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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

FIFA PERMITIU JOGADOR INELEGÍVEL NAS ELIMINATÓRIAS


A Fifa teria concluído, em sigilo, que o Congo escalou um jogador inelegível nas Eliminatórias. 
O goleiro Lionel Mpasi havia atuado pelas categorias de base da França. Segundo documentos, a mudança de filiação não foi concluída conforme as regras. Mesmo assim, a entidade permitiu que o Congo continuasse na competição. A seleção precisava vencer a Jamaica para chegar à Copa após 52 anos. O Congo derrotou os jamaicanos e garantiu sua classificação ao Mundial de 2026. A denúncia havia sido apresentada pela Nigéria, eliminada anteriormente pelo Congo. A Fifa rejeitou o caso alegando que a reclamação foi apresentada fora do prazo. Documentos analisados pelo New York Times mostram que havia outras alternativas. Entre elas estavam punir o Congo, beneficiar a Nigéria ou manter o resultado. A entidade também poderia ter aplicado multas ou alterado o confronto decisivo. A Fifa não negou as conclusões da investigação jornalística. A organização afirmou que seus comitês são autônomos e seguem os regulamentos. Também disse que Gianni Infantino não participou das decisões sobre o caso. O episódio amplia os questionamentos sobre a integridade da Copa de 2026. A competição já enfrenta críticas envolvendo política e decisões da entidade. Um caso anterior envolveu a suspensão de um jogador dos Estados Unidos. A punição foi revogada após uma ligação entre Infantino e Donald Trump.

Outro episódio envolve negociações secretas para investimentos em futuros torneios. O conjunto das denúncias aumentou a pressão sobre a gestão de Infantino. A Nigéria sofreu consequências esportivas e políticas após a derrota para o Congo. A crise contribuiu para a renúncia de toda a diretoria da federação nigeriana. O presidente Ibrahim Gusau pediu uma investigação sobre a atuação da Fifa. Casos anteriores mostram que a entidade já puniu seleções por jogadores inelegíveis. Em 2016, a Grécia perdeu por 3 a 0 após escalar atleta irregular. Em 2018, resultados da Bolívia também foram alterados por irregularidade semelhante. O caso congolês também pode afetar a disputa política pela presidência da Fifa.
Infantino busca apoio africano para permanecer no comando da entidade. Seu aliado Véron Mosengo-Omba foi eleito presidente da federação congolesa. Para críticos, a decisão sobre o Congo pode ter interesses políticos envolvidos. Infantino se reunirá com dirigentes africanos e depende desses votos para sobreviver. 

IRMÃOS ISRAELENSES COMEMORAM TERCEIRO ANIVERSÁRIO DO 7 DE OUTUBRO 2023


Israelenses marcam nesta quarta-feira (7) o terceiro aniversário do ataque de 7 de Outubro de 2023. 
Naquele dia, o Hamas realizou uma ofensiva contra comunidades e bases militares no sul de Israel. Cerca de 1.200 pessoas foram mortas e aproximadamente 250 foram levadas como reféns para Gaza. O ataque desencadeou uma guerra devastadora e uma ampla ofensiva israelense no território palestino. Dezenas de milhares de palestinos morreram durante o conflito e grande parte de Gaza foi destruída. Os reféns foram libertados em diferentes etapas, enquanto dezenas morreram durante o cativeiro. Entre os sequestrados estavam os irmãos gêmeos Gali e Ziv Berman, então com 26 anos. Moradores do kibutz Kfar Aza, eles foram capturados e permaneceram dois anos em Gaza. Durante o cativeiro, foram separados, sofreram agressões, fome e passaram longos períodos em túneis. Libertados em outubro de 2025, descobriram que mais de 60 moradores de Kfar Aza haviam morrido. Os irmãos também reencontraram a mãe e souberam que familiares próximos haviam sobrevivido. O pai, que sofre de Parkinson avançado e demência, chorou ao vê-los novamente. Eles também se reencontraram com Emily Damari, amiga e vizinha sequestrada no mesmo ataque. Após a libertação, Gali passou a estudar direito, governança e diplomacia. Ziv iniciou um novo relacionamento e os dois começaram a reconstruir suas vidas. Mesmo livres, afirmam que os traumas do cativeiro continuam presentes em seu cotidiano. Cada irmão perdeu cerca de 20 quilos durante os dois anos de prisão em Gaza.

