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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

EUA DEPORTAM HOMENS PARA GUINÉ EQUATORIAL ONDE SÃO ESPANCADOS


Dois homens deportados pelos Estados Unidos para a Guiné Equatorial relatam ter sido espancados por policiais, quando 
afirmam que foram encapuzados, amarrados e empurrados escada abaixo em um hotel. O local abriga 29 imigrantes de diferentes países, mantidos por tempo indeterminado. Testemunhas e advogados dizem que as agressões buscavam impedir denúncias sobre as condições do hotel. O prédio, localizado nos arredores de Malabo, funciona na prática como uma prisão e os deportados não possuem documentos ou status legal para viver e trabalhar no país. A Guiné Equatorial é apontada pelo Departamento de Estado dos EUA por violações de direitos humanos. Entre elas estão tortura e prisões arbitrárias, segundo o governo americano. Especialistas já haviam alertado para os riscos de deportações para países autoritários, mas os Estados Unidos passaram a enviar imigrantes para países terceiros que aceitam recebê-los. Muitos deles não podem ser enviados aos países de origem devido ao risco de perseguição ou tortura. A administração Trump encerrou a política que permitia a permanência de vários desses imigrantes nos EUA. No Hotel Bamy, policiais armados fazem a segurança durante todo o dia. Deportados relatam ameaças, intimidações e agressões frequentes por parte dos guardas. Em 11 de setembro, Ahmed Soliman e Samson Birhane foram espancados e presos. Segundo testemunhas, os policiais procuravam celulares usados para denunciar os maus-tratos. Os imigrantes também relatam falta de água, alimentação adequada e assistência médica. Quartos foram revistados em busca de telefones celulares, segundo os deportados.

Os dois homens foram presos sob alegação de envolvimento na quebra de um espelho. Advogados afirmam que a prisão teria sido uma retaliação pelas denúncias de maus-tratos. Eles foram levados a uma prisão local e ficaram incomunicáveis por dois dias. Posteriormente, os dois retornaram ao sistema de detenção, com hematomas pelo corpo. Outros deportados também relataram ameaças de morte e agressões policiais no hotel. Em julho, policiais teriam invadido quartos e ameaçado os imigrantes com armas. Um vídeo mostra um funcionário dizendo a um deportado que poderia voltar ao país ou ir para a prisão. As Nações Unidas já haviam pedido acesso a atendimento médico e itens básicos no hotel. Advogados afirmam ter encontrado pessoas com problemas graves de saúde e ausência de medicamentos. Soliman vivia nos EUA desde os três anos e perdeu o green card após condenação criminal. Birhane chegou como refugiado aos 13 anos e não poderia ser enviado à Eritreia por risco de tortura. O caso expõe os problemas e riscos dos acordos de deportação para terceiros países. 

AMERICANO AMPLIA USO DE "IA" DE MENOR CUSTO


O mundo corporativo americano está ampliando o uso de modelos de inteligência artificial de 
pesos abertos e menor custo. A mudança ocorre diante da forte alta das despesas com tecnologia e da busca por alternativas à Anthropic e à OpenAI. Modelos de pesos abertos podem ser personalizados e executados pelas próprias empresas. Isso reduz custos em comparação com o acesso às versões mais avançadas do ChatGPT e do Claude. Dados da AlphaSense mostram aumento de seis vezes nas menções a esses modelos entre executivos. A comparação considera agosto e setembro deste ano com o mesmo período do ano passado. A tendência é mais forte entre empresas de tecnologia, mas alcança diversos outros setores. PNC Financial Services, CH Robinson e Siemens estão entre as companhias que discutiram sua adoção. O mercado de modelos abertos passou a ser fortemente influenciado por empresas chinesas. Mistral, Nvidia, Reflection AI e Thinking Machines Lab também desenvolvem alternativas permissivas. Investidores acompanham como as empresas estão dividindo seus gastos entre modelos fechados e abertos. O avanço desses sistemas mais baratos pode pressionar a receita da Anthropic e da OpenAI. Atualmente, os dois laboratórios ainda concentram grande parte dos investimentos corporativos em IA. Sua demanda por processamento impulsiona a construção de grandes data centers nos Estados Unidos. Dados da Vercel mostram forte crescimento no uso de modelos abertos durante este ano.

