O caso foi registrado na Polícia Civil como lesão corporal culposa. Segundo o processo, houve termo circunstanciado e acordo da veterinária com o Ministério Público, com pagamento de um salário mínimo, sem indenização direta à vítima. A ação judicial, protocolada em maio de 2026, pede R$ 52.357,18 em indenização. Desse total, R$ 2.357,18 correspondem a despesas médicas e medicamentos, e R$ 50 mil são por danos morais. A defesa do hospital afirmou que o episódio foi isolado, que a cliente recebeu assistência desde o início e destacou que a clínica atua há mais de 13 anos sem casos semelhantes. Também informou que ainda não foi formalmente citada no processo e, por isso, não comentará aspectos técnicos ou jurídicos neste momento.
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quinta-feira, 28 de maio de 2026
INJEÇÃO VETERINÁRIA APLICADA EM MULHER
PALESTINOS MORTOS PRÓXIMOS DA LINHA DE ARMISTÍCIO COM O HAMAS
Cerca de um terço dos palestinos mortos por Israel desde o cessar-fogo de outubro estava próximo à linha de armistício com o Hamas, segundo o escritório de direitos humanos da ONU. A organização afirma que há indícios de que civis estejam sendo alvejados apenas por se aproximarem da área, o que poderia configurar crimes de guerra. Israel mantém tropas posicionadas atrás da chamada “linha amarela”, criada após a trégua, mas o Exército tem avançado os limites da zona militar para dentro de Gaza. Mapas israelenses indicam que a área restrita já cobre quase dois terços do território. O plano de cessar-fogo mediado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, previa retirada gradual das tropas israelenses, mas isso ainda não ocorreu. Pelo contrário, a ampliação da zona militar aumentou o temor entre palestinos deslocados que vivem próximos à fronteira improvisada. Dados da ONU apontam 453 mortes confirmadas desde o cessar-fogo até 5 de fevereiro. Destas, 152 ocorreram perto da fronteira, incluindo homens, mulheres e crianças.
O chefe do escritório da ONU para os territórios palestinos, Ajith Sunghay, afirmou que muitos civis não representavam ameaça aos militares israelenses e foram mortos enquanto realizavam atividades cotidianas. Segundo ele, a localização exata da linha militar também é incerta para os moradores. Israel afirma que as “zonas de amortecimento” em Gaza, Síria e Líbano servem para evitar novos ataques como o realizado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Mesmo após a trégua, ataques israelenses continuaram em Gaza. Autoridades locais afirmam que cerca de 900 palestinos morreram desde o cessar-fogo. No mesmo período, quatro soldados israelenses foram mortos por militantes, segundo o Exército israelense.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 28/05/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
PEC do fim da escala 6 x 1 depende, agora, de aprovação no Senado
Com placar elástico nas votações em dois turnos, Câmara dá aval à proposta que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Vinhos, champanhe, bife de ouro: PF lista encontros entre Castro e Vorcaro em ano de aportes do Rioprevidência no Master
Mensagens obtidas pela Polícia Federal identificaram indícios de 'laços de amizade' o ex-governador e o banqueiro
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO P AULO/SP
Segunda fase da Carbono Oculto mira bancos paralelos do crime organizado no setor de combustíveis
Operação Fluxo Oculto é a segunda fase da Operação Carbono Mandados são cumpridos em São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Magistrados apresentam lista tríplice de mulheres para vaga aberta no STF
A ideia é apresentar os nomes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos dias.
