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domingo, 26 de abril de 2026

ZELENSKI ACUSA RÚSSIA DE "TERRORISMO NUCLEAR"


O presidente da Volodimir Zelenski acusou a Rússia de “terrorismo nuclear” no 40º aniversário da explosão de Usina de Tchernóbil, neste domingo (26). 
Em mensagem nas redes sociais, ele afirmou que a invasão iniciada em 2022 coloca o mundo “à beira de um desastre provocado pelo homem”. “O mundo não pode permitir que esse terrorismo nuclear continue”, disse, defendendo pressão internacional sobre Moscou. Zelenski afirmou que drones russos sobrevoam Tchernóbil com frequência e que um chegou a atingir a cobertura protetora no ano passado. O desastre de 1986 foi o pior acidente nuclear civil da história e alterou a percepção global sobre energia nuclear. Milhares morreram devido à radiação, mas o número exato é incerto. Cerca de 600 mil “liquidadores” foram expostos durante a limpeza. Relatório da ONU (2005) estimou até 4.000 mortes nos países mais afetados. O Greenpeace calculou cerca de 100 mil vítimas. O aniversário ocorre em meio à guerra entre Ucrânia e Rússia.

Ataques noturnos russos com mais de 100 drones deixaram três mortos e quatro feridos. Na região de Sumi, dois civis morreram perto da fronteira russa. Em Dnipro, uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas após bombardeios. Casas e veículos foram danificados. A força aérea ucraniana disse ter interceptado 124 de 144 drones lançados. Na Crimeia anexada, autoridades russas relataram um morto após ataque ucraniano. O governador de Sebastopol disse que casas e uma escola foram atingidas. Segundo Moscou, 43 drones ucranianos foram abatidos. 

STJ: 14 MIL PROCESSOS POR MAGISTRADO; STM: 41


Magistrados da Justiça Militar da União e dos estados recebem salários elevados impulsionados por adicionais como acúmulo de acervo e função, com média de R$ 84 mil mensais, acima do teto constitucional de R$ 46,3 mil. 
Na Justiça Militar estadual, a média chegou a R$ 98 mil em 2025, superando os R$ 74 mil da Justiça comum. O Brasil possui a Justiça Militar da União, ligada ao STM, e a Justiça Militar estadual, responsável por julgar policiais e bombeiros militares. Apenas São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul têm tribunais militares próprios; nos demais estados, os casos vão para varas especializadas. Os tribunais afirmam que os pagamentos seguem a legislação e decisões do STF e do CNJ, além de condições orçamentárias. O STM não respondeu aos questionamentos da reportagem. Dados do CNJ mostram que os salários incluem auxílios como acúmulo de acervo, plantões e licença-prêmio convertida em dinheiro. Esses “penduricalhos” frequentemente elevam os ganhos acima do teto constitucional. Apesar disso, a carga de trabalho não acompanha os altos rendimentos. A Justiça Militar estadual responde por apenas 0,004% dos processos do Judiciário. A produtividade média é de 96 casos por magistrado, contra 2.574 na Justiça comum estadual. Os gastos com pessoal representam 91% das despesas desse ramo.

Especialistas apontam que os tribunais militares refletem corporativismo e carecem de justificativa diante do baixo volume de casos. Na Justiça Militar da União, a média salarial foi de R$ 72 mil em 2025. Houve casos de magistrados recebendo até R$ 190 mil em um único mês. Dos 55 juízes ativos, 47 tiveram ao menos um contracheque acima de R$ 100 mil. Assim como nos estados, verbas indenizatórias elevam os ganhos e escapam do teto e do Imposto de Renda. A produtividade também é inferior à de outros tribunais superiores. No STJ, são cerca de 14 mil processos baixados por magistrado, contra apenas 41 no STM. A taxa de congestionamento do STM é de 42,9%, próxima à do STJ (41%). O debate sobre supersalários ganhou força no STF. Em março, o tribunal aprovou uma tese com regras sobre penduricalhos. A medida vale até o Congresso aprovar lei específica sobre o tema. A tese atinge magistrados e membros do Ministério Público. Pouco depois, CNJ e CNMP aprovaram resolução retomando benefícios. Entre eles estão auxílios de alimentação, saúde e educação. Também foi restabelecida ajuda de custo para magistrados. O tema segue em disputa entre controle de gastos e interesses corporativos. Críticos apontam privilégios incompatíveis com a produtividade. Já os tribunais defendem a legalidade e a especificidade da Justiça Militar.

