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domingo, 22 de março de 2026

RADAR JUDICIAL


IMPEACHMENT DE TOFFOLI

O ministro Dias Toffoli, do STF, deveria sofrer impeachment pelo Senado por suspeitas de envolvimento com negócios do Banco Master. Essa é a opinião de 49,3% dos entrevistados em pesquisa AtlasIntel/Estadão divulgada na sexta-feira (20). Outros 33,7% afirmaram que o afastamento só seria adequado com comprovação do envolvimento. Já 12,8% disseram que o ministro não deveria sofrer impeachment, enquanto 4,1% não souberam responder. O levantamento ouviu 2.090 pessoas entre 16 e 19 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. As suspeitas envolvem relações entre Toffoli e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigadas pela Polícia Federal. Segundo apurações, o ministro recebeu valores pela venda do resort Tayayá a um fundo ligado a pessoas próximas a Vorcaro. O empreendimento também participou de operação financeira da empresa Maridt S.A., da família de Toffoli. Em 2025, o ministro viajou em jatinho de Vorcaro para assistir à final da Libertadores. O relatório da PF cita ainda telefonemas, convites para eventos e conversas sobre pagamentos ligados ao resort. 


SEGUNDO APAGÃO EM CUBA

Um novo apagão atingiu Cuba ontem, 21, segundo o Ministério de Energia. É o segundo corte nacional em menos de uma semana. A falta de energia começou em Havana no fim da tarde. O governo relatou “desconexão total” do sistema elétrico. Equipes já trabalham para restabelecer o serviço. O apagão ocorre em meio à chegada de ajuda internacional. A ilha enfrenta escassez de alimentos, água e medicamentos. O sistema elétrico é antigo e sofre com falta de combustível. Sanções dos EUA e perda do apoio venezuelano agravaram a crise.  Na segunda-feira (16), outro colapso deixou milhões sem luz. Importações de petróleo são mínimas e insuficientes. A crise energética tem provocado protestos contra o governo.


O "DONO DO MUNDO" PODERÁ INICIAR GUERRA MUNDIAL

O presidente Donald Trump, intitulado dono do mundo, deu ultimato ao Irã para reabrir o Estreito de Hormuz em 48 horas, sob ameaça de ataques à infraestrutura energética. A região é vital por escoar cerca de 20% do petróleo e gás do mundo. O bloqueio iraniano elevou preços e gerou temor inflacionário global. Poucos navios ainda cruzam a área, alguns pagando pedágios elevados. Os EUA tentaram formar uma coalizão internacional, sem sucesso efetivo. Países prometeram apoio político, mas evitaram enviar forças militares. Washington intensificou ataques na região, alegando enfraquecer o Irã. Teerã respondeu que retaliará qualquer ação contra seu território. O impasse se agrava após ataques a instalações energéticas e militares. O Irã lançou mísseis até contra a base de Diego Garcia. A escalada reacende temores sobre o alcance militar iraniano. Enquanto isso, Israel e Irã seguem trocando ataques diretos.

RETIRADA DE NOME E FOTO DE DELEGADA, EM REPORTAGEM

A Justiça da Bahia determinou que o portal Poder360 retire o nome e a foto de uma delegada citada em reportagem de dezembro de 2025. A decisão é liminar e ainda cabe recurso. A ANJ criticou a medida, classificando-a como censura judicial. A entidade afirmou que a ordem compromete a liberdade de imprensa. Também apontou possíveis violações à Constituição. O Tribunal de Justiça da Bahia confirmou a decisão. Disse tratar-se de ação indenizatória sob segredo de justiça. A juíza determinou a exclusão do nome e desindexação do conteúdo. Foi fixada multa diária de R$ 100 em caso de descumprimento. O Poder360 informou que cumpriu a ordem, mas contestou a decisão. O site defendeu que a medida restringe o jornalismo. E afirmou que adotará medidas judiciais para revertê-la.

