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domingo, 9 de agosto de 2026

PARTIDOS PAGARAM À UNIÃO R$ 341 MILHÕES POR MULTAS E IRREGULARIDADES


Partidos políticos pagaram R$ 341 milhões à União nos últimos cinco anos por multas e irregularidades eleitorais. 
O valor representa cerca de 5% dos R$ 6,6 bilhões recebidos pelo fundo partidário no período. Além disso, o fundo eleitoral distribuirá R$ 4,96 bilhões às legendas neste ano. As punições envolvem despesas não comprovadas, contratações indevidas e propaganda antecipada. As multas são descontadas dos repasses do próprio fundo partidário e enviadas ao Tesouro Nacional. Em 2023, os partidos pagaram R$ 117 milhões, maior valor registrado nos últimos anos. Os pagamentos diminuíram após uma anistia aprovada pelo Congresso em agosto de 2024. Em julho, 90 processos atingiram 18 dos 19 partidos com acesso ao fundo. O PP liderou os pagamentos neste ano, com R$ 8,9 milhões desembolsados até julho. O principal débito da sigla envolveu a omissão de despesas nas eleições de 2016. O PL recolheu R$ 4,6 milhões por irregularidades em contas de 2011 e gastos no Piauí em 2020. O PT devolveu R$ 2,5 milhões por pendências em despesas de 2009 relacionadas ao mensalão.
Em Cachoeira do Sul (RS), contas do PP foram rejeitadas após saques e recibos considerados inidôneos. A Justiça apontou indícios de ilícitos penais e encaminhou o caso ao Ministério Público Eleitoral. O Podemos também enfrentou irregularidades após uma comissão municipal receber R$ 536,8 mil em 2019. Os recursos foram repassados a terceiros sem prestação de contas, segundo a sentença judicial. Especialistas apontam dificuldades de fiscalização diante do grande volume de recursos movimentados. O TSE informou ter 30 servidores para analisar as contas e 144 processos em aberto. Projeto aprovado pela Câmara prevê mudanças e aprovação automática das contas se não houver análise em um ano. A Transparência Internacional criticou a proposta e alertou para o risco de enfraquecimento da fiscalização. 

VISUALIZAÇÕES NO YOUTUBE DE TRUMPISTAS CAI


Benny Johnson, podcaster de direita, viu suas visualizações no YouTube caírem após o pico da campanha de Trump em 2024. 
O alcance no X também diminuiu, enquanto sua defesa de Trump passou a desagradar parte dos republicanos. Outros influenciadores conservadores, como Dan Bongino e Megyn Kelly, enfrentam dificuldades semelhantes. Dados analisados pelo New York Times apontam queda na audiência de vários aliados de Trump. Alguns influenciadores que passaram a criticar o presidente, porém, registraram crescimento. A mudança pode dificultar a mobilização republicana para as eleições de meio de mandato. Especialistas atribuem a queda à menor capacidade de provocar indignação política e às mudanças nos algoritmos. Uma nova geração de criadores também disputa o público ao misturar política com outros assuntos. Após a morte de Charlie Kirk, uma ruptura entre influenciadores de direita fragmentou parte das audiências. A divisão entre pró-Trump e críticos do presidente aumentou depois do início da guerra com o Irã.

Ben Shapiro perdeu cerca de 60 mil inscritos no YouTube entre abril e junho. Suas visualizações semanais caíram de 27 milhões, em 2024, para cerca de 4 milhões neste ano. Dan Bongino também viu sua audiência ficar em aproximadamente metade do pico registrado em 2024. Já Nicholas Fuentes chegou a alcançar 8 milhões de visualizações semanais, contra 1 milhão em 2024. Alguns criadores afirmam compensar as perdas no YouTube e X com ganhos no TikTok, Instagram e Rumble. O cenário revela maior fragmentação da mídia política de direita e mudanças no comportamento do público conservador. 