 

MOVIMENTAÇÃO DE VALORES DA FAMÍLIA VORCARO


A empresa Multipar, ligada à família de Daniel Vorcaro, movimentou mais de R$ 1 bilhão entre 2020 e 2025, segundo relatório do Coaf. 
O órgão aponta que as transações sugerem tentativa de ocultação de patrimônio; a marca Banco Master foi estruturada nesse período, após autorização do Banco Central em 2019 e o relatório menciona intensa troca de recursos entre empresas do mesmo grupo, com movimentação de R$ 1,07 bilhão, com origem e destino detalhados. Em torno de 93% dos valores envolveram empresas ou pessoas ligadas a Vorcaro. A rede inclui holdings, fundos e empresas com familiares e funcionários como sócios, sendo que o próprio Banco Master recebeu R$ 5,8 milhões da Multipar. A defesa afirma que todas as operações são lícitas, contabilizadas e transparentes, mas Daniel Vorcaro está preso, suspeito de fraude bilionária no mercado financeiro, assim como seu cunhado, Fabiano Zettel, também detido por envolvimento no esquema. As investigações indicam uso de empresas de fachada e fundos para inflar ativos com o objetivo de elevar artificialmente o valor do banco sem lastro real. 

A Multipar, pertencente a Henrique Vorcaro e Natália Vorcano, teria papel semelhante, ao circular recursos entre empresas conectadas; identificadas cerca de 10 mil transações entre mais de 30 empresas. O fundo GFS, administrado pela Reag, vinculada a operação suspeitas, recebeu R$ 47 milhões e devolveu R$ 15 milhões à Multipar. A divulgação parcial de documentos sigilosos é criticado pela defesa, enquanto o Coaf aponta uso de contas como “canal de passagem” de recursos. A Hebron Participações aparece como principal parceira econômica e promoveu a transferência de R$ 419,2 milhões à Multipar, tendo recebido R$ 104,3 milhões. Outra empresa vinculada à fraude é a Alliance Participações, acusada de participação em esquema com ativos ambientais inflados. A Multipar enviou R$ 51,4 milhões à Alliance e recebeu R$ 27,1 milhões. A defesa nega irregularidades nos projetos de carbono. Foram registradas transferências para contas pessoais da família Vorcaro, sendo que Henrique recebeu R$ 14,7 milhões e Natália, R$ 6,4 milhões. Aline Vorcaro, a maior beneficiada, recebeu R$ 20,9 milhões. 

MINISTRO DEFENDE MEDIDAS MAIS DURAS PARA PRESERVAR O JUDICIÁRIO


A edição de hoje do
 Correio Braziliense traz artigo do ministro do STF Flávio Dino defendendo mudanças estruturais no Judiciário para combater a corrupção. Segundo ele, os códigos de ética atuais são importantes, mas insuficientes para coibir desvios, daí a proposta de revisão do Código Penal, especialmente no capítulo sobre crimes contra a Administração da Justiça. A ideia é criar tipos penais mais rigorosos e específicos para práticas como corrupção, peculato e prevaricação. Dino afirma que não se trata de “ilusão punitivista”, mas de aplicar medidas proporcionais à gravidade das condutas. Ele ressalta que é ainda mais grave quando profissionais do Direito violam a legalidade que deveriam proteger. O ministro contextualiza destacando a importância da reputação ilibada no serviço público, assegurando que agentes devem agir com probidade, justiça e foco no bem comum. Diz que essa postura tem sido prejudicada por valores como individualismo, consumismo e narcisismo meritocrático. Dino alerta para o surgimento dos chamados “empreendedores forenses”. Esses atores, segundo ele, trocam o compromisso com o saber jurídico pela busca de enriquecimento ilícito. A impunidade, inclusive com punições brandas, estimularia esse comportamento.