CONSELHO DE SEGURANÇA PROMOVE GUERRAS, DIZ LULA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a Organização das Nações Unidas ontem, 21, em Bogotá, diante do avanço de guerras, sobretudo no Oriente Médio. Segundo ele, o Conselho de Segurança, criado para manter a paz, acaba “promovendo guerras”. Lula citou conflitos na Faixa de Gaza, Ucrânia e Irã como exemplos da falha do órgão. Disse estar “indignado” com a passividade da ONU diante dessas crises. Também afirmou que o conselho não resolveu conflitos em países como Líbia e Iraque. Para o presidente, as grandes potências se comportam como “donas do mundo”. Ele cobrou uma reforma urgente do Conselho de Segurança, com mais প্রতিনিধatividade. Defendeu maior participação de países da América Latina e da África. Lula classificou o cenário atual como o mais conflituoso desde a Segunda Guerra MundialCriticou ainda os gastos militares, contrastando com milhões de pessoas em fome. O presidente também relembrou negociações com o Irã e criticou ações dos EUA e da Europa. Por fim, alertou para nova forma de exploração global baseada em minerais estratégicos.

IRÃ REAGE A DECLARAÇÕES DE TRUMP

Em reação a declarações de Donald Trump, o governo do Irã ameaçou destruir “de forma irreversível” infraestruturas de energia no Oriente Médio caso suas usinas sejam atacadas. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que instalações vitais de energia e petróleo na região se tornarão alvos legítimos. Segundo ele, a retaliação causaria aumento prolongado no preço do petróleo. A declaração foi publicada na rede social X. A resposta veio após ameaça de Trump. O presidente dos EUA exigiu a reabertura total do Estreito de Ormuz. Ele condicionou isso ao risco de eliminar a infraestrutura energética iraniana. As Forças Armadas do Irã reforçaram o alerta. Disseram que qualquer ataque resultará em represálias diretas. Alvos incluiriam infraestruturas de energia dos EUA na região.

Salvador, 22 de março de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

IRÃ ATINGE CIDADES ISRAELENSES


Duas cidades no sul de Israel foram atingidas por mísseis do Irã, em meio à intensificação dos ataques entre os países. 
Um dos alvos foi Dimona, a cerca de 14 km do principal centro nuclear israelense. Embora Israel não confirme possuir armas nucleares, é considerado uma potência atômica. Outro míssil caiu em Arad, a pouco mais de 40 km de distância. Até a madrugada de domingo, havia ao menos 90 feridos, sete em estado grave. Autoridades da ONU afirmaram não haver indícios de danos à instalação nuclear. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou a noite como difícil e prometeu continuar os ataques. O porta-voz militar Effie Defrin disse que o sistema antimísseis funcionou, apesar de falhas na interceptação. Ele negou que os mísseis iranianos sejam de tecnologia desconhecida. O ministro da Educação, Yoav Kisch, determinou a suspensão das aulas presenciais e o ensino será remoto nos próximos dias em todo o país.

O Irã afirmou que os ataques foram uma retaliação a bombardeios israelenses. Teerã citou ações contra as instalações nucleares de Natanz e Bushehr. Israel negou ter atacado, enquanto os EUA não comentaram. A Agência Internacional de Energia Atômica informou que não houve danos graves em Natanz. A entidade pediu contenção em ações militares próximas a áreas nucleares. A Rússia classificou os ataques como irresponsáveis e alertou para riscos regionais. Países ocidentais acusam o Irã de tentar desenvolver armas nucleares. Israel afirmou ter atacado em Teerã um centro ligado ao desenvolvimento nuclear. Os EUA disseram ter destruído um bunker iraniano com mísseis. Segundo o comando americano, a ação reduz ameaças no Estreito de Ormuz.


SENTENÇA COM ERROS INCOMUNS


Uma sentença do VI Núcleo de Justiça 4.0, voltado a demandas de empréstimos consignados, apresentou erros incomuns, que não parecem ter sido cometidos por um humano. 
O texto troca “autos” do processo por “automóveis”, como em “foi juntado aos automóveis”. Também utiliza “PCC” no lugar de “CPC” e “artes” em vez de “art.”, além de substituir o inciso “I” por “eu”, gerando trechos como: “PCC, artes. 77, eu; 80”. Outro erro foi a expressão “reprodução de indébito” em vez de “repetição de indébito”. A decisão foi publicada com falhas semelhantes às encontradas em acórdão do TJ/PI. A sentença, datada de quinta-feira (19), está assinada apenas como “juiz(a) de Direito da VI Núcleo de Justiça 4.0 – Empréstimos Consignados”, sem identificação nominal. Ao consultar o sistema do TJ/PI via WhatsApp, operado por robô, consta que a decisão foi proferida pelo juiz Ulysses Gonçalves da Silva Neto. Os erros aparecem em jurisprudência citada para fundamentar a sentença. Essas falhas já constavam em acórdão da 1ª Câmara Especializada Cível. O voto condutor desse acórdão foi do desembargador Haroldo Oliveira Rehem.

