$TRUMP CAI 90%
TRUMP MANDA INVADIR CASA DE IMIGRANTES SEM MANDADO
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A Espanha recusou o convite do presidente dos EUA, Donald Trump, para integrar o “Conselho da Paz”. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez. A estrutura foi criada por Trump para monitorar a paz na Faixa de Gaza e coordenar a reconstrução do território palestino. “Agradecemos o convite, mas recusamos”, afirmou Sánchez. Segundo ele, a decisão mantém a coerência da Espanha com o direito internacional, a ONU e o multilateralismo. Diplomatas veem o conselho como tentativa de esvaziar a ONU. Sánchez também criticou a exclusão da Autoridade Palestina. Cerca de 60 países foram convidados pelos EUA. Entre os que aceitaram estão Argentina, Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Hungria e Turquia.
Já recusaram formalmente: França, Noruega, Eslovênia, Suécia e Espanha. Ainda não responderam: Brasil, Reino Unido, China, Alemanha, Itália, Rússia e Ucrânia. O Conselho da Paz foi lançado no Fórum Econômico Mundial, em Davos. Trump criticou a ONU e apresentou um plano de reconstrução de Gaza. Ele será presidente vitalício do órgão e terá poder de veto. O conselho prevê mandatos de três anos, com permanência fixa para países que doarem mais de US$ 1 bilhão.
Funcionários destacados para atender ministros do STF ficaram ao menos 150 dias em Ribeirão Claro (PR), onde funciona o resort Tayayá, ligado ao ministro Dias Toffoli. O pagamento de diárias superou R$ 454 mil desde dezembro de 2022. Dados do TRT-2 mostram deslocamentos de agentes para “apoio em segurança e transporte” a autoridade do STF. Os documentos não identificam o ministro atendido. O STF não comentou os dados. Reportagens indicam que parentes de Toffoli foram sócios do resort e que o ministro mantém casa no local. As informações foram divulgadas pelo Metrópoles e confirmadas pela Folha. O uso de agentes foi mais frequente em férias, recesso, Carnaval, julho e fim de ano.
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso afastou por 90 dias a juíza Maria das Graças Gomes da Costa, da Vara da Infância e Juventude de Rondonópolis. A medida ocorreu após representação do Ministério Público enviada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O MP apontou indícios de atuação irregular da magistrada em processo de guarda envolvendo o marido. Ele é réu por feminicídio ocorrido em 2023. A reclamação disciplinar foi protocolada no CNJ em 19 de dezembro. Quatro dias depois, o corregedor nacional Mauro Campbell pediu informações ao TJMT. Em 26 de dezembro, o tribunal confirmou o afastamento cautelar da juíza. Segundo o MP, a magistrada teria interferido indevidamente em ações sobre a guarda da filha do marido e da vítima. Ela teria dificultado o cumprimento de decisão que concedeu a guarda à avó materna. Houve ainda relato de retirada da criança para outro local, atrasando a execução da ordem judicial.
O anúncio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de que visitará Jair Bolsonaro na próxima semana encerrou uma sequência de episódios que acirraram disputas entre bolsonaristas. Tarcísio voltou a afirmar que não pretende disputar a Presidência e negou substituir Flávio Bolsonaro, indicado pelo ex-presidente. Ele havia sido criticado por cancelar uma visita marcada para quinta (22), alegando compromissos em São Paulo. Na agenda oficial, porém, constavam apenas “despachos internos”, além de uma troca no secretariado. Aliados interpretaram o cancelamento como uma tentativa de impor limites aos filhos de Bolsonaro. Auxiliares do governador relatam desgaste com Flávio e atribuem a seu entorno boatos sobre uma suposta candidatura presidencial de Tarcísio. Enquanto bolsonaristas atacavam o governador, outros buscaram apaziguar o conflito. Adolfo Sachsida elogiou Tarcísio, chamando-o de aliado leal ao projeto de Bolsonaro. Segundo a Folha, Tarcísio se irritou com a declaração de Flávio de que a visita serviria para “descartar” sua candidatura. O encontro foi remarcado para quinta (29), e o governador reafirmou lealdade ao ex-presidente.
