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terça-feira, 5 de maio de 2026

RADAR JUDICIAL


REGULARIZAÇÃO DO TÍTULO ELEITORAL ATÉ AMANHÃ

As filas começam cedo e se estendem nos postos do TRE-DF, refletindo a corrida de eleitores para regularizar o título antes do prazo final, nesta quarta-feira (6/5). Com agendamentos esgotados, a Justiça Eleitoral adotou medida emergencial: quem comparecer sem marcação e não for atendido será incluído em grupo para regularização posterior. O período é decisivo para emitir o primeiro título, atualizar dados ou transferir domicílio eleitoral. Pendências podem impedir o voto em 2026. Apesar da orientação para antecipação, a alta demanda se concentrou nos últimos dias. Pelo site do TSE, é possível consultar a situação eleitoral e atualizar dados. Nos postos, há diversidade de eleitores: jovens, adultos e idosos. A estudante Yasmin Lacerda, 21, destacou o voto como forma de participação política. Já o jovem Matheus Escobar, 16, tirou o título por consciência cidadã. O idoso Antônio Carvalho, 72, reafirmou o compromisso com o voto. Segundo especialista, irregularidades impedem acesso a serviços como passaporte e concursos. Para ele, o título marca a transição de indivíduo para cidadão ativo na sociedade.


FALSIFICAÇÃO DE MEDICAMENTOS

O advogado José Alexandre Buaiz Neto afirmou que a falsificação de medicamentos pode chegar a 19%, segundo dados da OMS. No Brasil, ele estima que até 20% dos remédios vendidos podem ser falsos. O tema foi debatido em evento sobre propriedade intelectual e saúde. Casos recentes envolvem canetas emagrecedoras, como análogos de GLP-1. Esses produtos têm alto valor e grande demanda no país. Medicamentos falsificados podem ter ingredientes errados ou tóxicos. Também podem ser ineficazes ou apresentar dosagens incorretas. A OMS aponta que a pirataria farmacêutica já causou 700 mil mortes. O problema afeta principalmente tratamentos para doenças como malária e pneumonia. Além do risco à saúde, há impacto na confiança dos pacientes. A falsificação também prejudica investimentos em inovação farmacêutica. O advogado defende controle rigoroso da importação paralela para evitar fraudes.


PRESIDENTE DO TST QUER CORTAR SALÁRIO DE MINISTROS

O ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, presidente do TST, afirmou que pretende cortar o salário de ministros que faltarem a sessões para dar palestras pagas sobre como advogar na corte. Ele classificou a prática como antiética e conflituosa. Segundo ele, será enviado um ofício exigindo transparência sobre essas atividades. Caso não haja justificativa, a ausência poderá afetar o subsídio dos magistrados. Vieira citou cursos ligados a ministros e disse ter recebido material de palestras sobre atuação no tribunal. Também comentou a divisão entre “juízes vermelhos e azuis”, afirmando que a classificação foi criada por Ives Gandra Filho. Segundo ele, “vermelhos” seriam os que defendem a Justiça do Trabalho. O presidente disse ter assumido a polêmica ao repetir a expressão. Defendeu a criação de um código de conduta para regular palestras. Afirmou que ministros podem palestrar, desde que informem quem paga. Ele também defendeu transparência para permitir alegações de conflito de interesse. E reconheceu que casos recentes reforçam a necessidade de regras mais claras na magistratura.

ESTREITO DE HORMUZ CONTINUA FECHADO

Empresas de navegação disseram que a proposta de Donald Trump de garantir passagem segura pelo estreito de Hormuz não é suficiente para retomar o tráfego. O plano, chamado Projeto Liberdade, prevê que os EUA “guiem” navios, mas carece de detalhes. Militares americanos afirmaram ter abatido mísseis e drones iranianos durante escoltas. Apenas poucos navios conseguiram atravessar, incluindo uma embarcação da Maersk. Há relatos de ataques, como contra um petroleiro dos Emirados Árabes e um cargueiro sul-coreano. Antes da guerra, cerca de 130 navios cruzavam o estreito diariamente; agora são poucos. Empresas evitam a rota por medo de ataques e altos custos de seguro. O Irã exige coordenação prévia para permitir a passagem. Especialistas alertam que, sem acordo com Teerã, o risco de escalada continua. Companhias como a Hapag-Lloyd mantêm operações suspensas na região. Milhares de marinheiros seguem presos em embarcações, enfrentando condições críticas. Analistas veem baixa chance de reabertura total do estreito sem შეთანხმ diplomático amplo.

