A Caixa Econômica Federal apresentou nova proposta aos bancários para tentar encerrar a greve nacional iniciada nesta quinta-feira (10). A oferta, válida até sexta-feira (11), altera os percentuais de desconto do plano de saúde e inclui novos benefícios. Entre as medidas estão prêmio de R$ 3.000 por funcionário e pagamento da PLR no dia 18 de setembro. A Caixa também propôs elevar de 6,5% para 8% o teto de custeio do Saúde Caixa. O principal impasse da negociação é justamente o plano de saúde. Pela nova proposta, os empregados pagariam de 2,30% a 4,10% do salário-base, conforme a idade. Também haveria cobrança de R$ 480 a R$ 660 por dependente, de acordo com a faixa etária. A proposta será avaliada pelos empregados em assembleia na sexta-feira. O sindicato afirma que a mudança ocorreu diante da forte mobilização e insatisfação da categoria. A Caixa também anteciparia parcelas de sua contribuição à 13ª mensalidade para ajudar a cobrir o déficit do plano. A partir de 2027, seriam pagos valores referentes ao PAMS e destinados R$ 236 milhões a ações de prevenção à saúde.
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quinta-feira, 10 de setembro de 2026
CAIXA TENTA ENCERRAR A GREVE
A Caixa Econômica Federal apresentou nova proposta aos bancários para tentar encerrar a greve nacional iniciada nesta quinta-feira (10). A oferta, válida até sexta-feira (11), altera os percentuais de desconto do plano de saúde e inclui novos benefícios. Entre as medidas estão prêmio de R$ 3.000 por funcionário e pagamento da PLR no dia 18 de setembro. A Caixa também propôs elevar de 6,5% para 8% o teto de custeio do Saúde Caixa. O principal impasse da negociação é justamente o plano de saúde. Pela nova proposta, os empregados pagariam de 2,30% a 4,10% do salário-base, conforme a idade. Também haveria cobrança de R$ 480 a R$ 660 por dependente, de acordo com a faixa etária. A proposta será avaliada pelos empregados em assembleia na sexta-feira. O sindicato afirma que a mudança ocorreu diante da forte mobilização e insatisfação da categoria. A Caixa também anteciparia parcelas de sua contribuição à 13ª mensalidade para ajudar a cobrir o déficit do plano. A partir de 2027, seriam pagos valores referentes ao PAMS e destinados R$ 236 milhões a ações de prevenção à saúde.
TRUMP PROMETE COMPRAR VOTO E RECLAMA SEU NOME NO ESTREITO DE ORMUZ
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu na quarta-feira (9) um pagamento de US$ 5 mil a cada adulto americano caso os republicanos mantenham o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato. Trump chamou a promessa de “dividendo Trump” e pediu aos eleitores que votassem como se seu nome ainda estivesse na cédula. “Se os republicanos vencerem, vocês vencem conosco e recebem cinco mil dólares”, declarou durante uma convenção republicana em Dallas, no Texas. O presidente não explicou de onde sairiam os recursos para financiar a medida e o custo poderia superar US$ 1 trilhão, cerca de R$ 5,1 trilhões. Trump afirmou apenas que os Estados Unidos “estão ganhando muito dinheiro”. A promessa ocorre em meio à queda dos índices de aprovação do presidente, que estão pouco acima de 30%. Pesquisas apontam dificuldades para os republicanos manterem o controle da Câmara e do Senado em novembro. A Decision Desk HQ prevê vitória democrata na Câmara, por 230 a 205 cadeiras e no Senado, a projeção é de 51 a 49 a favor dos democratas. Trump alertou que uma derrota republicana provocaria perdas em segurança, controle da fronteira e redução de impostos. Também associou o resultado eleitoral ao risco de o país entrar em uma trajetória que chamou de “comunista”. O presidente defendeu ainda a guerra contra o Irã, apesar da baixa popularidade do conflito. Segundo Trump, uma vitória americana provocaria queda imediata nos preços do petróleo.
STF: PREDOMINAM "COICES INSTITUCIONAIS"
A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) mobilizou políticos, candidatos e sociedade civil, além de dividir o Judiciário. Para o professor Creomar de Souza, ministros transformaram a Corte em “tribunais próprios” por meio de decisões monocráticas. Segundo ele, a estrutura atual favorece decisões individuais e amplia os conflitos internos do Supremo. No dia 1º, André Mendonça retirou o sigilo de um inquérito com mensagens de Daniel Vorcaro para Alexandre de Moraes. Uma delas foi enviada dias antes da prisão do banqueiro, em novembro do ano passado. Dois dias depois, Moraes acusou Mendonça de improbidade, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade. Para o professor Souza, o episódio revela uma divisão entre grupos de ministros dentro do STF. De um lado, estariam Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Cristiano Zanin. De outro, formaria-se um grupo em torno de André Mendonça, com Nunes Marques e Luiz Fux. Edson Fachin estaria em posição delicada, enquanto Cármen Lúcia buscaria preservar sua independência. A crise também pode influenciar diretamente o eleitorado nas próximas eleições. Souza avalia que cresce a dúvida sobre a legitimidade da Suprema Corte, após anos de forte atuação política do STF, enquanto o governo Lula enfrenta um problema eleitoral porque sua narrativa não estava preparada para a crise. Além do caso Banco Master, o Supremo trata de questões relevantes, como as fraudes no INSS. O conjunto dos episódios, avalia o professor, provoca degradação da reputação do STF e perda de confiança da população. Ele considera que a política interna da Corte se tornou uma variável de risco para a estabilidade da República e para o processo eleitoral.