O ministro relembra debates sobre punições como a aposentadoria compulsória, sanção extinta constitucionalmente pela Emenda nº 103/2019; argumenta que, quando decisões judiciais passam a ter valor econômico, o interesse público é comprometido, cenário no qual a corrupção distorce o funcionamento da Justiça. Ao final, o ministro apresenta três propostas principais. A primeira é o aumento das penas para crimes cometidos dentro do sistema de Justiça. A segunda prevê regras mais rápidas para afastamento e perda do cargo. Nesse caso, o recebimento da denúncia já implicaria afastamento imediato. A terceira proposta trata da responsabilização criminal de quem tentar obstruir investigações. Isso inclui ações para impedir, embaraçar ou retaliar processos. Em síntese, Dino defende mudanças legais mais duras para preservar a integridade do Judiciário.

 

TRUMP E FAMILIARES MANTÉM NEGÓCIOS VINCULADOS A "CASSINOS"


Um soldado dos Estados Unidos foi indiciado por usar informações confidenciais para lucrar em mercados de previsão, reforçando críticas recentes de Donald Trump de que o mundo estaria se tornando um “cassino”. Apesar de demonstrar desconforto com a prática, Trump e sua família mantêm vínculos com essa indústria. 
A empresa de mídia do presidente lançou um produto próprio de previsões, enquanto Donald Trump Jr. possui relações com plataformas importantes do setor, como Polymarket e Kalshi. Para especialistas em ética, isso evidencia contradição entre o discurso público e interesses privados. Embora Trump tenha sugerido preocupação com o uso de informações privilegiadas, há poucos sinais de que haverá maior regulação. O governo já recuou anteriormente em ações contra empresas do setor, e analistas acreditam que suas declarações não afetarão o mercado. Os mercados de previsão permitem apostas sobre eventos futuros, incluindo temas sensíveis como conflitos e decisões políticas. No caso investigado, o soldado teria lucrado mais de US$ 400 mil apostando com base em informações sobre operações na Venezuela.

Casos semelhantes levantaram preocupações sobre segurança nacional e levaram parlamentares a discutir projetos para restringir esse tipo de atividade entre servidores públicos. A senadora Elissa Slotkin defende a proibição do uso de informações não públicas para apostas. Apesar disso, a aprovação de novas regras é incerta, especialmente diante da influência política de Trump. A Casa Branca afirma ser contra o uso indevido de informações, mas os negócios da família podem enfraquecer essa mensagem. Não há proibição geral para apostas em mercados de previsão por funcionários públicos, embora casos possam ser enquadrados como fraude. Diante de suspeitas recentes, autoridades emitiram alertas internos. Enquanto isso, o novo produto “Truth Predict”, ligado à empresa de Trump, segue em desenvolvimento. Já Donald Trump Jr. mantém atuação como consultor e investidor em empresas do setor, embora negue envolvimento direto com negociações ou influência governamental.

 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 26/04/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Dino defende revisão do Código Penal para punir juízes e advogados

Em artigo exclusivo ao Correio Braziliense, o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino volta a defender mudanças estruturais no Judiciário brasileiro

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Ataque em Washington: o que se sabe sobre o homem preso por abrir fogo no jantar de Donald Trump

O suspeito foi preso após o incidente que forçou a evacuação do chefe da Casa Branca; ele fez uma doação para a campanha presidencial de Kamala Harris

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Trump diz que motivo dos disparos não está claro e que atirador é 'lobo solitário'

Segundo a imprensa americana, trata-se de Cole Tomas Allen, 31 O homem que fez os disparos estava em uma área de triagem no hotel, não dentro do salão onde a festa ocorria

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Moraes manda prender último núcleo de condenados pela trama golpista

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Tiros e evacuação de Trump: jantar de correspondentes da Casa Branca termina em caos

Disparos em salão de baile de Washington levam presidente dos Estados Unidos a ser evacuado às pressas

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Trump diz que atirador é "um louco". Presidente retirado do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca

Agente que travou o atacante está no hospital, mas "em grande forma", disse presidente, que prometeu retomar o evento nos próximos 30 dias. Atirador identificado como californiano de 31 anos.

sábado, 25 de abril de 2026

RADAR JUDICIAL


DEPUTADO NIKOLAS DESENTENDE COM FILHO DE BOLSONARO

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a trocar ataques com Jair Renan Bolsonaro (PL) nas redes sociais. A briga começou após críticas de um perfil de direita sobre sua atuação política. O comentário ironizou a troca de camiseta em vídeos e questionou seu apoio político em Minas Gerais. Também acusou Nikolas de favorecer aliados e trair o próprio partido. O deputado reagiu dizendo que enviaria emenda “para internar” os críticos. Jair Renan respondeu com ironia, usando um meme para provocá-lo. Em seguida, Nikolas atacou Renan e outro influenciador, chamando-os de incapazes. Renan rebateu com publicação de um aliado, acusando Nikolas de ingratidão à família Bolsonaro. O comentário dizia que ele teria buscado apoio no passado e agora se afastado. Dados mostram que Nikolas mencionou Flávio Bolsonaro poucas vezes recentemente. Isso reforçou críticas sobre falta de engajamento na campanha presidencial.


