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quinta-feira, 14 de maio de 2026

RADAR JUDICIAL


ARQUIVADO PROCESSO CONTRA EX-PRESIDENTE DA AAB

O processo, responsável pela investigação contra o ex-presidente da Associação Atlética da Bahia, Reuvan Sodré, foi arquivado, de conformidade com manifestação do Ministério Público da Bahia, através do promotor Augusto Joaquim de Azevedo Júnior. O entendimento foi de que não havia elementos consistentes para comprovar eventuais crimes, praticados pelo gestor. O procedimento perdurou por três anos até o final com o arquivamento. As suspeitas eram de associação criminosa, estelionato e apropriação indébita em documentos fiscais emitidos no período de outubro de 2019 a março de 2020. Reuvan sempre questionou a movimentação do processo por suas atividades na direção da entidade esportiva. Finalmente, conseguiu provar sua absoluta lealdade.     


MULHER COM 108 ANOS AINDA DIRIGE

Aos 108 anos, Susan Young Browne mantém uma rotina ativa nos Estados Unidos e diz não ter intenção de desacelerar. Moradora de Delaware, ela faz alongamentos diários, participa de aulas de ginástica e continua dirigindo sozinha após renovar a carteira até 2033. Frequentadora do Modern Maturity Center desde 1973, Browne participa das atividades três vezes por semana. “Tenho mais de cem anos. Cento e oito”, brincou ao chegar a uma das aulas. Nascida em 1918, cresceu em uma fazenda durante a segregação racial e se formou em 1945 no atual Delaware State University. Depois, dedicou 30 anos ao magistério em escolas do estado. Mesmo aposentada, nunca quis parar. “Não vou me sentar”, afirmou. Mãe, avó e bisavó, também é conhecida pelo humor e pelas receitas de bolo inglês. Na festa de 108 anos, com mais de 130 convidados, recebeu homenagens e até uma vaga de estacionamento exclusiva para motoristas acima de 100 anos. Sua filosofia de vida resume tudo: “Envelheço com graça”. 


NEW YORK TIMES DEFENDE MATÉRIA SOBRE ABUSO SEXUAL EM ISRAEL

O governo de Israel afirmou nesta quinta-feira (14) que pretende processar o jornal The New York Times e o jornalista Nicholas Kristof por difamação após artigo sobre supostos abusos sexuais cometidos contra prisioneiros palestinos. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse ter orientado assessores jurídicos a estudar “as medidas legais mais severas” contra o jornal e o repórter. Segundo Netanyahu, o texto difamou soldados israelenses ao criar uma “falsa simetria” entre o Hamas e as forças de Israel. O artigo reúne relatos de palestinos detidos por autoridades israelenses, incluindo denúncias de espancamentos e violência sexual em prisões. Após críticas de parlamentares israelenses, o New York Times defendeu a reportagem e afirmou que os depoimentos passaram por extensa checagem de fatos. Segundo o jornal, entrevistas com jornalistas palestinos libertados indicaram relatos de estupro e outras formas de violência sexual durante detenções. Kristof escreveu ainda que os Estados Unidos seriam cúmplices dos abusos por financiarem o aparato de segurança israelense. A Organização das Nações Unidas e entidades de direitos humanos afirmam ter documentado casos de violência sexual tanto por Israel quanto pelo Hamas desde os ataques de 7 de outubro de 2023, que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza.

AMERICANO CAUSA APAGÃO EM CUBA

Protestos tomaram as ruas de Havana ontem, 14, em meio aos piores apagões das últimas décadas em Cuba. Moradores bloquearam vias, queimaram lixo e bateram panelas, gritando por energia elétrica. A Reuters relatou manifestações pacíficas em vários bairros, a maior mobilização desde o agravamento da crise energética. O governo cubano informou que avalia uma proposta de ajuda de US$ 100 milhões dos Estados Unidos. A escassez de combustível piorou após novas sanções impostas pelo presidente Donald Trump. Segundo o Ministério de Energia, houve falha no sistema elétrico em grande parte do país. Moradores relataram bairros sem luz por mais de 40 horas, com alimentos estragando e idosos em situação crítica. Em alguns locais, a energia voltou durante os protestos, levando multidões a se dispersarem. Apesar da forte presença policial, as forças de segurança evitaram confrontos. O governo afirmou que Cuba está sem reservas de diesel e óleo combustível. Os apagões já atingem bairros de Havana por até 22 horas diárias, agravando a falta de alimentos e medicamentos. A ONU classificou o bloqueio americano às importações de combustível como ilegal e prejudicial à população cubana.

