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terça-feira, 19 de maio de 2026

QUARTO MINISTRO DE ISRAEL COM MANDADO DE PRISÃO


O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou ontem, nesta terça (19) ter sido informado sobre um pedido sigiloso de mandado de prisão contra ele no Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia. O político classificou a medida como uma “declaração de guerra”. 
Smotrich disse ter recebido a informação na segunda (18), mas não revelou a fonte nem quais acusações teriam sido apresentadas. O escritório do procurador do TPI se recusou a comentar o caso, alegando confidencialidade do processo. Segundo o procedimento do tribunal, promotores podem pedir mandados de prisão em segredo, cabendo aos juízes decidir se há indícios razoáveis de crimes. O ministro israelense afirmou que o TPI “não o intimida” e declarou estar disposto a “pagar preços pessoais” para servir a Israel. Também disse que sanções e mandados não obrigarão o país a adotar uma política de “suicídio em segurança”. O episódio amplia a tensão entre Israel e o tribunal. Em novembro de 2024, o TPI emitiu mandados contra o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant e o líder do Hamas Ibrahim Al-Masri por supostos crimes de guerra e contra a humanidade ligados ao conflito em Gaza. Smotrich atribuiu as ações judiciais ao apoio da Autoridade Palestina e afirmou que “a Autoridade Palestina começou uma guerra, e terá uma guerra”.

Figura central da extrema direita israelense, ele já sofreu sanções do Reino Unido e de outros países, junto com o ministro Itamar Ben-Gvir, sob acusação de incitar violência contra palestinos na Cisjordânia. O ministro também defende a ocupação permanente de Gaza e a retomada de assentamentos judaicos no território. Nesta terça, anunciou que assinará uma ordem para esvaziar a vila palestina de Khan al-Ahmar, na Cisjordânia. Em 2024, Smotrich chamou Gaza de potencial “mina de ouro” imobiliária e defendeu reduzir pela metade a população palestina do território por meio de “emigração voluntária”. O TPI é a única corte internacional permanente com poder para julgar indivíduos acusados de crimes de guerra, genocídio e crimes contra a humanidade. Apesar disso, depende da cooperação dos países-membros para executar mandados de prisão. Israel não reconhece a jurisdição do tribunal em Gaza, mas os juízes do TPI entendem que a adesão da Palestina à corte, em 2015, permite investigar crimes cometidos em seu território. 

AINDA SEM EXPLICAÇÃO ÓVNIs NOS CÉUS DO BRASIL


Pouco depois das 18h de 19 de maio de 1986, o sargento Sergio Mota da Silva, então com 28 anos, controlava a decolagem de um voo da Rio-Sul no aeroporto de São José dos Campos quando avistou uma luz incomum no céu. 
Ele acionou a torre de Guarulhos e iniciou-se uma série de contatos entre controladores, pilotos civis e militares e a Defesa Aérea sobre objetos voadores não identificados vistos em São Paulo, Rio, Goiás e Minas Gerais. Ao menos 21 óvnis foram relatados, alguns detectados pelos radares do Cindacta e descritos com até 100 metros de diâmetro. O episódio ficou conhecido como “Noite Oficial dos Óvnis” e é considerado único por ufólogos brasileiros. As gravações da época, preservadas no Arquivo Nacional, destacam a voz de Mota relatando luzes intensas e imóveis no céu. Ele descreveu objetos sem luzes de navegação e diferentes de estrelas ou planetas. Durante a noite, Mota alternou momentos de tensão e empolgação ao ouvir relatos de outros controladores. Quarenta anos depois, afirma ainda lembrar detalhes dos avistamentos e da movimentação dos caças da FAB enviados para perseguir os objetos. Cinco aeronaves militares participaram da operação sobre o Vale do Paraíba.

