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sábado, 25 de abril de 2026

RADAR JUDICIAL


DEPUTADO NIKOLAS DESENTENDE COM FILHO DE BOLSONARO

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a trocar ataques com Jair Renan Bolsonaro (PL) nas redes sociais. A briga começou após críticas de um perfil de direita sobre sua atuação política. O comentário ironizou a troca de camiseta em vídeos e questionou seu apoio político em Minas Gerais. Também acusou Nikolas de favorecer aliados e trair o próprio partido. O deputado reagiu dizendo que enviaria emenda “para internar” os críticos. Jair Renan respondeu com ironia, usando um meme para provocá-lo. Em seguida, Nikolas atacou Renan e outro influenciador, chamando-os de incapazes. Renan rebateu com publicação de um aliado, acusando Nikolas de ingratidão à família Bolsonaro. O comentário dizia que ele teria buscado apoio no passado e agora se afastado. Dados mostram que Nikolas mencionou Flávio Bolsonaro poucas vezes recentemente. Isso reforçou críticas sobre falta de engajamento na campanha presidencial.


FAMÍLIA VIVE NO AEROPORTO DESDE INÍCIO DESTE MÊS

Desde 8 de abril, o egípcio Abdallah Montaser, 31, vive na área restrita do Aeroporto de Guarulhos com a esposa e dois filhos pequenos. A família foi impedida de entrar no Brasil e aguarda há 16 dias resposta sobre visto humanitário. Eles estão hospedados no hotel do aeroporto e não podem sair sem autorização. A companhia aérea paga a estadia da mulher e das crianças, mas não a de Montaser. Na sexta (24), a esposa, grávida de 34 semanas, foi levada ao hospital. Ela apresentou infecção urinária e sangue na urina, com risco de parto prematuro. Segundo Montaser, o atendimento médico foi solicitado antes, mas negado inicialmente. A remoção só ocorreu na manhã do dia seguinte. Ele afirma ter deixado o Egito em 2015 após condenação por protestos políticos. Ao chegar ao Brasil com visto de turista, teve a entrada barrada. A defesa diz que ele foi considerado “perigoso” com base em norma do Ministério da Justiça. A família nega irregularidades e teme deportação para o Egito, onde ele pode ser preso.


MULHERES PODEM PERDER O DIREITO AO VOTO

Um apresentador de podcast pergunta que direito seria retirado das mulheres, e o influenciador de ultradireita Nick Fuentes responde que acabaria com o direito ao voto feminino. O tema, embora pareça extremo, vem ganhando espaço em setores conservadores dos Estados Unidos. Grupos religiosos defendem ideias como “um voto por família”, decidido pelo marido. Pastores como Doug Wilson e Dale Partridge pregam a submissão feminina e criticam a participação política das mulheres. Partridge chegou a afirmar que mulheres votam de forma emocional e defendeu o fim da 19ª Emenda. Essa emenda garantiu o voto feminino e consolidou a democracia plena no país. Recentemente, o governo Trump propôs regras que dificultam o voto de mulheres casadas. Embora não revogue a emenda, a medida cria barreiras burocráticas. Discursos contra o voto feminino se espalham na chamada “machosfera” das redes sociais. Há também mulheres conservadoras que apoiam a perda desse direito, com base no patriarcado religioso. O debate surge em meio à responsabilização feminina por mudanças sociais e políticas. Nos EUA, mulheres tendem a votar mais em candidatos do Partido Democrata.

DELEGADO É ENCONTRADO MORTO

O delegado Mikhail Rocha e Menezes, 46 anos, da Polícia Civil do DF, foi encontrado morto na manhã de ontem, 24, em sua casa, em Goiânia (GO). Ele havia sido preso no ano passado após atirar contra três mulheres, mas respondia ao processo em liberdade, sob monitoramento eletrônico. O policial também estava em acompanhamento psiquiátrico e afastado das funções na corporação. O caso ocorreu em 16 de janeiro de 2025, no Condomínio Santa Mônica, em São Sebastião. Na ocasião, ele atirou contra a companheira e a empregada doméstica da família. Depois, seguiu até o Hospital Brasília, no Lago Sul, levando o filho ferido. No hospital, exigiu atendimento imediato para a criança. Ao ser abordado pela enfermeira-chefe, reagiu com novos disparos. A profissional também foi baleada durante a confusão. Após o crime, o delegado fugiu com o filho no carro. Ele foi preso enquanto dirigia, ainda com a criança ferida no veículo. Desde então, respondia ao processo fora da prisão.

