CÂMERAS EM BANHEIROS
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domingo, 12 de abril de 2026
RADAR JUDICIAL
CÂMERAS EM BANHEIROS
EUA ACUMULAM INSUCESSOS COM TRUMP
Com sua retórica extremista, Donald Trump faz cada crise soar como o fim do poder americano. A guerra no Irã reforça essa impressão, sugerindo uma possível decadência imperial. Há paralelos históricos: os EUA poderiam lembrar o Reino Unido na crise de Suez ou o rei Creso, que destruiu o próprio império ao atacar a Pérsia. Ainda assim, o conflito atual pode ser menos ruptura e mais repetição de padrões conhecidos da política externa americana. Fracassos no Oriente Médio não são novidade. Desde o colapso das negociações de Camp David em 2000, os EUA acumulam insucessos: o Iraque, a ascensão do Estado Islâmico, a Líbia, o impasse com o Irã e a longa guerra no Afeganistão. Nesse contexto, o primeiro mandato de Trump destoou ao adotar ambições mais limitadas, com alguns resultados, como o enfraquecimento do Estado Islâmico e os Acordos de Abraão. Já a atual postura em relação ao Irã retoma grandes ambições de transformação regional, que historicamente falharam. Até agora, os resultados não indicam mudança significativa nesse padrão.
A questão central é se esse novo fracasso será mais grave que os anteriores, a ponto de indicar um colapso imperial. Alguns argumentam que sim, dado o cenário global mais competitivo, com China e Rússia. Outros destacam que a situação é diferente de derrotas históricas decisivas. Os EUA ainda mantêm poder militar significativo, e a principal limitação vem da própria opinião pública doméstica. Aliados podem se afastar, mas dificilmente migrarão para o Irã ou Rússia. Além disso, a economia americana está mais protegida de choques energéticos do que no passado. Embora a guerra traga riscos —como fortalecer rivais e distrair de desafios estratégicos—, ela não necessariamente marca um colapso imediato. Se levar a uma postura mais pragmática, focada em administrar conflitos em vez de resolvê-los, o episódio pode apenas adiar, e não precipitar, o declínio do poder americano.
DESENTENDIMENTO ENTRE EMPRSÁRIOS TANURE E TIMERMAN
O investidor Vladimir Timerman, 46, passou a andar com segurança particular após pressão de amigos, que bancam o custo. Ele afirma estar em कठिन situação financeira devido ao bloqueio judicial de fundos da Esh Capital, gestora da qual é responsável. Na véspera, Timerman depôs como testemunha na CPI do Crime Organizado, em Brasília, onde reiterou denúncias sobre irregularidades envolvendo investidores e falhas de órgãos de controle. O depoimento está ligado ao caso do Banco Master. Ele afirmou que o verdadeiro controlador da instituição não seria Daniel Vorcaro, mas o empresário Nelson Tanure, que nega qualquer vínculo e classifica as acusações como “ilações”. A disputa entre Timerman e Tanure se arrasta desde 2021, envolvendo a Alliança Saúde. O gestor denunciou suposto uso de informação privilegiada, mas o caso foi arquivado pela CVM. Conhecido pelo ativismo no mercado financeiro, Timerman busca influenciar a gestão de empresas mesmo como acionista minoritário. Após a Alliança, entrou em conflito com a Gafisa, também ligada a Tanure. Nesse embate, a Justiça bloqueou o principal fundo da Esh, o Theta, sob acusação de “greenmail”. A medida afetou cotistas e impediu novos aportes, contribuindo para a queda expressiva do patrimônio da gestora. Timerman voltou a acusar Tanure de insider trading em outro caso, relacionado à compra da Upcon pela Gafisa. O empresário virou réu após denúncia do MPF, que sua defesa considera precipitada. Paralelamente, Tanure processou Timerman por stalking devido a publicações nas redes sociais.
