JUIZ DIZ QUE NUNCA VIU CRIME TÃO BRUTAL
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segunda-feira, 20 de abril de 2026
RADAR JUDICIAL
JUIZ DIZ QUE NUNCA VIU CRIME TÃO BRUTAL
EX-MINISTRA CALMON DIZ: "ELES NÃO SÃO A DEMOCRACIA"
A ex-ministra do STJ Eliana Calmon afirmou que a representação do ministro do STF Gilmar Mendes contra o senador Alessandro Vieira foi uma “revanche” para conter críticas a integrantes da Corte. Segundo ela, houve precipitação ao acionar a Procuradoria-Geral da República contra o parlamentar. “Isso me parece uma vingança”, declarou. Calmon ressaltou que respeita o STF, mas disse que seus membros não são infalíveis. Para a ex-ministra, magistrados também podem cometer erros e devem ser responsabilizados quando agem de forma irregular. Ela afirmou que, ao se afastarem das normas constitucionais, podem ser analisados como qualquer cidadão. Calmon rejeitou a acusação de abuso de autoridade feita por Gilmar Mendes contra o senador. O ministro alegou desvio de finalidade após Vieira propor o indiciamento de integrantes do STF na CPI do Crime Organizado. O pedido de indiciamento, porém, foi rejeitado pela comissão. O relatório apontava possível crime de responsabilidade relacionado a decisão de Gilmar. O caso envolvia a suspensão da quebra de sigilos de uma empresa ligada à família de Dias Toffoli. A decisão foi tomada em habeas corpus sob relatoria do próprio ministro.
Calmon afirmou que o senador agiu dentro de suas atribuições constitucionais. Segundo ela, CPIs têm poder investigativo garantido pela Constituição. Ela destacou que Vieira não declarou culpa, apenas atuou no âmbito de investigação. Para a ex-ministra, não houve abuso de autoridade. Calmon também criticou o que considera postura recorrente do STF. Disse que a Corte tende a interpretar críticas como ataques à democracia. Segundo ela, os ministros confundem questionamentos com ofensas institucionais. “Eles não são a democracia nem a nação brasileira”, afirmou. Para Calmon, são apenas membros do tribunal. Ela defendeu a legitimidade de críticas a decisões e condutas individuais. E reforçou que o debate público não deve ser confundido com afronta às instituições.
RECURSOS PARA OUTRAS PRIORIDADES NÃO CAUSAM RESPONSABILIDADE DO PREFEITO
Para o ministro, o gestor pode sofrer consequências fiscais de suas escolhas, mas não deve ser punido patrimonialmente sem má-fé. Ele ressaltou a complexidade de atribuir responsabilidade pessoal por decisões administrativas tomadas de boa-fé. Apontou ainda que, embora contrárias à lei, tais escolhas podem ocorrer dentro da dinâmica política visando atender a população. Assim, a transferência do prejuízo ao gestor não encontra respaldo jurídico nesses casos. Ficaram vencidos os ministros Regina Helena Costa e Benedito Gonçalves. Eles defenderam que o STJ não poderia analisar o dolo sem que o TJ-SP tivesse examinado adequadamente a questão. Segundo a divergência, houve omissão na análise de elementos fático-probatórios essenciais. A ministra Regina votou pelo retorno do processo ao tribunal de origem. Para ela, o STJ não pode suprir lacunas na análise dos fatos, sob pena de violar a competência das instâncias inferiores.
FORÇAS ARMADAS REPASSARAM R$ 137,3 MILHÕES AO BANCO MASTER
As Forças Armadas repassaram R$ 137,3 milhões ao Banco Master entre 2020 e 2026, em contratos de empréstimos consignados para militares. O valor equivale a 12,6% do total recebido pelo banco de órgãos federais no período. Os recursos não saíram do orçamento militar. São valores descontados diretamente dos salários de militares que contrataram empréstimos. No total, órgãos federais repassaram cerca de R$ 1 bilhão ao banco. Os dados foram divulgados pela Folha e confirmados pelo g1. Distribuição dos repasses: Exército: R$ 115,6 milhões, Aeronáutica: R$ 17,6 milhões, Marinha: R$ 3,9 milhões O Exército é o segundo maior repassador ao banco, atrás apenas da Previdência Social. Antes de 2019, o consignado não era foco do banco. A expansão ocorreu após a entrada de Daniel Vorcaro no controle.
