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terça-feira, 28 de abril de 2026

BRB CORRE PERIGO DE SER LIQUIDADO


O futuro do Banco de Brasília (BRB) enfrenta um impasse entre as limitações fiscais do Governo do Distrito Federal (GDF) e os interesses políticos da governadora Celina Leão. 
Enquanto parte do mercado financeiro defende a privatização como única saída para evitar o colapso, a governadora rejeita essa alternativa e afirma que o banco permanecerá estatal. Celina declarou que a questão está superada e descartou tanto a privatização quanto a liquidação da instituição. A resistência tem motivação política, já que Brasília concentra grande número de servidores públicos, grupo que tradicionalmente se opõe à venda de estatais. Há, porém, crescente preocupação com o risco de liquidação do banco, cenário visto como politicamente mais danoso que a privatização. Mesmo diante desses alertas, a governadora mantém o discurso de que o BRB é sólido e respeitado no sistema financeiro. A crise é agravada pela demora na divulgação do balanço, o que levanta dúvidas sobre a real situação financeira da instituição. O quadro fiscal do GDF também limita soluções, já que o Distrito Federal registrou déficit de R$ 926,5 milhões em 2025.

Sem capacidade de aporte do governo e com resistência do Fundo Garantidor de Crédito, aumenta a pressão sobre o Banco Central para uma possível intervenção. Apesar das dificuldades, o BRB ainda é considerado um ativo atrativo pelo mercado. O banco possui base fiel de clientes, especialmente servidores públicos, além de forte presença em crédito consignado e imobiliário no DF. Paralelamente, Celina tenta se desvincular da gestão do ex-governador Ibaneis Rocha. Ela argumenta que são trajetórias distintas e atribui críticas à oposição. No entanto, essa separação é vista como difícil, já que sua carreira política está ligada à gestão anterior. Durante o governo Ibaneis, o BRB se envolveu em operações controversas, como a tentativa de compra do Banco Master. Agora, a responsabilidade pela solução da crise recai diretamente sobre Celina Leão.

USO DE ARMAS DIMINUI ESTOQUES


Desde o início da guerra com o Irã, no fim de fevereiro, os Estados Unidos consumiram cerca de 1.100 mísseis de cruzeiro furtivos de longo alcance, quase todo o estoque disponível. Também foram usados mais de 1.000 mísseis Tomahawk, cerca de dez vezes a compra anual. 
O Pentágono disparou ainda mais de 1.200 interceptadores Patriot, ao custo superior a US$ 4 milhões cada, e mais de 1.000 mísseis Precision Strike e ATACMS, reduzindo os estoques a níveis preocupantes. O conflito drenou significativamente o suprimento global de munições dos EUA e forçou o envio emergencial de armas da Ásia e da Europa para o Oriente Médio, enfraquecendo a prontidão em outras regiões. Autoridades alertam que isso reduz a capacidade de مواجهة potenciais adversários como Rússia e China e exige aumento urgente da produção militar. A guerra também expôs a dependência de armamentos caros e a dificuldade da indústria de الدفاع em produzir alternativas mais baratas, como drones, em ritmo acelerado. O Pentágono não divulgou o total de munições usadas nos 38 dias de conflito, embora afirme ter atingido mais de 13 mil alvos. O custo estimado da guerra varia entre US$ 28 bilhões e US$ 35 bilhões, próximo de US$ 1 bilhão por dia. Apenas nos dois primeiros dias, foram gastos US$ 5,6 bilhões em munições.

Especialistas afirmam que recompor os estoques pode levar anos, dadas as taxas atuais de produção. A Casa Branca contesta avaliações de escassez, afirmando que as Forças Armadas seguem plenamente equipadas. Ainda assim, há pressão no Congresso por mais investimentos na produção de armamentos, enquanto o Pentágono aguarda aprovação de novos recursos. Grande parte dos mísseis JASSM-ER, projetados para guerras futuras, já foi utilizada, restando cerca de 1.500 unidades. O uso intensivo de Tomahawks também levanta preocupações sobre riscos em outros teatros, especialmente no Pacífico. A guerra afetou comandos regionais: na Europa, reduziu sistemas críticos de defesa da OTAN; na Ásia, houve retirada de tropas, navios e sistemas antimísseis. Interceptadores Patriot e THAAD foram deslocados da Coreia do Sul, enfraquecendo a defesa contra a Coreia do Norte. O alto ritmo operacional pressiona tropas e equipamentos, prejudicando manutenção e treinamento. Operações anteriores, como ataques contra houthis, já haviam elevado o desgaste militar e os custos, que ultrapassaram US$ 1 bilhão. No geral, o conflito evidencia limites logísticos, industriais e estratégicos das Forças Armadas dos EUA diante de guerras prolongadas. 

