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terça-feira, 3 de novembro de 2026

ADVOGADO É INVESTIGADO EM TRÊS OPERAÇÕES


O advogado Nelson Wilians Fratoni Rodrigues registrou boletim de ocorrência após receber ameaças de morte e cobranças de dinheiro pelo Instagram. A residência dele, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, também foi alvo de tentativa de invasão e vandalismo. O caso foi registrado na segunda-feira, 2, no 78º Distrito Policial, nos Jardins. Segundo o boletim, o suspeito enviou mensagens ofensivas nos dias 11 e 19 de outubro, exigindo transferências via Pix. Nas mensagens, teria fornecido uma chave vinculada ao próprio CPF. Wilians afirmou que não conhece o autor das ameaças e apresentou capturas de tela das conversas à polícia. Durante a madrugada, o suspeito teria ido à residência do advogado e tentado forçar a entrada, dando vários chutes no portão. Ele também teria gritado ameaças de morte, arremessado um objeto semelhante a um iPad contra o portão e danificado um carro estacionado na rua. A ação foi interrompida após a intervenção de terceiros e da segurança de uma residência próxima. A Polícia Militar foi acionada. O boletim registra suspeitas de ameaça, extorsão, injúria e tentativa de violação de domicílio. A Polícia Civil solicitou imagens das câmeras de segurança e outros registros digitais para investigar o caso. Não houve prisão em flagrante.

Advogado é alvo de três investigações. Nelson Wilians também é investigado em três operações que apuram suspeitas de irregularidades financeiras. Na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, é investigado por possíveis crimes relacionados a fraudes no INSS, incluindo organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação de patrimônio. Durante a operação, foram apreendidos carros de luxo, uma arma, esculturas e quadros em sua residência. Na Operação Distrato, ele foi citado em investigação sobre comercialização de créditos fraudulentos de ICMS, com prejuízo estimado em R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos. A terceira investigação, denominada Operação Arena, apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal envolvendo empresas de apostas esportivas. Wilians nega participação nas irregularidades investigadas e afirma não ter cometido crimes. As três investigações continuam em andamento, sem condenação do advogado até o momento. Ele também está com a inscrição suspensa na OAB de São Paulo, embora uma inscrição suplementar vinculada à OAB da Paraíba permaneça regular. A OAB-SP informou que eventuais infrações são analisadas pelo Tribunal de Ética e Disciplina, cujos processos são sigilosos. Wilians recebeu a suspensão com indignação e afirmou que pretende contestar a decisão pelas vias legais, defendendo o devido processo legal. O advogado declarou ainda estar afastado da presidência do escritório que leva seu nome desde 14 de agosto, por decisão própria. Segundo ele, a banca continua funcionando sob a gestão de outros profissionais. 

TRUMP, NO DESESPERO, PEDE ANULAÇÃO DE 20 MIL VOTOS NA CALIFÓRNIA


A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou ontem, 2, o pedido do governo Donald Trump para separar milhares de votos enviados pelo correio na Califórnia, pertencentes a pessoas suspeitas de não serem cidadãs americanas. A decisão ocorre na véspera das eleições legislativas de meio de mandato, consideradas decisivas para definir o controle do Congresso. O governo republicano contestava os votos de aproximadamente 20 mil pessoas identificadas como possíveis não cidadãs nas listas eleitorais da Califórnia, estado dominado pelos democratas. Trump queria que os votos fossem separados até que a cidadania dos eleitores fosse verificada. Autoridades estaduais, porém, alertaram que a relação apresentava numerosos erros e poderia impedir cidadãos legalmente habilitados de exercer o direito ao voto. A Suprema Corte não apresentou justificativas detalhadas para sua decisão, tomada em caráter emergencial. Em setembro, os ministros já haviam rejeitado outra tentativa de Trump de restringir o voto pelo correio em todo o país. A identificação de eleitores não cidadãos tornou-se uma das prioridades do governo republicano, embora esses casos sejam considerados raros. Também na segunda-feira, outro juiz federal decidiu contra exigências de última hora impostas pelo governo às autoridades eleitorais da Califórnia, considerando-as inconstitucionais. O juiz James Boasberg afirmou que o Executivo provavelmente violou a Constituição, que atribui aos estados e ao Congresso autoridade sobre as regras eleitorais. O governo argumentou que separar os votos seria uma medida simples, permitindo contabilizar posteriormente aqueles considerados legítimos. Entretanto, a iniciativa sofreu sucessivas derrotas judiciais, principalmente porque foi apresentada poucas semanas antes da eleição e utilizava dados reconhecidamente imprecisos. 