Mota também recorda três objetos com os quais teria interagido usando as luzes da pista do aeroporto. Entre os envolvidos estava o então coronel Ozires Silva, que pilotava um avião Xingu da Embraer rumo a São José dos Campos. Após orientações de Mota, Ozires e o comandante Alcir Pereira da Silva tentaram perseguir três objetos luminosos por cerca de 30 minutos. Um deles foi descrito como “uma grande estrela vermelha”. Os diálogos entre pilotos e controladores ocupam boa parte das fitas disponibilizadas ao público desde 2015. Anos depois, Mota revisou os áudios a pedido do escritor Rodrigo Moura Visoni, autor de um livro sobre o caso. Apesar disso, evita ouvir novamente as gravações. Segundo ele, a experiência daquela noite continua mais marcante do que os próprios registros em áudio. 

MÚSICOS NA CASA BRANCA


Um grupo se reúne diante de músicos que cantam e tocam violoncelo, violão e violino na Casa Branca. Com mãos erguidas e olhos fechados, participantes entoam louvores em um culto evangélico promovido pelo governo de Donald Trump. 
Na quinta-feira (1º), Trump, líderes religiosos e membros do governo participaram do Dia Nacional da Oração no Jardim das Rosas. Durante o evento, o presidente assinou um decreto criando a Comissão de Liberdade Religiosa, composta por autoridades, representantes religiosos e especialistas. O cantor gospel Chris Tomlin participou da cerimônia com o louvor “Holy Forever”. O evento reforça a aproximação entre o governo Trump e a base cristã conservadora, fundamental para sua volta ao poder. Em fevereiro, Trump criou a Secretaria para Assuntos da Fé Cristã, ligada ao Conselho de Política Doméstica da Casa Branca. O objetivo é ampliar a participação de instituições religiosas em políticas públicas. Segundo o decreto, organizações religiosas têm capacidade de transformar comunidades de forma que o governo muitas vezes não consegue. A nova comissão deverá aconselhar o governo sobre políticas de liberdade religiosa e propor medidas executivas e legislativas. O texto também acusa governos anteriores de enfraquecerem a liberdade religiosa e perseguirem cristãos pacíficos, enquanto ignoravam ataques anticristãos.

A secretaria será chefiada pela pastora Paula White-Cain, conselheira espiritual de Trump desde o primeiro mandato. Ela defende uma ligação direta entre fé e poder público, especialmente para apoiar igrejas e entidades cristãs em programas federais. Trump afirmou que cristãos sofreram perseguição por expressar suas crenças e prometeu restaurar a liberdade religiosa e a centralidade da fé na vida americana. Outra medida prevê uma força-tarefa para investigar denúncias de hostilidade institucional contra religiosos. A procuradora-geral Pam Bondi coordenará a iniciativa. Líderes cristãos conservadores celebraram as ações como cumprimento de promessas de campanha. O governo também pretende facilitar o acesso de organizações religiosas a verbas federais. Embora seja presbiteriano, Trump aproximou-se fortemente de lideranças evangélicas e pentecostais ao entrar na política. Especialistas, porém, alertam para riscos à separação entre Igreja e Estado, princípio garantido pela Primeira Emenda da Constituição americana. Entidades como os Americanos Unidos pela Separação entre Igreja e Estado criticam a preferência dada a grupos religiosos e alertam para o risco de uso político da fé. Apesar das críticas, a estratégia fortalece a aliança de Trump com a base cristã conservadora, responsável por parcela importante de seus votos em 2024. 

ANCELOTTI CONVOCA 26 JOGADORES PARA A COPA 2026


Carlo Ancelotti convocou, ontem, 18, os 26 jogadores da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026. A lista foi anunciada em evento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

A principal novidade é o retorno de Neymar, do Santos. O atacante ganhou a vaga de João Pedro, do Chelsea. Outra surpresa foi a convocação do goleiro Weverton, do Grêmio. Foram chamados três goleiros, nove defensores, cinco meio-campistas e nove atacantes.
Goleiros: Alisson (Liverpool), Ederson (Fenerbahçe) e Weverton (Grêmio).
Defensores:
Danilo, Gabriel Magalhães, Marquinhos, Wesley, Léo Pereira,
Alex Sandro, Douglas Santos, Bremer e Ibañez.
Meio-campistas:
Casemiro, Fabinho, Paquetá, Bruno Guimarães e Danilo.
Atacantes:
Vini Jr., Raphinha, Matheus Cunha, Gabriel Martinelli,
Endrick, Igor Thiago, Luiz Henrique, Neymar e Rayan.

