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sexta-feira, 3 de abril de 2026

RADAR JUDICIAL


PRESIDENTE RENUNCIA 

Gabriele Gravina renunciou à presidência da FIGC ontem, 2, após a Itália ficar fora da Copa do Mundo pela terceira vez seguida. A seleção foi eliminada na repescagem europeia ao perder para a Bósnia nos pênaltis. Gravina, 72, comandava a federação desde 2018, após a ausência no Mundial da Rússia. A Azzurra também não se classificou para o Catar 2022 nem para 2026. Ele convocou assembleia extraordinária para 22 de junho, em Roma. O dirigente é vice-presidente da UEFA e aliado de Aleksander CeferinSob sua gestão, a Itália venceu a Euro 2021, mas caiu nas oitavas em 2024. Pressionado, antecipou a saída após críticas e pedidos de demissão. O ministro Andrea Abodi cobrou renovação no comando do futebol. Giovanni Malagò surge como favorito à sucessão. O técnico Gennaro Gattuso também deve sair. Gianluigi Buffon já deixou o cargo de gerente da seleção. 


JOVENS CUBANOS CRITICAM EUA

Centenas de cubanos marcharam ontem, 2, em Havana em meio à escassez de combustível, usando bicicletas, motos, patins e riquixás ao longo do Malecón. O ato reuniu principalmente jovens com bandeiras de Cuba e imagens de Che Guevara. A manifestação passou em frente à embaixada dos EUA, com críticas às sanções americanas. O presidente Miguel Díaz-Canel acompanhou o início da marcha e acenou aos participantes. Manifestantes defenderam a soberania cubana e condenaram pressões externas. Participantes afirmaram que o ato simboliza compromisso com ideais anti-imperialistas. Cuba vive grave crise econômica e energética, com apagões e falta de combustível. O governo atribui parte da situação ao endurecimento das sanções dos EUA. Desde janeiro, Donald Trump ampliou restrições ao petróleo destinado à ilha. A Rússia enviou recentemente um carregamento de petróleo a Cuba. Trump indicou flexibilização ao permitir envios pontuais de combustível. Autoridades cubanas dizem estar preparadas para tensões, mas abertas ao diálogo.


SEGUNDO F-35 DESTRUÍDO PELO IRÃ

O Irã afirmou ter atingido um caça F-35 dos EUA nesta sexta-feira (3), uma das aeronaves mais avançadas e furtivas do mundo. Se confirmado, seria o segundo ataque contra esse modelo na guerra no Oriente Médio. O Pentágono não comentou o caso até a manhã de hoje. Agências estatais iranianas dizem que o avião foi atingido no centro do país. Há relatos de que ele pode ter caído na província de Kohgiluyeh e Boyer Ahmad. Uma emissora exibiu imagens que seriam dos destroços. O Exército iraniano iniciou buscas pelo piloto. Autoridades pediram ajuda da população e ofereceram recompensa. Segundo a agência Isna, capturar ou matar a tripulação renderia benefício especial. Um funcionário dos EUA disse à Reuters que uma operação de resgate foi iniciada. A possibilidade de pilotos vivos em território iraniano aumenta os riscos para Washington. Em 19 de março, outro F-35 foi atingido, mas conseguiu pouso de emergência sem feridos.

MINISTRO DEFENDE MORAES

O presidente do STF, Edson Fachin, divulgou nota defendendo o ministro Alexandre de Moraes e a corte, afirmando que o tribunal tem histórico de proteção à liberdade de expressão. Segundo ele, esse direito é fundamental, mas não pode ser usado para justificar crimes previstos em lei. A manifestação responde a críticas dos Estados Unidos, que acusam Moraes de censura e interferência eleitoral. Fachin não cita diretamente o colega, mas rebate as acusações e reforça decisões do Supremo. Ele lembra julgamento de 2018 que garantiu o direito de criticar autoridades, mesmo de forma dura ou irônica. O ministro destaca que a liberdade de expressão pode sofrer limitações em casos excepcionais. Essas restrições ocorrem quando há necessidade de proteger outros direitos fundamentais. Fachin afirma que decisões do STF seguiram esse princípio em investigações sobre tentativa de golpe. Segundo ele, houve indícios robustos de crimes envolvendo o uso de redes sociais por milícias digitais. As ordens de remoção de conteúdo visam combater práticas contra o Estado democrático.O ministro também defende a responsabilização de plataformas, alinhada a tendências globais. Por fim, cita leis dos EUA e da Europa para reforçar que há limites à liberdade de expressão.