DEPUTADO É PRESO

A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (5) o deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ) na Operação Unha e Carne. A ação investiga uma suposta organização criminosa ligada a fraudes em contratos de materiais e serviços na Secretaria de Educação do RJ. A defesa do parlamentar não foi localizada, e a PF não informou se ele já possui advogados constituídos. A operação já havia levado à prisão do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, que teve o mandato cassado pelo TSE. Nesta fase, foram cumpridos sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão. As ações ocorreram na capital e em Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. As ordens foram expedidas pelo STF. Rangel e Bacellar são aliados políticos e naturais de Campos. As investigações apontam possível direcionamento de contratos para empresas ligadas ao grupo. Os suspeitos podem responder por organização criminosa, peculato, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. A Alerj afirmou que colabora com as investigações e reforçou compromisso com a transparência. Rangel é pai da vereadora Thamires Rangel, e o caso ocorre após mudanças no governo estadual.

MORDIDA DE CACHORRO CAUSA CONTA DE R$ 84 MIL

A influenciadora brasileira Débora Rocha viralizou ao relatar o susto com uma conta médica nos Estados Unidos. Ela precisou de atendimento em um pronto-socorro de Orlando após sofrer uma mordida de cachorro. No hospital, recebeu duas doses de vacina e outros cuidados. Dias depois, veio a surpresa: uma fatura de US$ 17 mil (cerca de R$ 84 mil). O valor incluía US$ 2,5 mil por cada dose de vacina. Também foram cobrados cerca de US$ 5 mil pela consulta. Houve ainda custos adicionais com imunoglobulina. Débora contou o caso em vídeo nas redes sociais. Ela disse ter ficado chocada com o preço do atendimento. Apesar do valor alto, o seguro de saúde cobriu os gastos. A influenciadora fez as doses restantes da vacina no Brasil, de graça. Ela destacou a preocupação com quem não tem plano nos EUA.

 Salvador, 5 de maio de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.


DESENTENDIMENTO ENTRE TRUMP E COMISSÃO EUROPEIA


A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta terça-feira (5) que a União Europeia está “preparada para todos os cenários” após ameaças tarifárias dos EUA. 
O presidente Donald Trump quer elevar tarifas sobre carros europeus de 15% para 25%. Ele acusa a UE de descumprir um acordo comercial firmado no ano passado. Von der Leyen rejeitou a acusação e disse que o acordo está sendo respeitado. Segundo ela, ambos os lados seguem seus próprios प्रक्रimentos democráticos. O Parlamento Europeu aprovou o pacto de forma condicional. Ainda é necessária uma versão final negociada com os países do bloco. O comissário europeu de comércio, Maros Sefcovic, se reúne em Paris com autoridades americanas. O representante dos EUA, Jamieson Greer, criticou a lentidão da UE. Ele também questionou mudanças que poderiam limitar o acordo. Greer afirmou que, sem implementação europeia, os EUA também podem recuar. A Comissão Europeia disse manter todas as opções abertas. Isso inclui possíveis respostas caso novas tarifas sejam aplicadas.

O presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu o uso do instrumento anticoerção. Conhecido como “bazuca comercial”, ele nunca foi acionado pela UE. O mecanismo permite tarifas, restrições de exportação e exclusão de empresas. A medida visa reagir a pressões geopolíticas externas. Macron criticou Trump por ameaças de desestabilização. Disse que a UE deve usar ferramentas criadas justamente para esses casos. A França pressiona pelo uso do instrumento se as tarifas forem confirmadas. O acordo anterior limitou tarifas americanas a 15% sobre produtos europeus. Isso inclui veículos, abaixo de taxas aplicadas a outros países. A Comissão reafirmou compromisso com o pacto. Segundo Von der Leyen, a UE está na fase final de implementação tarifária. Ela destacou que os EUA também têm compromissos pendentes. Defendeu cooperação, confiança e ganhos mútuos. Por fim, reiterou que o bloco está pronto para qualquer cenário.