A revista britânica The Economist publicou reportagem afirmando que ligações entre ministros do STF e pessoas relacionadas ao caso do Banco Master reforçam, entre eleitores brasileiros, a percepção de falta de imparcialidade da Suprema Corte. No texto “A quebra de um banco brasileiro envolve políticos e juízes”, a revista diz que as consequências da liquidação do Banco Master “estão ficando feias”. Segundo a publicação, o caso poderia ter terminado em novembro, com a prisão do banqueiro e CEO Daniel Vorcaro e a liquidação do banco pelo Banco Central, mas seus efeitos ultrapassaram o setor financeiro. A Economist afirma que Vorcaro cultivou, ao longo dos anos, laços com a elite brasileira, expondo conexões entre políticos, mercado financeiro e Judiciário em Brasília, o que teria prejudicado a imagem do STF e do Congresso. A reportagem menciona a inspeção ordenada pelo ministro do TCU Jhonatan Jesus no Banco Central, destacando sua proximidade com o Centrão. Também são citadas outras ligações do Master com figuras políticas e judiciais, como doações de Fabiano Zettel a campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, a tentativa de compra do banco pelo BRB, contratos ligados à família de ministros do STF e viagens compartilhadas com advogados do banco.
A revista ressalta que não há comprovação de ilegalidades, mas que os vínculos reforçam a impressão de parcialidade da Corte. Para enfrentar essa percepção, o presidente do STF, Edson Fachin, propôs um código de ética nos moldes do Tribunal Constitucional alemão, ideia que teria sido ridicularizada por colegas. A Economist aponta como “claro vencedor” do episódio o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que resistiu a pressões para salvar o banco e defendeu maior autonomia administrativa e financeira da instituição. A liquidação do Banco Master ocorreu em 18 de novembro, no mesmo dia da operação Compliance Zero, que prendeu Vorcaro e outros executivos. O banco representa a maior quebra da história do país em impacto sobre o FGC, com 1,6 milhão de investidores e R$ 41 bilhões em CDBs. A Polícia Federal investiga suspeitas de fraudes, emissão irregular de títulos e criação de carteiras falsas, com movimentação de valores bilionários.
No centro de críticas por sua atuação no caso das fraudes do Banco Master, o ministro Dias Toffoli, relator do processo no STF, recebeu apoio institucional nesta quinta-feira. O presidente da Corte, Edson Fachin, fez uma defesa enfática do magistrado, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou um pedido da oposição para afastá-lo da relatoria. Em nota, Fachin afirmou que o STF atua com base na Constituição, no devido processo legal e na ampla defesa, ressaltando que a supervisão judicial exercida por Toffoli segue esses princípios. Segundo ele, a Corte não cederá a pressões ou intimidações e reagirá a tentativas de desmoralização institucional. Fachin destacou que investigações envolvendo o sistema financeiro exigem respostas firmes e constitucionais, ressaltando o papel técnico e autônomo do Banco Central, da Polícia Federal e do Ministério Público. Ele afirmou ainda que eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos ritos legais.
O presidente do STF enfatizou que a Corte age por mandato constitucional e que críticas são legítimas, mas não podem servir para enfraquecer instituições democráticas. Paralelamente, Gonet arquivou pedido de deputados da oposição para afastar Toffoli, alegando que o caso já está sob apuração regular no STF. O decano Gilmar Mendes elogiou a decisão, destacando a preservação do devido processo legal e da segurança jurídica. Apesar do apoio, Toffoli segue sob questionamentos, que incluem recuos em decisões, críticas à suposta interferência na autonomia da PF e alegadas ligações com o dono do Banco Master.
