DIMINUI ASSASSINATOS NO BRASIL
CENÁRIO ALARMANTE PAR CURSOS DE MEDICINA TÉCNICOS SUSPEITOS DE MATAR PACIENTES
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O Exército de Israel ordenou nesta terça-feira (20) que dezenas de famílias palestinas deixem suas casas no sul da Faixa de Gaza, no que moradores classificam como a primeira retirada forçada desde o cessar-fogo. Panfletos foram lançados sobre áreas de Bani Suhaila, perto de Khan Yunis, informando que a região estaria sob controle militar israelense e exigindo evacuação imediata. Segundo residentes, ao menos 70 famílias que viviam em tendas e casas foram afetadas. Um morador relatou à Reuters que os deslocados fugiram para o oeste de Khan Yunis. O Hamas afirmou que Israel está expandindo sua área de controle, apesar do acordo que previa a retirada das tropas para a chamada “linha amarela”. O Exército israelense não comentou. Autoridades do Hamas dizem que, desde o cessar-fogo, Israel ampliou cinco vezes sua presença no leste de Khan Yunis, forçando o deslocamento de cerca de 9.000 pessoas. Atualmente, quase toda a população de Gaza, mais de 2 milhões de pessoas, está confinada a cerca de um terço do território, em condições precárias.
Na semana passada, os EUA anunciaram o início da segunda fase de seu plano para encerrar a guerra, com foco na desmilitarização do Hamas, criação de uma administração palestina tecnocrata e reconstrução de Gaza. Paralelamente, Israel demoliu nesta terça-feira prédios da agência da ONU para refugiados palestinos (UNRWA) em Jerusalém Oriental. A ONU classificou a ação como inaceitável e uma violação do direito internacional. Israel acusa a UNRWA de comprometer sua segurança, alegação intensificada após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. O ministro israelense Itamar Ben-Gvir celebrou a demolição, chamando o ato de “dia histórico”.
Além da neve e do frio, a Groenlândia pouco tem em comum com os Alpes suíços. Ainda assim, o futuro da ilha domina o Fórum Econômico Mundial, em Davos. A ameaça de Donald Trump à Groenlândia surge em momento calculado, durante o encontro. Trump gosta de Davos, apesar da desconfiança de sua base eleitoral. No ano passado, falou por vídeo após a posse, diante de executivos europeus perplexos. Citou ambições territoriais e pressionou empresas a produzir nos EUA ou pagar tarifas. Agora, ele comparece pessoalmente, em meio à perplexidade global, sobretudo europeia. Será o maior Davos já realizado, marcado por suas políticas disruptivas. Trump chega como “disruptor-chefe”, pressionado por líderes e empresários. Sua tentativa de coagir a Europa a vender a Groenlândia será alvo de críticas. O tema oficial é “espírito de diálogo”, apesar do choque com a postura americana.
Entre líderes e executivos, Davos vira o centro do mundo — e um cenário estranho. O fórum é malvisto por aliados do movimento MAGA nos EUA. Ainda assim, empresas americanas montaram a simbólica “Casa dos EUA”. Com debates sobre soberania e fronteiras, o clima lembra grandes cúpulas históricas. Estarão presentes líderes do G7, Zelensky e dezenas de chefes de Estado. Trump chega com ministros, assessores e CEOs como Jensen Huang e Satya Nadella. Mas sua agenda territorial não deve agradar ao público europeu. Quem ganha espaço é o canadense Mark Carney, defensor do multilateralismo. A China também marca presença, projetando-se como potência estável e ascendente. Davos já antecipou tendências tecnológicas antes — e pode fazê-lo de novo. Criticado por muitos, o fórum segue sendo um palco onde o futuro se revela.
Nos bastidores do Vaticano, o caso Opus Dei é visto como uma pendência histórica. A organização recebeu, em 1982, um status único: o de prelazia pessoal, concedido por João Paulo 2º, o que lhe deu ampla autonomia dentro da Igreja Católica. Diferentemente das dioceses, a prelazia não se baseia em território, mas nas pessoas que a compõem, respondendo apenas ao seu prelado. Na prática, isso tornou o Opus Dei quase uma “igreja dentro da Igreja”, sem subordinação direta aos bispos locais. O privilégio foi mantido durante os pontificados de João Paulo 2º e Bento 16, ambos alinhados a posições conservadoras. Com a chegada do papa Francisco, o cenário mudou. Crítico de regimes de exceção, ele passou a questionar a autonomia do grupo e promoveu reformas. Entre 2022 e 2023, publicou documentos que rebaixaram o Opus Dei, retirando seu status de prelazia pessoal e transformando-o em associação clerical pública.
