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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

RADAR JUDICIAL


AMERICANOS ATACAM E IRÃ REVIDA

O petróleo superou US$ 97 nesta segunda-feira (7), diante da escalada dos ataques entre EUA e Irã. Por volta das 9h, o Brent subia 1,28%, a US$ 97,49, maior nível em quase sete semanas.
O WTI avançava 0,99%, para US$ 92,37. A alta reflete o temor de interrupções no fluxo mundial de petróleo. Instalações da Saudi Aramco, em Jizan, na Arábia Saudita, foram novamente atingidas. A refinaria de Jizan tem capacidade para processar 400 mil barris por dia. No sábado (5), forças dos EUA atacaram três petroleiros iranianos, segundo o Comando Central americano. Em retaliação, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado três petroleiros e três embarcações americanas. O conflito também reduziu o tráfego de navios pelo estratégico Estreito de Ormuz. Segundo a Kpler, apenas dez navios de carga por dia passaram pela região nos últimos dez dias. A Maersk classificou os ataques como uma grande escalada do conflito marítimo. Desde 6 de julho, 27 incidentes com projéteis danificaram embarcações em Ormuz e arredores. 


AVALANCHE MATA 11 ALPINISTAS 

Ao menos 11 pessoas morreram e seis ficaram feridas após uma avalanche atingir um grupo de alpinistas na região de Cabardino-Balcária, no norte do Cáucaso, na Rússia. O acidente ocorreu no monte Mizhirgi, um dos picos mais altos da região. A avalanche desceu a montanha por volta das 17h de domingo (6), no horário local. O grupo era formado por 33 alpinistas. Dez conseguiram deixar a montanha em segurança por conta própria. Outros seis chegaram a ser considerados desaparecidos pelas autoridades. Cerca de 50 socorristas participaram das buscas e do resgate. As operações foram dificultadas pelo terreno e pelo risco de novas avalanches. Imagens nas redes sociais mostram uma grande quantidade de neve descendo pelas encostas. O Mizhirgi possui dois cumes: o oeste, com pouco mais de 5.000 metros, e o leste, com 4.927 metros. As rotas de escalada da montanha são consideradas tecnicamente difíceis. O monte fica próximo ao Elbrus, o ponto mais alto da Rússia, com 5.642 metros.


PRISÃO DE "FARAÓ DOS BITCOINS" DEIXA DÚVIDAS SOBRE FORTUNA

Cinco anos após a prisão do “Faraó dos Bitcoins”, ainda há dúvidas sobre o destino de sua fortuna em criptomoedas. Glaidson Acácio dos Santos comandava a G.A.S. Consultoria, que prometia rendimento de 10% ao mês. Segundo a Polícia Federal, o esquema movimentou mais de R$ 38,2 bilhões. Milhares de investidores entregaram suas economias ao grupo, atraídos pelas promessas de altos lucros. Glaidson admitiu ter utilizado grandes volumes de criptomoedas para realizar operações no mercado. Sua mulher e sócia, Mirelis Diaz Zerpa, também é acusada de integrar o esquema. Após a prisão de Glaidson, 4,5 mil bitcoins foram movimentados a partir de uma conta ligada à empresa. Na época, o valor dessas criptomoedas ultrapassava R$ 1 bilhão. A lista de credores da G.A.S. reúne mais de 77 mil pessoas e empresas, com dívida próxima de R$ 3 bilhões. Uma das principais dúvidas envolve uma “cold wallet” guardada pela Polícia Federal, cujo acesso depende de uma senha. Glaidson afirmou que há dinheiro suficiente para pagar os investidores, mas disse não lembrar a senha. O Ministério Público pediu a condenação dos acusados, enquanto as defesas negam os crimes e afirmam que eles são inocentes.


DÍVIDA DOS EUA PASSA DE US$ 40 TRILHÕES

A dívida do governo dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões nos primeiros 19 meses do segundo mandato de Donald Trump. O valor evidencia o tamanho do desafio fiscal enfrentado pelo presidente americano. Trump voltou à Casa Branca prometendo cortar gastos, reduzir o governo e estimular a economia. Apesar das medidas, a dívida continuou crescendo e também foi impulsionada por cortes de impostos. Especialistas afirmam que Trump não é o único responsável pelo problema, que se acumula há décadas. Governos republicanos e democratas contribuíram para o aumento da dívida com gastos e redução de receitas. Guerras, programas de estímulo e o envelhecimento da população também pressionaram as contas. A nova legislação tributária do segundo mandato de Trump acrescentou trilhões de dólares à dívida. A promessa de economizar US$ 2 trilhões com o Departamento de Eficiência Governamental ficou muito distante da meta. A agência informou economia de US$ 110 bilhões, mas parte dos números foi considerada exagerada ou não verificável. Trump aposta que o crescimento econômico aumentará a arrecadação e ajudará a controlar a dívida. Analistas, porém, alertam que juros elevados e gastos crescentes podem agravar ainda mais o problema fiscal.