Trecho citado traz: “O contrato impugnado foi juntado aos automóveis pela instituição bancária...”. Também há menção a dispositivos legais com grafia incorreta. O caso envolve ação em que a autora alega descontos indevidos em benefício previdenciário. Segundo ela, os valores seriam de empréstimo consignado não contratado. Por isso, pediu nulidade do contrato, devolução em dobro e indenização por danos morais. O banco sustentou a legalidade da contratação. Afirmou ainda que houve liberação e recebimento dos valores. Requereu a rejeição dos pedidos. Ao final, o juízo concluiu que houve contratação válida. A parte autora foi condenada por litigância de má-fé. O caso chama atenção pela repetição de erros formais em decisões judiciais. As falhas levantam dúvidas sobre a origem do texto utilizado. O episódio evidencia problemas na revisão de documentos judiciais. E reforça a necessidade de maior controle na elaboração das decisões.

 

MÉDICOS SEM EMPREGO


“Eu mando mensagem para todo mundo e não consigo trabalho.” A médica Ana Paula Hilgemberg, 25, formou-se há três meses pela PUC-PR com financiamento estudantil e enfrenta dificuldade para conseguir plantões em Curitiba. 
Ao ingressar no curso, acreditava em altos rendimentos na medicina, estimando ganhos mensais de até R$ 40 mil, o que justificaria o investimento. Com poucos plantões, ficou sem previsão de renda e voltou a trabalhar com marketing e produção de conteúdo para pagar dívidas. Ela disputa vagas com milhares de novos médicos que entram no mercado todos os anos. Em 2025, o número de médicos cresceu em 35,9 mil, chegando a 635,7 mil, recorde histórico segundo a Demografia Médica da USP. De 2020 a 2024, foram 154,8 mil novos profissionais, alta de 32%. Já as faculdades saltaram de 143 (2004) para 448 (2024). A concentração de médicos nas capitais agrava a disputa por vagas e dificulta conseguir plantões. Nas redes sociais, a concorrência virou piada, com profissionais deixando “pego” pronto para responder rapidamente em grupos. Alice Moraes relata que vagas são preenchidas em minutos; Tais Martins diz que desaparecem em segundos. Sem oportunidades, muitos dependem de apoio de terceiros, o que gera frustração. O Brasil tem 2,98 médicos por mil habitantes, acima de países como EUA, mas abaixo da média da OCDE (3,70). A distribuição desigual agrava o problema: capitais concentram profissionais, enquanto o interior carece deles.

Em São Paulo, são 6,8 médicos por mil habitantes na capital; em Belo Horizonte, 9,98. Especialistas apontam que expectativas criadas por faculdades nem sempre se concretizam. Médicos jovens resistem a trabalhar no interior por questões pessoais e familiares. A residência médica tornou-se praticamente obrigatória para melhores oportunidades. O mercado para generalistas está mais restrito e exige especialização. Porém, há falta de vagas: estudantes cresceram 71% (2018-2024), enquanto residentes aumentaram apenas 26%. Quase metade das residências está no Sudeste, com forte concentração em São Paulo. Hospitais como Sírio-Libanês e Oswaldo Cruz não contratam médicos sem especialização. Relatos indicam dificuldades até de contato com contratantes e casos de atraso ou falta de pagamento. Há grupos informais para alertar sobre locais que não pagam plantões. A remuneração inicial também caiu: plantões chegam a R$ 700 por 12 horas em algumas regiões. Apesar disso, a renda média médica foi de R$ 36,8 mil em 2022, muito acima da média nacional. Especialistas avaliam que há pleno emprego, mas com excesso de profissionais em grandes centros. A qualidade da formação também preocupa: 32% dos cursos avaliados tiveram desempenho insatisfatório. A tendência é de crescimento contínuo, com previsão de 1,15 milhão de médicos no Brasil até 2035.