Ziv também precisou realizar extenso tratamento dentário após passar longo período sem escovar os dentes. Durante o cativeiro, os irmãos se reencontraram algumas vezes, inclusive em gravações de propaganda. Eles dizem que a liberdade só pareceu completa após Israel recuperar o corpo de Ran Gvili. O policial havia sido levado para Gaza após ser gravemente ferido durante os combates de 7 de Outubro. Os irmãos afirmam que não aceitariam deixar para trás um soldado morto ou ferido. De volta à liberdade, Gali e Ziv viajaram e encontraram comunidades judaicas nos Estados Unidos. Eles também se reuniram com o presidente Donald Trump durante uma viagem ao país. Os irmãos afirmam estar determinados a contar ao mundo o que viveram durante o cativeiro. Recentemente, viajaram à Tailândia e visitaram os túmulos de amigos mortos no ataque. Também procuram se afastar das homenagens ao 7 de Outubro para lidar com as lembranças. No dia da libertação, pediram ao piloto que sobrevoasse o estádio do Maccabi Tel Aviv. Hoje, acompanham partidas de futebol e mantêm forte convivência com familiares e amigos. Apesar das lembranças dolorosas, Gali afirma que os irmãos estão vivos e não dão a vida como garantida. 

MP DENUNCIA DEZ PESSOAS PARTICIPANTES DE COMÉRCIO ILEGAL DE ARMAS


O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou dez pessoas por participação em um esquema criminoso. 
A organização envolvia comércio ilegal de armas, vazamento de informações sigilosas e lavagem de dinheiro. Investigação financeira identificou movimentações superiores a R$ 250 milhões. Os valores circularam em contas de pessoas físicas e de cinco empresas ligadas ao grupo. Entre os denunciados estão policiais e ex-policiais acusados de fornecer armas e dados privilegiados. As informações e armamentos teriam sido destinados a Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão que é apontado como líder do Terceiro Comando Puro no Complexo de Israel, no Rio. A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados. Nesta quarta-feira (7), MPRJ e Polícia Federal deflagraram a Operação Magen. Foram expedidos sete mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão. As ações ocorreram no Rio de Janeiro e no Amazonas; ainda foi determinado o sequestro de três imóveis e 31 veículos. A investigação começou na Polícia Federal, diante do poderio bélico de traficantes. Vitor Hugo Marinho Garcia, conhecido como Batata, seria um dos principais fornecedores. Ex-policial militar, ele é acusado de liderar o esquema de fornecimento de armas. Em outubro de 2022, teria vendido dez fuzis AR-15 ao chefe do TCP.

José Carlos Ribeiro de Campos, o Ferrugem, também é acusado de negociar armamentos. Ele teria fornecido dois fuzis Colt M4 para integrantes da organização criminosa. O policial militar Johan Borja Portela teria vendido um revólver e nove pistolas Glock. Análises bancárias apontaram patrimônio incompatível com os rendimentos declarados. Os investigados utilizavam empresas e contas de terceiros para ocultar recursos. As cinco empresas envolvidas movimentaram cerca de R$ 173,7 milhões. Vitor Hugo teria movimentado aproximadamente R$ 31,9 milhões entre 2019 e 2023. Marcel Rodrigues Fernandes movimentou cerca de R$ 33,2 milhões no mesmo período. Eduardo Thales Lopes Pires movimentou aproximadamente R$ 33,4 milhões. Três companheiras dos acusados também foram denunciadas por lavagem de dinheiro. Elas são alvo de medidas cautelares, mas não tiveram prisão decretada. A investigação identificou ainda acesso ilegal a sistemas sigilosos das forças de segurança. O policial civil Carlos Barnabé Santos Souza, o Alemão, é acusado de repassar informações. Segundo a denúncia, dados eram usados para localizar pessoas, praticar extorsões e auxiliar criminosos. O MPRJ pediu retenção de passaportes e inclusão dos mandados na Interpol devido ao risco de fuga. 

SAIU NA FOLHA DE SÃO PAULO

Pretensão de Kassio de soltar Bolsonaro é um acinte

  • Ministro do STF cogita anular os efeitos da justa condenação do ex-presidente por tentativa de golpe
  • A via correta para reduzir penas exageradas é o plenário da corte autorizar logo a vigência da lei da dosimetria, aprovada pelo Congresso
  • SALVAR ARTIGOS

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Um juiz sentado em uma cadeira de tribunal, com uma expressão séria. Ele usa um terno escuro, uma gravata rosa e um broche. A cadeira é de cor dourada e ao fundo há pessoas em trajes formais. O ambiente é de um tribunal, com iluminação suave e paredes escuras.
Kassio Nunes Marques, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) -  Gustavo Moreno - 12.fev.25/Divulgação STF

Causa espécie a notícia de que o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, cogita anular os efeitos da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e permitir a sua soltura, mediante decisão monocrática. Parece que juízes da corte constitucional não compreenderam a intolerância da sociedade com esse padrão de intromissão político-partidária.