FAMÍLIA VIVE NO AEROPORTO DESDE INÍCIO DESTE MÊS

Desde 8 de abril, o egípcio Abdallah Montaser, 31, vive na área restrita do Aeroporto de Guarulhos com a esposa e dois filhos pequenos. A família foi impedida de entrar no Brasil e aguarda há 16 dias resposta sobre visto humanitário. Eles estão hospedados no hotel do aeroporto e não podem sair sem autorização. A companhia aérea paga a estadia da mulher e das crianças, mas não a de Montaser. Na sexta (24), a esposa, grávida de 34 semanas, foi levada ao hospital. Ela apresentou infecção urinária e sangue na urina, com risco de parto prematuro. Segundo Montaser, o atendimento médico foi solicitado antes, mas negado inicialmente. A remoção só ocorreu na manhã do dia seguinte. Ele afirma ter deixado o Egito em 2015 após condenação por protestos políticos. Ao chegar ao Brasil com visto de turista, teve a entrada barrada. A defesa diz que ele foi considerado “perigoso” com base em norma do Ministério da Justiça. A família nega irregularidades e teme deportação para o Egito, onde ele pode ser preso.


MULHERES PODEM PERDER O DIREITO AO VOTO

Um apresentador de podcast pergunta que direito seria retirado das mulheres, e o influenciador de ultradireita Nick Fuentes responde que acabaria com o direito ao voto feminino. O tema, embora pareça extremo, vem ganhando espaço em setores conservadores dos Estados Unidos. Grupos religiosos defendem ideias como “um voto por família”, decidido pelo marido. Pastores como Doug Wilson e Dale Partridge pregam a submissão feminina e criticam a participação política das mulheres. Partridge chegou a afirmar que mulheres votam de forma emocional e defendeu o fim da 19ª Emenda. Essa emenda garantiu o voto feminino e consolidou a democracia plena no país. Recentemente, o governo Trump propôs regras que dificultam o voto de mulheres casadas. Embora não revogue a emenda, a medida cria barreiras burocráticas. Discursos contra o voto feminino se espalham na chamada “machosfera” das redes sociais. Há também mulheres conservadoras que apoiam a perda desse direito, com base no patriarcado religioso. O debate surge em meio à responsabilização feminina por mudanças sociais e políticas. Nos EUA, mulheres tendem a votar mais em candidatos do Partido Democrata.

DELEGADO É ENCONTRADO MORTO

O delegado Mikhail Rocha e Menezes, 46 anos, da Polícia Civil do DF, foi encontrado morto na manhã de ontem, 24, em sua casa, em Goiânia (GO). Ele havia sido preso no ano passado após atirar contra três mulheres, mas respondia ao processo em liberdade, sob monitoramento eletrônico. O policial também estava em acompanhamento psiquiátrico e afastado das funções na corporação. O caso ocorreu em 16 de janeiro de 2025, no Condomínio Santa Mônica, em São Sebastião. Na ocasião, ele atirou contra a companheira e a empregada doméstica da família. Depois, seguiu até o Hospital Brasília, no Lago Sul, levando o filho ferido. No hospital, exigiu atendimento imediato para a criança. Ao ser abordado pela enfermeira-chefe, reagiu com novos disparos. A profissional também foi baleada durante a confusão. Após o crime, o delegado fugiu com o filho no carro. Ele foi preso enquanto dirigia, ainda com a criança ferida no veículo. Desde então, respondia ao processo fora da prisão.