O gestor foi condenado em primeira instância, com pena substituída por serviços comunitários, e recorre. Uma decisão judicial também o impede de falar publicamente sobre Tanure e a Gafisa. Apesar disso, Timerman afirma ter alertado autoridades sobre irregularidades no Banco Master desde 2023, o que motivou sua convocação à CPI. O relator destacou a relevância técnica de seu depoimento. Analistas do mercado reconhecem que ele antecipou denúncias que depois ganharam respaldo com operações policiais e a liquidação do banco. O caso elevou sua notoriedade, mas também trouxe riscos. Ele relata ter recebido ameaças de morte e diz que familiares e amigos temem por sua segurança. Em 2024, enfrentou busca e apreensão após denúncia de desvio de recursos para offshore, mas o inquérito foi arquivado por falta de provas. Timerman afirma já ter respondido a dezenas de ações judiciais, muitas arquivadas, e interpreta os processos como tentativa de destruí-lo financeiramente e reputacionalmente. Mesmo com dificuldades, diz manter o compromisso com seus clientes e continuar denunciando irregularidades. Recentemente, criou uma consultoria em contencioso estratégico, o que teria ajudado a melhorar sua situação financeira. Seu perfil também destoa do padrão do mercado financeiro: veste-se de forma informal e cultiva imagem pouco convencional. Filho do infectologista Artur Timerman, teve formação influenciada por valores progressistas e já se definiu como “o mais comunista entre os capitalistas”. Formado pela USP, é irmão da escritora Natalia Timerman, autora de romances que abordam, entre outros temas, a morte do pai da família. Apesar das divergências pessoais e profissionais, afirma manter resiliência diante das adversidades. Ele diz que sua trajetória no rúgbi influenciou sua postura no mercado: resistência, lealdade e persistência. Mesmo sob pressão judicial e financeira, sustenta que não recuará. “Já fui ao inferno e sei o caminho de volta”, resume.
ASSÉDIO PODE CAUSAR COMPULSÓRIA DE MINISTRO
No STJ, também pesa o posicionamento da PGR, que pediu ao STF abertura de inquérito sobre Buzzi. Ministros avaliam que arquivar o caso agora seria incoerente diante dessa investigação. Reservadamente, magistrados apontam que uma conduta pode ser infração administrativa sem ser crime, mas não o contrário. Buzzi nega as acusações, afirma que não houve ato impróprio e critica “vazamentos seletivos” e condenação antecipada baseada apenas em relatos. Há duas denúncias: uma feita por uma jovem, filha de amigos, que relata assédio em uma praia; e outra de uma ex-funcionária, que descreve episódios recorrentes no gabinete ao longo de três anos. A funcionária afirma ter desenvolvido problemas de saúde decorrentes dos episódios. Ministros consideram esse relato com mais elementos de prova. Diante do cenário, alguns sugeriram aposentadoria antecipada, recusada pela defesa. A sessão do dia 14 decidirá se o caso vira processo disciplinar ou será arquivado. Se avançar, Buzzi responderá formalmente e o CNJ revisará o processo. A tendência, segundo avaliação interna, é de aposentadoria compulsória, que exige ao menos 22 votos entre os 33 ministros, em votação secreta.
NEGOCIAÇÕES ENTRE EUA E IRÃ SEM AVANÇOS
As primeiras negociações diretas entre Estados Unidos e Irã desde 1979 começaram sob tensão no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou reagir a qualquer presença militar estrangeira na região. Segundo a mídia estatal, o alerta foi uma resposta à passagem de navios de guerra dos EUA para desativar minas navais. Representantes dos dois países se reuniram em Islamabad, no Paquistão, com mediação local. Participaram autoridades de alto escalão, incluindo J.D. Vance, Steve Witkoff e Jared Kushner, pelos EUA. Do lado iraniano, estiveram Mohammad Bagher Ghalibaf e Abbas Araghchi. As conversas ocorreram no Serena Hotel e tiveram ao menos duas rodadas iniciais. Uma terceira rodada pode ocorrer em breve, segundo a TV estatal iraniana. Fontes indicam que o ambiente é cordial e com avanços graduais. Donald Trump minimizou um possível fracasso das negociações. Ele afirmou que os EUA já teriam “vencido militarmente” o Irã. A ex-diplomata paquistanesa Maleeha Lodhi avaliou que avanços rápidos são improváveis.
TRUMP É "PEDÓFILO" DIZ BRASILEIRA
Nas redes, Ungaro afirmou conhecer Melania há 20 anos. Disse que a primeira-dama sabia de sua detenção. Alegou que Melania esteve presente em momentos pessoais, como aniversários de seu filho. Também afirmou ter sido injustamente envolvida em acusações. Negou participação em qualquer esquema envolvendo crianças. Acusou Melania de tentar incriminá-la sem sucesso. A assessoria da primeira-dama negou qualquer relação com Ungaro. Disse que Melania não teve contato com o ICE. E que desconhece assuntos pessoais de Zampolli e Ungaro. Segundo o jornal, Trump e Melania eram próximos do ex-casal. Em entrevista a O Globo, Ungaro afirmou ter viajado com Epstein em 2002. Disse que tinha 17 anos na época. Relatou ter visto cerca de 30 meninas jovens no avião. A viagem teria ocorrido com Ghislaine Maxwell presente. Ungaro classificou as jovens como “muito novas”. O relacionamento com Zampolli começou após esse período. Durou quase duas décadas. Hoje, ela o acusa de abuso sexual e violência doméstica. O ex-casal disputa na Justiça a guarda do filho adolescente.