Durante uma audiência, a juíza Trina Thompson questionou um advogado do Departamento de Justiça sobre a elevada quantidade de erros na lista. Ele reconheceu que as informações poderiam conter falhas. Apesar disso, o procurador federal Bill Essayli declarou estar confiante de que os eleitores relacionados não tinham direito ao voto, embora também admitisse possíveis equívocos. Na Califórnia, a votação começou no início de outubro. Os aproximadamente 23 milhões de eleitores registrados recebem cédulas pelo correio, e centenas de milhares de votos já foram processados. Autoridades estaduais afirmaram ser logisticamente impossível localizar e separar os votos contestados nesta fase. O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, classificou o recurso como uma tentativa desesperada de enfraquecer as eleições e desrespeitar o Estado de Direito. A Justiça de primeira instância também considerou que a separação dos votos provocaria caos e prejudicaria a confiança no processo democrático. O juiz David O. Carter advertiu que permitir ao Executivo desconsiderar votos com base em acusações não comprovadas colocaria a democracia americana em risco. Um tribunal de apelações manteve a decisão por dois votos a um. O Departamento de Justiça ainda tentou acelerar o julgamento, mas não conseguiu antecipar a intervenção do tribunal.

 

TRUMP MOBILIZA CONTRA CANDIDATOS DEMOCRATAS


A disputa pelo controle do Senado americano mobiliza três candidatos democratas que ganharam destaque nas eleições desta terça-feira. Para conquistar a maioria, o partido precisa manter suas cadeiras e obter mais quatro. Os três representam diferentes correntes políticas e podem influenciar o futuro do partido na disputa presidencial de 2028. Todos despertaram a irritação de Donald Trump, que os atacou em comícios pelo país. No Texas, James Talarico, de 37 anos, é a principal aposta democrata para conquistar uma vaga no Senado após mais de três décadas de domínio republicano. Seminarista presbiteriano e deputado estadual, enfrenta o procurador-geral Ken Paxton em uma disputa acirrada. Pesquisas apontam Talarico com 47,6% das intenções de voto, contra 44,7% de Paxton. O democrata foi alvo de teorias conspiratórias durante nove dias de afastamento por gripe. Trump também divulgou acusações sem provas contra ele. O presidente apoiou Paxton nas primárias republicanas, apesar dos escândalos de corrupção envolvendo o procurador-geral. Talarico acusa o adversário de defender interesses próprios e de bilionários, como Elon Musk, que investiu mais de US$ 150 milhões em sua campanha. Em Michigan, Abdul El-Sayed, de 42 anos, pode se tornar o primeiro muçulmano a ocupar uma cadeira no Senado americano. Médico e representante da ala progressista, enfrenta o republicano Mike Rogers, com vantagem de três a sete pontos nas pesquisas. Filho de egípcios, El-Sayed sofreu ataques de Trump, que o chamou de jihadista e questionou sua lealdade aos Estados Unidos. Rogers também explorou sua origem religiosa e levantou suspeitas sobre supostos vínculos com a Irmandade Muçulmana, negados pelo democrata.