ISRAEL USA ACESSO Á AGUA "COMO ARMA"


A Médicos Sem Fronteiras (MSF) publicou nesta terça (28) o relatório “Água como Arma”, denunciando o uso do acesso à água como instrumento de guerra por Israel na Faixa de GazaSegundo a ONG, três mecanismos colocaram toda a população em risco: destruição da infraestrutura, restrições ao acesso humanitário e bloqueio de suprimentos essenciais. Grande parte dos sistemas de água e saneamento foi destruída ou tornou-se inacessível. Dados do Banco Mundial, União Europeia e Organização das Nações Unidas indicam que 89% dessas estruturas foram danificadas. A MSF atua na região desde antes dos ataques do Hamas em outubro de 2023, que desencadearam o conflito. Mesmo com ordens de retirada, equipes continuam no território. Desde o cessar-fogo de 2025, foram atendidos 15 mil casos de trauma e realizados mais de 40 mil curativos. O relatório se baseia em dados coletados em Khan Yunis e em operações da própria organização ao longo de 2025. A ONG conclui que a inacessibilidade à água e saneamento configura “punição coletiva”, com impactos na saúde, dignidade e segurança da população. Israel afirma que seus ataques têm como alvo estruturas do Hamas e nega atingir civis deliberadamente. A MSF aponta que 23% das pessoas relataram doenças gastrointestinais após o cessar-fogo, índice maior que durante a trégua anterior. Infecções respiratórias também foram frequentes, atingindo cerca de 22% dos lares. O colapso do saneamento levou à contaminação de águas subterrâneas, tornando poços impróprios para consumo.

Antes da guerra, Gaza possuía infraestrutura avançada de produção de água potável, incluindo dessalinização. Após a destruição dessas instalações, a MSF tentou levar novos equipamentos, mas enfrentou bloqueios e atrasos. A ONG relata ataques a caminhões-pipa e pontos de distribuição de água, mesmo identificados. Em Rafah, uma instalação que atendia 16 mil pessoas por dia foi abandonada após retirada forçada da equipe. Imagens de satélite indicam que a estrutura foi destruída. A ofensiva israelense intensificou deslocamentos internos massivos da população. Em 2025, o governo de Binyamin Netanyahu aprovou plano de ocupação da Cidade de Gaza. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para risco de agravamento humanitário. A MSF afirma que a “zona humanitária” concentrava 2,1 milhões de pessoas em área extremamente densa. A densidade superava amplamente a de cidades como São PauloA organização pede o fim do bloqueio a equipamentos e dos deslocamentos forçados. Também solicita facilitação do trabalho humanitário. O relatório lembra que Israel, como potência ocupante, deve garantir necessidades básicas da população. A MSF pede ainda apoio internacional para negociações e reconstrução de infraestrutura. O documento reforça a gravidade da crise hídrica e sanitária em Gaza. E destaca que a situação continua crítica mesmo após acordos de cessar-fogo.

 

ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE JÁ NAS RUAS


A semana começou com clima eleitoral e pesquisas que reforçam a polarização na disputa sucessória. 
Levantamento da Nexus/BTG Pactual indica empate técnico no segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (46%) e Flávio Bolsonaro (45%). No primeiro turno, Lula tem 41% e Flávio, 36%, mantendo vantagem insuficiente para garantir vitória. Ambos enfrentam dificuldade para conquistar eleitores indecisos. A eleição segue aberta e dependerá da fidelidade das bases e da capacidade de atrair o centro. O governo aposta em medidas econômicas para reduzir insatisfações. Foi anunciado o Desenrola 2.0, com descontos de até 90% em dívidas. O objetivo é aliviar famílias endividadas e estimular o consumo. O endividamento chegou a 49,9% da renda, recorde recente. A aprovação do governo está apertada: 46% aprovam e 49% desaprovam. Esse cenário ajuda a explicar o empate técnico. Na oposição, Flávio reforça laços com o agronegócio. No Agrishow, criticou o tratamento dado ao setor pelo governo. O segmento também é disputado por Ronaldo CaiadoAo lado de Tarcísio de Freitas, Flávio recebeu apoio político. Tarcísio afirmou que ele dará continuidade ao legado de Jair BolsonaroO desempenho de Sergio Moro no Paraná fortalece o campo conservador.