BRASIL PODE EXPORTAR ADICIONAL DE 40% DE CARNE BOVINA PARA EUA
A nova cota de importação de carne bovina aberta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode garantir ao Brasil até 40% do volume adicional que os americanos pretendem comprar nos próximos 90 dias. A estimativa é que os frigoríficos brasileiros forneçam entre 90 mil e 120 mil toneladas das 300 mil toneladas autorizadas pelo governo americano. A medida busca ampliar a oferta de carne nos Estados Unidos e reduzir os preços, principalmente da carne moída usada em hambúrgueres. Os Estados Unidos enfrentam redução do rebanho bovino, diminuindo a oferta e pressionando os preços. Como a recuperação do rebanho leva tempo, o país recorre às importações para aumentar a oferta no curto prazo. Segundo Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, o tamanho da indústria brasileira e o número de frigoríficos habilitados a exportar aos EUA colocam o Brasil em posição favorável. A nova cota é diferente da regra atual, pela qual o Brasil participa de uma cota compartilhada de 52,4 mil toneladas sem tarifa extra. Esse volume, segundo Iglesias, foi totalmente utilizado em apenas 15 dias. Depois disso, a carne brasileira continua entrando nos EUA, mas paga tarifa adicional de 26,4%. De janeiro a agosto, os Estados Unidos compraram 269,1 mil toneladas de carne bovina brasileira, gerando US$ 1,74 bilhão, alta de 28,7% sobre o mesmo período de 2025. A nova medida abre, por 90 dias, cota adicional de até 300 mil toneladas sem essa cobrança. Nem todos os principais fornecedores disputarão diretamente esse espaço. A Argentina já possui cotas próprias, enquanto Paraguai e países da América Central aparecem como concorrentes mais diretos.
O Brasil, porém, tem vantagem pela capacidade industrial e pela quantidade de frigoríficos credenciados. As 300 mil toneladas não serão divididas automaticamente. Cada exportador terá de conquistar espaço, e preço e capacidade de fornecimento serão decisivos. A demanda americana está concentrada nos chamados trimmings, pedaços retirados durante o processamento da carcaça e usados na produção de carne moída. Esse fator pode limitar o interesse dos frigoríficos brasileiros, já que o produto tem menor valor agregado. As empresas precisam comparar o preço oferecido pelos americanos, os custos de exportação e o retorno obtido em outros mercados. Segundo Iglesias, os frigoríficos ainda fazem essas contas. Uma alta excessiva dos preços pode reduzir o interesse dos compradores americanos e comprometer o objetivo de ampliar a oferta de carne a preços mais baixos.
SUPREMA CORTE AUTORIZA TRUMP NA RESTRIÇÃO DE VOTOS PELO CORREIO
A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou o governo de Donald Trump a avançar com planos para restringir o voto pelo correio antes das eleições de meio de mandato de novembro.
A decisão, tomada por maioria, permite a implementação provisória de uma ordem executiva assinada por Trump em março. A medida determina que o Serviço Postal participe da definição de quais eleitores poderão receber cédulas por correspondência. O governo também pretende criar listas estaduais de cidadania para identificar eleitores que não seriam cidadãos americanos. Essas listas poderiam ser utilizadas pelas autoridades eleitorais para retirar nomes dos registros de votação. A ordem ainda prevê que o Serviço Postal não envie cédulas a pessoas que não estejam nas listas aprovadas. A Suprema Corte ressaltou, porém, que sua decisão é preliminar e não representa uma conclusão definitiva sobre a legalidade da medida. Os três ministros liberais da Corte divergiram da maioria. A juíza Ketanji Brown Jackson afirmou que a decisão cria “caos e incerteza” às vésperas das eleições. A disputa judicial começou após vários Estados questionarem a autoridade de Trump para interferir nas regras eleitorais. Os autores das ações argumentam que a Constituição atribui ao Congresso e aos Estados, e não ao Executivo, poderes sobre as eleições. Em junho, a juíza federal Indira Talwani, de Massachusetts, havia suspendido a ordem presidencial. Segundo ela, a medida violava a separação de poderes e não havia autorização do Congresso para que o Serviço Postal assumisse novas funções eleitorais.