REPUBLICANOS DEVEM SER DERROTADOS 

A menos de dois meses das eleições de meio de mandato nos EUA, os democratas ampliam a vantagem nas pesquisas. O partido aparece favorito para retomar a Câmara e empatado com os republicanos no Senado. A aprovação de Donald Trump caiu para apenas 33%, o pior índice de seu segundo mandato. A rejeição ao presidente supera a de todos os presidentes anteriores neste século no mesmo período. Até entre os conservadores, o apoio a Trump caiu pela primeira vez para menos de 75%. Entre republicanos, 53% desaprovam sua condução da economia, oito pontos acima de agosto. A inflação, os preços dos combustíveis, as tarifas e a guerra contra o Irã pesam contra o governo. A oposição democrata aposta principalmente na denúncia do aumento do custo de vida. Também destaca democracia, direitos civis e liberdade de imprensa como bandeiras eleitorais. Analistas veem possibilidade de uma “onda azul”, com democratas conquistando cerca de 233 cadeiras na Câmara. No Senado, as projeções apontam empate de 50 a 50, mantendo o controle republicano pelo voto do vice-presidente JD Vance. Uma vitória democrata poderá ampliar a fiscalização sobre Trump e impor fortes limites à sua política interna e externa.


TRUMP PROPÕE MUDANÇA DE NOME DE ESTADO 

O presidente Donald Trump sugeriu mudar o nome do estado americano do Novo México. Em publicação na Truth Social, no domingo (6), compartilhou um mapa com o território chamado de “Nova América”. A imagem também foi republicada pelo perfil oficial da Casa Branca no X. A iniciativa aparenta ter apoio de integrantes do governo Trump. Até agora, porém, não houve anúncio oficial de qualquer medida para alterar o nome. Trump não pode rebatizar um estado por ordem executiva ou decisão unilateral. Segundo a legislação americana, uma mudança desse tipo exige aprovação dentro do próprio estado. O processo poderia envolver referendo e votação do Legislativo estadual. Há precedentes para alterações semelhantes nos Estados Unidos. Em 2020, Rhode Island retirou de seu nome uma referência às antigas plantações escravagistas. Assim, a proposta de Trump ainda está longe de representar uma mudança efetiva. Por enquanto, “Nova América” permanece apenas como uma sugestão divulgada nas redes sociais.

Salvador, 7 de setembro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

TRUMP COM NOVA E ESTRANHA OBSESSÃO!


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece ter encontrado uma nova obsessão: mudar nomes de lugares como se isso fosse uma das grandes prioridades de seu governo. 
A mais recente provocação ocorreu no domingo, 6, quando Trump publicou uma imagem sugerindo que o estado do Novo México deveria passar a se chamar “Nova América”. Na montagem, encarada como provocação aos mexicanos, a palavra “Mexico” aparece riscada e substituída por “America”. O problema é que um presidente não pode simplesmente mudar, por decreto, o nome de um estado americano. Uma alteração dessa natureza depende dos mecanismos constitucionais e legislativos do próprio estado e não do país governado por Donald Trump. A estúpida ideia de Trump foi imediatamente rejeitada por autoridades do Novo México, que lembraram a importância histórica e cultural do nome. Mas essa não é a primeira vez que Trump transforma nomes geográficos em instrumento político. Em 2025, determinou que órgãos federais passassem a usar “Golfo da América” no lugar de “Golfo do México”. Mais recentemente, assinou uma ordem para que o Lago Ontário fosse chamado de “Lago América” nos registros federais dos Estados Unidos. Donald Trump chegou ainda a sugerir que o Estreito de Ormuz recebesse o nome de “Estreito Trump”, em meio ao conflito com o Irã.

São iniciativas que podem parecer folclóricas, mas revelam uma estratégia política: transformar até nomes tradicionais do mapa em demonstrações de poder, nacionalismo e autopromoção. Enquanto guerras, inflação, energia e conflitos comerciais exigem decisões concretas, Trump prefere também gastar capital político com uma espécie de “guerra dos nomes”, como se não tivesse outros afazeres mais importantes na condução do seu país e como líder com influência em todo o mundo. No fim, mapas podem até mudar dentro dos sistemas oficiais americanos, mas a história não se apaga simplesmente com uma canetada presidencial. O presidente do maior país do mundo deveria encontrar algo mais importante para fazer, a exemplo de contribuir para a paz no mundo e sua dedicação a administrar os Estados Unidos já representa algo de novo na sua trôpega caminhada.

Salvador, 7 de setembro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados. 