A causa é acintosa. Não há dúvidas da participação do então candidato derrotado à reeleição numa trama para subverter o resultado das urnas. Testemunhos e provas asseguram que o Brasil só não viveu a recidiva autoritária pela resistência da cúpula das Forças Armadas,liderada pelo general Freire Gomes, do Exército.

Os acusados percorreram a via canônica do devido processo legal. Denunciados pela Procuradoria-Geral da República, exerceram o contraditório e foram julgados em sessões públicas e regulares. Quatro ministros —Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin— venceram o único dissidente, Luiz Fux, para sentenciar Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão.

Pode-se criticar os julgadores pela opção maximalista no momento de definir os crimes e as penas —exagero que se repetiu com diversos réus, não só com o ex-presidente. Isso, porém, não tisna a legitimidade do processo.

A reação do Congresso Nacional foi sensata. Em vez de embrenhar-se pela via irresponsável da anistia, como queria a franja radical bolsonarista, os parlamentares optaram por aprovar um projeto de lei, o que está em sua alçada exclusiva, que na prática reduz as penas para todos os condenados pela intentona golpista.

Promulgada a lei, entrou em cena o poder de obstrução individual que a lassidão em vigor concede a juízes do Supremo. Desde maio, Alexandre de Moraes está sentado sobre ações que questionam a constitucionalidade da lei, tendo suspendido os seus efeitos. Enquanto isso, condenados que já poderiam estar soltos ou ter obtido encurtamento da pena não podem ser contemplados.

A maneira ortodoxa de desfazer o impasse seria o plenário do STFjulgar logo os questionamentos à lei e permitir que ela vigore. Tudo de que o Brasil não precisa agora é a sobreposição de uma nova heterodoxia nesse caso politicamente sensível. Se, com o benefício casuísta a Jair Bolsonaro, Nunes Marques pretende prestar um serviço às forças responsáveis por sua nomeação à corte, deve saber que prestará um enorme desserviço à causa da Justiça.

O antiexemplo de que a punição pelos crimes cometidos contra a Carta de 1988 possa ser anulada vai estimular a repetição dessas ignomínias. A audácia de conceder o perdão pela canetada solitária de um ministro alimentará o moto-perpétuo que investe cada juiz do STF da pretensão de que pode mandar em tudo.

Rasgar a toga para beneficiar um grupo partidário manterá a cúpula da Justiça na penumbra da desmoralização, o que só interessa aos abutres do autoritarismo.

editoriais@grupofolha.com.br 

"LISTA SUJA" DO TRABALHO ESCRAVO


O governo federal incluiu 82 nomes na chamada “lista suja” do trabalho escravo. 
A atualização foi divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego na terça-feira (6). O número representa uma redução de 51,48% em relação à lista publicada em abril. Entre os novos registros, 54 são pessoas físicas e 28 são empresas. Os casos ocorreram entre 2024 e 2026, em 21 estados e no Distrito Federal. Ao todo, 553 trabalhadores foram resgatados em condições análogas à escravidão. Minas Gerais teve o maior número de novos empregadores, com 19 registros. A Bahia aparece em seguida, com oito casos, e Amazonas e Maranhão tiveram seis cada. As atividades mais frequentes envolveram criação de bovinos, serviços domésticos e carvão. Também aparecem produção de café e construção de edifícios entre os setores atingidos. Entre os incluídos está a empresa T. F. Zimpel Ltda., de Taiany França Zimpel que contratou 20 trabalhadores resgatados em uma fazenda de Nova Maringá (MT). Em São Paulo, Boizao Eventos e Churrascaria Marginal do Tietê também foram incluídas. A “lista suja” é atualizada semestralmente pelo Ministério do Trabalho. Só entram empregadores após a conclusão definitiva do processo administrativo. Os nomes permanecem normalmente por dois anos no cadastro.

