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sexta-feira, 24 de abril de 2026

ANTHROPIC ANUNCIA MODELO DE IA


Quando a Anthropic anunciou um modelo de IA considerado poderoso demais para uso público, citou 11 empresas dos EUA para formar um grupo de defesa. 
Em duas semanas, o modelo Mythos desencadeou uma corrida global inédita na área. Segundo a empresa, ele consegue identificar e explorar falhas em sistemas de bancos, redes elétricas e governos, tornando-se um ativo geopolítico estratégico. O acesso foi restrito aos EUA e ao Reino Unido, gerando preocupação internacional. Autoridades alertam para riscos cibernéticos sem precedentes. O Banco da Inglaterra falou em abertura total do risco digital. O Banco Central Europeu passou a avaliar defesas de bancos. O Canadá comparou o impacto a uma crise no Estreito de Hormuz. Rússia e China viram o modelo como sinal de desvantagem tecnológica. Um veículo russo chegou a classificá-lo como “pior que uma bomba nuclear”. Especialistas afirmam que a liderança em IA traz vantagens geopolíticas desproporcionais. Avanços passam a ser tratados como testes de armas, não apenas produtos. Governos buscam entender funcionamento e riscos dessas tecnologias. Para analistas, o acesso à IA está se tornando uma questão geopolítica. O episódio é visto como alerta para políticas públicas globais. Até o governo dos EUA demonstrou preocupação com possíveis usos militares.

O CEO Dario Amodei reuniu-se com a Casa Branca. A empresa restringe o acesso por segurança.Mais de 40 organizações críticas testam o sistema. Entre elas estão Amazon, Apple e MicrosoftEssas empresas ajudam a corrigir vulnerabilidades encontradas. Não há previsão de liberação ampla do modelo. A Anthropic afirma receber pressão global por acesso. A expectativa é que modelos similares surjam em até 18 meses. Há investigação sobre possível acesso não autorizado ao Mythos. A cooperação internacional em IA é considerada mínima. Não existem acordos globais comparáveis aos nucleares. Países e empresas disputam liderança enquanto cresce a divisão tecnológica, com dependência de gigantes como Google e OpenAI.

 

MORRE EX-CORREGEDOR


O desembargador aposentado José Justino Pontes Telles, do Tribunal de Justiça da Bahia, faleceu ontem, 23, aos 88 anos. Telles foi corregedor-geral da Justiça, no biênio 2000/2001. O magistrado deixou o filho, Fernando Telles, que exerce a função de procurador do Estado. Telles exerceu a função em comarcas do interior até chegar à comarca de Ilhéus e ser promovido para a capital. Ele atuava preponderantemente na área cível, ocupando, por último, vaga na 3ª Câmera Cível do Tribunal, de onde saiu para a aposentadoria. 
   

SINAIS DE VIDA EM OUTROS PLANETAS


A descoberta de vida fora da Terra, antes vista como um marco distante, começa a ser tratada de forma mais concreta. O Instituto SETI anunciou a criação do Discovery and Futures Lab, um laboratório dedicado a estudar como a humanidade reagiria diante de evidências de vida extraterrestre. 
A iniciativa reúne especialistas de diversas áreas para analisar não só os aspectos científicos, mas também impactos sociais, éticos, jurídicos, religiosos e políticos. O projeto surge em um contexto de avanços tecnológicos que aumentam as chances de detectar sinais de vida em outros planetas. Segundo o CEO do SETI, Bill Diamond, uma descoberta desse tipo teria efeitos profundos em várias dimensões da sociedade, incluindo ciência, cultura e geopolítica. O laboratório propõe encarar essa descoberta como um processo gradual. Em vez de um anúncio repentino, os cientistas esperam que os sinais apareçam aos poucos, começando por indícios incertos até possíveis confirmações. Durante esse processo, a forma de comunicar as descobertas será considerada tão importante quanto os próprios dados científicos. O centro funcionará no Carl Sagan Center for Research, em Nova York, e será liderado por Lucian Walkowicz e Chelsea Haramia, especialistas em astronomia e ética. Entre as principais questões estudadas estão a comunicação de descobertas ainda incertas, os impactos sociais e legais, o combate à desinformação e as lições de falsos alarmes anteriores. O projeto também prevê produção de conteúdo público, pesquisas colaborativas e eventos internacionais.

