Depois de semanas de tensão, o papa Leão 14 e Donald Trump trocaram críticas diretas. Após ser chamado de “terrível” e “fraco” pelo presidente dos EUA no domingo (12), o pontífice respondeu na manhã de segunda (13), afirmando que não teme a administração Trump e continuará defendendo a mensagem do Evangelho. Leão 14 destacou que não deseja entrar em debate político, mas criticou o uso da religião para justificar guerras. Disse que seguirá promovendo a paz, o diálogo e o multilateralismo, ressaltando o sofrimento de inocentes em conflitos. Mais cedo, Trump havia atacado o papa em sua rede social, acusando-o de ser fraco com a criminalidade e ruim em política externa, além de criticar posições sobre Irã e Venezuela. Também afirmou que a escolha de Leão 14 teria relação com sua nacionalidade americana. O republicano ainda publicou imagens geradas por inteligência artificial em que aparece com referências religiosas, ampliando a provocação. O episódio é considerado incomum, já que, embora papas anteriores tenham criticado políticas dos EUA, nunca houve ataques tão duros de um presidente americano a um pontífice.
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segunda-feira, 13 de abril de 2026
TRUMP BRIGA ATÉ COM O PAPA
Depois de semanas de tensão, o papa Leão 14 e Donald Trump trocaram críticas diretas. Após ser chamado de “terrível” e “fraco” pelo presidente dos EUA no domingo (12), o pontífice respondeu na manhã de segunda (13), afirmando que não teme a administração Trump e continuará defendendo a mensagem do Evangelho. Leão 14 destacou que não deseja entrar em debate político, mas criticou o uso da religião para justificar guerras. Disse que seguirá promovendo a paz, o diálogo e o multilateralismo, ressaltando o sofrimento de inocentes em conflitos. Mais cedo, Trump havia atacado o papa em sua rede social, acusando-o de ser fraco com a criminalidade e ruim em política externa, além de criticar posições sobre Irã e Venezuela. Também afirmou que a escolha de Leão 14 teria relação com sua nacionalidade americana. O republicano ainda publicou imagens geradas por inteligência artificial em que aparece com referências religiosas, ampliando a provocação. O episódio é considerado incomum, já que, embora papas anteriores tenham criticado políticas dos EUA, nunca houve ataques tão duros de um presidente americano a um pontífice.
DRONE AMERICANO DESAPARECIDO
Um drone de vigilância MQ-4C Triton, da Marinha dos Estados Unidos, está desaparecido desde quinta-feira após emitir sinal de emergência sobre o Estreito de Ormuz. A aeronave não retornou à base de Sigonella, na Itália, e seu paradeiro é desconhecido. Segundo o site The War Zone, o drone havia completado cerca de três horas de monitoramento no Golfo Pérsico e parecia retornar à base. Dados do Flightradar24 mostram que ele cruzava o espaço aéreo da Arábia Saudita quando desviou em direção ao Irã. Durante o trajeto, o equipamento desceu rapidamente e transmitiu o código 7700, usado para emergências. Ainda não se sabe se caiu ou foi abatido — algo inédito para esse modelo. O caso ocorreu dois dias após um acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Não é o primeiro incidente com o Triton na região. Em fevereiro, outro drone do mesmo modelo também desapareceu após emitir sinal de emergência, mas conseguiu retornar à base nos Emirados Árabes Unidos.
Já em 2019, um protótipo do Triton foi abatido pelo Irã, que alegou violação de seu espaço aéreo. Os EUA afirmaram que a aeronave estava em área internacional. Na época, o então presidente Donald Trump chegou a aprovar uma retaliação militar, mas recuou no último momento. O MQ-4C Triton é produzido pela Northrop Grumman e utilizado em missões de vigilância estratégica de longa duração. Pode voar por mais de 24 horas a grandes altitudes e tem alcance de cerca de 13,7 mil km. Cada unidade pode custar mais de US$ 200 milhões, chegando a cerca de US$ 243 milhões com custos totais. O drone é projetado para monitorar áreas sensíveis, como rotas marítimas, e atua em conjunto com aeronaves tripuladas, como o P-8A Poseidon.