 Romeu Zema tenta romper como candidato periférico. Com 4%, adota discurso antissistema e ataques ao STF. Defende mudanças profundas na estrutura do Judiciário. No plano regional, a disputa é nacionalizada. No RJ, Eduardo Paes lidera e se aproxima de Lula. No Paraná, Moro consolida vantagem oposicionista. O cenário mostra divisão territorial e equilíbrio político. Lula busca recuperação com medidas sociais. Flávio amplia base com apoio regional e do agro. Zema aposta na radicalização para crescer. A eleição segue sem favorito claro. A palavra que define o momento é incerteza. 

EMPRESAS SÃO FORÇADAS A PEDIR RECUPERAÇÃO FACE AOS JUROS


A taxa básica de juros em 15% ao ano por período prolongado tem pressionado as empresas e elevado os pedidos de recuperação judicial. Em 2025, 2.466 companhias recorreram à Justiça, recorde da série iniciada em 2012 e alta de 13% ante 2024, segundo a Serasa Experian. 
O número de processos, que podem reunir várias empresas de um mesmo grupo, chegou a 977, crescimento de 5,5% e próximo do pico histórico de 2016. Para a economista Camila Abdelmalack, o volume de CNPJs é alarmante, embora a análise combinada com processos permita relativizar parcialmente o quadro. A Serasa reformulou sua metodologia e passou a acompanhar dois indicadores: empresas e processos. Em 2016, o recorde ocorreu em meio a recessão, inflação e juros elevados. Já em 2025, o cenário é de desaceleração econômica com crédito caro, dificultando a rolagem de dívidas. Apesar disso, a situação atual é considerada menos grave que a de 2016. O país inicia um ciclo de queda de juros, de 15% para 14,75%, com expectativa entre 12,5% e 13% ao final, ainda em patamar elevado. Por setor, a agropecuária liderou os pedidos (30,1%), seguida por serviços (30%), comércio (21,7%) e indústria (18,2%). O avanço do agro é expressivo frente aos 1,3% registrados em 2012. Esse movimento reflete o peso crescente do agronegócio no PIB, mas também sua exposição a riscos como clima, preços e custos. Esses fatores comprimem margens e levam empresas a renegociar dívidas.

Desde 2023, o crescimento dos pedidos vem desacelerando: 36% em 2023, 26% em 2024 e 13% em 2025. Ainda assim, a tendência é de continuidade das dificuldades, diante da atividade fraca, juros altos e inadimplência elevada. Em janeiro, havia 8,7 milhões de empresas negativadas, com dívida média de R$ 23 mil. Esse indicador costuma antecipar novos pedidos de recuperação judicial. Especialistas preveem aumento dos casos até 2026, impulsionado pelo custo do crédito e pelo ritmo lento de queda da Selic. Também cresce o uso da recuperação extrajudicial, alternativa mais barata e flexível. Em 2025, foram 62 casos, frente a 977 judiciais, mas a modalidade vem ganhando espaço por permitir negociações diretas com credores e maior liberdade operacional. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 28/04/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Lula aposta nos endividados, Flávio no agro e Zema nos ataques a Moraes

O ex-governador mineiro tenta romper sua condição de candidato periférico. Com 4% no primeiro turno, adotou o discurso antissistema mais radical

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Messias precisa de metade dos senadores que evitam declarar voto para garantir vaga no STF e mira no centro, mostra levantamento

Escolhido por Lula tem 25 votos a favor e enfrenta 22 contrários; bloco com 34 senadores sem posição pública deve definir resultado no plenário