Em agosto, eles responderam por 56% dos tokens processados pelo AI Gateway da empresa. Em dezembro, essa participação era de apenas 7%, indicando uma rápida mudança no mercado. Na OpenRouter, modelos chineses de pesos abertos também aparecem entre os mais utilizados. O Tinder passou a encaminhar algumas consultas para modelos abertos para controlar seus custos. A empresa gastava US$ 1 milhão por ano em IA em janeiro e chegou a US$ 10 milhões em julho. Para o diretor de tecnologia, modelos mais baratos podem evitar novos aumentos expressivos dessas despesas. Os modelos abertos frequentemente apresentam resultados comparáveis aos sistemas fechados em determinadas tarefas. Seus parâmetros são divulgados, permitindo download, hospedagem própria e ajustes pelas empresas. Ainda é possível comprar tokens desses fornecedores por preços inferiores aos cobrados por OpenAI e Anthropic. A AT&T já executa cerca de 40% de suas cargas de IA em modelos abertos. A companhia pretende elevar essa participação para 70% dentro de um ano. Além do custo, segurança e soberania dos dados influenciam a escolha por sistemas abertos. A Digital Realty utiliza modelos abertos em infraestrutura privada para proteger informações sensíveis. A empresa combina sistemas abertos e proprietários conforme a complexidade e a sensibilidade das tarefas. A expansão dos modelos abertos aumenta a concorrência e transforma rapidamente o mercado corporativo de IA.

 

RUSSOS QUE DEIXAM SEU PAÍS PARA MORAR NO BRASIL


Em 2023, Natália Gachukova e o marido, Andrey, saíram da Rússia em uma viagem de lua de mel. 
O casal deixou Astracã de carro, passando pela Turquia, Ásia Central e região do Cáucaso. Durante o percurso, o filho Mikhail, então universitário em Moscou, decidiu acompanhá-los. A família recebeu convite de uma amiga brasileira para visitar o Distrito Federal. Desde então, eles não retornaram à Rússia e passaram a viver em Brazlândia. Natália é advogada e Andrey e Mikhail trabalham com atividades próprias no Brasil. A família abriu uma confeitaria especializada em doces típicos do leste europeu. Entre os produtos estão o oreshki, biscoito recheado em formato de noz, e o salame de chocolate. Eles planejam acrescentar doces do Cáucaso e da Ásia Central ao cardápio. Natália afirma que compartilhar alimentos é uma tradição importante de sua cultura. A diversidade de povos de Astracã influenciou os sabores que a família oferece aos brasileiros. Durante a infância soviética, eles conheceram diferentes culturas e variedades de doces. Agora, pretendem apresentar parte dessa experiência aos clientes no Distrito Federal. A adaptação ao Brasil, porém, trouxe dificuldades relacionadas ao trabalho e ao idioma. Natália já estudava português, enquanto Andrey e Mikhail aprenderam depois da mudança. Atualmente, a família não pretende retornar ao país de origem. 

Outra história é a da professora de idiomas Yulia Mikheeva, natural de São Petersburgo. Ela chegou ao Brasil para trabalhar, morou em Salvador e depois se mudou para Brasília. Yulia vive no país há 18 anos e administra uma escola de línguas desde 2012. Após a pandemia, o negócio passou a funcionar principalmente pela internet. Há oito anos, ela também ensina russo no Instituto Rio Branco. Yulia diz ter encontrado no Brasil uma sociedade receptiva e muitas semelhanças culturais. Ela destaca que os russos também gostam de festas e podem ser bastante divertidos. Tatyana Kovaleva chegou a Brasília no fim de 2008, após conhecer um brasileiro na Rússia. Formada em engenharia eletrônica, ela veio inicialmente sem um grande projeto de imigração. No Brasil, tornou-se tradutora, estudou direito e também letras. Atualmente, é servidora da Terracap, advogada e tradutora, atendendo principalmente estrangeiros. Ela afirma que precisou reconstruir sua vida profissional e pessoal praticamente do zero. Depois de anos de adaptação, Tatyana diz considerar o Brasil seu país de escolha e pertencimento. As histórias mostram diferentes trajetórias de russos que reconstruíram suas vidas no Brasil. 

