Pesquisar este blog

quinta-feira, 23 de abril de 2026

RADAR JUDICIAL


CORREIOS: PREJUÍZO DE R$ 8,5 BILHÕES 

Os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, mais que o triplo do ano anterior, com queda de receita. O resultado foi apresentado pelo presidente Emmanoel Rondon, que destacou o plano de reestruturação da estatal. O plano surgiu como contrapartida a um empréstimo de R$ 12 bilhões garantido pela União. Um dos pilares, o PDV, teve adesão de apenas 32% da meta, com 3.181 desligamentos. A meta era atingir 10 mil funcionários, mas não foi alcançada mesmo com prazo ampliado. O patrimônio líquido da empresa terminou negativo em R$ 13,1 bilhões. A receita caiu 11,35%, somando R$ 17,3 bilhões no ano. Os desligamentos geraram economia parcial, cerca de 40% do previsto inicialmente. A empresa afirma que já quitou ou renegociou 97% das dívidas na fase inicial. O plano também prevê venda de imóveis e fechamento de unidades deficitárias. Atualmente, 85% dos pontos de atendimento dão prejuízo; 68 já foram fechados. A meta é reduzir o déficit em 2026 e voltar ao lucro em 2027.


EX-PRESIDENTE DO BRB QUER DELAÇÃO 

O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, decidiu mudar sua estratégia de defesa para tentar deixar a prisão. Investigado pela Polícia Federal, ele é apontado como beneficiário de propina em imóveis que somam R$ 146 milhões, em troca de favorecer operações do banco com o Banco Master, que totalizam R$ 21,9 bilhões. Ele informou ontem, 22, ao advogado Cleber Lopes que trocará de defesa, buscando negociar um acordo de delação premiada. Para isso, contratou o criminalista Davi Tangerino, especialista em direito penal econômico. O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão também deve integrar a equipe de defesa. A estratégia considera a possibilidade de a 2ª Turma do STF manter a prisão preventiva decretada por André Mendonça. Aragão afirmou que ainda não conversou com o investigado e que as tratativas estão no início. Sobre eventual delação, disse que a decisão “depende das circunstâncias”. 


SOLDADOS ISRAELENSES MATAM CRIANÇA 

Ao menos quatro pessoas morreram na Faixa de Gaza nesta quinta-feira (23) em ataques aéreos de Israel, segundo autoridades de saúde palestinas ligadas ao Hamas. Na Cisjordânia ocupada, um adolescente de 15 anos foi morto durante uma operação militar israelense. Em Khan Yunis, no sul de Gaza, um bombardeio matou uma pessoa e deixou vários feridos. Israel afirmou que o alvo eram membros do Hamas que transportavam munições. Outras três pessoas, incluindo um socorrista, morreram em ataque no campo de refugiados de Maghazi, no centro do território. O Exército israelense não comentou essa segunda ação. Os bombardeios continuam apesar do cessar-fogo mediado pelos EUA desde outubro. Israel e Hamas se acusam mutuamente de violar a trégua. Não há mecanismo formal de fiscalização do acordo. Desde então, quatro soldados israelenses morreram, enquanto palestinos relatam 780 mortos. Em Nablus, forças israelenses mataram um adolescente após confronto com pedras. Também houve registro de morte de um homem por colonos israelenses na Cisjordânia.

PROPOSTA VERGONHOSA DE TRUMP

O ministro da Economia da Itália, Giancarlo Giorgetti, classificou como “vergonhosa” a proposta ligada ao governo de Donald Trump de substituir o Irã pela Itália na Copa de 2026. A sugestão foi mencionada por Paolo Zampolli ao Financial Times. A Itália não se classificou para o torneio, sediado por EUA, México e Canadá. O ministro do Esporte, Andrea Abodi, rejeitou a ideia: “Você se classifica em campo”. O técnico Gianni De Biasi afirmou que uma vaga deveria ir à equipe seguinte no ranking. Já Luciano Buonfiglio disse que seria ofensivo aceitar a vaga. A FIFA não pretende fazer substituição, segundo a BBC. A troca só ocorreria se o Irã desistisse oficialmente. O Irã, classificado em 2025, cogitou não disputar por causa de conflitos, mas voltou atrás. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que a equipe deve jogar. Ele defendeu separar esporte e política. A estreia iraniana está marcada contra a Nova Zelândia, em 15 de junho, em Los Angeles.