 

TRUMP TEME RISCOS DA GUERRA E PODE ENCERRAR OS ATAQUES


Pioneiro da guerra moderna, o marechal prussiano Helmuth von Moltke escreveu em 1871 que nenhum plano resiste ao primeiro contato com o inimigo. 
A guerra iniciada por Donald Trump e Israel contra o Irã, que completa três semanas, entra em fase mais perigosa. Na sexta (20), Trump afirmou que pode desacelerar o conflito, alegando proximidade de seus objetivos, sem citar mudança de regime em Teerã. Ele também indicou que a reabertura do Estreito de Hormuz caberia a países compradores de energia. A fala reflete pressão interna, embora Israel sinalize intensificação dos ataques. A superioridade militar inicial dos EUA e aliados parece seguir o esperado, apesar da capacidade de reação iraniana. Há dúvidas sobre os resultados, mas indícios apontam avanços reais. Entre eles, a eliminação de lideranças do regime, incluindo Ali KhameneiTambém houve neutralização de defesas aéreas e redução de capacidades ofensivas. Seguiu-se a destruição de forças navais e de estruturas ligadas ao programa nuclear. Esse ponto sustenta o principal argumento de guerra de Trump e Binyamin NetanyahuAinda assim, há divergências entre os dois, como em ataques a instalações de gás iranianas. A ação gerou impacto global no mercado de energia. 

Israel busca enfraquecer a teocracia e estimular mudança interna no Irã. No curto prazo, porém, apenas a redução da ameaça parece viável. Os EUA focam em garantir a segurança do fluxo energético no Golfo. Já iniciaram ataques diretos a posições iranianas. Mesmo assim, persistem riscos como minas marítimas e mísseis. A nova fase pode incluir ações terrestres limitadas. Não seria uma invasão ampla, mas operações estratégicas pontuais. Alvos possíveis incluem o próprio estreito ou a ilha de Kharg. Essa ilha escoa grande parte do petróleo iraniano. Há mobilização de milhares de fuzileiros navais para a região. Isso amplia as opções e os riscos para Trump. Para Netanyahu, a continuidade da guerra é central. Trump pode optar por encerrar o conflito alegando vitória. Fatores imprevisíveis incluem reação de países árabes. Também pesa o papel dos houthis do Iêmen. Eles podem afetar rotas pelo mar Vermelho. Para o Irã, a estratégia é resistir e preservar o regime. A sobrevivência, mesmo com perdas, já seria considerada vitória. 

EUA TEM PREJUÍZO DE US$ 800 MILHÕES NA GUERRA COM IRÃ


Ataques do Irã contra bases militares usadas pelos Estados Unidos no Oriente Médio causaram cerca de US$ 800 milhões (R$ 4,2 bilhões) em danos nas duas primeiras semanas da guerra, segundo análise da BBC baseada em relatório do CSIS. 
O valor, superior ao inicialmente divulgado, evidencia o alto custo do conflito para Washington, que completou três semanas ontem, 21, com milhares de mortes e prejuízos a sistemas de defesa, comunicações e infraestrutura militar. Os EUA mantêm bases em países como Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar e Arábia Saudita. A maior parte dos danos ocorreu na semana seguinte ao início da ofensiva americana e israelense contra o Irã, em 28 de fevereiro. Autoridades americanas não comentaram os dados. Entre os principais prejuízos está a destruição de um radar do sistema antimísseis Thaad em uma base na Jordânia, equipamento avaliado em US$ 485 milhões (R$ 2,4 bilhões). Além disso, cerca de US$ 310 milhões (R$ 1,6 bilhão) foram registrados em danos a edifícios e outras estruturas militares na região. Imagens de satélite indicam que ao menos três bases foram atingidas mais de uma vez: Al-Salim (Kuwait), Al-Udeid (Qatar) e Prince Sultan (Arábia Saudita). Os ataques apontam para uma estratégia iraniana focada em alvos específicos dos EUA, segundo especialistas. Há ainda indícios de possível compartilhamento de inteligência por parte da Rússia com Teerã.

