
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Ministros do STF vivem impasse sobre elo Moraes-Vorcaro, e decisão inédita desafia alianças internas
Fachin é aconselhado a deixar temperatura baixar e não pautar de imediato relatório da PF solicitado por Mendonça Magistrados avaliam que fatos são graves, mas não ignoram que relator do Master possa ter atropelado os ritos formais
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Fachin reage após suposto envolvimento de Moraes no caso Vorcaro
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Alcolumbre sai em defesa de Moraes e cita envolvimento de Flávio Bolsonaro com Vorcaro
Presidente do Senado se manifesta sobre cobranças para abrir impeachment de ministro do STF
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
O ponto da situação um ano após o descarrilamento do elevador da Glória
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
RADAR JUDICIAL
NEGADO PEDIDO DE IMPEACHMENT DE MORAES
Empresas como a Waymo são vistas como potenciais ameaças à liderança da Uber no mercado americano. O CEO Dara Khosrowshahi comunicou as mudanças em mensagem interna aos funcionários. Segundo ele, o crescimento dos últimos anos aumentou a complexidade e a fragmentação da estrutura da empresa. A Uber pretende concentrar equipes em polos estratégicos e reduzir drasticamente o trabalho remoto. Khosrowshahi afirmou que a economia obtida será reinvestida em inovação, crescimento e mobilidade autônoma.
CNJ PUNE DESEMBARGADOR APOSENTADO
HOMENS ARMADOS INVADEM ITABORAÍ PARA OBRIGAR MORADORES A CONTRATAR INTERNET CLANDESTINA
Três homens foram presos ontem, 1º, em Itaboraí, na região metropolitana do Rio, suspeitos de integrar um grupo armado que invadiu um condomínio para obrigar moradores a contratar internet clandestina. A invasão ocorreu na madrugada de segunda-feira (31), no bairro Outeiro das Pedras. Imagens de segurança registraram cinco criminosos armados com fuzis arrombando os portões por volta das 3h. Os invasores arrancaram cabos de internet da portaria e atiraram contra câmeras e fiações. Um deles ameaçou o porteiro e disse que destruiria o local caso uma provedora legalizada continuasse atendendo os moradores. Segundo a Polícia Militar, o grupo agia a mando de traficantes para impor o serviço clandestino oferecido pela facção. Um dos suspeitos teria vindo da Rocinha para participar da ação. Um Fiat Palio prata usado pelo grupo foi apreendido. O motorista, de 44 anos, apontado como sexto envolvido, também foi preso. Após a invasão, moradores acionaram o 35º BPM, que reforçou o policiamento na região. A perícia foi chamada e o caso registrado na 71ª DP. A PM informou que mantém diligências para desarticular facções envolvidas na interrupção de internet e de outros serviços essenciais. Na Ilha do Governador, a Polícia Civil também realizou operação contra a exploração ilegal de internet na comunidade Boogie Woogie. Segundo as investigações, provedores legalizados teriam sido cooptados pelo TCP para controlar o serviço desde 2022. Grandes operadoras seriam impedidas de atuar na comunidade, enquanto técnicos sofriam ameaças e eram proibidos de realizar instalações e reparos.
A FORÇA LETAL DA POLÍCIA NOS EUA
O debate sobre o uso da força letal pela polícia nos Estados Unidos foi reacendido após um ataque na Times Square, em Nova York. O episódio resultou na morte de Erin Piacenti, executiva do Bank of America. A suspeita, Pamela Cisneros, esfaqueou Piacenti e outro homem. Confrontada pela polícia, Cisneros avançou contra os agentes portando facas. Após a falha de uma arma de choque, ela foi morta a tiros pelos policiais. O caso voltou a levantar discussões sobre os limites do uso da força letal nos EUA. A legislação não é baseada em uma única lei federal, mas em precedentes da Suprema Corte. O principal conceito jurídico é o da “razoabilidade objetiva”. A conduta policial é analisada sob a perspectiva de um agente razoável na mesma situação. O critério considera que confrontos policiais podem ser rápidos e extremamente tensos. Para o disparo ser considerado legítimo, deve haver ameaça iminente de morte ou ferimento grave. A simples tentativa de fuga, por si só, não autoriza o uso da arma de fogo. É necessário haver indícios de que o suspeito representa perigo significativo. As regras específicas variam entre estados e departamentos de polícia. No entanto, todos devem respeitar os padrões constitucionais definidos pela Suprema Corte.