MINISTRO REVOGA DECISÃO POR VIOLAR EXPESSÃO E LIBEDADE RELIGIOSA


Flávio Dino, do STF, anulou decisão de André Mendonça sobre publicações envolvendo Nossa Senhora Aparecida e que dete
rminava remoção de conteúdos considerados falsos sobre Flávio Bolsonaro. A fake news afirmava que o senador retiraria o título de padroeira do Brasil se fosse eleito. Dino entendeu que as publicações não apresentavam grau suficiente de ilicitude para justificar a remoção. Segundo ele, medidas desse tipo podem atingir a liberdade de expressão e a liberdade religiosa. A decisão atendeu a pedido do ator Antônio Tabet, que teve uma publicação retirada pelas plataformas. No texto, Tabet citava uma “família miliciana”, sem mencionar diretamente Flávio Bolsonaro. Para Dino, seria necessário provar que a expressão se referia especificamente ao candidato. O ministro afirmou que debates sobre ideias religiosas não devem ser impedidos por decisões desproporcionais. Ele também destacou a proximidade do Dia de Nossa Senhora Aparecida, celebrado em 12 de outubro. Segundo Dino, a decisão deve preservar o direito de defender ou criticar convicções religiosas, afirmando que candidatos podem se opor a determinadas crenças, mas não impedir o debate sobre elas. A determinação de Dino também alcança outras publicações removidas pelo mesmo fundamento. Pessoas que tiveram conteúdos retirados poderão pedir a extensão da decisão, segundo o ministro. Após a decisão, Tabet publicou novamente o conteúdo no X, alcançando milhares de interações. A campanha de Flávio Bolsonaro classificou a decisão de Dino como absurda e os aliados do senador acusaram o ministro de atuar politicamente em favor de Lula. A defesa de Flávio também falou em suposta usurpação das funções do TSE. Mendonça havia justificado a remoção pela proximidade das eleições e pela sensibilidade religiosa do tema.

O ministro também citou o alcance da publicação e a falta de provas para sustentar a narrativa.
A notícia falsa começou a viralizar nas redes sociais na quinta-feira, dia 24. O rumor ganhou força após interpretações sobre a posição de setores evangélicos e católicos. Um projeto de 2007, que pretendia retirar o título de padroeira, também alimentou a desinformação. A proposta foi arquivada em 2008 e não tinha relação comprovada com Flávio Bolsonaro. Declarações de Flávio sobre transformar o Brasil em um país dedicado a Jesus também foram exploradas. Aliados do candidato tentam evitar que o episódio provoque uma nova disputa religiosa na eleição. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que as tradições religiosas serão preservadas pelo governo. Setores da esquerda também incorporaram o tema religioso aos discursos eleitorais deste domingo. Fernando Haddad e Simone Tebet comentaram a polêmica e defenderam a diversidade religiosa. O episódio ampliou o debate sobre liberdade de expressão, religião, desinformação e eleições.

 

100 MELHORES LIVROS DO SÉCULO XXI


O jornal americano The New York Times divulgou uma lista com os 100 melhores livros do século XXI. 
A seleção foi elaborada a partir da opinião de 503 escritores, críticos e profissionais da literatura, convidados a indicar os livros que consideram mais importantes do período. A proposta reuniu diferentes gêneros, estilos, nacionalidades e experiências literárias. O ranking destaca obras publicadas a partir do início do século XXI e entre os escolhidos estão romances, obras de não ficção e outros trabalhos de grande repercussão, onde se procura refletir a influência da literatura contemporânea nas últimas décadas. O levantamento também evidencia a diversidade da produção literária mundial, aparecendo autores de diferentes países entre os nomes destacados pela publicação. A lista chamou atenção por reunir obras recentes consideradas marcantes. Alguns dos livros selecionados alcançaram grande sucesso comercial e reconhecimento da crítica, enquanto outros ganharam importância principalmente por seu impacto cultural e literário. O ranking foi construído a partir das escolhas individuais dos participantes consultados, daí a relação que representa uma ampla amostra das preferências do meio literário. A iniciativa do New York Times provocou interesse entre leitores e escritores. A publicação da lista também estimulou debates sobre os livros mais importantes do século e entre os critérios considerados estão qualidade, influência e relevância das obras. 

O levantamento mostra como a literatura do século XXI apresenta grande variedade temática. Questões sociais, políticas, familiares e culturais aparecem em diferentes livros selecionados. Há obras que exploram relações humanas e transformações da sociedade contemporânea, permitindo  observar quais autores ganharam maior destaque nas últimas décadas. Além disso, oferece aos leitores referências para conhecer a literatura recente. A presença de diferentes estilos amplia o alcance da seleção. O ranking não pretende representar uma avaliação definitiva de toda a literatura mundial. Ele resulta das escolhas feitas pelos 503 especialistas convidados pelo jornal. Assim, os títulos refletem diferentes visões sobre a importância da produção literária. A seleção do New York Times se tornou uma referência para leitores interessados em literatura. O levantamento também reforça a importância dos livros na compreensão do mundo contemporâneo. A lista reúne obras que marcaram leitores e influenciaram o debate cultural. Com isso, apresenta um panorama da literatura considerada mais significativa neste século.