O conflito já deixou ao menos 13 militares americanos mortos, segundo o governo. Apesar dos custos, Donald Trump busca US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão) em financiamento adicional para a guerra, alegando necessidade de reposição de munições e suprimentos. Ontem, 21, o Irã atacou a base de Diego Garcia, no oceano Índico, sem sucesso. Um projétil foi interceptado por um destróier americano e outro caiu no mar. Diego Garcia, no arquipélago de Chagos, é uma base britânica usada pelos EUA há décadas. Também houve novos ataques no Oriente Médio. Israel bombardeou a central nuclear de Natanz, uma das principais do programa iraniano. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica, não houve registro de contaminação radioativa. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 22/03/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Defesa aérea falha, e Netanyahu admite "noite difícil"

Mísseis balísticos do Irã não são interceptados, atingem duas cidades no sul de Israel e deixam ao menos 90 feridos, sete deles em estado grave. Ministro da Educação de Israel ordena fechamento de escolas em todo o país

 O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Suspeita de ligação de Toffoli com resort foi citada em mensagens na Lava Jato há dez anos

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Delação de Vorcaro põe classe política e STF sob pressão em ano eleitoral

Ex-dono do Master negocia com PF e PGR entregar informações contra integrantes dos 3 Poderes Governo busca culpar gestão Bolsonaro, oposição espera desgaste em corte e centrão enfatiza relação pessoal

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Desconfiança com o STF chega a 60% após caso Master, mostra AtlasIntel

As conclusões constam na pesquisa AtlasIntel divulgada mostra a confiança dos brasileiros nas instituições

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Número de feridos em ataque do Irã contra Israel ultrapassa de 100

Bombardeio foi registrado na cidade de Arad

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT

Israel bombardeada. Netanyahu assume ser "noite muito difícil", mas garante que continuará a guerra

Leia aqui as principais notícias deste sábado relacionadas com a guerra no Médio Oriente.

sábado, 21 de março de 2026

RADAR JUDICIAL


LULA VAI REESTATIZAR REFINARIA LANDULFO ALVES 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em Betim (MG), que pretende reestatizar a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, privatizada em 2021 no governo Jair BolsonaroSegundo Lula, a Petrobras voltou a ser altamente rentável e deve recomprar a refinaria. O anúncio ocorreu durante evento na Refinaria Gabriel Passos (Regap), onde o presidente também criticou privatizações. Ele questionou o argumento de que estatais não dão lucro, afirmando que, se fosse verdade, não haveria interesse do setor privado. Lula também criticou a venda da BR Distribuidora, atual Vibra Energia, por reduzir o poder de regulação da Petrobras. O presidente mencionou ainda a venda da Liquigás e disse que faltou mobilização popular contra a medida. As declarações ocorrem em meio à alta dos combustíveis, influenciada por tensões internacionais envolvendo o Irã. Diante disso, o governo zerou PIS/Cofins do diesel e pediu aos estados a redução do ICMS. Há também risco de greve de caminhoneiros por causa dos preços. Lula afirmou que não é contra greves, destacando que fazem parte da democracia. Ele, porém, criticou movimentos que, segundo ele, ocorrem logo após eleições. O governo busca conter a crise e reforçar o papel estatal no setor de energia.


JUIZ REFORMOU DECISÃO DE TRUMP

Um juiz federal derrubou ontem, 20 a política do Pentágono que restringia o acesso da imprensa ao Departamento de Defesa dos EUA, adotada no governo Donald Trump. A medida permitia classificar jornalistas como riscos de segurança ao buscar informações não autorizadas. O jornal The New York Times processou o governo, alegando exclusão de repórteres por coberturas críticas, violando a liberdade de expressão. O governo sustentou que as restrições eram necessárias à segurança nacional. O juiz Paul Friedman afirmou que, embora a proteção militar seja importante, o acesso público à informação é essencial. Ele destacou a relevância da transparência em meio a ações externas, como intervenções militares recentes. O Pentágono não comentou a decisão e pode recorrer. O New York Times afirmou que a decisão reforça direitos constitucionais da imprensa. A política previa cassar credenciais de jornalistas que incentivassem vazamentos, inclusive de dados não confidenciais. A maioria dos veículos recusou aderir às regras e perdeu acesso. O Pentágono criou um novo grupo com veículos alinhados ao governo. Críticos consideraram a política um ataque à liberdade de imprensa.