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Porto Alegre terá ações de conscientização para o Dia Livre de Impostos 2026
Postos e supermercados receberão mutirões para mostrar o impacto dos impostos nos itens de consumo diário
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Sem oferta pública, pacote fiscal não resolve problema estrutural da habitação
quarta-feira, 27 de maio de 2026
FLÁVIO BOLSONARO VAI BUSCAR APOIO FORA DO PAÍS
O encontro entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, foi interpretado por especialistas como um gesto político relevante para a disputa eleitoral brasileira de 2026, mas com alcance limitado junto ao eleitorado de centro. Analistas avaliam que a imagem de Flávio ao lado de Trump fortalece sua posição dentro do campo conservador, embora dificilmente reverta a crise causada pelas denúncias envolvendo pedidos de recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Pesquisas recentes apontaram queda de Flávio nas intenções de voto após a divulgação das mensagens pelo The Intercept Brasil. O senador nega irregularidades. Especialistas afirmam ainda que o encontro acende alerta diplomático, por sugerir possível preferência política de Trump por um candidato alinhado ideologicamente a ele, o que pode ser interpretado como tentativa de influência dos EUA na eleição brasileira. A reunião ocorreu três semanas após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Casa Branca. Diferentemente da agenda de Lula, porém, o encontro com Flávio não apareceu na programação oficial americana. Segundo Flávio, a conversa durou cerca de 1h40 e foi marcada por “enorme cordialidade”, embora não haja confirmação oficial da Casa Branca sobre o formato do encontro.
Para o professor Vinicius Rodrigues Vieira, da FGV e da FAAP, o simples fato de Trump receber um pré-candidato brasileiro já representa uma sinalização política importante. A articulação da reunião teria sido feita pelo deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA e mantém relações com grupos conservadores ligados a Trump. A professora Regiane Bressan, da Unifesp, avalia que o encontro reforça o alinhamento ideológico de Flávio com a direita americana e busca consolidar apoio entre eleitores conservadores brasileiros. Os especialistas consideram, porém, que a foto dificilmente ampliará o apoio de Flávio entre eleitores moderados, embora possa enfraquecer adversários da direita, como Romeu Zema e Ronaldo Caiado. Outro ponto sensível foi o pedido feito por Flávio para que os EUA classifiquem o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O governo Lula rejeita essa possibilidade por considerar que ela poderia abrir espaço para maior interferência americana em território brasileiro. Analistas afirmam que, caso os EUA adotem essa classificação durante a campanha eleitoral, o gesto poderia beneficiar politicamente Flávio Bolsonaro e aumentar as tensões diplomáticas entre Brasília e Washington. Para especialistas, o episódio cria desconfiança sobre a relação entre Brasil e EUA e pode esfriar a agenda bilateral até as eleições de 2026.
CAROLINA DO SUL E ALABAMA ROMPEM COM O PARTIDO
Nos EUA, não existe regra constitucional que imponha prazo mínimo para mudanças eleitorais entrarem em vigor antes das eleições, ao contrário do Brasil, cuja Constituição exige antecedência mínima de um ano. Na Carolina do Sul, a proximidade das primárias ajudou a derrubar o novo mapa. Alguns eleitores já começaram a votar antecipadamente. O senador republicano Richard Cash afirmou que não aceitaria interromper uma eleição já em andamento. Já o senador Tom Davis criticou a rapidez do processo e disse que o mapa foi elaborado sem debate adequado. Enquanto isso, no Tennessee e na Flórida, decisões judiciais mantiveram mapas eleitorais favoráveis aos republicanos. Nos EUA, deputados são eleitos por distritos eleitorais, definidos pelos estados de acordo com a população. O redesenho desses distritos, controlado em muitos casos pelos Legislativos estaduais, tem forte impacto político e pode favorecer democratas ou republicanos conforme a distribuição dos eleitores.
RÉU PRESO SEM CULPA FORMADA POR MAIS DE DOIS ANOS
A defesa sustenta versão diferente. Os advogados afirmam que o réu foi atacado primeiro pela ex-companheira enquanto estava no sofá, reagindo em seguida. O processo depende de laudo pericial de DNA para identificar a origem do sangue encontrado na sala e nas armas do crime. Embora o material tenha sido coletado dez meses antes, a Polícia Civil ainda não apresentou o exame. Diante da demora, o juiz Felipe Esmanhoto Mateo expediu sete requisições cobrando o documento, mas os órgãos policiais alegaram dificuldades para localizar as amostras. Sem previsão de retomada da instrução, a defesa alegou constrangimento ilegal pelos 911 dias de prisão sem culpa do acusado. O relator, desembargador Alexandre Carvalho e Silva de Almeida, acolheu o pedido. Segundo ele, apesar da gravidade do caso, o réu é primário e não pode suportar o ônus da ineficiência estatal na produção da prova científica.
