Gabby menstruou pela primeira vez e desenvolveu pelos aos seis anos. Preocupada, sua mãe a levou ao médico para investigar o quadro. Após exames e consultas, ela foi diagnosticada com puberdade precoce central (PPC). A condição ocorre quando a puberdade começa antes dos oito anos nas meninas. Nos meninos, é considerada precoce quando começa antes dos nove anos. A PPC é mais comum entre meninas e pode ter diferentes causas. Gabby relata que viveu dores e dificuldades para compreender as mudanças no corpo. Ela chegou a se sentir diferente e como uma “alienígena” durante o tratamento. Depois de exames e uma ressonância cerebral, iniciou bloqueadores hormonais. As aplicações de GnRH interrompem temporariamente o avanço da puberdade. O tratamento permite que o desenvolvimento ocorra em ritmo adequado à idade. Normalmente, a medicação é suspensa por volta dos 11 ou 12 anos. Existem dois principais tipos de puberdade precoce: central e periférica. A forma periférica ocorre quando ovários ou testículos produzem hormônios precocemente. Pode estar relacionada a tumores, distúrbios adrenais ou exposição a esteroides. Na forma central, o processo hormonal é ativado antecipadamente pelo cérebro. Na maioria dos casos, não é possível identificar uma causa específica.
Estudos indicam aumento da incidência da PPC entre crianças nas últimas décadas. Pesquisadores investigam fatores genéticos, ambientais e relacionados à alimentação. A obesidade infantil também pode acelerar o início da puberdade. Alterações genéticas, como mutações no gene MKRN3, podem provocar a condição. Duas irmãs brasileiras receberam diagnóstico após exames identificarem essa mutação. O reconhecimento precoce permitiu iniciar rapidamente o tratamento da irmã mais nova. A puberdade antecipada pode causar impactos físicos e emocionais importantes. O amadurecimento acelerado dos ossos pode resultar em menor estatura final. Também existem associações com maior risco de doenças cardiovasculares e alguns cânceres. O diagnóstico e o tratamento precoces podem reduzir esses riscos. Especialistas ressaltam que os medicamentos disponíveis são eficazes e usados há décadas. Famílias que percebem sinais precoces devem procurar avaliação médica especializada. Gabby hoje compartilha sua experiência para ampliar a informação e reduzir o preconceito.
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