Nesta edição, 151 empregadores foram retirados após cumprir esse período. Desde 2024, também é possível deixar o cadastro mediante termo de ajustamento de conduta. O acordo exige indenização às vítimas de pelo menos 20 salários mínimos e prevê financiamento de ações de apoio aos trabalhadores resgatados. Criada em 2003, a lista teve sua divulgação suspensa entre 2014 e 2016. Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal reconheceu sua constitucionalidade. As fiscalizações são coordenadas pela Secretaria de Inspeção do Trabalho. Participam ainda Polícia Federal, Ministério Público do Trabalho e Defensoria Pública. Desde 1995, mais de 70 mil trabalhadores foram resgatados pelo grupo móvel. Mais de R$ 171 milhões em verbas salariais e rescisórias foram assegurados. Denúncias podem ser feitas pelo Sistema Ipê, criado com apoio da Organização Internacional do Trabalho. 

PENA DE MORTE VOLTA COM TRUMP


O presidente Donald Trump aprovou a execução do major Nidal Malik Hasan, do Exército dos Estados Unidos. 
Hasan matou 13 pessoas e feriu outras 32 em um ataque ocorrido em 2009, em Fort Hood, Texas. O massacre foi o mais letal já registrado em uma base militar americana.
Segundo o Pentágono, Hasan será executado por um pelotão de fuzilamento. A data, o horário e o local serão definidos pelo secretário do Exército. A execução poderá representar a primeira aplicação da pena de morte militar desde 1961. Também poderá ser a primeira execução federal desde o fim do primeiro mandato de Trump. Em 2008, George W. Bush autorizou uma execução militar, mas ela acabou suspensa. No fim de 2024, Joe Biden comutou as penas da maioria dos condenados à morte no sistema federal civil. Hasan era psiquiatra do Exército e trabalhava em Fort Hood quando realizou o ataque. Em 5 de novembro de 2009, ele levou uma arma pessoal para a base e abriu fogo. Durante o atentado, Hasan afirmou estar promovendo uma jihad contra as guerras no Afeganistão e no Iraque. Ele foi baleado e ficou paraplégico após ser atingido durante o ataque. Durante o julgamento militar, confessou os assassinatos e foi condenado em 2013.

A sentença envolveu 45 acusações de homicídio e tentativa de homicídio premeditados. Hasan está atualmente no corredor da morte militar, em Fort Leavenworth, Kansas. Ele não demonstrou arrependimento pelos crimes cometidos. Segundo relatos, afirmou que gostaria de ter morrido durante o ataque e se tornado um mártir. Hasan também declarou que continuaria se considerando mártir caso fosse executado. Nascido na Virgínia, ele era filho de palestinos muçulmanos e estudou na Virginia Tech. Sua formação médica militar começou em 1997. Nos anos anteriores ao ataque, sua visão religiosa tornou-se cada vez mais extremista. O Pentágono destacou suas motivações jihadistas ao anunciar a autorização da execução. Apesar disso, Hasan não foi processado por acusações relacionadas especificamente ao terrorismo. A execução ainda poderá ser impedida por recursos judiciais. Há precedente de suspensão de uma execução militar por decisão de um juiz federal. O último militar americano executado foi John A. Bennett, enforcado em 1961. Atualmente, quatro detentos permanecem no corredor da morte militar aguardando execução. Militares condenados à morte precisam da confirmação pessoal do presidente para serem executados. A decisão de Trump, portanto, retoma a possibilidade de uma execução militar nos Estados Unidos após 65 anos. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 7/10/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Rogério Marinho manda recado a Dino e Moraes após reunião no STF

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Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador se reúne com o presidente do STF, mas acusa ministros da Corte de atuarem politicamente

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

PL conquista uma em cada cinco cadeiras nas assembleias legislativas e toma liderança do PT em MG e no RS

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Legenda de Flávio Bolsonaro terá as maiores bancadas em 11 estados e no DF; PT e PSD ganham espaço, enquanto União Brasil e PP encolhem

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

A direita veio para ficar

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PT e Lula surgiram e cresceram em São Paulo, e o estado deu-lhes agora uma humilhante derrota Eleição sinalizou um certo cansaço dos eleitores com o partido; o primeiro turno de domingo (4) confirmou-o

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Paulo Afonso avança em transformação digital após seleção em projeto federal

O resultado coloca o município baiano na quarta faixa de pontuação entre as candidaturas nordestinas selecionadas

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Com derrota de Roseana, Sarney fica sem mandato após 72 anos

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Fim de uma era: após a derrota de Roseana, nenhum membro da tradicional família política do Maranhão ocupará cargos eletivos a partir de 2027

