No setor de máquinas, houve queda de 9,1% nas vendas aos EUA, compensada parcialmente pelo crescimento das exportações para Argentina, Singapura, Peru e Chile. Couro, calçados, móveis e têxteis também registraram retração nas exportações para o mercado americano e buscam ampliar vendas para países da América Latina, Ásia e Europa. Entidades do setor afirmam, porém, que o mercado dos EUA continua estratégico e não pode ser substituído rapidamente, devido às exigências técnicas e aos contratos de longo prazo. Na indústria moveleira, um terço das exportações tem como destino os EUA. Já o setor madeireiro teme nova redução na produção, demissões e queda dos investimentos caso as tarifas sejam ampliadas.
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quarta-feira, 15 de julho de 2026
TARIFAS AMERICANAS CAUSAM PERDAS E INCERTEZAS AO BRASIL
COM DRONES UCRÂNIA ATINGE EMBARCAÇÕES RUSSAS
A escalada levou à restrição do tráfego marítimo no Mar de Azov, afetando a movimentação de cargas pelo estreito de Kerch e pelo canal Azov-Don. Diante da situação, a Rússia anunciou que pretende redirecionar parte das exportações de grãos para portos do Mar Negro e do Báltico, enquanto busca manter os compromissos com compradores internacionais.
RENÚNCIA DA PRIMEIRA-MINISTRA NA UCRÂNIA
Zelenski informou que pretende reorganizar áreas da política externa e ofereceu à ex-premiê um novo cargo ligado às relações com um parceiro estratégico, sem revelar qual. A imprensa ucraniana aponta Sergiy Koretsky, presidente da estatal de energia Naftogaz, como principal cotado para assumir o governo. O setor de energia é prioridade no país devido aos graves danos causados pelos ataques russos à rede elétrica e aos apagões registrados durante o inverno.
DÉFICIT ORÇAMENTÁRIO DOS EUA: US$ 120 BILHÕES
Em junho de 2025, a arrecadação líquida com tarifas havia superado US$ 100 bilhões no ano fiscal, resultado celebrado pelo então secretário do Tesouro, Scott Bessent. O governo ainda enfrenta disputas judiciais e prepara novas tarifas, enquanto um juiz federal criticou a demora nos reembolsos. Até agora, maio e junho somam cerca de US$ 71 bilhões devolvidos, o equivalente a 42% dos US$ 166 bilhões em tarifas sujeitas a restituição. O Tesouro não comentou o futuro dos pagamentos.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 15/07/2026
TAXAÇÃO DOS EUA PODE SAIR HOJE
Governo Lula não espera recuo de Trump em tarifaço contra o Brasil
Visão do Correio: Pragmatismo contra as incertezas da gestão Trump
Genial/Quaest
Lula lidera todos os cenários de segundo turno e aumenta vantagem contra Flávio Bolsonaro
Pré-candidato à reeleição possui 45% das intenções de voto em disputa contra o senador, que marca 37%
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Inglaterra e Argentina fazem semifinal tensa e ainda em busca do melhor futebol
Técnicos criticaram atuação das equipes nas quartas de final Rivalidade histórica terá seu 1º capítulo com Messi em campo
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BASecretário de Salvador é afastado pela Justiça
A JUSTIÇA da Bahia determinou o afastamento cautelar do secretário das Prefeituras-Bairro de Salvador, Luciano Ricardo Gomes Sandes
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Negociadores do Brasil dizem que tarifas dos EUA seriam “injustas” e debatem até o fim
Washington deu prazo até a quinta-feira para adotar novas medidas comerciais
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Exames nacionais: Ministro da Educação diz que decisão de estender prazo de correção foi "política"
terça-feira, 14 de julho de 2026
RADAR JUDICIAL
VEREADORA JANAINA CRITICA PROMOTORA
A vereadora e professora de Direito Penal da USP, Janaina Paschoal, criticou a promotora Elayne Rodrigues por ameaçar retirar o Ministério Público de uma cerimônia em Duque de Caxias (RJ) após uma oração evangélica. Para Janaina, a atitude foi lamentável e revelou confusão entre Estado laico e Estado ateu. Ela afirmou que a laicidade prevista na Constituição garante a liberdade de manifestação de todas as religiões, e não a exclusão da fé do espaço público. A parlamentar lembrou ainda que o preâmbulo da Constituição faz referência a Deus, figura comum a diversas tradições religiosas. Por fim, avaliou que a promotora errou ao expor convicções pessoais como se representassem a posição institucional do Ministério Público.
AVIÃO REDUZ ALTITUDE DE 34 PARA 10 MIL PÉS EM CINCO MINUTOS
Um avião da LATAM que fazia o voo LA3039, entre Confins (MG) e Congonhas (SP), realizou uma descida acentuada na manhã de ontem, 13, após uma intercorrência técnica. A aeronave, um Airbus A320, decolou às 9h39 e, cerca de 20 minutos depois, reduziu a altitude de 34 mil para cerca de 10 mil pés em aproximadamente cinco minutos. O procedimento é adotado quando há necessidade de voar em nível seguro para passageiros e tripulantes, como em casos de possível falha na pressurização. O avião seguiu viagem em altitude reduzida e pousou em segurança em Congonhas às 10h48. Ninguém ficou ferido. A LATAM informou que solicitou prioridade para pouso devido a uma questão técnica, mas não confirmou se houve despressurização da cabine. Segundo a empresa, todos os protocolos de segurança foram seguidos e o desembarque ocorreu normalmente.