O laboratório começa com três pesquisadores associados nas áreas de história, estudos do futuro e comunicação científica. A urgência da iniciativa está ligada aos avanços recentes na observação de exoplanetas e na busca por biossinais e tecnossinais. Com o aumento da capacidade tecnológica, cresce o risco de interpretações precipitadas ou resultados ambíguos. Por isso, o objetivo é preparar tanto a comunidade científica quanto a sociedade para lidar com possíveis descobertas. O trabalho será interdisciplinar, envolvendo ciências naturais, sociais e humanas. O programa também pretende formar novos pesquisadores para enfrentar desafios futuros. A criação do laboratório mostra que a busca por vida extraterrestre deixou de ser apenas tecnológica. Agora, envolve também preparação social, política e comunicacional. O impacto de uma descoberta dependerá não só dos dados, mas da confiança pública e da cooperação internacional. A iniciativa busca garantir que a humanidade esteja pronta para compreender um possível dos maiores achados da história. 

SOLDADO DOS EUA É PRESO POR LUCRAR COM APOSTAS NA PRISÃO DE MADURO


Um soldado das forças especiais dos Estados Unidos foi preso por supostamente usar informações sigilosas para lucrar com apostas sobre a captura de Nicolás Maduro antes da divulgação pública do caso. 
O Departamento de Justiça dos EUA denunciou Gannon Ken Van Dyke por apostar na plataforma Polymarket com base em dados confidenciais. Autoridades afirmam que a prática configura uso ilegal de informação privilegiada, proibido pela legislação federal. Militar da ativa, lotado em Fort Bragg, na Carolina do Norte, Van Dyke teria lucrado mais de US$ 409 mil (cerca de R$ 2 milhões). A captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, ocorreu em 3 de janeiro, em Caracas, durante uma operação noturna. O casal foi levado a Nova York para responder a acusações relacionadas a armas e drogas, que ambos negam. Segundo o DOJ, o militar apostou diretamente no momento e no desfecho da operação, chamada “Operação Determinação Absoluta”. Ele teria criado conta na Polymarket em dezembro de 2025 e apostado mais de US$ 33 mil enquanto tinha acesso a informações sigilosas. A própria plataforma afirmou ter identificado a irregularidade e comunicado o caso às autoridades. A empresa declarou não tolerar uso de informação privilegiada e disse que a prisão comprova a eficácia de seus controles. Van Dyke responde por diversos crimes, incluindo fraude eletrônica, fraude com commodities e uso indevido de informações confidenciais.

O procurador-geral interino destacou que militares têm acesso a dados sensíveis apenas para cumprir suas missões. Ele reforçou que o uso dessas informações para ganho pessoal é estritamente proibido. O caso tramita no Distrito Sul de Nova York, onde autoridades alertaram sobre riscos em mercados de previsão. Promotores afirmam que o militar participou do planejamento da operação entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Durante esse período, teve acesso a informações classificadas e altamente sensíveis. A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) também abriu ação contra o acusado. O presidente Donald Trump disse não conhecer o caso, mas afirmou que iria analisá-lo. Ele criticou o crescimento das apostas e disse não ser favorável a esse tipo de prática. A Casa Branca já havia alertado funcionários para não usarem informações privilegiadas em apostas. O aviso foi enviado após relatos sobre uso de dados confidenciais em plataformas como Polymarket e Kalshi. Autoridades afirmam que servidores públicos estão sujeitos a regras éticas rigorosas. Mercados de previsão movimentaram mais de US$ 44 bilhões no último ano e têm crescido rapidamente. Essas plataformas permitem apostas sobre diversos eventos, incluindo política, economia e conflitos. Diferentemente das bets tradicionais, funcionam como mercados onde usuários negociam resultados futuros. Nos EUA, elas são supervisionadas pela CFTC, que regula derivativos financeiros. O avanço desse setor gerou debates sobre regulação e riscos de abuso de informação privilegiada. Parlamentares democratas propuseram proibir apostas ligadas a guerras ou ações militares. Críticos dizem que essas plataformas se assemelham a jogos de azar e tentam evitar regulações mais rígidas. No Brasil, há indícios de que usuários acessam esses serviços por meio de criptomoedas ou cartões internacionais.

