TRABALHO EM FERIADOS
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domingo, 3 de maio de 2026
RADAR JUDICIAL
TRABALHO EM FERIADOS
CONSULTA COM ASSISTENTE DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
A sua próxima consulta, o médico pode usar um assistente de inteligência artificial que grava a conversa e gera rascunhos de prontuários. Esses “escribas de IA” já são usados por cerca de 30% dos médicos nos EUA. A principal vantagem é reduzir a carga de trabalho, o estresse e o esgotamento dos profissionais de saúde. Para os pacientes, a expectativa é de consultas mais atentas e registros mais completos, embora ainda haja pouca pesquisa sobre impactos reais no atendimento. O uso dessas ferramentas levanta preocupações sobre privacidade, consentimento e precisão das informações. Em geral, o áudio e a transcrição ficam armazenados apenas temporariamente, sendo apagados após semanas ou meses. Por exemplo, alguns sistemas mantêm os dados por 14 dias, enquanto outros podem guardar por até 90 dias. No prontuário do paciente permanece apenas o resumo revisado pelo médico, não a gravação original. Pacientes têm acesso às anotações, mas normalmente não ao áudio ou à transcrição. Também é possível pedir ao médico permissão para gravar a consulta por conta própria. Quanto ao consentimento, nem sempre o médico é legalmente obrigado a avisar sobre a gravação, dependendo da legislação local. Mesmo assim, muitos profissionais pedem autorização por questões de transparência e confiança. Esse pedido pode ser simplificado, sem detalhar que há gravação de áudio.
O paciente pode recusar ou solicitar a interrupção da gravação em momentos sensíveis. Isso é importante, pois algumas pessoas podem se sentir desconfortáveis em falar abertamente sendo gravadas. Sobre privacidade, empresas de IA geralmente seguem leis específicas de proteção de dados. Ainda assim, informações de saúde são alvos valiosos para hackers. O risco aumenta se o médico usar ferramentas fora dos sistemas oficiais da instituição. Por isso, é recomendável perguntar se há contrato formal com a empresa de IA. As anotações geradas pela IA devem sempre ser revisadas e aprovadas pelo médico. Isso é essencial porque erros podem ocorrer durante a transcrição. A IA pode confundir falas ou omitir detalhes importantes, especialmente com várias pessoas falando. Mesmo quando correta, a ferramenta pode introduzir imprecisões no resumo final. Estudos indicam que anotações feitas por IA podem conter erros potencialmente graves. Por isso, pacientes devem revisar seus prontuários sempre que possível. Esse cuidado vale também para registros feitos por humanos. Com a expansão dessas tecnologias, a supervisão médica se torna ainda mais crucial. Isso inclui usos futuros, como apoio a diagnósticos, prescrições e decisões clínicas.
PROGRAMA "GOLD CARD" DE TRUMP TEVE ADESÃO INSIGNIFICANTE
Apenas 338 pessoas solicitaram o “gold card” de US$ 1 milhão, programa de residência acelerada nos Estados Unidos lançado pelo governo Donald Trump com grande divulgação. Segundo documento judicial, o esquema não afetou o processamento de outros vistos, que seguem recebendo dezenas de milhares de pedidos. Das solicitações, 165 candidatos pagaram a taxa de US$ 15 mil, e 59 avançaram para análise conjunta do Departamento de Segurança Interna e do Departamento de Estado. O secretário de Comércio, Howard Lutnick, afirmou ao Congresso que apenas uma pessoa foi aprovada até agora, enquanto “centenas” aguardam na fila. A identidade do primeiro beneficiário não foi divulgada. Inicialmente, o programa foi apresentado como substituto do visto EB-5 para investidores estrangeiros. Lutnick chegou a estimar que 200 mil vistos poderiam gerar US$ 1 trilhão ao Tesouro americano. Trump defendeu a proposta afirmando que atrairia pessoas ricas, capazes de investir, pagar impostos e gerar empregos. A iniciativa, porém, foi contestada judicialmente pela Associação Americana de Professores Universitários. A entidade argumenta que o programa substitui ilegalmente um sistema baseado em mérito por um modelo que privilegia riqueza. Segundo Lutnick, a ideia surgiu do bilionário John Paulson como forma de aumentar a arrecadação e reduzir a dívida pública dos EUA.