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Não vejo espaço nenhum para terceira via enquanto Lula e Bolsonaro forem vivos, diz Ciro Nogueira

Para senador, Flávio tem a eleição na mão, mas pode jogar fora se ouvir 'aquele discurso' dos EUA Ciro Nogueira elenca Lula e Bolsonaro entre grandes líderes da história do país: 'Pela primeira vez dois se enfrentaram'

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Vacância no TCM abre disputa política e movimenta bastidores

FRANCISCO DE SOUZA Andrade Netto comunicou oficialmente à presidente da ALBA, Ivana Bastos, a previsão de vacância

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

EUA analisam proposta do Irã para reabertura do Estreito de Ormuz

Para americanos, qualquer acordo que seja definido deve impedir o desenvolvimento de armamento nuclear

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Centro Islâmico da Madeira participa de deputado do Chega por discurso de ódio

Francisco Gomes, eleito pela Madeira, apelidou muçulmanos de “parasitas” e “bandidos” e o islamismo de “cancro”, apelou à “remigração” e acusou Centro Cultural Islâmico da Madeira de lavagem de dinheiro e ligação a organizações terroristas. Este apresentou queixa à Assembleia da República e ao Ministério Público.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

RADAR JUDICIAL


EXAMES PREVENTIVOS DE CÂNCER SEM DESCONTO

Trabalhadores com carteira assinada podem faltar até três dias por ano para realizar exames preventivos de câncer sem desconto no salário. O direito já existia na CLT e foi reforçado pela lei 15.377. A nova norma obriga empresas a informarem os funcionários sobre esse direito e a promoverem campanhas de prevenção, especialmente sobre HPV e cânceres de mama, colo do útero e próstata. A ausência pode abranger o dia inteiro, mesmo que o exame dure poucas horas, desde que respeitado o limite anual e haja comprovação. O afastamento foi incluído na CLT em 2018 e segue em vigor. É obrigatório apresentar comprovante do exame; sem isso, a falta pode ser considerada injustificada. O direito vale para empregados formais e temporários, mas os estagiários dependem de acordo com a empresa, e autônomos ou PJs seguem o contrato. A lei também prevê faltas para acompanhar gestantes e filhos pequenos em consultas, com regras específicas, sendo que o afastamento de até três dias é exclusivo para exames do próprio trabalhador. Exames ocupacionais devem ocorrer no horário de trabalho. Se feitos fora do expediente, podem gerar compensação ou horas extras. 


VÍNCULO DE EMPREGO DE CUIDADORA

A 3ª Turma do TRT da 4ª Região (RS) confirmou que não houve vínculo de emprego doméstico ou como cuidadora entre uma mulher e um idoso com quem mantinha relação amorosa. A decisão unânime manteve a sentença da Vara do Trabalho de Cachoeira do Sul. A autora alegou ter trabalhado de março de 2018 a junho de 2022. Os filhos do idoso afirmaram que os dois viviam como casal desde 2017. Ela passou a morar com ele e levou familiares para a residência. Foram apresentadas fotos e mensagens com conteúdo afetivo. A ausência da autora na audiência gerou confissão ficta. O juiz considerou comprovado o vínculo afetivo, não o empregatício. No recurso ao TRT-4, a decisão foi mantida. O relator destacou falta de subordinação, salário e habitualidade. O relacionamento amoroso afastou a tese de emprego.


SECCIONAIS NÃO RESPONDEM SOBRE EXAME DE ORDEM UNIFICADO

As seccionais da OAB não podem ser rés em ações sobre o Exame de Ordem Unificado, pois a responsabilidade é exclusiva do Conselho Federal. Esse entendimento foi fixado pela 2ª Seção do TRF-6 em Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR). A decisão surgiu após dezenas de processos em Minas Gerais contra dirigentes da OAB-MG, envolvendo pedidos como isenção de taxa, revisão de provas e anulação de questões. A OAB-MG alegou que não tem competência sobre o exame, organizado nacionalmente. O Ministério Público Federal apoiou essa posição, e o Conselho Federal da OAB atuou como amicus curiae. O relator, desembargador Lincoln Rodrigues de Faria, destacou que só responde judicialmente quem tem poder decisório sobre o ato questionado. Com base na Súmula 510 do STF, a responsabilidade é da autoridade que pratica o ato, não de quem apenas executa tarefas. O exame é elaborado pela banca nacional sob coordenação do Conselho Federal, com apoio logístico das seccionais, sem poder de decisão. Assim, ficou definida a ilegitimidade das seccionais em ações sobre inscrição, provas, notas, gabaritos e resultados. A tese deverá ser seguida por toda a Justiça Federal da 6ª Região. A decisão foi unânime e o acórdão foi assinado em 22 de abril de 2026.