ITAPEMIRIM SAI DE LÍDER PARA SUCATEAMENTO DE FROTA


A Itapemirim, antiga líder do transporte rodoviário, entrou em crise após disputas familiares, dívidas e sucateamento da frota. 
Criada em 1953, chegou a ter mais de 2 mil ônibus e faturamento anual de R$ 3 bilhões. Em 2016, Sidnei Piva comprou o grupo por R$ 1, quando as dívidas já superavam R$ 2 bilhões. A recuperação judicial foi marcada por conflitos e denúncias de irregularidades na gestão. A criação da companhia aérea ITA, em 2021, recebeu cerca de R$ 35 milhões e é apontada como fator decisivo para o colapso. Seis meses depois, a ITA encerrou as operações e deixou 5.672 passageiros sem voos antes do Natal. A Justiça apontou desorganização administrativa e uso de recursos fora do plano de recuperação judicial. Piva responde a ação criminal por estelionato e crimes contra as relações de consumo.
A defesa afirma que os problemas financeiros eram anteriores à chegada do empresário. Documentos apontam ainda pagamentos milionários, esvaziamento patrimonial e abandono da frota.

Em 2022, a Justiça decretou a falência, após a EXM Partners apontar um cenário de “terra arrasada”. Credores, porém, questionam a atuação da administradora e a decisão de encerrar a recuperação judicial. Também há disputa sobre a transferência das linhas da Itapemirim para a Suzantur. A operação é contestada por empresas do setor e envolve a ANTT e o STJ. A família Cola venceu uma arbitragem contra Piva após seis anos de disputa. Os antigos proprietários pretendem cobrar cerca de R$ 400 milhões do empresário. 

INFANTINO É ACUSADO DE NEGÓCIOS COMERCIAIS INCOMPATÍVEIS COM O CARGO


Gianni Infantino, presidente da Fifa, desembarcou em Cali, na Colômbia, para participar da posse do novo presidente Abelardo de la Espriella. Ele 
estava acompanhado de Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol. A viagem reforça a atuação internacional de Infantino e sua proximidade com autoridades políticas e esportivas. Infantino enfrenta uma das maiores crises de sua gestão após o fracasso do plano de vender 21% dos negócios comerciais e de ingressos da Fifa. A Uefa chegou a ameaçar boicotar competições da Fifa como forma de protesto. Apesar das controvérsias, Infantino mantém forte influência internacional e uma intensa agenda de viagens pelos 211 países-membros da entidade. Seu estilo de deslocamento, com jatos executivos e grandes esquemas de segurança, muitas vezes se aproxima do protocolo de chefes de Estado. Seu salário anual, incluindo bônus, chega a cerca de R$ 27 milhões, três vezes o valor recebido quando foi eleito, em 2016. Infantino também é criticado por raramente conceder entrevistas coletivas e responder a questionamentos independentes da imprensa. Seus críticos questionam ainda a expansão dos torneios, os preços dos ingressos e as práticas comerciais da Fifa.

A Copa do Mundo poderá chegar a 64 seleções em 2030, enquanto a Arábia Saudita sediará o Mundial de 2034. A expansão do Mundial de Clubes e as novas estratégias comerciais ampliaram o poder e as receitas da entidade. A venda de ingressos com preços elevados e o mercado secundário também provocaram reclamações de torcedores e autoridades. Apesar das críticas, Infantino tinha o apoio declarado de 111 associações-membro antes da Copa de 2026.
Esse respaldo indicava força suficiente para garantir sua reeleição. O fracasso do projeto de investimento privado, porém, tornou o cenário político dentro da Fifa mais incerto. A Uefa tenta aproveitar a crise para aumentar a pressão sobre Infantino, mas sua extensa rede de alianças pode dificultar qualquer tentativa de afastá-lo. 