MINISTROS DO STF ACUSADOS DE LIGAÇÕES COM VORCARO
O caso envolvendo ministros do STF e supostas ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro se intensifica, ampliando o desgaste interno da Corte e ultrapassando o âmbito financeiro do Banco Master. O Congresso ameaça pedidos de impeachment, enquanto o presidente do STF, Edson Fachin, tenta avançar na criação de um código de conduta para os magistrados. A Polícia Federal encontrou mensagens no celular de Vorcaro que citam Dias Toffoli, que deixou a relatoria após o surgimento das conversas. Investigações indicam que um fundo ligado ao banco adquiriu parte de um resort associado a Toffoli e familiares, além de viagem do ministro em jato com advogado do empresário. A pressão política e pública levou ao afastamento de Toffoli para evitar maior desgaste institucional. Também surgiram indícios de contatos entre Vorcaro e Alexandre de Moraes, inclusive no dia da prisão do banqueiro. Mensagens com a influenciadora Martha Graeff sugerem encontro entre o empresário e o ministro. Parte das respostas teria sido enviada com recurso que apaga o conteúdo, restando apenas os registros de Vorcaro. Outro ponto envolve contrato de R$ 129 milhões entre o banco e o escritório da esposa de Moraes, suspenso após a liquidação da instituição. Há ainda relatos de uso de jatos ligados ao empresário por Moraes e sua esposa, o que foi negado pelo ministro. O caso se agrava com vazamentos e novas revelações, aumentando a tensão entre os Poderes.
Diante disso, Fachin defende a criação de um código de conduta, sob relatoria de Cármen Lúcia. A proposta busca estabelecer regras éticas e maior transparência para proteger a imagem do STF. Ainda não há consenso sobre mecanismos de punição ou criação de comissão ética. Fachin afirma que o principal efeito do código seria o “constrangimento” para coibir desvios. O texto também deve abordar temas como remuneração por palestras e divulgação de ganhos. Para o ex-ministro Marco Aurélio Mello, o código deve ir além do formalismo e garantir compromisso real com a Constituição. Ele alerta para o risco de a medida se tornar ineficaz, como uma “lei para inglês ver”. O advogado Ilmar Muniz defende investigação rigorosa e transparência por parte dos ministros. Segundo ele, não pode haver blindagem no Judiciário diante de suspeitas. Muniz critica códigos sem punições efetivas, classificando-os como instrumentos frágeis. Para ele, a legislação já existe, faltando aplicação concreta das normas. O jurista defende sanções claras em caso de irregularidades, incluindo perda de cargo. Ele também aponta falhas no modelo de fiscalização, afirmando que o STF se autofiscaliza. Na avaliação dele, o CNJ não exerce controle direto suficiente sobre a Corte. Mudanças estruturais, segundo Muniz, dependem de ação do Congresso Nacional. O cenário atual combina crise jurídica, política e de reputação no Supremo. As investigações seguem em andamento, mantendo o tema no centro do debate institucional.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 12/04/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Caso Master amplia tensão sobre o STF
Vazamentos, suspeitas de ligação com magistrados e reação do Congresso aumentam a tensão na Corte e evidenciam divergências internas
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Superpotência
Em meio à corrida espacial, China ultrapassa EUA e domina investimentos em ciência e tecnologias
Em 2024, Pequim investiu o equivalente a US$ 1,03 trilhão em pesquisa, enquanto Washington colocou US$ 1,01 trilhãoFOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Negociações entre EUA e Irã fracassam; futuro do cessar-fogo é incerto
Vice de Trump, J. D. Vance diz que voltará ao seu país sem acordo e tendo feito uma 'oferta final' aos iranianos TV estatal do Irã culpa 'exigências excessivas' dos americanos por falha nas discussões no Paquistão
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Vitória vence São Paulo em casa e se recupera no Brasileirão
Equipes se enfrentaram neste sábado (11), no Barradão, pela 11ª rodada do torneio
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Após Artemis II, Nasa recorre a Musk e Bezos para pousar na Lua
Agência espacial aposta em SpaceX e Blue Origin para levar astronautas à Lua em futuras missões
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Podem as eleições deste domingo ser o fim do “reinado” de 16 anos de Viktor Orbán na Hungria?