FACÇÕES CRIMINOSAS PROLIFERAM: PCC, CV E TCP
Ao menos 17 estados registram a atuação de facções como PCC, CV e TCP em alianças entre si ou com grupos regionais. Levantamento da Folha, com base em investigações da Polícia Federal e polícias civis, aponta que essas articulações têm caráter pragmático, voltado à expansão territorial e ao fortalecimento de mercados ilícitos. O objetivo central é ampliar lucros no tráfico de drogas e em outras atividades ilegais. Um dos movimentos que mais chamam atenção é o avanço do TCP, que já atua além do Rio de Janeiro e firmou alianças em ao menos dez estados. Em alguns cenários, o grupo se aproxima do PCC para enfrentar o Comando Vermelho, rival histórico. O estudo considera apenas alianças envolvendo essas três facções, sem incluir articulações exclusivamente regionais. PCC e CV já estão presentes em todo o país, com hegemonia em 13 unidades da federação. Estados com domínio isolado de uma facção, como São Paulo, ficaram fora do recorte. Segundo especialistas, o crime organizado deixou de ser local e passou a atuar em escala nacional e transnacional. Esse processo ganhou força após o rompimento entre PCC e CV, entre 2016 e 2017. O episódio foi marcado pela morte de Jorge Rafaat, ligado ao tráfico na fronteira com o Paraguai. Desde então, o PCC consolidou rotas como a Rota Caipira.
Já o CV intensificou sua expansão no Norte e Nordeste, apoiando-se em alianças locais. As estratégias das facções são diferentes. O CV prioriza controle territorial armado e atividades locais. O PCC atua no atacado e na logística, garantindo fluxo de drogas e lavagem de dinheiro. O Brasil passou a funcionar como hub logístico para mercados da Europa, Ásia e África. O TCP cresce como concorrente direto do CV, mas ainda distante das duas maiores facções. Pesquisadores apontam que alianças seguem rivalidades históricas entre grupos. O TCP surge como alternativa para grupos contrários ao avanço do CV. Há também redução no número de facções, resultado de fusões e alianças. A lógica é econômica: menos conflito significa menor custo e maior lucro. Essa mudança contribui para a queda de homicídios no país. Facções regionais dependem das grandes organizações para acesso a rotas e drogas. Em alguns estados, o PCC avança oferecendo logística mais barata e estável. Investigações focam lideranças e esquemas de lavagem de dinheiro. A integração entre forças de segurança tem sido apontada como essencial no combate ao crime organizado.
JÚRI DE ASSASSINATO DE 10 PESSOAS DA MESMA FAMÍLIA
Após três anos, começa nesta segunda-feira (13/4), no Fórum de Planaltina, o julgamento da maior chacina do Centro-Oeste, que deixou 10 pessoas da mesma família mortas entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023. Segundo as investigações, o crime foi motivado por disputa por um patrimônio estimado em R$ 2 milhões. O processo inclui acusações de homicídio qualificado, extorsão, sequestro, ocultação de cadáver e fraude processual. Em menos de três semanas, o plano teria evoluído para uma sequência de crimes violentos e articulados. Os acusados teriam atraído vítimas, mantido familiares em cativeiro e usado celulares para enganar novos alvos. As vítimas foram dez integrantes da mesma família, incluindo crianças. Cinco réus respondem ao processo, e o julgamento deve durar sete dias. A acusação destaca a complexidade do caso, tanto pelo número de vítimas quanto de envolvidos. O promotor afirma que o desafio é demonstrar a participação individual de cada acusado. Serão ouvidas 21 testemunhas, em sua maioria ligadas à investigação. Segundo o Ministério Público, há provas como mensagens enviadas em nome das vítimas e relatos sobre seu desaparecimento. A acusação considera o conjunto probatório sólido, incluindo confissão de um dos réus. Sustenta ainda que a motivação foi exclusivamente financeira. Para os acusadores, o crime teve como objetivo eliminar herdeiros e facilitar a apropriação do patrimônio. Eles também ressaltam o forte impacto social e a indignação gerada pelo caso.