CAI BUSCA DE EMPREGOS FORMAIS NA ARGENTINA 

A economia argentina cresceu 4,4% em 2025, segundo o Indec. O avanço foi puxado pelo consumo privado (7,9%), exportações (7,6%) e investimentos (16,4%). Já o consumo público teve alta discreta de 0,2%. Apesar do resultado anual, houve desaceleração ao longo do ano. No quarto trimestre, o crescimento foi de 2,1% na comparação anual. O desempenho contrasta com o aumento do desemprego, que chegou a 7,5% em dezembro. A informalidade atingiu 43%, com 5,8 milhões de trabalhadores. Houve queda de empregos formais no setor privado, com 194 mil vagas a menos. O crescimento concentrou-se em setores que empregam menos, como finanças e mineração. Indústria, comércio e serviços registraram retração no fim do ano. Indicadores apontam estagnação e leve queda da atividade no início de 2026. Analistas preveem crescimento abaixo de 3%, com desafios na renda, crédito e demanda interna.

EXECUÇÃO FISCAL NÃO SERÁ EXTINTA AUTOMATICAMENTE 

Execução fiscal de baixo valor com movimentação útil recente não pode ser extinta automaticamente. Com esse entendimento, a 14ª Câmara de Direito Público do TJ-SP anulou sentença que extinguiu processo por falta de interesse de agir. O município de Taboão da Serra recorreu, alegando erro na aplicação do Tema 1.184 do STF e da Resolução 547/2024 do CNJ. Sustentou que houve atos relevantes no processo, como citação, penhora e tentativa de parcelamento. Também apontou desconsideração das peculiaridades do caso e violação ao contraditório e à ampla defesa. O relator, desembargador Rezende Silveira, deu razão ao município e determinou o prosseguimento da execução. Ele destacou que a Resolução 547/2024 fixa critérios para caracterizar a falta de interesse de agir. Segundo o CNJ, isso ocorre quando não há citação, bens localizados por mais de um ano ou pedido de suspensão. No caso, houve citação, penhora parcial e acordo de parcelamento, afastando a inércia processual. Assim, a extinção foi considerada prematura, já que não houve paralisação prolongada. A decisão reforça que o baixo valor não é critério absoluto para encerrar execuções fiscais. O entendimento valoriza a análise do caso concreto e a recuperação do crédito público.

ANULADO PROCESSO POR ENDEREÇO INCORRETO

Empregar meios astuciosos para dificultar a atuação da parte contrária, frustrando provas e o contraditório, configura dolo processual e má-fé. Com esse entendimento, o TRT da 18ª Região anulou condenação contra um empregador doméstico por falta de citação válida. A trabalhadora indicou endereço incorreto na ação, impedindo o réu de tomar ciência do processo. Ela buscava indenização por estabilidade gestacional, alegando demissão durante a gravidez. O empregador só soube da ação na fase de execução, quando já havia bloqueio de valores. O Tribunal reconheceu que ele não foi regularmente citado e que houve conduta dolosa da autora. Assim, anulou os atos processuais posteriores e determinou nova citação do empregador. 

Salvador, 21 de março de 2025.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.





TRUMP CEDE E SUSPENDE SANÇÕES AO PETRÓLEO IRANIANO


EMPRESA DA FAMÍLIA TOFFOLI VENDEU A UM FUNDO SOB SUSPEITA


Os questionamentos sobre possíveis conexões entre o ministro do STF Dias Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro cresceram desde janeiro, quando a relação foi revelada, e são alvo de investigação da Polícia Federal. 
Toffoli não é investigado formalmente, o que dependeria de autorização do Supremo, mas a PF apura suspeitas de crimes financeiros envolvendo fundos ligados ao resort Tayayá, no Paraná. Um relatório de 200 páginas foi entregue ao presidente do STF, Edson Fachin, em fevereiro. Apesar de não autorizar investigação contra Toffoli, Fachin determinou sua saída da relatoria do caso, agora sob responsabilidade de André MendonçaA PF reuniu diálogos entre Vorcaro e o cunhado Fabiano Zettel que indicariam repasses de até R$ 35 milhões relacionados ao Tayayá. A conexão surgiu após reportagem apontar que empresa da família de Toffoli vendeu participação no resort a um fundo ligado ao Banco Master. Na época, decisões do ministro causaram estranhamento, como a convocação de uma acareação envolvendo autoridades do Banco Central do Brasil, depois substituída por depoimentos individuais realizados enquanto ele estava no resort. 