sábado, 11 de abril de 2026
RADAR JUDICIAL
ELEIÇÃO NO PERU AMANHÃ: 35 CANDIDATOS
ESPANHA, FRANAÇA E ALEMANHA CONTRA GUERRA DE TRUMP
A crise entre aliados ocidentais se aprofunda no contexto da guerra envolvendo Estados
Unidos, Israel e Irã, com novas tensões surgindo após críticas do premiê britânico Keir Starmer ao ex-presidente Donald Trump. Starmer afirmou estar “farto” do aumento dos custos de energia, responsabilizando tanto Trump quanto Vladimir Putin pelos impactos globais — este último devido à guerra na Ucrânia e às sanções que afetaram o fornecimento energético europeu. O premiê enfrenta forte pressão interna: o custo de energia no Reino Unido já subiu cerca de 10% desde o início do conflito e pode chegar a 40%, enquanto cresce a insatisfação popular com seu governo. Após a repercussão negativa, Starmer tentou amenizar o tom e revelou diálogo recente com Trump, discutindo inclusive “opções militares” diante da tensão no Estreito de Hormuz, região estratégica para o petróleo mundial. A relação com os EUA se deteriorou porque Trump não consultou aliados europeus antes de atacar o Irã e passou a criticá-los por falta de apoio, chegando a chamar a OTAN de “covarde”. O Reino Unido inicialmente recusou o uso de suas bases militares, mas depois cedeu parcialmente. Outros países foram mais firmes: Espanha proibiu uso de bases e espaço aéreo, enquanto França e Alemanha também criticaram a guerra.
Isolado ao lado de Binyamin Netanyahu, Trump chegou a ameaçar deixar a OTAN, o que levou o secretário-geral Mark Rutte a tentar conter a crise em Washington. A aliança, porém, segue dividida: decisões militares exigem unanimidade, e países como a Espanha rejeitam qualquer envolvimento no conflito, alegando que o Oriente Médio está fora da área de atuação da OTAN. Enquanto isso, os mercados de energia permanecem instáveis. O barril de petróleo chegou a US$ 145 no mercado imediato, refletindo o risco contínuo, apesar de uma queda temporária após anúncio de cessar-fogo. O controle do Estreito de Hormuz pelo Irã é um dos principais pontos de tensão. Teerã propõe cobrar pedágios para transporte de petróleo, o que irrita Washington e complica negociações previstas. Além disso, o Irã ameaça não negociar enquanto Israel mantiver ataques ao Hezbollah no Líbano, mostrando que o conflito segue sem solução clara e ampliando divisões no bloco ocidental.
MOTORISTA DA 99 É TRABALHADOR DIGITAL AVULSO, REGIDO PELA CLT
A Justiça do Trabalho em São Paulo decidiu que um motorista da 99 deve ser enquadrado como trabalhador digital avulso, criando uma categoria inédita. A decisão é da 4ª Turma do TRT-2 e foi tomada no início de abril. O entendimento garante acesso a direitos da CLT, como 13º salário, férias e FGTS. A empresa 99 informou que não comenta processos em andamento. Ainda cabe recurso da decisão. A relatora, desembargadora Ivani Bramante, afirmou que não há vínculo CLT tradicional. Também afastou o enquadramento como autônomo pleno. Segundo ela, faltam requisitos típicos de emprego previstos na CLT. Mas as novas formas de trabalho também não se encaixam no modelo autônomo clássico. A magistrada defendeu proteção ao trabalho com base no artigo 7º da Constituição. O objetivo é alcançar novas formas de ocupação digital. Ela comparou o trabalho em plataformas ao modelo de trabalhador avulso. Esse modelo envolve prestação por demanda e intermediação organizacional.
O trabalhador atua sem vínculo fixo, mas integrado à cadeia produtiva. Tradicionalmente, o avulso atua via sindicatos ou entidades gestoras. Isso ocorre em setores como portos e centrais de abastecimento. Mesmo sem empregador único, há direitos equivalentes aos formais. O tribunal entendeu existir dependência econômica da plataforma. Mas reconheceu também certa autonomia do trabalhador. O motorista pode escolher quando trabalhar. Porém, sua renda depende da organização da plataforma. A decisão inclui direito à multa de 40% do FGTS. O caso envolve trabalho realizado entre 2023 e 2024. Na primeira instância, havia sido reconhecido vínculo CLT integral. O TRT-2 reformou esse entendimento. Especialistas veem a decisão como inovação jurídica. Pode haver questionamentos pela ausência de entidade intermediadora. O caso ainda pode chegar ao TST ou ao STF.