Antes do Mundial, o Brasil fará amistosos contra Panamá e Egito. Na Copa, a Seleção integra o Grupo C. A estreia será contra Marrocos, em 13 de junho, às 19h. Depois, enfrenta o Haiti em 19 de junho, às 21h30. O último jogo da fase de grupos será contra a Escócia, em 24 de junho. As partidas serão disputadas nos Estados Unidos. O Brasil busca o hexacampeonato mundial. 

ESCÂNDALO MASTER PREJUDICA FLÁVIO BOLSONARO


A cinco meses das eleições, a disputa segue indefinida. 
O escândalo Master abalou a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, principal adversário de Lula. Mesmo com apoio de aliados como Tarcísio de Freitas, o senador tenta preservar sua credibilidade. A negativa inicial e as versões divergentes sobre repasses ao filme Dark Horse aumentaram a desconfiança. A reunião com a cúpula do PL, em Brasília, busca conter os danos políticos. Flávio tornou-se um dos principais atingidos pela Operação Compliance Zero. A investigação mira políticos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro. Antes dele, o senador Ciro Nogueira também entrou na mira da Polícia Federal. A PF apura suspeitas sobre a chamada “emenda Master”. A proposta ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Segundo investigadores, o texto teria sido elaborado pelo próprio Banco Master. Com o avanço das investigações, cresce o desgaste entre políticos ligados ao bolsonarismo e ao Centrão. Governistas passaram a chamar o caso de “BolsoMaster”. As acusações envolvem viagens, festas e vantagens patrocinadas por Vorcaro. 

Até agora, o governo Lula não sofreu impactos relevantes. Bolsonaristas tentam associar Vorcaro ao programa CredCesta, da gestão Rui Costa na Bahia. Porém, os indícios são considerados frágeis diante das transações investigadas. Jaques Wagner rebateu as acusações no Senado. Ele afirmou que o Cartão Cesta foi privatizado junto com a rede estatal de supermercados da Bahia. Segundo Wagner, nem ele nem Rui Costa tiveram participação posterior no caso. No cenário eleitoral, o escândalo atinge diretamente Flávio Bolsonaro. Não há, até o momento, indícios envolvendo Lula nas operações investigadas. Chamou atenção apenas um encontro ocorrido em dezembro de 2024 com ministros e Gabriel Galípolo. Para Lula, o maior risco político pode vir do Judiciário. As relações de Vorcaro com pessoas ligadas a ministros do STF alimentaram discursos contra a Corte. Flávio Bolsonaro vinha liderando críticas ao Supremo e à Polícia Federal. Após a divulgação de conversas entre Flávio e Vorcaro, o discurso moral da oposição perdeu força. O cenário segue desfavorável ao bolsonarismo. A eleição poderá ser definida por quem conseguir escapar das investigações da PF. Também pesa a possibilidade de uma delação premiada de Daniel Vorcaro. 

MINISTRO RELATA AMEAÇA DE FUNCIONÁRIA DE EMPRESA AÉREA


O Supremo Tribunal Federal (STF) manifestou apoio ao ministro Flávio Dino após ele relatar ameaça feita por uma funcionária de companhia aérea durante embarque em aeroporto de São Paulo. 
Em publicação nas redes sociais, Dino afirmou que a funcionária disse inicialmente querer “xingá-lo”, mas depois declarou que “seria melhor matar do que xingar”. Segundo o ministro, a hostilidade estaria ligada à sua atuação no STF. Ele informou que não divulgará o nome da empresa, da funcionária nem a data do episódio, pois o objetivo do relato seria alertar para riscos coletivos. Dino afirmou que manifestações de ódio podem comprometer a segurança em aeroportos, voos e outros serviços, citando até o risco de agressões contra consumidores. O ministro também defendeu campanhas de educação cívica em empresas que lidam com atendimento ao público, especialmente diante da proximidade das eleições de 2026, período em que o clima político tende a se acirrar.

