As cobranças judiciais de dívidas privadas atingiram recorde em 2025, segundo dados do CNJ levantados pelo g1. Foram 1.239.537 novos processos de execução de títulos extrajudiciais não fiscais, alta de cerca de 60% desde 2020. O avanço ocorre em meio ao endividamento recorde das famílias brasileiras. Em março de 2026, 80,4% das famílias estavam endividadas, segundo a CNC. Entre janeiro e março de 2026, foram registrados mais 295.541 processos. As execuções envolvem consumidores e empresas e incluem empréstimos, financiamentos, aluguéis, cheques e duplicatas. Especialistas afirmam que a cobrança judicial geralmente ocorre depois que outras tentativas de recebimento fracassam. Para a juíza Káren Bertoncello, falta no Brasil uma cultura consolidada de renegociação extrajudicial. Feirões e acordos isolados podem resolver uma dívida, mas não necessariamente o conjunto das obrigações do consumidor. No Rio Grande do Sul, o TJRS mantém um projeto para tratar casos de superendividamento. A iniciativa busca reunir credores e consumidores para estabelecer acordos compatíveis com a renda. O projeto já soma 31.075 processos, com 6.273 acordos homologados. Programas como o Desenrola Brasil também tentam facilitar a renegociação de dívidas. Em 2026, o governo regulamentou o uso de parte do FGTS como garantia no consignado para trabalhadores CLT.
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segunda-feira, 31 de agosto de 2026
COBRANÇAS JUDICIAIS DE DÍVIDAS
As cobranças judiciais de dívidas privadas atingiram recorde em 2025, segundo dados do CNJ levantados pelo g1. Foram 1.239.537 novos processos de execução de títulos extrajudiciais não fiscais, alta de cerca de 60% desde 2020. O avanço ocorre em meio ao endividamento recorde das famílias brasileiras. Em março de 2026, 80,4% das famílias estavam endividadas, segundo a CNC. Entre janeiro e março de 2026, foram registrados mais 295.541 processos. As execuções envolvem consumidores e empresas e incluem empréstimos, financiamentos, aluguéis, cheques e duplicatas. Especialistas afirmam que a cobrança judicial geralmente ocorre depois que outras tentativas de recebimento fracassam. Para a juíza Káren Bertoncello, falta no Brasil uma cultura consolidada de renegociação extrajudicial. Feirões e acordos isolados podem resolver uma dívida, mas não necessariamente o conjunto das obrigações do consumidor. No Rio Grande do Sul, o TJRS mantém um projeto para tratar casos de superendividamento. A iniciativa busca reunir credores e consumidores para estabelecer acordos compatíveis com a renda. O projeto já soma 31.075 processos, com 6.273 acordos homologados. Programas como o Desenrola Brasil também tentam facilitar a renegociação de dívidas. Em 2026, o governo regulamentou o uso de parte do FGTS como garantia no consignado para trabalhadores CLT.
CEIA ATUA NO AGRONEGÓCIO, SAÚDE, EDUCAÇÃO, ENERGIA E INDÚSTRIA
O Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia), da UFG, receberá R$ 78 milhões até 2031. Desse total, R$ 40 milhões serão usados na construção de um AI Data Center. Também será criado um laboratório para desenvolvimento de veículos autônomos. Criado em 2019, o Ceia já captou mais de R$ 500 milhões em projetos e parcerias. A instituição reúne mais de mil pesquisadores e já executou mais de 300 projetos. Suas soluções foram contratadas por 94 empresas e alcançaram mais de 152 milhões de brasileiros. A expansão ocorre diante do crescimento dos investimentos em infraestrutura de IA no Brasil. Para a diretora-executiva Telma Woerle de Lima Soares, o país deve aproveitar esse movimento. Ela defende que o Brasil desenvolva tecnologia própria, evitando tornar-se apenas fornecedor de commodities. Segundo a pesquisadora, data centers precisam vir acompanhados de formação profissional. Também devem promover transferência de tecnologia e produção de soluções nacionais. Para ela, a verdadeira manufatura dos data centers é a própria tecnologia desenvolvida. O Ceia atua em áreas como agronegócio, saúde, educação, energia e indústria.