Em março de 2025, ele afirmou ter “vendido mil” vistos, então chamados de “Trump Card”. Na ocasião, disse que Trump acreditava ser possível vender até 1 milhão de vistos por US$ 5 milhões cada, totalizando US$ 5 trilhões. Em junho do ano anterior, o governo lançou um site para cadastro de interessados. Segundo Lutnick, cerca de 70 mil pessoas demonstraram interesse inicial. Posteriormente, o preço foi reduzido para US$ 1 milhão. O programa passou a prometer residência rápida nos EUA. O governo também mencionou um futuro “Platinum Card” de US$ 5 milhões. Esse cartão permitiria permanência de até 270 dias sem tributação sobre renda obtida fora dos EUA. Em janeiro, a rapper Nicki Minaj agradeceu por um “gold card gratuito”. Autoridades esclareceram que se tratava apenas de uma lembrança simbólica. Minaj já possui residência permanente legal nos EUA. O Departamento de Segurança Interna direcionou questionamentos ao Departamento de Comércio. Este, por sua vez, não respondeu aos pedidos de comentário. Apesar da forte promoção inicial, o programa teve adesão limitada até agora.
REJEIÇÃO DE MESSIAS AO STF AINDA REPERCUTE
Passado o choque da rejeição, pelo Senado, do nome de Jorge Messias ao STF — fato inédito em 134 anos —, governo, Congresso e Judiciário passaram a analisar as razões da derrota. Entre governistas, criticou-se um suposto acordo entre Davi Alcolumbre, oposição bolsonarista e Centrão. Cogitou-se até reposicionar Messias no governo ou recorrer ao STF. A rejeição expôs uma derrota significativa para Lula, atribuída a fatores políticos e estratégicos. Entre eles, a insistência do presidente no nome de Messias, ignorando preferências de aliados, e possíveis interesses ligados ao caso Banco Master. Mesmo reconhecendo a qualificação de Messias, opositores viram na rejeição uma oportunidade de enfraquecer Lula, especialmente diante de pesquisas que indicam risco eleitoral. A decisão teve forte impacto político e simbólico. A relação tensa com Alcolumbre também pesou. O senador preferia outro nome e teria articulado resistência. Lula manteve sua escolha, reforçando a imagem de Messias como figura ligada ao PT.
A articulação política falhou: líderes governistas não perceberam a mobilização contrária e superestimaram os votos favoráveis. O resultado final foi de 34 votos, oito a menos que o necessário. Há ainda leitura de que Alcolumbre buscou se reposicionar politicamente, mirando apoio futuro do bolsonarismo e influência em um Congresso mais à direita. O caso Banco Master também influenciou bastidores. Uma possível CPI poderia atingir diversos grupos políticos, gerando tensões e interesses cruzados. No STF, a rejeição de Messias também evitou alterar o equilíbrio interno entre ministros, especialmente em relação a investigações ligadas ao caso. Por fim, o governo atribui a derrota a traições de última hora. O MDB negou e afirmou ter apoiado o indicado.
PAIS CONDENADOS POR MANTER FILHAS EM ENSINO DOMICILIAR
A 2ª Vara Criminal de Jales (SP) condenou um casal por manter as duas filhas em ensino domiciliar (homeschooling). A pena foi de 50 dias de detenção, em regime semiaberto, suspensa por dois anos mediante condições. Entre as medidas impostas estão prestação de serviços à comunidade e matrícula e frequência das crianças em escola regular. Para o juiz, o caso configura abandono intelectual. A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso ao TJ-SP. Segundo os autos, os pais deixaram de levar as filhas à escola desde o ensino fundamental, mantendo educação domiciliar por três períodos letivos. As aulas eram ministradas pela mãe e por dois professores particulares. A omissão continuou mesmo após intervenções judiciais na área cível. O magistrado destacou que a legislação obriga os pais a submeterem os filhos ao ensino regulamentado, sob pena de abandono intelectual.
SEDENTARISMO ENTRE JOVENS TORNA-SE PANDEMIA GLOBAL
O personal trainer paulistano Gilson Lima, de 40 anos, vive dentro de casa um dos maiores desafios de sua carreira: convencer a filha Mariana, de 14, a trocar as redes sociais por atividade física, nem que seja por uma hora ao dia. Mesmo com anos de experiência, ele não consegue mudar o comportamento da adolescente, que se declara sedentária. A situação chegou a preocupar quando Mariana tentou emagrecer deixando de comer, o que a levou ao pronto-socorro com queda de pressão e sinais de fraqueza. O caso reflete um problema cada vez mais comum entre famílias brasileiras. Pesquisa do Instituto AtlasIntel mostra que 53,4% dos pais dizem que os filhos fazem menos exercício do que deveriam. O sedentarismo entre jovens já é tratado como uma pandemia global, atingindo 84% dos brasileiros entre 11 e 17 anos, índice acima da média mundial. Entre as principais causas estão a falta de espaços públicos adequados, fatores emocionais como desmotivação e ansiedade, e principalmente o excesso de tempo diante das telas. Celulares, videogames e redes sociais competem diretamente com atividades físicas e interações sociais no mundo real.
