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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

RADAR JUDICIAL

Número de assassinatos cai 7% no Brasil em 2021DIMINUI ASSASSINATOS NO BRASIL

O Brasil teve queda nos assassinatos pelo quinto ano consecutivo. Em 2025, foram 34.086 mortes violentas, contra 38.374 em 2024, redução de 11%. Os dados do Ministério da Justiça ainda não incluem dezembro em SP e PB. Se mantida a média mensal nesses estados, haveria cerca de 300 casos a mais. Mesmo assim, a queda anual seria de aproximadamente 10,4%. Entram na conta homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios e lesões seguidas de morte. Os números são enviados pelos estados ao governo federal. Desde 2021, as mortes violentas caem de forma contínua. A redução acumulada desde 2020 chega a 25%. O pico da série foi em 2017, com mais de 60 mil assassinatos. Especialistas apontam menos conflitos entre facções criminosas. Políticas públicas e arranjos territoriais também explicam a tendência de queda.

Dicas - A possibilidade de um boicote da seleção alemã à Copa do Mundo de  2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, passou a ser  discutida após declarações eBOICOTE À COPA DO MUNDO

Deputados britânicos de diferentes partidos levantaram no Parlamento a possibilidade de boicotar a Copa do Mundo de 2026, sediada em parte nos Estados Unidos. A proposta seria uma resposta às iniciativas diplomáticas de Donald Trump, especialmente à intenção de controlar a Groenlândia. O debate ocorreu durante discussões sobre segurança no Ártico. O conservador Simon Hoare acusou Trump de desrespeitar aliados. Segundo ele, um boicote esportivo poderia servir como forma de protesto político. Hoare afirmou que Trump “não gosta de passar vergonha” diante da própria opinião pública. O liberal-democrata Luke Taylor apoiou a ideia. Ele também sugeriu cancelar a visita do rei Charles aos EUA. Para Taylor, essas ações atingiriam diretamente o orgulho do presidente americano. A ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper, rejeitou a proposta. Ela afirmou que o governo priorizará o diálogo diplomático com os EUA. Analistas avaliam que um boicote teria impactos esportivos, diplomáticos e econômicos e é de viabilidade incerta.

CFM e AMB querem impedir 13 mil novos médicos de atender pacientes - O  Correio NewsCENÁRIO ALARMANTE PAR CURSOS DE MEDICINA 

Os ministérios da Educação e da Saúde divulgaram os resultados da primeira edição do Enamed. Dos 351 cursos avaliados, um terço não atingiu notas satisfatórias. Ao todo, 99 cursos podem sofrer punições, como veto a novas matrículas e suspensão do Fies. Criado pelo governo Lula em abril de 2025, o exame avalia a formação médica no país. A prova é anual e obrigatória para estudantes do último ano de medicina. Os resultados provocaram reações divergentes. A Associação Médica Brasileira classificou o cenário como alarmante. Gestores afirmam que o exame confirma riscos aos pacientes e desperdício de recursos. Entidades de ensino superior criticaram a avaliação e pediram suspensão das punições. O podcast Café da Manhã desta quarta-feira (21) analisa a formação médica no Brasil. A professora Eliana Amaral comenta os gargalos revelados pelo Enamed. O episódio está disponível no Spotify e integra a programação diária do podcast.

TÉCNICOS SUSPEITOS DE MATAR PACIENTES

Os três técnicos de enfermagem suspeitos de matar pacientes em um hospital particular do DF são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo (24), Marcela Camilly Alves da Silva (22) e Amanda Rodrigues de Sousa (28). Marcos é investigado por administrar medicamentos em altas doses em pacientes da UTI para provocar mortes. Em um dos casos, ao não conseguir o resultado, ele teria aplicado desinfetante na veia da vítima. Marcela e Amanda são investigadas por negligência e coautoria. Segundo a polícia, Marcos atuava como técnico de enfermagem havia cerca de cinco anos. Um deles foi no Hospital Anchieta, onde ocorreram os crimes. Ele também cursava fisioterapia e foi demitido após suspeitas da Comissão de Óbitos. Amanda trabalhava em outro setor do hospital e era amiga antiga de Marcos. Marcela era nova na instituição e recebia orientações dele. Os três serão indiciados por homicídio doloso qualificado por meio insidioso. As vítimas não sabiam que recebiam substâncias letais e não podiam se defender. A pena prevista varia de 12 a 30 anos de prisão. 