ZAMPOLLI FAZ COMENTÁRIOS MISÓGINOS SOBRE MULHERES BRASILEIRAS


O enviado especial para assuntos globais de Donald Trump, Paolo Zampolli, fez comentários misóginos sobre mulheres brasileiras em entrevista à TV italiana RAI. Ele foi casado por 20 anos com a ex-modelo Amanda Ungaro, que o acusa de abuso sexual e violência doméstica. 
Durante a entrevista, Zampolli afirmou que “as mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo”, sugerindo até uma suposta predisposição. Em outro momento, fez xingamentos ofensivos e generalizações contra brasileiras. O caso ganhou repercussão também por episódios anteriores envolvendo o italiano. Em março, o jornal The New York Times revelou que ele teria tentado usar sua proximidade com Trump para influenciar a prisão e deportação de Amanda, com quem disputa a guarda do filho. Amanda foi detida em Miami sob acusação de fraude e posteriormente deportada após contato de Zampolli com o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Ele nega ter solicitado a deportação.

Zampolli também é conhecido por ter apresentado Melania Knauss a Trump nos anos 1990, quando atuava como agente de modelos em Nova York. A ex-modelo brasileira relatou que conheceu Zampolli aos 19 anos e afirma ter sido vítima de abusos durante o relacionamento, o que a levou ao divórcio. O nome do italiano aparece em e-mails ligados a Jeffrey Epstein, acusado de comandar uma rede internacional de exploração sexual. Em uma mensagem de 2011, Epstein alertou terceiros sobre Zampolli. O enviado nega proximidade com Epstein e qualquer envolvimento irregular. Além das polêmicas pessoais, Zampolli também gerou críticas ao sugerir à Fifa a substituição do Irã pela Itália na Copa do Mundo. Ele confirmou ter feito o pedido ao presidente da entidade, Gianni Infantino, alegando que seria um “sonho” ver a seleção italiana no torneio sediado nos EUA.

 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 24/04/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Gilmar Mendes defende inquérito das fakes news: "Não há risco de abuso"

Decano do STF disse que acha "difícil" o inquérito encerrar antes das eleições e pontuou sobre os ataques sofridos pelos ministros da Corte

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Cabo de guerra em Ormuz: Sem acordo para negociações, EUA e Irã medem forças por controle de rota estratégica

Autoridades em Washington e Teerã voltam discursos para os próprios feitos de seus bloqueios simultâneos à via marítima vital para as exportações dos países da região

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Brasileiras são programadas para causar confusão, diz conselheiro de Trump

Em entrevista a canal italiano, Paolo Zampolli chama brasileiras de 'putas' e 'raça maldita' Enviado especial dos EUA foi casado com modelo brasileira e é acusado de interferir na deportação dela

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Romeu Zema cresce no conflito com Gilmar Mendes e aumenta desgaste do STF

Segundo Schüler, se observarmos o passado, inclusive nos tempos do Império, há uma tradição brasileira do humor satírico.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Soldado dos EUA é acusado de apostar em queda de Maduro com dado sigiloso