CNDH PROCESSA DEPUTADO NIKOLAS

O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) acionou o Ministério Público do Trabalho para investigar o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), depois de sua afirmação de que professores exibem conteúdos pornográficos em sala de aula. A declaração foi feita em 2023, no programa Pânico, da Jovem PanO tema surgiu durante debate sobre o PL 2628/2022, sobre proteção digital de menores. O CNDH solicitou explicações ao deputado em três ocasiões, sem resposta. Diante disso, decidiu protocolar representação formal no MPT. O órgão afirma que as falas atingem a honra de professores sem provas e aponta possível prática de calúnia, difamação e injúria. O CNDH é vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e o documento foi assinado pela presidente Ivana Leal e advogados. acusações foram classificadas de graves e infundadas. O projeto ganhou destaque após denúncias sobre exploração infantil nas redes.

TRUMP NÃO DESISTE NA CONSTRUÇÃO DO SALÃO

O presidente Donald Trump afirmou que o ataque de um atirador solitário em um hotel de Washington não teria ocorrido se o evento fosse em um salão na Casa Branca. A mudança, porém, alteraria o sentido do tradicional Jantar dos Correspondentes, realizado desde 1921, onde o presidente é convidado. Após o incidente de sábado (25), Trump voltou a defender seu projeto de salão de baile. A obra prevê custo de até US$ 400 milhões, com capacidade para mil pessoas. O espaço seria construído na Ala Leste da Casa Branca. A conclusão está prevista para 2029, mas enfrenta disputas judiciais. A Justiça suspendeu parte das obras, mantendo apenas estruturas de segurança. Trump usou o ataque para reforçar a necessidade de um espaço mais seguro. Ele destacou que o projeto inclui proteção contra drones e vidros à prova de balas. O suspeito conseguiu furar o bloqueio no hotel, mas foi contido pelo Serviço Secreto.
O jantar é um evento independente que celebra a liberdade de imprensa. Realizá-lo na Casa Branca poderia comprometer seu caráter e autonomia.

Salvador, 27 de abril de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.


ISRAEL MATA MESMO NO CESSAR FOGO


O Ministério da Saúde do Líbano informou que ataques israelenses no sul do país ontem, 26, mataram 14 pessoas, apesar do cessar-fogo na guerra entre Israel e o Hezbollah, recentemente prorrogado. Segundo o órgão, entre os mortos estão duas mulheres e duas crianças, e outras 37 pessoas ficaram feridas. O Exército de Israel emitiu alerta de evacuação para sete localidades libanesas, mesmo após concordar com a trégua com o grupo apoiado pelo Irã. A Agência Nacional de Notícias do Líbano relatou que aviões israelenses atacaram Kfar Tibnit, uma das áreas incluídas no aviso. Embora o cessar-fogo tenha sido firmado em meados de abril, Israel afirma que pode agir contra ameaças iminentes ou em andamento. Desde o início da trégua, em 17 de abril, forças israelenses realizam ataques frequentes e operam dentro de uma “linha amarela” próxima à fronteira, onde civis foram orientados a não retornar. O Exército israelense justificou a ordem de evacuação citando supostas violações do Hezbollah ao acordo. O porta-voz Avichay Adraee declarou que as Forças de Defesa de Israel tomarão medidas contra o grupo no sul do rio Litani.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que as ações visam garantir a segurança do país, dos soldados e das comunidades. Ele disse ainda que Israel atua conforme regras acordadas com os Estados Unidos e o Líbano. Também neste domingo, Israel informou que um soldado morreu em combate no sul do Líbano, e outros ficaram gravemente feridos. Mais cedo, o Hezbollah afirmou ter atacado tropas israelenses dentro do território libanês e equipes de resgate. O grupo declarou que suas ações são resposta às contínuas violações israelenses do cessar-fogo. Segundo o Hezbollah, a ocupação de território libanês e ataques à soberania do país justificam resistência armada. O Exército de Israel afirmou ter interceptado três drones antes que entrassem em seu território, após alertas no norte do país. O cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, válido até meados de maio, reduziu os combates, mas não interrompeu totalmente os confrontos. Ambos os lados continuam trocando acusações de descumprimento da trégua. Desde o início do conflito atual, em 2 de março, quase 2.500 pessoas morreram em ataques israelenses.

