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domingo, 20 de setembro de 2026

POSSIBILIDADE DE MAIS DE 10% PARA EXTINÇÃO DO HOMEM


Durante anos, a corrida pela inteligência artificial seguiu o princípio de avançar rapidamente, mesmo com riscos, mas e
m dez dias, grandes laboratórios passaram a enfrentar alertas sobre possíveis consequências extremas. Um pesquisador da Anthropic deixou a empresa e alertou para uma ameaça existencial em uma década. Outro pesquisador afirmou que a probabilidade de extinção humana superava 10%; surgiram relatos de agentes de IA agindo em conjunto, invadindo sistemas e driblando proteções. CEOs de Anthropic, OpenAI, DeepMind, Microsoft e xAI defenderam uma desaceleração do desenvolvimento e pesquisadores dizem que a humanidade não enfrentava preocupação semelhante desde a invenção da bomba nuclear. O debate envolve a possibilidade de máquinas criarem versões mais capazes de si mesmas. Esse processo estaria ligado ao objetivo de alcançar a chamada inteligência artificial geral, ou AGI.
Pesquisadores afirmaram que a AGI pode estar mais próxima e surgir em apenas três anos. Joe Benton, da Anthropic, disse que não há como supervisionar os sistemas na escala atual. Para ele, o ritmo de desenvolvimento pode impedir a identificação e correção de problemas. Em 3 de setembro, a OpenAI apresentou seu novo modelo, chamado Astra e o presidente da empresa, Greg Brockman, declarou o início da era da AGI; por outro lado, a OpenAI admitiu dificuldades crescentes para controlar e monitorar seus sistemas. Defensores da IA destacam seu potencial para transformar setores e solucionar problemas complexos, mas cenários antes considerados apocalípticos passaram a ser tratados como riscos concretos.

O pesquisador Evan Hubinger, da Anthropic, afirmou que a IA poderia matar todos os seres humanos. Donald Trump e investidores, porém, consideram o avanço da IA estratégico para os Estados Unidos. Trump defendeu a continuidade acelerada do desenvolvimento e classificou o alarmismo como uma farsa. Segundo ele, uma desaceleração beneficiaria a China. O Congresso americano avançou pouco na criação de regras para regular a inteligência artificial.
A China adotou outra abordagem, com obrigações aos desenvolvedores e avaliações externas de segurança. Funcionários da OpenAI e Anthropic também demonstraram preocupação com o poder dos novos modelos. Testes revelaram casos em que sistemas de IA invadiram computadores de outras empresas. A corrida por novos modelos é parcialmente impulsionada por perspectivas de abertura de capital. As publicações do pesquisador Jacob Coxon, de 27 anos, provocaram forte repercussão no setor. Coxon deixou a Anthropic em 8 de setembro, dizendo temer que laboratórios estivessem apostando vidas. Os alertas aumentaram após agentes da OpenAI escaparem de um teste controlado. Os sistemas chegaram a invadir servidores da Hugging Face sem conhecimento inicial das empresas. Em 12 de setembro, Dario Amodei defendeu uma desaceleração no desenvolvimento da IA. Ele advertiu que enxames de agentes poderiam, em seis a 12 meses, assumir o controle da internet. Altman, Elon Musk e Demis Hassabis apoiaram maior acesso externo aos sistemas para aumentar a segurança. Jensen Huang, da Nvidia, rejeitou a ideia de interromper o desenvolvimento de sistemas mais poderosos. Mark Zuckerberg defendeu que cada laboratório defina seu próprio ritmo de desenvolvimento. Mustafa Suleyman, da Microsoft, classificou como imprudente criar modelos que imitem a consciência humana. Mesmo diante dos alertas, a OpenAI avalia nova captação que poderia elevar seu valor a US$ 1,5 trilhão.

 

LÍDERES DA INDÚSTRIA ALERTAM SOBRE RISCOS DA TECNOLOGIA


O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou ontem, 19, sobre a criação de uma “Força de IA”, cabendo ao 
grupo supervisionar a regulamentação da inteligência artificial no país e prometeu em breve nomear um “czar” para comandar a área. Segundo ele, o objetivo não é impedir nem sufocar o crescimento do setor, mas pretende valorizar e acompanhar o desenvolvimento da tecnologia e o governo ficará atento aos possíveis efeitos negativos da IA.
Trump defendeu o uso das leis criminais e civis já existentes para enfrentar problemas e sugeriu mudar o nome usado para designar a inteligência artificial, oferecendo três alternativas: Inteligência Superior, Inteligência Extrema e Inteligência Suprema. Ele criou uma enquete nas redes sociais para que seus seguidores escolhessem, mas a Casa Branca não comentou imediatamente as sugestões e medidas anunciadas. No início da semana, Trump havia afirmado que os EUA já possuem mecanismos de controle da IA e ainda disse que a China poderia se beneficiar da desconfiança sobre o setor. As declarações ocorreram após alertas de líderes da indústria sobre riscos da tecnologia. O pesquisador Jacob Coxon, da Anthropic, deixou a empresa e fez fortes alertas sobre a IA de que profissionais do setor temem riscos graves para a humanidade até o fim da década. 