 

VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES


Cerca de 11 milhões de mulheres no Brasil sofreram violência de parceiro íntimo em 2023, segundo o Global Burden of Disease, publicado na revista The Lancet. 
O número representa entre 10% e 14% das brasileiras com 15 anos ou mais. O país aparece em faixa intermediária no cenário internacional, próximo a outros da América Latina. A região não tem os maiores índices, mas mantém ocorrência contínua da violência. Globalmente, cerca de uma em cada cinco mulheres já sofreu esse tipo de agressão. No Brasil, a taxa é de ao menos uma em cada dez, podendo chegar a uma em cada sete. África e sul da Ásia registram níveis mais altos. Na América Latina, a violência é menos extrema, porém persistente. O estudo estima 608 milhões de mulheres afetadas no mundo. No total, 1,01 bilhão de pessoas relatam violência sexual na infância. Em 2023, a violência por parceiro íntimo gerou 18,5 milhões de anos de vida perdidos. A violência sexual na infância somou 32,2 milhões.

O problema figura entre os principais riscos à saúde de mulheres de 15 a 49 anos. Especialistas classificam o cenário como uma “epidemia silenciosa”. Os impactos incluem depressão, ansiedade, automutilação e uso de substâncias. Quando ocorre na infância, os efeitos tendem a ser mais profundos. A exposição precoce afeta vínculos, autoestima e resposta ao estresse. Também aumenta o risco de novos episódios ao longo da vida. No Brasil, o padrão é contínuo e estrutural. Para especialistas, não se trata de casos isolados. Dados indicam que 64,2% das vítimas são mulheres negras. O recorte revela desigualdade racial na exposição à violência. A subnotificação ainda é um fator relevante. Medo, culpa e dependência dificultam denúncias. Mesmo com queda geral da criminalidade, o feminicídio cresce. O cenário exige políticas de prevenção, proteção e autonomia.

 

MEXICANO É "MENINO GÊNIO"


David Camacho provavelmente não gosta de ser chamado de “menino gênio”. 
Apesar de ter QI 162, acima do nível considerado alto pela OMS, ele rejeita o rótulo. Para ele, gênios são pessoas que já fizeram grandes realizações ao longo da vida. O garoto também não aprecia comparações com nomes como Stephen Hawking ou Albert Einstein. “Tenho 10 anos e estou apenas começando”, afirma. Ele acredita que só poderia ser considerado gênio no futuro, após grandes feitos. Sua principal inspiração é Leonardo da Vinci, de quem adotou o sobrenome nas redes. Ele admira o perfil polímata do artista, que dominava diversas áreas do conhecimento. Desde cedo, decidiu que queria seguir esse exemplo e fazer grandes coisas. Morador de Querétaro, no México, David já dá palestras em universidades. Também se prepara para publicar um livro. Além disso, participou de um programa de treinamento espacial da Nasa, em Houston. Ele pilotou simulações, experimentou gravidade zero e sonha com carreira científica. Entre seus objetivos, estão realizar cirurgias no espaço ou criar algo como a SpaceX. Ainda assim, afirma que quer manter todas as possibilidades abertas.

David estuda em escola online e fala vários idiomas, incluindo espanhol e inglês. Ele valoriza aprender rápido e deseja usar sua habilidade para ajudar a humanidade. Mas ressalta que pessoas superdotadas não sabem tudo e também precisam aprender. O menino já enfrentou bullying na escola por ser diferente dos colegas. Hoje, tenta transformar essa experiência em algo positivo, criando o app Macayos. A plataforma usará inteligência artificial para ensinar crianças a lidar com emoções. Sua mãe percebeu cedo seu talento, especialmente durante a pandemia. Mesmo assim, destaca os desafios de educar uma criança com esse perfil. David reforça que, apesar das habilidades, continua sendo apenas uma criança. 