TRUMP NÃO DESISTE: TARIFAS DE 100%

O presidente Donald Trump anunciou tarifas de até 100% sobre medicamentos, mirando empresas que não ampliaram investimentos ou reduziram preços nos EUA. As medidas foram divulgadas no chamado “dia da libertação”, quando ele lançou tarifas recíprocas. Parte dessas políticas já havia sido flexibilizada após reação negativa do mercado e dos eleitores. A Suprema Corte dos Estados Unidos também considerou ilegais várias tarifas anteriores. As novas taxas atingem apenas medicamentos de marca, poupando genéricos. Países com acordos comerciais terão tarifas menores, de cerca de 15%. O Reino Unido terá tarifa zero por três anos após acordo específico. Empresas que investirem na produção local poderão obter tarifas reduzidas temporárias. O plano busca equilibrar protecionismo com riscos na cadeia de suprimentos e custo de vida. Também houve mudanças em tarifas sobre aço, alumínio e cobre, com isenções parciais. A cobrança sobre metais será simplificada e, em geral, reduzida para 25%. As medidas fazem parte de investigações de segurança nacional baseadas na Seção 232.

Salvador, 3 de abril de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.



TRUMP, O "GUERRILHEIRO"


O presidente Donald Trump, diferentemente dos outros governantes que lhe antecederam, tornou-se candidato republicano por imposição e não por escolha livre dos seus pares. Na sequência, comprou o cargo de presidente, com ajuda substancial de Elon Musk e de outros grandes empresários. Os democratas mostraram-se sem força e sem disposição para questionar a chegada de Trump na Casa Branca e preferiram não acreditar na Justiça local, composta, na sua grande maioria por conservadores. Trump desembarcou na Casa Branca e mostrou seu propósito de "guerrilheiro". Desde que assumiu o cargo, apesar de promessa de que não se envolveria com guerras, mostrou seu instinto animalesco e passou a usar a força para perseguir, prender ou destituir governos eleitos pelo povo, a exemplo da Venezuela. Junto a isso impôs verdadeira guerra comercial, modificando a economia global. Até 2028, quando se encerra seu mandato, muitos dissabores viverão o mundo com o governo imprevisível e destrambelhado de Donald Trump.

Trump teve a ousadia de rebatizar o Golfo do México de Golfo da América ou de impor controles sobre a Groenlândia e sobre o Canal do Panamá, além de anunciar o Canadá como o "51º Estado americano". Esse posicionamento do presidente insere-se como o maior golpe à soberania dos países. Ele levantou o véu da irresponsabilidade e do desrespeito aos seus próprios parceiros, quando iniciou com a imposição de tarifas, sem nenhuma aparência de legalidade, não respeitando nem mesmo os países amigos ou pretensos inimigos, como é o caso da China. A reconstrução da Europa, após a guerra, com o plano Marshall está sendo desmontada pelo presidente americano. O desentendimento e até a manifestação de acabar com a aliança militar Otan, responsável pela segurança do continente, situa-se na maior sinalização do afastamento dos Estados Unidos da Europa. Esse tratado é mantido com substancial recursos americano, mas Trump mostra-se propenso a acabar com esse cenário, provocando seu afastamento da Otan.    