TRUMP CONDUZ A GUERRA DO IRÃ COM BRAVATAS E IMPROVISAÇÕES
Trump publicou uma imagem com a frase “Missão cumprida”, comparando sua guerra no Irã à intervenção de George W. Bush no Iraque. Mas, seis meses após o início do conflito, a guerra está longe de terminar e se transformou em um atoleiro. O conflito não tem objetivos claros, estratégia evidente nem previsão de encerramento. Trump chegou ao poder criticando as “guerras eternas” de Bush, mas acabou criando sua própria versão delas. O presidente está preso entre a continuidade dos combates e a busca por uma paz que ainda não conseguiu alcançar. Ele evita retomar bombardeios em grande escala, mas também não obteve um acordo satisfatório com Teerã. Sem uma vitória concreta, enfrenta custos políticos e econômicos dentro dos Estados Unidos. A guerra também se prolonga muito além das quatro a seis semanas inicialmente previstas por Trump. Enquanto isso, os dois lados testam a resistência um do outro, sem avanço decisivo. Trump afirma não ter pressa e rejeita, por enquanto, novas negociações com o Irã. Segundo ele, o estreito de Hormuz estaria aberto e permitindo a saída de grandes volumes de petróleo. Na prática, porém, a passagem continua instável, com tráfego muito inferior ao registrado antes da guerra. A situação mantém os mercados internacionais de petróleo sob tensão. O conflito matou o líder supremo iraniano, mas ele foi substituído pelo filho e o regime permanece no poder.
GOVERNO ARGENTINO RESISTE EM AJUDAR ENDIVIDADOS
Eliana Yaynes e Iván Venencio se conheceram em uma rádio argentina ao falar sobre dívidas. Mais de 20 milhões de argentinos estão endividados e cerca de 6 milhões estão inadimplentes. O país tem pouco mais de 46 milhões de habitantes, segundo dados oficiais e consultorias. Em 20 de agosto, ocorreu em Buenos Aires a primeira marcha de cidadãos endividados. Os manifestantes pediram mecanismos para refinanciar dívidas e criticaram a falta de intervenção. O governo de Javier Milei considera o problema uma questão entre entes privados. Milei atribuiu parte do endividamento ao consumo de televisores durante a Copa do Mundo. Para ele, ninguém obrigou os argentinos a contrair empréstimos. Yaynes, que apoiou Milei, considera essa explicação triste e degradante. Ela e o marido atualmente pagam quatro empréstimos e acumulam uma dívida milionária. Venencio conta que problemas familiares, perda de renda e despesas inesperadas agravaram a situação. A morte do sogro e a perda de uma gravidez da esposa aumentaram as dificuldades. Depois, o carro usado por Venencio para trabalhar como motorista de aplicativo pegou fogo. O seguro cobriu apenas metade do prejuízo, obrigando-o a contrair novas dívidas. Sua renda como motorista também caiu com o aumento do número de trabalhadores no setor. Em novembro, Venencio entrou em depressão e, posteriormente, o casal ficou sem trabalho. Hoje, ele dirige entre dez e 12 horas por dia para sustentar a família. Mesmo assim, os juros fizeram com que as dívidas se tornassem praticamente impagáveis.
