TRIBUNAL SUSPENDE LICITAÇÃO MILIONÁRIA
TRUMP AMEAÇA AMÉRICA LATINA
IDADE PARA SER JUIZ
TRIBUNAL SUSPENDE LICITAÇÃO MILIONÁRIA
TRUMP AMEAÇA AMÉRICA LATINA
IDADE PARA SER JUIZ
A população da Groenlândia é soberana para decidir seu futuro político, e o território ártico, integrante da Otan, deve ter sua integridade respeitada segundo a Carta da ONU. A posição consta de comunicado conjunto de líderes da União Europeia, divulgado hoje, 6, em reação a novas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a ilha autônoma do Reino da Dinamarca. Segundo França, Alemanha, Itália, Espanha, Polônia, Reino Unido e Dinamarca, “a Groenlândia pertence a seu povo” e apenas Dinamarca e Groenlândia podem decidir sobre o território. O texto reforça que a Otan considera o Ártico uma prioridade e que aliados europeus ampliam sua presença na região. Trump afirmou no domingo (4) que os EUA “precisam da Groenlândia” por razões de segurança nacional. Desde que voltou ao poder, ele defende a tomada do território, o que gerou tensões com aliados europeus. O tema havia perdido força, mas voltou após a nomeação de um enviado político para a ilha e após uma ação militar americana em Caracas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve continuar interferindo na América Latina após a operação militar que resultou na prisão de Nicolás Maduro. Segundo o historiador Erick Langer, da Universidade de Georgetown, essa interferência varia conforme o peso político e econômico de cada país.
Para Langer, Trump pretende transformar a Venezuela em uma “colônia econômica”, explorando seu petróleo por meio de empresas americanas, sem interesse real em restaurar a democracia. O chavismo seguiria no poder, apenas com mudança de liderança, mantendo o sofrimento da população.
O professor avalia que a prisão de Maduro contou com apoio interno da cúpula chavista, especialmente de Delcy Rodríguez e Diosdado Cabello, que teriam traído Maduro para manter o controle do poder. Washington, segundo ele, preferiu apoiar Delcy em vez de María Corina Machado, por considerá-la mais “manipulável”.
Trump também deve intensificar a pressão contra Cuba, buscando estrangular ainda mais sua economia, e pressionar o México para interromper o envio de petróleo aos cubanos. O objetivo maior seria dominar o hemisfério americano, dentro de uma lógica de “esferas de poder”.
Langer acredita que o Brasil é o principal contrapeso às investidas de Trump na região. Embora os EUA tentem influenciar eleições na América Latina, inclusive no Brasil, essa interferência pode fortalecer o nacionalismo e acabar prejudicando a direita.
Segundo o professor, o cenário atual indica um redesenho geopolítico global, com a Venezuela como teste central, inclusive para medir a reação da China, grande investidora no país.
As declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre María Corina Machado causaram surpresa e desconforto na oposição venezuelana. Ao comentar a prisão de Nicolás Maduro, Trump afirmou que os Estados Unidos irão administrar a Venezuela, mencionando uma “transição”, mas sem citar eleições ou o papel da oposição. Os opositores afirmam que venceram as eleições de 28 de julho de 2024, com base em 85% das atas eleitorais, e denuncia fraude após Maduro ser proclamado vencedor sem divulgação oficial dos resultados. Com a ausência de Maduro, Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina, conforme a Constituição, sendo vista como aliada fiel do chavismo. Corina Machado acusou Rodríguez de envolvimento em repressão, corrupção e alianças com Rússia, China e Irã, afirmando que ela não tem apoio popular nem credibilidade internacional. Apesar de elogiar Trump, analistas destacam que ele nunca reconheceu Corina como líder, sendo Marco Rubio o principal interlocutor dos EUA.
Rubio afirmou que as decisões atuais seguem uma lógica pragmática, focada na estabilidade e em interesses estratégicos, especialmente o petróleo venezuelano. Para especialistas, os EUA apostam em uma transição controlada internamente, possivelmente liderada por Delcy Rodríguez. Embora Maduro tenha deixado o poder, a transição democrática desejada pela oposição ainda não ocorreu. Corina Machado e Edmundo González seguem no exílio, mantendo sua liderança principalmente pelas redes sociais.
Aos 92 anos, o juiz Alvin Kenneth Hellerstein assumiu um dos processos mais sensíveis dos EUA: o julgamento do ditador deposto Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, capturados na Venezuela em uma operação americana que levanta questionamentos no direito internacional. A escolha não foi casual. Hellerstein é um dos magistrados mais experientes do país, com carreira marcada por casos de grande impacto político e institucional. A audiência de apresentação das acusações ocorreu ontem, 5, na corte federal de Manhattan. Diante de Maduro, o juiz manteve postura firme e chegou a interrompê-lo ao tentar fazer declarações políticas. Ao longo da carreira, Hellerstein presidiu ações civis ligadas aos atentados de 11 de Setembro, processos envolvendo celebridades como Shakira e Paris Hilton e o caso de assédio sexual contra o produtor Harvey Weinstein. Ele também conduz o processo contra o ex-general venezuelano Hugo “Pollo” Carvajal, ex-chefe da inteligência chavista, acusado de narcotráfico. Carvajal, que decidiu cooperar com as autoridades, é considerado peça-chave no julgamento de Maduro.