JUSTIÇA SUSPENDE VENDA DE IMÓVEIS PARA SOCORRER BRB

A Justiça do Distrito Federal voltou a suspender, nesta quinta-feira (23), o uso de imóveis públicos para capitalizar o BRB após prejuízos ligados ao Banco Master. O desembargador Rômulo de Araújo Mendes apontou desvio de finalidade no uso das áreas. Segundo ele, a medida pode causar danos ao patrimônio público e ao meio ambiente. A decisão atende a pedido do Ministério Público do DF, que questiona a constitucionalidade da lei. A norma permite ao governo contrair até R$ 6,6 bilhões em crédito para socorrer o banco. Também autoriza o uso ou venda de nove imóveis públicos. Parte relevante do valor viria da área conhecida como Serrinha do Paranoá. Especialistas já haviam alertado para riscos ambientais na região. O magistrado destacou possíveis danos a recursos hídricos essenciais. Ele afirmou que a lei reduz a proteção ambiental em favor de interesses financeiros. Enquanto isso, acionistas aprovaram aumento de capital do BRB de até R$ 8,8 bilhões. O plano inclui transformar créditos em títulos para antecipar recursos ao governo.

Salvador, 23 de abril de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

PRESIDENTE DE ASSOCIAÇÃO DIZ PARA MULHERES "EVITAR SE RELACIONAR COM HOMENS"


O presidente de uma associação de investigadores criminais gerou polêmica na Alemanha ao afirmar, em entrevista, que mulheres deveriam “evitar se relacionar com homens”. 
Dirk Peglow, da Associação Alemã de Policiais Investigadores Criminais, fez a declaração ao comentar dados recentes que mostram alto índice de violência contra mulheres no país. Ele citou um aumento de 8,5% nos casos de estupro, agressão sexual e crimes sexuais graves, incluindo situações que resultaram em morte. Questionado pela apresentadora Dunja Hayali, da emissora ZDF, sobre conselhos às mulheres, respondeu: “É melhor não se envolver em um relacionamento com um homem”. Segundo Peglow, o risco de violência psicológica ou física aumenta dentro de relações. Ele também destacou que, estatisticamente, ao menos duas mulheres são vítimas de homicídio ou tentativa de homicídio, além da persistência de crimes sexuais. 

Após a repercussão negativa, Peglow recuou em entrevista ao tabloide Bild. Disse que sua fala foi um exagero e não deveria ser interpretada literalmente. Ressaltou ainda que a maioria dos homens não é violenta nem criminosa. A apresentadora Hayali afirmou ter recebido ameaças após a entrevista. Em declaração à Focus Online, disse que tanto ela quanto Peglow foram alvo de mensagens violentas. Segundo ela, parte das reações ignorou o problema da violência contra mulheres e focou em ataques pessoais. Apesar do aumento nos crimes violentos, os dados gerais mostram queda de 4,4% no total de crimes registrados na Alemanha.

 

IA IMPACTA EMPREGO E RENDA DOS JOVENS


Um estudo realizado no Brasil mostra que a inteligência artificial já impacta o emprego e a renda dos jovens. 
Pesquisas anteriores, como as de Stanford, já indicavam que iniciantes no mercado seriam os mais afetados. O levantamento do FGV Ibre aponta que jovens de 18 a 29 anos têm quase 5% menos chances de emprego em setores vulneráveis. As áreas mais expostas são serviços de informação, comunicação e financeiros. Segundo o pesquisador Daniel Duque, esses jovens atuam em funções de apoio, como produção de relatórios e análises. São tarefas mais burocráticas e facilmente substituídas por IA, que executa com mais rapidez e menor custo. Já profissionais mais experientes parecem menos afetados por enquanto. Dados da Pnad mostram pouco impacto nas faixas de 30 a 59 anos. Cargos seniores exigem decisão e análise, menos suscetíveis à automação. Os efeitos começaram após a popularização da IA generativa em 2022 e se intensificaram em 2024 e 2025. A rápida adoção da tecnologia acelera mudanças no mercado de trabalho.