PRODUÇÃO DE FILME SOBRE BOLSONARO: R$ 159.2 MILHÕES

A empresa Entre Investimentos, apontada como intermediária de repasses entre o banqueiro Daniel Vorcaro e a produção do filme sobre Jair Bolsonaro, recebeu R$ 159,2 milhões de fundos investigados pela Polícia Federal por suspeita de fraude ligada ao Banco Master. Ainda não se sabe quanto desse valor foi destinado ao filme “Dark Horse”, cuja produção previa aporte total de R$ 124 milhões. Segundo o Intercept Brasil, o senador Flávio Bolsonaro cobrou pagamentos de Vorcaro em mensagens e áudios divulgados ontem, 13. Parte dos repasses teria ocorrido por meio da Entre Investimentos, ligada ao grupo Entrepay. Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está preso em Brasília sob acusação de liderar esquema bilionário de fraudes financeiras. A maior parte do dinheiro recebido pela Entre veio da Sefer Investimentos, alvo de investigação da PF na operação Compliance Zero. Outro repasse de R$ 20 milhões partiu do fundo Gold Style, ligado ao Banco Master e citado em apurações sobre lavagem de dinheiro do PCC. A Entrepay, controladora da Entre Investimentos, foi liquidada pelo Banco Central após irregularidades financeiras e risco a credores. A empresa também é alvo de críticas por atrasos em pagamentos a lojistas e de investigações da CVM sobre operações suspeitas com fundos imobiliários. O publicitário Thiago Miranda confirmou ter intermediado negociações para que Vorcaro investisse R$ 62 milhões no longa sobre Bolsonaro. Segundo ele, os pagamentos foram suspensos após a crise no Banco Master e a participação do banqueiro no projeto não seria divulgada publicamente. Em nota, o Grupo Entre afirmou colaborar com as autoridades e disse que já conduzia um processo de encerramento gradual das operações da Entrepay.

Salvador, 14 de maio de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

VENEZUELANOS NÃO RETORNAM AO PAÍS


A captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA gerou euforia entre venezuelanos espalhados pela América Latina e outros países. Em cidades como Buenos Aires, Santiago e Montevidéu, muitos imigrantes comemoraram a notícia e falaram em retornar à Venezuela após anos de exílio provocado pela crise política e econômica. 
A diáspora venezuelana, estimada pela ONU em cerca de 8 milhões de pessoas —quase um quarto da população do país—, é considerada uma das maiores crises migratórias do mundo. A maioria dos emigrantes vive em países da América Latina, como Colômbia, Peru, Brasil e Chile. Apesar da esperança inicial de mudança, muitos venezuelanos decidiram permanecer no exterior. Migrantes afirmam que os problemas que motivaram a saída continuam presentes: inflação, baixos salários, escassez de alimentos, apagões, repressão política e falta de segurança. Nos dias seguintes à queda de Maduro, não houve aumento significativo de retornos à Venezuela, segundo organismos internacionais. Pesquisa da ONU realizada em fevereiro mostrou que apenas 9% dos venezuelanos entrevistados em países da região pretendiam voltar no prazo de um ano. O fluxo migratório transformou mercados de trabalho em diversos países latino-americanos, com venezuelanos ocupando vagas no setor informal, especialmente em entregas por aplicativos. Ao mesmo tempo, a presença crescente de imigrantes alimentou discursos anti-imigração e debates eleitorais. 

