REGULARIZAÇÃO DO TÍTULO ELEITORAL ATÉ AMANHÃ
As filas começam cedo e se estendem nos postos do TRE-DF, refletindo a corrida de eleitores para regularizar o título antes do prazo final, nesta quarta-feira (6/5). Com agendamentos esgotados, a Justiça Eleitoral adotou medida emergencial: quem comparecer sem marcação e não for atendido será incluído em grupo para regularização posterior. O período é decisivo para emitir o primeiro título, atualizar dados ou transferir domicílio eleitoral. Pendências podem impedir o voto em 2026. Apesar da orientação para antecipação, a alta demanda se concentrou nos últimos dias. Pelo site do TSE, é possível consultar a situação eleitoral e atualizar dados. Nos postos, há diversidade de eleitores: jovens, adultos e idosos. A estudante Yasmin Lacerda, 21, destacou o voto como forma de participação política. Já o jovem Matheus Escobar, 16, tirou o título por consciência cidadã. O idoso Antônio Carvalho, 72, reafirmou o compromisso com o voto. Segundo especialista, irregularidades impedem acesso a serviços como passaporte e concursos. Para ele, o título marca a transição de indivíduo para cidadão ativo na sociedade.
O advogado José Alexandre Buaiz Neto afirmou que a falsificação de medicamentos pode chegar a 19%, segundo dados da OMS. No Brasil, ele estima que até 20% dos remédios vendidos podem ser falsos. O tema foi debatido em evento sobre propriedade intelectual e saúde. Casos recentes envolvem canetas emagrecedoras, como análogos de GLP-1. Esses produtos têm alto valor e grande demanda no país. Medicamentos falsificados podem ter ingredientes errados ou tóxicos. Também podem ser ineficazes ou apresentar dosagens incorretas. A OMS aponta que a pirataria farmacêutica já causou 700 mil mortes. O problema afeta principalmente tratamentos para doenças como malária e pneumonia. Além do risco à saúde, há impacto na confiança dos pacientes. A falsificação também prejudica investimentos em inovação farmacêutica. O advogado defende controle rigoroso da importação paralela para evitar fraudes.
O ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, presidente do TST, afirmou que pretende cortar o salário de ministros que faltarem a sessões para dar palestras pagas sobre como advogar na corte. Ele classificou a prática como antiética e conflituosa. Segundo ele, será enviado um ofício exigindo transparência sobre essas atividades. Caso não haja justificativa, a ausência poderá afetar o subsídio dos magistrados. Vieira citou cursos ligados a ministros e disse ter recebido material de palestras sobre atuação no tribunal. Também comentou a divisão entre “juízes vermelhos e azuis”, afirmando que a classificação foi criada por Ives Gandra Filho. Segundo ele, “vermelhos” seriam os que defendem a Justiça do Trabalho. O presidente disse ter assumido a polêmica ao repetir a expressão. Defendeu a criação de um código de conduta para regular palestras. Afirmou que ministros podem palestrar, desde que informem quem paga. Ele também defendeu transparência para permitir alegações de conflito de interesse. E reconheceu que casos recentes reforçam a necessidade de regras mais claras na magistratura.
ESTREITO DE HORMUZ CONTINUA FECHADO
Empresas de navegação disseram que a proposta de Donald Trump de garantir passagem segura pelo estreito de Hormuz não é suficiente para retomar o tráfego. O plano, chamado Projeto Liberdade, prevê que os EUA “guiem” navios, mas carece de detalhes. Militares americanos afirmaram ter abatido mísseis e drones iranianos durante escoltas. Apenas poucos navios conseguiram atravessar, incluindo uma embarcação da Maersk. Há relatos de ataques, como contra um petroleiro dos Emirados Árabes e um cargueiro sul-coreano. Antes da guerra, cerca de 130 navios cruzavam o estreito diariamente; agora são poucos. Empresas evitam a rota por medo de ataques e altos custos de seguro. O Irã exige coordenação prévia para permitir a passagem. Especialistas alertam que, sem acordo com Teerã, o risco de escalada continua. Companhias como a Hapag-Lloyd mantêm operações suspensas na região. Milhares de marinheiros seguem presos em embarcações, enfrentando condições críticas. Analistas veem baixa chance de reabertura total do estreito sem შეთანხმ diplomático amplo.
DEPUTADO É PRESO
A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (5) o deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ) na Operação Unha e Carne. A ação investiga uma suposta organização criminosa ligada a fraudes em contratos de materiais e serviços na Secretaria de Educação do RJ. A defesa do parlamentar não foi localizada, e a PF não informou se ele já possui advogados constituídos. A operação já havia levado à prisão do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, que teve o mandato cassado pelo TSE. Nesta fase, foram cumpridos sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão. As ações ocorreram na capital e em Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. As ordens foram expedidas pelo STF. Rangel e Bacellar são aliados políticos e naturais de Campos. As investigações apontam possível direcionamento de contratos para empresas ligadas ao grupo. Os suspeitos podem responder por organização criminosa, peculato, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. A Alerj afirmou que colabora com as investigações e reforçou compromisso com a transparência. Rangel é pai da vereadora Thamires Rangel, e o caso ocorre após mudanças no governo estadual.
MORDIDA DE CACHORRO CAUSA CONTA DE R$ 84 MIL
A influenciadora brasileira Débora Rocha viralizou ao relatar o susto com uma conta médica nos Estados Unidos. Ela precisou de atendimento em um pronto-socorro de Orlando após sofrer uma mordida de cachorro. No hospital, recebeu duas doses de vacina e outros cuidados. Dias depois, veio a surpresa: uma fatura de US$ 17 mil (cerca de R$ 84 mil). O valor incluía US$ 2,5 mil por cada dose de vacina. Também foram cobrados cerca de US$ 5 mil pela consulta. Houve ainda custos adicionais com imunoglobulina. Débora contou o caso em vídeo nas redes sociais. Ela disse ter ficado chocada com o preço do atendimento. Apesar do valor alto, o seguro de saúde cobriu os gastos. A influenciadora fez as doses restantes da vacina no Brasil, de graça. Ela destacou a preocupação com quem não tem plano nos EUA.
Salvador, 5 de maio de 2026.
Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.