SUSPENSA DECISÃO QUE BARRAVA VENDA DE IMÓVEIS DO BRB

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) que barrava a venda de imóveis públicos para socorrer o Banco de Brasília (BRB). Segundo o ministro, a suspensão da lei causava “grave lesão à ordem administrativa”. Ele afirmou que a medida impedia a execução de política pública definida pelos Poderes Executivo e Legislativo. Também haveria risco à ordem econômica e ao interesse público. Fachin destacou o papel central do BRB no sistema financeiro do DF. O banco atua no pagamento de servidores, gestão de depósitos e concessão de crédito. Com a decisão, volta a valer a lei distrital sancionada em março. A norma permite usar bens públicos para capitalizar o banco. Também autoriza operações financeiras e alienação de ativos. A previsão é viabilizar captação de até R$ 6,6 bilhões. A decisão é liminar e vale até análise do TJDFT. O caso ainda será avaliado pelo plenário do STF, com manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). 

DELEGADO É ENCONTRADO MORTO

O delegado Mikhail Rocha e Menezes, 46 anos, da Polícia Civil do DF, foi encontrado morto na manhã de ontem, 24, em sua casa, em Goiânia (GO). Ele havia sido preso no ano passado após atirar contra três mulheres, mas respondia ao processo em liberdade, sob monitoramento eletrônico. O policial também estava em acompanhamento psiquiátrico e afastado das funções na corporação. O caso ocorreu em 16 de janeiro de 2025, no Condomínio Santa Mônica, em São Sebastião. Na ocasião, ele atirou contra a companheira e a empregada doméstica da família. Depois, seguiu até o Hospital Brasília, no Lago Sul, levando o filho ferido. No hospital, exigiu atendimento imediato para a criança. Ao ser abordado pela enfermeira-chefe, reagiu com novos disparos. A profissional também foi baleada durante a confusão. Após o crime, o delegado fugiu com o filho no carro. Ele foi preso enquanto dirigia, ainda com a criança ferida no veículo. Desde então, respondia ao processo fora da prisão.

Salvador, 25 de abril de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.


TRUMP APROVA RETOMADA DA PENA DE MORTE


O governo de Donald Trump anunciou ontem, 24, a retomada da pena de morte no sistema federal dos EUA, incluindo o uso de injeção letal e pelotões de fuzilamento. 
Segundo relatório do Departamento de Justiça, a gestão anterior de Joe Biden teria prejudicado vítimas ao restringir execuções. O documento autoriza novamente o uso de pentobarbital e propõe métodos adicionais como eletrocussão e gás letal. Esses métodos, afirma o texto, são considerados compatíveis com a Constituição pela Suprema Corte. O relatório também sugere que o sistema prisional federal adote práticas de estados que ampliaram formas de execução. O senador democrata Dick Durbin criticou a medida, chamando-a de “mancha na história” e prática “cruel e imoral”. Trump já havia sinalizado a retomada da pena de morte ao assumir o mandato. Em seu primeiro governo, 13 presos federais foram executados. Em 2021, Merrick Garland suspendeu execuções federais e o uso do pentobarbital. Nos últimos dias de mandato, Biden comutou penas de 37 dos 40 condenados à morte. A legislação atual impõe limites: execuções federais só podem ocorrer em estados que permitem a pena capital. Historicamente, isso ocorreu em Indiana, onde só há injeção letal. 

O relatório propõe buscar novos estados que permitam métodos alternativos. O Mississippi é citado como exemplo, pois admite eletrocussão e fuzilamento. O governo também estuda ampliar ou realocar instalações de execução. O pelotão de fuzilamento é raro, mas voltou a ser autorizado por alguns estados. Antes recente, havia sido usado apenas em Utah em execuções modernas. Em 2025, a Carolina do Sul executou três presos por esse método. O governo pretende ainda reduzir possibilidades de apelação em casos de pena de morte. Também quer limitar pedidos de clemência e indulto. Outra proposta é ampliar crimes passíveis de pena capital. Entre eles: assassinato de policiais e crimes de ódio. Mudanças exigiriam aprovação do Congresso. Especialistas criticam o relatório por foco político contra o governo anterior. Há dúvidas sobre o sofrimento causado pelo pentobarbital. A droga é usada desde 2010, mas enfrenta contestação judicial. Mesmo assim, tribunais têm permitido seu uso em execuções.