No Chile, o novo presidente de direita, José Antonio Kast, afirmou que a saída de Maduro facilitaria o repatriamento de venezuelanos. Já nos EUA, parte dos imigrantes perdeu o status de proteção temporária concedido durante a crise humanitária. Enquanto alguns opositores retornaram ao país após uma anistia parcial para presos políticos, relatos indicam que dissidentes continuam sendo detidos. Integrantes da oposição afirmam que o aparato autoritário permanece ativo mesmo após a destituição de Maduro. A nova líder venezuelana, Delcy Rodríguez, fez apelos públicos para que os emigrantes retornem. Porém, muitos afirmam que ainda não enxergam estabilidade suficiente para reconstruir a vida no país. Migrantes relatam que, embora a saída de Maduro tenha criado expectativa de mudança, a permanência das dificuldades econômicas e políticas impede um retorno em massa. Muitos já construíram novas vidas em países como Argentina, Chile e Brasil e priorizam oportunidades de trabalho, educação e segurança para suas famílias. 

POLÍCIA PRENDE, JUSTIÇA SOLTA EM BRASÍLIA


A frase “a polícia prende e a Justiça solta” simplifica um processo jurídico complexo. Dados do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) mostram que, embora parte dos presos em flagrante obtenha liberdade provisória, milhares continuam detidos por decisão judicial, quando há risco à investigação, à ordem pública ou à aplicação da lei penal. 
Entre janeiro e março de 2026, ocorreram 3.691 prisões em flagrante no DF. Desse total, 2.211 pessoas receberam liberdade provisória, 48 tiveram a prisão relaxada e 1.432 casos resultaram em prisão preventiva. Na prática, cerca de seis em cada dez presos responderam ao processo em liberdade no primeiro trimestre. A liberdade provisória, porém, não significa absolvição. Em muitos casos, ela é acompanhada de medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica, comparecimento periódico à Justiça e restrições de contato ou deslocamento. Os números indicam mudança no perfil das decisões judiciais em relação a 2025. No primeiro trimestre daquele ano, foram 3.808 prisões em flagrante, com 2.623 liberações provisórias e 1.126 conversões em prisão preventiva. Na comparação anual, o número de flagrantes caiu 3,07%, enquanto as liberações provisórias recuaram 15,71%. Já as prisões preventivas cresceram 25,72%, passando de 1.126 para 1.432 casos. O maior aumento ocorreu em janeiro de 2026, quando as preventivas subiram 50,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Fevereiro registrou alta de 31,1%, e março, de 3,5%.

Para especialistas, a frase “a polícia prende e a Justiça solta” não traduz corretamente o funcionamento do sistema penal. O advogado criminalista Fábio Souto afirma que o debate público é marcado pelo “populismo penal”, que aposta em punições mais severas como solução imediata para problemas estruturais. Segundo ele, o Brasil possui uma das maiores populações carcerárias do mundo, com cerca de 850 mil pessoas cumprindo pena, o que contraria a ideia de leniência do Judiciário. O professor Amaury Andrade ressalta que polícia e Justiça exercem funções diferentes. A polícia realiza a prisão em flagrante; o juiz avalia a legalidade do ato e decide se há fundamento jurídico para manter o investigado preso. Os especialistas lembram que, no sistema jurídico brasileiro, a liberdade é a regra e a prisão cautelar é exceção, conforme o princípio constitucional da presunção de inocência. A Polícia Civil do DF afirmou que as decisões sobre manutenção da prisão são exclusivas do Judiciário. Já o TJDFT informou que a prisão preventiva só ocorre quando preenchidos os requisitos previstos no Código de Processo Penal, sendo medida excepcional destinada a proteger a ordem pública, a investigação e a aplicação da lei. 