ÁRBITRO HOLANDÊS É ENCONTRADO MORTO
A Real Associação Neerlandesa de Futebol (KNVB) informou ontem, 13, a morte do árbitro holandês Rob Dieperink, de 38 anos. Ele foi encontrado morto em casa, e a causa da morte não foi divulgada. Em abril, Dieperink foi preso após uma partida da Conference League por suspeita de crimes sexuais envolvendo um adolescente de 17 anos. Segundo a imprensa britânica, ele teria tentado levar o jovem ao quarto de hotel. A Polícia de Londres arquivou o único caso remanescente por falta de provas. Mesmo assim, a Fifa o retirou da equipe de arbitragem da Copa do Mundo de 2026. Em nota, a KNVB lamentou a morte e prestou solidariedade à família, amigos e colegas do árbitro.
PENSÃO ALIMENTÍCIA MAIOR NÚMERO DE CASOS NA JUSTIÇA
A pensão alimentícia foi o principal motivo de demandas jurídicas no Brasil em 2026, segundo levantamento da ViaJusta, plataforma do Projuris. Entre janeiro e abril, conflitos sobre pensão representaram 12,58% das 22.776 solicitações registradas. Em seguida aparecem cobranças indevidas (9,80%) e disputas trabalhistas sobre verbas rescisórias (7,97%). Questões de separação, guarda e visitas somaram 4,82%, enquanto divórcios responderam por 3,39%. O Direito de Família lidera as demandas, com 27,9%, seguido pelo Direito do Consumidor (26,4%), concentrando mais da metade dos casos. Também são frequentes reclamações sobre produtos com defeito, fraudes e conflitos com instituições financeiras. O estudo aponta crescimento da busca por soluções extrajudiciais, como Procon, Ministério do Trabalho e acordos, antes do ingresso na Justiça.
TRUMP CONDENOU TAXA E AGORA ESTÁ COBRANDO
Donald Trump afirmou ontem, 13, que os EUA vão assumir o controle do estreito de Hormuz e cobrar 20% sobre toda a carga transportada pela região. Em publicação na Truth Social, disse que o país será o "guardião do estreito" e que a taxa servirá para reembolsar os custos da segurança marítima. A declaração contradiz posições anteriores do próprio presidente e o memorando preliminar firmado com o Irã, que previa isenção temporária. Teerã reagiu imediatamente, afirmando que não permitirá interferência americana na administração da via e que contestará qualquer ação sem autorização iraniana. A Guarda Revolucionária também advertiu que a cooperação de países vizinhos com Washington será considerada um ato de guerra. O impasse ocorre em meio à escalada do conflito, com novos ataques dos EUA e represálias iranianas. Especialistas em direito internacional afirmam que tanto o bloqueio quanto a cobrança de pedágio no estreito violam normas internacionais sobre liberdade de navegação.
TRUMP VOLTA ATRÁS E NÃO COBRARÁ A TAXA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje, 14, que desistiu de cobrar a taxa de 20% sobre cargas transportadas por navios que cruzam o Estreito de Ormuz, medida divulgada no dia anterior. Segundo ele, a cobrança será substituída por acordos comerciais e de investimento com países do Golfo Pérsico, que fariam aportes bilionários nos EUA. Trump não informou quais governos aderiram ao compromisso, e nenhum deles confirmou o acordo. O presidente afirmou que considera inadequada a cobrança de taxas sobre a navegação, embora defenda que os EUA sejam compensados por protegerem a rota. Apesar da mudança, Trump manteve a decisão de impor um bloqueio naval no Estreito de Ormuz, direcionado apenas a embarcações iranianas ao longo da costa do Irã. As Forças Armadas americanas informaram que a operação começaria ainda nesta terça-feira. O estreito é uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo e gás, responsável por cerca de 20% do comércio global desses produtos. A decisão ocorre após o rompimento do cessar-fogo firmado entre EUA e Irã em junho e a retomada das hostilidades entre os dois países.
Santana, 14 de julho de 2026.
SOBRETAXA AMERICANA IMPLICA EM MEDIDAS DE RETALIAÇÃO
O ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, afirmou que não haverá concessões em temas considerados inegociáveis, como o Pix e o etanol, sem que os EUA também revisem as tarifas sobre o açúcar brasileiro. Segundo ele, o governo considera a proposta americana abusiva e injusta. O Planalto também rejeita reduzir a tarifa de importação do etanol americano, alegando prejuízos ao setor produtivo do Nordeste. O governo espera que os EUA definam um prazo para a entrada em vigor das tarifas, abrindo espaço para novas negociações em nível ministerial. Caso a sobretaxa seja confirmada, o Brasil deverá avaliar a adoção de medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Econômica, em vigor desde o ano passado.