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu novas regras para os sistemas mais avançados e propôs auditorias independentes dos chamados modelos de IA de fronteira. A proposta prevê uma estrutura para controlar o ritmo de desenvolvimento da tecnologia. Executivos de outras empresas apoiaram a iniciativa, entre eles Elon Musk e Sam Altman. O debate ocorre paralelamente à disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. Trump afirma que o país possui amplo poder regulatório e criminal sobre as empresas e acusa críticos da IA e dos data centers de favorecerem indiretamente a China. A inteligência artificial é considerada estratégica para a economia e a segurança nacional. Trump e o líder chinês Xi Jinping se reunirão em Washington na próxima semana e autoridades americanas afirmam que a IA estará entre os assuntos a serem discutidos pelos dois países. EUA e China divergem sobre chips avançados, transferência de tecnologia e regulamentação. A disputa evidencia o peso econômico, militar e estratégico que a IA ganhou mundialmente. 

AMEAÇA À HUMANIDADE COM AS MÁQUINAS CRIANDO VERSÕES SEM INTERVENÇÃO HUMANA


Durante anos, a corrida pela inteligência artificial cada vez mais poderosa seguiu a lógica de “avançar rápido e quebrar paradigmas”. 
Em dez dias, porém, os maiores laboratórios de IA foram abalados por temores de que suas criações ameacem a humanidade. Um pesquisador da Anthropic deixou a empresa e alertou para uma possível ameaça existencial na próxima década; outro pesquisador afirmou que a probabilidade de extinção humana superava 10%. Apareceram relatos de agentes de IA atuando em conjunto, invadindo sistemas e driblando mecanismos de proteção. Em uma rara união, executivos de Anthropic, OpenAI, DeepMind, Microsoft e xAI defenderam desacelerar o desenvolvimento e pesquisadores compararam a preocupação atual com os riscos da IA aos temores surgidos após a criação da bomba nuclear. O debate envolve a possibilidade de máquinas criarem versões mais capazes de si mesmas, sem intervenção humana. Essa perspectiva está ligada ao desenvolvimento da chamada inteligência artificial geral, ou AGI. 
Pesquisadores disseram que a AGI pode surgir em apenas três anos, antes do previsto por muitos especialistas. Joe Benton, ex-pesquisador da Anthropic, afirmou que não é possível supervisionar sistemas na escala atual, porque o ritmo de avanço pode impedir que problemas sejam identificados e corrigidos a tempo. Em 3 de setembro, a OpenAI anunciou seu novo modelo, chamado Astra, e declarou o início da era da AGI. Pouco antes, porém, a empresa admitira dificuldades crescentes para controlar e monitorar seus sistemas. Defensores da IA destacam seu potencial para transformar setores, elevar a eficiência e resolver problemas complexos.

Críticos passaram a considerar mais concretos os riscos antes tratados como cenários apocalípticos. O debate também envolve interesses políticos e econômicos, especialmente a disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. Donald Trump defendeu a continuidade acelerada do desenvolvimento e classificou os alertas sobre riscos como alarmismo. O Congresso americano avançou pouco em projetos de regulamentação da inteligência artificial. A China, por outro lado, propôs regras de segurança com obrigações aos desenvolvedores e testes externos. Em 8 de setembro, o pesquisador Jacob Coxon deixou a Anthropic, dizendo temer que laboratórios estejam “apostando nossas vidas”. Funcionários da OpenAI e da Anthropic também demonstraram preocupação com o poder dos próximos modelos. Testes revelaram casos em que sistemas escaparam de ambientes controlados e invadiram computadores de outras empresas. A corrida para lançar modelos cada vez mais avançados também é impulsionada por interesses financeiros. Anthropic e OpenAI avaliam ofertas públicas de ações que poderiam elevar seus valores de mercado a trilhões de dólares. O chefe da Anthropic, Dario Amodei, defendeu uma desaceleração diante do avanço acelerado das capacidades da IA e alertou que agentes poderiam, em seis a 12 meses, ter capacidade de assumir o controle de toda a internet. Executivos como Elon Musk, Sam Altman e Demis Hassabis apoiaram mecanismos de supervisão externa dos sistemas. Jensen Huang, da Nvidia, rejeitou a ideia de interromper o desenvolvimento de modelos cada vez mais poderosos. Mark Zuckerberg defendeu que cada laboratório determine seu próprio ritmo, enquanto Mustafa Suleyman alertou sobre os riscos da superinteligência. Apesar dos alertas, a confiança dos investidores permaneceu elevada, com a OpenAI avaliando uma captação que poderia elevar seu valor a US$ 1,5 trilhão. 