 

CHANCELER RUSSO CONDENA AÇÕES MILITARES DOS EUA NA VENEZUELA E NO IRÃ


O chanceler russo Serguei Lavrov condenou as ações militares dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã, d
urante discurso na Assembleia Geral da ONU, quando acusou Washington de violar normas internacionais. Lavrov criticou a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Segundo ele, Maduro deveria ser libertado imediatamente enquanto aguarda julgamento nos Estados Unidos. O venezuelano é acusado pelos americanos de facilitar o tráfico de drogas, entre outros crimes. Lavrov também condenou a morte do ex-líder supremo iraniano Ali Khamenei e de integrantes de sua família. Afirmou que ataques israelenses e americanos atingiram infraestrutura civil e nuclear do Irã. O ministro disse ainda que a Rússia está disposta a cooperar para estabilizar o estreito de Hormuz e procurou apresentar Moscou como uma potência apoiada por países do Sul e do Leste Global. Citou o Brics e a Organização de Cooperação de Xangai como exemplos dessa rede de parceiros e rejeitou a ideia de que a Rússia esteja isolada internacionalmente pelas sanções ocidentais. Sobre a guerra na Ucrânia, Lavrov acusou os aliados de Kiev de adotar ações irresponsáveis e criticou o fornecimento de armas ocidentais utilizadas contra as forças russas. Segundo Lavrov, os Estados Unidos teriam contribuído para destruir a segurança europeia e acusou a Europa de tentar sabotar negociações de paz apoiadas pelo governo Donald Trump. O chanceler russo afirmou que Moscou pretende alcançar todos os objetivos de sua operação militar e disse que ameaças à segurança da Rússia serão eliminadas antes do retorno da paz.

Lavrov repetiu argumentos usados pelo governo Vladimir Putin para justificar a invasão da Ucrânia. Entre eles está a alegação de proteção das populações russas nas regiões ocupadas. O governo russo também mantém exigências territoriais como parte de suas condições para um acordo. Entre elas está o reconhecimento da anexação da Crimeia e de quatro regiões ucranianas. Parte desses territórios continua sob controle de Kiev, segundo o texto. Lavrov afirmou que o envio de armas à Ucrânia conduz o conflito a um impasse estratégico. As declarações ocorreram em meio à continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia. Após o discurso, Lavrov se reuniu com o ministro alemão das Relações Exteriores, Johann Wadephul.
O encontro durou cerca de 20 minutos e foi o primeiro ministerial entre os países desde a invasão. A iniciativa da reunião partiu da Alemanha, segundo informações divulgadas pelo Kremlin. Wadephul teria pedido que Moscou abandonasse o caminho de escalada contra Alemanha, Europa e Otan e discutiu sobe o caso de um drone com explosivos encontrado no aeroporto de Leipzig. Berlim atribui o episódio aos serviços de inteligência russos, acusação rejeitada por Moscou. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 28/09/2026

 CORREIO BAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Eleições 2026: "guerra santa" no Judiciário rouba a cena

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Dino derrubou a decisão de Mendonça que mandava remover posts sobre Flávio e Nossa Senhora, alegando que a medida atingia a liberdade de expressão

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Kassio prepara reação à decisão de Dino sobre Nossa Senhora e vai cobrar de Fachin medida contra manipulação

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Presidentes do TSE e do Supremo se reúnem nesta segunda-feira (28) e devem discutir tensão entre as duas cortes Kassio vê interferência indevida de Dino e pretende alertar Fachin sobre falhas no sistema de distribuição de processos

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Janela para explorar petróleo é curta, e Brasil precisa ter pressa, diz presidente do IBP

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Para associação de petroleiras, guerra no Oriente Médio pode atrair investimentos para o Brasil Entidade defende que novo governo agilize licenças ambientais para exploração

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

'Concierge' do poder: mensagens obtidas pela PF mostram como Vorcaro aprimorou método usado para influenciar autoridades

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Avaliação de profissionais do Direito e da ciência política é que o banqueiro se especializou em promover “fantasias”, “ostentação” e “tentações exuberantes”