PODER COM "IA" PODE REPRESENTAR "RISCO EXISTENCIAL PARA A HUMANIDADE"


O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, 
alertou nesta segunda-feira (7) para a necessidade urgente de criar mecanismos de governança para a inteligência artificial (IA). Segundo ele, sistemas avançados podem representar “um risco existencial para a humanidade”. Türk fez o alerta durante a abertura do 63º período de sessões do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. Ele defendeu medidas rápidas, “antes que seja tarde demais”. O alto comissário criticou a concentração de poder sobre a IA nas mãos de poucas empresas e pessoas. Segundo ele, essas companhias possuem enorme capacidade de processamento e controle sobre dados dos usuários. Türk também afirmou que IAs capazes de enganar seres humanos já são uma realidade. Modelos recentes podem mentir, planejar ou ameaçar para atingir determinados objetivos. Em julho, agentes de IA da OpenAI deixaram seu ambiente de teste e acessaram espontaneamente a plataforma Hugging Face. O episódio ocorreu durante uma tentativa de obter respostas para um teste.

Casos semelhantes foram registrados pela Anthropic e pela Alibaba. Os incidentes aumentaram a preocupação entre pesquisadores, que enfrentam dificuldades para monitorar sistemas mais poderosos. Türk anunciou que enviará cartas às empresas do setor exigindo medidas para reduzir os riscos da IA. Ele também defendeu que países ligados à tecnologia
estabeleçam linhas vermelhas comuns para limitar perigos. O alto comissário pediu ainda verificação independente e maior cooperação entre as empresas sobre segurança. Também alertou para impactos da IA no trabalho, na democracia e no meio ambiente. 

EUA DEPORTAM BRASILEIROS PARA ÁFRICA E OUTROS PAÍSES


A mineira Paola Santos, de 21 anos, foi detida pelo ICE após viver cinco anos nos Estados Unidos, onde trabalhava com limpeza de obras. 
Ela havia entrado ilegalmente pela fronteira com o México e ficou presa por um ano e três meses. Nesse período, passou por cadeias em Massachusetts, Connecticut, Vermont, Texas e Louisiana. Há duas semanas, foi colocada em um avião sem saber o destino e viajou por 16 horas algemada. Só descobriu que seria levada à Libéria ao desembarcar no país africano. Segundo o relato, quase 25 mil imigrantes foram deportados pelos EUA para países diferentes de seus locais de origem. Muitos haviam pedido asilo alegando riscos de violência ou perseguição política. Decisões judiciais impedem que alguns sejam enviados diretamente aos países de origem. O governo americano passou então a negociar com outros países para receber deportados. O Itamaraty afirmou não ter sido informado sobre o caso de Paola. Outro brasileiro, Pietro Graza de Lima, foi enviado inicialmente para a Libéria. Ele e outros quatro imigrantes resistiram ao desembarque e relataram agressões. Segundo Pietro, o avião acabou seguindo para a Guiné Equatorial, onde foram detidos. Ele contou ter sido recebido por policiais encapuzados e fortemente armados. Pietro havia fugido do Brasil após sofrer uma emboscada e afirmou temer ser assassinado. Nos EUA, pediu asilo, mas acabou preso pelo ICE e deportado. Atualmente, está hospedado sob vigilância em um hotel na Guiné Equatorial.

O Itamaraty informou que o embaixador brasileiro foi comunicado sobre sua situação. Outro brasileiro, Alex Pereira Alves, também teme ser enviado à Guiné Equatorial. Morador de Los Angeles, ele pediu asilo há dez anos por alegar perseguição por ser homossexual. Preso na Califórnia, tenta agora ser deportado para o Brasil, onde acredita estar mais seguro. Os países que recebem deportados têm diferentes sistemas políticos e condições de segurança. A advogada Savi Arvey, da Human Rights First, classificou a política como uma "tática de medo". Segundo ela, acordos com mais de 35 países poderiam estimular imigrantes a se "autodeportarem". Os governos da Libéria e da Guiné Equatorial não informaram o destino dos brasileiros. Enquanto isso, Paola tenta se adaptar à vida forçada na Libéria. Ela diz não se arrepender dos anos vividos nos EUA e de ter conseguido ajudar financeiramente a família. 