EM MEIO A CRISE, TOFFOLI DESCANSA EM RESORT

Em meio ao avanço das investigações do caso Master e a críticas a decisões no STF, o ministro Dias Toffoli deixou Brasília para descansar fora do país. Ele viajou à Argentina enquanto o inquérito sob sua relatoria ganha novos desdobramentos. O destino foi o Arakur Ushuaia, resort cinco estrelas na Terra do Fogo. A viagem ocorre após questionamentos sobre a condução do caso, que envolve suspeitas financeiras. O episódio tem provocado desgaste à imagem do Supremo Tribunal Federal. No resort, Toffoli conta com spa, trilhas em reserva natural e piscinas aquecidas. Enquanto isso, o presidente do STF, Edson Fachin, interrompeu seu recesso. Ele antecipou o retorno a Brasília e chegou à capital na noite de ontem. A interlocutores, Fachin afirmou que “o momento exige” sua presença. Segundo ele, os recentes desdobramentos do inquérito do Banco Master impõem preocupação adicional com a imagem e a estabilidade da Corte.

Salvador, 21 de janeiro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

ISRAEL MANDA PALESTINOS DEIXAREM SUAS CASAS

Israel manda moradores do sul de Gaza saírem de suas casas em meio a  ataques | LIVE CNNO Exército de Israel ordenou nesta terça-feira (20) que dezenas de famílias palestinas deixem suas casas no sul da Faixa de Gaza, no que moradores classificam como a primeira retirada forçada desde o cessar-fogo. Panfletos foram lançados sobre áreas de Bani Suhaila, perto de Khan Yunis, informando que a região estaria sob controle militar israelense e exigindo evacuação imediata. Segundo residentes, ao menos 70 famílias que viviam em tendas e casas foram afetadas. Um morador relatou à Reuters que os deslocados fugiram para o oeste de Khan Yunis. O Hamas afirmou que Israel está expandindo sua área de controle, apesar do acordo que previa a retirada das tropas para a chamada “linha amarela”. O Exército israelense não comentou. Autoridades do Hamas dizem que, desde o cessar-fogo, Israel ampliou cinco vezes sua presença no leste de Khan Yunis, forçando o deslocamento de cerca de 9.000 pessoas. Atualmente, quase toda a população de Gaza, mais de 2 milhões de pessoas, está confinada a cerca de um terço do território, em condições precárias.

Na semana passada, os EUA anunciaram o início da segunda fase de seu plano para encerrar a guerra, com foco na desmilitarização do Hamas, criação de uma administração palestina tecnocrata e reconstrução de Gaza. Paralelamente, Israel demoliu nesta terça-feira prédios da agência da ONU para refugiados palestinos (UNRWA) em Jerusalém Oriental. A ONU classificou a ação como inaceitável e uma violação do direito internacional. Israel acusa a UNRWA de comprometer sua segurança, alegação intensificada após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. O ministro israelense Itamar Ben-Gvir celebrou a demolição, chamando o ato de “dia histórico”.

 

"DAVOS VIRA O CENTRO DO MUNDO"

Broadcast | Agência Estado | LinkedInAlém da neve e do frio, a Groenlândia pouco tem em comum com os Alpes suíços. Ainda assim, o futuro da ilha domina o Fórum Econômico Mundial, em Davos. A ameaça de Donald Trump à Groenlândia surge em momento calculado, durante o encontro. Trump gosta de Davos, apesar da desconfiança de sua base eleitoral. No ano passado, falou por vídeo após a posse, diante de executivos europeus perplexos. Citou ambições territoriais e pressionou empresas a produzir nos EUA ou pagar tarifas. Agora, ele comparece pessoalmente, em meio à perplexidade global, sobretudo europeia. Será o maior Davos já realizado, marcado por suas políticas disruptivas. Trump chega como “disruptor-chefe”, pressionado por líderes e empresários. Sua tentativa de coagir a Europa a vender a Groenlândia será alvo de críticas. O tema oficial é “espírito de diálogo”, apesar do choque com a postura americana.

