Podemos distinguir se estamos conversando com um ser humano ou com uma inteligência artificial (IA)? Essa pergunta acompanha o debate sobre a inteligência das máquinas há décadas e tem origem no Teste de Turing, proposto por Alan Turing em 1950. O teste avalia se o comportamento de um computador é indistinguível do de um humano em uma conversa por texto. Se isso ocorrer, a máquina poderia ser considerada “inteligente”. Em 2014, o chatbot Eugene Goostman convenceu 33% dos juízes de que era humano, gerando controvérsia. Ele se passava por um adolescente ucraniano, o que, para críticos, facilitou esconder suas limitações. Mais recentemente, estudos indicaram que o ChatGPT 4.5 foi julgado como humano em 73% das vezes, superando até participantes humanos. Apesar disso, muitos questionam se passar no teste prova pensamento real.O filósofo John Searle, com o argumento do “quarto chinês”, afirma que máquinas apenas manipulam símbolos sem compreender significado. Assim, a IA poderia imitar humanos sem verdadeira compreensão. Críticos dizem que o Teste de Turing mede mais a capacidade de enganar do que inteligência genuína. Por isso, surgiram testes alternativos, como o CBIT, que avalia a IA em comunidades reais. Outros defendem que inteligência seria demonstrada ao criar novo conhecimento científico. Mesmo com críticas, alguns pesquisadores afirmam que o Teste de Turing ainda é relevante. À medida que a IA evolui, torná-la indistinguível dos humanos pode ser inevitável. Isso reforça debates éticos e legais sobre responsabilidade e transparência no uso da IA.

As forças de Vladimir Putin usaram o supermíssil Orechnik em um grande ataque aéreo à Ucrânia na noite de ontem, 8. O míssil balístico russo, projetado para guerras nucleares, já havia sido testado em novembro de 2024. Moscou disse que a ação foi retaliação a uma suposta tentativa ucraniana de atacar uma residência de verão de Putin. Volodimir Zelenski negou a acusação e afirmou que a Rússia quer sabotar negociações de paz. O ataque ocorre em meio a esforços europeus por um acordo favorável a Kiev. Também acontece um dia após os EUA apreenderem um petroleiro russo com óleo venezuelano embargado. Até então, a reação russa ao caso havia sido discreta. No de hoje, 9, a Ucrânia convocou reuniões de emergência com a Otan e o Conselho de Segurança da ONU. Kiev tentou minimizar o impacto, considerado mais simbólico do que militar. O alvo teria sido o maior depósito subterrâneo de gás da Europa, em Strii. A área fica na região de Lviv, perto da fronteira com a Polônia. Câmeras registraram clarões às 23h46, seguidos de ataques em todo o país. Foram lançados 36 mísseis e 242 drones. Em Kiev, ao menos quatro pessoas morreram. O Kremlin já havia indicado que escolhera alvos para um ataque retaliatório. /i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d975fad146a14bbfad9e763717b09688/internal_photos/bs/2025/O/n/iKZ9I0QeirqA5Z6Mottg/000-36zr6cl.jpg)