ESTUDO MOSTRA QUE, NA CHINA, 95 MILHÕES DE PESSOAS COM DEPRESSÃO


Aos 14 anos, a estudante chinesa Xiaomei começou a consumir medicamentos controlados para aliviar a pressão dos estudos, quando ingeriu 
uma dose excessiva de um remédio para tosse após ser incentivada por um rapaz mais velho, apesar de o medicamento exigir receita, mas ela conseguiu comprá-lo pela internet. A sensação de entorpecimento inicialmente parecia uma forma de escapar do estresse, posteriormente, passou a experimentar outros medicamentos indicados em grupos de bate-papo. Durante dois anos, consumiu grandes quantidades de remédios que não haviam sido receitados e em momentos de pressão escolar ou conflitos familiares, usava os medicamentos para fugir da realidade. A BBC encontrou relatos semelhantes entre dezenas de adolescentes chineses e muitos buscavam a chamada “euforia farmacêutica” para lidar com a pressão. Em grupos online, jovens compartilhavam informações sobre substâncias e formas de obtê-las, sendo que alguns chegavam a sugerir o uso de receitas antigas ou falsificadas. O governo chinês iniciou uma ofensiva contra o uso indevido desses medicamentos, mas mesmo com novas restrições, os adolescentes rapidamente encontravam outras substâncias. A facilidade de compra pela internet e os preços baixos agravavam o problema. Relatórios oficiais apontam que o abuso de medicamentos controlados cresce entre menores de idade e a pressão acadêmica aparece como um dos principais fatores desse comportamento. Em escolas de elite, alunos podem ser excluídos das turmas caso suas notas diminuam. Xiaomei afirma que muitos colegas temiam ser considerados fracassados.

O sociólogo Xiang Biao relaciona essa pressão às expectativas familiares e ao isolamento social. A antiga política do filho único também fez recair grandes expectativas sobre cada criança. Adolescentes passam longas horas na escola e têm poucas oportunidades de convivência social. Especialistas alertam ainda para uma relação entre abuso de medicamentos e automutilação. Antes de um exame importante, Xiaomei chegou a tomar 50 comprimidos de uma só vez. Ela entrou em pânico e inicialmente teve medo de contar aos pais. Quando descobriram o problema, os pais decidiram ouvi-la e oferecer apoio. A mudança na atitude familiar foi fundamental para sua recuperação. Especialistas defendem que o problema seja tratado também como uma questão de saúde mental. Um estudo de 2023 estimou cerca de 95 milhões de pessoas com depressão na China. Mais de 30% desse grupo seriam menores de 18 anos, segundo o estudo citado. O governo planeja ampliar serviços de orientação e atendimento psicológico nas escolas. Até agora, a maioria das escolas já conta com orientadores, mas faltam especialistas. A China possui número reduzido de psiquiatras especializados em crianças e adolescentes. A incerteza econômica também aumenta a ansiedade entre jovens e famílias. O desemprego juvenil e o pessimismo sobre o futuro ampliam as dificuldades. Xiaomei conseguiu superar a dependência com apoio dos pais e tratamento hospitalar. Outros jovens, porém, continuam vulneráveis ao abuso de medicamentos e à dependência. Lu Jingchan, que sofreu várias overdoses, hoje usa as redes sociais para alertar adolescentes sobre os riscos. 

APESAR DO CESSAR-FOGO, ISRAEL CONTINUA MATANDO


Ataques noturnos israelenses deixaram 11 mortos no sul do Líbano, incluindo dois bebês, informou nesta segunda-feira (7) a agência NNA. 
Os bombardeios ocorreram apesar do cessar-fogo firmado com o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. Desde que Israel anunciou o controle da colina de Ali Taher, posição estratégica do Hezbollah, os ataques na região foram intensificados. Em Kfar Remmane, um bombardeio destruiu um prédio residencial de três andares e matou nove pessoas. Outros dois mortos eram socorristas cujo veículo foi atingido durante os trabalhos de resgate. Imagens registraram o prédio completamente destruído, com livros e móveis espalhados entre os escombros. Moradores procuravam possíveis vítimas enquanto equipes de emergência trabalhavam no local. Os habitantes haviam retornado às suas casas após a trégua de junho, depois de terem sido deslocados pela guerra. Um morador relatou que a população vivia sob constante angústia desde o retorno. Segundo ele, entre os moradores do prédio atacado havia pessoas sem qualquer vínculo com o Hezbollah. Após o bombardeio, os habitantes da região fugiram novamente de suas casas. O ataque contra Kfar Remmane não foi precedido por uma advertência israelense. Na localidade vizinha de Deir Zahrani, porém, Israel ordenou a retirada dos moradores antes de um ataque.

Segundo o Exército israelense, o alvo era uma instalação do Hezbollah. A ofensiva ocorreu após o lançamento de um drone explosivo contra forças israelenses. Israel afirmou que havia avisado os moradores antes de destruir o prédio. Os ataques israelenses aumentaram nos últimos dias no sul do Líbano. Na sexta-feira, quatro pessoas morreram e, no domingo, outras sete. Nesta segunda, Israel acusou o Hezbollah de violar repetidamente o acordo de cessar-fogo. O governo israelense afirmou que o grupo continua reconstruindo sua capacidade militar na região. Israel citou ataques com drones, depósitos de armas e centros de comando em áreas civis. As autoridades israelenses disseram que as violações do cessar-fogo não serão toleradas.
O Líbano foi novamente envolvido no conflito do Oriente Médio em março. Na ocasião, o Hezbollah atacou Israel em apoio ao Irã. Israel respondeu com intensos bombardeios aéreos e uma invasão terrestre. Segundo o governo libanês, mais de 4.300 pessoas já morreram no país desde o início da ofensiva. A escalada aumenta a tensão em torno do cessar-fogo entre Israel e Hezbollah. A população do sul do Líbano permanece sob ameaça de novos ataques. O temor de novos deslocamentos cresce entre os moradores da região. 