Entre líderes e executivos, Davos vira o centro do mundo — e um cenário estranho. O fórum é malvisto por aliados do movimento MAGA nos EUA. Ainda assim, empresas americanas montaram a simbólica “Casa dos EUA”. Com debates sobre soberania e fronteiras, o clima lembra grandes cúpulas históricas. Estarão presentes líderes do G7, Zelensky e dezenas de chefes de Estado. Trump chega com ministros, assessores e CEOs como Jensen Huang e Satya Nadella. Mas sua agenda territorial não deve agradar ao público europeu. Quem ganha espaço é o canadense Mark Carney, defensor do multilateralismo. A China também marca presença, projetando-se como potência estável e ascendente. Davos já antecipou tendências tecnológicas antes — e pode fazê-lo de novo. Criticado por muitos, o fórum segue sendo um palco onde o futuro se revela. 

OPUS DEI ABRE CRISE NA IGREJA

Opus Dei, O Código da Vinci e Conservadorismo Cristão O Opus Dei povoa os  imaginários popular e acadêmico como uma organização poderosa e  ultraconservadora que opera no interior da igreja católica. NoNos bastidores do Vaticano, o caso Opus Dei é visto como uma pendência histórica. A organização recebeu, em 1982, um status único: o de prelazia pessoal, concedido por João Paulo 2º, o que lhe deu ampla autonomia dentro da Igreja Católica. Diferentemente das dioceses, a prelazia não se baseia em território, mas nas pessoas que a compõem, respondendo apenas ao seu prelado. Na prática, isso tornou o Opus Dei quase uma “igreja dentro da Igreja”, sem subordinação direta aos bispos locais. O privilégio foi mantido durante os pontificados de João Paulo 2º e Bento 16, ambos alinhados a posições conservadoras. Com a chegada do papa Francisco, o cenário mudou. Crítico de regimes de exceção, ele passou a questionar a autonomia do grupo e promoveu reformas. Entre 2022 e 2023, publicou documentos que rebaixaram o Opus Dei, retirando seu status de prelazia pessoal e transformando-o em associação clerical pública.

A instituição passou a responder ao Dicastério para o Clero, perdeu o direito automático de ter seu líder nomeado bispo e foi obrigada a apresentar relatórios anuais. O papel dos leigos também foi redefinido, com maior submissão às dioceses locais. Francisco exigiu ainda a atualização do estatuto da organização, processo que segue em andamento. Apesar da expectativa de alguns membros por mudanças sob o papa Leão 14, analistas consideram improvável uma reversão. Com cerca de 90 mil membros no mundo, majoritariamente leigos, o Opus Dei enfrenta agora o fim de um ciclo de privilégios e a adaptação a uma estrutura mais alinhada à hierarquia tradicional da Igreja. 

TRUMP QUER "GOVERNAR O MUNDO" PELAS REDES SOCIAIS

Lula critica Trump e diz que norte-americano quer 'governar o mundo' por  rede socialO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar ontem, 20, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após um período de trégua no discurso entre os dois líderes. Durante evento em Rio Grande (RS), Lula afirmou que Trump quer “governar o mundo” por meio das redes sociais. A declaração foi feita durante a entrega de 1.276 casas do programa Minha Casa, Minha Vida, que devem beneficiar cerca de 5 mil pessoas. Segundo Lula, não é possível tratar os povos com respeito sem diálogo direto, criticando o uso excessivo das plataformas digitais na política. As críticas ocorrem após Trump convidar Lula e outros líderes para integrar um “Conselho da Paz” voltado à situação em Gaza. O governo brasileiro ainda avalia se participará da iniciativa.

Aliados do presidente dizem que as intenções do ex-presidente norte-americano não estão claras. Desde que os EUA reduziram tarifas sobre produtos brasileiros, Lula havia suavizado o tom e chegou a afirmar que havia “química” entre os dois. No fim de semana, porém, Lula publicou artigo no New York Times criticando a atuação dos EUA na Venezuela. No evento, Lula também defendeu maior rigor na regulamentação das redes sociais e das plataformas de apostas. 