MORAES NEGA INTERFERÊNCIA NA INDICAÇÃO DE MESSIAS PARA O STF


O ministro do STF Alexandre de Moraes procurou interlocutores do presidente Lula para negar que tenha atuado contra a indicação de Jorge Messias ao Supremo. 
Messias, advogado-geral da União, teve seu nome rejeitado pelo Senado por 42 votos a 34, em derrota significativa para o governo. Moraes é próximo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que liderou a articulação contrária à indicação. No Planalto, porém, cresceu a percepção de que o ministro teria dado respaldo político ao movimento de Alcolumbre. Moraes enviou mensagem ao próprio Messias lamentando o resultado, mas não obteve resposta até o fim de semana. Ele também conversou com integrantes do primeiro escalão do governo para rebater a versão de que teria atuado contra a indicação. O ministro demonstrou incômodo com reportagens que sugeriam sua participação na derrota. Aliados saíram em sua defesa junto a Lula, classificando como injusta a avaliação de que ele interferiu. Segundo esses interlocutores, não há registro de ação direta de Moraes junto a senadores contra Messias. Eles afirmam ainda que o ministro não teria influência suficiente no Senado para liderar tal articulação. De acordo com essa versão, o embate foi conduzido essencialmente por Alcolumbre.

Moraes teria ficado em posição delicada por sua proximidade com o senador. Assim, evitou atuar contra, mas também não se empenhou em favor de Messias. Magistrados dizem que ele tentou reduzir tensões ao participar de um almoço com Alcolumbre e Messias. O encontro ocorreu na casa do ministro Cristiano Zanin. Alcolumbre compareceu mesmo sabendo da presença de Messias. Na ocasião, indicou que a aprovação seria difícil, sem prometer apoio. Apesar das explicações, Lula mantém a convicção de que Moraes participou da articulação. Para o presidente, a vitória fortalece Alcolumbre politicamente. Isso ampliaria suas chances de permanecer no comando do Senado até 2027. Esse cenário reduziria riscos de pautas contra Moraes, como pedidos de impeachment. Outro ponto citado é a aprovação de mudanças na dosimetria de penas. A medida pode permitir revisões em condenações relacionadas a tentativa de golpe. Alcolumbre também conduziu a sessão que derrubou veto de Lula sobre o tema. No Planalto, avalia-se ainda que houve um recado político ao STF. A leitura é que o ministro André Mendonça estaria isolado em processos sensíveis. Isso indicaria menor influência interna do que se supunha. A assessoria de Moraes foi procurada, mas não respondeu.

 

ARGENTINO RESISTE E CONTINUA GUARDANDO DÓLARES


Você ficaria surpreso com o estado das notas de dólar na Argentina, diz Alejandro Lamas, vendedor de carros usados que se tornou especialista em identificar cédulas — até falsas — pelo toque. 
A habilidade segue essencial décadas depois de iniciar no ramo. Isso porque o plano do presidente Javier Milei de atrair dólares para bancos enfrenta forte resistência popular. Quase 25 anos após o “corralito”, quando depósitos em dólar foram convertidos à força em pesos desvalorizados, a desconfiança persiste. Assim, muitos argentinos ainda preferem guardar dólares em espécie para emergências ou grandes compras. “Os governos já fizeram de tudo —como confiar?”, questiona Lamas. Estima-se que cerca de US$ 170 bilhões estejam fora do sistema financeiro. Trazer parte desse dinheiro aos bancos poderia impulsionar a economia e sustentar o crescimento prometido por Milei. Apesar do apoio de investidores internacionais, os depósitos cresceram menos de US$ 1 bilhão desde fevereiro. O governo tenta atrair recursos flexibilizando regras e prometendo menos fiscalização. Ainda assim, argentinos compram cerca de US$ 2 bilhões por mês em dólares, podendo chegar a US$ 6 bilhões em períodos de crise.

Parte significativa é mantida em casa, cofres ou no exterior. A cultura de guardar dinheiro fora do banco é tão forte que até notas antigas têm valor diferenciado. As “cara chica” (notas antigas de US$ 100) circulam com desconto no mercado informal. Comerciantes experientes sabem identificar falsificações com facilidade. “Você sente na hora”, diz Lamas. Marcelo Capobianco, açougueiro, afirma que o dólar é sua proteção em tempos de incerteza. “Ninguém poupa em pesos —se fizer isso, perdeu”, diz. A origem dessa desconfiança remonta à crise de 2001 e às sucessivas turbulências econômicas. A moeda local perdeu cerca de 99% do valor na última década. Mesmo assim, o governo insiste que o cenário atual é diferente. O ministro Luis Caputo defende que manter dinheiro em casa significa perda de valor. Campanhas como “Alivie Seu Colchão” tentam convencer a população. Os depósitos em dólar chegaram a cerca de US$ 40 bilhões. Economistas avaliam que o potencial é grande, mas a confiança levará tempo para ser reconstruída. Lamas deposita seus ganhos, mas entende o receio geral. “As pessoas ainda lembram do passado”, diz. Segundo ele, décadas de instabilidade só serão superadas com muitos anos de confiança consistente. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 5/05/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Delação de ex-presidente do BRB esquenta clima eleitoral