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
AUMENTO PARA PROFESSORES
TRUMP RECUA SOBRE TARIFAS
EXPLORAÇÃO DA AMAZÔNIA PELOS EUA
Um juiz dos EUA decidiu, ontem, 21, que o governo não pode periciar os dispositivos eletrônicos da repórter Hannah Natanson, do Washington Post, apreendidos pelo FBI. A decisão vale enquanto houver litígio sobre a ação policial na casa da jornalista. “O governo deve preservar, mas não periciar os materiais apreendidos”, escreveu o juiz William Porter. Em 14 de janeiro, agentes recolheram o computador de trabalho, um notebook, um celular e um relógio. Natanson cobre o governo federal e reportou cortes de empregos em Washington. A procuradora-geral Pam Bondi afirmou que a diligência integra investigação sobre vazamento no Pentágono. Segundo ela, o caso envolve informações ligadas à segurança nacional.
Agentes do FBI disseram à repórter que ela não é alvo da investigação. Bondi afirmou que o responsável pelo vazamento está preso. Documentos judiciais apontam Aurelio Pérez-Lugones como o suspeito detido. Ele era funcionário terceirizado do Pentágono. A prisão ocorreu na semana passada, em Maryland. Pérez-Lugones é acusado de levar documentos de inteligência para casa desde outubro de 2025. Não há menção a contato dele com jornalistas. O Washington Post criticou a apreensão dos equipamentos. O jornal afirma que a medida sufoca a liberdade de expressão. Também diz que paralisa o trabalho jornalístico. O veículo pediu a devolução imediata dos materiais. Alertou que decisões diferentes normalizariam censura por buscas. No governo Trump, o Pentágono adotou políticas mais restritivas à imprensa.
O empresário Sérgio Nahas, 61, condenado pela morte da esposa Fernanda Orfali, foi preso em Salvador no sábado (17). A detenção ocorreu na Praia do Forte, em Mata de São João (BA), após identificação por câmeras de monitoramento. Segundo a Polícia Militar, ele circulava pela região quando foi localizado. Após audiência de custódia, Nahas foi encaminhado ao sistema prisional. Em maio de 2025, a Segunda Turma do STF aumentou sua pena para 8 anos e 2 meses de prisão em regime fechado. A condenação refere-se à morte de Fernanda Orfali, ocorrida em setembro de 2002, em São Paulo. O crime aconteceu no apartamento do casal, em Higienópolis. Em 2018, o TJSP havia condenado Nahas a sete anos em regime semiaberto. Ele recorreu ao STF e aguardava o julgamento em liberdade. A defesa afirmou à época que apresentaria novos recursos.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira discutem uma resolução para impedir que mais de 13 mil estudantes do último semestre obtenham registro profissional por nota insuficiente no Enamed. A proposta ganhou força após o Inep identificar que 30% dos formandos avaliados ficaram em faixa considerada insatisfatória. Dos 351 cursos de Medicina analisados, 107 receberam conceitos 1 ou 2. O CFM defende que todos os cursos em funcionamento no país alcancem, no mínimo, nota 4. Em nota, o presidente do CFM, José Hiran Gallo, afirmou que os resultados acendem um alerta sobre a qualidade da formação médica. Segundo ele, mais de 13 mil graduados receberiam diploma e registro sem competências mínimas para a profissão. O dirigente afirmou que a situação coloca em risco a saúde e a segurança da população. O Conselho solicitou ao MEC acesso aos dados detalhados e individuais de desempenho dos estudantes.
Atualmente, a legislação garante registro profissional automático a quem conclui o curso de Medicina. Não há exigência de aprovação prévia em exame nacional. Paralelamente, avançam no Congresso dois projetos de lei sobre avaliação profissional. Um tramita na Câmara dos Deputados e outro no Senado Federal. As propostas criam o Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed). O modelo é semelhante ao exame aplicado pela OAB. A medida busca elevar o padrão da formação médica no país. E aumentar a segurança no atendimento à população. As faculdades contribuíram na avaliação, quando reconheceram 107 unidades com nível crítico e insuficiente e 80 escolas atingiram critérios minimamente aceitáveis.