SUSPENSA DECISÃO QUE BARRAVA VENDA DE IMÓVEIS DO BRB

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) que barrava a venda de imóveis públicos para socorrer o Banco de Brasília (BRB). Segundo o ministro, a suspensão da lei causava “grave lesão à ordem administrativa”. Ele afirmou que a medida impedia a execução de política pública definida pelos Poderes Executivo e Legislativo. Também haveria risco à ordem econômica e ao interesse público. Fachin destacou o papel central do BRB no sistema financeiro do DF. O banco atua no pagamento de servidores, gestão de depósitos e concessão de crédito. Com a decisão, volta a valer a lei distrital sancionada em março. A norma permite usar bens públicos para capitalizar o banco. Também autoriza operações financeiras e alienação de ativos. A previsão é viabilizar captação de até R$ 6,6 bilhões. A decisão é liminar e vale até análise do TJDFT. O caso ainda será avaliado pelo plenário do STF, com manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). 

DELEGADO É ENCONTRADO MORTO

O delegado Mikhail Rocha e Menezes, 46 anos, da Polícia Civil do DF, foi encontrado morto na manhã de ontem, 24, em sua casa, em Goiânia (GO). Ele havia sido preso no ano passado após atirar contra três mulheres, mas respondia ao processo em liberdade, sob monitoramento eletrônico. O policial também estava em acompanhamento psiquiátrico e afastado das funções na corporação. O caso ocorreu em 16 de janeiro de 2025, no Condomínio Santa Mônica, em São Sebastião. Na ocasião, ele atirou contra a companheira e a empregada doméstica da família. Depois, seguiu até o Hospital Brasília, no Lago Sul, levando o filho ferido. No hospital, exigiu atendimento imediato para a criança. Ao ser abordado pela enfermeira-chefe, reagiu com novos disparos. A profissional também foi baleada durante a confusão. Após o crime, o delegado fugiu com o filho no carro. Ele foi preso enquanto dirigia, ainda com a criança ferida no veículo. Desde então, respondia ao processo fora da prisão.

Salvador, 25 de abril de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.


TRUMP APROVA RETOMADA DA PENA DE MORTE


O governo de Donald Trump anunciou ontem, 24, a retomada da pena de morte no sistema federal dos EUA, incluindo o uso de injeção letal e pelotões de fuzilamento. 
Segundo relatório do Departamento de Justiça, a gestão anterior de Joe Biden teria prejudicado vítimas ao restringir execuções. O documento autoriza novamente o uso de pentobarbital e propõe métodos adicionais como eletrocussão e gás letal. Esses métodos, afirma o texto, são considerados compatíveis com a Constituição pela Suprema Corte. O relatório também sugere que o sistema prisional federal adote práticas de estados que ampliaram formas de execução. O senador democrata Dick Durbin criticou a medida, chamando-a de “mancha na história” e prática “cruel e imoral”. Trump já havia sinalizado a retomada da pena de morte ao assumir o mandato. Em seu primeiro governo, 13 presos federais foram executados. Em 2021, Merrick Garland suspendeu execuções federais e o uso do pentobarbital. Nos últimos dias de mandato, Biden comutou penas de 37 dos 40 condenados à morte. A legislação atual impõe limites: execuções federais só podem ocorrer em estados que permitem a pena capital. Historicamente, isso ocorreu em Indiana, onde só há injeção letal. 