FECHAMENTO DE LOJAS NOS SHOPPINGS
A distribuidora Allied, responsável por grande parte das lojas Samsung no Brasil, fechou quase metade dos pontos desde a pandemia, passando de 180 unidades em 2020 para 95 atualmente, todas em shoppings. Apesar disso, o faturamento médio por loja aumentou, saltando de cerca de R$ 200 mil para R$ 564 mil mensais. Segundo a empresa, o fechamento reflete a queda no fluxo de consumidores nos shoppings e a necessidade de eliminar operações pouco lucrativas. Um dos principais fatores é o avanço das compras online: a participação das vendas digitais de celulares subiu de 25% em 2020 para 45% hoje. Dados do setor mostram que o movimento nos shoppings ainda não se recuperou totalmente. As visitas mensais caíram 6,2% entre 2019 e 2025, e as vendas, embora maiores nominalmente, recuaram 25% em termos reais, descontada a inflação. Diante disso, o setor busca alternativas para atrair público, como novas âncoras, mudanças de horário e diversificação de serviços. Especialistas apontam que juros altos, endividamento e inadimplência reduzem o consumo, afetando principalmente bens duráveis, comuns em shoppings. Enquanto isso, o comércio eletrônico cresce: faturou R$ 235,5 bilhões no último ano, alta de 15,3%, acumulando crescimento real de 88% desde 2019. Desde 2024, as vendas online superam as dos shoppings.
Consumidores, com orçamento apertado, preferem a internet pela praticidade e economia. Para lojistas, a concorrência digital, somada ao cenário econômico, tem enfraquecido o varejo físico, especialmente para a classe média. O home office e o modelo híbrido também impactam o fluxo, reduzindo visitas em dias úteis, sobretudo às sextas-feiras. Ainda assim, parte do setor vê o e-commerce como complementar. Apesar da queda de público, o número de shoppings cresceu 14% desde 2019, levantando dúvidas sobre a sustentabilidade dessa expansão. Indicadores apontam queda mais acentuada no fluxo do que dados oficiais sugerem. Mudanças estruturais no consumo também afetam atrações tradicionais, como cinemas, que perderam público com o avanço do streaming. Diante desse cenário, os shoppings tentam se reinventar com mais gastronomia, eventos e serviços, mas ainda sem resultados expressivos. Há também debate sobre horários de funcionamento, especialmente com o possível fim da escala 6x1. Parte dos empresários defende ajustes para reduzir custos, mas administradoras resistem. Especialistas avaliam que o setor precisa encontrar um novo modelo para recuperar relevância, destacando que o impacto varia por região e renda, sendo menor em áreas de maior poder aquisitivo.
LIVRO FÍSICO, PAPEL E LÁPIS NAS ESCOLAS, SEM CELULAR, NA SUÉCIA
O governo da Suécia decidiu retomar o uso de livros físicos, papel e lápis nas escolas para tentar reverter a queda na compreensão de leitura dos estudantes. A medida tem gerado críticas de empresas de tecnologia, educadores e especialistas, que temem impactos negativos na formação profissional e na economia. Em escolas como as de Nacka, alunos voltaram a usar mais materiais impressos, substituindo plataformas digitais e reduzindo o uso de laptops. A mudança contrasta com a imagem da Suécia como referência em inovação tecnológica e digitalização. Desde os anos 2000, dispositivos digitais haviam se tornado padrão nas salas de aula. Em 2015, cerca de 80% dos alunos do ensino médio já tinham acesso individual a equipamentos digitais. Em 2019, tablets foram incorporados até na pré-escola como parte de políticas educacionais digitais. A atual coalizão de direita, no poder desde 2022, passou a limitar o uso de telas, principalmente entre crianças pequenas. O governo defende que métodos tradicionais melhoram a concentração e o aprendizado da leitura e escrita. Pré-escolas deixaram de ser obrigadas a usar tecnologia, e celulares serão proibidos nas escolas. Também foram destinados bilhões em investimentos para compra de livros didáticos e formação de professores. A mudança foi baseada em consultas com especialistas e pesquisas educacionais. Neurocientistas apontam que telas podem prejudicar a concentração e o processamento de informações.