FALHA NO USO DE IA, SEGUNDO ADVOGADOS
No Paraná, o sistema Simba-Jud reúne agentes virtuais que fazem contagem de prazo, verificam gratuidade de Justiça, localizam procurações e sugerem padrões decisórios. Os tribunais relatam ganhos de eficiência e celeridade na análise de recursos ao STJ e STF. Por outro lado, cresce a reação da advocacia diante de falhas atribuídas ao uso da IA. O ministro Rogerio Schietti manifestou preocupação com erros graves em petições produzidas com auxílio tecnológico e comunicou a OAB. Também se multiplicam recursos questionando se decisões judiciais teriam sido produzidas por inteligência artificial sem supervisão humana. Em um habeas corpus, o ministro Antonio Saldanha classificou como “desrespeitosa” a acusação de que decisão teria sido integralmente produzida por IA. Segundo ele, os sistemas apenas auxiliam na elaboração de relatórios e localização de teses. A ConJur identificou apenas um caso em que o STJ reconheceu erro do sistema Logos. No AREsp 2.923.529, a Presidência admitiu que a análise automatizada não percebeu diferenças processuais relevantes, agravadas pela digitalização desordenada dos autos no TJ de Goiás.
PEDIDO AFASTAMENTO DE DESEMBARGADOR NO PARANÁ
Os advogados afirmam que, dias após o julgamento, o novo advogado da parte adversa escolheu um quadriciclo em Curitiba. O veículo teria sido pago em dinheiro por terceiros e depois transferido para o nome do filho do desembargador, após troca por um modelo mais caro. As informações constam em notas fiscais e no depoimento do administrador da loja entregues ao CNJ. Em manifestação pública, Francisco Carlos Jorge disse que as acusações se baseiam em “ilações e conjecturas”, classificou o relatório como apócrifo e afirmou que a aquisição do veículo por seu filho foi lícita. O desembargador também alegou que divergências sobre decisões judiciais devem ser discutidas nos autos, e não em procedimentos disciplinares.
ACABOU A APOSENTADORIA COMPULSÓRIA REMUNERADA
Segundo Dino, a Reforma da Previdência de 2019 extinguiu a aposentadoria compulsória como punição disciplinar. O ministro afirmou que a Constituição não prevê transferência compulsória para a inatividade com recebimento de salário como sanção administrativa. O caso começou após ação de um juiz afastado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para anular decisão do CNJ que determinou sua aposentadoria compulsória. No recurso, a PGR alegou que a decisão deveria ser analisada pelo plenário do STF e argumentou que a medida pode expor o Judiciário e o Ministério Público a pressões políticas. A Procuradoria também afirmou que houve interferência na competência do Congresso para definir punições aplicáveis à magistratura. Desde a decisão de Dino, o CNJ discute como aplicará a nova regra em processos disciplinares futuros.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 27/05/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
MP denuncia pré-candidato e mais 12 por fraude no transporte rural do DF
Apuração faz parte da Operação Old West, deflagrada em dezembro de 2023 pela 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia)
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Com operações, Rio tem ‘clima de Lava-Jato’ e vive apreensão em diferentes frentes
Cláudio Castro foi alvo de dois mandados da PF, e deputados foram presos; leitura é de que investigações estão no começo e desdobramentos vão acontecer
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Operação contra Castro agrava cenário em reduto de Flávio Bolsonaro
Preocupação de bolsonaristas é associação entre o caso Master no Rio de Janeiro com áudios do senador com Daniel Vorcaro Integrantes do PL manifestam temor com divulgação de diálogos do ex-governador com ex-banqueiro
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Moraes envia à PGR investigação sobre ligação entre Vorcaro, Eduardo e Flávio