Em países desenvolvidos, o impacto é ainda maior. A contratação de jovens desenvolvedores caiu até 20%, segundo estudo de Stanford. Em média, a queda foi de 16% nos setores mais expostos. Na França, empresas já substituem funções júnior por IA em tarefas como análise de dados e redação. No Brasil, o problema é agravado pela maior substituibilidade da mão de obra. A baixa qualificação dificulta o uso complementar da IA. Empresas também reduzem vagas de estágio e incentivam o uso da tecnologia. Isso pode comprometer a formação de futuros profissionais. Experiências iniciais são essenciais para o desenvolvimento de carreira. Sem essa base, trabalhadores terão menos সুযোগ de aprendizado e liderança. No longo prazo, isso pode afetar toda a estrutura do mercado. O desafio será ampliar o acesso à IA e distribuir seus ganhos de produtividade. Assim, busca-se reduzir desigualdades e preparar melhor os trabalhadores para o futuro.

 

DENÚNCIA CONTRA AGENTE DO GOVERNO TRUMP


O FBI teria aberto, no mês passado, uma investigação contra a repórter Elizabeth Williamson, após reportagem do The New York Times sobre o diretor Kash Patel
O texto relatava que Patel teria usado funcionários da agência para oferecer segurança e transporte à namorada, Alexis WilkinsDurante a apuração, agentes entrevistaram Wilkins, consultaram bancos de dados sobre a repórter e avaliaram possível violação de leis federais. A investigação gerou desconforto no Departamento de Justiça, onde parte dos funcionários viu indícios de retaliação à reportagem. A conclusão interna foi de que não havia base legal para prosseguir com o caso. Questionado, o FBI negou a investigação e afirmou não estar conduzindo nenhum processo. Apesar disso, reconheceu preocupação com métodos de reportagem considerados agressivos. Paralelamente, Patel enfrenta desgaste no governo Donald TrumpReportagem da The Atlantic aponta que o consumo de álcool teria agravado sua situação. Segundo o texto, o hábito teria levado a atrasos e remarcações de compromissos. Fontes do FBI e do Departamento de Justiça indicam temor de perda do cargo. A jornalista Sarah Fitzpatrick disse à CNN que a saída de Patel é discutida internamente. Após a publicação, Patel processou a revista por difamação, pedindo US$ 250 milhões. Ele negou ter trabalhado alcoolizado e criticou a imprensa.

A Atlantic afirmou que manterá a reportagem e se defenderá judicialmente. O caso gerou críticas de parlamentares democratas. O deputado Jamie Raskin disse que Patel não é qualificado para o cargo. Raskin e outros 17 parlamentares enviaram documento cobrando explicações. Eles citam preocupações com abuso de álcool e comportamento errático. Segundo o grupo, isso teria afetado investigações de segurança nacional. Os parlamentares pedem testes e acesso a comunicações internas. Também querem avaliar riscos à segurança do país. Não é o primeiro episódio envolvendo Patel e álcool. Em fevereiro, ele apareceu em vídeo bebendo durante celebração esportiva. O diretor já foi criticado por erros em casos como o de Charlie KirkNa ocasião, o FBI corrigiu informação divulgada por ele. Patel também minimizou evidências no caso Jeffrey EpsteinSob pressão, foi convocado ao Congresso e negou motivações políticas em demissões no FBI.

 

"SUPREMO PIOR DA HISTÓRIA", DIZ EX-GOVERNADOR


O presidenciável do Novo e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou ontem, 22, que o Supremo Tribunal Federal é o “pior Supremo da história”. 
Segundo ele, a Corte, que antes atuava como “bombeiro” nas crises do país, hoje agravaria conflitos. A declaração foi feita em entrevista na Câmara, em Brasília, ao lado de deputados de oposição. A fala ocorre após o ministro Gilmar Mendes pedir que Alexandre de Moraes inclua Zema no inquérito das fake news. O ex-governador passou a ser alvo após divulgar vídeo satírico com bonecos que representam Gilmar e Dias Toffoli. Ele alegou que a medida fere a liberdade de expressão. Zema classificou a situação como “atentado à democracia” e comparou o cenário a regimes autoritários, afirmando risco de restrições à crítica e à ironia. Durante evento em Sinop (MT), Flávio Bolsonaro manifestou apoio a Zema e criticou o Judiciário, alegando interferência política. Zema também propôs mudanças no STF, como idade mínima de 60 anos para ministros, fim de decisões monocráticas e facilitação de impeachment pelo Senado.