Estudos indicam que a leitura digital pode dificultar a compreensão e afetar o desenvolvimento cognitivo. A decisão também busca melhorar o desempenho do país no ranking internacional Pisa. A Suécia caiu de posição desde 2012 e teve nova queda em leitura e matemática em 2022. Apesar de ainda estar acima da média da OCDE, 24% dos alunos não atingem o nível básico de leitura. Relatórios indicam que o uso excessivo de tecnologia nas aulas pode estar ligado a resultados mais baixos. Especialistas alertam, porém, que não há relação direta simples de causa e efeito. Críticos afirmam que o problema está no uso sem estratégia pedagógica clara. No setor empresarial, há preocupação com a redução da formação digital dos estudantes. Relatórios indicam que a maioria dos empregos exigirá habilidades digitais no futuro. A Suécia é destaque na criação de startups bilionárias, como empresas de tecnologia e inovação. Há receio de que a falta de qualificação digital afete esse ecossistema. Também existe debate sobre o ensino de inteligência artificial nas escolas. Alguns defendem que o tema deve ser introduzido desde cedo para evitar desigualdades. Outros acreditam que é preciso priorizar habilidades básicas antes da tecnologia avançada. Especialistas alertam para o risco de aumento da “divisão digital” entre alunos. O governo rejeita essa crítica e afirma que a base educacional é o principal fator de igualdade. Entre estudantes, as opiniões também se dividem entre apoio ao ensino tradicional e à educação digital.
TSE CRIA "APAGÃO TECNOLÓGICO"
A encruzilhada democrática de 2026 impõe à Justiça Eleitoral o desafio de equilibrar liberdade de expressão e integridade informacional. Nesse contexto, o TSE incluiu na Resolução 23.610/2019 a proibição de “novos conteúdos sintéticos” — e seu impulsionamento — nas 72 horas antes e 24 horas após a votação. Embora vise proteger o eleitorado, a regra cria um “apagão tecnológico” que restringe o uso lícito e transparente da inteligência artificial no momento mais decisivo da campanha, gerando insegurança jurídica. A justificativa, apresentada pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, foi a necessidade de uma “moratória digital” diante da velocidade da IA, citando o caso argentino de deepfake envolvendo Mauricio Macri. Contudo, importar esse episódio como base normativa generalizada revela fragilidade metodológica, já que o Brasil possui mecanismos legais para coibir fraudes. A crítica central está na redundância: deepfakes maliciosas já são proibidas em qualquer momento da campanha pelo próprio artigo 9º-C. Assim, a nova regra não combate o ilícito — já vedado —, mas restringe o uso legítimo da tecnologia. Na prática, pune-se a boa-fé e elimina-se uma ferramenta moderna de comunicação, essencial para respostas rápidas e esclarecimento do eleitor. Além disso, há falhas de técnica legislativa: ao proibir “publicação” e “republicação” de conteúdos “novos”, o texto cria um paradoxo lógico e dúvidas sobre compartilhamentos de materiais antigos. Termos vagos como “tecnologias equivalentes” ampliam a insegurança, permitindo interpretações subjetivas que podem atingir até edições comuns. Sob a ótica constitucional, a medida fere a proporcionalidade ao optar pela proibição total em vez de meios menos restritivos, como fiscalização ágil.