O relatório propõe buscar novos estados que permitam métodos alternativos. O Mississippi é citado como exemplo, pois admite eletrocussão e fuzilamento. O governo também estuda ampliar ou realocar instalações de execução. O pelotão de fuzilamento é raro, mas voltou a ser autorizado por alguns estados. Antes recente, havia sido usado apenas em Utah em execuções modernas. Em 2025, a Carolina do Sul executou três presos por esse método. O governo pretende ainda reduzir possibilidades de apelação em casos de pena de morte. Também quer limitar pedidos de clemência e indulto. Outra proposta é ampliar crimes passíveis de pena capital. Entre eles: assassinato de policiais e crimes de ódio. Mudanças exigiriam aprovação do Congresso. Especialistas criticam o relatório por foco político contra o governo anterior. Há dúvidas sobre o sofrimento causado pelo pentobarbital. A droga é usada desde 2010, mas enfrenta contestação judicial. Mesmo assim, tribunais têm permitido seu uso em execuções.

 

CAI ACESSO DE INVESTIDORES DE CRIPTOS EM RECEPÇÃO DE TRUMP


O valor pago por investidores de criptomoedas para acessar uma recepção VIP com Donald Trump caiu fortemente em relação ao ano passado, indicando menor interesse da comunidade cripto em suas memecoins. 
Os 297 maiores detentores da moeda $TRUMP garantiram acesso a uma conferência neste sábado (25), com discursos de Trump, Mike Tyson e Paolo Ardoino, além de almoço de gala. Entre eles, os 29 maiores investidores terão acesso a uma recepção VIP com o presidente e outros convidados de destaque. Dados do Financial Times mostram que os participantes VIP detinham uma mediana de US$ 539 mil em $TRUMP, contra cerca de US$ 3,3 milhões no ano anterior. A queda sugere perda de interesse na moeda, que já recuou 93% desde seu pico, segundo a CoinMarketCap. O desempenho acompanha o colapso mais amplo das memecoins, ativos altamente especulativos ligados a tendências online. Especialistas afirmam que a relação entre a indústria cripto e Trump perdeu força e já não tem o mesmo apelo. Apesar de promessas de tornar os EUA a “capital cripto do mundo” e adotar regulação mais branda, iniciativas pessoais de Trump no setor geraram controvérsias. O concurso pouco impactou o preço do $TRUMP, que subiu momentaneamente após anúncio, mas voltou a cair até o fim do prazo.

Após a competição, muitos investidores venderam suas posições, reduzindo o total de tokens de 17 milhões para 9,7 milhões. O FT identificou 27 dos 29 vencedores do acesso VIP. O investidor Justin Sun liderou novamente o ranking, com cerca de US$ 9,4 milhões em $TRUMP. Sun já enfrentou acusações de fraude nos EUA, posteriormente retiradas, e recentemente entrou em disputa judicial com uma empresa ligada a Trump. Este é o segundo evento do tipo desde o lançamento da memecoin, em janeiro de 2025. Diferente do ano anterior, os participantes não obtiveram lucro, já que o preço caiu abaixo do nível inicial. A memecoin de Melania Trump também despencou cerca de 94% desde o pico. Senadores democratas pediram esclarecimentos sobre possíveis ganhos financeiros de Trump e sua família com o evento. O organizador Bill Zanker e a Casa Branca não comentaram. A pontuação do concurso considerou a quantidade média de tokens e compras de produtos oficiais Trump. Os vencedores receberão brindes como relógio, fragrância, cartão colecionável e pôster. O regulamento prevê que Trump pode não comparecer e que o evento pode ser cancelado. Ainda assim, o presidente divulgou o encontro nas redes sociais, prometendo um evento “histórico” em Mar-a-Lago. 

IA NO FUTURO DA SAÚDE MENTAL DIGITAL


Os escritórios da Grow Therapy, em Nova York, podem ter vista para o cemitério da Trinity Church, mas a empresa vive um momento de forte expansão. 
Fundada em 2020, lidera o ranking de crescimento das Américas em 2026, impulsionada pela demanda por serviços de saúde mental e pelo uso de inteligência artificial. Sua plataforma conecta pacientes a terapeutas e, agora, aposta em chats com IA para ampliar o atendimento especializado. O sucesso de ferramentas como o ChatGPT reflete a disposição das pessoas em interagir intimamente com tecnologia, especialmente para terapia e companhia. O CEO Jake Cooper afirma que a ideia surgiu da dificuldade de encontrar atendimento acessível e coberto por seguros de saúde. A Grow lucra por meio de acordos com seguradoras, conectando usuários a profissionais e recebendo pelos serviços prestados. Funcionários de empresas como a Amazon têm acesso a sessões gratuitas, enquanto outros pacientes pagam, em média, US$ 21 por consulta. A empresa possui parceria com mais de 125 seguradoras e não cobra assinaturas diretas dos usuários. Seu crescimento é acelerado: a receita saltou de US$ 3,6 milhões em 2021 para US$ 617,4 milhões em 2024. Em 2025, captou US$ 150 milhões e atingiu valuation de US$ 3 bilhões.

