O rompimento ocorre a um ano das eleições de meio de mandato, que podem redefinir o poder de Trump no Congresso. Nos últimos meses, Greene tornou-se uma das críticas mais duras do presidente, surpreendendo aliados e adversários. Ela divergiu de Trump em temas centrais, condenando bombardeios israelenses em Gaza, ataques dos EUA ao Irã e cobrando a divulgação do dossiê de Jeffrey Epstein, sancionada por Trump após mudança de postura. O caso Epstein aprofundou o conflito: Greene disse que Trump deveria focar problemas internos; ele respondeu que ela “perdeu o rumo”. Depois, chamou a deputada de fraca e traidora. Greene, antes tratada como piada por apoiar teorias do QAnon, consolidou-se politicamente e mantém forte base na Geórgia. Porém, os atritos com Trump e a liderança republicana reduzem suas chances de ascender a cargos mais altos no governo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, atacou democratas que orientaram militares a recusarem ordens ilegais. Chamou-os de traidores e defendeu pena de morte. As críticas ocorreram após vídeo divulgado por seis legisladores democratas com histórico nas Forças Armadas ou inteligência. Trump republicou um artigo sobre o caso e escreveu no Truth Social que o gesto configuraria “comportamento sedicioso” e pediu a prisão dos parlamentares. Entre eles estão os senadores Elissa Slotkin e Mark Kelly, e os deputados Jason Crow, Maggie Goodlander, Chris Deluzio e Chrissy Houlahan. Embora não citassem ordens específicas, o alerta surge diante de mudanças profundas promovidas por Trump nas Forças Armadas. Crow afirmou que o grupo busca proteger militares de possíveis ordens ilegais e lembrou obrigações do código militar e da lei da guerra. Ele disse que Trump já sugeriu ações que violariam a lei e colocariam os militares em situação delicada.
A repercussão cresceu após Stephen Miller, assessor especial de Trump, acusar os democratas de incentivar rebelião nas Forças Armadas. Desde seu retorno ao cargo, Trump tem ampliado o uso dos militares em operações domésticas, especialmente contra protestos e para ações de imigração em cidades democratas. O Pentágono, sob Pete Hegseth, tem demitido oficiais considerados desleais pela Casa Branca. Em setembro, Trump e Hegseth reuniram centenas de generais em Quantico para reforçar a politização esperada. Há também mobilização militar no Caribe para ações antidrogas, que já resultaram em mais de 80 mortes sem evidências conclusivas. O Departamento de Justiça prepara argumentos para blindar militares de responsabilização por tais ataques. As operações incluem pressão sobre o regime de Nicolás Maduro, que Trump considera ligado ao narcotráfico. Há receio de que tropas na região entrem na Venezuela sem base legal, o que preocupa opositores e parte da comunidade militar.