Militar de 38 anos teria usado informações privilegiadas sobre intervenção na Venezuela para lucrar mais de US$ 400 mil em apostas online

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Violação. Portugal é dos países europeus com menos participações 

Número de queixas de violação aumentou quase 23% face à década anterior, mas a taxa per capita continua bastante abaixo da europeia. Até a taxa do país reputado de mais pacífico do mundo — a Islândia — é quase 10 vezes a portuguesa.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

RADAR JUDICIAL


CORREIOS: PREJUÍZO DE R$ 8,5 BILHÕES 

Os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, mais que o triplo do ano anterior, com queda de receita. O resultado foi apresentado pelo presidente Emmanoel Rondon, que destacou o plano de reestruturação da estatal. O plano surgiu como contrapartida a um empréstimo de R$ 12 bilhões garantido pela União. Um dos pilares, o PDV, teve adesão de apenas 32% da meta, com 3.181 desligamentos. A meta era atingir 10 mil funcionários, mas não foi alcançada mesmo com prazo ampliado. O patrimônio líquido da empresa terminou negativo em R$ 13,1 bilhões. A receita caiu 11,35%, somando R$ 17,3 bilhões no ano. Os desligamentos geraram economia parcial, cerca de 40% do previsto inicialmente. A empresa afirma que já quitou ou renegociou 97% das dívidas na fase inicial. O plano também prevê venda de imóveis e fechamento de unidades deficitárias. Atualmente, 85% dos pontos de atendimento dão prejuízo; 68 já foram fechados. A meta é reduzir o déficit em 2026 e voltar ao lucro em 2027.


EX-PRESIDENTE DO BRB QUER DELAÇÃO 

O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, decidiu mudar sua estratégia de defesa para tentar deixar a prisão. Investigado pela Polícia Federal, ele é apontado como beneficiário de propina em imóveis que somam R$ 146 milhões, em troca de favorecer operações do banco com o Banco Master, que totalizam R$ 21,9 bilhões. Ele informou ontem, 22, ao advogado Cleber Lopes que trocará de defesa, buscando negociar um acordo de delação premiada. Para isso, contratou o criminalista Davi Tangerino, especialista em direito penal econômico. O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão também deve integrar a equipe de defesa. A estratégia considera a possibilidade de a 2ª Turma do STF manter a prisão preventiva decretada por André Mendonça. Aragão afirmou que ainda não conversou com o investigado e que as tratativas estão no início. Sobre eventual delação, disse que a decisão “depende das circunstâncias”. 


SOLDADOS ISRAELENSES MATAM CRIANÇA 

Ao menos quatro pessoas morreram na Faixa de Gaza nesta quinta-feira (23) em ataques aéreos de Israel, segundo autoridades de saúde palestinas ligadas ao Hamas. Na Cisjordânia ocupada, um adolescente de 15 anos foi morto durante uma operação militar israelense. Em Khan Yunis, no sul de Gaza, um bombardeio matou uma pessoa e deixou vários feridos. Israel afirmou que o alvo eram membros do Hamas que transportavam munições. Outras três pessoas, incluindo um socorrista, morreram em ataque no campo de refugiados de Maghazi, no centro do território. O Exército israelense não comentou essa segunda ação. Os bombardeios continuam apesar do cessar-fogo mediado pelos EUA desde outubro. Israel e Hamas se acusam mutuamente de violar a trégua. Não há mecanismo formal de fiscalização do acordo. Desde então, quatro soldados israelenses morreram, enquanto palestinos relatam 780 mortos. Em Nablus, forças israelenses mataram um adolescente após confronto com pedras. Também houve registro de morte de um homem por colonos israelenses na Cisjordânia.