TOFFOLI ABRE CRISE NO STF

🚨 Aumenta crise no STF e Fachin vai a Brasília tentar apagar incêndio de  Toffoli! Vai conseguir?O presidente do STF, ministro Edson Fachin, interrompeu o recesso e antecipou o retorno a Brasília na noite de segunda-feira (19/1). A decisão, segundo interlocutores, ocorreu porque “o momento exige” sua presença diante do desgaste à imagem da Corte no caso Banco Master. O objetivo de Fachin é administrar a crise institucional gerada pela condução do inquérito sob relatoria do ministro Dias Toffoli. O episódio colocou o STF em atrito com a Polícia Federal e a PGR, após decisões consideradas atípicas por integrantes do meio jurídico. Durante o recesso, Fachin havia transferido a presidência interina ao vice-presidente Alexandre de Moraes. Nesta terça-feira, Fachin cumpre agenda em São Luís (MA), onde se reúne com o ministro Flávio Dino. O encontro foi mantido apesar do recesso por motivo pessoal e institucional, já que o filho de Dino passará por cirurgia.

Nos bastidores, cresce a pressão sobre Toffoli na PGR. O procurador-geral Paulo Gonet recebeu ao menos quatro representações de parlamentares pedindo a suspeição do ministro no caso. Em 26 anos, porém, o STF nunca afastou um de seus integrantes nessas condições. A presidência da Corte acompanha com preocupação a centralização das investigações e o alto grau de sigilo imposto. A tensão ganhou dimensão pública após nota da ADPF, que apontou suposta afronta às prerrogativas da Polícia Federal e risco ao andamento e ao resultado das investigações. 

PARLAMENTO EUROPEU SUSPENDE RATIFICAÇÃO DE ACORDO

O Parlamento Europeu suspendeu esta terça-feira a ratificação do acordo  comercial entre a União Europeia e os EUA, numa resposta às ameaças de  Donald Trump. A confirmação foi dada pela presidente doO Parlamento Europeu decidiu suspender o processo de ratificação do acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos após ameaças do presidente Donald Trump de impor tarifas a países que apoiem a Groenlândia contra a investida americana. Segundo os principais grupos políticos, há um “consenso majoritário” para congelar o acordo firmado em 2025, afirmou Iratxe García Pérez, líder dos social-democratas. O tratado, negociado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já teve aplicação parcial, mas ainda depende do aval do Parlamento. Ele previa tarifa americana de 15% sobre a maioria dos produtos europeus, em troca da eliminação de tarifas da UE sobre produtos industriais e alguns agrícolas dos EUA. Von der Leyen fechou o acordo para evitar uma guerra comercial com Trump. Antes da suspensão, a França já havia declarado apoio à medida. O chanceler Jean-Noel Barrot afirmou que as tarifas estão sendo usadas como “chantagem” e disse que a UE tem instrumentos fortes para reagir.

Nesta terça, a União Europeia prometeu resposta “firme” às ameaças de Trump envolvendo a Groenlândia, que ele diz precisar por razões estratégicas e de segurança no Ártico. Oito países europeus, todos membros da Otan, enviaram missão militar à ilha e se opuseram ao plano americano, entre eles Reino Unido, Alemanha e França. Trump reagiu ameaçando impor tarifas a esses países. Em Davos, Von der Leyen alertou que as medidas podem levar a uma “espiral descendente” nas relações transatlânticas e prometeu reação firme, unida e proporcional. O presidente francês Emmanuel Macron também defendeu o uso de instrumentos comerciais e acusou os EUA de tentarem enfraquecer e subordinar a Europa. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 21/01/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Caso Master: pedidos de suspeição de ministros do STF preocupam Fachin

Presidente da Corte antecipa o fim das férias para medir a temperatura da crise de imagem deflagrada pelas decisões de Dias Toffoli, relator do processo do banco

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Trump chega a Davos nesta quarta em meio à crise com a Europa e domina agenda do fórum com ofensiva sobre a Groenlândia

Escalada de ameaças, tarifas e mensagens provocativas transforma encontro econômico em palco diplomático de emergência e expõe tensão entre EUA e aliados

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Cunhado de Vorcaro doa apartamento de R$ 2,6 mi para nutricionista

Gabriela Rocha diz que doação foi parte de investimento de Fabiano Zettel em empresa de marmitas; ele não se pronunciou Apartamento foi doado 25 dias antes de outra mulher ganhar imóvel de R$ 4,4 mi de firma ligada a ex-banqueiro

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Republicanos cobra de ACM Neto vaga na majoritária