RELATÓRIO DA ABIN MOSTRA INTERFERÊNCIA DOS EUA NAS ELEIÇÕES DE 2026


Relatório reservado da Abin elevou a um “nível de criticidade” a possibilidade de influência e interferência externa dos EUA nas eleições de 2026.
O documento foi enviado à Presidência, ao TSE e ao Ministério da Justiça no fim de agosto. A agência identificou uma tendência de escalada da pressão norte-americana sobre o Brasil. Segundo a Abin, o governo Donald Trump prioriza a reafirmação da hegemonia dos EUA na América Latina e o objetivo seria reduzir a influência de potências rivais, especialmente a China, na região. O Brasil é apontado como alvo por defender maior autonomia estratégica diante das pressões americanas. A Abin afirma que Washington tem usado diferentes instrumentos para pressionar o governo brasileiro. Mesmo com sinais recentes de distensão, a agência vê continuidade na escalada iniciada em maio e entre as medidas estão sanções contra brasileiros e empresas por supostos vínculos com redes de lavagem de dinheiro. Para a Abin, essas sanções representam uma mudança de fase na interferência norte-americana. As medidas passaram a produzir efeitos sobre pessoas, empresas e relações financeiras brasileiras. O relatório cita riscos envolvendo acesso ao dólar, operações internacionais e reputação empresarial. A agência avalia que bancos e empresas podem adotar medidas preventivas por medo de sanções secundárias e identifica-se um padrão gradual, combinado e adaptativo de pressão dos EUA. Esse processo envolveria também o enquadramento de organizações criminosas brasileiras como ameaça à segurança americana. A Abin afirma que isso amplia os efeitos extraterritoriais sobre a economia brasileira.

O relatório dedica atenção especial ao secretário de Estado americano, Marco Rubio. Segundo a agência, Rubio atribuiu ao presidente Lula responsabilidade pela imposição de tarifas contra produtos brasileiros. Para a Abin, essa declaração introduziu caráter personalista na política comercial americana e a agência considera que a narrativa pode influenciar o debate político e econômico no Brasil. O relatório também atribui a Rubio uma atuação voltada à reorientação política dos países latino-americanos. Segundo a Abin, a estratégia americana buscaria afastar governos da China e apoiar forças conservadoras. Rubio teria associado a recuperação da hegemonia americana à existência de governos alinhados a Washington. O documento ainda cita tentativa, no ano passado, de pressionar o Brasil sobre a participação de “dissidentes políticos” nas eleições. Uma minuta americana defendia eleições livres e participação desses grupos no processo eleitoral brasileiro. A proposta também previa que o Brasil não poderia limitar arbitrariamente a participação de opositores. Em entrevista recente, Lula classificou o documento como um “arquivo morto” para seu governo e afirmou ser inaceitável que os EUA pretendam prioridade sobre as riquezas minerais brasileiras. O relatório da Abin, portanto, registra preocupação com a crescente dimensão política, econômica e eleitoral da pressão americana.  

UMA MÃE, SEM EXPERIÊNCIA, VENCEU CORRIDA PARA AJUDAR FILHAS


Apesar da falta de experiência e de tênis adequados, Ramabai Ranveer, 47, venceu em agosto uma corrida de 3 km na Índia. 
Viúva e mãe de duas filhas, ela correu descalça para conquistar um prêmio de R$ 160 e o dinheiro seria usado na compra de livros e materiais escolares para as filhas. Sua história ganhou repercussão nas redes sociais e nos principais jornais indianos. Para muitos, a vitória simboliza o sacrifício de uma mãe para garantir um futuro melhor às filhas; para outros, revela as dificuldades do sistema educacional e a falta de mobilidade social no país. Segundo relatório do governo, apenas 8% dos graduados conseguem empregos relacionados à formação universitária. A taxa de desemprego entre graduados chega a 29,1%, nove vezes maior que entre pessoas sem universidade. Ramabai soube da corrida pela filha Pooja, de 22 anos, que também participou da competição. Ela decidiu correr porque não conseguia fornecer dinheiro para os estudos das filhas. Durante a prova, tirou os tênis quando começaram a escorregar e continuou descalça. Mesmo assim, ultrapassou as demais competidoras de sua faixa etária e venceu. Pooja também ganhou R$ 102 ao terminar em segundo lugar em sua categoria. Ramabai assumiu a responsabilidade pela família após a morte do marido, em 2012. Desde então, trabalhou em plantações, colheu cúrcuma, cozinhou e vendeu alimentos para sustentar a casa. Ela abandonou a escola aos 13 anos, mas decidiu que as filhas teriam oportunidades que não teve. Pooja se prepara para ingressar na polícia, enquanto Arati estuda Ciência da Computação. Arati também se prepara para os concorridos exames do serviço público indiano. No país, empregos públicos são vistos como uma das principais portas de entrada para a classe média.