O candidato ainda enfrentou críticas por suas declarações sobre Israel e pela defesa da suspensão da ajuda militar americana ao país. O ex-presidente Barack Obama participou de um comício em seu apoio, defendendo mudanças políticas e o fim da guerra contra o Irã. Entretanto, a ex-adversária democrata Haley Stevens declarou apoio a Rogers, evidenciando a divisão entre moderados e progressistas dentro do partido. Na Geórgia, o senador Jon Ossoff, de 39 anos, disputa a reeleição contra o republicano Mike Collins. Com 69% de chances de vitória, segundo o Real Clear Politics, é considerado um possível presidenciável democrata em 2028. Comparado frequentemente a Barack Obama pelo carisma e estilo, Ossoff recebeu elogios do ex-presidente, que destacou sua trajetória política e sua ligação com o líder dos direitos civis John Lewis. Primeiro senador judeu da Geórgia e o mais jovem da Casa, Ossoff ganhou popularidade com críticas a Trump pela condução da guerra contra o Irã e pela gestão dos arquivos de Jeffrey Epstein. O democrata também acusa o presidente de beneficiar a própria família, prejudicar programas sociais e favorecer os mais ricos. Apesar de criticar Israel e votar contra a venda de armas ao país durante a guerra em Gaza, mantém sua candidatura em ascensão. Seu adversário, Mike Collins, é acusado de ligações com a extrema direita e foi alvo de investigação do Comitê de Ética da Câmara. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 3/11/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Eleições nos EUA podem impor derrota a Trump e fortalecer democratas

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Presidente republicano enfrenta hoje teste das urnas em eleições legislativas disputadas. Última rodada de pesquisas sinaliza vantagem para oposição democrata, na Câmara e no Senado. Se derrotado, líder diz que se tornará o "Senhor Veto"

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Lideranças evangélicas marcam distância estratégica do bolsonarismo após revés nas urnas e carta golpista de Flávio

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Igrejas como Universal e Assembleia de Deus criticaram postura do candidato do PL diante de fuga para os EUA, em meio a resultado aquém do esperado na eleição

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Douglas Ruas monta Governo do RJ tentando sair da sombra de Flávio Bolsonaro

  • Governador eleito inicia composição do secretariado preservando núcleo duro de influência do senador
  • Tentativa de reunir polícias Civil e Militar sob a Secretaria de Segurança sofre resistências

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Pessimismo econômico e desigualdade ampliam insatisfação com Trump no coração dos EUA

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“Beaver Falls está morta. A população decaiu, a infraestrutura é horrível e simplesmente não tem trabalho para ninguém nem nada para fazer”, disse o líder sindical

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Aliados de Lula aumentam o tom contra o BC por cortes na taxa básica de juros

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Governo tem criticado mercado e juros antes de reunião prevista do Copom

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Portugal: Mulheres ganham menos 21% que os homens no setor privado. Igualdade salarial continua longe

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Disparidade salarial entre géneros, na Europa, é de 11,1%. Portugal está ligeiramente acima, mas no setor privado é o país mais desigual.


segunda-feira, 2 de novembro de 2026

RADAR JUDICIAL

Carro alegórico no desfile Golden Days, em Fairbanks, no Alasca, em referência às eleições no estado

JUÍZA FEDERAL REJEITA AÇÃO DE TRUMP NA ELEIÇÃO DO ALASCA

Uma juíza federal do Alasca rejeitou ação do governo Donald Trump que contestava preventivamente o resultado da eleição para o Senado estadual. A disputa envolve dois candidatos com nomes semelhantes: o senador republicano Daniel S. Sullivan e o professor aposentado Daniel J. Sullivan. O Departamento de Justiça queria impedir a certificação do resultado caso o senador perdesse votos que poderiam ter sido destinados a ele por engano. Também pedia investigação sobre a intenção dos eleitores que votaram no professor. A juíza Sharon Gleason considerou a proposta inviável e incompatível com o sigilo do voto. Ressaltou que a Constituição atribui aos estados, e não ao governo federal, o controle das eleições. O governo acusou o professor de tentar confundir os eleitores. Uma investigação do New York Times revelou que um operador democrata ligado à campanha de Mary Peltola teria recrutado o candidato para atrair votos e prejudicar Sullivan. Peltola e os democratas negam envolvimento. O Alasca afirma que a cédula diferencia claramente os candidatos, identificando o senador como Dan S. Sullivan e o professor como Daniel J. Sullivan Jr. O estado também utiliza votação por escolha ranqueada, permitindo que os eleitores classifiquem os candidatos.