O “blackout” também cria desigualdade: quem cumpre a regra é silenciado, enquanto agentes mal-intencionados podem atuar clandestinamente. Há ainda o “efeito inibidor”, levando campanhas à autocensura por medo de punições, o que empobrece o debate público. A experiência argentina deveria incentivar melhor fiscalização, não o banimento da ferramenta. Ao proibir o uso lícito de IA, o TSE parece admitir limitação operacional, preferindo vedação ampla à regulação eficiente. A norma, assim, incorre em “hipermetropia regulatória”: foca no risco futuro e sacrifica direitos presentes. A sobreposição de proibições gera confusão jurídica e tende a aumentar a judicialização eleitoral. O resultado é um ambiente de regras complexas que desviam o Judiciário de sua função principal. A IA não é inimiga, mas realidade a ser regulada com equilíbrio. Restrições temporais absolutas ignoram a natureza contínua da internet. O Direito Eleitoral deve facilitar a livre expressão, não barrar inovação. O combate às deepfakes exige aplicação rigorosa das leis existentes, não silenciamento geral. O “apagão” pode gerar mais instabilidade do que proteção. Para preservar a democracia, normas precisam ser claras, proporcionais e eficazes. Substituir fiscalização ativa por proibição ampla representa um retrocesso institucional.
MANCEHTES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 20/04/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Lula aproveita viagem à Europa para mandar recados a Trump
Na Europa, o petista fez críticas indiretas ao presidente dos Estados Unidos, chamou de "maluquice" a guerra no Oriente Médio e cobrou ação da ONU para frear conflitos. Também defendeu imigração e criticou gastos militares globais
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Xerife do mercado desarmado: desfalcada, CVM acumula processos sem julgamento em meio ao escândalo do Master
Há nove meses sem um presidente efetivo, órgão regulador do mercado tem diminuído a frequência de punições a irregularidades, enquanto o número de processos de investigação só aumenta
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Shoppings enfrentam queda de público e vendas, e lojistas discutem horário de funcionamento
Total de visitantes cai 6,2% e venda real recua 25% desde 2019, antes da pandemia Almoço agora é o momento mais movimentado, e comerciantes questionam pontos abertos 12 horas por dia
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Idade mínima no Supremo? Congresso articula novas regras para ministros
COMEÇA a surgir no Congresso um certo consenso sobre a necessidade de dar uma resposta em relação ao desgaste que recai sobre o Supremo Tribunal Federal
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Irã não pretende participar de diálogos com EUA no Paquistão
Restam três dias para definir paz mais duradoura, na contagem regressiva de cessar-fogo
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
O país está melhor? Maioria discorda de Montenegro e acredita que a situação vai piorar
domingo, 19 de abril de 2026
RADAR JUDICIAL
RÉUS CONDENADOS A 1.252 ANOS
NEGÓCIOS DA FAMÍLIA TRUMP CRESCERAM COM O CARGO DE PRESIDENTE
Por décadas, presidentes dos Estados Unidos evitaram lucrar com o cargo. Harry Truman recusou uso comercial de seu nome, mesmo após deixar a presidência. Richard Nixon temia benefícios indiretos à família e chegou a monitorar contatos do irmão. George W. Bush vendeu suas ações antes de assumir. Donald Trump seguiu caminho diferente. Seus negócios familiares cresceram globalmente em ritmo acelerado durante seu mandato. A Trump Organization expandiu atividades, incluindo investimentos em criptomoedas. Os filhos Eric e Donald Jr. lideram essas operações. Esses empreendimentos geraram bilhões, mas levantaram suspeitas de conflitos de interesse. Os irmãos investiram em empresas que buscam contratos com o governo dos EUA. Inclui uma fabricante de drones que tenta vender ao Pentágono e aliados estrangeiros. A Casa Branca nega irregularidades. Especialistas dizem que os conflitos são inéditos e preocupantes para a democracia. Apontam mistura entre decisões políticas e interesses privados. No exterior, os negócios cresceram rapidamente no segundo mandato. Projetos incluem resorts e empreendimentos no Catar, Vietnã e Arábia Saudita. Há indícios de benefícios políticos paralelos a esses países. Outro foco são criptomoedas. A família vendeu parte da World Liberty a investidores dos Emirados Árabes Unidos. Fundos ligados ao país também investiram bilhões via Binance.