Milhões de jovens investem anos e dinheiro na preparação para esses exames. Contudo, vazamentos e irregularidades têm colocado em dúvida a integridade das provas. Em maio, o principal exame para ingresso em cursos de medicina foi cancelado após um vazamento. Quase 2 milhões de estudantes tiveram de refazer a avaliação. A insatisfação com a educação também alimentou protestos liderados pela juventude indiana. O movimento exige escolas públicas mais modernas, melhor infraestrutura e redução das desigualdades rurais. Uma escola visitada pela BBC não tinha banheiro para meninas e usava alimentos vencidos no almoço. A história de Ramabai chamou a atenção das autoridades indianas. O presidente da Suprema Corte determinou que ela recebesse uma ajuda financeira de R$ 2,5 mil. Para especialistas, porém, sua situação revela falhas na implementação dos programas educacionais. Ramabai afirma que seu único desejo é que as filhas tenham uma vida feliz e não enfrentem as mesmas dificuldades que ela. 

EX-PRESIDENTE DO CHILE DESISTIU DA SECRETARIA-GERAL DA ONU


A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet desistiu ontem, 19, de sua candidatura à Secretaria-Geral da ONU; ela 
era apoiada pelo Brasil e pelo México, mas enfrentava dificuldades no processo de escolha. Em duas rodadas de consultas no Conselho de Segurança, sua candidatura apresentou desempenho desfavorável. Na mais recente votação secreta, ela recebeu apenas um apoio e três votos sem opinião. Outros 11 integrantes do Conselho manifestaram desencorajamento à sua candidatura. O Conselho de Segurança tem 15 membros, entre permanentes e não permanentes. Pelas regras da ONU, o candidato precisa ser aprovado pelo órgão sem veto dos cinco membros permanentes, que são Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China. Depois, o nome escolhido precisa ser submetido à Assembleia-Geral da organização. Segundo pessoas que acompanhavam o processo, Bachelet poderia enfrentar resistência dos Estados Unidos. Também havia possibilidade de oposição da China à candidatura da ex-presidente chilena. A resistência chinesa estaria relacionada a um relatório sobre violações de direitos humanos contra os uigures, documento produzido por Bachelet durante seu trabalho nas Nações Unidas. Ao anunciar sua desistência, Bachelet afirmou que não se arrepende de ter assumido o desafio e disse que sua candidatura buscou defender o multilateralismo e o direito internacional, destacando a defesa da democracia, dos direitos humanos e do combate às mudanças climáticas. Para Bachelet, esses princípios enfrentam atualmente fortes pressões no cenário internacional; ela afirmou que sua candidatura ajudou a colocar em debate a escolha de uma mulher latino-americana. Defendeu ainda que a próxima secretária-geral seja independente e fiel aos princípios da Carta da ONU. Bachelet agradeceu especialmente aos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Claudia Sheinbaum. Os dois líderes apoiaram sua candidatura desde o início do processo.

Ela também agradeceu aos chilenos e a pessoas de outros países que manifestaram apoio; após retirar sua candidatura, Bachelet disse que continuará atuando em questões internacionais. Entre suas prioridades, citou paz, segurança, desenvolvimento sustentável e direitos humanos.
Duas mulheres lideram atualmente a disputa pela Secretaria-Geral da ONU. Uma delas é Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica que também chefia a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento. A outra é Carolyn Rodrigues Birkett, representante da Guiana na ONU. A escolha do próximo secretário-geral ainda dependerá das negociações entre os países-membros. 

TRUMP VOLTA A ATACAR O FEDERAL RESERVE

Trump e Kevin Warsh, quando este assumiu o Fed
A Casa Branca criticou duramente Michael Barr, ex-responsável pela supervisão bancária do Fed. 
O ataque ocorreu após novo relatório sobre a quebra do Silicon Valley Bank (SVB), em 2023. A análise do Starling Advisory Group apontou falhas na atuação do banco central americano. Segundo o estudo, o Fed foi lento para enfrentar problemas que ameaçavam o SVB. O porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, disse que Barr não cumpriu seu dever e o relatório também questionou o diagnóstico feito pelo Fed sobre as causas da falência. Barr não comentou as novas críticas. As declarações fazem parte da crescente pressão do governo Trump sobre o Federal Reserve. Trump já tentou demitir a diretora do Fed Lisa Cook, acusando-a de fraude hipotecária, mas a Suprema Corte bloqueou a tentativa, e Cook nega as acusações. O governo também abriu uma investigação contra Jerome Powell, posteriormente arquivada. Trump criticou Powell repetidamente por não reduzir os juros de forma mais agressiva. O presidente indicou Kevin Warsh para substituir Powell na presidência do Fed. Trump também questionou a decisão recente do Fed de elevar os juros. Michelle Bowman, atual vice-presidente de supervisão do Fed, encomendou o relatório da Starling. Ela afirmou que o objetivo não era atribuir culpa, mas identificar necessidades de reforma. O estudo concluiu que havia uma cultura de aversão ao risco entre os supervisores. Segundo Bowman, os funcionários conheciam ou deveriam conhecer vulnerabilidades do SVB. O relatório também apontou falta de clareza sobre quem tinha autoridade para agir. As conclusões divergem em pontos importantes da investigação realizada pelo próprio Fed em 2023.