PROPOSTA VERGONHOSA DE TRUMP

O ministro da Economia da Itália, Giancarlo Giorgetti, classificou como “vergonhosa” a proposta ligada ao governo de Donald Trump de substituir o Irã pela Itália na Copa de 2026. A sugestão foi mencionada por Paolo Zampolli ao Financial Times. A Itália não se classificou para o torneio, sediado por EUA, México e Canadá. O ministro do Esporte, Andrea Abodi, rejeitou a ideia: “Você se classifica em campo”. O técnico Gianni De Biasi afirmou que uma vaga deveria ir à equipe seguinte no ranking. Já Luciano Buonfiglio disse que seria ofensivo aceitar a vaga. A FIFA não pretende fazer substituição, segundo a BBC. A troca só ocorreria se o Irã desistisse oficialmente. O Irã, classificado em 2025, cogitou não disputar por causa de conflitos, mas voltou atrás. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que a equipe deve jogar. Ele defendeu separar esporte e política. A estreia iraniana está marcada contra a Nova Zelândia, em 15 de junho, em Los Angeles.

JUSTIÇA SUSPENDE VENDA DE IMÓVEIS PARA SOCORRER BRB

A Justiça do Distrito Federal voltou a suspender, nesta quinta-feira (23), o uso de imóveis públicos para capitalizar o BRB após prejuízos ligados ao Banco Master. O desembargador Rômulo de Araújo Mendes apontou desvio de finalidade no uso das áreas. Segundo ele, a medida pode causar danos ao patrimônio público e ao meio ambiente. A decisão atende a pedido do Ministério Público do DF, que questiona a constitucionalidade da lei. A norma permite ao governo contrair até R$ 6,6 bilhões em crédito para socorrer o banco. Também autoriza o uso ou venda de nove imóveis públicos. Parte relevante do valor viria da área conhecida como Serrinha do Paranoá. Especialistas já haviam alertado para riscos ambientais na região. O magistrado destacou possíveis danos a recursos hídricos essenciais. Ele afirmou que a lei reduz a proteção ambiental em favor de interesses financeiros. Enquanto isso, acionistas aprovaram aumento de capital do BRB de até R$ 8,8 bilhões. O plano inclui transformar créditos em títulos para antecipar recursos ao governo.

Salvador, 23 de abril de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

PRESIDENTE DE ASSOCIAÇÃO DIZ PARA MULHERES "EVITAR SE RELACIONAR COM HOMENS"


O presidente de uma associação de investigadores criminais gerou polêmica na Alemanha ao afirmar, em entrevista, que mulheres deveriam “evitar se relacionar com homens”. 
Dirk Peglow, da Associação Alemã de Policiais Investigadores Criminais, fez a declaração ao comentar dados recentes que mostram alto índice de violência contra mulheres no país. Ele citou um aumento de 8,5% nos casos de estupro, agressão sexual e crimes sexuais graves, incluindo situações que resultaram em morte. Questionado pela apresentadora Dunja Hayali, da emissora ZDF, sobre conselhos às mulheres, respondeu: “É melhor não se envolver em um relacionamento com um homem”. Segundo Peglow, o risco de violência psicológica ou física aumenta dentro de relações. Ele também destacou que, estatisticamente, ao menos duas mulheres são vítimas de homicídio ou tentativa de homicídio, além da persistência de crimes sexuais. 

Após a repercussão negativa, Peglow recuou em entrevista ao tabloide Bild. Disse que sua fala foi um exagero e não deveria ser interpretada literalmente. Ressaltou ainda que a maioria dos homens não é violenta nem criminosa. A apresentadora Hayali afirmou ter recebido ameaças após a entrevista. Em declaração à Focus Online, disse que tanto ela quanto Peglow foram alvo de mensagens violentas. Segundo ela, parte das reações ignorou o problema da violência contra mulheres e focou em ataques pessoais. Apesar do aumento nos crimes violentos, os dados gerais mostram queda de 4,4% no total de crimes registrados na Alemanha.