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Jorge Jesus remete caso Ronaldo para segundo plano: "Li o comunicado e agora faço como todos os dias"

Selecionador nacional não comentou as acusações do capitão da Seleção e garantiu que vai concentrar-se no trabalho na Cidade do Futebol, depois da longa explicação deixada por Cristiano Ronaldo.

terça-feira, 6 de outubro de 2026

RADAR JUDICIAL


B
RASILEIRO É PRESO EM LOCAL DE VOTAÇÃO NA FLÓRIDA

Brasileiro de 46 anos foi detido no domingo (4) após se passar por agente do ICE em Miami. O homem estava em um local de votação das eleições brasileiras, na Flórida. Danilo Silva usava boné, jaqueta com a sigla do órgão, máscara e botas táticas. Segundo autoridades, ele abordava eleitores e pretendia intimidá-los. Policiais à paisana passaram a monitorar o local após denúncias. Silva foi abordado durante uma discussão com outros eleitores. Ele admitiu não pertencer a nenhuma força de segurança dos Estados Unidos. O brasileiro disse ter comprado o uniforme e os acessórios pela internet. Após votar, Silva trocou de roupa dentro de seu veículo. Durante a abordagem, ele teria ameaçado investigadores e tentado suborná-los. O suspeito foi levado ao centro de detenção Turner Guilford Knight. A juíza Mindy Glazer afirmou que aquele dia não era Halloween.


UC
RÂNIA USA ARMAS ROBOTIZADAS 

A Força Aérea da Ucrânia começou a usar armas robotizadas controladas por inteligência artificial. As torretas são instaladas em pontes para interceptar drones russos durante os ataques. Segundo o coronel Yuri Ignat, porta-voz da Força Aérea, o sistema já realizou algumas interceptações. Os equipamentos foram utilizados principalmente na região de Kiev. A Ucrânia busca há meses novas formas de combater os drones russos que atacam a capital. Os novos modelos russos são mais rápidos e difíceis de derrubar que os anteriores. Eles utilizam motores a jato, aumentando a velocidade e a capacidade de ataque. Os modelos anteriores eram baseados nos drones iranianos Shahed. Ignat afirmou que as novas torretas já derrubaram alguns drones, incluindo o moderno Geran-5. Os equipamentos foram observados por jornalistas da AFP em Kiev. As torretas utilizam visão óptica e inteligência artificial para identificar os alvos. A tecnologia busca reduzir a participação humana e tornar mais rápida a resposta aos ataques.


"IA" T
RANSFOMA COMPRA DE PRODUTOS

A inteligência artificial começa a transformar a forma como consumidores encontram e compram produtos. Agentes como ChatGPT, Gemini e Claude podem pesquisar, comparar e até concluir compras. O chamado comércio agêntico pode criar uma nova forma de distribuição no varejo. Segundo o BTG Pactual, essa mudança ainda representa pequena parcela do comércio eletrônico. Mesmo assim, acessos de IA a sites de varejo cresceram 203% entre junho de 2025 e maio de 2026. Nos marketplaces, as visitas mensais geradas por IA chegaram a 46,8 milhões, alta de 237%. A mudança desloca para a inteligência artificial o papel tradicional das vitrines dos marketplaces. Empresas também investem em GEO para melhorar a presença de seus produtos nas respostas das IAs. O avanço dos agentes pode reduzir o contato direto das varejistas com seus consumidores. Com isso, ficam ameaçados tráfego, dados dos clientes e receitas de publicidade das plataformas. Amazon, Mercado Livre e Magazine Luiza desenvolvem estratégias diferentes para enfrentar essa transformação. O desafio será preservar dados, relacionamento e marca enquanto a IA assume parte da jornada de compra.


JUSTIÇA
PODERÁ ATASAR PAGAMENTOS A SERVIDORES

A Justiça Federal enfrenta um déficit de R$ 266 milhões em 2026. Os seis Tribunais Regionais Federais discutem medidas para equilibrar as contas. Entre as possibilidades estão cortes em contratos, obras e investimentos em tecnologia. Também foi cogitado adiar para janeiro parte dos pagamentos a servidores. As medidas poderiam atingir benefícios e a segunda parcela do 13º salário. O Conselho da Justiça Federal, porém, afirma que não haverá atraso na folha. Segundo o CJF, quase 80% do déficit decorre do adicional de qualificação. O benefício começou a ser pago em janeiro, seis meses antes do previsto. Enquanto isso, magistrados continuam recebendo valores acima do teto constitucional. No TRF-4, 523 dos 542 magistrados receberam acima do limite em algum mês. O sindicato dos servidores atribui o rombo também aos benefícios da magistratura.O presidente do CJF discutirá uma solução com os presidentes dos TRFs.