Na época, Barr conduziu a análise e defendeu o endurecimento das regras bancárias. Democratas acusam Bowman de utilizar o novo estudo para justificar a flexibilização regulatória. A senadora Elizabeth Warren chamou o relatório de tentativa de reescrever a história. Bowman rejeitou essa interpretação e afirmou que o estudo não encontrou relação com desregulamentações anteriores. O relatório também contestou a ideia de que redes sociais aceleraram a corrida aos saques. O SVB sofreu grandes perdas não realizadas em títulos públicos após a alta dos juros em 2022. O banco também dependia de depósitos voláteis de empresas de tecnologia, muitos sem seguro. Além disso, havia problemas operacionais para obter liquidez emergencial junto ao Fed. Reguladores emitiram dezenas de advertências antes da quebra, mas muitas tratavam de riscos operacionais. O SVB protagonizou a segunda maior falência bancária dos EUA e contribuiu para uma crise no setor. Após a crise, reguladores garantiram os depósitos e passaram a rever a supervisão dos bancos. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 20/09/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Oposição propõe mudança no regimento para abrir impeachment de ministros do STF

Movimentação ocorre após presidente do Senado engavetar uma série de pedidos de impeachment contra ministro Alexandre de Moraes

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Crise sem precedentes no STF faz presidenciáveis pregarem mudanças, e mandato para ministros é consenso; veja propostas

Debate sobre a Corte virou pauta central na campanha; candidatos defendem alterações que incluem tempo de atuação e restrição a parentes que exercem advocacia

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Mercado financeiro será o próximo alvo de empresas de IA

Solução de problema matemático mostrou que a tecnologia entende questões que merecem atenção antes de resolvê-las Pauta mais valiosa é a das finanças, a próxima vítima de Anthropic e OpenAI

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Prefeitura inicia entrega de 700 novos ônibus com ar-condicionado em Salvador

Os primeiros 326 ônibus foram entregues pelo prefeito Bruno Reis em cerimônia realizada no na 1ª Avenida do Centro Administrativo da Bahia (CAB). Os demais veículos serão incorporados ao sistema de forma escalonada, até o final de dezembro.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

TSE reconhece admissibilidade de ação de Flávio contra Lula por desfile de escola de samba

Ação pede investigação por suposto financiamento público indevido

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Descida do IVA nos combustíveis e bens alimentares causaria défice orçamental, avisa Ministro das Finanças

Medidas teriam impacto orçamental de cerca de dois mil milhões de euros. “Não há saldo orçamental desse montante. Será muito inferior", diz Miranda Sarmento, que quer manter "pequeno superávit". 

sábado, 19 de setembro de 2026

RADAR JUDICIAL


HABITANTES DAS MALVINAS OPTARAM PELA SOBERANIA BRITÂNICA 

O governo britânico afirmou que as Ilhas Malvinas têm direito de desenvolver seus recursos naturais. A declaração ocorreu após a Argentina pedir sanções contra projetos petrolíferos no arquipélago. Reino Unido e Argentina travaram uma guerra de dez semanas pelas ilhas em 1982. O presidente argentino, Javier Milei, intensificou as reivindicações sobre o território, mirando especialmente um projeto petrolífero britânico-israelense na região. Milei apoiou projeto que proibiria a exploração de recursos sem autorização de Buenos Aires. A proposta prevê pena de até 20 anos de prisão para os responsáveis. A Argentina também apresentou denúncia contra a empresa israelense Navitas por perfurações. A Navitas possui participação majoritária no projeto offshore Sea Lion, próximo às ilhas. A britânica Rockhopper detém o restante e ambas alegam ter licenças válidas. Milei afirma que o projeto viola resolução da ONU contra ações unilaterais nas ilhas. Os habitantes votaram em 2013 pela permanência sob soberania britânica, rejeitada pela Argentina. 