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

As incógnitas que permeiam a eleição para o Senado do RS

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Faltando uma semana para o pleito, campanhas traçam desafios e avaliam dificuldades na disputa pelo voto

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT

Extrema-direita francesa ganha força no Senado e esquerda radical faz a sua estreia no Palácio do Luxemburgo

O Reagrupamento Nacional, aliado com a União das Direitas pela República, terá pela primeira vez um grupo parlamentar no Senado. E o genro de Mélenchon será o primeiro senador da França Insubmissa.

domingo, 27 de setembro de 2026

RADAR JUDICIAL


BANDEI
RA TAIFÁRIA VERDE EM OUTUBRO

A Aneel informou que a bandeira tarifária será verde em outubro. Com isso, a conta de luz não terá custo extra pela primeira vez em cinco meses. A mudança ocorre devido à transição do período seco para o período úmido. O aumento das chuvas no Sul e Sudeste ajudou a estabilizar os reservatórios. Com melhores níveis de água, diminui a necessidade de acionar termelétricas. Essas usinas têm custos de geração mais elevados para o sistema elétrico. A bandeira amarela estava em vigor desde maio, com cobrança adicional. O acréscimo era de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. De janeiro a abril, a bandeira permaneceu verde, sem cobrança extra. Em 2026, não houve acionamento da bandeira vermelha, de custo maior. Em 2025, a bandeira vermelha vigorou de junho a novembro. Em setembro, a energia residencial subiu 7,42% no IPCA-15, após queda em agosto. 


COMPRAS RECODES DE AÇÕES E FUNDOS AMERICANOS

Investidores estrangeiros fizeram compras recordes de US$ 942 bilhões em ações e fundos americanos em 12 meses até julho. Foi o maior volume acumulado da série histórica do Tesouro dos EUA, iniciada em 1985. No segundo trimestre, as compras líquidas chegaram a US$ 426 bilhões, alta de 62% sobre 2025. O resultado superou o recorde trimestral anterior, de US$ 299 bilhões, registrado em 2022. Os dados mensais mostram que os aportes cresceram de US$ 110 bilhões em abril para US$ 182 bilhões em junho. Em julho, porém, as compras desaceleraram para US$ 3,7 bilhões. Ainda assim, estrangeiros permaneceram compradores líquidos pelo sexto mês consecutivo. O movimento acompanhou a valorização de cerca de 20% do índice S&P 500 em 12 meses. Ações de tecnologia, como Sandisk, Western Digital e Intel, tiveram forte desempenho. Enquanto isso, a demanda estrangeira por títulos de dívida dos EUA diminuiu no segundo trimestre. A China reduziu seus títulos do Tesouro americano para US$ 618 bilhões, menor nível desde 2008. O movimento indica maior diversificação internacional e forte interesse pelas ações americanas.


EUA QUEREM IMPOR A PAZ PELA FORÇA

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, disse na ONU que o país sofre uma “agressão multidimensional” dos EUA. Segundo ele, a tentativa americana de impor a paz pela força é irrealizável. Rodríguez afirmou que princípios como a igualdade soberana entre os Estados estão sendo atacados e que a situação cubana piorou desde janeiro. Ele atribuiu o agravamento ao bloqueio de combustíveis imposto por Washington. O chanceler também acusou os EUA de impedir a chegada de ajuda humanitária. Disse ainda que empresários estrangeiros interessados em Cuba foram intimidados. Rodríguez reiterou a rejeição de Havana a qualquer intervenção na região. Segundo ele, Cuba não representa ameaça à segurança dos Estados Unidos. O ministro criticou as repetidas declarações de Washington em sentido contrário. As acusações foram feitas durante discurso na Assembleia Geral da ONU.


STM DECLARA PERDA DE PATENTE DE TENENTE-CORONEL

O Superior Tribunal Militar declarou um tenente-coronel do Exército indigno para o oficialato. A decisão determinou a perda do posto e da patente do militar. O caso decorre de condenação definitiva por participação em fraude de licitações. O esquema envolveu 88 procedimentos realizados entre 2004 e 2005. As fraudes estavam relacionadas a convênios entre DNIT e Instituto Militar de Engenharia. O prejuízo à Administração Militar foi estimado inicialmente em R$ 11 milhões. Atualizado até 2011, o valor chegava a R$ 25,71 milhões. O militar foi responsabilizado por 236 atos de peculato-desvio. Como tesoureiro, autorizou pagamentos que sabia serem ilícitos. Também participou de licitações fraudulentas e atestou serviços não realizados. Ele havia sido condenado a oito anos e quatro meses de prisão. Por unanimidade, o STM concluiu pela perda do posto e da patente.