FLÁVIO NEGA, MAS MUDA PARA JUSTIFICAR CORRUPÇÃO


Em áudio divulgado ontem, 13, pelo portal
 Intercept Brasil, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, cobra R$ 134 milhões de Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair BolsonaroNa conversa, Flávio chama Vorcaro de “irmão” e afirma que estará “sempre” ao lado dele. Inicialmente, o senador negou a autenticidade do áudio, mas depois confirmou a conversa e alegou que a negociação não tinha ilegalidade. Segundo a reportagem, o diálogo ocorreu em novembro do ano passado, um dia antes de Vorcaro ser preso pela Polícia Federal em investigação sobre corrupção, lavagem de dinheiro, lobby e pagamento de propina envolvendo setores político, econômico e de mídia. Parte dos recursos teria sido transferida pela empresa Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas e ligado a aliados de Eduardo BolsonaroEm um trecho da conversa, Flávio diz: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz!”. Questionado pela imprensa durante visita ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, Flávio negou inicialmente a existência do áudio. Mais tarde, divulgou vídeo admitindo a conversa e afirmando não ter cometido irregularidades.

A reportagem afirma que ao menos R$ 61 milhões teriam sido pagos entre fevereiro e maio do ano passado em seis operações financeiras. O filme seria produzido nos Estados Unidos sob coordenação de Eduardo Bolsonaro. Vorcaro é apontado como principal investigado no esquema. Entre as instituições citadas está o Banco de Brasília, que teria acumulado prejuízo bilionário após adquirir títulos do Banco Master. A tentativa de compra do Master pelo BRB também levou à prisão do ex-diretor do banco público Paulo Henrique Costa. Segundo fontes da PF ouvidas pelo Correio, o episódio revelado no áudio ainda não integra formalmente as investigações, mas poderá ser incluído nas diligências da Operação Compliance Zero. 

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER


Em dez anos, a Justiça brasileira recebeu 6,47 milhões de processos ligados à violência doméstica e familiar contra a mulher, segundo levantamento da Predictus com dados de 68 tribunais entre 2016 e fevereiro de 2026. 
A média é de um novo processo a cada 49 segundos: cerca de 1.749 ações por dia. Entre 2016 e 2025, os registros subiram de 475 mil para 780 mil processos anuais, alta de 64%. Especialistas afirmam que o aumento reflete não apenas a persistência da violência, mas também maior capacidade de denúncia e ampliação das políticas públicas. A advogada Fabiana Kuele destaca que a criminalização da violência psicológica e patrimonial, além das campanhas de conscientização e da digitalização dos serviços, facilitaram o acesso das vítimas à Justiça. Segundo ela, mais mulheres passaram a reconhecer situações abusivas e buscar ajuda por aplicativos, WhatsApp e canais eletrônicos. O crescimento dos casos também revela que o Estado passou a intervir em situações antes tratadas como “problemas privados”. O Distrito Federal lidera o número proporcional de processos, com quase 12 mil ações por 100 mil habitantes, enquanto o Paraná registra pouco mais de 400.

Para a especialista, a diferença reflete mais a eficiência da rede de proteção do que o nível real de violência. Ela afirma que locais com poucos registros podem esconder subnotificação, dificuldade de acesso às delegacias e falhas no sistema de acolhimento. O estudo ressalta que menos de 10% dos casos de violência chegam efetivamente ao Judiciário. As medidas protetivas de urgência somaram 3,4 milhões, mais da metade dos processos analisados. Fabiana afirma que muitas mulheres só denunciam quando o risco de morte se torna iminente. O levantamento também mostra que 68,3% dos processos acabaram arquivados, enquanto apenas 21,1% tiveram sentença registrada. Segundo a advogada, isso revela dificuldades estruturais, falta de provas, desistência das vítimas e lentidão do Judiciário. Para ela, a ausência de desfechos efetivos gera descrédito no sistema de Justiça e reforça a sensação de impunidade entre os agressores. 

MILHÕES PARA FAMÍLIA BOLSONARO, DESMENTINDO FLÁVIO


Registros obtidos pelo site The Intercept Brasil revelam encontros presenciais em São Paulo e negociações diretas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e integrantes da família Jair Bolsonaro. Segundo a apuração, Vorcaro teria prometido repassar US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Bolsonaro. As informações contradizem declarações públicas do senador Flávio Bolsonaro, que negava qualquer ligação entre sua família, a direita brasileira e o Banco Master. O parlamentar chegou a classificar as suspeitas como uma “narrativa falsa” do governo. Defensor de uma CPMI para investigar o “Caso Master”, Flávio também vinha acusando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “ser o master”. Porém, documentos indicam pagamentos efetivos de US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, em seis operações feitas entre fevereiro e maio de 2025 para o projeto cinematográfico.

