PROPOSTA DE TRUMP É RECUSADA
Donald Trump afirmou que o presidente do Google, Sundar Pichai, rejeitou sua proposta de renomear o oceano Atlântico para “oceano Americano”. O republicano relatou o episódio durante um comício na Carolina do Sul, às vésperas das eleições de meio de mandato. Segundo Trump, ele telefonou para Pichai, responsável pela empresa proprietária do Google Maps, para discutir a ideia. O presidente já promoveu outras mudanças de nomes geográficos, como a do golfo do México para “golfo da América”. A alteração foi anunciada pelo Google em janeiro de 2025, após um decreto presidencial. Em agosto, Trump também determinou que órgãos federais adotassem o nome “lago América” para o lago Ontário. As mudanças estão relacionadas às iniciativas nacionalistas do presidente e à sua disputa comercial com o Canadá. No Google Maps dos Estados Unidos, o golfo e o lago aparecem com os nomes sugeridos por Trump. No México e no Canadá, entretanto, os nomes originais são mantidos. No Brasil, usuários podem visualizar as duas versões, com a denominação adotada pelo republicano entre parênteses. Durante o comício, Trump afirmou que ainda faltaria renomear um rio e um oceano. A iniciativa reforça sua disposição de associar nomes de localidades geográficas à identidade americana.
INFLAÇÃO DESACELERA
A inflação medida pelo IPCA-15 desacelerou de 0,7% em setembro para 0,32% em outubro, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (23). O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado financeiro, que projetava alta de 0,45%. No acumulado de 12 meses, o índice subiu 4,62%, superando o teto de 4,5% da meta de inflação. O IPCA-15 antecipa a tendência dos preços, enquanto o IPCA oficial de outubro será divulgado em 12 de novembro. O resultado foi publicado às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). O governo Lula chegou ao primeiro turno com a menor inflação acumulada em um mandato desde o início do Plano Real. Apesar disso, o presidente enfrenta dificuldades eleitorais diante de Flávio Bolsonaro. Analistas apontam que o custo elevado de produtos básicos, especialmente alimentos, pesa na percepção dos eleitores. Embora os alimentos tenham subido menos no governo Lula do que na gestão Jair Bolsonaro, os preços continuam pressionando o orçamento familiar. O mercado projeta inflação de 5,22% em 2026, acima do limite estabelecido pela meta. Para conter a alta dos preços, o Banco Central mantém a Selic em 13,75% ao ano desde setembro. O mercado espera que os juros caiam para 13,25% até o fim de 2026, com novas reuniões do Copom previstas para novembro e dezembro.
DELEGADO É ACUSADO DE TORTURAR PRESOS
Daniel Trindade, delegado de polícia e filiado ao PL, foi eleito deputado federal por Roraima, com 16 mil votos. Ele assumirá o mandato em fevereiro, apesar de responder a processos por supostas irregularidades cometidas no Amazonas.Em 2017, foi demitido após acusações de torturar presos, promover lutas entre detentos e cobrar ingressos para espectadores. Segundo o Ministério Público, pelo menos 11 adultos e três adolescentes teriam sido torturados sob sua custódia. Trindade também foi acusado de obrigar presos a construir uma academia ligada a familiares. Ele nega as acusações e afirma que nunca sofreu condenação criminal. A Justiça determinou sua reintegração à Polícia Civil do Amazonas, mas uma nova demissão aguarda publicação oficial. Uma denúncia por suposto estupro de vulnerável foi arquivada por falta de provas. Durante a campanha, ele foi preso pela Polícia Federal sob suspeita de compra de votos. A investigação também apura o suposto treinamento de uma milícia indígena para defender uma área de garimpo ilegal.Trindade nega envolvimento com milícias e afirma que o dinheiro apreendido não tinha finalidade eleitoral ilícita. Sua campanha recebeu R$ 800 mil do diretório nacional do PL, principal fonte de recursos declarada. Após a eleição, reuniu-se com dirigentes do partido em Brasília e já havia recebido apoio público de Jair Bolsonaro.
JUSTIÇA DO EQUADOR DECRETA PRISÃO DE EXCANDIDATA
A Justiça do Equador decretou a prisão preventiva da excandidata presidencial de esquerda Luisa González, investigada por suposta lavagem de dinheiro no financiamento eleitoral de 2023. González foi detida na quintafeira para uma audiência de formulação de acusações. A investigação apura a origem de cerca de US$ 500 mil, equivalentes a R$ 2,5 milhões, usados em propaganda eleitoral. O juiz acatou o pedido do Ministério Público e determinou que ela permaneça presa durante as investigações. As autoridades não detalharam os motivos da prisão preventiva antes de eventual condenação. González declarouse uma “perseguida política” do governo do presidente Daniel Noboa, que a derrotou nas urnas em duas ocasiões. Durante a audiência, afirmou estar disposta a colaborar com a Justiça, mas exigiu tratamento justo. A excandidata integra a Revolução Cidadã, partido do expresidente Rafael Correa, crítico de Noboa e atualmente exilado na Bélgica. Ela também afirmou que já foi alvo de buscas e apreensões anteriormente. Segundo González, deixou o país diversas vezes e sempre retornou. O partido foi impedido de participar das eleições para prefeitos e autoridades provinciais previstas para o fim de novembro O caso amplia a tensão política entre a oposição de esquerda e o governo equatoriano.
FLÁVIO BOLSONARO É INVESTIGADO
O caso das rachadinhas, envolvendo R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, veio à tona em 2018, após a eleição de Bolsonaro. Desde então, multiplicaram-se investigações e suspeitas envolvendo Flávio Bolsonaro, sem abalar parte de seu eleitorado. Entre os 12 candidatos à Presidência, ele é apontado como beneficiário de relações com Daniel Vorcaro, a quem teria pedido R$ 134 milhões. Também são citadas a compra de uma mansão de R$ 6 milhões e transações imobiliárias em dinheiro vivo. Uma loja de chocolates teria sido usada para lavar R$ 1,6 milhão, enquanto seu escritório emitiu R$ 13,7 milhões em notas sem detalhar os serviços. Agora, a Polícia Federal pediu ao STF a abertura de inquérito para investigar se Flávio é sócio oculto da casa de apostas BestBet. O principal alvo é o advogado Willer Tomaz, sócio ostensivo da empresa e amigo próximo do senador. Em 2025, Willer teria apostado R$ 5 bilhões e sacado quase R$ 200 milhões, operações que a PF suspeita serem simuladas. Ele também é investigado por suspeitas de fraudes relacionadas ao INSS. Os vínculos entre Flávio e Willer incluem conta bancária conjunta, festas, viagens de jatinho e relações comerciais. Ambos também teriam conexões com Vorcaro e envolvimento em disputas judiciais e negócios imobiliários. O texto ainda aponta suspeitas sobre o uso de terceiros para movimentar dinheiro e ocultar patrimônio. Jair Bolsonaro teria tentado impedir investigações contra o filho, que agora enfrenta novas suspeitas no cenário eleitoral.
Salvador, 23 de outubro de 2026.