AfD VENCE NAS ELEIÇÕES DA SAXÔNIA-ANHALT


A vitória da Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições da Saxônia-Anhalt causou forte repercussão na Alemanha e na Europa. 
Embora seja uma das menores regiões alemãs, o resultado tem grande importância política nacional. A AfD, partido anti-imigração e nacionalista, venceu com ampla vantagem, embora não tenha alcançado maioria absoluta. O resultado aumenta a pressão sobre o governo de coalizão centrista de Berlim e sobre o chanceler Friedrich Merz. A vitória também representa um alerta para os partidos tradicionais, diante do descontentamento crescente dos eleitores. A AfD é considerada antidemocrática pelas autoridades alemãs e algumas de suas estruturas regionais são classificadas como de extrema-direita. O partido é especialmente forte no leste da Alemanha, antiga Alemanha Oriental, mas também lidera pesquisas em nível nacional. A vitória é considerada histórica por representar o maior avanço eleitoral de uma força radical de direita desde 1945. O resultado ocorre em um momento de dificuldades econômicas e de insegurança política na Europa, quando o país enfrenta desafios relacionados à guerra na Ucrânia, às tarifas de Donald Trump e à concorrência econômica da China. Trump comemorou o resultado nas redes sociais, demonstrando afinidade com a mensagem nacionalista da AfD. Assim como o movimento MAGA, o partido defende políticas anti-imigração e críticas ao establishment político e à imprensa. O empresário russo Kirill Dmitriev também classificou a vitória como histórica e criticou o governo alemão.

A posição da AfD em relação à Rússia preocupa seus adversários europeus. O partido defende o fim da ajuda militar à Ucrânia, a suspensão das sanções contra Moscou e a retomada da compra de energia russa. Essa postura encontra apoio especialmente no leste alemão, região economicamente mais pobre. A população local ainda apresenta, em alguns setores, a chamada “Ostalgie”, nostalgia dos tempos da Alemanha Oriental. A União Europeia acompanha o avanço da direita nacionalista com preocupação. Nos próximos meses, eleições em países como França, Itália, Espanha e Polônia poderão fortalecer partidos semelhantes. Bruxelas teme que o crescimento do nacionalismo prejudique a unidade da União Europeia. Partidos como a AfD e a Liga italiana são críticos da integração europeia e defendem maior soberania nacional. Ao mesmo tempo, seus eleitores demonstram preocupação com imigração, segurança, economia e serviços públicos. As guerras na Ucrânia e no Oriente Médio também aumentam a sensação de insegurança entre os europeus. Para os partidos tradicionais, a vitória da AfD representa um importante sinal de insatisfação popular. O crescimento da direita não significa necessariamente que todos os eleitores tenham se tornado extremistas. Muitos parecem simplesmente decepcionados com os partidos que governaram durante décadas. A AfD aproveita esse sentimento prometendo recuperar o orgulho nacional e mudar profundamente a política alemã. Seu slogan eleitoral, “Tudo é possível!”, simboliza a disposição de conquistar novos espaços de poder. A votação na Saxônia-Anhalt, portanto, é vista como um alerta para a Alemanha e para toda a Europa. 

MINISTRO MENDONÇA LIBEROU RELATÓRIO DA PF PARA JULGAMENTO NO STF


O ministro André Mendonça, do STF, liberou para julgamento o relatório da Polícia Federal que aponta ligação entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por fraudes no Banco Master. 
Agora, caberá ao presidente do STF, Edson Fachin, definir quando o pedido de investigação será analisado. A decisão de Mendonça foi publicada neste domingo (6), às 15h04, sem indicação de uma data para o julgamento. Na terça-feira (1º), Mendonça retirou o sigilo do relatório da PF que reúne diálogos entre Moraes e Vorcaro. Entre as mensagens, está uma em que o banqueiro pergunta se deveria deixar o país antes de ser preso, em 2025. Não se sabe qual foi a resposta de Moraes. O relatório provocou uma crise interna no Supremo. Moraes reagiu e pediu investigação contra Mendonça no inquérito das fake news, acusando-o de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Fachin determinou que Mendonça, Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos sobre o relatório. O presidente do STF também retirou o pedido de investigação contra Mendonça do inquérito das fake news e defendeu o encerramento do inquérito, aberto em 2019 por determinação do então presidente do STF, Dias Toffoli. Segundo informações obtidas pela PF, Moraes teria feito alterações em um contrato de R$ 131 milhões entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master. O documento teria sido modificado antes de sua assinatura.