A magistrada também destacou que o governo não apresentou provas de fraude ou de votação ilegal generalizada pelo correio. Um tribunal federal de apelação confirmou anteriormente a suspensão. Diante disso, o governo Trump recorreu em caráter emergencial à Suprema Corte.
Procuradores-gerais democratas afirmam que a ordem criaria um sistema inédito de verificação de eleitores e interceptação de cédulas. Eles alertam para possíveis erros nas listas de cidadania e para prejuízos a eleitores legítimos. Também apontam o risco de confusão entre os eleitores, especialmente porque muitos Estados já se preparam para iniciar a votação antecipada. A Casa Branca sustenta que precisa ter liberdade para combater irregularidades eleitorais e proteger a integridade das eleições. A decisão da Suprema Corte permite que o governo avance enquanto a discussão jurídica continua. O caso deverá retornar aos tribunais em prazo curto, diante da proximidade das eleições. A disputa sobre o voto pelo correio se soma a outras medidas de Trump que ampliam o conflito entre o Executivo, os Estados e o Judiciário. O episódio evidencia a tensão em torno dos limites do poder presidencial nos Estados Unidos. Também coloca em debate o futuro das instituições democráticas americanas e a influência de Trump sobre o processo eleitoral. Com as eleições de 2026 se aproximando, a batalha judicial poderá ter efeitos diretos sobre o direito de voto de milhões de americanos.
DESPEJO CONTRA UNIVERSAL, EM GUARULHOS
A Justiça de São Paulo determinou o despejo de um templo da Igreja Universal em Guarulhos, na Grande SP. A decisão foi tomada pelo juiz Luiz Gustavo Pereira e confirmada pela 34ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP, mas ainda cabe recurso. O processo foi movido pelo proprietário do imóvel, alugado pela Universal desde 1998, ocupando um terreno de 1.200 metros quadrados na avenida Nova Cumbica. Segundo o proprietário, a igreja deixou de pagar o IPTU de 2023 e 2024, acumulando dívida de R$ 48,6 mil. A Universal também teria descumprido o contrato ao não renovar o seguro do imóvel. Além disso, ergueu uma parede provisória sem autorização e sem planta aprovada pela prefeitura. Na defesa, a igreja de Edir Macedo afirmou estar no local há 28 anos. Disse ainda que a desocupação provocaria danos irreparáveis aos frequentadores e às obras sociais. A Universal alegou ter quitado os débitos de IPTU e renovado o seguro. Sobre a divisória, afirmou que ela foi instalada no início da locação, sem reclamação do proprietário.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 10/09/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Operação Resgate VI liberta quase 500 pessoas do trabalho escravo
Operação resgata de condição análoga à escravidão mais de 400 homens, 75 mulheres e 13 crianças, sendo que desses 66 eram migrantes vindos da África e de outros países latino-americanos. Minas Gerais concentra o maior número de solturas
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Alianças, estratégias: as apostas de ministros do STF sobre sessão inédita que julga caso Moraes
Integrantes da Corte já trabalham para reduzir pressão da opinião pública e poupar o STF de ainda mais desgastes
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
PF deflagra operação sobre dinheiro de Vorcaro para filme de Bolsonaro
Operação visa 29 pessoas supostamente envolvidas com desvio de emendas para "Dark Horse", a cinebiografia do ex-presidente Ela foi autorizada pelo ministro do STF Flávio Dino
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Fachin marca sessão no dia 15 sobre investigações contra ministros
A PGR questiona tanto a ordem que levou à produção do documento quanto os elementos obtidos a partir dela.
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre Andrei Rodrigues na PF
Diretor-geral da Polícia Federal está mantido no cargo
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Trump promete 5000 dólares a cada americano se republicanos vencerem intercalares
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
VAI E VEM DE DECISÕES CONTURBA O STF
O presidente do STF, Edson Fachin, determinou a suspensão de qualquer procedimento que trate de possível investigação contra integrantes da Corte. A medida inclui apurações sobre o elo entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, relatadas por André Mendonça. Fachin também anulou as decisões de Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da Polícia Federal. Com isso, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, permanece no cargo. Segundo Fachin, Moraes e Mendonça analisavam questões relacionadas e baseadas em provas comuns. Isso criaria risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual. A decisão ocorreu após Dino determinar a recondução de Andrei Rodrigues à direção da PF. Mendonça havia afastado o diretor do cargo na terça-feira (8). No mesmo dia, Fachin dera 72 horas para Mendonça se manifestar sobre o caso. Dino, porém, tomou uma decisão em outra ação antes da manifestação do relator. Fachin decidiu a partir de um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) que tenta reverter o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal. Dino, por sua vez, respondeu a pedido de Andrei em investigação sobre suspeitas envolvendo emendas. O caso está relacionado à produção do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro. A crise se agravou nos últimos dias com uma sucessão de liminares entre ministros. Decisões de um magistrado passaram a desautorizar medidas tomadas por outros colegas. O conflito também atingiu decisões do próprio presidente do Supremo.