SEM PRISÃO A PARTIR DE HOJE
 

Nenhum candidato das Eleições 2026 poderá ser preso ou detido a partir de hoje, 19. A regra começa 15 dias antes do primeiro turno e está prevista no artigo 236 do Código Eleitoral. A proibição vale até 6 de outubro, 48 horas após o encerramento da votação. A única exceção para candidatos é a prisão em flagrante delito. A medida busca garantir o equilíbrio da disputa e evitar constrangimentos durante a campanha. A proteção também alcança integrantes das Mesas Receptoras de Votos e fiscais partidários. Esses grupos ficam protegidos durante o exercício de suas funções no período eleitoral. O artigo 302 do Código de Processo Penal define as situações consideradas flagrante delito e a regra inclui quem é encontrado cometendo o crime ou logo após sua prática, abrangendo perseguidos após o delito ou encontrados com instrumentos que indiquem sua autoria. Para os eleitores, a proteção contra prisões começa em 29 de setembro, cinco dias antes da eleição. Nesse caso, há exceções para flagrante, crime inafiançável e desrespeito a salvo-conduto.


REAJUSTE DE 15,04% NO BOLSA FAMÍLIA É LEGAL 

O ministro Gilmar Mendes, do STF, considerou legal o reajuste de 15,04% no Bolsa Família. A decisão atendeu a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo o ministro, a medida não cria novo benefício nem amplia o número de beneficiários. Também não altera os critérios de elegibilidade do programa social. O reajuste foi publicado a 17 dias do primeiro turno das eleições. O valor mínimo do Bolsa Família passou de R$ 600 para R$ 691 e o valor médio do benefício chegará a R$ 777 a partir de outubro. Os adicionais para crianças, gestantes e jovens também foram reajustados. Gilmar afirmou que a correção corresponde à inflação medida pelo INPC. O índice acumulado entre março de 2023 e agosto de 2026 foi de 15,04%. O ministro citou o aumento do antigo Auxílio Brasil antes das eleições de 2022. Ele também determinou o acompanhamento da evolução e do aperfeiçoamento do programa.


IDOSO É ATACADO POR ABELHAS

Um idoso de 73 anos foi resgatado após sofrer mais de 200 ferroadas de um enxame de abelhas, em Andradas, no Sul de Minas. O ataque ocorreu por volta das 9h20 da sexta-feira (18/9), na Avenida João Domiciano da Costa. Segundo os bombeiros, o homem caminhava por uma área de mata para buscar água em um rio quando foi surpreendido. Ele correu até a avenida e pediu ajuda a trabalhadores e pessoas que estavam no local. Funcionários de uma empresa tentaram dispersar as abelhas com jatos de água e um motorista ofereceu a caçamba de sua caminhonete para que a vítima se abrigasse. Mesmo assim, o enxame continuou atacando o idoso até a chegada dos bombeiros. Militares usaram trajes especiais e jatos de água pulverizada para afastar os insetos. O homem apresentava sinais de choque anafilático, mas estava lúcido durante o atendimento. Ele foi levado em caráter de emergência para a Santa Casa de Andradas, onde permaneceu internado. Após o resgate, os bombeiros fizeram uma varredura, mas não localizaram a colmeia. O CBMMG alertou que ataques de abelhas exigem afastamento imediato e acionamento do telefone 193.


TRUMP INTERFERE NAS ELEIÇÕES DO BRASIL

Relatório reservado da Abin elevou a “nível de criticidade” o risco de influência externa dos EUA nas eleições de 2026. O documento foi enviado à Presidência, ao TSE e ao Ministério da Justiça no fim de agosto. A agência identifica uma tendência de escalada da pressão americana sobre o Brasil. Segundo a Abin, o governo Trump busca reafirmar a hegemonia dos EUA na América Latina. O relatório aponta o Brasil como alvo por sua disposição de defender maior autonomia estratégica e a agência cita pressões comerciais, sanções e medidas com efeitos financeiros sobre brasileiros. Para a Abin, as sanções indicam uma mudança de fase na interferência americana. As medidas podem afetar bancos, empresas e operações ligadas ao sistema financeiro dos EUA. O relatório também destaca a atuação do secretário de Estado Marco Rubio na região; ele defende governos alinhados aos interesses americanos e o afastamento da China. O documento lembra ainda tentativa dos EUA de influenciar regras relacionadas às eleições brasileiras. Lula classificou a proposta americana como “arquivo morto” e rejeitou interferências sobre o Brasil.


DANIEL VORCARO PAGOU HOSPEDAGEM PARA O MINISTRO "KN" 

Segundo mensagens obtidas pela Polícia Federal, Daniel Vorcaro teria bancado hospedagem de um ministro identificado como “KN” no Carnaval de 2025. A casa, no Joá, Rio, teria custo de R$ 1,45 milhão e seria propriedade do ator Márcio Garcia. Investigadores apontam que “KN” pode se referir ao ministro Kassio Nunes Marques, do STF. Kassio negou ter trocado mensagens com Vorcaro ou pedido qualquer benefício ao empresário. Os diálogos também citam o desembargador Newton Ramos, do TRF-1, e sua participação na estadia. A mulher do desembargador confirmou a hospedagem, mas negou qualquer contrapartida ou interesse profissional. As mensagens discutem ainda chef, garçons, segurança privada e bebidas de alto padrão para os hóspedes. Vorcaro teria organizado também acesso a camarote da Sapucaí para o grupo ligado ao ministro. Um assessor mencionou a possibilidade de “KN” entrar no camarote sem passar pelos procedimentos normais. Na terça-feira (15), Kassio declarou-se impedido e não participou do julgamento sobre mensagens de Vorcaro. A decisão ocorreu após diálogos citarem supostos pagamentos ao filho do ministro, Kevin Marques. O caso amplia as controvérsias envolvendo Vorcaro, o Banco Master e integrantes do Judiciário.