Apesar do sucesso, atua em um setor competitivo e volátil. Empresas como Teladoc e Talkspace cresceram na pandemia, mas enfrentaram forte queda após o período. Outras concorrentes incluem Spring Health, Headway, Rula e Headspace. Essas startups atendem à demanda das seguradoras por redução de custos com saúde mental. No entanto, o desafio é comprovar resultados concretos para manter o interesse dessas parceiras. Há também o risco de redução nos reembolsos, caso os serviços não demonstrem valor suficiente. A inteligência artificial tornou-se central no modelo da Grow Therapy. Pacientes podem conversar com chatbots entre sessões, e os dados podem auxiliar terapeutas no acompanhamento. Porém, especialistas alertam para riscos. Pesquisas indicam que IA pode reforçar crenças negativas dos usuários. Casos envolvendo segurança, como processos judiciais contra empresas de IA, aumentam a preocupação. A OpenAI afirma adotar salvaguardas para lidar com conversas sensíveis. A possível regulação da IA também representa um desafio para o setor. Além disso, há dúvidas sobre a eficácia real de alguns produtos. Empresas podem superestimar benefícios por interesse comercial. Mesmo assim, estudos recentes apontam avanços. Um relatório de 2025 mostrou que chatbots terapêuticos podem ajudar em depressão, ansiedade e transtornos alimentares. Assim, a IA surge como oportunidade e risco no futuro da saúde mental digital.

 

TRIBUNAL FEDERAL REFORÇA DECISÃO DE JUIZ FEDERAL SOBRE IMIGRANTES


Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos bloqueou, ontem, 24, uma ordem do presidente Donald Trump que proibia imigrantes que entraram ilegalmente pela fronteira com o México de solicitarem asilo. 
A medida fazia parte de um decreto assinado no início de seu atual mandato, no qual Trump classificava a situação na fronteira sul como uma “invasão”. Anteriormente, um juiz federal em Washington já havia suspendido a aplicação da ordem, ao entender que os procedimentos de imigração são regidos pela Lei de Imigração e Nacionalidade. Na decisão, o magistrado afirmou que nem a lei nem a Constituição concedem ao presidente poderes amplos para restringir o direito de asilo dessa forma. O tribunal de apelações confirmou esse entendimento, reforçando que a legislação garante a estrangeiros “fisicamente presentes” no país o direito de solicitar asilo e ter seus pedidos analisados individualmente.

Segundo os juízes, qualquer mudança nesse sistema deve ser feita pelo Congresso, responsável por alterar a legislação. O caso foi levado à Justiça por 13 pessoas que alegam fugir de perseguições em países como Afeganistão, Cuba, Egito, Brasil e Peru, além de três organizações de defesa dos imigrantes. Seis dessas pessoas já haviam sido expulsas com base no decreto. A política de endurecimento contra a imigração ilegal é uma das prioridades do governo Trump, que frequentemente associa o fluxo migratório a uma “invasão” de criminosos. As medidas têm gerado diversas disputas judiciais em diferentes instâncias. O governo ainda pode recorrer da decisão ou levá-la à Suprema Corte. Recentemente, o tribunal máximo analisou outro caso sobre o direito de solicitar asilo em pontos oficiais de entrada, que ainda aguarda decisão.