LÍDERES IRANIANOS RECONHECEM IMPACTO ECONÔMICO COM A GUERRA
BUDISMO BUSCA SERENIDADE, AUTOCONHECIMENTO PARA ENCARAR A VIDA
O especialista Rafael Alberto Moore destaca que desapego, aceitação e meditação são utilizados em terapias para estimular maior presença e regulação emocional. A aposentada Graça Monteiro, frequentadora do templo desde 2013, afirma que aprendeu a lidar melhor com aquilo que não pode controlar. Para ela, viver o “aqui e agora” significa concentrar-se plenamente na atividade realizada. Ela também critica a transformação de conceitos budistas em produtos do mercado de bem-estar, fenômeno que chama de “wellness washing”. A professora Aline Thomé considera natural a expansão do mindfulness e do chamado budismo secular em sociedades urbanas e aceleradas. Brasília, por seu caráter cosmopolita, tornou-se terreno favorável à presença dessa filosofia. O budismo possui diferentes vertentes, como Theravada, Mahayana e Vajrayana, espalhadas por diferentes regiões da Ásia. Para a psicóloga Jessica Jorge Carvalho, a ideia de impermanência foi importante para enfrentar momentos difíceis. Após o diagnóstico de câncer de mama, ela encontrou na filosofia uma forma de compreender que o sofrimento não é permanente. Em remissão, Jessica também destaca a interdependência entre as pessoas e a necessidade de combater injustiças e intolerâncias. Para Keizo Doi, budismo é religião e filosofia. Mais importante que essa classificação, porém, são os ensinamentos aplicados à vida cotidiana. A tradição Shin Budista da Terra Pura valoriza a simplicidade e a recitação do nome do Buda. O objetivo é atravessar as dificuldades humanas e alcançar o nirvana, estado associado à tranquilidade. Ao lidar com os percalços da vida, a filosofia budista convida cada pessoa a observar suas próprias ações e responsabilidades. Assim, o budismo apresenta o sofrimento como parte da existência, mas também aponta caminhos para a felicidade. Durante agosto, o templo realizou sua tradicional quermesse, reunindo fiéis e visitantes em atividades culturais, comidas típicas e momentos de convivência. O evento termina neste domingo, das 16h às 22h, no Templo Shin Budista da Terra Pura, na 315/316 Sul.
MINISTRO RESTRINGE EFEITOS DE COBRANÇAS DO SINDICATO DOS MAGISTRADOS
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), restringiu os efeitos de cobranças aprovadas pelo Sindicato dos Magistrados do Brasil (SINDMAGIS). A decisão foi assinada ontem, 29/, antes de assembleia da entidade. Gilmar determinou que contribuições assistenciais ou equivalentes só atinjam magistrados que tenham aderido expressamente ao sindicato. Com isso, juízes não sindicalizados ficam protegidos de eventuais cobranças. Na decisão, o ministro também levantou dúvidas sobre a própria organização sindical de magistrados. Segundo Gilmar, existem “sérias dúvidas” sobre a compatibilidade do regime constitucional da magistratura com sindicatos. A questão deverá ser analisada pelo STF no julgamento do mérito da ação. O processo foi apresentado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e outras entidades. As associações questionam o registro sindical concedido pelo Ministério do Trabalho em janeiro deste ano. Elas argumentam que magistrados são agentes políticos e membros de um Poder. Por isso, estariam submetidos a um regime constitucional próprio. A decisão ocorre antes da Assembleia Geral Extraordinária do SINDMAGIS, marcada para 5 de setembro. Entre os temas previstos está a criação de uma contribuição assistencial. A cobrança poderia alcançar filiados e não filiados. Para Gilmar, a proximidade da assembleia representa risco de efeitos nacionais antes da decisão definitiva do STF.
LÍDER DO IRÃ PEDE UNIÃO DOS MUÇULMANOS E COMBATE CONTRA EUA E ISRAEL
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, convocou as nações muçulmanas a se unirem contra os Estados Unidos e Israel. A mensagem foi divulgada ontem, 30, quando a guerra no Oriente Médio completa seis meses. Mojtaba sucedeu seu pai, Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro, no início da ofensiva americano-israelense contra o Irã. Desde então, o novo líder não foi visto em público, e as autoridades não divulgaram vídeos ou gravações dele. Segundo seu site oficial, Khamenei afirmou que a solução para os problemas da comunidade muçulmana está na união e cooperação. Ele pediu aos líderes regionais que reconheçam os “verdadeiros inimigos” e combatam seus planos. O aiatolá apontou Estados Unidos e Israel como inimigos de todos, e não apenas do Irã. Também condenou atitudes que possam provocar divisões entre os muçulmanos. Para ele, qualquer ação que cause conflitos internos favorece os objetivos dos inimigos do Islã. Durante a guerra, o Irã atacou aliados dos Estados Unidos na região. Entre os alvos estiveram Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Kuwait, Catar e Bahrein. As relações entre Teerã e essas capitais se deterioraram desde o início do conflito. Khamenei também pediu união entre as autoridades e a população iranianas.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 31/08/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Tarifaço: Brasil e EUA voltam hoje à mesa de negociação