DEPUTADOS E SENADORES EM PISCINA COM INVESTIGADOS POR FRAUDES NO INSS


A Polícia Federal encontrou uma foto de deputados e senadores em uma piscina com investigados por fraudes no INSS. 
Na imagem aparecem Arthur Lira (PP), Elmar Nascimento (União), Paulo Azi (União), Alexandre Ramagem (PL) e Ângelo Coronel (Republicanos). Também estão o advogado Willer Tomaz, o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado estadual Marcinho Oliveira (PDT). O encontro teria ocorrido no “Rancho Tomaz”, propriedade de luxo de Willer em Planaltina (DF). A foto foi revelada pela revista Piauí e confirmada pelo Correio Braziliense. O arquivo estava no celular de Weverton Rocha, apreendido pela PF nesta semana. A imagem foi localizada em uma pasta de conversas chamada “Grupo Seleto”. Segundo as suspeitas, Willer Tomaz teria lavado dinheiro para Weverton Rocha. Os recursos seriam provenientes de desvios de benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. A defesa de Willer afirmou que ele não foi alvo da fase recente da Operação Sem Desconto.

Os advogados também negaram que o empresário seja investigado pela Polícia Federal. Na decisão que autorizou buscas, porém, o ministro André Mendonça descreveu Tomaz como parte da estrutura de apoio da organização. Segundo a decisão, ele reuniria empresas, imóveis, aeronaves, funcionários, operadores financeiros e interlocutores políticos. O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, havia se manifestado contra as buscas.
Para o MPF, não havia elementos suficientes para justificar medidas de maior impacto. Apesar do parecer, Mendonça atendeu ao pedido da PF e autorizou as buscas e apreensões. 

MORRE DESEMBARGADOR FURTADO


Morreu neste sábado (8), aos 82 anos, o desembargador aposentado Paulo Roberto Bastos Furtado, ex-presidente do TJ-BA. 
O tribunal informou a morte, mas não divulgou a causa. Nascido em Salvador, em 29 de março de 1944, Paulo Furtado teve atuação na advocacia, magistratura e ensino jurídico. Ele presidiu o TJ-BA no biênio 1992-1994. Em outubro de 1992, também ocupou interinamente o cargo de governador da Bahia. O presidente do TJ-BA, José Edivaldo Rocha Rotondano, lamentou a morte e prestou solidariedade à família. A OAB-BA também destacou sua trajetória na vida pública, advocacia e ensino jurídico. Paulo Furtado formou-se em Direito pela UCSal, em 1968. Tinha mestrados em Metodologia do Ensino Superior e em Direito. Antes da magistratura, foi chefe da Casa Civil do Governo da Bahia, entre 1979 e 1982. Naquele ano, chegou ao TJ-BA pelo quinto constitucional destinado à advocacia. Também dirigiu a Escola de Magistrados, foi professor da UFBA e UCSal e integrou entidades jurídicas baianas.

EMENDAS CONSOMEM BOA PARTE DO ORÇAMENTO FEDERAL


O crescimento das emendas impositivas mudou a relação entre Executivo e Legislativo e as disputas eleitorais. Criadas para atender estados e municípios, elas passaram a consumir parcelas crescentes do orçamento federal. As emendas movimentam bilhões, sem garantia de aplicação correta, conclusão das obras ou resultados à população. O TCU analisou 100 transferências, entre 2020 e 2024, totalizando R$ 198 milhões. Foram encontradas irregularidades em 82% dos repasses e em 82,4% dos beneficiários. O prejuízo potencial chegou a R$ 49 milhões, equivalente a 25% do valor fiscalizado. Entre os problemas estavam falta de notas fiscais, obras inacabadas, superfaturamento e licitações simuladas. Também houve contratação de empresas inidôneas e movimentação de recursos em contas inadequadas. Muitas vezes, não foi possível identificar o destino do dinheiro ou comprovar o benefício à população. Diante disso, Flávio Dino determinou à Polícia Federal investigação sobre possíveis crimes. O problema inclui emendas de comissão e liderança, sucessoras do orçamento secreto considerado inconstitucional pelo STF. Em 2025, a Câmara executou cerca de R$ 1,3 bilhão em indicações de líderes, sem identificar os parlamentares responsáveis.