APOSENTADORIA COMPULSÓRIA EM DISCUSSÃO
Após meses de tensão entre STF e Congresso, voltou ao debate o fim da aposentadoria compulsória como punição a magistrados e membros do MP, vista como “aposentadoria premiada”. O tema ganhou força após decisão do ministro Flávio Dino, em março, que anulou punição aplicada pelo CNJ a um juiz acusado de irregularidades graves. Dino apontou falhas no processo legal e afirmou que a Reforma da Previdência de 2019 retirou o respaldo constitucional da aposentadoria como sanção. Segundo ele, restaria apenas a perda do cargo, que depende de decisão judicial definitiva devido à vitaliciedade. Na mesma linha, a CCJ do Senado aprovou a PEC 3/2024, que extingue essa punição. A proposta, porém, gera divergências entre juristas e entidades de classe. Para o advogado Paulo Henrique Braga, a Constituição eliminou explicitamente a aposentadoria como penalidade. Já Francisco Zardo argumenta que a punição ainda existe na Lei Orgânica da Magistratura e segue válida até revogação. A PEC busca proibir definitivamente a aposentadoria como sanção e prevê demissão em casos graves. A relatora Eliziane Gama defende o fim de privilégios no serviço público. Segundo ela, a medida atende ao clamor social contra punições brandas.
O texto também endurece regras disciplinares. Prevê afastamento imediato e suspensão de salário durante o processo. Estabelece ainda prazo de 30 dias para ajuizamento da ação. A proposta enfrenta resistência de entidades como AMB e Ajufe. O principal ponto de crítica é a suspensão antecipada da remuneração. Nos bastidores, defende-se pagamento até o trânsito em julgado. Zardo aponta risco de violação à presunção de inocência. Também vê possível afronta à vitaliciedade e irredutibilidade salarial. Outro debate envolve possível “confisco” de contribuições previdenciárias. Braga alerta para risco de punição com caráter quase perpétuo. Ele sugere mecanismos de portabilidade como alternativa. No campo político, militares foram excluídos da proposta. Emenda de Hamilton Mourão manteve a chamada “morte ficta”. Eliziane criticou a exclusão, chamando-a de privilégio. Zardo avalia que a distinção é política, não jurídica. Agora, a PEC segue para o plenário do Senado. Serão necessários 49 votos em dois turnos para aprovação.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 13/04/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Julgamento da maior chacina do Centro-Oeste começa hoje (13/4)
Os cinco acusados de matarem 10 pessoas, entre 2022 e 2023, começam a ser julgados hoje, no Fórum de Planaltina. Homicídios e sequestros estão entre os crimes imputados ao bando, que dizimou uma família para se apoderar de terreno
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Saúde frágil: venda de atestados médicos virtuais falsos explode, e polícia investiga; veja como acontece
Comerciante faz teste e consegue abono de falta por cólica menstrual intensa, mesmo sendo homem
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Hungria encerra era Orbán entre desafio da mudança e risco de revanche
Vitória do Tisza de Péter Magyar rompe ciclo de concentração de poder do premiê, mas herda máquina ainda ativa Com maioria ampla, novo governo deve enfrentar dilema entre reformar sistema cooptado e punir adversários
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Trump anuncia bloqueio 'de todos os navios' que tentarem entrar ou sair de Ormuz
O anuncio foi feito pelas redes sociais do Presidente dos Estados Unidos.
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
EUA iniciará bloqueio dos portos iranianos
Forças americanas autorizarão a circulação de navios que não saiam do território iraniano
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Sono. Aulas às 8h da manhã são contraindicadas para o cérebro dos adolescentes
domingo, 12 de abril de 2026
RADAR JUDICIAL
CÂMERAS EM BANHEIROS
EUA ACUMULAM INSUCESSOS COM TRUMP
Com sua retórica extremista, Donald Trump faz cada crise soar como o fim do poder americano. A guerra no Irã reforça essa impressão, sugerindo uma possível decadência imperial. Há paralelos históricos: os EUA poderiam lembrar o Reino Unido na crise de Suez ou o rei Creso, que destruiu o próprio império ao atacar a Pérsia. Ainda assim, o conflito atual pode ser menos ruptura e mais repetição de padrões conhecidos da política externa americana. Fracassos no Oriente Médio não são novidade. Desde o colapso das negociações de Camp David em 2000, os EUA acumulam insucessos: o Iraque, a ascensão do Estado Islâmico, a Líbia, o impasse com o Irã e a longa guerra no Afeganistão. Nesse contexto, o primeiro mandato de Trump destoou ao adotar ambições mais limitadas, com alguns resultados, como o enfraquecimento do Estado Islâmico e os Acordos de Abraão. Já a atual postura em relação ao Irã retoma grandes ambições de transformação regional, que historicamente falharam. Até agora, os resultados não indicam mudança significativa nesse padrão.