Paulo Gonet já se manifestou pela nulidade do relatório das conversas entre Moraes e Vorcaro.
Para Gonet, Mendonça teria utilizado a Polícia Federal para impor uma investigação contra outro ministro do Supremo. A ADPF, entidade que representa delegados da Polícia Federal, pediu no sábado (5) que Gonet se declare impedido de atuar nos procedimentos relacionados ao Banco Master. A entidade argumenta que o procurador-geral também é citado nos diálogos envolvendo Vorcaro, Moraes e outros interlocutores. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 7/9/2026

CORREIO BRAZILIENSE- BRASÍLIA/DF

Oposição aposta em atos em Brasília e em São Paulo contra Lula e o STF

Além do desfile oficial em Brasília, o 7 de Setembro será marcado por manifestações da direita em São Paulo e na capital federal. Lula estará na Esplanada, enquanto Flávio Bolsonaro puxa protesto na capital paulista

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Com STF em crise, Moraes e demais ministros da Corte mais próximos a Lula devem faltar ao desfile de 7 de Setembro

Magistrados ficaram ausentes no ano passado, com julgamento de Bolsonaro em andamento, mas participaram em 2024

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Campanha do PT debate reforma do Judiciário com medidas anticorrupção para se blindar de crise no STF

Aliados do presidente temem que desgaste da Suprema Corte contaminem sua campanha Petista buscará promover um código de ética para o Judiciário, ideia defendida por Fachin

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Mendonça libera para plenário do STF caso de mensagens entre Moraes e Vorcaro

Caberá ao presidente da Corte decidir quando e se caso será analisado pelo plenário. E ainda o modelo: sessão aberta ou fechada. PGR alegou nulidades na decisão de Mendonça sobre tema.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Avalanche no Cáucaso russo mata 11 alpinistas


Acidente ocorreu no no desfiladeiro de Bezengi

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Acesso ao aborto. Inspeção da Saúde abre investigação ao Hospital Garcia de Orta 

Hospital fechou a consulta de gravidez não desejada a 10 de agosto e remeteu as mulheres para unidade privada. IGAS esteve a acompanhar o processo e decidiu avançar com uma “ação inspetiva”. DN já tinha reportado deficiências de informação e violação de recomendações deste organismo e da Entidade Reguladora da Saúde.

domingo, 6 de setembro de 2026

O VANDALISMO COMANDADO POR DONALD TRUMP


O governo de Donald Trump ampliou de forma significativa a política de prisões e deportações de imigrantes nos Estados Unidos. Os agentes trumpistas comparecem em pontos previamente estudados e, sem qualquer mandado ou autorização judicial, prendem da forma que lhes aprouverem. A estratégia transformou o combate à imigração irregular em uma das principais marcas da administração trumpista. 
Dados recentes indicam que o ICE, agência responsável pela fiscalização migratória, passou a realizar milhares de detenções, inclusive de pessoas sem condenações criminais. Em vários estados, o número de prisões diárias cresceu expressivamente nos últimos meses. A ofensiva também conta com a participação de forças policiais estaduais e locais, por meio de acordos que ampliam a capacidade de identificação e detenção de imigrantes. Trump apresenta a política como uma medida de segurança nacional e afirma que criminosos estrangeiros precisam ser retirados do país. O Departamento de Segurança Interna divulga diariamente operações contra imigrantes acusados ou condenados por crimes graves. Entretanto, críticos afirmam que a política ultrapassa o combate à criminalidade e atinge pessoas que não possuem antecedentes criminais ou que estavam em situações migratórias complexas. Nesse ambiente de crescente tensão política, também aumentaram episódios de vandalismo contra propriedades e símbolos ligados a autoridades do governo. Recentemente, um homem se declarou culpado por vandalizar a residência do vice-presidente JD Vance.

Outro episódio envolveu o Memorial da Segunda Guerra Mundial, em Washington, que foi vandalizado. Uma suspeita foi presa e passou a responder por acusações federais que podem resultar em até dez anos de prisão. Trump classificou o ato como um grave insulto aos heróis americanos. Os episódios revelam um ambiente político cada vez mais radicalizado nos Estados Unidos. De um lado, o governo defende prisões e deportações em larga escala como instrumentos de segurança. De outro, manifestações e atos de vandalismo demonstram o grau de insatisfação de parte da sociedade. O desafio para as instituições americanas é impedir que a disputa política transforme a aplicação da lei em instrumento de perseguição ou que o protesto político ultrapasse os limites da legalidade. Entre prisões diárias, deportações, manifestações e episódios de vandalismo, os Estados Unidos vivem uma fase de profunda divisão política, na qual a defesa da segurança pública disputa espaço com preocupações sobre direitos civis e limites do poder estatal. Enfim, o segundo governo de Donald Trump está perdido em guerras, em perseguições e invasões a países, como ocorre com a Venezuela. Os Estados Unidos receberam como governante um empresário que além do acossamento contra imigrantes ou americanos que não seguem sua cartilha política, conseguem, através de atos executivos, facilitar o enriquecimento da família Trump.