Márcio Marinho afirmou que a executiva estadual do Republicanos não pretende abrir mão de uma das vagas majoritárias ao Senado na chapa da oposição na Bahia

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Com mínimas abaixo de 10ºC, RS terá mais um dia com frio fora de época nesta quarta-feira

Segundo a MetSul, o sol volta a aparecer no estado, embora acompanho de nuvens esparsas

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Gronelândia. António Costa diz que UE está pronta para se defender "contra qualquer forma de coerção"

Presidente dos EUA marca presença no Fórum Económico Mundial de Davos, após ameaçar aplicar tarifas a oito países, a menos que negociem a transferência para a soberania norte-americana da Gronelândia.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

RADAR JUDICIAL

Trump ameaça tarifas de 200% sobre vinhos franceses para colocar Macron no  'Conselho da Paz'TARIFAS SÃO USADAS PARA PERSEGUIÇÃO

Donald Trump ameaçou impor tarifas de 200% a vinhos e champanhes franceses. A medida busca pressionar Emmanuel Macron a aderir ao “Conselho de Paz”. A iniciativa começaria por Gaza e depois abrangeria outros conflitos globais. Macron pretende recusar o convite, segundo fonte próxima ao Eliseu. Trump ironizou, dizendo que “ninguém o quer” e que Macron deixará o cargo. A França terá eleição presidencial em 2027. Macron participa do Fórum Econômico Mundial em Davos nesta terça-feira. Os EUA são o maior mercado de vinhos e destilados franceses. As exportações francesas ao país somaram 3,8 bilhões de euros em 2024. O setor já sofreu impacto de até 25% com medidas comerciais anteriores. O Eliseu classificou as ameaças tarifárias como inaceitáveis. Autoridades europeias avaliam retaliações e criticam o plano de Trump.

Trump 'ultrapassou limites' e Europa está 'numa encruzilhada', diz premiê  da Bélgica | VEJABÉLGICA RECLAMA SUBMISSÃO A TRUMP

O primeiro-ministro da Bélgica, Bart de Wever, afirmou que a Europa precisa dizer “não” a Donald Trump ou aceitar um futuro de submissão aos EUA. Segundo ele, o continente foi leniente ao tentar apaziguar Trump, inclusive diante de tarifas. De Wever disse que muitas “linhas vermelhas” foram cruzadas e que é hora de defender a dignidade europeia. A fala ocorreu no Fórum Econômico Mundial, em Davos. Ele mencionou a ameaça de retaliação europeia a tarifas de 10% impostas por Trump. As tarifas miram países que apoiam a Dinamarca na disputa sobre a Groenlândia. Trump atacou Reino Unido e França por apoiarem Copenhague. Questionado, De Wever disse que os EUA “infelizmente” não agem mais como aliados. Ele afirmou que a Europa foi ingênua e precisa acordar. Defendeu autonomia tecnológica e rearmamento europeu. Disse que a mudança nos EUA é estrutural e não depende só de Trump. Ursula von der Leyen afirmou que a Europa deve aproveitar a crise para se tornar mais independente.

Alemanha Enfrenta Ameaça de Estagnação Econômica por Erros de Merz, Afirmam  Especialistas sobre Sua Política Financeira Desastrosa.ALEMANHA EM ESTAGNAÇÃO ECONÔMICA 

Nos anos 1980, a Eberswalder Wurstwerke, da antiga Alemanha Oriental, era a maior fabricante de salsichas da Europa, com 3.000 funcionários e ampla estrutura social. Hoje, restam cerca de 500 empregados. Na semana passada, eles souberam pela TV que a fábrica de Britz será fechada até o fim de fevereiro. A empresa pertence à Tönnies, da Alemanha Ocidental, que havia prometido investir após a compra. O caso reflete a estagnação da economia alemã há três anos. Fechamentos de fábricas e insolvências vêm crescendo de forma preocupante. Em janeiro, a Zalando anunciou o fechamento de um centro logístico no leste do país, afetando 2.700 empregos. Dados oficiais indicam alta de 15% nas insolvências em dezembro ante 2024. Transporte, hotelaria e construção lideram as quebras. Em 2025, mais de 17.600 empresas ficaram insolventes, o maior número em 20 anos. Falências de marcas tradicionais aumentam o pessimismo da população. A crise agora atinge todos os setores, mostrando o esgotamento do modelo econômico alemão.