CRÍTICAS A MINISTROS DO STF


Há consenso entre ministros do STF de que críticas à corte já fazem parte da pauta de pré-candidatos da direita para 2026, mas há divisão sobre como reagir durante a campanha. 
Metade defende enfrentamento direto, com posicionamentos públicos firmes e alertas sobre consequências de ataques. A outra metade prefere discrição, evitando exposição e desgaste. O debate foi intensificado por dois episódios: a proposta de indiciamento de magistrados feita pelo senador Alessandro Vieira na CPI do Crime Organizado e vídeos críticos ao STF divulgados por Romeu Zema, pré-candidato à Presidência. O grupo liderado por Gilmar Mendes adota postura mais dura. Ele reagiu ao relatório da CPI com discurso contundente e acionou a PGR para investigar Vieira por abuso de autoridade. Gilmar também pediu a inclusão de Zema no inquérito das fake news, denunciando uma “indústria de difamação” contra o Supremo.

Essa ala conta com apoio de Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Dias Toffoli, que veem o STF como alvo político com potencial de gerar ganhos eleitorais a adversários, sobretudo ligados a Jair Bolsonaro. Apesar disso, aliados demonstram preocupação com excessos no tom de Gilmar, temendo efeitos negativos. A avaliação é que respostas devem ser firmes, mas sem ironias ou declarações polêmicas que reforcem narrativas de perseguição e ampliem o engajamento de opositores. Nesse contexto, Toffoli chegou a afirmar que votos obtidos com críticas infundadas ao STF poderiam ser considerados fraudulentos e até levar à inelegibilidade.

 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 25/4/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Fachin suspende decisão que impedia venda de bens do DF para socorrer BRB

De acordo com o ministro, suspensão da lei causava "grave lesão à ordem administrativa"

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

O Brasil e a alegria: idosos e religiosos são mais felizes do que jovens e quem trabalha na 6x1, aponta pesquisa inédita

Apesar do alto índice de contentamento, 33% dos brasileiros citam a ansiedade como a emoção mais frequente no dia a dia, enquanto 29% apontam o estresse

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

STF se vê na mira de candidatos, e reação de ministros gera nova divisão interna

Atuação da corte virou pauta de campanha, mas magistrados divergem sobre rigor da reação Embates de Gilmar com Alessandro Vieira e Romeu Zema intensificaram debate interno

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Zanin revoga prisão de lobista suspeito de comprar decisões de assessores do STJ

Citou ainda que o encarceramento do lobista pode novamente ter contribuído para a piora em seu estado de saúde.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Ponta Grossa: conheça o bairro de áreas verdes e vida tranquila no Extremo Sul de Porto Alegre

Formado às margens do Guaíba, região no Extremo Sul da Capital combina paisagens naturais, lazer ao ar livre e iniciativas comunitárias

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT

Discursos na Assembleia da República realçam visões muito diferentes do pós-25 de Abril

Primeira comemoração da Revolução dos Cravos com António José Seguro na Presidência da República terá combate ideológico entre os dois lados do hemiciclo. Com o Pacote Laboral nos discursos.  

sexta-feira, 24 de abril de 2026

RADAR JUDICIAL


TURISTA É MULTADA POR SUBIR FONTE DE NETUNO

Uma turista foi multada em 5 mil euros (cerca de R$ 29 mil) após subir na Fonte de Netuno, em Florença, na Itália, e tentar tocar a estátua durante um desafio entre amigos. O caso ocorreu no sábado (18), quando a mulher entrou na área protegida do monumento e escalou a grade. Para evitar a água, ela subiu em uma escultura de cavalo da fonte. A prefeitura informou que a jovem foi autuada por depredação de patrimônio histórico. Ela também deverá responder a processo na Justiça italiana. A identidade e a nacionalidade da turista não foram divulgadas. Uma inspeção feita dois dias depois apontou danos considerados pequenos. Houve avarias nos cascos do cavalo e em um friso usado como apoio. A fonte foi criada no século 16 por Bartolomeo Ammannati. O monumento representa Netuno, deus romano do mar. Ele é um dos símbolos mais conhecidos de Florença. Casos semelhantes já ocorreram, incluindo um em 2023 com danos à escultura.