TCM NOTIFICA PREFEITURA DE COCOS SOBRE IRREGULA
RIDADES

O TCM-BA analisa suspeitas de irregularidades em contratos da Prefeitura de Cocos. A ocorrência envolve o prefeito Clevyn (PT) e a contratação de parentes de servidor municipal. Os contratos estão relacionados à empresa Athos Carneiro Viana. Um deles supera R$ 1,2 milhão, com aditivo de R$ 86.544. Os contratados seriam cunhado e esposa do médico Lúcio Lacerda de Moura. Ele é servidor efetivo da saúde e diretor clínico do Hospital Municipal de Cocos. A inspetoria apontou possível violação dos princípios da impessoalidade e moralidade. Também teria ocorrido descumprimento da Nova Lei de Licitações. A Lei Orgânica Municipal proíbe contratos com parentes de servidores até segundo grau. O possível dano aos cofres públicos supera R$ 1,29 milhão entre 2026 e 2027. O TCM-BA solicitou a suspensão dos atos e dos pagamentos relacionados aos contratos. Antes de decidir sobre a liminar, o tribunal notificará o prefeito para apresentar defesa.


BIBLIOTECA PEDE DEVOLUÇÃO DE LIVROS 

A Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) pede a devolução de livros emprestados e ainda não entregues. Segundo a Secretaria de Cultura do DF, 6.432 obras estão desaparecidas. Os livros estão vinculados a 4.151 usuários com pendências na biblioteca. A campanha foi divulgada nas redes sociais da BNB e teve grande repercussão. A publicação recebeu mais de cinco mil curtidas e centenas de comentários. Muitos leitores pediram a devolução dos livros e relataram ter entregado obras. Os empréstimos vencidos mais antigos são de 9 de julho de 2013. A estatística considera livros com pelo menos um dia de atraso. Obras ainda dentro do prazo não entram na lista de desaparecidas. A biblioteca afirma que não haverá multa para quem devolver os livros atrasados. A direção pede que os leitores façam a devolução sem constrangimento ou julgamento. Os livros podem ser entregues no balcão da BNB, de segunda a domingo.

Salvador, 27 de setembro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso 
Pessoa Cardoso Advogados.


ÍNDICE GLOBAL DE CIDADES 2026

Boston reúne áreas verdes históricas, universidades e indústrias do conhecimento, que determinam seu status global
O Índice Global de Cidades 2026, da Oxford Economics, avaliou mil cidades e a pesquisa considera governança, economia, capital humano, meio ambiente e qualidade de vida. Nova York lidera a classificação, seguida por Londres e Paris. Seattle, São Francisco e Dublin também estão entre as dez primeiras. Boston, San José, Tóquio e Zurique completam a lista. O estudo aponta quatro características comuns às cidades de destaque. A primeira é a capacidade de atrair pessoas de diferentes partes do mundo. Altos níveis de educação, conhecimento e diversidade fortalecem o capital humano. O fluxo de talentos também influencia a cultura, a gastronomia e os bairros. Boston se destaca pela concentração de universidades e pela economia do conhecimento. Parte dessa riqueza é transformada em espaços públicos e instituições culturais. Dublin também possui força de trabalho qualificada e atrai grandes empresas internacionais. Londres lidera o índice de capital humano, com cerca de 40% de moradores nascidos no exterior. A diversidade contribuiu para transformar a gastronomia e a cultura londrinas. A segunda característica é o investimento em cultura. Paris tem alta qualidade de vida e amplo acesso a museus e atividades culturais. A cidade possui cerca de 130 museus, alguns deles com entrada gratuita. Seattle também se destaca pela arte, música e espaços públicos renovados. Seu Parque Waterfront substituiu uma rodovia por áreas de convivência e ciclovias. A terceira característica envolve tornar a vida urbana mais fácil e limpa. Transporte eficiente, menor poluição e melhor qualidade ambiental são fatores importantes. Londres utiliza pedágio urbano e zona de baixa emissão para reduzir trânsito e poluição. São Francisco apresenta boa avaliação ambiental graças à sua rede de transporte. Dublin também possui baixos níveis de poluição e metas climáticas ambiciosas.