O analista Stefan Wolff entende que a Europa continua dependendo dos Estados Unidos, mas com o tempo esse panorama poderá mudar, tornando o continente europeu um dos grandes centros de poder, porque já inserido entre os três China, Europa e Estados Unidos. Trump insurge-se contra a globalização e quer levar para os Estados Unidos a produção de tudo o que o país precisa. É o caso dos iPhones produzidos na China e vendidos nos Estados Unidos. A tarifa de 140% para importação anunciada por Trump tornou-se impossível não se consumando porque os preços desse produto, iPhones, alcançariam valores inimagináveis, nos Estados Unidos. O percentual de 80% dos iPhones, vendidos nos Estados Unidos, são produzidos na China e os outros 20% na Índia, segundo reportagem da BBC. Enfim, o presidente americano quer mudar a ordem estabelecida desde a guerra de oitenta anos atrás e isso, certamente, provocará estremecimento entre a relação com os países amigos. 

Salvador, 3 de abril de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.   

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TRIPULAÇÃO FARÁ VOLTA À LUA, ANTES DE RETORNAR À TERRA

Pouco antes da manobra que colocaria a cápsula Orion na trajetória da Lua, a tripulação da


Artemis 2 recebeu um alerta de possível vazamento. O aviso, porém, era falso, e a missão seguiu normalmente. 
O episódio foi relatado pelo astronauta canadense Jeremy Hansen, 50. Segundo ele, faltando menos de 20 minutos para a queima de injeção translunar, surgiu a mensagem de alerta. A suspeita de vazamento gerou tensão momentânea. Hansen chegou a cogitar a possibilidade de cancelar a missão e iniciar procedimentos de retorno. No entanto, o controle em Houston confirmou que a pressão da cabine estava normal. A equipe então prosseguiu com a queima dos motores. Com isso, a Orion ganhou o impulso necessário para seguir rumo à Lua. Durante a entrevista, o tema inicial era outro problema: uma luz de falha no vaso sanitário da nave. A astronauta Christina Koch brincou ao dizer que era a “encanadora espacial” e destacou a importância do equipamento. Ela afirmou que todos ficaram aliviados ao constatar que estava funcionando corretamente. Já Victor Glover comentou sobre o frio dentro da cápsula, dizendo que sentiam falta de um saco de dormir mais adequado. O comandante Reid Wiseman descreveu o sono na nave como mais confortável do que parece, apesar de inusitado. Ele brincou que Christina dorme “de cabeça para baixo”, como um morcego, no interior da cápsula. A astronauta explicou que, no espaço, não há noção de chão ou teto. Wiseman também destacou a vista da Terra como o momento mais marcante até agora. Segundo ele, é possível ver o planeta inteiro, além de continentes e até a aurora boreal.

A missão Artemis 2 começou na quarta-feira (1º), com o lançamento do foguete SLS na Flórida. No dia seguinte, a cápsula deixou a órbita terrestre e iniciou a viagem à Lua. Hansen afirmou que a missão demonstra o potencial da humanidade e representa esperança para o futuro. Christina descreveu a Terra vista do espaço como iluminada e deslumbrante. A Lua está a cerca de 384 mil quilômetros da Terra, muito além da Estação Espacial Internacional. A viagem até o satélite natural deve durar entre três e quatro dias. A missão Artemis 2 pretende preparar o retorno de humanos à superfície lunar em 2028. A tripulação dará a volta na Lua, incluindo o lado oculto, antes de retornar à Terra. A volta está prevista para o dia 10. Desde o lançamento, os astronautas realizam testes e ajustes técnicos na nave. Eles também executaram manobras para aumentar a altitude da órbita. Essas ações foram essenciais para preparar a trajetória rumo à Lua. 

HÁ TURBULÊNCIA NA CÚPULA MILITAR AMERICANA


O chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA, Randy George, foi demitido nesta quinta-feira (2) pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, segundo fontes ouvidas pela Reuters. 
Hegseth, ex-apresentador da Fox News, vem promovendo mudanças no Pentágono, com a saída de generais e almirantes para implementar a agenda de segurança do presidente Donald Trump. O Pentágono confirmou que George, que ainda tinha mais de um ano de mandato, “se aposentará com efeito imediato” e agradeceu por seus serviços. O motivo da demissão não foi informado. A decisão ocorre enquanto os EUA reforçam presença militar no Oriente Médio em meio à guerra contra o Irã. As operações na região são lideradas principalmente pela Marinha e Força Aérea, mas o Exército também atua com sistemas de defesa aérea. Com cerca de 450 mil militares, o Exército é o maior ramo das Forças Armadas americanas. Soldados da 82ª Divisão Aerotransportada começaram a chegar ao Oriente Médio, indicando possível atuação terrestre. Não havia sinais públicos de conflito entre Hegseth e George. Mesmo assim, o secretário tomou medidas controversas, como demitir o principal advogado do Exército e organizar um desfile militar. O evento celebrou os 250 anos da força e coincidiu com o aniversário de Trump. Recentemente, Hegseth também interveio em uma investigação envolvendo pilotos que sobrevoaram a casa do cantor Kid Rock. Segundo a CBS News, a demissão de George não está ligada a esse episódio.