O pedido foi protocolado pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) em ação na qual Eduardo é réu por suposta coação no julgamento da trama golpista, que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Dataprev diz que vazamento de dados do INSS atingiu 2,8 milhões de CPFs, a maioria de falecidos
Órgão afirma que falha no "Meu INSS" afetou 52 mil pessoas vivas
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Portugal entra em dias críticos de calor e área ardida já é o dobro face a maio do ano passado
terça-feira, 26 de maio de 2026
RADAR JUDICIAL
PISO SALARIAL DOS PROFESSORES
Segundo o MapBiomas, 65% das áreas com perda de vegetação receberam ações das autoridades em 2025. Em 2019, no início do governo Jair Bolsonaro, esse índice era de apenas 5%. Apesar da melhora, a destruição ainda preocupa: na Amazônia, quase cinco árvores por segundo foram derrubadas. O Cerrado continuou sendo o bioma mais afetado, concentrando mais da metade do desmatamento nacional. O avanço da agropecuária segue como principal causa da perda de vegetação. Lula busca fortalecer sua agenda ambiental antes das eleições e após a COP30, em Belém. Ambientalistas, porém, criticam o apoio do governo a projetos de exploração de petróleo na foz do Amazonas. Além disso, projetos aprovados na Câmara podem enfraquecer regras de combate ao desmatamento no país.
TRUMP BUSCA REALIZAÇÕES PESSOAIS
Os republicanos sabem que o destino de seu partido continua nas mãos do presidente, mas também reconhecem que têm pouca capacidade de influenciar suas decisões. A poucos meses das eleições de meio de mandato, Donald Trump parece mais focado em iniciativas pessoais e disputas políticas do que em garantir a manutenção do controle republicano do Congresso. Ele apoiou candidatos alinhados ao movimento MAGA em detrimento de nomes tradicionais do partido, inclusive desafiando figuras veteranas no Texas. Também tem se dedicado a projetos simbólicos e luxuosos, como a construção de um salão de baile na Casa Branca, enquanto minimiza problemas econômicos internos, como a alta dos combustíveis. Trump chegou a classificar os preços da gasolina como “troco de pinga” e mantém discurso duro em relação a temas internacionais, ao mesmo tempo em que chama a economia doméstica de “farsa” de opositores. Em meio a isso, criou um fundo bilionário de US$ 1,8 bilhão para indenizações relacionadas a alegações de “guerra jurídica”, incluindo envolvidos nos atos de 6 de janeiro. A medida gerou forte reação dentro do próprio Partido Republicano, com senadores criticando a prioridade dada a pautas pessoais em detrimento da agenda legislativa. Parte deles deixou Washington sem avançar em projetos do governo, como medidas de imigração e financiamento do salão presidencial.
A aprovação de Trump caiu para níveis historicamente baixos, aumentando a preocupação de aliados sobre o impacto eleitoral. Ainda assim, ele mantém forte influência sobre a base republicana e continua pressionando por lealdade total dentro do partido. Nos últimos meses, Trump intensificou ataques a membros do próprio partido que considera desleais, como parlamentares que votam contra suas posições. Um dos alvos foi o deputado Brian Fitzpatrick, da Pensilvânia, crítico do fundo de indenizações. Outro caso foi o senador Thom Tillis, que chamou a medida de “estúpida ao extremo” e acabou repreendido publicamente por Trump nas redes sociais. A troca de críticas expôs divisões internas e o desconforto de parte dos republicanos. Apesar disso, muitos membros do partido evitam confronto direto, temendo retaliações políticas e o impacto da influência de Trump sobre eleitores. O ex-presidente também conta com forte estrutura de financiamento e apoio de aliados próximos. Mesmo com frustrações internas, a liderança de Trump segue central para o Partido Republicano, que reconhece depender dele para mobilizar sua base eleitoral.