MINISTRO MANTÉM DESEMBARGADOR NO GOVERNO

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta sexta (24) manter Ricardo Couto no comando do governo do Rio. Segundo ele, o plenário do STF já havia definido, no dia 9, que Couto permanece até nova decisão. Zanin afirmou que a eleição de Douglas Ruas para a presidência da Alerj não altera esse entendimento. Couto ocupa o cargo desde liminar concedida em 27 de março, após ação do PSD. Agora, a decisão deixa de ser individual e passa a refletir o posicionamento do colegiado. A Assembleia pediu ao STF que Ruas assumisse interinamente o governo. O argumento foi a efetivação do deputado no comando do Legislativo estadual. Couto completa um mês acumulando funções no Executivo e no Judiciário. A situação tem gerado incômodo político e críticas nos bastidores. Ele vem adotando medidas administrativas e realizando cortes no Palácio Guanabara. Também despacha no Tribunal de Justiça, evitando casos ligados à disputa política. Couto assumiu após a renúncia de Cláudio Castro e se definiu como solução temporária.


TESTE PARA VACINA CONTRA GRIPE EM IDOSOS

O Instituto Butantan abriu nova fase de recrutamento para testar uma vacina contra gripe voltada a idosos. A pesquisa busca cerca de 6.900 voluntários com 60 anos ou mais em várias regiões do país. Podem participar pessoas saudáveis ou com doenças controladas, como diabetes e hipertensão. Indivíduos com imunodeficiência ou doenças não estabilizadas ficam de fora. O estudo ocorre em 15 municípios de diferentes estados, incluindo a Bahia. A iniciativa responde ao aumento recente de casos graves de doenças respiratórias. Segundo a Fiocruz, há crescimento de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país. Em 2026, já foram registrados mais de 24 mil casos da síndrome. Idosos têm maior risco de complicações por queda natural da imunidade. A vacina testada é do tipo “adjuvada”, que reforça a resposta imunológica. Resultados iniciais apontaram segurança satisfatória em fase anterior do estudo. O Butantan é o principal fornecedor de vacinas contra gripe do SUS, com milhões de doses anuais.

STF MANTÉM PRISÃO DE EX-PRESIDENTE DO BRB

A Segunda Turma do STF formou maioria para manter a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, decretada pelo ministro André Mendonça. Luiz Fux e Kassio Nunes Marques acompanharam o relator no plenário virtual, cujo julgamento termina nesta sexta-feira (24). Ainda falta o voto de Gilmar Mendes. Dias Toffoli se declarou suspeito e não participou do caso. Ele alegou possível conflito devido a negócios de empresa familiar com fundo ligado ao Banco Master. Mendonça afirmou que a prisão é necessária para garantir a ordem econômica e a investigação. Costa é alvo da operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo o BRB e o Banco Master. O empresário Daniel Vorcaro também está preso e negocia delação premiada. Costa é suspeito de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo investigações, ele teria ocultado imóveis recebidos como propina, avaliados em R$ 146,5 milhões. Após o início do julgamento, ele trocou sua equipe de defesa. Os novos advogados ainda não confirmaram se haverá acordo de delação premiada.

TRUMP JÁ GASTOU QUASE US$ 35 BILHÕES COM GUERRA

A guerra com o Irã tem provocado impactos globais significativos, especialmente na economia. O fechamento do Estreito de Ormuz elevou os preços do petróleo e da energia. Isso gerou protestos e instabilidade em países dependentes de combustíveis fósseis. Os EUA já utilizaram milhares de mísseis, reduzindo drasticamente seus estoques militares. Armas caras, como interceptores Patriot e mísseis Tomahawk, foram usadas em grande escala. O conflito expôs a dificuldade de reposição rápida de munições pela indústria de defesa. Estima-se que a guerra já custou entre US$ 28 bilhões e US$ 35 bilhões. A necessidade de reforçar o Oriente Médio enfraqueceu a presença militar na Europa e Ásia. Aliados ficaram mais vulneráveis diante de ameaças como Rússia e China. Houve նաև perda de equipamentos e aeronaves, elevando ainda mais os custos. A produção de armamentos depende de novas verbas do Congresso americano. Além do campo militar, a guerra também intensificou tensões políticas e informacionais no mundo.