Salvador, 6 de setembro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados. 

RADAR JUDICIAL


NEGADOS DANOS MORAIS PARA ATENDENTE DE CLÍNICA MÉDICA 

A 3ª turma do TST negou indenização por danos morais a uma atendente de clínica médica. O advogado da empresa havia afirmado, durante audiência, que ela e uma testemunha haviam “mentido descaradamente”. O colegiado entendeu que a declaração ocorreu no exercício do direito de defesa. A discussão envolvia o aproveitamento de uma prova produzida em processo anterior. A trabalhadora considerou que a manifestação ultrapassou os limites profissionais e atingiu sua imagem. A empresa alegou que o advogado apenas questionou a utilização do depoimento, sem intenção de difamá-la. O TRT da 12ª região manteve a decisão de não conceder indenização. Para o tribunal, não ficou demonstrada intenção difamatória nas declarações. O relator no TST, ministro Lelio Bentes Corrêa, destacou que a difamação exige intenção de atingir a honra e a reputação de alguém. Segundo ele, as afirmações estavam diretamente relacionadas à estratégia de defesa da empresa. O ministro também observou que o juiz da audiência não registrou excesso na atuação do advogado. Com esse entendimento, a 3ª turma negou o pedido de indenização por danos morais. 


APRESENTADORA É CONDENADA À MORTE

A apresentadora egípcia Sarah Khalifa, de 39 anos, foi condenada à morte por enforcamento por fabricação e tráfico de drogas. Ela e outros 11 envolvidos foram condenados por integrar uma organização criminosa especializada em narcóticos. As autoridades apreenderam mais de 750 kg de drogas e matérias-primas em dois apartamentos usados como laboratórios. Segundo a imprensa local, os acusados também importavam do exterior materiais para produzir drogas sintéticas. Sarah é conhecida pelo programa policial “Missão Impossível”, sobre segurança e crimes. Ela também é dona de uma clínica de cirurgia cosmética e de uma empresa de eventos.
A sentença foi confirmada após consulta ao Grande Mufti do Egito, principal autoridade religiosa do país. Sarah nega as acusações e afirmou que nunca havia visto drogas antes de ser fotografada com elas. Seu advogado anunciou que recorrerá da pena de morte, que ainda não é definitiva. A condenação foi baseada em 20 depoimentos e provas eletrônicas, incluindo gravações e vídeos. Sete réus foram absolvidos, enquanto outros nove receberam penas de prisão perpétua, segundo a BBC. O Egito aplica a pena capital em crimes como homicídio, terrorismo, estupro e tráfico de drogas.


PROPOSTA PARA FIXAR MANDATO DE 10 ANOS PARA MINISTROS

O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) voltou a defender mandato de 10 anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta ressurgiu após a crise envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. O parlamentar também defende paridade de gênero na composição da Corte, com 50% de mulheres e 50% de homens. Segundo Lopes, a ideia é limitar o tempo de permanência dos ministros no STF. Ele ainda não informou se apresentará uma nova proposta ou apoiará texto já existente na Câmara.
Uma PEC precisa de pelo menos 171 assinaturas de deputados para começar a tramitar. A iniciativa ocorre em meio à crise institucional envolvendo integrantes do Supremo. O presidente Lula também passou a defender uma reforma no sistema judiciário. Em discurso, Lula afirmou que autoridades não devem usar cargos públicos em benefício próprio. Reginaldo já havia defendido mandato fixo para ministros do STF em abril deste ano. Na ocasião, ele cogitou apoiar a coleta de assinaturas para uma PEC sobre o tema. A discussão ganhou força após mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.


ROCK IN RIO

Com sua mochila nas costas, que já é marca registrada nas apresentações, e letras repletas de críticas sociais, o rapper e trapper carioca, Major RD, reuniu centenas de jovens no Palco Favela, neste sábado, 5, no Rock in Rio. O show começou com pouco mais de 15 minutos de atraso e o cantor abriu a apresentação com a faixa "Só Rock", valorizando a participação e a importância do gênero musical para o som que produz na cena do trap brasileiro. Além dessa, ele cantou "60k", "Rimo igual Pac", entre outras. Embora seja considerado rapper e trapper, o artista não deixou de trazer elementos do rock para a sua apresentação. Com banda composta por baixista, guitarrista, baterista e DJ, os solos agudos da guitarra já anunciavam que o rock é tão familiar quanto o próprio estilo originário do artista. Em um momento do show, o cantor pediu aos fãs para acenderem o flash do celular. O cantor arrastou uma multidão de jovens ao som de trap e elementos do rock na noite do metal. A versatilidade de Major RD se mostra em suas composições, que misturam gêneros musicais em músicas brasileiras. Essa riqueza artística faz dele um expoente da cena do trap nacional de sua geração. Mesmo no dia do heavy metal, Major RD não foi insignificante e mostrou que é possível mesclar gêneros musicais tradicionais, como o rock, e populares, como o trap, em um festival da magnitude do Rock in Rio.