A estrutura distorce a competição eleitoral e favorece quem já possui mandato. Deputados com dezenas de milhões para obras e serviços entram na campanha em vantagem sobre concorrentes. Forma-se um ciclo em que recursos públicos geram apoio, facilitam a reeleição e ampliam o acesso a novas emendas. A disputa perde espaço para ideias e programas e passa a depender do controle de verbas públicas. O modelo dificulta a renovação e favorece estruturas partidárias, grupos econômicos e lideranças locais. Max Weber distinguia os que vivem “para” a política daqueles que vivem “da” política. O problema surge quando mandato e orçamento deixam de servir ao interesse coletivo e passam a reproduzir o poder. O Congresso corre o risco de se afastar do bem comum e transformar recursos públicos em instrumento de perpetuação política.

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 9/8/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Para 92,% dos brasilienses políticas para população em situação de rua define voto

Pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política destaca que 92,8% dos eleitores consideram o tema importante ou importantíssimo. Especialistas e candidatos apresentam propostas para enfrentar a situação que afeta todo o DF

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Pix é a instituição em que brasileiro mais confia e une de petistas a bolsonaristas, diz pesquisa Genial/Quaest

Levantamento mostra que 80% confiam em sistema de pagamento brasileiro, visto como ativo eleitoral por Lula e Flávio Bolsonaro neste ano

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

PT e PL aliam apoios táticos e chapas puras nos estados por palanque nacional

Partido dos Bolsonaros terá candidatos próprios em 14 estados, enquanto petistas concorre a governos em 12 PT e PL concentram apoios em aliados ideológicos; acordos informais buscam compensar impasses no apoio à corrida presidencial

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Morre desembargador aposentado Paulo Furtado, ex-presidente do TJ-BA

Paulo Furtado foi um dos nomes de destaque da magistratura baiana.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Câncer de Joe Biden se espalhou, anuncia filho

Hunter Biden, filho do ex-presidente americano, afirma que metástases atingiram ossos e outras partes do corpo do pai, de 83 anos

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

PSP regista queda de 13% nas candidaturas ao concurso de agentes

Concurso de admssão teve 2.945 pessoas inscritas. Mais de 75% são homens.

sábado, 8 de agosto de 2026

RADAR JUDICIAL


VAGÃO FERROVIÁRIO RESTAURADO

Um vagão ferroviário que sobreviveu a um incêndio em Minas Gerais foi restaurado em Campinas. O carro de passageiros, fabricado pela RFFSA em 1973, voltou aos trilhos na linha turística Campinas-Jaguariúna. O veículo teve como última atividade regular o trecho entre Barra Mansa e Lavras, há cerca de 30 anos. Depois, foi cedido à Prefeitura de Pouso Alegre para integrar um trem turístico. Abandonado após o fim do serviço, acabou sendo atingido por um incêndio e sofreu graves danos. A ABPF resgatou o vagão em 2018, mas a pandemia atrasou o início do restauro. A associação também enfrentou queda de receitas e outras prioridades de recuperação do acervo. O vagão era o único sobrevivente da composição turística que circulava em Pouso Alegre. Os demais carros foram destruídos pelo fogo, embora algumas peças tenham sido reaproveitadas. No último sábado (1º), o veículo voltou a operar, logo atrás da maria-fumaça, em viagem turística. O restauro foi celebrado por preservar parte da memória ferroviária e da história da RFFSA. Para a ABPF, a recuperação é especialmente importante por ser o primeiro vagão fabricado pela RFFSA incorporado ao seu acervo.