AGENTE DO SERVIÇO DE IMIGRAÇÃO E ALFÂNDEGA DOS EUA MATA UM MOTORISTA
Um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) matou a tiros um motorista durante uma abordagem na cidade de Biddeford, no estado do Maine, no dia de ontem, 13. É o segundo caso de uso de força letal pelo ICE em uma semana e o nono desde o início da nova ofensiva migratória do governo Donald Trump. Organizações de defesa dos imigrantes identificaram a vítima como um colombiano de 26 anos, autorizado a trabalhar nos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Segurança Interna, agentes monitoravam um endereço ligado a uma ordem de deportação. Ao tentar abordar um veículo que deixava o local, o motorista tentou fugir e, segundo as autoridades, avançou contra os agentes, levando um policial a disparar.
O senador Angus King afirmou que o alvo da operação não era o homem morto e questionou se o uso da força letal foi justificado. Ele também informou que os agentes não utilizavam câmeras corporais. O FBI, o Departamento de Segurança Interna e a Procuradoria-Geral do Maine investigam o caso. O agente envolvido foi afastado. Testemunhas relataram cenas de desespero da esposa e da filha da vítima. Horas depois, dezenas de manifestantes protestaram em Biddeford contra o ICE e a política migratória do governo Trump.
TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL É QUESTIONADO POR TRUMP
O Departamento de Estado informou que pretende enfraquecer a capacidade de atuação do TPI, impedindo ações contra militares e autoridades dos EUA. Entre as medidas estudadas estão novas sanções, restrições de visto e pressão para que outros países abandonem o tribunal. Em fevereiro, Trump já havia imposto sanções ao TPI. A iniciativa é uma resposta, principalmente, às investigações contra Israel. O tribunal expediu mandados de prisão contra o premiê israelense Benjamin Netanyahu, em 2024, e contra o presidente russo Vladimir Putin, em 2023. O presidente americano não aceita autoridade que questiona suas intempestivas intromissões nos assuntos internos de outros países, principalmente, quando o TPI condena os crimes de Trump e de seu fiel escudeiro de Israel.
TRUMP QUER CONTROLAR ESTREITO DE ORMUZ
Nas últimas horas, forças iranianas atacaram instalações americanas na Jordânia, Bahrein, Kuwait e Omã, enquanto os EUA realizaram operações para neutralizar ameaças contra navios comerciais. O Estreito de Ormuz é estratégico por concentrar cerca de 20% do transporte mundial de petróleo e gás natural liquefeito. A escalada do conflito elevou o preço do petróleo Brent em cerca de 5%, reacendendo temores de desabastecimento global. O impasse também envolve divergências sobre o acordo firmado no mês passado: Teerã afirma ter direito de controlar o tráfego no estreito, enquanto Washington defende a livre navegação internacional.
LULA CLASSIFICA DE "PIRATARIA" TAXA DE 20% ANUNCIADA POR TRUMP
A declaração de Trump ocorre em meio ao agravamento do conflito na região. O governo americano reforçou que o Estreito de Ormuz é uma via essencial para o comércio global e afirmou que o Irã não controla a passagem. O Irã reagiu dizendo que deixará de cumprir acordos com Washington caso os EUA não atuem pelo fim da guerra. A Guarda Revolucionária também contestou a presença militar americana, afirmando que o estreito pertence ao país. Já a União Europeia defendeu a reabertura da hidrovia e o respeito à liberdade de navegação, considerada fundamental para o comércio internacional.
APOSENTADORIA CANCELADA É RESTABELECIDA
Uma aposentadoria por idade rural cancelada pelo INSS em 2012 deverá ser restabelecida após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). A 9ª Turma reformou sentença de primeira instância e afastou a tese de prescrição do fundo de direito, reafirmando que, em matéria previdenciária, apenas as parcelas vencidas há mais de cinco anos antes da ação podem prescrever. A aposentadoria havia sido concedida em 2008 e foi interrompida em março de 2012 sob a justificativa de "decisão judicial". A segurada, porém, afirmou nunca ter participado de processo que justificasse o cancelamento. A ação foi ajuizada somente em junho de 2025. O INSS alegou que o benefício havia sido concedido por engano e que a autora não preenchia os requisitos para aposentadoria rural. A Justiça Federal de Roraima julgou o pedido improcedente por entender que o direito estava prescrito.
Ao analisar a apelação, o relator, desembargador Euler de Almeida Silva Junior, destacou que o entendimento contrariava a jurisprudência do STF e do STJ. O acórdão reafirmou que benefícios previdenciários possuem natureza alimentar e que o direito ao restabelecimento é imprescritível, atingindo apenas as parcelas anteriores ao quinquênio legal. O Tribunal também observou que o INSS não apresentou prova da suposta decisão judicial que motivou o cancelamento nem demonstrou a realização de procedimento administrativo com direito à defesa. Com isso, o TRF1 reconheceu a irregularidade da cessação e determinou o restabelecimento da aposentadoria, preservando apenas a prescrição das parcelas anteriores aos cinco anos que antecederam o ajuizamento da ação.