O general Christopher LaNeve assumirá o cargo de forma interina. George foi confirmado como chefe do Exército em 2023. Oficial de infantaria, ele serviu no Iraque e no Afeganistão. Antes, foi vice-chefe do Exército e conselheiro do ex-secretário de Defesa Lloyd Austin. Ele era próximo do secretário do Exército, Dan Driscoll. Ambos atuaram para acelerar projetos militares e reduzir custos. A saída ocorre em meio a instabilidade na liderança do Pentágono. Nos últimos meses, outros altos oficiais também foram demitidos. Entre eles, o ex-chefe do Estado-Maior Conjunto, Charles Q. Brown. Também deixaram cargos o chefe de operações navais e o vice da Força Aérea. O cenário reforça a turbulência na cúpula militar dos EUA. 

TRUMP USA AMEAÇAS SEM SOLUÇÃO PARA O ESTREITO DE ORMUZ


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não apresentou um plano de saída para a guerra contra o Irã. Isso ficou evidente no discurso de quarta-feira, marcado mais por ameaças do que por estratégia. Ao afirmar que pretende bombardear o país até fazê-lo “voltar à Idade da Pedra”, o chefe da Casa Branca expôs a falta de planejamento e o caráter desordenado da intervenção. 
Longe de demonstrar força ou acalmar a comunidade internacional, a retórica agressiva revela a desorientação de uma superpotência presa às próprias decisões no Golfo Pérsico. Também não há sinal de reconhecimento de erro. O pronunciamento mostrou um vácuo tático preocupante. Trump não apresentou cronograma nem caminho para encerrar o conflito. Em vez disso, minimizou a guerra e pediu aos americanos que a mantivessem “em perspectiva”, tentando conter a insatisfação com a alta dos combustíveis. No entanto, é improvável que a população aceite esse discurso enquanto enfrenta aumento no custo de vida. A falta de rumo ficou ainda mais evidente ao descartar uma incursão terrestre para capturar urânio enriquecido e ao citar como modelo uma operação na Venezuela contra Nicolás Maduro. Chegou ainda a afirmar que o Estreito de Ormuz “não é problema dos Estados Unidos”. Essas declarações reforçam a percepção internacional de fracasso. 

A ofensiva não derrubou o regime iraniano, não estabilizou a região, isolou diplomaticamente Washington e elevou riscos ao comércio global. A tentativa de impor mudança de regime esbarrou na resiliência do Irã, que se prepara para esse tipo de conflito desde 1979. Analistas apontam que a saída mais racional passa pela diplomacia: exigir limites verificáveis ao programa nuclear iraniano, em troca da manutenção do regime. Isso implica abandonar a ideia de mudança de regime e focar na contenção da ameaça nuclear. O principal obstáculo, porém, está na própria Casa Branca. Uma solução diplomática exigiria reconhecer o erro de iniciar a guerra. Admitir o fracasso demanda grandeza política, algo que contrasta com o estilo do atual governo. Sem isso, cresce o risco de escalada. Ao insistir na retórica agressiva, os Estados Unidos podem ampliar o conflito e arrastar o mundo para uma crise ainda maior.