A casa da fraternidade Chi Phi, que está no centro da acusação de estupro, dentro da Universidade Cornell em Nova York

ALUNOS ACUSADOS DE ESTUPRO

Após uma aluna de Cornell acusar sete integrantes de uma fraternidade de estupro em 2024, a universidade abriu investigação sigilosa. Os documentos revelam agora as punições aplicadas aos envolvidos e os fundamentos das decisões. Dois estudantes foram expulsos, um ex-aluno foi proibido de entrar no campus e dois foram suspensos. Outros dois receberam punições mais brandas, incluindo restrições de contato e cursos sobre assédio. Todos negaram irregularidades, e o promotor local decidiu não apresentar acusações criminais em 2024. A fraternidade Chi Phi foi banida do campus após as denúncias. A estudante, identificada como Jane Doe, afirmou que estava incapacitada para consentir por causa de álcool e drogas. Segundo seu relato, ela sofreu abusos de vários homens durante a noite na casa da fraternidade. A investigação de Cornell analisou mais de mil páginas de entrevistas, relatórios policiais e outros documentos. Um painel de três integrantes analisou o caso durante 12 dias e aplicou sanções diferentes aos acusados. A divulgação das acusações provocou debate sobre violência sexual, punições universitárias e presunção de inocência. A governadora de Nova York determinou uma revisão independente e nomeou Letitia James como promotora especial.

 Salvador, 6 de outubro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados

COREIA DO SUL ENCONTRA INDÍCIOS DE ATAQUES CIBERNÉTICOS CONTRA BANCOS

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, afirmou que há indícios do uso de inteligência artificial em ataques cibernéticos contra bancos. Os casos aumentaram a preocupação com uma onda de incidentes registrada nas últimas semanas. Segundo Myung, sete instituições financeiras tiveram dados de clientes expostos. A Comissão de Serviços Financeiros estima que mais de 68 mil pessoas foram afetadas. Os hackers teriam explorado sistemas menos seguros utilizados por empresas terceirizadas. Em um ataque, foram burladas verificações de identidade do portal do Shinhan Bank. O incidente expôs informações de cerca de 25 mil clientes. A polícia sul-coreana abriu uma investigação completa sobre os ataques. Até agora, não há relatos de dinheiro roubado das instituições financeiras. Uma autoridade afirmou que IA generativa foi usada para encontrar vulnerabilidades. A ferramenta também teria auxiliado na realização de ataques contra os sistemas. O especialista Moon Jong-hyun apontou o possível uso da ferramenta Artex. Trata-se de um programa de código aberto, em chinês, que utiliza IA para localizar vulnerabilidades. Ele comparou a ferramenta a uma faca, que pode ter usos legítimos ou criminosos. Além do Shinhan, cerca de 40 mil clientes do Yegaram Savings Bank foram afetados. Outros 2.200 clientes corporativos do Welcome Savings Bank também tiveram dados expostos. Violações menores atingiram ainda o KB Kookmin Bank e o Hana Bank. BNK Busan Bank e Hyundai Capital relataram vazamentos ligados a prestadores de serviços. Endereços de IP semelhantes sugerem que um mesmo invasor pode estar por trás de parte dos ataques.

O governo determinou o mais alto nível de vigilância no setor financeiro. As autoridades defendem sistemas capazes de usar IA para combater ataques realizados com IA. O Ministério da Ciência e a agência de segurança cibernética criaram uma operação emergencial. A estrutura funcionará 24 horas por dia para responder a novos incidentes. Provedores de nuvem foram orientados a bloquear atividades suspeitas vindas do exterior. Casos recentes mostram que criminosos vêm ampliando o uso de inteligência artificial. No ano passado, hackers ligados à China teriam usado o Claude Code contra cerca de 30 organizações. Entre os alvos estavam instituições financeiras de diferentes países. A Coreia do Sul já enfrenta histórico de grandes vazamentos de dados. Ataques recentes contra empresas como Coupang, LotteCard e KT ampliaram a pressão por maior segurança. A nova onda reforça o desafio de proteger o sistema financeiro diante da evolução da IA.