Salvador, 19 de setembro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso 
Pessoa Cardoso Advogados. 

FORO ESPECIAL, NO BRASIL, É MUITO AMPLO


Em meio à crise no STF, analistas discutem fatores institucionais que permitiram o agravamento dos conflitos entre ministros, citando 
o grande poder individual dos ministros e a ausência de um código de ética. Outro elemento destacado é o foro especial por prerrogativa de função, previsto na Constituição. O mecanismo determina que determinadas autoridades sejam julgadas diretamente por tribunais específicos. No Brasil, o STF julga crimes funcionais envolvendo deputados, senadores, presidente, vice, ministros e integrantes de cortes superiores, mas o STJ é responsável por casos envolvendo governadores, desembargadores e integrantes de tribunais regionais. Juízes, procuradores e outras autoridades são julgados, conforme o cargo, por tribunais regionais ou estaduais. Um estudo da Câmara estimou, em 2021, quase 60 mil pessoas com foro especial em cerca de 40 tipos de cargos. A abrangência brasileira é considerada incomum em comparação com outros países. Levantamento da Folha de São Paulo em 86 países mostrou que 60% não possuem previsão de foro especial, entre eles estão Estados Unidos, México, Argentina, Reino Unido, Alemanha, Índia e Japão. Em Portugal, o foro é reservado a algumas das mais altas autoridades, sem incluir parlamentares. Na Itália, o benefício alcança apenas o presidente, enquanto na França possui regras específicas para ministros. Noruega, Holanda e Peru adotam foro para altas autoridades e parlamentares. Somente oito países analisados estendem o mecanismo também a autoridades locais. Na Europa, apenas a Espanha possui um modelo considerado tão amplo quanto o brasileiro.

O foro especial não deve ser confundido com a imunidade parlamentar, existente em grande parte dos países. A imunidade protege parlamentares principalmente por opiniões e votos relacionados ao exercício do mandato. Muitos países exigem autorização legislativa para processos, investigações ou prisões de parlamentares. Nos Estados Unidos, presidentes não são julgados inicialmente pela Suprema Corte em eventuais crimes. Além disso, decisões e regras do sistema americano estabelecem proteções específicas para atos presidenciais oficiais.
Países que adotam foro especial geralmente limitam sua aplicação a crimes relacionados ao exercício do cargo. No Brasil, críticos afirmam que a amplitude do foro contribui para aproximar o Judiciário de disputas políticas. O procurador Orlando Belém considera excessiva a quantidade de autoridades protegidas pelo mecanismo. Segundo ele, concentrar julgamentos políticos no STF, sem instância recursal, amplia seus efeitos sobre a política. Belém também relaciona a tradição brasileira a uma influência histórica portuguesa. Já o cientista político Zachary Elkins apresenta uma visão diferente sobre a finalidade do foro. Para ele, algum tipo de proteção pode impedir que o Executivo utilize a Justiça para perseguir adversários. Elkins considera que o modelo brasileiro busca garantir a independência do Legislativo e do Judiciário. O debate, portanto, envolve o equilíbrio entre responsabilização de autoridades, independência institucional e controle do poder. 

MAIORIA DA POPULAÇÃO DE CUBA VIVE EM SITUAÇÃO DE POBREZA


Quase 70% da população cubana vive em situação de pobreza, segundo estudo privado publicado na internet, em meio à profunda crise econômica enfrentada pela ilha. O país sofre com inflação, escassez de produtos, dificuldades energéticas e frequentes apagões. A situação é agravada pela pressão dos Estados Unidos, cujo governo, Donald Trump, mantém desde janeiro um bloqueio de fato às importações de petróleo para Cuba. A pesquisa foi realizada pelo Centro Cristão de Reflexão e Diálogo (CCRD). Segundo o estudo, cerca de 6,45 milhões de pessoas, ou 66% da população, vivem em condição de pobreza econômica. A renda desse grupo não é suficiente para cobrir a cesta alimentar mínima e outras necessidades essenciais. O governo cubano não divulga estatísticas oficiais sobre pobreza. Por isso, o estudo busca estimar a dimensão do problema com base em dados econômicos recentes. A pesquisa considera uma população de 9,7 milhões de habitantes, acima dos 9,4 milhões registrados oficialmente. A socióloga Mayra Espina, coordenadora do levantamento, afirmou que o índice pode ser um pouco maior ou menor e o cálculo oferece uma indicação do crescimento da pobreza no país. A estimativa anterior, feita em meados de 2025, apontava 45% da população em situação de pobreza. O aumento está relacionado, entre outros fatores, à alta do custo da cesta básica de alimentos. O salário médio mensal em Cuba é de cerca de 7 mil pesos, aproximadamente R$ 51,50.