CAMPOS DO JORDÃO, A "SUIÇA BRASILEIRA"

Campos do Jordão é conhecida pela inspiração europeia, paisagens naturais e clima ameno, sendo chamada de “Suíça brasileira”. Apesar disso, sua história é marcada pela participação de portugueses, alemães, mineiros e nordestinos. Fundada em 1874 pelo português Matheus da Costa Pinto, a cidade começou como uma fazenda de gado. Na década de 1920, passou a receber pacientes com tuberculose, atraídos pelo clima da Serra da Mantiqueira. Entre as décadas de 1940 e 1960, a atividade sanatorial impulsionou também o turismo. Com o declínio dos sanatórios, o turismo tornou-se a principal atividade econômica do município. A influência europeia aparece na arquitetura, com chalés suíços, estilo Tudor e técnica do enxaimel. A Estrada de Ferro Campos do Jordão, inaugurada em 1914, acelerou o desenvolvimento local. Portugueses participaram da construção da ferrovia e deixaram forte influência na gastronomia e cultura. A chegada de alemães também contribuiu para a hotelaria e para pratos como o tradicional apfelstrudel. A partir dos anos 1960, trabalhadores nordestinos, muitos da Bahia, chegaram para atuar na construção civil. Hoje, essa diversidade cultural ajuda a explicar a identidade de Campos do Jordão, que espera milhões de turistas neste ano.


TSE CRIOU GRUPO DE TRABALHO PARA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou um grupo de trabalho para monitorar o uso de inteligência artificial (IA) e fake news nas eleições deste ano. A tecnologia não é proibida no pleito, mas deve seguir as normas da Justiça Eleitoral. Entre as restrições está o uso de deep fake para manipular imagens e declarações de candidatos. O Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional reunirá especialistas de diversas áreas. Entre elas estão inteligência artificial, tecnologia, segurança pública e comunicação social. Os integrantes do grupo ainda serão definidos e não receberão remuneração. Segundo o TSE, o conselho terá função de assessoramento ao presidente da Corte, Kássio Nunes Marques. Também deverá monitorar campanhas eleitorais e avaliar o uso de inteligência artificial. O grupo poderá sugerir parcerias com universidades e outras instituições. Outra atribuição será contribuir para o combate à desinformação durante as eleições. O conselho também deverá incentivar ações de educação e conscientização digital. A iniciativa busca fortalecer a integridade das informações no processo eleitoral.

TRUMP CONTRA REGULAMENTAÇÃO DA IA

Donald Trump voltou a criticar a regulamentação da inteligência artificial proposta pelo Congresso dos EUA. Segundo ele, o excesso de regras pode prejudicar o desenvolvimento e a inovação no setor. O presidente afirmou que normas rígidas podem reduzir a competitividade americana diante de outros países. Trump disse que o Congresso pretende regulamentar a IA “até que ela saia do mercado”. O debate ganhou força após incidentes envolvendo sistemas de inteligência artificial. Entre eles, estão casos de IAs que teriam “escapado” de ambientes controlados de testes. Parlamentares defendem novas regras para evitar riscos e aumentar a segurança dos modelos. Uma das propostas exige auditorias independentes para sistemas avançados de IA. O objetivo é identificar falhas que possam facilitar ataques cibernéticos. O NIST também propôs diretrizes para avaliar modelos de inteligência artificial. Os critérios poderão orientar futuras avaliações feitas pelo governo e empresas contratadas. Enquanto o Congresso cobra maior controle, o governo Trump teme que regras reduzam investimentos e inovação.

STF DECIDE SOBRE CUMPRIMENTO DE MEDIDAS CAUTELARES

O plenário do STF impôs uma rara derrota ao ministro Alexandre de Moraes ao decidir que o período de cumprimento de medidas cautelares pode ser abatido da pena de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão foi tomada por maioria. O caso envolve Simone Macedo, presa em 9 de janeiro de 2023 no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília. Condenada a um ano de prisão em regime aberto por associação criminosa e incitação ao crime, ela pediu o desconto do tempo em prisão preventiva e sob tornozeleira eletrônica. Moraes aceitou apenas o abatimento dos 59 dias de prisão preventiva. O ministro Cristiano Zanin divergiu, defendendo que o período de prisão domiciliar também seja considerado, por ser semelhante ao regime semiaberto. A maioria acompanhou esse entendimento. A decisão poderá beneficiar outros condenados pelos atos golpistas, incluindo o tenente-coronel Mauro Cid. 