Segundo ele, divergências políticas são legítimas, mas não podem gerar medo ou violência contra clientes e cidadãos. Após o relato, o STF divulgou nota oficial de solidariedade ao ministro e repudiou o ocorrido. No comunicado, a Corte afirmou que “a divergência de ideias, própria da democracia, jamais pode abrir espaço para o ódio, para a violência ou para agressões pessoais”. O tribunal ressaltou ainda que o respeito às instituições, autoridades e pessoas é condição essencial para a convivência republicana. Por fim, o STF defendeu os valores da civilidade, da tolerância e da paz social, afirmando que o Brasil precisa de serenidade, espírito público e compromisso democrático. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 19/05/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Corrida contra o tempo para salvar o BRB

Especialistas avaliam que a instituição não deve cumprir o prazo acordado com o Banco Central e a Comissão de Valores Monetários (CVM) para concluir a capitalização e apresentar os balanços financeiros atrasados

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Cúpula do Centrão vê neutralidade como caminho na eleição após crise do áudio de Flávio Bolsonaro a Vorcaro

Desde que foi escolhido por Jair Bolsonaro para concorrer ao Palácio do Planalto, senador nunca teve o aval das cúpulas das principais siglas do grupo

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Irã avalia abrir Hormuz sem dar passagem para os EUA, diz porta-voz

Protocolo de Teerã prevê tráfego de embarcações, mas países que apoiaram guerra ficariam de fora Irã exige liberação de ativos bloqueados e remoção de sanções unilaterais

TRIBUNA DA BAHIA -SALVADOR/BA

Governo da Bahia prevê crescimento da economia e aposta em grandes obras até 2029

O GOVERNO da Bahia enviou à Assembleia Legislativa a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Vorcaro é transferido para cela comum na carceragem da PF enquanto aguarda análise de delação

PF alegou ao STF que as condições dadas a Daniel Vorcaro na Superintendência afetavam a rotina administrativa da corporação

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Seguradoras já concluíram 71% de processos e pagaram 530 milhões pelo mau tempo

APS revela que foram pagos 85 milhões de euros só nas últimas duas semanas, um ritmo médio na ordem dos seis milhões por dia, tendo sido regularizados cerca de 20 mil sinistros nesse período.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

RADAR JUDICIAL


COMBATENTES INFANTIS NO SUDÃO

Combatentes infantis no Sudão viraram “influencers” nas redes sociais, enquanto plataformas demoram a remover os vídeos. Em um deles, um menino armado com um AK-47 aparece entre tiros e corpos em Babanusa, cidade tomada pela milícia RSF. A Bellingcat confirmou a autenticidade de parte das imagens e identificou redes de contas divulgando crianças-soldado.
Mesmo após denúncias, o TikTok demorou para retirar os conteúdos, e novas contas surgiram rapidamente. A guerra no Sudão já deslocou quase 14 milhões de pessoas e deixou milhões dependentes de ajuda humanitária. Crianças estão entre as principais vítimas, sofrendo com fome, falta de escola, separação familiar e ausência de cuidados médicos. Muitas vivem sozinhas em campos de refugiados, tornando-se alvo fácil para recrutamento armado. Segundo a ONU, a RSF utiliza menores em bloqueios, espionagem e outras funções militares. O uso de crianças menores de 15 anos em conflitos é considerado crime de guerra pelo Tribunal Penal Internacional. Nas redes, esses menores são chamados de “filhotes de leão” e tratados como heróis de guerra. Especialistas alertam que a violência provoca traumas profundos, como estresse pós-traumático e danos permanentes à saúde mental. Para organizações humanitárias, a glorificação dessas crianças alimenta ciclos de violência que podem atravessar gerações.