A instituição passou a responder ao Dicastério para o Clero, perdeu o direito automático de ter seu líder nomeado bispo e foi obrigada a apresentar relatórios anuais. O papel dos leigos também foi redefinido, com maior submissão às dioceses locais. Francisco exigiu ainda a atualização do estatuto da organização, processo que segue em andamento. Apesar da expectativa de alguns membros por mudanças sob o papa Leão 14, analistas consideram improvável uma reversão. Com cerca de 90 mil membros no mundo, majoritariamente leigos, o Opus Dei enfrenta agora o fim de um ciclo de privilégios e a adaptação a uma estrutura mais alinhada à hierarquia tradicional da Igreja.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar ontem, 20, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após um período de trégua no discurso entre os dois líderes. Durante evento em Rio Grande (RS), Lula afirmou que Trump quer “governar o mundo” por meio das redes sociais. A declaração foi feita durante a entrega de 1.276 casas do programa Minha Casa, Minha Vida, que devem beneficiar cerca de 5 mil pessoas. Segundo Lula, não é possível tratar os povos com respeito sem diálogo direto, criticando o uso excessivo das plataformas digitais na política. As críticas ocorrem após Trump convidar Lula e outros líderes para integrar um “Conselho da Paz” voltado à situação em Gaza. O governo brasileiro ainda avalia se participará da iniciativa.
Aliados do presidente dizem que as intenções do ex-presidente norte-americano não estão claras. Desde que os EUA reduziram tarifas sobre produtos brasileiros, Lula havia suavizado o tom e chegou a afirmar que havia “química” entre os dois. No fim de semana, porém, Lula publicou artigo no New York Times criticando a atuação dos EUA na Venezuela. No evento, Lula também defendeu maior rigor na regulamentação das redes sociais e das plataformas de apostas.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, interrompeu o recesso e antecipou o retorno a Brasília na noite de segunda-feira (19/1). A decisão, segundo interlocutores, ocorreu porque “o momento exige” sua presença diante do desgaste à imagem da Corte no caso Banco Master. O objetivo de Fachin é administrar a crise institucional gerada pela condução do inquérito sob relatoria do ministro Dias Toffoli. O episódio colocou o STF em atrito com a Polícia Federal e a PGR, após decisões consideradas atípicas por integrantes do meio jurídico. Durante o recesso, Fachin havia transferido a presidência interina ao vice-presidente Alexandre de Moraes. Nesta terça-feira, Fachin cumpre agenda em São Luís (MA), onde se reúne com o ministro Flávio Dino. O encontro foi mantido apesar do recesso por motivo pessoal e institucional, já que o filho de Dino passará por cirurgia.O Parlamento Europeu decidiu suspender o processo de ratificação do acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos após ameaças do presidente Donald Trump de impor tarifas a países que apoiem a Groenlândia contra a investida americana. Segundo os principais grupos políticos, há um “consenso majoritário” para congelar o acordo firmado em 2025, afirmou Iratxe García Pérez, líder dos social-democratas. O tratado, negociado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já teve aplicação parcial, mas ainda depende do aval do Parlamento. Ele previa tarifa americana de 15% sobre a maioria dos produtos europeus, em troca da eliminação de tarifas da UE sobre produtos industriais e alguns agrícolas dos EUA. Von der Leyen fechou o acordo para evitar uma guerra comercial com Trump. Antes da suspensão, a França já havia declarado apoio à medida. O chanceler Jean-Noel Barrot afirmou que as tarifas estão sendo usadas como “chantagem” e disse que a UE tem instrumentos fortes para reagir.