PATRIMÔNIO DE JAIR RENAN QUADRUPLICOU

O patrimônio declarado pelo vereador Jair Renan (PL), de Balneário Camboriú (SC), mais que quadruplicou em dois anos. Neste ano, ele informou à Justiça Eleitoral bens avaliados em R$ 187.366,28. Em 2024, o patrimônio declarado era de R$ 42.069,79, todo aplicado em contas bancárias. Agora, os bens incluem um Volkswagen Jetta e recursos distribuídos em duas contas bancárias. Filho mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Jair Renan disputará uma vaga na Câmara dos Deputados. Na eleição deste ano, usará novamente o nome de urna “Jair Bolsonaro”. O nome não incluirá “Renan” nem o sobrenome Valle. Outros integrantes da família Bolsonaro também estarão na disputa eleitoral. Flávio Bolsonaro concorrerá à Presidência da República. Carlos Bolsonaro disputará uma vaga ao Senado por Santa Catarina.
Ele transferiu seu domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para o estado. Os partidos têm até 15 de agosto para formalizar os registros de candidatura na Justiça Eleitoral.

Guarajuba/Camaçari, 8 de agosto de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

EUA USARAM GRANDE PARTE DE SEUS MÍSSEIS


Os Estados Unidos usaram grande parte de seus mísseis durante a guerra contra o Irã, reduzindo os estoques disponíveis para futuros conflitos. 
Segundo a Reuters, os EUA consumiram praticamente todo o estoque de mísseis de precisão de longo alcance. A redução teria preocupado o presidente Donald Trump, que cobrou explicações do secretário de Guerra, Pete Hegseth. O Washington Post informou que a situação teria contribuído para Trump desistir de um ataque de larga escala contra o Irã. Trump nega a informação e afirma que os EUA possuem grandes quantidades de munições. Segundo o CSIS, restariam cerca de 2.000 Tomahawks, uma redução de 33% em relação ao período anterior à guerra. O estoque de ATACMS seria de aproximadamente 900 unidades, queda de 10%. A maior preocupação, porém, envolve os mísseis interceptadores. Os EUA tinham 2.330 mísseis Patriot antes da guerra e agora teriam cerca de 800. Já os sistemas THAAD caíram de 452 para aproximadamente 250 unidades. O especialista Paulo Roberto da Silva Gomes Filho alerta para os riscos dessa redução. Segundo ele, os interceptadores são essenciais para defender os EUA contra mísseis balísticos.

China, Rússia, Coreia do Norte e Irã possuem armas capazes de representar essa ameaça. A reposição dos estoques exige bilhões de dólares e pode levar meses. Um Tomahawk custa cerca de US$ 2,6 milhões, enquanto um Patriot chega a US$ 4 milhões. Os EUA ainda têm capacidade para atacar o Irã, mas enfrentariam dificuldades em uma operação prolongada. O principal problema seria proteger bases e instalações americanas contra uma possível retaliação iraniana. A redução dos interceptadores também pode afetar a confiança de aliados como Japão, Coreia do Sul e Taiwan. O sistema Patriot é capaz de interceptar aeronaves, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos. O equipamento foi usado contra mísseis iranianos no Golfo e também pela Ucrânia contra mísseis russos. 