Ele defendeu alterar o modelo de indicação, incluindo participação do Superior Tribunal de Justiça, da Procuradoria-Geral da República e da Ordem dos Advogados do BrasilO ex-governador criticou indicações feitas por Luiz Inácio Lula da Silva ao STF, mas reconheceu erros de outros presidentes. Sobre a eleição, Zema disse manter candidatura própria, embora aliados cogitem aliança com Flávio Bolsonaro no segundo turno. Deputados de oposição anunciaram pedido de impeachment contra Gilmar Mendes e ações junto à PGR e ao STF, lideradas por Cabo Gilberto SilvaO parlamentar admitiu falta de maioria no Senado, mas afirmou que a pressão continuará diante do desgaste da Corte.

 

DISPENSA POR JUSTA CAUSA EXIGE PROVA ROBUSTA


A dispensa por justa causa, por ser a penalidade mais severa no contrato de trabalho, exige prova robusta e inequívoca da falta grave do empregado. Sua validade depende da demonstração concreta da gravidade da conduta e da proporcionalidade da sanção, não bastando a simples enquadramento no artigo 482 da CLT. 
Em julgamento recente, a 6ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho anulou decisão que havia afastado a justa causa aplicada a um empregado acusado de agressões verbais e outras faltas. O ponto central foi o indeferimento da oitiva de testemunhas indicadas pela empresa, essenciais para comprovar a gravidade e a reiteração das condutas. Para o colegiado, embora o juiz tenha poderes para indeferir provas desnecessárias, isso encontra limites em casos de justa causa. Nesses casos, a prova testemunhal é fundamental para analisar os fatos de forma contextualizada, evitando decisões baseadas apenas em abstrações.

A decisão reforça a necessidade de atuação preventiva das empresas. A aplicação da justa causa deve ser precedida de documentação adequada, respeito à gradação das penalidades e preservação de testemunhas. Além disso, instrumentos como registros formais de entrevistas e atas notariais podem fortalecer o conjunto probatório. O precedente mostra que a defesa da justa causa depende da estratégia construída desde o início dos fatos. Na prática, a justa causa gera controvérsias, especialmente sem análise jurídica prévia. Muitas vezes, o problema não é a conduta, mas a fragilidade na produção e preservação das provas, evidenciando a importância do acompanhamento jurídico. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 23/04/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Empresário é morto com mais de 20 tiros. PMs responderão por homicídio doloso

Daniel Patrício Santos de Oliveira voltava com os amigos de uma festa na Pavuna, subúrbio carioca. Patrulha teria mandado o carro do empresário parar. Por supostamente não ter cumprido a ordem, foi fuzilado

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Ameaça real: estudo mostra que 45% das empresas que investem em sistemas de IA acabam demitindo

Pesquisa realizada pelo Laboratório de Economia Digital de Stanford mostrou que, em 45% dos casos, a aplicação de sistemas de IA levou a cortes na força de trabalho

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

TSE aposta em precedentes da corte para conter infiltração de facções e milícias nas eleições

Tribunal indeferiu candidatura de vereador ligado a milícia e cassou suspeito de envolvimento com CV Entendimentos devem ser usados para fundamentar julgamentos nos próximos anos

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Oposição apresentará pedido de impeachment de Gilmar por ação contra Zema

A iniciativa ocorre após o magistrado solicitar a inclusão do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) no inquérito das fake news.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Brasil adota reciprocidade “imediata” ao bloquear funções de agente norte-americano, diz Itamaraty

Ministério das Relações Exteriores comunica decisão de interromper atuação de oficial de imigração após medida contra delegado da PF

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

PJ investiga declarações de deputados do Chega

Segredo de justiça decretado nos inquéritos a declarações de cheguistas sobre morte de Odair Moniz e crianças “estrangeiras” justifica-se, diz PGR, por estarem sob investigação da Polícia Judiciária. 

quarta-feira, 22 de abril de 2026

RADAR JUDICIAL


RETIRADA CREDENCIAL DE AGENTE DOS EUA

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou ter retirado as credenciais de um agente dos EUA que atuava em Brasília. A medida segue o “princípio da reciprocidade” após os EUA negarem acesso ao delegado Marcelo IvoSem credenciais, o policial americano perde acesso a instalações e bases da PF. Situação semelhante ocorreu com o delegado brasileiro que atuava em Miami. O Departamento de Estado dos Estados Unidos alegou que o brasileiro tentou “manipular” o sistema migratório. Rodrigues negou expulsão e disse que Ivo retornou ao Brasil por precaução. O caso ocorre após a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem nos EUA. Ele havia sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe. A detenção foi feita pelo ICE e durou dois dias. A PF afirma que a ação envolveu cooperação internacional entre os países. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu reciprocidade diante do episódio. Segundo ele, o Brasil não aceitará “ingerência” ou abuso de autoridades americanas.