Macron discursa em Davos de óculos escuros e alfineta TrumpMACRON CRITICA TRUMP

De óculos escuros por causa de uma “condição ocular”, o presidente da França, Emmanuel Macron, discursou nesta terça-feira (20) no Fórum Econômico Mundial, em Davos, e criticou as investidas de Donald Trump sobre a Groenlândia. Sem citar diretamente o ex-presidente americano, afirmou que “não é momento para imperialismos e colonialismos” e disse que a União Europeia não deve se curvar à “lei do mais forte”. Segundo ele, embora seja “estarrecedor”, o bloco considera usar o instrumento anticoerção contra os EUA. “Preferimos o respeito aos valentões, a ciência às teorias da conspiração e o Estado de Direito à brutalidade”, disse. Macron defendeu que a Europa enfrente Trump e ressaltou que, embora lenta, a UE é previsível e baseada em regras. O uso dos óculos escuros chamou atenção. Macron afirmou que o acessório se deve a uma condição ocular “completamente inofensiva”.

JUIZ É LIBERADO DE SEQUESTRO

A Polícia Civil libertou hoje, 20, um juiz do TIT sequestrado na noite de ontem, 19, na zona oeste de São Paulo. Cinco suspeitos foram presos na ação. O juiz foi abordado na avenida Rebouças, nos Jardins, e levado para um cativeiro em Osasco. Durante o sequestro, conseguiu avisar o companheiro por meio de uma palavra-chave em uma ligação. O caso foi registrado no 78º DP, que acionou a Divisão Antissequestro. Com apoio do Garra, a polícia localizou o cativeiro às margens do Rodoanel e libertou a vítima. No local, foram presos três homens e duas mulheres; o carro do juiz não foi encontrado. A polícia apura tentativa de acesso ao apartamento da vítima, possivelmente sob coação.

TRUMP FAZ POLÍTICA COM CONVITES

O presidente da França, Emmanuel Macron, recusará o convite do presidente dos EUA, Donald Trump, para integrar o Conselho da Paz de Gaza, criado para supervisionar interinamente a governança do território. A informação foi confirmada por um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores francês. Segundo ele, a recusa se deve a dois fatores. O primeiro é o número excessivo de participantes. O segundo envolve preocupações com a Carta das Nações Unidas. Macron afirmou que, por ora, a França decidiu não participar da iniciativa. Cerca de 60 países foram convidados, incluindo Rússia, Brasil, Alemanha e Turquia. 

Salvador, 20 de janeiro de 2026. 

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

TRUMP: UM ANO DE PERSEGUIÇÃO E PERDÃO A CRIMINOSOS

Trump concede perdão a traficante de cocaína condenado à prisão perpétua
Traficante perdoado por Trump
Donald Trump completa, nesta terça-feira (20), um ano de retorno à Casa Branca. O segundo mandato é marcado por decisões duras, embates institucionais e uma atuação externa descrita como imprevisível e confrontacional. Em 12 meses, Trump impôs um tarifaço global, ordenou ataques militares e ameaçou aliados e adversários. No plano interno, avançou contra imigrantes, perdoou réus do Capitólio e atacou universidades, imprensa e o sistema judicial. Na imigração, colocou mais de 20 mil agentes do ICE nas ruas. O saldo foi de 605 mil deportações e 1,9 milhão de autodeportações, além de protestos após a morte de uma cidadã americana em operação. No primeiro dia de governo, perdoou cerca de 1.500 envolvidos na invasão do Capitólio de 6 de janeiro de 2021. Na economia, anunciou tarifas sobre 185 países. O Brasil foi atingido, sofreu sobretaxa e só obteve alívio após reaproximação diplomática entre Trump e Lula. Trump cortou verbas e abriu investigações contra universidades como Harvard e Columbia, além de processar veículos de imprensa e ameaçar advogados críticos ao governo.