Os registros incluem cronogramas de desembolso, comprovantes bancários e mensagens que apontam encontros presenciais em São Paulo. As negociações teriam sido conduzidas diretamente por Flávio Bolsonaro, com participação do deputado Eduardo Bolsonaro e do deputado Mario Frias, ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro. As conversas revelam proximidade financeira entre o grupo político e Vorcaro, considerado peça central em investigações federais. Um dos diálogos mais sensíveis ocorreu em novembro de 2025, pouco antes da primeira prisão do banqueiro na Operação Compliance Zero. Em março deste ano, ao comentar a doação de R$ 3 milhões feita pelo pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, à campanha de Jair Bolsonaro, Flávio declarou à CNN que o repasse ocorreu “sem nenhuma vinculação” e “sem contato pessoal”. Após a divulgação da reportagem, o deputado Lindbergh Farias afirmou que pedirá a prisão de Flávio Bolsonaro em razão do caso. 



MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 14/05/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Governo subsidia preço da gasolina para frear impactos da guerra

Por meio da ANP, será criada uma subvenção de até R$ 0,89 por litro do produto, produzido no Brasil ou importado

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Em uma semana, caso Master atinge Flávio e Ciro, e abre flanco de desgaste para a oposição

Pré-candidatos de direita se atacam publicamente e bolsonaristas se dividem sobre a possibilidade de substituir Flávio na disputa

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Aliados de Flávio Bolsonaro veem abalo de confiança por elo com Vorcaro e temem mais acusações

Apoiadores e integrantes da campanha reclamam que foram pegos desprevenidos sobre contato com dono do Banco Master Líderes afirmam que candidatura do filho do ex-presidente Bolsonaro está mantida, mas parlamentares receiam que outros diálogos surjam

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Governo Lula anuncia subsídio de até R$ 0,89/litro para baixar gasolina

O GOVERNO Lula anunciou ontem, 13, uma Medida Provisória (MP) para reduzir o preço da gasolina com uma subvenção

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Investigação aponta que Vorcaro repassou R$ 61 milhões a Flávio Bolsonaro; acordo era de R$ 134 milhões

Áudios e mensagens divulgados pelo Intercept Brasil mostram o senador cobrando parcelas atrasadas um dia antes da prisão do banqueiro

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Cunhado do ministro da Presidência visado em buscas da PJ

Buscas estão relacionadas com uma investigação sobre suspeitas de corrupção em concursos de aluguer de helicópteros de combate a incêndios.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

RADAR JUDICIAL


INADIMPLENTES: 84% EM MANAUS

Metade da população adulta das 25 capitais e do Distrito Federal está inadimplente, segundo dados da Serasa cruzados pela Folha com o Censo 2022 do IBGE. O pior índice é o de Manaus, onde 84% dos adultos têm dívidas atrasadas. Florianópolis aparece com o menor percentual: 43,8%, única capital abaixo de 50%. Entre os estados, o Amapá lidera a inadimplência, com 65,1% da população adulta endividada. Macapá ocupa o segundo pior índice entre as capitais, com 73,9%. Os maiores níveis de inadimplência concentram-se nas regiões Norte e Centro-Oeste. Distrito Federal, Amazonas e Mato Grosso do Sul também superam 59% de inadimplentes. Rio de Janeiro e São Paulo estão acima da média nacional, com 59,3% e 55,5%, respectivamente. Na outra ponta, Santa Catarina tem a menor taxa do país, com 40,4%. Piauí e Espírito Santo também registram baixos índices de inadimplência. O governo Lula lançou a nova edição do Desenrola, com descontos de até 90% para renegociação de dívidas.