 

CAI ACESSO DE INVESTIDORES DE CRIPTOS EM RECEPÇÃO DE TRUMP


O valor pago por investidores de criptomoedas para acessar uma recepção VIP com Donald Trump caiu fortemente em relação ao ano passado, indicando menor interesse da comunidade cripto em suas memecoins. 
Os 297 maiores detentores da moeda $TRUMP garantiram acesso a uma conferência neste sábado (25), com discursos de Trump, Mike Tyson e Paolo Ardoino, além de almoço de gala. Entre eles, os 29 maiores investidores terão acesso a uma recepção VIP com o presidente e outros convidados de destaque. Dados do Financial Times mostram que os participantes VIP detinham uma mediana de US$ 539 mil em $TRUMP, contra cerca de US$ 3,3 milhões no ano anterior. A queda sugere perda de interesse na moeda, que já recuou 93% desde seu pico, segundo a CoinMarketCap. O desempenho acompanha o colapso mais amplo das memecoins, ativos altamente especulativos ligados a tendências online. Especialistas afirmam que a relação entre a indústria cripto e Trump perdeu força e já não tem o mesmo apelo. Apesar de promessas de tornar os EUA a “capital cripto do mundo” e adotar regulação mais branda, iniciativas pessoais de Trump no setor geraram controvérsias. O concurso pouco impactou o preço do $TRUMP, que subiu momentaneamente após anúncio, mas voltou a cair até o fim do prazo.

Após a competição, muitos investidores venderam suas posições, reduzindo o total de tokens de 17 milhões para 9,7 milhões. O FT identificou 27 dos 29 vencedores do acesso VIP. O investidor Justin Sun liderou novamente o ranking, com cerca de US$ 9,4 milhões em $TRUMP. Sun já enfrentou acusações de fraude nos EUA, posteriormente retiradas, e recentemente entrou em disputa judicial com uma empresa ligada a Trump. Este é o segundo evento do tipo desde o lançamento da memecoin, em janeiro de 2025. Diferente do ano anterior, os participantes não obtiveram lucro, já que o preço caiu abaixo do nível inicial. A memecoin de Melania Trump também despencou cerca de 94% desde o pico. Senadores democratas pediram esclarecimentos sobre possíveis ganhos financeiros de Trump e sua família com o evento. O organizador Bill Zanker e a Casa Branca não comentaram. A pontuação do concurso considerou a quantidade média de tokens e compras de produtos oficiais Trump. Os vencedores receberão brindes como relógio, fragrância, cartão colecionável e pôster. O regulamento prevê que Trump pode não comparecer e que o evento pode ser cancelado. Ainda assim, o presidente divulgou o encontro nas redes sociais, prometendo um evento “histórico” em Mar-a-Lago. 

IA NO FUTURO DA SAÚDE MENTAL DIGITAL


Os escritórios da Grow Therapy, em Nova York, podem ter vista para o cemitério da Trinity Church, mas a empresa vive um momento de forte expansão. 
Fundada em 2020, lidera o ranking de crescimento das Américas em 2026, impulsionada pela demanda por serviços de saúde mental e pelo uso de inteligência artificial. Sua plataforma conecta pacientes a terapeutas e, agora, aposta em chats com IA para ampliar o atendimento especializado. O sucesso de ferramentas como o ChatGPT reflete a disposição das pessoas em interagir intimamente com tecnologia, especialmente para terapia e companhia. O CEO Jake Cooper afirma que a ideia surgiu da dificuldade de encontrar atendimento acessível e coberto por seguros de saúde. A Grow lucra por meio de acordos com seguradoras, conectando usuários a profissionais e recebendo pelos serviços prestados. Funcionários de empresas como a Amazon têm acesso a sessões gratuitas, enquanto outros pacientes pagam, em média, US$ 21 por consulta. A empresa possui parceria com mais de 125 seguradoras e não cobra assinaturas diretas dos usuários. Seu crescimento é acelerado: a receita saltou de US$ 3,6 milhões em 2021 para US$ 617,4 milhões em 2024. Em 2025, captou US$ 150 milhões e atingiu valuation de US$ 3 bilhões.