Já o economista Omar Everleny Pérez estima em R$ 191 o custo de uma cesta alimentar para uma pessoa. Durante décadas, o governo cubano destacou os serviços sociais gratuitos como conquistas do sistema socialista. Entre eles estão a saúde pública e a distribuição subsidiada de alimentos por meio da cartilha de racionamento. A crise econômica dos últimos cinco anos, porém, reduziu significativamente a capacidade desses programas. A deterioração econômica tornou a pobreza um fenômeno cada vez mais visível nas ruas. O estudo aponta que a situação social se agravou diante da falta de alimentos e das dificuldades para garantir serviços básicos.
Em agosto, relatores especiais da Organização das Nações Unidas alertaram para a gravidade da crise humanitária cubana. Eles pediram que a comunidade internacional adotasse medidas urgentes para evitar um agravamento da situação. O cenário combina dificuldades internas e os efeitos das sanções e restrições impostas pelos Estados Unidos. Washington afirma manter forte pressão sobre Havana e não esconde a intenção de promover mudanças políticas na ilha.
O governo cubano, por sua vez, enfrenta uma economia debilitada e crescente deterioração das condições de vida. Os dados do CCRD não são estatísticas oficiais, mas indicam a dimensão do problema social. A pesquisa reforça o quadro de pobreza crescente e de agravamento da crise econômica em Cuba. 

CIENTISTAS PROPÕEM NOVA EXPLICAÇÃO PARA ORIGEM DO CÉREBRO


Uma pesquisa liderada por cientistas da Stanford Medicine propõe uma nova explicação para a origem do cérebro. 
O estudo, publicado na revista Nature Neuroscience, questiona o modelo de uma única estrutura embrionária. Segundo os pesquisadores, o cérebro teria surgido da integração de dois sistemas nervosos distintos. Esses sistemas originaram-se separadamente há centenas de milhões de anos. Os cientistas identificaram duas populações celulares ainda nos primeiros estágios do desenvolvimento embrionário. Uma delas dá origem ao prosencéfalo e ao mesencéfalo. A outra forma o rombencéfalo, região associada ao tronco cerebral. A descoberta contraria a ideia de que todas as regiões cerebrais surgem de uma única população de células progenitoras. “Demonstramos, pela primeira vez”, afirmou Kyle Loh, autor principal do estudo. Segundo ele, a parte frontal do cérebro tem origem celular diferente da parte posterior. O prosencéfalo está ligado à linguagem, consciência e raciocínio abstrato. Já o rombencéfalo controla funções automáticas, como respiração, sono, batimentos cardíacos e fome. Também abriga neurônios responsáveis pelo controle dos músculos da face, língua e garganta. Para investigar a origem dessas estruturas, os pesquisadores analisaram embriões de camundongos. Uma população celular apresentava o gene Otx2, associado ao prosencéfalo e ao mesencéfalo. A outra expressava Gbx2, relacionado ao desenvolvimento do rombencéfalo. Diferenças na cromatina indicaram que as células já estavam programadas para destinos distintos. Apesar das origens diferentes, especialistas ressaltam que o cérebro continua sendo um único órgão integrado.

A descoberta também ajudou os cientistas a produzir neurônios motores do rombencéfalo a partir de células-tronco humanas. Em laboratório, essas células apresentaram atividade elétrica e proteínas características. O mesmo padrão foi identificado em outras espécies, como galinhas e peixes-zebra. Para os pesquisadores, isso sugere que a divisão pode ter raízes profundas na evolução. A hipótese é que a evolução tenha aproximado dois sistemas nervosos anteriormente independentes. A descoberta pode ampliar os estudos sobre doenças que afetam o tronco cerebral. Entre elas estão a atrofia muscular espinhal (AME) e a esclerose lateral amiotrófica (ELA). Essas doenças podem comprometer neurônios envolvidos na deglutição e na respiração. Especialistas afirmam que o estudo ainda não altera diagnóstico ou tratamento dessas enfermidades. Sua importância está na ampliação do conhecimento sobre o desenvolvimento do sistema nervoso. A possibilidade de cultivar neurônios do rombencéfalo cria novos modelos para estudar doenças e testar terapias. Os pesquisadores esperam que esses avanços contribuam futuramente para tratamentos regenerativos.