TARIFAS SÃO USADAS PARA PERSEGUIÇÃO
BÉLGICA RECLAMA SUBMISSÃO A TRUMP
ALEMANHA EM ESTAGNAÇÃO ECONÔMICA
MACRON CRITICA TRUMP
TARIFAS SÃO USADAS PARA PERSEGUIÇÃO
BÉLGICA RECLAMA SUBMISSÃO A TRUMP
ALEMANHA EM ESTAGNAÇÃO ECONÔMICA
MACRON CRITICA TRUMP![]() |
| Traficante perdoado por Trump |
Há um ano, a engenheira civil Lívia, de 28 anos, deixou João Pessoa rumo a Londres acreditando em um recomeço. Formada e mestre pela UFPB, chegou como turista para estudar inglês e tentar trabalhar na área, frustrada com a falta de perspectivas no Brasil. As dificuldades para validar o diploma, processo caro e demorado, a levaram a trabalhar de forma irregular na limpeza. Começou como faxineira, função comum entre brasileiros no Reino Unido. Apesar do cansaço e da vergonha inicial, diz buscar apenas estabilidade. O oceanógrafo Wagner, também de 28 anos, deixou Porto Alegre há três anos. Sem oportunidades no Brasil, foi a Londres pela qualidade de vida, já esperando trabalhar com limpeza. Atua em um hotel, recebe cerca de 2 mil libras por mês e relata rotina pesada, dores físicas e informalidade.
Ambos vivem sem visto adequado e sob medo constante de deportação. Especialistas classificam essas trajetórias como “paradoxo da sobrequalificação migrante”: diplomas não reconhecidos, barreiras linguísticas e status migratório empurram profissionais qualificados para empregos precários. A pesquisadora Tânia Tonhati aponta que, após o Brexit e a pandemia, a imigração ficou mais restrita e cara, ampliando o “rebaixamento” profissional de imigrantes. Mesmo assim, o setor de limpeza tem grande peso econômico no Reino Unido, empregando quase 1,5 milhão de pessoas, em sua maioria mulheres e imigrantes. O crescimento, porém, se apoia na precarização, com contratos informais e vulnerabilidade à exploração. Matéria publicada no Correio Brasiliense.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recebeu ao menos duas representações de parlamentares pedindo que proponha ao STF a suspeição do ministro Dias Toffoli no inquérito que apura fraudes no Banco Master. O Estadão revelou que Gonet aguardava provocação externa para se manifestar. Na quarta-feira (14), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) acionou a PGR alegando possíveis conflitos de interesse do ministro. No mesmo dia, o jornal informou que irmãos de Toffoli cederam participação milionária no resort Tayayá a fundo ligado à Reag Investimentos, investigada no caso. Girão afirmou que vínculos familiares do ministro com pessoas ligadas ao escândalo levantam dúvidas sobre imparcialidade. Ele também citou decisão de Toffoli que determinou envio de provas lacradas ao STF, impedindo análise inicial da PF. Outros parlamentares também questionam a atuação do ministro.
Em dezembro, os deputados Carolina de Toni, Carlos Jordy e Adriana Ventura pediram a Gonet a arguição de impedimento e suspeição. Eles citaram viagem de Toffoli em voo particular com empresário e advogado do Banco Master. Segundo os deputados, há relação de proximidade pessoal com parte beneficiada por decisões do ministro. O pedido foi feito dentro do prazo legal previsto no CPC e no regimento do STF. À época, ainda não havia tantos indícios de vínculos indiretos. Posteriormente, o Estadão revelou que fundo ligado a cunhado de banqueiro do Master adquiriu parte do resort dos irmãos de Toffoli. O caso aumentou a pressão para que o ministro se declare impedido. A lei prevê hipóteses de suspeição e impedimento quando há vínculos pessoais ou interesse no processo. A PGR pode alegar relação do ministro com investigados ou enquadramento legal. Mesmo após cinco dias do primeiro pedido, Gonet ainda não se manifestou.
Um jovem de 25 anos, de Santa Fé do Sul (SP), morreu em combate na guerra da Ucrânia. Felipe de Almeida Borges foi atingido por um drone logo na primeira missão, em dezembro.A família tenta viabilizar o translado do corpo, ainda não resgatado por estar na linha de frente. “Ele foi para uma guerra que não era dele e acabou morrendo lá”, lamentou a mãe. O Itamaraty não respondeu sobre o caso até a última atualização. O Ministério das Relações Exteriores recomenda que brasileiros recusem alistamento em guerras. Segundo o órgão, a assistência consular nesses casos é limitada. A guerra na Ucrânia começou em fevereiro de 2022, após ofensiva da Rússia. O conflito já causou milhares de mortes e milhões de refugiados.
A Justiça de São Paulo considerou irregular a cobrança de R$ 50,7 milhões feita pelo escritório Nelson Wilians Advogados da herdeira do Bradesco, Ana Luiza Aguiar, no inventário de sua mãe, Maria Ângela Aguiar. Maria Ângela, filha adotiva do fundador do Bradesco, Amador Aguiar, morreu em janeiro de 2025 e deixou cinco filhos. Ana Luiza herdou R$ 383,1 milhões. O juiz Baiardo de Brito Pereira Junior, da 14ª Vara Cível, reduziu os honorários para R$ 19,1 milhões. Segundo a decisão, o escritório incluiu valores que não resultaram de seu trabalho. Foram considerados indevidos bens doados em vida com reserva de usufruto, que passaram automaticamente às herdeiras após a morte. Como essas doações ocorreram antes do contrato, a Justiça entendeu que não houve atuação jurídica necessária. Cerca de R$ 21,7 milhões foram retirados da base de cálculo. Também foram excluídos impostos e uma multa contratual de 10%. O juiz determinou que os honorários incidam apenas sobre o valor efetivamente recebido, à taxa de 5%. Além disso, aplicou multa de R$ 200 mil ao escritório por má-fé.