 

IRÃ ATACA ISRAEL, ATINGINDO ÁREAS URBANAS


O Irã voltou a atacar Israel com mísseis nesta sexta-feira, 3, desafiando as novas advertências do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 
A ofensiva ocorre em meio à escalada do conflito entre os dois países, que já dura semanas e preocupa a comunidade internacional. Trump havia ameaçado intensificar a resposta militar, incluindo possíveis bombardeios contra infraestruturas estratégicas iranianas, como pontes e usinas elétricas. Mesmo diante das ameaças, Teerã manteve sua postura ofensiva, indicando que não pretende recuar no confronto. Os mísseis lançados atingiram áreas urbanas em Israel, incluindo uma estação de trem em Tel Aviv, causando danos e gerando pânico entre a população. Autoridades israelenses acionaram sistemas de defesa e alertas de emergência para minimizar os impactos dos ataques. Ainda não há um balanço definitivo sobre vítimas, mas equipes de resgate foram mobilizadas imediatamente. O governo de Israel afirmou que responderá com firmeza às agressões iranianas. A escalada militar aumenta o risco de um conflito regional mais amplo no Oriente Médio. Aliados de ambos os lados acompanham a situação com preocupação crescente. Analistas avaliam que a troca de ameaças entre Washington e Teerã contribui para agravar ainda mais a crise. A retórica agressiva tem reduzido as chances de समाधान diplomático no curto prazo.

Enquanto isso, mercados internacionais reagem com volatilidade diante da incerteza geopolítica. O preço do petróleo tende a subir em cenários de instabilidade na região. A comunidade internacional pressiona por moderação e diálogo. Organizações multilaterais alertam para o risco de consequências humanitárias graves. O conflito também pode impactar rotas comerciais estratégicas. Especialistas temem que novos ataques provoquem respostas ainda mais severas. A população civil segue como a mais afetada pela escalada da violência. Abrigos e sistemas de emergência têm sido utilizados com frequência em Israel. No Irã, o governo reforça o discurso de resistência contra pressões externas. A tensão entre os dois países já é considerada uma das mais graves dos últimos anos. Diplomatas tentam reabrir canais de negociação, mas enfrentam dificuldades. O cenário permanece instável e sem previsão de solução imediata 

EUA QUEREM ACABAR COM O PIX NO BRASIL


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice Geraldo Alckmin (PSB) reagiram ao relatório dos EUA que aponta o Pix como barreira comercial. 
Lula afirmou que nenhum país vai alterar o funcionamento do sistema brasileiro. Segundo ele, o Pix presta um serviço essencial e continuará sendo aprimorado. O presidente destacou que a ferramenta é do Brasil e atende à população. A fala ocorreu durante visita às obras do VLT em Salvador. O relatório foi publicado pelo escritório comercial da Casa Branca (USTR). O documento critica o que chama de tratamento preferencial ao Pix. Para os EUA, isso prejudicaria empresas americanas de pagamentos. Alckmin minimizou as críticas e disse que não há preocupação. Ele afirmou que o Pix é um sucesso reconhecido mundialmente. Destacou ainda o custo zero e a rapidez das transações. O vice falou durante café com jornalistas no MDIC. O relatório também cita a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo o USTR, o Brasil aplica tarifa de 60% sobre importações. Além disso, há limites anuais para compras internacionais.

Alckmin disse que já defendeu a medida no passado. Segundo ele, a intenção é proteger empregos no país. A indústria têxtil e de confecção foi citada como exemplo. Ele afirmou que o produto nacional paga mais impostos. Enquanto isso, importados de até US$ 50 têm carga menor. O vice destacou a necessidade de concorrência justa. O relatório também critica regras sobre mercados digitais. Inclui proposta que amplia poderes do Cade. Alckmin disse que a regulação atual é limitada. Citou o ECA Digital, voltado à proteção infantil. Ele reforçou que o Brasil não é problema para os EUA. Lembrou que os americanos têm superávit com o país. E defendeu ampliar diálogo, investimentos e cooperação bilateral.

