LULA VAI REESTATIZAR REFINARIA LANDULFO ALVES
Pesquisar este blog
sábado, 21 de março de 2026
RADAR JUDICIAL
LULA VAI REESTATIZAR REFINARIA LANDULFO ALVES
TRUMP CEDE E SUSPENDE SANÇÕES AO PETRÓLEO IRANIANO
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou ontem, 20, que o país vai suspender temporariamente parte das sanções ao petróleo do Irã para conter a alta dos preços globais. Na prática, a medida permite a venda de petróleo iraniano já armazenado em navios no mar. A autorização é pontual e terá duração limitada, sem prazo detalhado. Segundo Bessent, a liberação pode injetar cerca de 140 milhões de barris no mercado internacional, ampliando a oferta e reduzindo pressões sobre os preços. Ele afirmou que os EUA usarão esses barris para manter o mercado sob controle enquanto continuam pressionando o Irã. Com a guerra iniciada em 28 de fevereiro, o petróleo chegou a US$ 120, maior nível desde 2022, e segue acima de US$ 100. O governo de Donald Trump passou a buscar formas de conter a alta, atento ao impacto no custo de vida e às eleições legislativas de novembro. O encarecimento da commodity pressiona combustíveis e outros produtos, elevando a inflação e a insatisfação do eleitorado. Um dos principais fatores da alta é o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A região também concentra parte relevante do comércio global de gás natural liquefeito e teve queda no tráfego de navios após ataques recentes.
Bessent destacou que a autorização é restrita ao petróleo já em trânsito e não permite novas compras ou produção. Ele acrescentou que o Irã terá dificuldade para acessar as receitas, enquanto os EUA mantêm pressão financeira sobre o país. Na semana passada, medida semelhante foi adotada em relação ao petróleo da Rússia. A licença permitiu a venda, até 11 de abril, de cargas embarcadas antes de 12 de março. Autoridades russas estimam que cerca de 100 milhões de barris podem ser liberados ao mercado. Bessent afirmou que o governo já atuou para adicionar cerca de 440 milhões de barris à oferta global. Ele também destacou que a política energética dos EUA elevou a produção doméstica a níveis recordes. Segundo o secretário, isso fortalece a segurança energética e pode reduzir custos no longo prazo.
EMPRESA DA FAMÍLIA TOFFOLI VENDEU A UM FUNDO SOB SUSPEITA
Os questionamentos sobre possíveis conexões entre o ministro do STF Dias Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro cresceram desde janeiro, quando a relação foi revelada, e são alvo de investigação da Polícia Federal. Toffoli não é investigado formalmente, o que dependeria de autorização do Supremo, mas a PF apura suspeitas de crimes financeiros envolvendo fundos ligados ao resort Tayayá, no Paraná. Um relatório de 200 páginas foi entregue ao presidente do STF, Edson Fachin, em fevereiro. Apesar de não autorizar investigação contra Toffoli, Fachin determinou sua saída da relatoria do caso, agora sob responsabilidade de André Mendonça. A PF reuniu diálogos entre Vorcaro e o cunhado Fabiano Zettel que indicariam repasses de até R$ 35 milhões relacionados ao Tayayá. A conexão surgiu após reportagem apontar que empresa da família de Toffoli vendeu participação no resort a um fundo ligado ao Banco Master. Na época, decisões do ministro causaram estranhamento, como a convocação de uma acareação envolvendo autoridades do Banco Central do Brasil, depois substituída por depoimentos individuais realizados enquanto ele estava no resort.
A sociedade no Tayayá começou em 2021, quando a empresa familiar Maridt vendeu parte do negócio ao fundo Arleen, ligado a uma rede de investimentos sob suspeita. Posteriormente, a participação foi vendida ao empresário Paulo Humberto Barbosa, após mudanças no controle do fundo. Mensagens de 2024 mostram cobranças de Vorcaro sobre aportes no Tayayá, com valores que somariam cerca de R$ 35 milhões. Em nota, Toffoli negou qualquer relação de amizade com Vorcaro e afirmou nunca ter recebido valores dele ou de Zettel. O ministro declarou que a empresa familiar é regular, com informações prestadas à Receita Federal, e que todas as transações ocorreram dentro da legalidade e a preços de mercado. A defesa de Vorcaro não se manifestou.