Boston reúne áreas verdes históricas, universidades e indústrias do conhecimento, que determinam seu status global
A quarta característica é a capacidade de liderar mudanças e adotar novas tecnologias. San José possui o maior PIB per capita entre as cidades pesquisadas. Empresas como Google, Apple e Nvidia impulsionam sua economia tecnológica. Em São Francisco, carros sem motorista já fazem parte do transporte cotidiano. Tallinn se destaca pelo crescimento tecnológico e pela adoção de inteligência artificial. A cidade também participa de projetos modernos de infraestrutura ferroviária. No Brasil, São Paulo aparece na 292ª posição do ranking mundial. Brasília ficou em 335º lugar, seguida por Campinas na 463ª posição. Rio de Janeiro aparece em 487º, enquanto Florianópolis ocupa a 498ª colocação. Belo Horizonte ficou em 533º e Curitiba em 590º lugar. Fortaleza aparece em 599º, Porto Alegre em 607º e Salvador em 854º. Ao todo, diversas cidades e regiões metropolitanas brasileiras foram incluídas entre as mil pesquisadas. O levantamento mostra que economia, cultura, ambiente, pessoas e inovação ajudam a definir cidades globais. 

"IA" TRANSFORMA SETOR JURÍDICO NOS EUA


A inteligência artificial está transformando o setor jurídico nos Estados Unidos, 
com grandes escritórios adotando novas ferramentas para agilizar o trabalho. A OpenAI lançou recentemente um modelo de IA voltado para advogados, enquanto escritórios de primeira linha apresentaram sistemas próprios. O Sullivan & Cromwell criou uma ferramenta para analisar contratos e transações, e o Cooley lançou tecnologia para auxiliar na preparação de ofertas públicas. O Ropes & Gray desenvolve uma ferramenta capaz de produzir relatórios de diligência em horas, tarefa que antes poderia levar semanas. Google e Anthropic também lançaram ferramentas específicas para o setor jurídico. Grandes escritórios passaram a contratar executivos responsáveis pela IA e investir na criação de seus próprios sistemas tecnológicos. A adoção da tecnologia, porém, provoca questionamentos sobre os honorários.
Como a IA reduz o tempo necessário para determinadas tarefas, clientes passaram a cobrar descontos nas contas dos escritórios. Algumas empresas chegam a pedir reduções gerais de 20% a 30% nas faturas. Os escritórios resistem, argumentando que a tecnologia ainda não reduz necessariamente o tempo total de trabalho, mas modifica sua composição. Tarefas repetitivas diminuem, enquanto aumentam análises e atividades estratégicas. Também cresce a concorrência de escritórios nativos de inteligência artificial, que utilizam agentes tecnológicos e trabalham com preços previamente definidos.

A Norm AI, por exemplo, captou US$ 260 milhões em investimentos recentemente. O avanço da IA pode criar um impasse para o tradicional modelo de cobrança por hora. Trabalhar mais rapidamente reduz horas faturáveis e pode pressionar as receitas. Por outro lado, não adotar a tecnologia pode deixar os escritórios menos competitivos. Pesquisa do Citi mostrou que parte dos grandes escritórios espera mudanças nos modelos de cobrança por hora devido ao avanço da inteligência artificial. Especialistas avaliam que serviços repetitivos poderão adotar preços fixos, enquanto estratégia, negociação e representação continuarão cobradas por hora. Executivos de grandes escritórios já admitem maior uso de honorários fechados. A transformação, entretanto, deve ocorrer de forma gradual, sem abandono imediato do modelo tradicional de cobrança por hora, ainda profundamente utilizado. 

EMPRESAS DE APOSTAS RECORRERÃO CONTRA MEDIDA PROVISÓRIA

As empresas de apostas on-line reguladas no Brasil pretendem recorrer à Justiça contra a MP nº 1.394/2026 que proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país. A MP prevê um período de transição para o encerramento das operações das bets. Os apostadores poderão retirar valores das plataformas até 5 de outubro, às 23h59. A partir de 6 de outubro, sites e aplicativos deverão ser desativados. O setor afirma que a decisão gera insegurança jurídica após a regulamentação das apostas. O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável informou que pretende questionar a medida judicialmente. As empresas também deverão pedir a devolução das outorgas e o ressarcimento de investimentos. Desde 2018, as apostas on-line foram legalizadas, mas passaram anos sem regulamentação efetiva. A cobrança de impostos sobre o setor ocorreu somente durante o atual governo. Até agora, foram concedidas 85 outorgas para empresas de apostas de quota fixa. Cada autorização custou R$ 30 milhões, totalizando cerca de R$ 2,5 bilhões. A MP determina que as autorizações sejam encerradas por motivo de interesse público. O texto, porém, não prevê devolução das outorgas ou indenização pelos investimentos realizados. O governo justificou a medida com argumentos relacionados à saúde pública e ao endividamento das famílias. O presidente Lula afirmou que o elevado número de famílias endividadas motivou a decisão. Especialistas avaliam que a extinção das bets regulamentadas também poderá gerar insegurança jurídica.