RADAR JUDICIAL
PROCEDIMENTO ÉTICO-DISCIPLINAR CONTRA SÓCIOS DO BARCI & BARCI ADVOGADOS
MINISTRO ACIRRA CONFLITOS COM A POLÍCIA FEDERAL E COM COLEGAS
Salvador, 9 de setembro de 2026.
MINISTRO DINO CRITICA MENDONÇA E REINTEGRA COMANDO DA PF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), reintegrou nesta quarta-feira (9) ao comando da Polícia Federal o diretor-geral Andrei Rodrigues e o chefe de Inteligência, Leandro Almada. Os dois haviam sido afastados por decisão do ministro André Mendonça na terça-feira (8). Dino determinou que sua decisão seja submetida exclusivamente ao plenário do STF, atualmente formado por dez ministros. A medida atende a um pedido de Andrei Rodrigues em investigação sobre suspeitas de irregularidades envolvendo emendas relacionadas ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. Segundo Dino, a reintegração permanecerá válida até o cumprimento integral das medidas determinadas por ele pela Polícia Federal. O ministro criticou duramente a decisão de Mendonça, questionando se uma autoridade pode atuar como julgadora de uma situação que a envolve diretamente. Dino afirmou que o afastamento criou uma situação inédita ao interromper a produção de relatórios de inteligência da Polícia Federal. Para ele, a medida prejudicou procedimentos urgentes sob sua relatoria no Supremo e reconheceu que Mendonça poderia defender seus direitos diante de eventuais questionamentos envolvendo a Polícia Federal. No entanto, afirmou que isso não poderia servir de fundamento para uma decisão que paralisasse investigações e trabalhos da corporação.
Mendonça havia justificado os afastamentos com base em um relatório interno da PF utilizado por Alexandre de Moraes. O documento teria sido citado por Moraes ao pedir investigação contra Mendonça por suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O caso envolve a condução de investigações relacionadas ao Banco Master e ao INSS. A decisão de Mendonça aprofundou a crise institucional e aumentou a tensão entre ministros do STF e o episódio também colocou o governo Lula sob maior pressão diante do conflito na cúpula do Judiciário. Andrei Rodrigues é considerado próximo do presidente Lula e foi coordenador de sua segurança durante a campanha eleitoral de 2022. A Advocacia-Geral da União (AGU) havia recorrido, em caráter de urgência, contra o afastamento dos dois dirigentes. O órgão pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a suspensão da decisão de Mendonça, alegando que a medida provocava grave lesão à ordem pública e administrativa. Fachin deu prazo de 72 horas para Mendonça se manifestar sobre o pedido. Dino também mencionou um encontro entre Mendonça e Daniel Vorcaro, ocorrido em março de 2025. Mendonça afirmou, na época, que a reunião tratou de uma ação envolvendo créditos de precatórios de interesse do Banco Master. O ministro declarou ainda que sua decisão naquele processo contrariou os interesses de Vorcaro. Na decisão desta quarta, Dino afirmou que Andrei apenas cumpriu determinações judiciais emitidas por Alexandre de Moraes. Para Dino, portanto, não seria adequado afastar um agente público que apenas executou uma determinação judicial. A decisão aumenta a expectativa sobre uma possível análise do caso pelo plenário do Supremo e mantém elevada a tensão institucional na Corte.
IMPRENSA INTERNACIONAL REPERCUTE DECISÃO DO MINISTRO MENDONÇA
A imprensa internacional repercutiu o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O jornal espanhol El País classificou a medida como uma escalada da crise interna no STF e afirmou que o conflito poderá influenciar as eleições presidenciais marcadas para 4 de outubro. A Segunda Turma do STF formou maioria para referendar o afastamento preventivo dos delegados, mas a conclusão do julgamento foi interrompida por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. A Advocacia-Geral da União pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que contestasse a decisão de Mendonça, depois que Fachin concedeu 72 horas para que o ministro apresentasse manifestação. Em apoio a Andrei Rodrigues, os 11 diretores da Polícia Federal colocaram seus cargos à disposição do diretor-geral substituto, William Marcel Murad, classificando o afastamento como resultado de ataques injustificados. A crise ganhou novos contornos após Alexandre de Moraes pedir investigação contra Mendonça no âmbito do Inquérito das Fake News. Antes disso, Mendonça havia retirado o sigilo de relatório da PF sobre contatos entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