A questão central é se esse novo fracasso será mais grave que os anteriores, a ponto de indicar um colapso imperial. Alguns argumentam que sim, dado o cenário global mais competitivo, com China e Rússia. Outros destacam que a situação é diferente de derrotas históricas decisivas. Os EUA ainda mantêm poder militar significativo, e a principal limitação vem da própria opinião pública doméstica. Aliados podem se afastar, mas dificilmente migrarão para o Irã ou Rússia. Além disso, a economia americana está mais protegida de choques energéticos do que no passado. Embora a guerra traga riscos —como fortalecer rivais e distrair de desafios estratégicos—, ela não necessariamente marca um colapso imediato. Se levar a uma postura mais pragmática, focada em administrar conflitos em vez de resolvê-los, o episódio pode apenas adiar, e não precipitar, o declínio do poder americano.
DESENTENDIMENTO ENTRE EMPRSÁRIOS TANURE E TIMERMAN
O investidor Vladimir Timerman, 46, passou a andar com segurança particular após pressão de amigos, que bancam o custo. Ele afirma estar em कठिन situação financeira devido ao bloqueio judicial de fundos da Esh Capital, gestora da qual é responsável. Na véspera, Timerman depôs como testemunha na CPI do Crime Organizado, em Brasília, onde reiterou denúncias sobre irregularidades envolvendo investidores e falhas de órgãos de controle. O depoimento está ligado ao caso do Banco Master. Ele afirmou que o verdadeiro controlador da instituição não seria Daniel Vorcaro, mas o empresário Nelson Tanure, que nega qualquer vínculo e classifica as acusações como “ilações”. A disputa entre Timerman e Tanure se arrasta desde 2021, envolvendo a Alliança Saúde. O gestor denunciou suposto uso de informação privilegiada, mas o caso foi arquivado pela CVM. Conhecido pelo ativismo no mercado financeiro, Timerman busca influenciar a gestão de empresas mesmo como acionista minoritário. Após a Alliança, entrou em conflito com a Gafisa, também ligada a Tanure. Nesse embate, a Justiça bloqueou o principal fundo da Esh, o Theta, sob acusação de “greenmail”. A medida afetou cotistas e impediu novos aportes, contribuindo para a queda expressiva do patrimônio da gestora. Timerman voltou a acusar Tanure de insider trading em outro caso, relacionado à compra da Upcon pela Gafisa. O empresário virou réu após denúncia do MPF, que sua defesa considera precipitada. Paralelamente, Tanure processou Timerman por stalking devido a publicações nas redes sociais.
O gestor foi condenado em primeira instância, com pena substituída por serviços comunitários, e recorre. Uma decisão judicial também o impede de falar publicamente sobre Tanure e a Gafisa. Apesar disso, Timerman afirma ter alertado autoridades sobre irregularidades no Banco Master desde 2023, o que motivou sua convocação à CPI. O relator destacou a relevância técnica de seu depoimento. Analistas do mercado reconhecem que ele antecipou denúncias que depois ganharam respaldo com operações policiais e a liquidação do banco. O caso elevou sua notoriedade, mas também trouxe riscos. Ele relata ter recebido ameaças de morte e diz que familiares e amigos temem por sua segurança. Em 2024, enfrentou busca e apreensão após denúncia de desvio de recursos para offshore, mas o inquérito foi arquivado por falta de provas. Timerman afirma já ter respondido a dezenas de ações judiciais, muitas arquivadas, e interpreta os processos como tentativa de destruí-lo financeiramente e reputacionalmente. Mesmo com dificuldades, diz manter o compromisso com seus clientes e continuar denunciando irregularidades. Recentemente, criou uma consultoria em contencioso estratégico, o que teria ajudado a melhorar sua situação financeira. Seu perfil também destoa do padrão do mercado financeiro: veste-se de forma informal e cultiva imagem pouco convencional. Filho do infectologista Artur Timerman, teve formação influenciada por valores progressistas e já se definiu como “o mais comunista entre os capitalistas”. Formado pela USP, é irmão da escritora Natalia Timerman, autora de romances que abordam, entre outros temas, a morte do pai da família. Apesar das divergências pessoais e profissionais, afirma manter resiliência diante das adversidades. Ele diz que sua trajetória no rúgbi influenciou sua postura no mercado: resistência, lealdade e persistência. Mesmo sob pressão judicial e financeira, sustenta que não recuará. “Já fui ao inferno e sei o caminho de volta”, resume.