Salvador, 25 de abril de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

ANTHROPIC ANUNCIA MODELO DE IA


Quando a Anthropic anunciou um modelo de IA considerado poderoso demais para uso público, citou 11 empresas dos EUA para formar um grupo de defesa. 
Em duas semanas, o modelo Mythos desencadeou uma corrida global inédita na área. Segundo a empresa, ele consegue identificar e explorar falhas em sistemas de bancos, redes elétricas e governos, tornando-se um ativo geopolítico estratégico. O acesso foi restrito aos EUA e ao Reino Unido, gerando preocupação internacional. Autoridades alertam para riscos cibernéticos sem precedentes. O Banco da Inglaterra falou em abertura total do risco digital. O Banco Central Europeu passou a avaliar defesas de bancos. O Canadá comparou o impacto a uma crise no Estreito de Hormuz. Rússia e China viram o modelo como sinal de desvantagem tecnológica. Um veículo russo chegou a classificá-lo como “pior que uma bomba nuclear”. Especialistas afirmam que a liderança em IA traz vantagens geopolíticas desproporcionais. Avanços passam a ser tratados como testes de armas, não apenas produtos. Governos buscam entender funcionamento e riscos dessas tecnologias. Para analistas, o acesso à IA está se tornando uma questão geopolítica. O episódio é visto como alerta para políticas públicas globais. Até o governo dos EUA demonstrou preocupação com possíveis usos militares.

O CEO Dario Amodei reuniu-se com a Casa Branca. A empresa restringe o acesso por segurança.Mais de 40 organizações críticas testam o sistema. Entre elas estão Amazon, Apple e MicrosoftEssas empresas ajudam a corrigir vulnerabilidades encontradas. Não há previsão de liberação ampla do modelo. A Anthropic afirma receber pressão global por acesso. A expectativa é que modelos similares surjam em até 18 meses. Há investigação sobre possível acesso não autorizado ao Mythos. A cooperação internacional em IA é considerada mínima. Não existem acordos globais comparáveis aos nucleares. Países e empresas disputam liderança enquanto cresce a divisão tecnológica, com dependência de gigantes como Google e OpenAI.

 

MORRE EX-CORREGEDOR


O desembargador aposentado José Justino Pontes Telles, do Tribunal de Justiça da Bahia, faleceu ontem, 23, aos 88 anos. Telles foi corregedor-geral da Justiça, no biênio 2000/2001. O magistrado deixou o filho, Fernando Telles, que exerce a função de procurador do Estado. Telles exerceu a função em comarcas do interior até chegar à comarca de Ilhéus e ser promovido para a capital. Ele atuava preponderantemente na área cível, ocupando, por último, vaga na 3ª Câmera Cível do Tribunal, de onde saiu para a aposentadoria. 
   

SINAIS DE VIDA EM OUTROS PLANETAS


A descoberta de vida fora da Terra, antes vista como um marco distante, começa a ser tratada de forma mais concreta. O Instituto SETI anunciou a criação do Discovery and Futures Lab, um laboratório dedicado a estudar como a humanidade reagiria diante de evidências de vida extraterrestre. 
A iniciativa reúne especialistas de diversas áreas para analisar não só os aspectos científicos, mas também impactos sociais, éticos, jurídicos, religiosos e políticos. O projeto surge em um contexto de avanços tecnológicos que aumentam as chances de detectar sinais de vida em outros planetas. Segundo o CEO do SETI, Bill Diamond, uma descoberta desse tipo teria efeitos profundos em várias dimensões da sociedade, incluindo ciência, cultura e geopolítica. O laboratório propõe encarar essa descoberta como um processo gradual. Em vez de um anúncio repentino, os cientistas esperam que os sinais apareçam aos poucos, começando por indícios incertos até possíveis confirmações. Durante esse processo, a forma de comunicar as descobertas será considerada tão importante quanto os próprios dados científicos. O centro funcionará no Carl Sagan Center for Research, em Nova York, e será liderado por Lucian Walkowicz e Chelsea Haramia, especialistas em astronomia e ética. Entre as principais questões estudadas estão a comunicação de descobertas ainda incertas, os impactos sociais e legais, o combate à desinformação e as lições de falsos alarmes anteriores. O projeto também prevê produção de conteúdo público, pesquisas colaborativas e eventos internacionais.