Nesta terça, a União Europeia prometeu resposta “firme” às ameaças de Trump envolvendo a Groenlândia, que ele diz precisar por razões estratégicas e de segurança no Ártico. Oito países europeus, todos membros da Otan, enviaram missão militar à ilha e se opuseram ao plano americano, entre eles Reino Unido, Alemanha e França. Trump reagiu ameaçando impor tarifas a esses países. Em Davos, Von der Leyen alertou que as medidas podem levar a uma “espiral descendente” nas relações transatlânticas e prometeu reação firme, unida e proporcional. O presidente francês Emmanuel Macron também defendeu o uso de instrumentos comerciais e acusou os EUA de tentarem enfraquecer e subordinar a Europa.
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
TARIFAS SÃO USADAS PARA PERSEGUIÇÃO
BÉLGICA RECLAMA SUBMISSÃO A TRUMP
ALEMANHA EM ESTAGNAÇÃO ECONÔMICA
MACRON CRITICA TRUMP![]() |
| Traficante perdoado por Trump |
Há um ano, a engenheira civil Lívia, de 28 anos, deixou João Pessoa rumo a Londres acreditando em um recomeço. Formada e mestre pela UFPB, chegou como turista para estudar inglês e tentar trabalhar na área, frustrada com a falta de perspectivas no Brasil. As dificuldades para validar o diploma, processo caro e demorado, a levaram a trabalhar de forma irregular na limpeza. Começou como faxineira, função comum entre brasileiros no Reino Unido. Apesar do cansaço e da vergonha inicial, diz buscar apenas estabilidade. O oceanógrafo Wagner, também de 28 anos, deixou Porto Alegre há três anos. Sem oportunidades no Brasil, foi a Londres pela qualidade de vida, já esperando trabalhar com limpeza. Atua em um hotel, recebe cerca de 2 mil libras por mês e relata rotina pesada, dores físicas e informalidade.
Ambos vivem sem visto adequado e sob medo constante de deportação. Especialistas classificam essas trajetórias como “paradoxo da sobrequalificação migrante”: diplomas não reconhecidos, barreiras linguísticas e status migratório empurram profissionais qualificados para empregos precários. A pesquisadora Tânia Tonhati aponta que, após o Brexit e a pandemia, a imigração ficou mais restrita e cara, ampliando o “rebaixamento” profissional de imigrantes. Mesmo assim, o setor de limpeza tem grande peso econômico no Reino Unido, empregando quase 1,5 milhão de pessoas, em sua maioria mulheres e imigrantes. O crescimento, porém, se apoia na precarização, com contratos informais e vulnerabilidade à exploração. Matéria publicada no Correio Brasiliense.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recebeu ao menos duas representações de parlamentares pedindo que proponha ao STF a suspeição do ministro Dias Toffoli no inquérito que apura fraudes no Banco Master. O Estadão revelou que Gonet aguardava provocação externa para se manifestar. Na quarta-feira (14), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) acionou a PGR alegando possíveis conflitos de interesse do ministro. No mesmo dia, o jornal informou que irmãos de Toffoli cederam participação milionária no resort Tayayá a fundo ligado à Reag Investimentos, investigada no caso. Girão afirmou que vínculos familiares do ministro com pessoas ligadas ao escândalo levantam dúvidas sobre imparcialidade. Ele também citou decisão de Toffoli que determinou envio de provas lacradas ao STF, impedindo análise inicial da PF. Outros parlamentares também questionam a atuação do ministro.
Em dezembro, os deputados Carolina de Toni, Carlos Jordy e Adriana Ventura pediram a Gonet a arguição de impedimento e suspeição. Eles citaram viagem de Toffoli em voo particular com empresário e advogado do Banco Master. Segundo os deputados, há relação de proximidade pessoal com parte beneficiada por decisões do ministro. O pedido foi feito dentro do prazo legal previsto no CPC e no regimento do STF. À época, ainda não havia tantos indícios de vínculos indiretos. Posteriormente, o Estadão revelou que fundo ligado a cunhado de banqueiro do Master adquiriu parte do resort dos irmãos de Toffoli. O caso aumentou a pressão para que o ministro se declare impedido. A lei prevê hipóteses de suspeição e impedimento quando há vínculos pessoais ou interesse no processo. A PGR pode alegar relação do ministro com investigados ou enquadramento legal. Mesmo após cinco dias do primeiro pedido, Gonet ainda não se manifestou.