Advogados apontam diferentes caminhos para as empresas contestarem a medida. Um deles seria apresentar ações individuais ou coletivas na Justiça Federal. Outra possibilidade seria questionar a constitucionalidade da MP diretamente no STF. O fim das apostas também preocupa clubes de futebol que recebem patrocínios das empresas. Os clubes já teriam recebido mais de R$ 1 bilhão em patrocínios das bets. O governo deverá discutir o impacto da medida com representantes dos clubes. No mesmo evento, o governo anunciou o Desenrola 3.0 para renegociação de dívidas. O programa prevê a compra de dívidas bancárias e descontos estimados em até 90%. A iniciativa poderá alcançar cerca de R$ 150 bilhões em débitos. O custo estimado para os cofres públicos é de R$ 15 bilhões. Economistas criticaram o programa e demonstraram preocupação com o equilíbrio das contas públicas. O governo defende as medidas como ações voltadas à redução do endividamento das famílias. As duas iniciativas devem provocar debates jurídicos, econômicos e políticos nos próximos meses.

 

BRASIL CHEGA ÀS ELEIÇÕES COM MERCADO DE TRABALHO DIFERENTE DE 2022


O Brasil chega às eleições de 2026 com um mercado de trabalho diferente do observado em 2022. 
O desemprego está em mínimas históricas, enquanto ocupação, empregos formais e renda atingem níveis recordes. No trimestre encerrado em julho, a taxa de desemprego ficou em 5,3%, a menor para o período desde 2012; em 2022, no mesmo período, o índice era de 9,1% e a taxa de ocupação chegou a 58,9%, também recorde para o trimestre. O número de empregados com carteira assinada alcançou 39,4 milhões. Apesar dos avanços, especialistas apontam desafios estruturais para o próximo governo, porquanto a informalidade ainda representa 37,5% da mão de obra brasileira. O trabalho por aplicativos também cresce e amplia o debate sobre direitos trabalhistas. Em 2025, cerca de 2 milhões de pessoas trabalhavam por meio dessas plataformas. Flexibilidade, falta de emprego e maior renda estão entre as principais razões para essa escolha. Outro problema é a chamada pejotização, que substitui vínculos tradicionais por contratos como pessoa jurídica. Especialistas avaliam que a reforma trabalhista de 2017 não resolveu essas novas formas de trabalho e a expansão da inteligência artificial preocupa, principalmente em vagas de entrada. A tecnologia pode alterar empregos e exigir novas qualificações dos trabalhadores, apesar de ainda existir um descompasso entre a formação profissional e as necessidades das empresas. Economistas destacam que juros elevados e desaceleração econômica podem afetar os avanços recentes. Para Janaína Feijó, da FGV Ibre, a política macroeconômica será importante para preservar os resultados e aponta dificuldades na proteção de trabalhadores de aplicativos.

Outro desafio é a sustentabilidade da Previdência diante do aumento da longevidade da população. O mercado precisa absorver profissionais mais qualificados em atividades compatíveis com sua formação. Um exemplo citado é o de engenheiros que acabam trabalhando como motoristas de aplicativo. Os planos dos candidatos apresentam propostas diferentes para enfrentar esses problemas. Lula defende ampliar a proteção trabalhista, combater a pejotização e regulamentar as plataformas e ainda propõe o fim da escala 6x1 e jornada de 40 horas sem redução salarial; Flávio Bolsonaro sugere reduzir gradualmente o custo do trabalho e criar contratos mais baratos para jovens e pessoas acima de 50 anos; Romeu Zema coloca alternativas à CLT, com maior flexibilidade nas relações trabalhistas; Ronaldo Caiado prioriza ensino técnico e qualificação para áreas como inteligência artificial e automação; Augusto Cury aposta no empreendedorismo e em mudanças no Bolsa Família diante dos efeitos da IA, enquanto Renan Santos defende liberdade para o crescimento dos negócios, sem propostas específicas para o mercado de trabalho.