BRASIL PODE PERDER BILHÕES EM EXPORTAÇÕES DE CARNES 

O Brasil pode perder quase US$ 2 bilhões por ano em exportações de carnes para a União Europeia após ser excluído da lista de países que cumprem as regras do bloco sobre antibióticos na pecuária. Em 2025, o país vendeu US$ 1,8 bilhão em carnes aos europeus, totalizando 368,1 mil toneladas, segundo o Ministério da Agricultura. A carne bovina liderou as exportações, com US$ 1,04 bilhão, seguida pela carne de frango, com US$ 762,9 milhões. A decisão da União Europeia entra em vigor em setembro e também afeta mel, peixes, embutidos e cavalos vivos. Segundo o bloco, o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre a não utilização de antimicrobianos na criação animal. O governo brasileiro afirmou ter recebido a medida com surpresa e prometeu atuar para reverter a suspensão. Em nota conjunta, ministérios disseram que o país possui um sistema sanitário “robusto” e exporta proteínas animais para a Europa há quatro décadas. A medida ocorre em meio à pressão de agricultores europeus e críticas ao acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, em vigor provisório desde 1º de maio.


TRUMP QUER ANEXAR A VENEZUELA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou ontem, 12, na Truth Social uma imagem que mostra a Venezuela como o “51º estado” americano. A postagem também foi compartilhada pela Casa Branca no X.  A publicação ocorreu um dia após a líder interina venezuelana, Delcy Rodríguez, rejeitar a possibilidade durante entrevista em Haia, na Holanda. Ela afirmou que a Venezuela continuará defendendo sua soberania e independência, destacando que o país “jamais” aceitaria virar uma colônia. Trump já havia sugerido a anexação em março, após elogiar a Venezuela nas redes sociais durante a Copa do Mundo de beisebol. Desde a captura de Nicolás Maduro pelo governo americano, em janeiro, Washington retomou relações diplomáticas com Caracas. O republicano também já fez publicações semelhantes envolvendo o Canadá e a Groenlândia, insinuando anexações territoriais. 

FILHO DE TRUMP CONDENA DEPENDÊNCIA DA CHINA

Donald Trump Jr., vice-presidente executivo da Trump Organization, defendeu maior alinhamento econômico entre Brasil e Estados Unidos para reduzir a dependência global da China. Durante o III Diálogos Esfera NY, em Nova York, ele afirmou que cadeias produtivas foram “capturadas” por países que não compartilham dos mesmos valores ocidentais. O empresário destacou os setores de mineração e agronegócio como estratégicos para ampliar a cooperação entre os dois países. Segundo ele, o fortalecimento das relações bilaterais criaria grandes oportunidades econômicas. O evento reuniu empresários como André Esteves, Wesley Batista, Marcelo Claure e Omeed Malik. Wesley Batista defendeu maior integração econômica entre Brasil e EUA, citando afinidades culturais e empresariais entre os dois países. André Esteves ressaltou a posição estratégica da América Latina na produção global de commodities agrícolas, minerais e energéticas. Marcelo Claure afirmou que o Brasil precisa avançar em reformas tributárias, sociais e jurídicas para aumentar sua competitividade internacional. Já Omeed Malik disse que os EUA erraram ao transferir parte de sua cadeia produtiva para a China e precisam fortalecer relações com parceiros do hemisfério ocidental. O evento também homenageou José Auriemo Neto e Cristiano Amon como “Person of the Year 2026”.

DÓLAR A R$ 4,8954

O dólar perdeu força no fim do pregão de ontem, 12, e fechou praticamente estável, cotado a R$ 4,8954, alta de 0,08%. Apesar do avanço da moeda americana no exterior, o real voltou a resistir à pressão internacional. O aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã elevou o preço do petróleo, com o barril Brent acima de US$ 107. Analistas avaliam que a alta da commodity favorece a balança comercial brasileira e ajuda a sustentar o real. Além disso, os juros elevados no Brasil seguem atraindo investidores. O IPCA de abril desacelerou para 0,67%, mas reforçou a percepção de que o Banco Central manterá a Selic em nível restritivo. O dólar acumula queda de 1,16% em maio e perdas de 10,81% no ano. Especialistas afirmam que o diferencial de juros e a melhora dos termos de troca mantêm a moeda brasileira protegida, mesmo diante da aversão ao risco global.