GROENLÂNIDA ESTÁ PREPARADA PARA REPELIR TRUMP
Soldados dinamarqueses enviados à Groenlândia em janeiro estavam preparados para explodir pistas de aeroportos estratégicos diante do temor de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pudesse invadir a ilha ártica, informou a emissora pública DR. Citando fontes do governo e das Forças Armadas, além de aliados europeus, a reportagem afirma que também foram levados estoques de sangue para tratar feridos em caso de combate. O jornal Financial Times informou que funcionários europeus confirmaram as informações, enquanto o Ministério da Defesa da Dinamarca disse que não comentaria o caso, mas um oficial dinamarquês, sob anonimato, afirmou que apenas um número restrito de pessoas tinha conhecimento da operação por razões de segurança. EUA e Dinamarca, membros da OTAN, vivem tensão crescente em torno da Groenlândia, território semiautônomo dinamarquês. Trump tem reiterado a intenção de anexar a ilha durante seu segundo mandato, iniciado em 2025, proposta rejeitada tanto pela Dinamarca quanto pelo governo local. Segundo a DR, a Dinamarca buscou apoio político de países como França e Alemanha e ampliou exercícios militares conjuntos na região. A situação se agravou após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças dos EUA em Caracas. Após o episódio, Trump afirmou que voltaria sua atenção à Groenlândia, destacando sua importância estratégica para a segurança nacional.
Um contingente militar com tropas da Dinamarca, França, Alemanha, Noruega e Suécia foi enviado a Nuuk e Kangerlussuaq. O presidente francês Emmanuel Macron afirmou que haveria reforço com meios terrestres, aéreos e navais. O envio ocorreu sob o pretexto de exercícios militares, mas visava preparar resposta a uma possível invasão dos EUA. Segundo a reportagem, tropas estavam prontas para destruir pistas de pouso para dificultar operações americanas. Fontes da Defesa indicaram que a estratégia buscava aumentar o custo de uma eventual ação militar dos EUA. Apesar disso, autoridades reconhecem que seria difícil repelir um ataque americano. Em janeiro, Trump declarou que não pretendia usar a força, mas manteve o interesse na Groenlândia. Ele passou a defender negociações para reduzir tensões com a Dinamarca. Segundo o The New York Times, discute-se a cessão de áreas para bases militares dos EUA. Trump justificou o interesse citando ameaças de Rússia e China na região, sem apresentar provas. A Dinamarca afirma que atualmente não há tal ameaça no entorno da ilha. Aliados da OTAN sinalizaram aumento da presença militar no Ártico para tranquilizar os EUA. O secretário-geral da aliança, Mark Rutte, defende maior cooperação na segurança regional. Especialistas apontam que o episódio reforça a importância estratégica crescente do Ártico. O tema evidencia disputas geopolíticas entre potências globais na região. As movimentações também revelam tensões inéditas entre aliados históricos. O futuro da Groenlândia segue incerto em meio às negociações internacionais.
ELON MUSK ENGANOU ACIONISTAS, DIZ JÚRI FEDERAL
Um júri federal dos Estados Unidos decidiu, ontem, 20, que Elon Musk enganou acionistas do Twitter ao criticar a plataforma pouco antes de concluir sua compra por US$ 44 bilhões. A decisão foi obtida pela AFP. Apesar disso, os jurados rejeitaram a acusação de fraude deliberada para derrubar o preço das ações. Após o veredito, advogados de Musk afirmaram que ele pretende recorrer, classificando o resultado como um “revés”. O julgamento ocorreu em um tribunal federal de São Francisco, na Califórnia, ao longo de três semanas. Os jurados concluíram que dois tuítes publicados por Musk, em maio de 2022, continham informações falsas que impactaram negativamente o valor do Twitter no mercado. As indenizações ainda serão definidas, mas podem alcançar bilhões de dólares, segundo advogados dos autores da ação. O caso é considerado uma rara derrota judicial para Musk, conhecido como “Teflon Elon” por frequentemente sair ileso de processos. No mesmo dia, ele foi absolvido em outro caso, no Texas, envolvendo difamação.
O processo girou em torno das declarações de Musk sobre a quantidade de contas falsas no Twitter. Ele alegava que a plataforma tinha mais robôs do que os 5% informados oficialmente, argumento usado para tentar desistir da compra. Após essas declarações, as ações da empresa caíram 17% em dois dias, levando investidores a vender seus papéis. Os autores da ação afirmaram que Musk buscava pressionar a empresa a reduzir o valor do acordo. Quando tentou abandonar a compra, o Twitter acionou a Justiça em Delaware para obrigá-lo a cumprir o contrato. Pouco antes do julgamento, Musk voltou atrás e concluiu a aquisição pelo valor original, rebatizando a rede como X. Com isso, alguns acionistas venderam suas ações com descontos superiores a 30% em relação ao preço final pago.