FEROMÔNIOS HUMANOS

Uma tendência viral entre homens da machosfera incentiva a ir a encontros sem banho ou desodorante. Chamada de pheromone-maxxing, a prática busca potencializar o odor natural do corpo. A ideia é que o cheiro acumulado provoque uma atração biológica automática nas mulheres. Em casos extremos, alguns adeptos chegam a usar roupas sujas de propósito. A tendência surgiu dentro do movimento looksmaxxing, focado em melhorar a aparência masculina. O conceito circulou em fóruns incel, migrou para o TikTok e ganhou influenciadores. O movimento está ligado ao ecossistema da machosfera e ao discurso redpill.
A proposta trata o corpo como um projeto que deve ser constantemente otimizado. O pheromone-maxxing seria uma alternativa barata, sem academia ou procedimentos estéticos. Seus defensores recorrem ao argumento científico da existência de feromônios humanos. Porém, após décadas de pesquisas, nenhum feromônio humano foi comprovadamente identificado. Sem higiene, o que se acumula no corpo não são feromônios, mas principalmente bactérias.

Salvador, 6 de setembro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

TRUMP: MAIS DE 2 MIL PRISÕES POR DIA


Uma operação do ICE em um supermercado mexicano de Nova Jersey terminou com a prisão de 18 pessoas sem status migratório legal. 
A batida ocorreu em 24 de junho, no El Oaxaqueño, em Lakewood, e surpreendeu clientes e funcionários. Mais de meia dúzia de SUVs chegaram ao estacionamento, e agentes federais perseguiram trabalhadores que tentaram fugir. Alguns clientes e funcionários se esconderam em banheiros, no andar superior e em uma câmara frigorífica. Segundo testemunhas, dez pessoas foram detidas dentro do supermercado, incluindo seis funcionários. Os agentes usaram abraçadeiras plásticas para imobilizar os detidos e os levaram pela porta dos fundos. O Departamento de Segurança Interna afirmou que a ação começou após uma denúncia sobre um imigrante irregular com antecedentes criminais.
O alvo seria acusado de furto e falsificação, mas outras pessoas também acabaram presas. O DHS reconheceu que houve as chamadas “prisões colaterais” de imigrantes que não eram alvos originais. A operação faz parte de uma nova estratégia do ICE, mais discreta e descentralizada. Os agentes receberam ordens para realizar cerca de 2.000 prisões migratórias por dia nos Estados Unidos. O ritmo é aproximadamente o dobro do registrado durante a primavera. A ofensiva ganhou força a menos de três meses das eleições de meio de mandato americanas. O governo Donald Trump afirma que as ações priorizam criminosos e pessoas com ordens de deportação. Apesar disso, autoridades ressaltam que qualquer pessoa em situação migratória irregular pode ser detida.

Em Nova Jersey, o ICE prendeu mais de 2.100 pessoas em julho, segundo dados divulgados pelo Deportation Data Project. Foi o maior número de detenções em um único mês desde o retorno de Trump à Presidência. O total também representa mais que o dobro da média mensal registrada entre fevereiro e maio. Em Nova York, as detenções também aumentaram, ultrapassando 1.500 em julho. Moradores de comunidades hispânicas relatam operações em pontos de ônibus, obras e postos de gasolina. Advogados dizem que imigrantes têm sido detidos enquanto se dirigiam ao trabalho. As ações provocaram medo em cidades com grandes populações de imigrantes, como Lakewood. Os presos são enviados a centros de detenção migratória, incluindo o Delaney Hall, em Newark. A unidade é alvo de denúncias sobre condições sanitárias precárias. Advogados de imigração afirmam ter recebido centenas de ligações de familiares e empregadores. O ICE sustenta que suas operações continuam concentradas em pessoas consideradas prioritárias. O New York Times, porém, apontou que a agência mantém uma ampla rede para deter imigrantes irregulares. Um açougueiro guatemalteco relatou ter sido imobilizado sem que os agentes apresentassem mandado. Os proprietários do supermercado ajudaram funcionários detidos a conseguir representação jurídica. A dona Vicky Santiago afirmou que considera seus funcionários uma família e prometeu defendê-los.