A reunião ocorrerá virtualmente, às 14h30, e será a primeira entre Jamieson Greer e o lado brasileiro desde que as novas sobretaxas entraram efetivamente em vigor
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Nas mãos dos robôs teleguiados: cirurgias robóticas ganham escala em hospitais privados e da rede SUS
Máquinas são usadas em operações de todo o tipo, de cardíacas e oncológicas a transplantes. Nova geração de equipamentos calcula pressão que é feita nos tecidos
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Mundo precisa pensar no dia seguinte a Donald Trump, diz ex-conselheiro da ONU
Para Marc Weller, choque provocado pelo retorno do presidente dos EUA à Casa Branca começa a perder força ONU mais fraca, guerras no Oriente Médio e ascensão da China exigem que Brasil se prepare para novo cenário
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Redução da jornada de trabalho: o que o Brasil pode aprender com outros países
Casos na Europa e América Latina revelam os impactos de jornadas mais curtas na produtividade e no bem-estar dos trabalhadores
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Tornado atinge o Oeste de Santa Catarina, informa MetSul
Fenômeno foi registrado entre o final da tarde e o começo da noite do domingo durante tempestades na região
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Prejuízo da TAP cresce para quase 100 milhões de euros à boleia do preço dos combustíveis
domingo, 30 de agosto de 2026
RADAR JUDICIAL
ADVOGADO É SUSPEITO DE INTERRMEDIAR COBRANÇA DE PROPINA
O advogado Sidiclei Almeida, suspeito de intermediar um esquema de cobrança de propina, enviou uma foto de uma caixa com dinheiro, chamada por ele de “caixinha da alegria”. Segundo o MP-SP, ele negociava diretamente com policiais civis para evitar a apreensão de cargas irregulares. Sidiclei também teria orientado um cliente a subdeclarar o valor da carga aos agentes. Parte da propina teria sido paga via Pix e outra parcela em dinheiro vivo. Ele foi preso na Operação Merx, realizada pela Corregedoria da Polícia Civil e pelo Ministério Público. Quatro policiais civis também foram presos por suspeita de cobrar propina para liberar cargas ilegais. São eles Bruno dos Santos, José Adriano Pereira da Silva Nishi, Marcos Vinícius de Souza Melo e Vagner Ramalho. Segundo as investigações, os agentes monitoravam caminhões usando informações da própria polícia. O grupo cobraria até 70% do valor das cargas para evitar apreensões, com valores de até R$ 2,3 milhões. Os crimes teriam ocorrido pelo menos quatro vezes desde 2024 e envolviam eletrônicos sem impostos ou notas fiscais. Em um caso, apenas 250 celulares foram registrados como apreendidos, embora a carga tivesse 4.000 aparelhos. Também foram presos Jonathan Renan Vieira e Thiago Marcel Magnabosco, suspeitos de transportar cargas e pagar propina aos policiais.
ISRAEL QUER ACABAR COM GAZA
TRUMP ENGANA O POVO COM ACORDO COM A VENEZUELA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sexta-feira (28) o que chamou de “maior acordo petrolífero da história”. Segundo ele, o entendimento daria aos EUA controle majoritário sobre mais de 65 bilhões de barris de petróleo venezuelano. Trump afirmou que o acordo será feito por meio de uma parceria com a iniciativa privada, sem custos para os contribuintes americanos. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, agradeceu ao governo americano e destacou os possíveis benefícios econômicos. Trump disse ainda que o acordo mais que dobraria as reservas de petróleo dos Estados Unidos. A afirmação, porém, é considerada enganosa, já que os EUA não serão donos das reservas venezuelanas. A expectativa é que uma nova empresa opere 17 campos de petróleo no Orinoco e no Lago de Maracaibo. Os contratos poderão ter duração de até 50 anos, renováveis por outros 50. A empresa poderá explorar alguns campos e contratar outras companhias para operar os demais. O Estado venezuelano receberá royalties e impostos sobre a produção. O governo americano deverá atuar como garantidor dos contratos, reduzindo riscos para empresas dos EUA. Petrolíferas americanas têm histórico de prejuízos na Venezuela após mudanças contratuais no governo Hugo Chávez. Fontes citadas pela The Economist apontam a North American Blue Energy Partners (NABEP) como parceira privada. A empresa é controlada por Alejandro Betancourt, empresário venezuelano radicado em Londres. Betancourt já foi investigado internacionalmente por suspeitas de lavagem de dinheiro, mas nega irregularidades.