ATIVISTA BRASILEIRA LIDERA MOVIMENTO POR MORADIA EM PORTUAL

A ativista brasileira Priscila Valadão é uma das lideranças da Acampada Lisboa, movimento que promove protestos por moradia desde 17 de outubro. Os atos reúnem milhares de pessoas na capital portuguesa, com manifestações e acampamentos na praça do Rossio. Vivendo em Portugal há mais de dez anos, Priscila atua na defesa dos direitos dos imigrantes e integra o Movimento Vida Justa. Sua participação nos protestos provocou críticas do ministro da Defesa, Nuno Melo, que relacionou a crise habitacional ao aumento dos fluxos migratórios. Sem citar Priscila, afirmou que os movimentos eram frequentemente representados por pessoas nascidas fora de Portugal, com sotaque brasileiro. Após as declarações, a ativista passou a receber ofensas e ameaças de morte e deportação. Pelo menos três petições públicas pedem sua expulsão do país e a perda da nacionalidade portuguesa. No domingo (1º), após a retirada policial dos manifestantes acampados no Rossio, Priscila divulgou um vídeo agradecendo o apoio recebido e reafirmando que não desistirá da luta por moradia digna.


ADVOGADOS PEDEM SUSPENSÃO DE SUBSÍDIOS A FLÁVIO

Dois advogados ingressaram, na sexta-feira (30/10), com ação popular na Justiça Federal do Rio de Janeiro para suspender pagamentos de subsídios e verbas públicas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O parlamentar está nos Estados Unidos desde terça-feira (27/10), após perder a eleição presidencial e receber ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para entregar seus passaportes à Polícia Federal. A ação foi distribuída à 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro e assinada pelos advogados Leonardo Nicolau Passos Marinho e Rodrigo da Silva Roma. Eles alegam que a permanência de Flávio no exterior inviabiliza o exercício do mandato e causa prejuízo aos cofres públicos. Segundo os autores, manter pagamentos e estruturas de gabinete nessas circunstâncias fere os princípios da moralidade administrativa e da finalidade dos recursos públicos. Flávio afirmou que pretende liderar a oposição ao governo a partir do exterior. Os advogados pedem a suspensão do salário, da verba de gabinete, do auxílio-moradia e da cota parlamentar do senador.


DEPORTADOS DOS EUA SÃO RECEBIDOS POR AQUI É BRASIL

Um voo com 85 brasileiros deportados dos Estados Unidos chegou ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na madrugada de sábado (31/10), por volta de 1h50. Os passageiros foram recebidos por equipes do programa Aqui é Brasil, coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). A deportação foi realizada pelo governo norte-americano. No Brasil, o atendimento é organizado pelo MDHC, em parceria com órgãos federais e outras instituições. Após os procedimentos no aeroporto, os repatriados foram encaminhados a um hotel parceiro, onde receberam alimentação, kits de higiene, assistência médica e apoio psicossocial. Também foram oferecidas orientações para o retorno aos municípios de origem. Segundo Bryan Sempértegui Rodas, assistente de operação, o atendimento busca garantir assistência e respeito à dignidade dos passageiros. O grupo era formado por 69 homens e 16 mulheres, com idade média de 34 anos. A maioria tinha entre 30 e 39 anos. Entre os deportados estavam ainda quatro crianças e adolescentes, de zero a 14 anos, e uma pessoa idosa.