Salvador, 13 de maio de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso

Pessoa Cardoso Advogados.

 

MANIFESTAÇÃO DE MINISTRO DA SUPREMA CORTE CAUSA POLÊMICA


O ministro da Suprema Corte dos EUA, Clarence Thomas, causou polêmica ao afirmar que o progressismo ameaça os princípios fundadores do país. Em discurso recente, ele associou o movimento a figuras como Woodrow Wilson e a regimes autoritários de Stalin, Hitler, Mussolini e Mao. Críticos apontaram exageros e simplificações históricas, mas a visão de Thomas reflete parte relevante do pensamento conservador americano. Para ele, o progressismo busca substituir os valores da Declaração da Independência e enfraquece a Constituição original. Thomas também criticou conservadores que, segundo ele, chegam a Washington defendendo o “originalismo”, mas acabam adotando posturas moderadas para evitar críticas. A declaração foi vista como indireta a colegas mais cautelosos da Suprema Corte. Analistas dividem os ministros conservadores em dois grupos. Thomas, Samuel Alito e Neil Gorsuch formariam a ala mais ideológica. Já John Roberts, Brett Kavanaugh e Amy Coney Barrett seriam mais institucionalistas e defensores de decisões moderadas. Entre os liberais, Elena Kagan é vista como a mais preocupada com precedentes e estabilidade institucional. Já Sonia Sotomayor e Ketanji Brown Jackson demonstrariam posições mais ideológicas.

Apesar de a corte ainda preservar rituais de colegialidade, cresce o número de votos divergentes e opiniões individuais. A Suprema Corte fala cada vez menos com uma voz unificada. Segundo a analista Sarah Isgur, o fim do “filibuster” nas confirmações de ministros incentivou indicações mais ideológicas. Hoje, candidatos buscam agradar o partido governista em vez de conquistar apoio amplo. O texto também destaca fatores pessoais. Alguns ministros ganham milhões com livros, fortalecendo marcas próprias e incentivando maior protagonismo individual. Embora diversa em gênero e raça, a corte é homogênea em formação acadêmica: quase todos vieram da Ivy League e dos tribunais federais. A reportagem conclui que a Suprema Corte americana se parece cada vez mais com um grupo de “lobos solitários”, enquanto cresce a desconfiança pública em relação à instituição. 

TRUMP DESEMBARCA EM PEQUIM


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a Pequim nesta quarta-feira (13) para uma visita de Estado ao líder chinês, Xi Jinping, em encontro que pode redefinir as relações entre as duas maiores economias do mundo. 
O Air Force One pousou pela manhã na capital chinesa, já noite no horário local. Trump desembarcou acompanhado de empresários interessados em ampliar negócios com a China, objetivo central da viagem segundo o próprio presidente norte-americano. Entre os integrantes da comitiva estava o bilionário Elon Musk, dono da TeslaTrump foi recebido por autoridades chinesas, com tapete vermelho e jovens carregando bandeiras dos dois países. Depois da cerimônia, seguiu para um hotel em Pequim, onde permaneceu durante o restante do dia. Ainda nesta noite, pelo horário de Brasília, o presidente dos EUA será recebido por Xi Jinping na sede do governo chinês e visitará o Templo dos Céus, um dos principais complexos religiosos chineses. Na sequência, os dois líderes participarão de uma reunião bilateral. Após os compromissos, Trump retornará a Washington.

O encontro marca a primeira reunião entre Trump e Xi desde o início da guerra dos EUA contra o Irã, aliado estratégico e econômico da China. Pequim tem evitado se posicionar diretamente sobre o conflito. A visita ocorre também em meio ao novo impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Mesmo assim, Trump afirmou que não pretende discutir o Oriente Médio com Xi Jinping. “Não precisamos de ajuda do Xi com o Irã. Eles farão a coisa certa ou nós terminaremos o trabalho”, declarou Trump antes de embarcar para Pequim. 