 

IA IMPACTA EMPREGO E RENDA DOS JOVENS


Um estudo realizado no Brasil mostra que a inteligência artificial já impacta o emprego e a renda dos jovens. 
Pesquisas anteriores, como as de Stanford, já indicavam que iniciantes no mercado seriam os mais afetados. O levantamento do FGV Ibre aponta que jovens de 18 a 29 anos têm quase 5% menos chances de emprego em setores vulneráveis. As áreas mais expostas são serviços de informação, comunicação e financeiros. Segundo o pesquisador Daniel Duque, esses jovens atuam em funções de apoio, como produção de relatórios e análises. São tarefas mais burocráticas e facilmente substituídas por IA, que executa com mais rapidez e menor custo. Já profissionais mais experientes parecem menos afetados por enquanto. Dados da Pnad mostram pouco impacto nas faixas de 30 a 59 anos. Cargos seniores exigem decisão e análise, menos suscetíveis à automação. Os efeitos começaram após a popularização da IA generativa em 2022 e se intensificaram em 2024 e 2025. A rápida adoção da tecnologia acelera mudanças no mercado de trabalho.

Em países desenvolvidos, o impacto é ainda maior. A contratação de jovens desenvolvedores caiu até 20%, segundo estudo de Stanford. Em média, a queda foi de 16% nos setores mais expostos. Na França, empresas já substituem funções júnior por IA em tarefas como análise de dados e redação. No Brasil, o problema é agravado pela maior substituibilidade da mão de obra. A baixa qualificação dificulta o uso complementar da IA. Empresas também reduzem vagas de estágio e incentivam o uso da tecnologia. Isso pode comprometer a formação de futuros profissionais. Experiências iniciais são essenciais para o desenvolvimento de carreira. Sem essa base, trabalhadores terão menos সুযোগ de aprendizado e liderança. No longo prazo, isso pode afetar toda a estrutura do mercado. O desafio será ampliar o acesso à IA e distribuir seus ganhos de produtividade. Assim, busca-se reduzir desigualdades e preparar melhor os trabalhadores para o futuro.

 

DENÚNCIA CONTRA AGENTE DO GOVERNO TRUMP


O FBI teria aberto, no mês passado, uma investigação contra a repórter Elizabeth Williamson, após reportagem do The New York Times sobre o diretor Kash Patel
O texto relatava que Patel teria usado funcionários da agência para oferecer segurança e transporte à namorada, Alexis WilkinsDurante a apuração, agentes entrevistaram Wilkins, consultaram bancos de dados sobre a repórter e avaliaram possível violação de leis federais. A investigação gerou desconforto no Departamento de Justiça, onde parte dos funcionários viu indícios de retaliação à reportagem. A conclusão interna foi de que não havia base legal para prosseguir com o caso. Questionado, o FBI negou a investigação e afirmou não estar conduzindo nenhum processo. Apesar disso, reconheceu preocupação com métodos de reportagem considerados agressivos. Paralelamente, Patel enfrenta desgaste no governo Donald TrumpReportagem da The Atlantic aponta que o consumo de álcool teria agravado sua situação. Segundo o texto, o hábito teria levado a atrasos e remarcações de compromissos. Fontes do FBI e do Departamento de Justiça indicam temor de perda do cargo. A jornalista Sarah Fitzpatrick disse à CNN que a saída de Patel é discutida internamente. Após a publicação, Patel processou a revista por difamação, pedindo US$ 250 milhões. Ele negou ter trabalhado alcoolizado e criticou a imprensa.

A Atlantic afirmou que manterá a reportagem e se defenderá judicialmente. O caso gerou críticas de parlamentares democratas. O deputado Jamie Raskin disse que Patel não é qualificado para o cargo. Raskin e outros 17 parlamentares enviaram documento cobrando explicações. Eles citam preocupações com abuso de álcool e comportamento errático. Segundo o grupo, isso teria afetado investigações de segurança nacional. Os parlamentares pedem testes e acesso a comunicações internas. Também querem avaliar riscos à segurança do país. Não é o primeiro episódio envolvendo Patel e álcool. Em fevereiro, ele apareceu em vídeo bebendo durante celebração esportiva. O diretor já foi criticado por erros em casos como o de Charlie KirkNa ocasião, o FBI corrigiu informação divulgada por ele. Patel também minimizou evidências no caso Jeffrey EpsteinSob pressão, foi convocado ao Congresso e negou motivações políticas em demissões no FBI.