BRASIL, ESPANHA E MÉXICO PROMETEM AJUDA A CUBA
Os governos de Brasil, Espanha e México divulgaram ontem, 18, uma declaração conjunta sobre o agravamento da crise em Cuba, comprometendo-se a intensificar uma resposta humanitária coordenada para aliviar o sofrimento da população. Os três países, liderados por presidentes de esquerda e aliados de Cuba, defenderam a adoção de medidas para amenizar a situação e evitar ações que piorem as condições de vida ou violem o direito internacional. A declaração, publicada pelo Itamaraty e respaldada por Lula, Claudia Sheinbaum e Pedro Sánchez, não menciona diretamente os Estados Unidos nem o presidente Donald Trump, que tem feito ameaças à ilha. Nos últimos meses, o governo americano endureceu o bloqueio econômico e energético contra Cuba, dificultando especialmente o envio de petróleo ao país. Com isso, o fornecimento de combustível foi drasticamente reduzido, agravando a crise energética e social na ilha. A situação piorou após a interrupção do envio de petróleo venezuelano, tradicional aliado de Cuba, o que aprofundou a escassez de energia. Como consequência, o país enfrenta apagões frequentes, interrupções de serviços essenciais e dificuldades no sistema de saúde. Diante desse cenário, Brasil, Espanha e México expressaram preocupação com a crise humanitária e reforçaram a necessidade de respeito ao direito internacional.
Os países também defenderam princípios como integridade territorial, igualdade soberana e solução pacífica de conflitos. Sem citar diretamente Washington, o documento faz um apelo por diálogo sincero e respeitoso entre as partes. Segundo a declaração, o objetivo é encontrar uma solução duradoura que permita ao povo cubano decidir seu próprio futuro com liberdade. Apesar do bloqueio, houve autorização pontual para envio de petróleo russo, o que trouxe alívio temporário à crise energética. Ainda assim, Cuba continua enfrentando racionamentos severos, com cortes de energia que podem durar horas diariamente. A escassez de combustível afeta hospitais, transporte e abastecimento básico, agravando a crise econômica. O país depende fortemente de importações de petróleo para gerar eletricidade, o que o torna vulnerável às sanções externas. Além disso, a infraestrutura energética cubana é antiga e sofre com falta de manutenção adequada. Esse conjunto de fatores mantém a população sob condições difíceis, enquanto cresce a pressão internacional por soluções diplomáticas.
DELEGADO PRENDE ADVOGADA
A advogada Áricka Rosalia Alves Cunha afirmou que não difamou o delegado Christian Zilmon, que a prendeu por desacato após ela reclamar nas redes sociais do arquivamento de um boletim de ocorrência (BO). A prisão ocorreu na quarta-feira (15), em Cocalzinho de Goiás. Ela foi liberada após pagar fiança de R$ 10 mil. Segundo Áricka, o delegado se sentiu ofendido por uma publicação em que ela apenas informou o arquivamento do BO, sem citar ou atacar pessoalmente o policial. Em nota, a OAB-GO informou que adotou medidas institucionais e apresentou representações por abuso de autoridade ao Ministério Público, além de acionar a Corregedoria da Polícia Civil e a Secretaria de Segurança Pública. A União Nacional das Advogadas Criminalistas (UNAA) também pediu apuração do caso. A Polícia Civil disse que o episódio está sendo analisado pela Superintendência de Correições e Disciplina. O caso teve origem após a advogada registrar um BO por ofensa recebida nas redes sociais, depois de divulgar um abaixo-assinado por melhorias urbanas. O registro foi arquivado provisoriamente pelo delegado, sob justificativa de falta de efetivo policial.
Inconformada, Áricka pediu o desarquivamento e publicou os documentos nas redes sociais. Após as postagens, o delegado foi ao escritório da advogada e efetuou a prisão, alegando desacato e desobediência. Ele afirmou que ela resistiu às ordens, o que levou ao uso de algemas. A advogada contesta a versão e afirma que houve abuso. Ela também disse que o delegado saiu para jantar durante o atendimento, deixando-a e representantes da OAB aguardando. Áricka relatou ainda que esperou cerca de seis horas para pagar a fiança e ser liberada. Segundo ela, foi exigido pagamento em dinheiro, o que dificultou o processo. A OAB-GO afirma que houve possível violação das prerrogativas profissionais, incluindo a inviolabilidade do escritório. A entidade acompanha o caso e busca garantir os direitos da advogada. As autoridades seguem investigando a conduta dos envolvidos.