ASSÉDIO PODE CAUSAR COMPULSÓRIA DE MINISTRO
No STJ, também pesa o posicionamento da PGR, que pediu ao STF abertura de inquérito sobre Buzzi. Ministros avaliam que arquivar o caso agora seria incoerente diante dessa investigação. Reservadamente, magistrados apontam que uma conduta pode ser infração administrativa sem ser crime, mas não o contrário. Buzzi nega as acusações, afirma que não houve ato impróprio e critica “vazamentos seletivos” e condenação antecipada baseada apenas em relatos. Há duas denúncias: uma feita por uma jovem, filha de amigos, que relata assédio em uma praia; e outra de uma ex-funcionária, que descreve episódios recorrentes no gabinete ao longo de três anos. A funcionária afirma ter desenvolvido problemas de saúde decorrentes dos episódios. Ministros consideram esse relato com mais elementos de prova. Diante do cenário, alguns sugeriram aposentadoria antecipada, recusada pela defesa. A sessão do dia 14 decidirá se o caso vira processo disciplinar ou será arquivado. Se avançar, Buzzi responderá formalmente e o CNJ revisará o processo. A tendência, segundo avaliação interna, é de aposentadoria compulsória, que exige ao menos 22 votos entre os 33 ministros, em votação secreta.
NEGOCIAÇÕES ENTRE EUA E IRÃ SEM AVANÇOS
As primeiras negociações diretas entre Estados Unidos e Irã desde 1979 começaram sob tensão no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou reagir a qualquer presença militar estrangeira na região. Segundo a mídia estatal, o alerta foi uma resposta à passagem de navios de guerra dos EUA para desativar minas navais. Representantes dos dois países se reuniram em Islamabad, no Paquistão, com mediação local. Participaram autoridades de alto escalão, incluindo J.D. Vance, Steve Witkoff e Jared Kushner, pelos EUA. Do lado iraniano, estiveram Mohammad Bagher Ghalibaf e Abbas Araghchi. As conversas ocorreram no Serena Hotel e tiveram ao menos duas rodadas iniciais. Uma terceira rodada pode ocorrer em breve, segundo a TV estatal iraniana. Fontes indicam que o ambiente é cordial e com avanços graduais. Donald Trump minimizou um possível fracasso das negociações. Ele afirmou que os EUA já teriam “vencido militarmente” o Irã. A ex-diplomata paquistanesa Maleeha Lodhi avaliou que avanços rápidos são improváveis.
TRUMP É "PEDÓFILO" DIZ BRASILEIRA
Nas redes, Ungaro afirmou conhecer Melania há 20 anos. Disse que a primeira-dama sabia de sua detenção. Alegou que Melania esteve presente em momentos pessoais, como aniversários de seu filho. Também afirmou ter sido injustamente envolvida em acusações. Negou participação em qualquer esquema envolvendo crianças. Acusou Melania de tentar incriminá-la sem sucesso. A assessoria da primeira-dama negou qualquer relação com Ungaro. Disse que Melania não teve contato com o ICE. E que desconhece assuntos pessoais de Zampolli e Ungaro. Segundo o jornal, Trump e Melania eram próximos do ex-casal. Em entrevista a O Globo, Ungaro afirmou ter viajado com Epstein em 2002. Disse que tinha 17 anos na época. Relatou ter visto cerca de 30 meninas jovens no avião. A viagem teria ocorrido com Ghislaine Maxwell presente. Ungaro classificou as jovens como “muito novas”. O relacionamento com Zampolli começou após esse período. Durou quase duas décadas. Hoje, ela o acusa de abuso sexual e violência doméstica. O ex-casal disputa na Justiça a guarda do filho adolescente.