A cinco meses das eleições, revelações que o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, preso desde 16 de abril, pretende fazer sobre as transações para favorecer Daniel Vorcaro podem abalar candidaturas no DF

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Vorcaro tentou encobrir rombo de R$ 777 milhões após usar Master para financiar empresas de familiares, diz liquidante

Teia de fundos e firmas tentou mascarar valores ligados aos parentes do banqueiro

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Dinheiro esquecido em bancos será usado como garantia no Desenrola; veja como consultar

Governo vai injetar entre R$ 5 bi e R$ 8 bi de dinheiro esquecido no FGO para assegurar casos de inadimplência Programa oferece descontos de até 90% em dívidas e juros máximos de 1,99% ao mês

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

“Não sou um juiz parcial”, diz presidente “vermelho” do TST

Vieira de Mello também criticou o fato de que uma parte de seu discurso foi “recortada na internet e transmitida sem que houvesse uma integralidade do contexto pelo qual se falava”.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Cientistas descobrem 27 potenciais novos planetas orbitando um sistema solar com duas estrelas como em Star Wars

Astrônomos encontraram cenário similar ao de Tatooine da famosa franquia de ficção científica

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Mil pessoas morrem por ano devido a bactérias resistentes, mas só o “lavar as mãos” pode salvá-las, defende DGS 

Infeções associadas aos cuidados de saúde são uma ameaça. Tanto que a OMS prevê que, em 2050, possam morrer dez milhões de pessoas no mundo e cinco milhões na Europa por esta causa. No Dia Mundial da Higiene das Mãos, que se assinala nesta terça-feira, dia 5, relatório da Direção Geral da Saúde indica que 82,2% dos profissionais já cumprem regras, mas é preciso mais para se “atingir o pleno”

segunda-feira, 4 de maio de 2026

RADAR JUDICIAL


MINISTRO DIVIDE JUÍZES TRABALHISTAS: "AZUIS E VERMELHOS"

O presidente do TST, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, dividiu juízes trabalhistas em “azuis” e “vermelhos” durante discurso em Brasília, na sexta (1º). Ele se incluiu entre os “vermelhos”, definidos como os que têm causa, não interesse. “Temos uma causa e eles que se incomodem com a nossa causa”, afirmou. Disse ainda não se preocupar com os “azuis”, mas com os “vermelhos”. A fala foi registrada em vídeo divulgado pelo jornal O Estado de S.Paulo. O discurso ocorreu no 22º Congresso Nacional da Magistratura do Trabalho. O evento tratou de temas como inteligência artificial e sustentabilidade. Mello Filho também defendeu sindicatos e criticou a pejotização. Classificou como “terraplanismo jurídico” críticas à Justiça do Trabalho. Em entrevista à Folha, alertou para risco de ruptura social com a pejotização. Segundo ele, a Constituição tem caráter democrático e social, não liberal. O ministro preside o TST desde setembro e tem mandato até 2027.


ISRAEL AGRIDE BRASILEIRO

O ativista brasileiro Thiago Ávila, detido por forças israelenses após a interceptação de uma flotilha humanitária em águas internacionais, relata ter sofrido agressões físicas e psicológicas, segundo sua esposa, Lara Souza. Ela afirma que ele foi alvo de tortura, intimidação e ameaças à família no Brasil. Ávila apresenta ferimentos no corpo e no rosto, e chegou a perder temporariamente a visão após golpes na cabeça. O atendimento médico teria sido inadequado, apesar da atuação da diplomacia brasileira. A prisão foi prorrogada, com nova audiência marcada para terça-feira (5/5). Ele responde a cinco suspeitas, incluindo associação ao terrorismo, o que é negado pela defesa. Os advogados afirmam que não há provas concretas e questionam a legalidade da detenção e da interceptação em águas internacionais. Segundo a esposa, não há prazo definido para libertação. Ávila e outro ativista iniciaram greve de fome em protesto contra as condições da prisão. A flotilha, com mais de 50 embarcações, foi interceptada por Israel próximo à costa da Grécia, com 175 detidos. Brasil e Espanha condenaram a ação e pediram a libertação imediata dos ativistas, destacando o caráter humanitário da missão com destino à Faixa de Gaza.