Apesar do sucesso, atua em um setor competitivo e volátil. Empresas como Teladoc e Talkspace cresceram na pandemia, mas enfrentaram forte queda após o período. Outras concorrentes incluem Spring Health, Headway, Rula e Headspace. Essas startups atendem à demanda das seguradoras por redução de custos com saúde mental. No entanto, o desafio é comprovar resultados concretos para manter o interesse dessas parceiras. Há também o risco de redução nos reembolsos, caso os serviços não demonstrem valor suficiente. A inteligência artificial tornou-se central no modelo da Grow Therapy. Pacientes podem conversar com chatbots entre sessões, e os dados podem auxiliar terapeutas no acompanhamento. Porém, especialistas alertam para riscos. Pesquisas indicam que IA pode reforçar crenças negativas dos usuários. Casos envolvendo segurança, como processos judiciais contra empresas de IA, aumentam a preocupação. A OpenAI afirma adotar salvaguardas para lidar com conversas sensíveis. A possível regulação da IA também representa um desafio para o setor. Além disso, há dúvidas sobre a eficácia real de alguns produtos. Empresas podem superestimar benefícios por interesse comercial. Mesmo assim, estudos recentes apontam avanços. Um relatório de 2025 mostrou que chatbots terapêuticos podem ajudar em depressão, ansiedade e transtornos alimentares. Assim, a IA surge como oportunidade e risco no futuro da saúde mental digital.

 

TRIBUNAL FEDERAL REFORÇA DECISÃO DE JUIZ FEDERAL SOBRE IMIGRANTES


Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos bloqueou, ontem, 24, uma ordem do presidente Donald Trump que proibia imigrantes que entraram ilegalmente pela fronteira com o México de solicitarem asilo. 
A medida fazia parte de um decreto assinado no início de seu atual mandato, no qual Trump classificava a situação na fronteira sul como uma “invasão”. Anteriormente, um juiz federal em Washington já havia suspendido a aplicação da ordem, ao entender que os procedimentos de imigração são regidos pela Lei de Imigração e Nacionalidade. Na decisão, o magistrado afirmou que nem a lei nem a Constituição concedem ao presidente poderes amplos para restringir o direito de asilo dessa forma. O tribunal de apelações confirmou esse entendimento, reforçando que a legislação garante a estrangeiros “fisicamente presentes” no país o direito de solicitar asilo e ter seus pedidos analisados individualmente.

Segundo os juízes, qualquer mudança nesse sistema deve ser feita pelo Congresso, responsável por alterar a legislação. O caso foi levado à Justiça por 13 pessoas que alegam fugir de perseguições em países como Afeganistão, Cuba, Egito, Brasil e Peru, além de três organizações de defesa dos imigrantes. Seis dessas pessoas já haviam sido expulsas com base no decreto. A política de endurecimento contra a imigração ilegal é uma das prioridades do governo Trump, que frequentemente associa o fluxo migratório a uma “invasão” de criminosos. As medidas têm gerado diversas disputas judiciais em diferentes instâncias. O governo ainda pode recorrer da decisão ou levá-la à Suprema Corte. Recentemente, o tribunal máximo analisou outro caso sobre o direito de solicitar asilo em pontos oficiais de entrada, que ainda aguarda decisão.

CRÍTICAS A MINISTROS DO STF


Há consenso entre ministros do STF de que críticas à corte já fazem parte da pauta de pré-candidatos da direita para 2026, mas há divisão sobre como reagir durante a campanha. 
Metade defende enfrentamento direto, com posicionamentos públicos firmes e alertas sobre consequências de ataques. A outra metade prefere discrição, evitando exposição e desgaste. O debate foi intensificado por dois episódios: a proposta de indiciamento de magistrados feita pelo senador Alessandro Vieira na CPI do Crime Organizado e vídeos críticos ao STF divulgados por Romeu Zema, pré-candidato à Presidência. O grupo liderado por Gilmar Mendes adota postura mais dura. Ele reagiu ao relatório da CPI com discurso contundente e acionou a PGR para investigar Vieira por abuso de autoridade. Gilmar também pediu a inclusão de Zema no inquérito das fake news, denunciando uma “indústria de difamação” contra o Supremo.

Essa ala conta com apoio de Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Dias Toffoli, que veem o STF como alvo político com potencial de gerar ganhos eleitorais a adversários, sobretudo ligados a Jair Bolsonaro. Apesar disso, aliados demonstram preocupação com excessos no tom de Gilmar, temendo efeitos negativos. A avaliação é que respostas devem ser firmes, mas sem ironias ou declarações polêmicas que reforcem narrativas de perseguição e ampliem o engajamento de opositores. Nesse contexto, Toffoli chegou a afirmar que votos obtidos com críticas infundadas ao STF poderiam ser considerados fraudulentos e até levar à inelegibilidade.