VEREADOR AMARRA E AGRIDE ESPOSA

O presidente da Câmara de Barra do Bugres (MT), Laércio Norberto Júnior (PL), o “Júnior Chaveiro”, foi afastado do cargo e do mandato após ser acusado de amarrar e agredir a companheira no último fim de semana. A decisão foi tomada em sessão extraordinária na segunda-feira, com apoio de 10 vereadores. O afastamento atende a determinação judicial cautelar, que também proíbe o parlamentar de frequentar a sede do Legislativo. A medida visa proteger a vítima, que trabalha na própria Câmara. O caso é investigado pela Polícia Civil, que confirmou o registro da ocorrência. Detalhes não foram divulgados para preservar a identidade da mulher. A denúncia ganhou repercussão após relato do ex-vereador Edison de Oliveira nas redes sociais. O PL também decidiu afastar preventivamente o parlamentar de funções partidárias. A decisão foi comunicada pelo presidente estadual da sigla, Ananias Filho. A deputada federal Coronel Fernanda apoiou a medida. Ela também protocolou pedido de expulsão definitiva do vereador. Segundo a parlamentar, a conduta é incompatível com a representação partidária. 


AVIÃO CAI COM DINHEIRO QUE É SAQUEADO

Um avião de pequeno porte caiu em Minga Guazú, perto de Cidade do Leste, deixando um morto e três feridos. A aeronave bimotor havia sido fretada pela Prosegur e transportava US$ 5 milhões e R$ 15 milhões. O acidente ocorreu no sábado (18) e o piloto foi a única vítima fatal. Segundo autoridades, ao menos US$ 1,5 milhão desapareceu após a queda. O caso é investigado pelo Comando Tripartite, que apura o acidente e o sumiço do dinheiro. Moradores se aproximaram rapidamente do local antes da chegada das equipes. Nesse intervalo, parte da carga foi saqueada pela população. Inicialmente, algumas pessoas pegaram pequenas quantias e guardaram nos bolsos. Depois, houve registros de dinheiro sendo levado em sacolas. A polícia afirma ser difícil calcular o total saqueado ou destruído no incêndio. Buscas no local não encontraram provas físicas do dinheiro desaparecido. Mesmo assim, informações coletadas ajudam a reconstituir o caso e apontar suspeitos.

CIGARRO PROIBIDO NO REINO UNIDO

O Parlamento do Reino Unido aprovou uma lei que proíbe a compra de cigarros por pessoas nascidas a partir de 2008, mesmo após atingirem a maioridade. A medida busca criar uma geração totalmente livre do tabagismo. Considerada uma das mais ambiciosas do mundo, a proposta marca uma mudança histórica na política antitabaco do país. Antes, o governo incentivava cigarros eletrônicos como alternativa menos nociva para adultos. Com o aumento do uso entre jovens e riscos à saúde, essa estratégia foi revista. A nova regra eleva a idade mínima para compra de cigarros ano a ano. Na prática, nascidos a partir de 2009 nunca poderão comprar produtos de tabaco legalmente. A chamada “proibição geracional” visa impedir o início precoce do vício. O tabagismo causa cerca de 64 mil mortes anuais na Inglaterra e gera altos custos ao sistema de saúde. A lei também endurece regras para cigarros eletrônicos. Eles passam a ser proibidos vitaliciamente para essa mesma geração.