ANVISA ANALISA OPERAÇÃO DA IPÊ


A Química Amparo, dona da marca Ypê, afirma ter reforçado o tratamento de água usado na fabricação de produtos líquidos após fiscalização da Anvisa detectar contaminação bacteriana em lotes da empresa, em novembro de 2025. 
Na época, a agência mandou recolher 14 lotes de lava-roupas líquidos após encontrar a bactéria Pseudomonas aeruginosa. A empresa voltou a sofrer sanções na semana passada por reincidência em falhas de controle de qualidade. Segundo Eduardo Beira, diretor de operações da Química Amparo, desde dezembro foi implantado um plano de ação acordado com a Anvisa. Entre as medidas estão quarentena dos produtos líquidos, adoção de osmose reversa para purificação da água e testes com ozônio para desinfecção complementar. A empresa também contratou a consultoria global Ecolab para reforçar os processos. A bactéria encontrada pode causar infecções leves ou graves, principalmente em idosos, pacientes hospitalizados e pessoas com imunidade baixa.

Em nova vistoria, a Anvisa apontou descumprimento de normas da RDC 47, que estabelece regras de boas práticas de fabricação. Por isso, determinou a paralisação da produção e venda de detergentes, lava-roupas e desinfetantes líquidos. A empresa conseguiu suspender temporariamente a medida por recurso administrativo, mas a Anvisa ainda analisa se manterá a liberação. Beira afirmou que apenas alguns lotes recolhidos em 2025 apresentaram contaminação e que a empresa corrigiu problemas como pisos desgastados, sujeira, oxidação em sensores e falhas de organização interna. A fábrica de Amparo (SP), responsável por cerca de um terço da produção da companhia, emprega 3.500 pessoas, sendo 400 nas linhas paralisadas. A unidade usa água do rio Camanducaia, poços artesianos e captação de chuva para fabricar produtos líquidos. 

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL TRANSFORMA EMOÇÕES EM MERCADORIA


Democracia, liberdade, legalidade e justiça seguem como pilares do discurso contemporâneo, mas perderam sentido para o cidadão comum. Essa é a provocação central de “Crepúsculo da Razão Ocidental”, livro de José Andrés Lopes da Costa a ser lançado nesta quinta-feira (14), em São Paulo. 
Professor e advogado das áreas tributária e bancária, Costa abandona o juridiquês para refletir sobre a crise das instituições e o “caos dos princípios” do século 21. Segundo ele, o poder aprendeu a desobedecer à lei em nome da justiça e a punir sem norma sob o argumento de proteger a sociedade. O direito deixou de limitar o poder e passou a justificá-lo. O autor vê a história como uma sucessão de ciclos. A Grécia substituiu o oráculo pela razão, Roma transformou força em lei e o Iluminismo devolveu ciência e Estado aos homens. O problema atual, afirma, é o avanço acelerado da inteligência artificial e das redes sociais, que transformaram emoções em mercadoria.

“As redes prometeram participação direta, mas criaram um sistema que mede tudo e converte cada expressão em dado”, escreve o autor. Para Costa, os algoritmos não valorizam o melhor argumento, mas o conteúdo capaz de prender atenção e gerar engajamento. A política, diz, deixou de persuadir pela razão e passou a capturar pela emoção. Ele não rejeita a tecnologia, mas alerta para os riscos de delegar poder às máquinas sem preparo humano e ético. O livro também cita pensadores como Albert Camus, Hannah Arendt, Friedrich Nietzsche e John Stuart MillEm síntese, Costa defende que democracia exige argumentação, prudência e responsabilidade —e não apenas cliques, velocidade e indignação digital. Ao final, sustenta uma esperança racional: democracia, liberdade e justiça ainda podem recuperar significado se forem pronunciadas com responsabilidade.