EM "ECONOMIA MORAL", AUTOR DEFENDE FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS


Em “Economia Moral”, o Nobel de Economia Alvin Roth defende o uso de evidências em vez do instinto na formulação de políticas públicas. 
Professor de Stanford, Roth analisa transações controversas, como prostituição, venda de órgãos, drogas e assistência médica a pacientes terminais. Seu argumento central é que decisões políticas envolvem inevitavelmente dilemas morais. Para ele, proibir atividades consideradas questionáveis pode empurrá-las para a clandestinidade, dificultando sua regulamentação. Roth também sustenta que mercados de serviços controversos podem funcionar como ferramentas morais, e não necessariamente como falhas. Seu objetivo, afirma, não é dizer o que as pessoas devem pensar, mas ajudá-las a pensar melhor. Em “A Economia do Bem Comum”, Mariana Mazzucato propõe uma nova relação entre Estado, empresas e cidadãos. Ela defende que governos tenham papel mais ativo na orientação da economia para objetivos sociais compartilhados. A economista recorre a estudos de caso, economia política, filosofia e biologia para defender maior cooperação institucional. Entre os desafios estão a desigualdade, as mudanças climáticas e as chamadas dinâmicas econômicas extrativistas. Críticos questionam como definir o “bem comum” e se o Estado teria competência para alcançar objetivos tão ambiciosos. Ainda assim, o livro amplia o debate sobre o futuro do capitalismo e as responsabilidades governamentais. A questão sobre quem deve financiar um Estado mais atuante aparece no livro de Gabriel Zucman.

O economista defende um imposto anual mínimo de 2% sobre patrimônios superiores a US$ 100 milhões. Segundo ele, estruturas empresariais e ganhos de capital permitem que bilionários paguem proporcionalmente menos impostos. Zucman considera essa diferença uma justificativa para elevar a tributação sobre grandes fortunas. O livro, porém, dedica pouco espaço aos riscos da proposta e aos efeitos da atividade empreendedora. Também aborda menos alternativas, como o fechamento de brechas fiscais e o fortalecimento das regras existentes. Por fim, “Money: The Inside Story”, de Rupal Patel e Jack Leslie, explica como o sistema financeiro cria e administra o dinheiro. Os autores mostram como funcionam os bancos comerciais e o sistema monetário. Também explicam os mecanismos que ajudam a evitar instabilidades financeiras. O livro aborda ainda a atuação dos bancos centrais durante períodos de crise. A obra é apresentada como uma introdução acessível e esclarecedora ao funcionamento do dinheiro e do sistema bancário. 

CANDIDATO AO GOVERNO DE PERNAMBUCO ACIONA TRE-PE


A campanha de João Campos (PSB), candidato ao governo de Pernambuco, acionou o TRE-PE contra um suposto “gabinete do ódio” financiado com recursos públicos do governo de Raquel Lyra (PSD). A iniciativa ocorre após Lyra recorrer à Justiça Eleitoral contra supostos robôs e perfis falsos que estariam atacando sua gestão. Campos afirma que as acusações contra a governadora são antigas e cita denúncias sobre uma possível milícia digital ligada a um assessor. A ação pede a preservação de conteúdos nas redes para uma eventual investigação eleitoral, que poderá ser apresentada a partir de 16 de agosto. Segundo a campanha, os ataques contra Campos se repetem há cerca de um ano e conteúdos removidos voltaram a aparecer em outros perfis, antes voltados para humor e gastronomia e que teriam passado a publicar ataques contra o candidato. A representação também aponta possível relação entre a estrutura digital e o aumento das despesas de publicidade do governo estadual. A campanha de Campos sustenta que a combinação de estrutura profissional, possível financiamento e atuação coordenada pode caracterizar um suposto “gabinete do ódio”.

A equipe de Raquel Lyra afirmou receber a iniciativa com tranquilidade e não se opor à preservação dos dados. Segundo a governadora, preservar registros não significa reconhecer a existência de crime ou irregularidade. A campanha de Lyra defendeu o direito dos eleitores de se manifestarem livremente nas redes sociais. Para a equipe, participação política espontânea não pode ser confundida com irregularidade eleitoral. O caso será analisado pela Justiça Eleitoral em meio à disputa pela sucessão estadual em Pernambuco.