THIAGO ÁVILA PODE CANDIDATAR A DEPUTADO FEDERAL

O ativista brasiliense Thiago Ávila não descarta disputar as eleições de 2026. Após voltar a Brasília, depois de 10 dias preso em Israel, ele afirmou que avalia convites para concorrer a deputado federal por São Paulo. Filiado à Rede, Thiago disse ter recebido propostas de quase todos os partidos de esquerda nos últimos anos, mas vinha recusando por priorizar o ativismo social. Segundo ele, o agravamento da situação democrática no Brasil aumentou os pedidos para que também atue no Parlamento. Além da federação Rede-PSol, recebeu apoio de integrantes da comunidade árabe, palestina e de movimentos de solidariedade. Thiago destacou, porém, que ainda está comprometido com missões da Flotilha para Gaza e enfrenta questões pessoais, como a morte da mãe enquanto esteve preso em Israel. Apesar disso, afirmou que deixou “a porta aberta” para uma candidatura. Nos próximos dias, viajará a São Paulo para ouvir apoiadores e discutir a possibilidade de disputar um cargo eletivo em 2026.


TRIBUNAL REJEITA PROCESSO DE MUSK CONTRA OpenAI 

Um tribunal de Oakland, nos EUA, rejeitou o processo de Elon Musk contra a OpenAI por prescrição. O bilionário acusava a empresa e o CEO Sam Altman de abandonarem a missão original sem fins lucrativos. Musk foi um dos investidores iniciais e doou US$ 38 milhões à OpenAI. Segundo ele, a companhia se transformou em um gigante avaliado em US$ 850 bilhões graças ao ChatGPT. O empresário queria que a OpenAI voltasse ao modelo sem fins lucrativos. Isso afetaria planos de abertura de capital e parcerias com Microsoft, Amazon e SoftBank. O advogado de Musk ironizou a defesa da empresa e questionou a integridade de Altman. A OpenAI reagiu atacando Musk e citando depoimentos de Shivon Zilis, mãe de quatro filhos dele. Musk deixou a OpenAI em 2018 e passou a investir em IA por meio da SpaceX e da xAI. Sua startup enfrenta concorrência pesada da OpenAI e da Anthropic. O julgamento também destacou críticas à gestão de Altman e acusações de manipulação interna.
Altman chegou a ser demitido em 2023, mas voltou ao cargo após pressão dos funcionários.

MULHER NÃO DEVE OCUPAR CARGOS POLÍTICOS, DIZ CANDIDATO 

O pré-candidato ao governo de Sergipe, Valmir de Francisquinho (Republicanos), afirmou em entrevista que mulheres não devem ocupar cargos políticos. “Mulher minha nenhuma se mete em política. Mulher em política, esqueça”, declarou à rádio de Itabaiana. A fala gerou críticas nas redes sociais e foi classificada como violência política de gênero. O episódio ocorreu em um estado onde as mulheres representam 53% do eleitorado, segundo o TSE, e 52% da população, conforme o IBGE. A declaração soma-se a outras polêmicas envolvendo Valmir, que renunciou à prefeitura de Itabaiana para disputar o governo estadual. O político já foi preso em 2018, condenado em 2024 por desvio de taxas do matadouro municipal e teve a candidatura ao governo impugnada em 2022 por abuso de poder político e econômico. Aliado ao bolsonarismo, ele busca novamente concorrer ao governo com apoio da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, embora a declaração tenha causado desconforto nos bastidores. Em nota ao Metrópoles, Valmir afirmou que não quis desrespeitar mulheres e disse que se referia apenas à própria esposa. Também declarou defender maior participação feminina em espaços de liderança e decisão. 

JUÍZES PEDEM REAJUSTE DO TETO DO FUNCIONALISMO

Entidades de juízes pediram ao STF que envie ao Congresso um projeto para reajustar o teto do funcionalismo e flexibilize regras sobre penduricalhos. A Ajufe afirmou que ministros reconheceram a defasagem do teto salarial, hoje em R$ 46,3 mil. Segundo estudo técnico, a correção pelo IPCA elevaria o valor para R$ 71,5 mil. A associação criticou a falta de compromisso do STF em encaminhar proposta de reajuste. Para a entidade, atualizar os subsídios da magistratura é uma medida inevitável. O pedido foi apresentado em recurso contra decisão do Supremo que limitou penduricalhos no Judiciário e no MP. Os ministros definiram quais verbas podem ser indenizatórias e ultrapassar o teto salarial. O total adicional permitido não pode exceder 70% do salário. Outras entidades e o MPF também pediram esclarecimentos e flexibilização das regras. Eles defendem liberar pagamentos como auxílio-alimentação, auxílio-moradia, auxílio-saúde e indenizações fora da trava de 35%. Essa interpretação já consta em resolução conjunta do CNJ e do CNMP. As entidades também querem um plano nacional para quitar passivos funcionais reconhecidos antes das novas regras.