DESAPROVAÇÃO A TRUMP: 62% 

A desaprovação do presidente dos EUA, Donald Trump, atingiu recorde, segundo pesquisa Washington Post-ABC News-Ipsos divulgada ontem, 3. O levantamento aponta forte insatisfação dos americanos com sua atuação, especialmente na guerra com o IrãA seis meses das eleições de meio de mandato, o cenário preocupa aliados. A desaprovação chegou a 62%, maior índice já registrado. A aprovação está em 37%, próxima dos 39% de fevereiro. A pesquisa ouviu 2.560 adultos entre 24 e 28 de abril. A avaliação econômica, central para Trump, piorou desde o início do conflito. A maioria desaprova sua condução da crise com o Irã por 66% a 33%. Na economia, a aprovação caiu sete pontos, para 34%. A alta da gasolina influenciou negativamente o resultado. Sobre inflação, a aprovação recuou para 27%. O pior índice é no custo de vida: 23% aprovam e 76% desaprovam.

TRIBUNAL ARQUIVA REPRESENTAÇÃO CONTRA DEPUTADO

O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou a representação que pedia apuração sobre viagens aéreas do deputado Nikolas Ferreira no segundo turno de 2022. A decisão, relatada pelo ministro Antonio Anastasia, encerra o caso na Corte de Contas. O pedido questionava o uso de um jato ligado ao empresário Daniel Vorcaro. O TCU entendeu que não há indícios mínimos para abrir investigação. Segundo o acórdão, é necessário “lastro probatório mínimo” sobre uso de recursos públicos. O tribunal avaliou que o tema envolve despesas eleitorais.
Por isso, a competência seria da Justiça Eleitoral, não do TCU. O caso surgiu após reportagem do jornal O Globo. As informações apontavam uso de aeronave em agendas da campanha de 2022. Nikolas atuava na mobilização pela reeleição de Jair Bolsonaro. Viagens incluíram encontros políticos e religiosos, especialmente no Nordeste. Em defesa, o deputado disse desconhecer o dono do avião e negou irregularidades.

DESEMBARGADOR NO GOVERNO EXONEROU 1.568 SERVIDORES

O governo do desembargador Ricardo Couto, que realiza um pente fino nas contas do estado do Rio de Janeiro, já exonerou 1.568 servidores em pouco mais de um mês.  Nesta segunda-feira (4), uma nova leva de demissões foi publicada no Diário Oficial, atingindo principalmente cargos comissionados da Secretaria de Ambiente e Sustentabilidade.  A pasta era comandada por Diego Faro, aliado político do ex-governador Cláudio Castro, que deixou o cargo e retornou ao mandato de vereador.  Para o lugar, foi escolhido o procurador Rodrigo Tostes de Alencar Mascarenhas.  Couto tem priorizado uma gestão de austeridade, com controle de gastos e revisão de contratos.  O objetivo é melhorar o cenário fiscal do estado, que enfrenta déficit de cerca de R$ 19 bilhões.  A auditoria também mira órgãos envolvidos em escândalos ou historicamente ocupados por grupos políticos.  Entre eles estão áreas como saúde, além de estatais e fundos públicos.  Segundo o governo, as exonerações fazem parte de uma revisão ampla da administração direta e indireta.  A medida inclui secretarias, autarquias e empresas estatais, dependentes ou não.  O Palácio Guanabara afirmou que novas exonerações devem ocorrer conforme avancem as auditorias internas.  Assim, o pente-fino na máquina pública do estado ainda deve continuar nas próximas semanas.