Especialistas alertam que o sedentarismo na infância compromete o desenvolvimento físico, mental e emocional. Além disso, aumenta o risco de doenças como obesidade, diabetes tipo 2 e hipertensão ainda na juventude. Diante desse cenário, famílias e escolas têm buscado alternativas para estimular hábitos mais saudáveis. Atividades esportivas, redução do tempo de tela e mudanças na rotina familiar são apontadas como caminhos para combater o problema.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 3/5/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Os fantasmas que rondaram Messias, e inquietam integrantes dos Três Poderes
Rejeição do nome do AGU para a 11ª cadeira do Supremo Tribunal Federal foi resultado de uma série de questões que inquietam integrantes dos Três Poderes
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
De olho nas manobras: Favoritos, democratas temem tentativa de roubo de eleição legislativa por Trump
'Democracia americana está, sim, em jogo em novembro', diz especialista diante de investidas da Casa Branca
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Alardeado por Trump, gold card de US$ 1 milhão atrai menos de 340 pessoas
Programa que acelera visto de residência para alta renda fracassa após declarações de que traria trilhões de dólares Secretário de Comércio afirmou na semana passada que apenas uma pessoa havia sido aprovada até então
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Vitória goleia Coritiba e se aproxima do G5 na tabela do Brasileirão
Rubro-negro baiano venceu por 4 a 1 jogando no Barradão e chegou a 18 pontos
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Díaz-Canel denuncia “nível perigoso” das ameaças de Trump contra Cuba
O presidente da alerta para escalada da tensão e convoca comunidade internacional a reagir contra a agressão dos EUA
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Portugal mantém recusa de receber novos refugiados até litígio com Bruxelas estar concluído
sábado, 2 de maio de 2026
RADAR JUDICIAL
CIDADE SEM ASSASSINATOS HÁ 38 ANOS
JUIZ É ASSASSINADO
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PROMOVE CONTEÚDOS PRÓ-TRUMP
Vídeos no TikTok mostram mulheres dizendo “se você apoia Trump, ganhou uma amiga”, com legendas idênticas e linguagem estranha. Apesar da aparência realista, os perfis são gerados por inteligência artificial. Antes das eleições de meio de mandato nos EUA, centenas de contas surgiram promovendo conteúdo pró-Trump. Esses perfis publicam com frequência mensagens contra a “esquerda radical” e a favor do slogan “América em Primeiro Lugar”. Os avatares simulam pessoas comuns —geralmente atraentes— falando sobre política e temas populares. Donald Trump chegou a repostar conteúdo de uma dessas contas com acusações infundadas. O New York Times identificou ao menos 304 contas desse tipo no TikTok, algumas já removidas. Pesquisadores encontraram outras em plataformas como Instagram, Facebook e YouTube. Muitas acumulam milhares de seguidores e centenas de milhares de visualizações. Nenhuma se identificava claramente como conteúdo gerado por IA. Não se sabe quem criou as contas nem se há coordenação política ou estrangeira. Especialistas apontam que produzir esses avatares ficou barato e acessível. O fenômeno sugere tentativa de influenciar eleitores conservadores com grande volume de conteúdo. Não foram encontradas redes semelhantes associadas à esquerda. O TikTok afirmou não ter identificado operação coordenada, classificando como spam. A plataforma disse que está removendo essas contas.