No Oriente Médio, reforçou a aliança com Israel, mediou cessar-fogo em Gaza e apoiou ataques a instalações nucleares do Irã. A tensão com Teerã voltou a crescer neste ano. A relação com Vladimir Putin alternou elogios e críticas. Trump acusou Zelensky de dificultar a paz e o humilhou publicamente. Militares dos EUA bombardearam embarcações no Caribe e no Pacífico, ações chamadas pela ONU de “execuções extrajudiciais”. Trump ordenou ofensiva que resultou na captura de Nicolás Maduro e voltou a ameaçar a Groenlândia com pressão militar e econômica. Na saúde, retirou vacinas do calendário infantil e fechou a USAID, encerrando a ajuda humanitária dos EUA. Por fim, o caso Epstein voltou ao centro do debate. Apesar de prometer transparência, o governo divulgou menos de 1% dos arquivos sobre o escândalo. 

BRASILEIROS EM LONDRES

Brasileiros em Londres (@BrasileirosLondres) • FacebookHá um ano, a engenheira civil Lívia, de 28 anos, deixou João Pessoa rumo a Londres acreditando em um recomeço. Formada e mestre pela UFPB, chegou como turista para estudar inglês e tentar trabalhar na área, frustrada com a falta de perspectivas no Brasil. As dificuldades para validar o diploma, processo caro e demorado, a levaram a trabalhar de forma irregular na limpeza. Começou como faxineira, função comum entre brasileiros no Reino Unido. Apesar do cansaço e da vergonha inicial, diz buscar apenas estabilidade. O oceanógrafo Wagner, também de 28 anos, deixou Porto Alegre há três anos. Sem oportunidades no Brasil, foi a Londres pela qualidade de vida, já esperando trabalhar com limpeza. Atua em um hotel, recebe cerca de 2 mil libras por mês e relata rotina pesada, dores físicas e informalidade. 

Ambos vivem sem visto adequado e sob medo constante de deportação. Especialistas classificam essas trajetórias como “paradoxo da sobrequalificação migrante”: diplomas não reconhecidos, barreiras linguísticas e status migratório empurram profissionais qualificados para empregos precários. A pesquisadora Tânia Tonhati aponta que, após o Brexit e a pandemia, a imigração ficou mais restrita e cara, ampliando o “rebaixamento” profissional de imigrantes. Mesmo assim, o setor de limpeza tem grande peso econômico no Reino Unido, empregando quase 1,5 milhão de pessoas, em sua maioria mulheres e imigrantes. O crescimento, porém, se apoia na precarização, com contratos informais e vulnerabilidade à exploração. Matéria publicada no Correio Brasiliense.  

 

SUSPEIÇÃO DE DIAS TOFFOLI

Deputados e senadores da oposição defendem o impedimento ou suspeição do  ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no inquérito que  investiga o Banco Master, depois de reportagem do jornal OO procurador-geral da República, Paulo Gonet, recebeu ao menos duas representações de parlamentares pedindo que proponha ao STF a suspeição do ministro Dias Toffoli no inquérito que apura fraudes no Banco Master. O Estadão revelou que Gonet aguardava provocação externa para se manifestar. Na quarta-feira (14), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) acionou a PGR alegando possíveis conflitos de interesse do ministro. No mesmo dia, o jornal informou que irmãos de Toffoli cederam participação milionária no resort Tayayá a fundo ligado à Reag Investimentos, investigada no caso. Girão afirmou que vínculos familiares do ministro com pessoas ligadas ao escândalo levantam dúvidas sobre imparcialidade. Ele também citou decisão de Toffoli que determinou envio de provas lacradas ao STF, impedindo análise inicial da PF. Outros parlamentares também questionam a atuação do ministro. 

Em dezembro, os deputados Carolina de Toni, Carlos Jordy e Adriana Ventura pediram a Gonet a arguição de impedimento e suspeição. Eles citaram viagem de Toffoli em voo particular com empresário e advogado do Banco Master. Segundo os deputados, há relação de proximidade pessoal com parte beneficiada por decisões do ministro. O pedido foi feito dentro do prazo legal previsto no CPC e no regimento do STF. À época, ainda não havia tantos indícios de vínculos indiretos. Posteriormente, o Estadão revelou que fundo ligado a cunhado de banqueiro do Master adquiriu parte do resort dos irmãos de Toffoli. O caso aumentou a pressão para que o ministro se declare impedido. A lei prevê hipóteses de suspeição e impedimento quando há vínculos pessoais ou interesse no processo. A PGR pode alegar relação do ministro com investigados ou enquadramento legal. Mesmo após cinco dias do primeiro pedido, Gonet ainda não se manifestou.