 

BRB FLA TERÁ EXPANSÃO


O presidente do BRB (Banco de Brasília), Nelson Antônio de Souza, planeja expandir a presença física do banco digital Nação BRB Fla para todas as capitais do país em até 12 meses. 
A estratégia busca aumentar a visibilidade da plataforma digital por meio de agências presenciais. A primeira unidade será inaugurada no Rio de Janeiro, entre o fim de abril e o início de maio, na região central da cidade. Segundo Souza, o projeto pretende consolidar o Nação BRB Fla como um banco híbrido, combinando atuação digital e física. O BRB manteve a parceria com o Flamengo, com a marca do banco digital estampada no uniforme do time profissional. A iniciativa prevê a criação de uma estrutura independente, com presidente e diretores próprios. Apesar do plano ambicioso, o executivo afirma que a expansão será feita com cautela. Ele destacou a importância de avaliar o ponto de equilíbrio financeiro antes de ampliar investimentos. O projeto inclui a formação de uma diretoria especializada e a oferta de incentivos como stock options. Também está previsto um plano de negócios com horizonte de dez anos. Souza afirmou que o Banco Central vê a proposta de forma positiva, desde que o projeto seja consistente.

Ele ressaltou o potencial da marca Flamengo como diferencial competitivo para o banco digital. Sobre prejuízos anteriores, que chegaram a R$ 455 milhões em 2023, o presidente atribuiu o resultado à falta de execução. Desde que assumiu o comando do BRB, em novembro de 2025, diz estar focado na reestruturação. Ele defende que, com a maior torcida do país, o projeto tem condições de dar certo. A aposta é transformar o banco do Flamengo em uma relevante fonte de receitas. Em reunião com deputados do Distrito Federal, Souza reforçou o potencial de crescimento do negócio. Segundo ele, a meta é posicionar o Nação BRB Fla como o maior banco digital da América Latina. 

AUDITORIA REVELA GRAVES VIOLAÇÕES AS EMENDAS PIX


Uma auditoria inédita do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) revelou falhas graves no uso das chamadas emendas Pix por deputados estaduais e vereadores. O levantamento analisou 66 emendas entre 2023 e 2025, destinadas a prefeituras e entidades, somando R$ 52 milhões. 
Segundo o TCE, a maioria dos recursos foi aplicada sem plano de trabalho, o que impede rastrear se o dinheiro foi usado conforme prometido. Também foram identificadas obras sem licitação adequada, indícios de superfaturamento e repasses a entidades ligadas a parentes de parlamentares. As emendas Pix são transferências diretas, sem necessidade de convênios, e fazem parte das emendas impositivas, que o Executivo é obrigado a pagar. A auditoria apontou cinco casos de possível sobrepreço e quatro de conflito de interesses. Entre eles, a compra de coletes em São Caetano do Sul, com suspeita de superfaturamento de R$ 42 mil, e uma obra paralisada em Mineiros do Tietê, mesmo após liberação de verba. Outro caso envolveu a construção de uma ponte em Santa Isabel sem projeto básico e fora do orçamento municipal. Também houve repasses para entidades ligadas a familiares de políticos, prática já proibida pelo STF.

Os parlamentares disseram desconhecer as irregularidades e prometeram apuração. Já algumas prefeituras negaram problemas ou não responderam. Além disso, auditores encontraram veículos comprados e abandonados, planilhas com preços inflados e entidades fechadas que deveriam prestar serviços. O TCE concluiu que há falhas estruturais de transparência e controle. Em 58 das 66 emendas analisadas não havia plano de trabalho. O órgão alerta que irregularidades podem levar à rejeição das contas dos prefeitos e até à inelegibilidade, e publicou orientações para melhorar a gestão desses recursos.