ABERTURA INSTITUCIONAL NA VENEZUELA, MAS REPRESSÃO CONTINUA

Após a queda de Maduro, a situação dos direitos humanos na Venezuela mostra sinais mistos.
O governo interino de Delcy Rodríguez aprovou uma lei de anistia para presos políticos. A medida é vista como um gesto inicial de abertura institucional. No entanto, o aparato de repressão estatal permanece em funcionamento. Estruturas de controle e vigilância ainda não foram desmontadas. Há dúvidas sobre o real compromisso com garantias civis e liberdades políticas. O avanço econômico recente não foi acompanhado por reformas institucionais profundas. Organizações apontam que a segurança jurídica e a independência das instituições seguem frágeis. A transição política ainda é considerada incompleta. Persistem riscos de violações, especialmente contra opositores. O cenário indica uma abertura limitada, mais tática do que estrutural. O futuro dos direitos humanos dependerá de reformas políticas mais amplas.

Salvador, 22 de abril de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

WASHINGTON "NÃO É O QUINTAL DO PRESIDENTE"


A Comissão Federal de Belas Artes dos EUA aprovou preliminarmente o plano de um arco do triunfo de 76 metros para marcar os 250 anos do país, parte de projetos idealizados por Donald Trump para deixar sua marca em Washington. 
Apesar do aval inicial, houve ressalvas: o vice-presidente do painel sugeriu mudanças relevantes, como retirar a estátua alada no topo, que compõe o terço final da altura proposta. A comissão pediu ao governo que apresente novos desenhos antes da votação final. O órgão é consultivo e conta majoritariamente com aliados de Trump. O arco seria erguido em uma rotatória próxima ao Cemitério Nacional de Arlington, em frente ao Memorial Lincoln, do outro lado do rio Potomac. O projeto destaca adornos dourados, marca estética associada a Trump, e chama atenção pelo tamanho monumental. Embora inspirado no Arco do Triunfo de Paris, seria cerca de 26 metros mais alto, superando a maioria dos arcos do mundo. Arcos monumentais costumam homenagear guerras, revoluções ou simbolizar a força nacional, como exemplos na Índia, México, Nova York e Lisboa. Questionado sobre a homenagem, Trump respondeu: “Para mim”. Se construído, o arco mudaria significativamente a paisagem da capital, sendo visível na entrada pela ponte Memorial de Arlington. Ele seria mais alto que o Memorial Lincoln e quase tão alto quanto o Capitólio.

A Casa Branca pretende concluir a obra antes do fim do mandato, mas há incertezas sobre financiamento e execução. O projeto pode enfrentar entraves legais, como outros planos anteriores de Trump. Veteranos da Guerra do Vietnã e um historiador acionaram a Justiça para barrar a obra. A ação alega que o arco precisa de aprovação do Congresso, conforme a Lei de Obras Comemorativas de 1986. Essa lei exige que memoriais tenham “significado histórico preeminente e duradouro”. Democratas no Congresso apoiaram a ação judicial com um parecer. Segundo o documento, Washington “não é o quintal do presidente para reformar e construir livremente”.

PRIMEIRA LOJA FÍSICA GERIDA POR IA


As vitrines estão vazias e a fachada não tem placas. Dentro, há poucos itens: jogos, livros, incensos e muitas velas de diferentes tipos. Não há etiquetas de preço, e os valores informados são considerados altos. 
A explicação está em quem administra o local: um agente de inteligência artificial. O Andon Market, na Union Street, em São Francisco, é apresentado como a primeira loja física gerida por IA, chamada Luna. O projeto é da Andon Labs, que testa se agentes de IA conseguem operar negócios no mundo real. A empresa já realizou experimentos com máquinas de venda, rádio e robôs domésticos. Desde a inauguração, em 10 de abril, o funcionamento tem sido irregular. Luna enfrenta dificuldades com tarefas básicas, como organizar turnos e controlar pedidos —especialmente de velas. Os fundadores, Lukas Petersson e Axel Backlund, queriam observar como uma IA gerencia humanos. Investiram US$ 100 mil e deram a Luna a missão de gerar lucro. A IA cuidou de contratações, fornecedores e montagem da loja, mas depende de humanos para tarefas físicas e segurança.

Problemas surgiram: compras excessivas, erros de estoque e falhas na escala de funcionários, que levaram ao fechamento temporário da loja. Um funcionário relatou que a IA é educada, mas faz escolhas aleatórias de produtos. A loja vende itens variados, como alimentos, livros e produtos com logotipo criado pela própria IA, alguns com defeitos de impressão. Os preços só são informados por interação com Luna, via dispositivo, incentivando contato direto com a IA. Apesar do conceito inovador, o negócio ainda não é lucrativo: já acumula prejuízo de US$ 13 mil. Mesmo assim, Luna afirma que a proposta —combinar tecnologia e trabalho humano— está funcionando como esperado. 