Salvador, 4 de maio de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

 

TRUMP AMEAÇA IRÃ QUE NÃO RECUA E CONTROLA O ESTREITO DE ORMUZ


O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã, afirmando que o país será “varrido da face da Terra” caso ataque navios americanos no Estreito de Ormuz. 
A declaração foi dada nesta segunda-feira (4), em entrevista à Fox News. No mesmo dia, os EUA iniciaram a operação “Projeto Liberdade” para escoltar embarcações presas no Golfo Pérsico. A missão busca garantir a travessia segura pelo estreito, apesar das tensões com Teerã. Trump afirmou que o Irã atacou navios de países não envolvidos na operação, incluindo um cargueiro sul-coreano. Ele sugeriu que a Coreia do Sul se junte à missão liderada pelos EUA. Segundo o presidente, não houve danos a outras embarcações na região. Trump também disse que forças americanas destruíram sete barcos iranianos. O Irã negou essa informação por meio da mídia estatal. As Forças Armadas dos EUA confirmaram a escolta dos primeiros navios comerciais com bandeira americana. É a primeira ação do tipo desde o anúncio da operação militar. Mais cedo, o Irã divulgou um mapa indicando áreas do Estreito de Ormuz sob controle militar. As zonas incluem trechos entre Irã, Emirados Árabes Unidos e Omã.

Teerã afirmou ter “controle total” da região e exigiu coordenação prévia para qualquer travessia. O Exército iraniano ameaçou atacar forças estrangeiras que se aproximem do estreito. A Guarda Revolucionária reforçou que movimentos contrários às regras impostas serão reprimidos. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, está fechado desde 28 de fevereiro. O bloqueio ocorreu após o início da guerra entre Irã, EUA e Israel. Apesar de um cessar-fogo desde abril, a passagem segue restrita. Poucos navios comerciais conseguiram atravessar a região. Os EUA também mantêm pressão, redirecionando embarcações ligadas ao Irã. Segundo Washington, 48 navios já foram afetados. Trump afirmou que a nova operação tem caráter humanitário. Disse ainda que qualquer interferência será enfrentada com firmeza. O Irã informou que analisa uma proposta dos EUA para encerrar o conflito.

NO MÉXICO EMPRESSAS PROCESSAM REDES SOCIAIS POR DANOS AOS JOVENS


Um julgamento iniciado nesta segunda-feira (4) no estado do Novo México, nos EUA, pode levar a mudanças profundas na forma como Facebook, Instagram e WhatsApp operam. A Meta afirmou que as exigências podem ser tão severas que a empresa cogita deixar o estado. 
A ação foi movida pelo procurador-geral Raúl Torrez, que acusa a empresa de projetar plataformas viciantes para jovens e de falhar na proteção contra exploração sexual infantil. O ponto central é determinar se as plataformas configuram um “incômodo público” segundo a lei estadual. Caso o juiz concorde, poderá impor medidas amplas para reduzir danos a menores. O julgamento é a segunda fase do processo. Em março, um júri concluiu que a Meta violou leis de proteção ao consumidor ao distorcer a segurança de suas plataformas, resultando em multa de US$ 375 milhões. A pressão sobre a segurança infantil nas redes cresce globalmente. A própria Meta reconheceu recentemente que ações regulatórias nos EUA e na União Europeia podem afetar seus resultados. O estado busca bilhões adicionais em indenizações e mudanças estruturais, como verificação de idade, ajustes em algoritmos e o fim da rolagem infinita e reprodução automática para menores. A Meta diz já ter adotado medidas de segurança e argumenta que as propostas são inviáveis, além de violarem direitos parentais e liberdade de expressão.

O juiz Bryan Biedscheid avaliará se houve interferência significativa na saúde e segurança pública — critério para caracterizar incômodo público. Esse tipo de ação tem sido usado em casos contra indústrias como tabaco, opioides e mudanças climáticas. O caso faz parte de uma onda maior: mais de 40 estados e 1.300 distritos escolares processam empresas de redes sociais por danos a jovens. O Novo México pode pedir até US$ 3,7 bilhões para financiar um plano de saúde mental de 15 anos. Segundo Torrez, o julgamento permitirá dimensionar o impacto e o custo social causado pelas plataformas ao longo de mais de uma década. 