Salvador, 18 de maio de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.



BANCO, LIGADO A EDIR MACEDO, INVESTE COM ALTO RISCO


O banco Digimais, ligado a Edir Macedo, investiu recursos em empreendimentos de alto risco: um condomínio sem licença em Goiana (PE) e terras protegidas em Paraty (RJ), marcadas por conflitos fundiários e ocupação caiçara. Os imóveis integram fundos dos quais o banco é cotista, somando R$ 526 milhões. 
Auditorias apontam que 75% dos R$ 4 bilhões aportados pelo banco não puderam ser devidamente verificados por falta de documentos. Parte desses recursos foi destinada a fundos imobiliários e empresas sem transparência suficiente, segundo documentos obtidos pelo Estadão. O banco já havia usado fundos Fidc para recomprar carteiras de crédito inadimplentes e realizar operações com empresas ligadas à holding controladora de Macedo. Agora, parte dos R$ 2,3 bilhões investidos em projetos imobiliários foi direcionada a empreendimentos sem obras iniciadas ou dependentes de licenças ainda não aprovadas. Em Paraty, o Fundo Cajaíba, com patrimônio de R$ 419 milhões, investe em terras da Praia Grande da Cajaíba, área ambientalmente protegida. A região tem histórico de disputas fundiárias e denúncias antigas de pressão sobre comunidades caiçaras. O atual proprietário, Cristiano Tannus Notari, nega irregularidades e afirma que o objetivo hoje é desenvolver créditos de biodiversidade, com certificação prevista apenas para 2028.

Já em Goiana, o fundo ID Goiana, com patrimônio de R$ 107 milhões, pretende erguer um condomínio em uma área de 700 hectares. O terreno segue sem licença da prefeitura e permanece coberto por vegetação, sem qualquer obra iniciada. Os investimentos ocorreram durante a crise financeira do Digimais, investigado pela Polícia Federal por suspeitas de fraude. O banco também passou por mudança de comando: João Urbaneja deu lugar a Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e Banco do Brasil. Paralelamente, o BTG Pactual negocia a compra do Digimais, principalmente de sua carteira de clientes. A operação ainda depende de leilão e apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

 

PROGRAMA DE TRUMP NO ESTREITO DE HORMUZ SEM CREDIBILIDADE


Dois meses após Donald Trump anunciar seguro para navios no estreito de Hormuz, 
o programa dos EUA ainda não desembolsou nenhum dólar. Em março, Trump prometeu cobertura “a preço razoável” para embarcações que cruzassem a região com segurança, após o Irã bloquear virtualmente a passagem e atacar navios. O governo recrutou Chubb e AIG para oferecer cobertura e tentar reduzir preços do petróleo ao reativar a rota, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás. Mesmo assim, o programa de até US$ 40 bilhões não foi usado, embora os seguros sigam muito acima dos níveis pré-guerra. Corretores afirmam que o plano fracassou porque dependia de escolta naval americana, nunca implementada. Os EUA escoltaram apenas dois navios em maio, durante o breve “Projeto Liberdade”. A DFC administra o esquema criado após postagem de Trump prometendo seguro de risco político ao comércio marítimo no golfo Pérsico. Segundo a Chubb, o programa só vale com escolta naval.