Nomeado juiz federal em 1998 por Bill Clinton, Hellerstein atua no Distrito Sul de Nova York. Mesmo após tornar-se magistrado sênior, seguiu à frente de casos ligados a terrorismo e segurança nacional. No julgamento atual, ele analisará acusações de que Maduro liderou um cartel político-militar ligado ao narcotráfico e a organizações classificadas pelos EUA como terroristas. O líder chavista nega as acusações.
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Figuras estão incomodadas com discurso do presidente dos EUA e buscam saída na Carta Magna para novo pleito
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
VÍCIO EM LAVADORA DE ROUPASA 9ª Câmara Cível do TJ/MG negou apelação de consumidora que alegava vício em lavadora de roupas. Ela pediu substituição do produto ou restituição do preço, além de indenização por danos morais. O colegiado entendeu não haver prova suficiente de defeito ou de uso prévio na entrega. Prevaleceu a presunção de veracidade do comprovante de recebimento com declaração de conformidade. A autora comprou a lavadora em novembro de 2022 por R$ 1.699 e alegou avarias na primeira entrega. A substituição ocorreu em janeiro de 2023, quando disse haver resíduos de água no equipamento. Sustentou que isso inviabilizou o uso e gerou gastos com lavanderia. Em 1ª instância, os pedidos foram julgados improcedentes por falta de comprovação do vício. Em apelação, a consumidora questionou a validade do comprovante assinado por terceiro. O relator afirmou tratar-se de relação de consumo, com responsabilidade objetiva do CDC. Contudo, destacou que a autora não produziu prova capaz de afastar a presunção do documento. Assim, o TJ/MG manteve a sentença e negou provimento ao recurso, por unanimidade.
TRUMP AMEAÇA COLÔMBIACom a decisão, o governo suíço busca impedir a saída de ativos. A Suíça afirma que, se forem ilícitos, os recursos beneficiarão o povo venezuelano. A medida entra em vigor imediatamente e vale por quatro anos. O objetivo é bloquear recursos suspeitos e reforçar sanções contra a Venezuela. As sanções suíças estão em vigor desde 2018. O congelamento não atinge membros do atual governo venezuelano. Valores considerados ilegais deverão ser devolvidos ao povo da Venezuela. Nicolás Maduro comparecerá a um juiz em Nova York nesta segunda-feira (5). Ele será formalmente notificado das acusações feitas pela Justiça dos EUA. Maduro é acusado de narcotráfico e terrorismo. Capturado em Caracas, foi levado ao Tribunal do Sul de Manhattan. Ele permanece preso em unidade federal de segurança máxima no Brooklyn.
Salvador, 5 de janeiro de 2026.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou no sábado, 3, que o país não irá ceder às pressões externas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar apoiar manifestantes iranianos que protestam contra a crise econômica e a inflação elevada. Em discurso transmitido pela televisão estatal, Khamenei declarou que o Irã “não cederá ao inimigo”. Segundo ele, o governo está disposto a dialogar com manifestantes pacíficos, mas classificou como inútil conversar com “vândalos”, afirmando que estes devem ser contidos. Na sexta-feira (2), Trump declarou que os EUA ajudariam os manifestantes caso as forças de segurança iranianas usassem violência contra eles. Em mensagem nas redes sociais, afirmou que Washington estaria “pronto para agir”. Os EUA já haviam atacado instalações nucleares iranianas em junho do ano passado, ao lado de Israel.
Protestos se espalharam pelo país na última semana em meio à forte desvalorização do rial, que passou de 820 mil para cerca de 1,42 milhão por dólar em um ano, elevando preços e afetando o comércio. Vendas de produtos importados foram paralisadas pela instabilidade. Grupos de direitos humanos relatam mais de dez mortos e ao menos 133 presos. As autoridades confirmaram confrontos violentos, inclusive em cidades do oeste do país, com mortes e feridos entre civis e agentes de segurança. Trata-se da maior onda de protestos desde 2022, após a morte de Mahsa Amini, e ocorre em um momento de maior fragilidade econômica do regime.
A invasão da Venezuela pelos Estados Unidos marca, segundo o brasilianista Brian Winter, o retorno de Washington como poder policial regional, inspirado no Corolário Roosevelt. Essa lógica, dominante por quase 200 anos da política externa americana, teria sido apenas interrompida no período pós-Guerra Fria. Winter afirma que a decisão é arriscada e a mais importante tomada pelos EUA na América Latina em mais de 35 anos. A prisão de Nicolás Maduro, figura altamente impopular, torna difícil prever os impactos regionais, mas pode influenciar eleições, investimentos e relações diplomáticas. Ele destaca que a implosão da Venezuela contribuiu para o deslocamento político da América Latina à direita, desacreditando projetos de esquerda. A crise migratória venezuelana afetou fortemente países como Colômbia, Peru e Chile, influenciando disputas eleitorais. A operação lembra a invasão do Panamá, mas difere pela impopularidade de Maduro e pela reação regional ainda incerta. Winter acredita que os EUA não pretendem ocupar a Venezuela, mas sim instalar um governo alinhado a seus interesses.
Trump, apesar de criticar “guerras inúteis”, demonstra maior tolerância a intervenções no Hemisfério Ocidental, tratando a região como área estratégica de segurança. Ainda assim, enfrenta limites impostos por sua própria base política. Sobre o Brasil, Winter avalia que a reação crítica de Lula segue a tradição do Itamaraty, baseada na defesa da soberania e do multilateralismo. O impacto nas relações com os EUA ainda é incerto. Por fim, ele ressalta que o poder americano é limitado e que os desdobramentos na Venezuela permanecem imprevisíveis, tanto para a região quanto para a política interna dos países envolvidos.