MORO PODE SER ELEITO NO PRIMEIRO TURNO


Pesquisa AtlasIntel divulgada ontem, 2, mostra o senador Sergio Moro (PL-PR) com mais de 50% das intenções de voto para o governo do Paraná, o que garantiria vitória em primeiro turno. 
No primeiro cenário, o ex-juiz da Lava Jato aparece com 51,5%, à frente de Requião Filho (28,4%), Rafael Greca (8,4%), Guto Silva (5,6%) e Luiz França (2,9%). Em um segundo cenário, com Alexandre Curi no lugar de Guto Silva, Moro sobe para 52,8%. Já em um terceiro, com Eduardo Pimentel como candidato do PSD, ele marca 52,6%. O levantamento ouviu 1.254 eleitores entre 25 e 30 de março, com margem de erro de três pontos percentuais e 95% de confiança. Quando associado ao apoio de Bolsonaro, Moro registra 52,1%, indicando que o endosso pouco altera seu desempenho. Requião Filho, apontado como candidato de Lula, sobe para 30,6%, mas ainda distante de impedir vitória em primeiro turno. Guto Silva, ligado a Ratinho Jr., varia de 5,6% para 6,1%, dentro da margem de erro.

Após a filiação de Moro ao PL, Ratinho Jr. desistiu da disputa presidencial e decidiu permanecer no governo estadual até o fim do mandato. A decisão foi vista como tentativa de manter influência política no estado. Segundo a pesquisa, 52,3% dos eleitores preferem continuidade da atual gestão, enquanto 40,6% querem mudança. Na disputa presidencial no Paraná, Flávio Bolsonaro lidera com 52%, seguido por Lula (33,5%). Romeu Zema aparece com 4,8%, Renan Santos com 3%, Ronaldo Caiado com 1,4% e Aldo Rebelo com 0,1%.

 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 3/4/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Governo planeja convocar 7 mil servidores em 2026

Com foco em diversidade e recomposição do quadro, União aposta no CPNU e deve convocar 3,6 mil aprovados da segunda edição ao longo do ano para reforçar o serviço público e acelerar entregas na reta final do mandato

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Governo enfrenta resistências em várias frentes a pacote para conter preços de gás, diesel e frete

Distribuidoras decidem não aderir à subvenção ao diesel e Congresso vira preocupação do Planalto com possibilidade de mudança na MP que amplia fiscalização de tabela para caminhoneiros

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Vagas de 1 a 2 salários mínimos puxam expansão do emprego desde 2023

Brasil criou mais emprego na base da pirâmide, inserindo pessoas que sofrem mais com desocupação Alta da formalização, programas sociais e aumento da escolaridade explicam movimento

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Moody’s rebaixa nota do BRB e alerta para risco de calote

Agência de classificação de risco aponta fragilidade financeira, falta de transparência e necessidade urgente de capitalização no banco público do Distrito Federal

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Astronautas da Artemis II acionam motores rumo à Lua

Tripulação é a primeira a deixar a órbita da Terra em mais de 50 anos

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Estados do Golfo querem desobstruir estreito de Ormuz. Teerão alerta para qualquer "ação provocadora"

Ofensiva dos EUA e Israel contra o Irão começou a 28 de fevereiro. Em retaliação, Teerão fechou o estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, levando os preços a disparar.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

RADAR JUDICIAL


DOIS DESEMBARGADORES DO MARANHÃO SÃO AFASTADOS

A Polícia Federal deflagrou ontem, 1º, a Operação Inauditus, que investiga a venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão. Foram alvos dois desembargadores, afastados por decisão judicial. Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STJ. O inquérito apura crimes como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Também foi decretada a prisão preventiva de um ex-assessor, apontado como operador do esquema. Entre os investigados estão magistrados, advogados e servidores da corte. A reportagem tentou contato com o tribunal e as defesas, sem resposta. Segundo a PF, havia direcionamento de decisões mediante pagamento de propina. O esquema incluía celeridade seletiva e atuação conjunta de servidores. Foram identificadas movimentações financeiras suspeitas para ocultar recursos ilícitos. A Justiça determinou afastamentos, monitoramento eletrônico e bloqueio de bens de até R$ 50 milhões. As ações ocorreram em cidades do Maranhão e em outros estados, como CE, SP e PB.