Karl Bushby cruza Londres com “A Fera”, carrinho de golfe adaptado que o acompanha desde 1998

HOMEM QUE PERCORREU O MUNDO A PÉ

A jornada de Karl Bushby para dar a volta ao mundo a pé começou em meados dos anos 1990, após uma sugestão do pai em um cartão de aniversário. Paraquedista do Exército britânico, ele procurava um desafio extremo de resistência. A ideia foi atravessar quatro continentes, passando pelo estreito de Bering, entre a Rússia e o Alasca. Em 1998, aos 29 anos, iniciou a caminhada na Patagônia chilena, rumo à Inglaterra. Quase 28 anos depois, aos 57, está perto de concluir o percurso. Neste mês, atravessou a nado o canal da Mancha e chegou ao país natal, após passar metade da vida longe. A jornada incluiu paisagens inóspitas, como a selva do Tampão de Darién e a tundra da Sibéria. Durante o percurso, foi preso, deportado, ficou sem dinheiro, perdeu-se e enfrentou inúmeras dificuldades. Ele planeja chegar à casa da mãe, em Hull, nesta semana, encerrando uma aventura que atravessou quatro continentes.


REPUBLICANOS AGRIDEM DEMOCRATAS COM MENTIRAS

Amanhã, 3, os americanos elegem representantes do Congresso nas eleições de meio de mandato, em meio à queda de popularidade de Donald Trump. Republicanos têm recorrido a difamações, ataques pessoais e acusações sem provas contra candidatos democratas. No Kansas, o senador Roger Marshall acusou seu adversário Adam Hamilton, sem fundamento, de possível aliciamento de crianças. No Texas, James Talarico é retratado como extremista, enquanto republicanos insinuam falsamente que ele é gay e obcecado por crianças transgênero. Em Michigan, Abdul El-Sayed sofre ataques islamofóbicos, inclusive de Trump, que o chamou de jihadista violento. A estratégia busca desviar a atenção da alta dos preços e da impopularidade presidencial, mobilizando a base republicana. Analistas, porém, alertam que a agressividade pode afastar eleitores moderados. O ex-senador republicano Jeff Flake classificou a campanha como terrível e afirmou que o partido atingiu um novo patamar de vulgaridade. Cientistas políticos consideram esta uma das campanhas mais negativas e sombrias da história moderna americana. O vice-presidente JD Vance também atacou Talarico, insinuando sua homossexualidade e questionando seu apoio aos jovens transgêneros. Em Ohio, um anúncio da campanha republicana de Vivek Ramaswamy envolvendo uma história de abuso sexual provocou críticas até de integrantes do próprio partido. Obama demonstrou perplexidade com a degradação do debate político, enquanto democratas temem que os ataques pessoais e religiosos prejudiquem suas chances eleitorais.


PRESIDENTE DE TRIBUNAL ASSUME O GOVERNO

O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), desembargador Dorival Renato Pavan, assumiu temporariamente o governo estadual ontem, 1º. Ele permanecerá no cargo até 6 de novembro. A substituição ocorreu durante o afastamento do governador Eduardo Riedel (PP), do vicegovernador Barbosinha (Republicanos) e do presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP). Riedel informou que poderá viajar para fora do estado ou do país, enquanto Claro alegou compromissos de agenda. Os motivos da ausência do governador e do vice não foram divulgados. Terceiro na linha sucessória, Pavan assumiu conforme determina a Constituição estadual. Natural do Paraná, o desembargador tem mais de 40 anos de carreira no Judiciário. Ingressou na magistratura em 1985 e foi promovido a desembargador em 2008. Antes de presidir o TJMS, foi vicepresidente do tribunal entre 2023 e 2024. Pavan afirmou que manterá as diretrizes do atual governo e tomará apenas decisões necessárias à continuidade dos serviços públicos. Ele é o quarto presidente do Tribunal de Justiça a assumir temporariamente o governo sulmatogrossense. Os casos anteriores ocorreram em 2002, quando José Augusto de Souza assumiu por algumas horas; em 2006, com Claudionor Miguel Abss Duarte, por 12 dias; e em 2019, quando Paschoal Carmello Leandro ocupou o cargo por um dia.

Salvador, 2 de novembro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.