Alvo de um processo por suposto esquema de corrupção, o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu pediu perdão formal ao presidente Isaac Herzog, informou hoje, 30, o gabinete presidencial. O órgão reconheceu que a solicitação é “extraordinária” e será analisada com responsabilidade. Em vídeo, Netanyahu voltou a negar as acusações e disse que encerrar o caso agora poderia “avançar a necessária reconciliação” em Israel. Afirmou preferir concluir o julgamento, mas que o “interesse nacional” exige outra solução. Indiciado em 2019 por suborno, fraude e quebra de confiança — acusações que nega — ele considera o processo uma “caça às bruxas”. O presidente dos EUA, Donald Trump, aliado de Netanyahu, enviou carta a Herzog pedindo o indulto e classificando o caso como perseguição política. Em visita a Israel em outubro, Trump já havia defendido o perdão no Parlamento.
O julgamento, iniciado em 2020, tem sucessivos adiamentos. Em um dos processos, Netanyahu e sua esposa são acusados de receber presentes de luxo de bilionários em troca de favores políticos. Em outros, ele teria buscado cobertura jornalística favorável em troca de benefícios regulatórios. Embora o cargo de presidente seja cerimonial, Herzog pode conceder perdões em casos excepcionais. Netanyahu também enfrenta críticas por supostamente prolongar a guerra em Gaza para evitar riscos jurídicos. Mais de 68 mil palestinos morreram no conflito, segundo autoridades locais. Além disso, o Tribunal Penal Internacional emitiu mandado de prisão contra ele e seu ex-ministro da Defesa por supostos crimes de guerra.
Ilona Biskup, 62 anos, sentiu vergonha ao visitar um banco de alimentos em Miami pela primeira vez. Após 32 anos de trabalho e economias que lhe permitiram comprar um apartamento à beira-mar, ela agora depende de ajuda para comer. Há quatro meses, passou a buscar produtos no Feeding South Florida, que atende 25% dos moradores da região com insegurança alimentar. Sua pensão por invalidez, de US$ 2 mil, cobre apenas moradia e serviços. Embora esteja acima da linha da pobreza, não consegue arcar com alimentação. Dois cânceres consumiram suas economias e o recente diagnóstico de Parkinson a deixou ainda mais vulnerável. Ela faz parte de um grupo crescente de americanos que enfrentam empobrecimento súbito por razões estruturais, como perda de emprego, saúde precária ou rupturas familiares. Estudos indicam que 60% dos americanos viverão ao menos um ano abaixo da linha da pobreza, e 20% recorreram a bancos de alimentos no último ano. Idosos com menos recursos vivem, em média, nove anos menos. O estigma social aprofunda o impacto emocional.
O número de mortos na ofensiva de Israel na Faixa de Gaza ultrapassou 70 mil, segundo o Ministério da Saúde do enclave neste sábado (29). Desde quinta-feira (27), foram adicionadas 301 mortes, elevando o total para 70.100. Duas pessoas morreram em ataques recentes; as demais foram identificadas a partir de restos mortais encontrados nos escombros. Israel, que afirma não mirar civis desde o início do conflito há mais de dois anos, ainda não comentou os novos dados. Autoridades israelenses contestam a precisão dos números e acusam o Hamas de inflá-los, o que o grupo nega.
ALIADO DE ZELENSKY RENUNCIA
SUPERSALÁRIOS 
A iniciante empresa texana Fermi America ainda não produziu energia nem superou etapas essenciais para construir um reator nuclear, mas investidores apostam que o governo Trump a transformará de promessa em operação real, impulsionada pela demanda de energia de centros de dados de IA. O otimismo elevou os fundadores à lista dos mais ricos do mundo após a empresa apresentar planos para o “Campus Donald J. Trump de Energia Avançada e Inteligência”.