O laboratório começa com três pesquisadores associados nas áreas de história, estudos do futuro e comunicação científica. A urgência da iniciativa está ligada aos avanços recentes na observação de exoplanetas e na busca por biossinais e tecnossinais. Com o aumento da capacidade tecnológica, cresce o risco de interpretações precipitadas ou resultados ambíguos. Por isso, o objetivo é preparar tanto a comunidade científica quanto a sociedade para lidar com possíveis descobertas. O trabalho será interdisciplinar, envolvendo ciências naturais, sociais e humanas. O programa também pretende formar novos pesquisadores para enfrentar desafios futuros. A criação do laboratório mostra que a busca por vida extraterrestre deixou de ser apenas tecnológica. Agora, envolve também preparação social, política e comunicacional. O impacto de uma descoberta dependerá não só dos dados, mas da confiança pública e da cooperação internacional. A iniciativa busca garantir que a humanidade esteja pronta para compreender um possível dos maiores achados da história. 

SOLDADO DOS EUA É PRESO POR LUCRAR COM APOSTAS NA PRISÃO DE MADURO


Um soldado das forças especiais dos Estados Unidos foi preso por supostamente usar informações sigilosas para lucrar com apostas sobre a captura de Nicolás Maduro antes da divulgação pública do caso. 
O Departamento de Justiça dos EUA denunciou Gannon Ken Van Dyke por apostar na plataforma Polymarket com base em dados confidenciais. Autoridades afirmam que a prática configura uso ilegal de informação privilegiada, proibido pela legislação federal. Militar da ativa, lotado em Fort Bragg, na Carolina do Norte, Van Dyke teria lucrado mais de US$ 409 mil (cerca de R$ 2 milhões). A captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, ocorreu em 3 de janeiro, em Caracas, durante uma operação noturna. O casal foi levado a Nova York para responder a acusações relacionadas a armas e drogas, que ambos negam. Segundo o DOJ, o militar apostou diretamente no momento e no desfecho da operação, chamada “Operação Determinação Absoluta”. Ele teria criado conta na Polymarket em dezembro de 2025 e apostado mais de US$ 33 mil enquanto tinha acesso a informações sigilosas. A própria plataforma afirmou ter identificado a irregularidade e comunicado o caso às autoridades. A empresa declarou não tolerar uso de informação privilegiada e disse que a prisão comprova a eficácia de seus controles. Van Dyke responde por diversos crimes, incluindo fraude eletrônica, fraude com commodities e uso indevido de informações confidenciais.

O procurador-geral interino destacou que militares têm acesso a dados sensíveis apenas para cumprir suas missões. Ele reforçou que o uso dessas informações para ganho pessoal é estritamente proibido. O caso tramita no Distrito Sul de Nova York, onde autoridades alertaram sobre riscos em mercados de previsão. Promotores afirmam que o militar participou do planejamento da operação entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Durante esse período, teve acesso a informações classificadas e altamente sensíveis. A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) também abriu ação contra o acusado. O presidente Donald Trump disse não conhecer o caso, mas afirmou que iria analisá-lo. Ele criticou o crescimento das apostas e disse não ser favorável a esse tipo de prática. A Casa Branca já havia alertado funcionários para não usarem informações privilegiadas em apostas. O aviso foi enviado após relatos sobre uso de dados confidenciais em plataformas como Polymarket e Kalshi. Autoridades afirmam que servidores públicos estão sujeitos a regras éticas rigorosas. Mercados de previsão movimentaram mais de US$ 44 bilhões no último ano e têm crescido rapidamente. Essas plataformas permitem apostas sobre diversos eventos, incluindo política, economia e conflitos. Diferentemente das bets tradicionais, funcionam como mercados onde usuários negociam resultados futuros. Nos EUA, elas são supervisionadas pela CFTC, que regula derivativos financeiros. O avanço desse setor gerou debates sobre regulação e riscos de abuso de informação privilegiada. Parlamentares democratas propuseram proibir apostas ligadas a guerras ou ações militares. Críticos dizem que essas plataformas se assemelham a jogos de azar e tentam evitar regulações mais rígidas. No Brasil, há indícios de que usuários acessam esses serviços por meio de criptomoedas ou cartões internacionais.