GILMAR MANTÉM PRISÃO DE VORCARO MAS CENSURA MINISTRO
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, votou pela manutenção da prisão preventiva do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão tornou-se unânime na Segunda Turma. Apesar de acompanhar o resultado, Gilmar fez críticas à Polícia Federal e ao relator André Mendonça. O voto de Gilmar tem 42 páginas. Ele reconheceu elementos concretos para manter a prisão e destacou o risco de interferência nas investigações. No entanto, criticou a fundamentação usada por Mendonça, apontando uso de conceitos genéricos como “confiança social” e “pacificação social”. Disse que esses argumentos são frágeis e podem justificar qualquer prisão; alertou contra distorções no sistema penal. Segundo ele, flexibilizar prisões cautelares pode gerar viés “policialesco” o que seria incompatível com o Estado de Direito. Gilmar criticou ainda o uso da prisão para responder à opinião pública, assegurando que isso viola o caráter excepcional da medida. Ressaltou que a prisão não deve servir como resposta simbólica a crises sociais.
FILHO DE MINISTRO É CONTRATADO PELA CONSULT INTELIGÊNCIA TRIBUTÁRIA
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 21/03/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Em Betim, Lula diz que vai reestatizar refinaria privatizada por Bolsonaro
Presidente criticou privatizações do governo Bolsonaro e falou sobre ameaça de greve dos caminhoneiros
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Importações de diesel caem 60%, diz ANP. Entidades do setor alertam para risco de desabastecimento
Petrobras diz que está entregando o volume contratado pelas distribuidoras e que suas refinarias funcionam na capacidade máxima
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Consultoria ligada a filho de Nunes Marques recebeu R$ 6,6 mi do Master e R$ 11,3 mi da JBS
OUTRO LADO: Ex-banqueiro e ministro não se manifestam sobre o assunto; Kelvin Marques diz que valor recebido é referente a assessoria jurídica Consult afirma que foi paga por auditoria e implantação de sistemas; empresa dos irmãos Batista não se pronunciou
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Desconfiança com o STF chega a 60% após caso Master, mostra AtlasIntel
As conclusões constam na pesquisa AtlasIntel divulgada mostra a confiança dos brasileiros nas instituições
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Moraes pede parecer da PGR sobre prisão domiciliar para Bolsonaro
Ex-presidente se recupera de um quadro de pneumonia bacteriana
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
André Ventura diz que Brites Lameiras é a escolha do Chega para o Tribunal Constitucional
sexta-feira, 20 de março de 2026
RADAR JUDICIAL
UBER: MAIS DE 2 MIL MOTORISTAS SÓ NO BRASIL
A PHB pertence ao advogado Paulo Humberto Barbosa, que já atuou para a J&F e os irmãos Batista. Ele também tem sociedade com pessoas ligadas à família Batista e à Friboi. Documentos indicam que a PHB pagou R$ 3,6 milhões pelas cotas da empresa Maridt, ligada a Toffoli. A venda envolveu participações em empresas que administram o resort. Toffoli afirmou que o negócio ocorreu dentro do valor de mercado. Barbosa disse que recebeu da J&F por serviços jurídicos, sem relação com a compra. A J&F declarou que não é sócia do resort e que o pagamento foi por honorários. O caso se conecta a investigações envolvendo o Banco Master e movimentações financeiras suspeitas. Toffoli nega irregularidades e afirma que seus rendimentos estão declarados.
Lauro negou o crime, mas admitiu tê-la deixado sozinha antes do incêndio.
NETANYAHU CARREGOU TRUMP PARA GUERRA
O primeiro-ministro de Binyamin Netanyahu afirmou ontem, 19, que não enganou ninguém e que Donald Trump não precisou ser convencido a entrar em guerra com o Irã. Em entrevista coletiva, iniciou falando em hebraico e depois em inglês para a imprensa internacional. Disse “eu estou vivo, vocês são testemunhas”, reagindo a boatos sobre sua morte em ataque iraniano. Netanyahu foi questionado sobre os objetivos da guerra e críticas de que Israel teria arrastado os EUA ao conflito. O contexto inclui alta nos combustíveis devido ao bloqueio do estreito de Hormuz pelo Irã. Ele negou qualquer manipulação e afirmou que Trump já entendia a ameaça nuclear iraniana. Segundo o premiê, os EUA “não lutam por Israel, mas com Israel”. Apesar da aliança, há sinais de desalinhamento entre objetivos e operações dos dois países. Um exemplo foi o ataque ao campo de gás Pars Sul, ligado ao Irã e ao Qatar. Netanyahu disse que Israel agiu sozinho e respeitou pedido de Trump para não repetir a ação. Também há divergências sobre metas da guerra. O Pentágono quer enfraquecer a Marinha iraniana, mísseis balísticos e impedir armas nucleares. Já Netanyahu inclui a queda do regime iraniano como parte da estratégia.