ENTREGADORES TRABALHAM ATÉ 14 HORAS POR DIAS, SEM PROTEÇÃO
O entregador Victor Emmanuel Araújo, de 28 anos, saiu de casa às 4h e sofreu um acidente de moto em Interlagos, Zona Sul de São Paulo. Ele não se feriu, mas teve prejuízo de R$ 1,7 mil com o veículo. A situação reflete a rotina de entregadores por aplicativo, marcada por longas jornadas, pressa e riscos constantes. Profissionais relatam trabalhar até 14 horas por dia, com cerca de 30 entregas no delivery ou mais de 100 pacotes no e-commerce. A renda média diária varia entre R$ 200 e R$ 250, valor que precisa cobrir combustível, manutenção e alimentação. Muitos dizem que, no passado, precisavam trabalhar até 16 horas para atingir esse ganho. Ricardo Pereira de Sousa, de 27 anos, começou no delivery na pandemia após perder o emprego e hoje sustenta a família com o trabalho. Ele já realizou quase 30 mil entregas. Os riscos são frequentes: acidentes, trânsito intenso, sol e chuva. Um dos entregadores ficou 45 dias afastado após fraturar a clavícula em uma queda. O tempo de espera também prejudica os ganhos. Paradas de 15 a 20 minutos em restaurantes reduzem a produtividade e a renda diária. Além do desgaste físico, há forte pressão psicológica. Entregadores relatam estresse com o trânsito, cobrança por agilidade e incerteza sobre quanto irão ganhar.
A insegurança também pesa: muitos saem de casa sem saber se voltarão em segurança. Falta de empatia de motoristas, clientes e estabelecimentos é outra queixa comum. Relatos de discriminação e invisibilidade no dia a dia também são frequentes, incluindo longas esperas e tratamento desigual. A regulamentação do trabalho por aplicativos é tema de debate. Trabalhadores criticam propostas que criam obrigações sem garantir benefícios concretos. Especialistas apontam que a categoria vive uma “zona cinzenta”, sem vínculo CLT e com pouca proteção legal, apesar do controle exercido por plataformas. Projetos em discussão preveem direitos mínimos, como remuneração básica e contribuição ao INSS, mas mantêm os trabalhadores como autônomos. O governo deve adiar a análise da proposta por falta de consenso. Apesar das dificuldades, entregadores destacam a flexibilidade e o pagamento semanal como pontos positivos. Ainda assim, a rotina é definida por instabilidade, riscos e desgaste físico e mental constante.
TRUMP PERSEGUE CUBA
Essa é mais uma ação do governo Trump contra Cuba, que o presidente afirma estar próxima de um colapso econômico. Ele afirmou que poderia "assumir" Cuba. Ele declarou: "E ele (convidado) vem originalmente de um lugar chamado Cuba, que nós vamos assumir quase imediatamente". Os EUA pressionam há anos por mudanças no país, como abertura econômica, indenizações por bens expropriados após a Revolução Cubana e a realização de eleições livres — exigências rejeitadas por Havana. Recentemente, Washington também endureceu o bloqueio energético, suspendendo o envio de petróleo venezuelano à ilha, o que agravou a crise de combustível. A escassez afetou serviços essenciais, contribuiu para apagões e levou companhias aéreas estrangeiras a suspender voos para Cuba.
REDUÇÃO DE PENAS PELO CONGRESSO DEVERÁ SER DEFINIDA PELO STF
O Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Lula ao projeto de lei que reduz penas de condenados por atos golpistas, reacendendo a discussão sobre o tema no STF. A base do governo pretende questionar a validade da nova lei no tribunal. Com a derrubada do veto, o texto será promulgado e passará a valer, mas sua constitucionalidade poderá ser analisada pelos ministros do Supremo. Juristas avaliam que, em princípio, não há ilegalidade no processo legislativo, já que o Congresso tem competência para definir penas. Especialistas como Gustavo Sampaio e Gustavo Binenbojm afirmam que a dosimetria das penas é atribuição do Legislativo, podendo ser alterada por lei ordinária. Para eles, a norma pode representar uma solução intermediária entre anistia e manutenção integral das punições. O governo, porém, argumenta que a medida pode estimular impunidade e violar princípios constitucionais como proporcionalidade, isonomia e impessoalidade. Há ainda a possibilidade de o STF analisar se a lei favorece um grupo específico, o que poderia comprometer sua validade. A eventual revisão das penas não será automática. Cada condenado deverá solicitar individualmente a aplicação da nova lei, e caberá ao Judiciário reavaliar caso a caso.
Nos processos ligados aos atos antidemocráticos, essa análise ficará sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes. Atualmente, centenas de réus podem ser beneficiados, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta altera o entendimento adotado pelo STF ao somar penas de crimes como golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito. Pelo novo texto, aplica-se apenas a pena do crime mais grave, com acréscimo. Também há previsão de redução para crimes cometidos em multidões, desde que não haja liderança ou financiamento dos atos. Outro ponto controverso foi a manobra do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que retirou um trecho do projeto antes da votação. A ação, considerada incomum, pode servir de base para questionamentos judiciais.