 

MINISTRO CULPA EUA POR FRACASSO NAS NEGOCIAÇÕES


O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, se reunirá nesta segunda-feira (27) com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em São Petersburgo. O encontro ocorre após Teerã responsabilizar os Estados Unidos pelo fracasso da mais recente rodada de negociações no Paquistão. 
Moscou é um dos principais aliados do Irã, e a visita acontece em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. Araghchi afirmou que os americanos apresentaram “exigências excessivas”, porque a postura dos EUA impediu que as negociações, apesar de avanços, atingissem seus objetivos. O chanceler também destacou que a passagem pelo estreito de Hormuz é “uma questão global importante” e via, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, está bloqueada por Teerã. O Irã promete manter o bloqueio enquanto persistirem sanções americanas a seus portos. O site Axios informou que o país enviou uma nova proposta para reabrir o estreito e encerrar o conflito, adiando discussões sobre o programa nuclear. A agência Irna citou o relato sem negar as informações. Enquanto isso, o cessar-fogo segue em vigor, mas os impactos econômicos continuam.

Antes da Rússia, Araghchi esteve em Omã e no Paquistão, onde ocorreriam as negociações com os EUA, e falou com o chanceler turco, Hakan Fidan. Donald Trump cancelou a viagem da missão americana, classificando-a como “perda de tempo”. Segundo a agência Fars, o Irã enviou mensagens escritas aos EUA definindo “linhas vermelhas”, incluindo a questão nuclear e o estreito de Hormuz. No conflito paralelo, Israel e Hezbollah trocaram acusações de violar a trégua no Líbano. Ataques israelenses deixaram 14 mortos, incluindo duas crianças. Um soldado israelense morreu e seis ficaram feridos. O Hezbollah entrou na guerra em março após atacar Israel em resposta à morte do líder iraniano Ali Khamenei. Israel reagiu com bombardeios e mantém ocupação no sul do Líbano.

 

AEROPORTO DE CHANGI: ROBÔS AJUDAM NA IMIGRAÇÃO RÁPIDA E EFICIENTE


Bocejando e com olhos vermelhos, você se prepara para enfrentar filas, imigração lenta e espera pela bagagem. 
Mas, no aeroporto de Changi, em Singapura, a experiência é diferente, porque robôs limpam o ambiente impecável e a imigração é rápida e eficiente. Em menos de 15 minutos, o passageiro já está fora do aeroporto, causando sensação de estranhamento diante de tanta facilidade. Ao retornar, o check-in também é ágil e organizado, porque nos terminais, há atrações incomuns: cinema gratuito 24h, jardins e espaços de lazer, destacando a cachoeira interna mais alta do mundo. O aeroporto parece uma cidade futurista bem administrada e Changi já foi eleito várias vezes o melhor aeroporto do mundo, enquanto outros aeroportos enfrentam problemas estruturais e atrasos. O diferencial vai além da estética com eficiência, segurança e conectividade. Segundo especialistas, o sucesso vem da adaptação contínua e o aeroporto evolui conforme mudanças de demanda e tecnologia. Nos bastidores, há uma operação altamente coordenada com automação, biometria e análise de dados, evitando gargalos. Cerca de 60 mil funcionários mantêm tudo em sincronia e a sinalização clara e a organização reduzem o estresse dos passageiros.

Depara-se com centenas de banheiros com avaliação em tempo real e os problemas são resolvidos rapidamente pelas equipes com lógica simples: primeiro eficiência, depois conforto e, por fim, espetáculo. As atrações também ajudam a distribuir o fluxo de pessoas, evitando superlotação e melhorando a experiência geral. A automação foi impulsionada por limitações de mão de obra. Desde 2024, a imigração usa reconhecimento facial e de íris. Changi também investe em inovação constante e o Terminal X funciona como laboratório de novas soluções. Projetos incluem drones para prevenir impactos de tempestades. Desde sua criação, o aeroporto foi pensado como vitrine do país e hoje, simboliza eficiência, organização e confiabilidade. Mais que atrações, seu maior feito é permitir que tudo funcione sem interrupções.