POLÍCIA FEDERAL APURA FRAUDES EM SERRINHA (BA)

O deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD) foi alvo de busca e apreensão ontem, 1º, em operação da CGU e da Polícia Federal sobre fraudes em licitações em Serrinha (BA). Uma das ações ocorreu em seu gabinete na Assembleia Legislativa da Bahia. Marcinho afirmou que os fatos investigados são anteriores ao mandato e negou relação com a função atual. Ele classificou a investigação como “perseguição política” e disse confiar no esclarecimento dos fatos. Empresário dos setores de transporte, infraestrutura e cultura, foi vice-prefeito de Santaluz e eleito deputado em 2022. É aliado do deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil). A apuração envolve desvio de verbas na gestão de Adriano Lima (PSD), prefeito de Serrinha entre 2017 e 2024. Adriano afirmou ter atuado com legalidade e disse confiar na apuração. Segundo a investigação, houve fraude em licitação de aluguel de veículos vencida por empresa de Marcinho. Após o contrato, teriam ocorrido pagamentos a servidores. Foram cumpridos 16 mandados em cinco cidades, com apreensão de documentos, eletrônicos e dinheiro. Os crimes investigados incluem fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa


TRUMP INVADE PRIVACIDADE DE MACRON

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar líderes europeus ao comentar a guerra envolvendo o Irã e fez provocações pessoais contra o presidente francês, Emmanuel MacronDurante um encontro privado, Trump zombou da relação de Macron com sua esposa, Brigitte Macron, afirmando que ela o “trata extremamente mal”.  Ele ainda ironizou um vídeo antigo em que Brigitte parece empurrar o rosto do marido, dizendo que Macron estaria “se recuperando” do episódio.  As declarações ocorreram enquanto Trump criticava a postura da França no conflito no Oriente Médio e cobrava maior apoio militar.  Macron reagiu publicamente, classificando os comentários como “não elegantes” e “inadequados”.  O francês evitou aprofundar a polêmica e afirmou que esse tipo de fala não está à altura do momento internacional.  A troca de farpas ocorre em meio a tensões entre Estados Unidos e aliados europeus sobre como lidar com o conflito no Golfo.  O episódio gerou críticas na França, onde políticos consideraram as falas de Trump desrespeitosas.

LULA COMPROVA MENTIRA DE TRUMP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar a guerra no Irã e disse que é falsa a alegação de que o país possua armas nucleares. Segundo ele, os Estados Unidos iniciaram um conflito desnecessário com base nesse argumento. Lula citou o acordo de 2010 entre Brasil, Turquia e Irã para limitar o enriquecimento de urânio, rejeitado por EUA e União Europeia. O pacto previa produção em outro país e uso pacífico do material nuclear. Mesmo assim, os EUA mantiveram sanções e firmaram outro acordo em 2016, abandonado depois por Donald TrumpHoje, a Agência Internacional de Energia Atômica aponta estoque elevado de urânio enriquecido no Irã. O presidente comparou o caso às falsas alegações sobre armas de Saddam Hussein e Muammar GaddafiDisse que tais argumentos servem como pretexto para guerras. O governo brasileiro condenou os ataques de EUA e Israel contra o Irã. O Itamaraty expressou “grave preocupação” com a escalada do conflito. O Brasil defende a negociação como único caminho para a paz. Também pede respeito ao direito internacional e proteção de civis.

TRUMP:  "CORRUPTO, INCOMPETENTE, RACISTA, IMPRUDTE E TRAIDOR"

Em show em Minneapolis, Bruce Springsteen chamou o governo de Donald Trump de “corrupto, incompetente, racista, imprudente e traidor”. O cantor disse que os EUA devem defender a democracia, a Constituição e seus ideais históricos. Afirmou ainda que o país que ama está sob uma administração que ameaça esses valores.A turnê começou em Minneapolis, cidade marcada por tensões recentes envolvendo o ICE. Em janeiro, dois cidadãos americanos foram mortos a tiros por agentes de imigração durante protestos. As vítimas, Renee Good e Alex Pretti, participavam de manifestações contra o ICE. A então secretária Kristi Noem afirmou no Senado que eles eram “terroristas domésticos”. Vídeos posteriores contestaram essa versão, gerando críticas de ambos os partidos. No palco, Springsteen pediu união em favor da democracia, da ética e da paz. Ele também defendeu esperança contra o medo e resistência contra a complacência. Protestos “No Kings” reuniram milhares contra políticas de Trump e a guerra no Irã. O artista elogiou a coragem dos moradores locais diante dos confrontos com agentes federais.