IRÃ IMPEDE ENTRADA DE NAVIOS DE GUERRA DOS EUA NO ESTREITO DE HORMUZ


A Marinha do Irã afirmou hoje, 4, que impediu a entrada de navios de guerra dos Estados Unidos no estreito de Hormuz após emitir um “aviso rápido e decisivo”, segundo a TV estatal. O Comando Central dos EUA, por sua vez, declarou que nenhuma embarcação americana foi atingida e que segue bloqueando portos iranianos para pressionar Teerã. A agência iraniana Fars chegou a informar que dois mísseis teriam atingido um navio americano próximo ao porto de Jask, mas Washington negou a ocorrência. Já os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de atacar com drones um petroleiro da ADNOC que cruzava o estreito. Segundo os Emirados, a embarcação estava vazia e não houve feridos. O governo emiradense pediu que o Irã interrompa os ataques e restabeleça totalmente a navegação na região. Teerã havia alertado os EUA a não entrarem no estreito após declaração do presidente Donald Trump. No domingo (3), Trump afirmou que os EUA iriam escoltar navios presos na região para fora do estreito. Ele disse que diversos países solicitaram ajuda para liberar embarcações retidas. Segundo Trump, a ação busca garantir segurança para navios que “não têm relação com o conflito”. 

O plano, porém, não teve muitos detalhes divulgados. O Comando Central afirmou que a operação contará com 15 mil militares. Também serão mobilizadas mais de 100 aeronaves, além de navios e drones. Em resposta, o Irã orientou navios comerciais e petroleiros a evitarem movimentos não coordenados. As autoridades iranianas disseram que a segurança do estreito está sob controle do país. O chefe militar Ali Abdollahi reforçou que a passagem deve ser coordenada com as Forças Armadas iranianas. Ele também advertiu que forças estrangeiras podem ser atacadas. O aviso foi direcionado especialmente às forças dos Estados Unidos. A tensão ocorre em meio à escalada do conflito na região. Desde o início da guerra, o Irã restringiu fortemente o tráfego marítimo no Golfo. A medida afetou rotas estratégicas de energia. O estreito de Hormuz é uma das principais vias de transporte de petróleo do mundo e com o bloqueio, os preços do petróleo registraram forte alta. O cenário amplia preocupações globais com o abastecimento energético. Além disso, aumenta o risco de confronto direto entre Irã e Estados Unidos. A situação segue instável e sem sinais claros de desescalada. Diplomatas internacionais pressionam por cessar-fogo e reabertura da via marítima. 

CANDIDATO REPUBLICANO LEVANTA O TEMA DE "MASCULINIDADE EM CRISE"


James Fishback, 31, aposta na polêmica para ganhar espaço entre jovens conservadores da Flórida, onde disputa a indicação republicana ao governo, hoje ocupado por Ron DeSantis. Outsider controverso, acumula acusações de racismo e antissemitismo já no início da campanha. 
Ele recebeu elogios de figuras da extrema direita, como Nick Fuentes e Andrew Tate. Entre as principais polêmicas, estão ataques ao rival Byron Donalds, a quem chamou de “escravo”, gerando forte reação. Fishback nega teor racial e diz que o termo é político. Também foi criticado por usar a expressão “goyslop”, associada a teorias antissemitas. Ele rejeita a acusação e afirma ser “a pessoa menos antissemita” que conhece. Mesmo atrás nas pesquisas, acredita que pode crescer vencendo debates e visitando todos os 67 condados do estado. Parte da estratégia inclui oposição à guerra com o Irã, posição incomum no partido, mas alinhada ao ceticismo da geração Z. Fishback também dialoga com a chamada “machosfera”, falando sobre “masculinidade em crise” e valores tradicionais. Defende atuação nas escolas contra narrativas sobre racismo estrutural e desigualdade histórica, que considera superadas. 

Sobre gênero, diz que não pode legislar comportamento, mas quer influenciar cultura. Já afirmou que homens e brancos não devem ser vistos como origem dos problemas sociais. Na pauta feminina, é contra o aborto, incentiva maternidade precoce e políticas natalistas. Chegou a usar o Tinder para divulgar propostas e defende apoio a gestantes jovens. Ao mesmo tempo, propõe taxar plataformas como OnlyFans para inviabilizá-las, criticando a objetificação feminina. Declarações agressivas sobre o tema geraram reação. Na imigração, defende restrições a vistos de trabalho qualificado e deportações mais amplas, embora diga que devem ocorrer “com dignidade”. Apesar do alinhamento com a extrema direita, tenta adotar tom mais pragmático e afirma querer dialogar com diferentes grupos.