A sentença afirma que houve insistência na cobrança mesmo após reconhecimento prévio do erro. O escritório alegou que o contrato era válido e que atuou em inventário complexo. Sustentou que a cobrança seguia o combinado e que eventuais descontos foram liberalidade. O magistrado rejeitou os argumentos e apontou ganho indevido e violação da boa-fé. O escritório que representa a herdeira não comentou. A defesa de Nelson Wilians afirmou que a decisão é de primeira instância e passível de recurso. Disse ainda que a atuação da banca segue padrões éticos e transparentes. Afirmou que o tema deve ser tratado apenas nos autos.
Um total de 99 cursos de medicina poderá ser punido por desempenho insatisfatório na primeira edição do Enamed, segundo os ministérios da Educação e da Saúde. Os cursos pertencem a 93 instituições públicas e privadas e não atingiram 60% de proficiência. Esse número corresponde a cerca de um terço das faculdades avaliadas pelo MEC. Por ser a estreia do exame, as sanções serão graduais e válidas até a próxima edição. As punições vão de suspensão de ingresso (8 casos) até proibição de ampliar vagas. Antes disso, será aberto processo administrativo, com prazo de 30 dias para defesa. O MEC também pretende enviar ao Congresso projeto para incluir a nota do Enamed no diploma. O Enamed é obrigatório, anual e organizado pelo Inep, além de servir para o Enare.
O exame surgiu como alternativa a um projeto que prevê uma “OAB da Medicina”. A aplicação gerou polêmica e foi questionada judicialmente. A Anup tentou barrar a divulgação dos dados, mas a Justiça negou. O juiz entendeu que se trata de informação de interesse público. A prova foi criada em 2025 e aplicada em outubro. As notas variam de 1 a 5. Cursos com nota 1 ou 2 podem sofrer restrições, inclusive perda de financiamentos. O MEC só pode punir instituições federais e privadas. A pasta estuda ampliar essa regulação por lei. Instituições municipais tiveram o pior desempenho. Já federais e estaduais apresentaram os melhores resultados. Mais de 89 mil pessoas fizeram o exame. Cerca de 39 mil eram concluintes. No total, 75% alcançaram pelo menos nota 3.
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
NEGADA REINTEGRAÇÃO EM TERRENO OCUPADO HÁ 20 ANOS
O juiz Delvan Tavares Oliveira, da Vara Agrária de Imperatriz (MA), negou a reintegração de posse de um terreno ocupado há mais de 20 anos e condenou o município a indenizar a antiga proprietária em R$ 4.169.928. A decisão também determina que a Prefeitura elabore e execute, em até 180 dias, um plano de regularização fundiária da área. O imóvel, com 20.849 m², foi ocupado em 2002 por pessoas que alegavam ser área pública. Apesar de cercado, o terreno foi tomado e, com o tempo, transformou-se em um conjunto habitacional. Segundo o juiz, houve consolidação urbana, com moradias permanentes, serviços mínimos e vida comunitária. Por isso, a reintegração foi convertida em perdas e danos. A sentença afirma que há interesse público na manutenção da ocupação. O município deve garantir a permanência dos moradores e oferecer infraestrutura básica. A decisão também reforça o dever constitucional de ordenamento urbano.
ADVOGADA ARGENTINA TERÁ DE USAR TORNOZELEIRA
TRUMP AMEAÇA OCUPAR GOENLÂNDIASalvador, 19 de janeiro de 2026.
O CNJ considerou ilegal a exclusão da juíza Margani de Mello da lista tríplice para vaga de desembargadora no TJ-SC e determinou sua inclusão em novo processo. A magistrada havia sido retirada da disputa após denúncia de perturbação ao sossego feita por Filipe Mello, filho do governador Jorginho Mello. O caso ocorreu em setembro de 2025, quando a polícia foi acionada no prédio onde ambos moram, em Florianópolis. Na ocorrência, foram mobilizados 12 policiais e diversas viaturas. Um mês depois, o corregedor-geral leu em sessão pública relatório sigiloso que mencionava suposto consumo de álcool e recomendou voto contra a juíza. Dos 79 desembargadores, apenas 19 votaram em Margani, que foi excluída da lista. A juíza recorreu ao CNJ, alegando violação ao direito de defesa, presunção de inocência e discriminação de gênero. A conselheira Renata Gil afirmou que a recomendação foi ilegal e ignorou o histórico disciplinar ilibado da magistrada. Segundo o CNJ, a divulgação pública do relatório excedeu os limites da legalidade.
A decisão não anulou promoções já realizadas, mas determinou novo processo com inclusão de Margani. A juíza responde a acusações de perturbação ao sossego e de uso indevido do cargo, que nega. Ela afirma que a reunião em sua casa era pequena e com portas fechadas. A sindicância, porém, apontou número maior de convidados e som excessivo. Após o episódio, Margani e Filipe Mello realizaram reunião conciliatória e extinguiram o registro policial. A magistrada diz desconhecer motivos para eventual tentativa de prejudicá-la. O TJ-SC afirmou apenas que cumpre decisões do CNJ. A Polícia Militar não comentou o envio do ofício ao Tribunal.