O mercado marítimo global segue dominado pelo Lloyd’s de Londres, apesar de especulações sobre avanço americano no setor. Especialistas afirmam que o maior obstáculo não é o seguro,
mas o risco físico para tripulações, navios e cargas. Desde o início do conflito, 38 embarcações foram atacadas e 11 marinheiros morreram, segundo a OMI. As taxas atuais variam entre 3% e 8% do valor do navio, ante frações percentuais antes da guerra. Seguradoras atuam em esquema de “não pergunte, não conte” para reduzir exposição a sanções ligadas ao Irã. A DFC diz que poderá liberar US$ 40 bilhões se necessário 

TRUMP DIZ: "NÃO RESTARÁ NADA" DO IRÃ SEM ACORDO


Como a guerra no Irã está espalhando caos no mundo. 
O conflito entre Estados Unidos e Irã segue sem solução. Donald Trump voltou a ameaçar Teerã ontem, 17, quando afirmou que “não restará nada” do Irã sem acordo. O alerta veio após mais de um mês de trégua frágil. Os dois países não negociam diretamente desde abril e o Irã respondeu com ameaças de ações “surpreendentes”. Teerã prometeu reagir a novos ataques americanos. O Parlamento iraniano citou possíveis ataques a refinarias. A guerra afetou o estratégico Estreito de Ormuz, rota  que concentra cerca de 20% do petróleo mundial. O bloqueio elevou preços de combustíveis e energia e foram registrados protestos e tumultos em vários países. O conflito também atingiu Israel e Líbano. O Hezbollah lançou cerca de 200 projéteis contra Israel que respondeu com novos ataques no sul do Líbano. Segundo Beirute, cinco pessoas morreram neste domingo e entre as vítimas estavam duas crianças.

Mais de 2.900 pessoas morreram no Líbano desde o início. Estados Unidos e Irã mantêm negociações travadas. Washington exige limites ao programa nuclear iraniano e Teerã rejeita abrir mão de reservas de urânio enriquecido. O Irã também cobra indenizações pelos danos da guerra. A imprensa iraniana acusa os EUA de não cederem e novos distúrbios ocorreram nos Emirados Árabes Unidos. Um drone caiu perto de uma usina nuclear no país. O Paquistão tenta mediar as negociações de paz. Líderes iranianos dizem que a guerra desestabiliza o Oriente Médio. 

EX-GOVERNADOR RESPONDERÁ POR NOVAS ACUSAÇÕES


Flagrado por crimes ligados à apropriação de dinheiro público, o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, enfrenta novas acusações. Além do desvio de recursos, ele é investigado por suposta extorsão de empresas com dívidas fiscais. 
A investigação ganhou força após decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre relações entre o governo do Rio e a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Moraes autorizou buscas contra Castro e decretou a prisão preventiva do empresário Ricardo Magro, incluído na lista vermelha da Interpol. PF e MPF tratam o caso como corrupção envolvendo agentes privados, embora o poder público apareça como centro do esquema. O grupo político ligado a Castro tenta afastar o governador interino Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ. Condenado pelo TSE, Castro está inelegível até 2030, mas afirma que pretende disputar o Senado. Ele e o vice Rodrigo Bacellar são acusados de criar uma folha secreta de pagamentos com 27 mil cargos temporários na Ceperj e na UERJ. O esquema envolvia saques em dinheiro vivo que somaram R$ 248 milhões.

As investigações se dividem em quatro frentes principais: abuso de poder eleitoral no TSE; Operação Sem Refino no STF; processos ligados a Rodrigo Bacellar; e novos desdobramentos no Ministério Público Eleitoral. Apesar das acusações, Castro não foi preso nem afastado, pois deixou o governo em março. Já a Refit teve cerca de R$ 52 bilhões bloqueados e atividades suspensas. A decisão de Moraes aponta participação de agentes públicos, membros do Judiciário e policiais federais. O procurador Renan Saad e dois escrivães da PF foram afastados. O desembargador Guaraci Vianna também é investigado por favorecer o grupo. Segundo a PF, havia uma estrutura organizada de influência e pagamento de vantagens, com registros de contatos identificados pela palavra “Pix”. Foram cumpridos 17 mandados de busca e sete afastamentos de função pública. As investigações indicam que a Refit pode não ter sido o único alvo do esquema, que teria funcionado como uma engrenagem permanente de favorecimento político e econômico.