MILEI PROPORÁ REFORMA ELEITORAL


Menos de duas semanas após reformar a Lei das Geleiras sob protestos, Javier Milei voltou à agenda política, buscando reforma eleitoral, em projeto que encaminhará ao Congresso.  
O comunicado foi feito no X, em letras maiúsculas, antes de retornar de sua terceira visita a Israel. A proposta prevê o fim das Paso (primárias abertas e obrigatórias), mudanças no financiamento de campanhas e a adoção de uma regra semelhante à Ficha Limpa. Milei afirmou que quer acabar com o uso de recursos públicos em disputas internas partidárias e barrar políticos condenados por corrupção. Apesar do tom repentino, o projeto vinha sendo negociado há semanas. O governo cogitou flexibilizar pontos, como tornar as Paso opcionais, mas essas ideias não devem constar na versão final. Desde o fim de 2025, o partido A Liberdade Avança ampliou sua força no Congresso, com quase 40% das cadeiras na Câmara e 21 dos 72 senadores. Essa base tem permitido aprovar medidas importantes, como a reforma trabalhista e mudanças na legislação penal. Ainda assim, acabar com as Paso é mais difícil, porque tentativa anterior fracassou por falta de apoio, resultando apenas em suspensão temporária.

A resistência envolve disputas internas partidárias e o temor de enfraquecimento da oposição. Como contrapartida, o governo incluiu a proposta de Ficha Limpa, defendida há anos por aliados de Mauricio Macri. A iniciativa surge em momento sensível para Milei, com queda gradual de popularidade. Pesquisa recente indica 57,4% de desaprovação e apenas 30,3% de avaliação positiva. O cenário é agravado por escândalos recentes, incluindo suspeitas ligadas a criptomoedas e investigação sobre enriquecimento ilícito de um assessor próximo.

 

REFORMA DO JUDICIÁRIO É NECESSÁRIA


A proposta de reforma do Judiciário apresentada pelo ministro do STF Flávio Dino é vista como complementar ao projeto de Edson Fachin de criação de um código de ética para a Corte, segundo entidades de transparência e da advocacia. 
Enquanto o código de ética pode ser aprovado internamente, parte das 15 medidas de Dino depende do aval do Congresso e do Executivo, o que torna sua implementação mais complexa. Fachin apresentou sua proposta após o escândalo do Banco Master, que envolveu ministros do STF. Já Dino divulgou suas ideias após novos episódios de desgaste, incluindo menções a ministros em uma CPI. Apesar de não citar diretamente Fachin, Dino adota um tom crítico, especialmente em relação à ideia de “autocontenção” dos ministros. Especialistas apontam que não há conflito entre as propostas, mas sim um consenso crescente sobre a necessidade de reforçar ética e integridade no Judiciário. Entre os pontos defendidos por Dino está a punição de juízes e advogados por recebimento de honorários sem origem clara, medida considerada positiva diante de suspeitas recentes. O caso envolvendo pagamentos do Banco Master ao escritório ligado à esposa de um ministro está no centro da crise, embora a defesa negue irregularidades.

Analistas destacam que a reforma proposta por Dino exige mudanças constitucionais e amplo debate com sociedade civil e academia. Já o código de ética de Fachin é visto como mais rápido de implementar, embora também enfrente resistência interna. A necessidade de maior transparência, como na divulgação de agendas, é apontada como medida básica ainda pouco adotada. Especialistas alertam para o peso do lobby das carreiras jurídicas, que já dificultou iniciativas anteriores contra supersalários. A OAB apoia pontos da reforma, como mandatos para ministros, limites a decisões individuais e regras sobre atuação de parentes. A entidade também defende ampla participação social no debate. Representantes da advocacia e magistratura ressaltam desafios estruturais do sistema, como morosidade e excesso de processos. Há consenso de que mudanças são necessárias, mas divergências sobre prioridades e ritmo. A AMB defende que o debate seja técnico e não influenciado pelo período eleitoral. No geral, as propostas evidenciam pressão crescente por reformas no Judiciário, mas também revelam obstáculos políticos e corporativos para sua concretização.