 

"SUPREMO PIOR DA HISTÓRIA", DIZ EX-GOVERNADOR


O presidenciável do Novo e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou ontem, 22, que o Supremo Tribunal Federal é o “pior Supremo da história”. 
Segundo ele, a Corte, que antes atuava como “bombeiro” nas crises do país, hoje agravaria conflitos. A declaração foi feita em entrevista na Câmara, em Brasília, ao lado de deputados de oposição. A fala ocorre após o ministro Gilmar Mendes pedir que Alexandre de Moraes inclua Zema no inquérito das fake news. O ex-governador passou a ser alvo após divulgar vídeo satírico com bonecos que representam Gilmar e Dias Toffoli. Ele alegou que a medida fere a liberdade de expressão. Zema classificou a situação como “atentado à democracia” e comparou o cenário a regimes autoritários, afirmando risco de restrições à crítica e à ironia. Durante evento em Sinop (MT), Flávio Bolsonaro manifestou apoio a Zema e criticou o Judiciário, alegando interferência política. Zema também propôs mudanças no STF, como idade mínima de 60 anos para ministros, fim de decisões monocráticas e facilitação de impeachment pelo Senado.

Ele defendeu alterar o modelo de indicação, incluindo participação do Superior Tribunal de Justiça, da Procuradoria-Geral da República e da Ordem dos Advogados do BrasilO ex-governador criticou indicações feitas por Luiz Inácio Lula da Silva ao STF, mas reconheceu erros de outros presidentes. Sobre a eleição, Zema disse manter candidatura própria, embora aliados cogitem aliança com Flávio Bolsonaro no segundo turno. Deputados de oposição anunciaram pedido de impeachment contra Gilmar Mendes e ações junto à PGR e ao STF, lideradas por Cabo Gilberto SilvaO parlamentar admitiu falta de maioria no Senado, mas afirmou que a pressão continuará diante do desgaste da Corte.

 

DISPENSA POR JUSTA CAUSA EXIGE PROVA ROBUSTA


A dispensa por justa causa, por ser a penalidade mais severa no contrato de trabalho, exige prova robusta e inequívoca da falta grave do empregado. Sua validade depende da demonstração concreta da gravidade da conduta e da proporcionalidade da sanção, não bastando a simples enquadramento no artigo 482 da CLT. 
Em julgamento recente, a 6ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho anulou decisão que havia afastado a justa causa aplicada a um empregado acusado de agressões verbais e outras faltas. O ponto central foi o indeferimento da oitiva de testemunhas indicadas pela empresa, essenciais para comprovar a gravidade e a reiteração das condutas. Para o colegiado, embora o juiz tenha poderes para indeferir provas desnecessárias, isso encontra limites em casos de justa causa. Nesses casos, a prova testemunhal é fundamental para analisar os fatos de forma contextualizada, evitando decisões baseadas apenas em abstrações.

A decisão reforça a necessidade de atuação preventiva das empresas. A aplicação da justa causa deve ser precedida de documentação adequada, respeito à gradação das penalidades e preservação de testemunhas. Além disso, instrumentos como registros formais de entrevistas e atas notariais podem fortalecer o conjunto probatório. O precedente mostra que a defesa da justa causa depende da estratégia construída desde o início dos fatos. Na prática, a justa causa gera controvérsias, especialmente sem análise jurídica prévia. Muitas vezes, o problema não é a conduta, mas a fragilidade na produção e preservação das provas, evidenciando a importância do acompanhamento jurídico.