Salvador, 2 de abril de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.


 

 


DESEMBARGADORA DEIXA O TRIBUNAL


A desembargadora Heloísa Pinto de Freitas Graddi deixou o Tribunal de Justiça da Bahia, depois que seu pedido de aposentadoria foi publicado ontem, 1º, através do Decreto Judiciário n. 325. A magistrada integrava a 5ª Câmara Cível do Tribunal e a juíza substituta Marineis Freitas Cerqueira assumiu a vaga, na condição de integrante do quadro de substitutas de segundo grau. A magistrada já atuava no gabinete da magistrada aposentada. A desembargadora Graddi foi promovida para o quadro em dezembro/2010, ocupando a vaga deixada pela aposentadoria da desembargadora Lealdina Torreão. Em 2011, a magistrada foi agraciada com a Medalha do Mérito Judiciário, comenda instituída em 1983, destinada a homenagear personalidade nacionais e estrangeiras pelos méritos e relevantes serviços prestados ao Judiciário. O preenchimento definitivo da vaga deixada acontecerá muito brevemente, depois da publicação do edital.  



RÚSSIA ENVIOU PETROLEIRO PARA CUBA


A Rússia afirmou ontem, 1º, que continuará ajudando Cuba após a chegada, na terça (31), de um petroleiro russo à ilha, primeiro envio desde o endurecimento do bloqueio dos Estados Unidos há três meses. A porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, disse que Cuba é “amiga e parceira próxima” e que Moscou não pode deixá-la “cair”, garantindo a continuidade do apoio. Ela também criticou as “pressões e ameaças sem precedentes” dos EUA e relembrou o embargo comercial imposto em 1962. O petroleiro Anatoly Kolodkin, com 730 mil barris de petróleo, atracou no porto de Matanzas, sendo o primeiro carregamento desde 9 de janeiro. Antes disso, Cuba havia recebido petróleo do México após a captura de Nicolás Maduro, aliado do regime cubano. A ilha enfrenta grave crise energética, com apagões, racionamento de combustível e redução do transporte público. A situação gerou críticas internacionais, inclusive da ONU, que aponta impacto humanitário das sanções. Ao mesmo tempo, autoridades americanas pressionam pela saída do presidente Miguel Díaz-Canel. Apesar do bloqueio, Donald Trump autorizou o envio de petróleo russo, evitando confronto direto com Moscou. A Casa Branca não explicou se novos carregamentos serão permitidos.

No domingo (29), Trump demonstrou solidariedade à população cubana afetada pela crise. Ele afirmou que não se opõe a que outros países enviem petróleo à ilha. O Kremlin disse que o tema foi discutido com autoridades americanas. O porta-voz Dmitri Peskov afirmou que apoiar países amigos é um dever da Rússia. Ele destacou satisfação com a chegada do combustível a Cuba. Analistas avaliam que a carga pode garantir algumas semanas de abastecimento. Peskov indicou que novos envios não estão descartados. Segundo ele, a situação “desesperadora” em Cuba motiva a continuidade da ajuda. Trump também elevou o tom ao sugerir possível ação militar contra Cuba. Ele declarou que poderia usar força após a guerra no Irã. O presidente afirmou que “Cuba é a próxima”, em fala durante conferência. O secretário de Estado, Marco Rubio, defendeu mudanças no sistema político cubano. Segundo ele, a economia do país depende de reformas no governo. Autoridades cubanas reagiram com firmeza às declarações dos EUA. O vice-chanceler Carlos Fernández de Cossio disse que o país se prepara para possível agressão. Ele afirmou que o Exército está pronto para defesa. Apesar disso, Cuba diz estar aberta a negociações com Washington. O governo cubano espera evitar uma escalada militar.