A sociedade no Tayayá começou em 2021, quando a empresa familiar Maridt vendeu parte do negócio ao fundo Arleen, ligado a uma rede de investimentos sob suspeita. Posteriormente, a participação foi vendida ao empresário Paulo Humberto Barbosa, após mudanças no controle do fundo. Mensagens de 2024 mostram cobranças de Vorcaro sobre aportes no Tayayá, com valores que somariam cerca de R$ 35 milhões. Em nota, Toffoli negou qualquer relação de amizade com Vorcaro e afirmou nunca ter recebido valores dele ou de Zettel. O ministro declarou que a empresa familiar é regular, com informações prestadas à Receita Federal, e que todas as transações ocorreram dentro da legalidade e a preços de mercado. A defesa de Vorcaro não se manifestou.

 

GROENLÂNIDA ESTÁ PREPARADA PARA REPELIR TRUMP


Soldados dinamarqueses enviados à Groenlândia em janeiro estavam preparados para explodir pistas de aeroportos estratégicos diante do temor de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pudesse invadir a ilha ártica, informou a emissora pública DR. 
Citando fontes do governo e das Forças Armadas, além de aliados europeus, a reportagem afirma que também foram levados estoques de sangue para tratar feridos em caso de combate. O jornal Financial Times informou que funcionários europeus confirmaram as informações, enquanto o Ministério da Defesa da Dinamarca disse que não comentaria o caso, mas um oficial dinamarquês, sob anonimato, afirmou que apenas um número restrito de pessoas tinha conhecimento da operação por razões de segurança. EUA e Dinamarca, membros da OTAN, vivem tensão crescente em torno da Groenlândia, território semiautônomo dinamarquês. Trump tem reiterado a intenção de anexar a ilha durante seu segundo mandato, iniciado em 2025, proposta rejeitada tanto pela Dinamarca quanto pelo governo local. Segundo a DR, a Dinamarca buscou apoio político de países como França e Alemanha e ampliou exercícios militares conjuntos na região. A situação se agravou após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças dos EUA em Caracas. Após o episódio, Trump afirmou que voltaria sua atenção à Groenlândia, destacando sua importância estratégica para a segurança nacional.

Um contingente militar com tropas da Dinamarca, França, Alemanha, Noruega e Suécia foi enviado a Nuuk e Kangerlussuaq. O presidente francês Emmanuel Macron afirmou que haveria reforço com meios terrestres, aéreos e navais. O envio ocorreu sob o pretexto de exercícios militares, mas visava preparar resposta a uma possível invasão dos EUA. Segundo a reportagem, tropas estavam prontas para destruir pistas de pouso para dificultar operações americanas. Fontes da Defesa indicaram que a estratégia buscava aumentar o custo de uma eventual ação militar dos EUA. Apesar disso, autoridades reconhecem que seria difícil repelir um ataque americano. Em janeiro, Trump declarou que não pretendia usar a força, mas manteve o interesse na Groenlândia. Ele passou a defender negociações para reduzir tensões com a Dinamarca. Segundo o The New York Times, discute-se a cessão de áreas para bases militares dos EUA. Trump justificou o interesse citando ameaças de Rússia e China na região, sem apresentar provas. A Dinamarca afirma que atualmente não há tal ameaça no entorno da ilha. Aliados da OTAN sinalizaram aumento da presença militar no Ártico para tranquilizar os EUA. O secretário-geral da aliança, Mark Rutte, defende maior cooperação na segurança regional. Especialistas apontam que o episódio reforça a importância estratégica crescente do Ártico. O tema evidencia disputas geopolíticas entre potências globais na região. As movimentações também revelam tensões inéditas entre aliados históricos. O futuro da Groenlândia segue incerto em meio às negociações internacionais.