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segunda-feira, 30 de março de 2026

CRESCE NÚMERO DE CATÓLICOS NOS EUA


Na contramão de anos recentes, o catolicismo cresce nos Estados Unidos, país de tradição protestante. Nesta Páscoa, a Arquidiocese de Detroit receberá 1.428 novos fiéis, recorde em 21 anos. A de Galveston-Houston também registra o maior número em 15 anos. Na Diocese de Des Moines, o total subiu 51%, de 265 para 400. 
No primeiro ano após a eleição do papa Leão 14, igrejas relatam altas históricas. Os novos membros serão recebidos na Vigília Pascal, antes do Domingo de Páscoa. Bispos celebram o aumento, mas ainda buscam explicações. O cardeal Robert McElroy afirmou entusiasmo e surpresa com os dados. Em Washington, 1.755 pessoas entrarão na Igreja, acima das 1.566 do ano passado. Levantamento com mais de 20 dioceses indica crescimento generalizado. Entre elas estão grandes centros e regiões rurais. Entre os fatores citados estão busca por comunidade e instabilidade social. Também pesam mudanças tecnológicas e maior alcance entre jovens.

O arcebispo Mitchell Rozanski destacou a “fome espiritual” em tempos de ansiedade. Segundo ele, tecnologia e pandemia ampliaram o isolamento social. Jovens de 18 a 35 anos lideram o movimento de conversão. Após queda na pandemia, os números agora superam níveis anteriores. Filadélfia dobrou os registros desde 2017. Newark passou de 1.000 em 2010 para 1.701 neste ano. O cristianismo nos EUA, no geral, permanece estável após declínio. Outras vertentes, como a ortodoxa, também crescem. Conversões costumam ter motivações pessoais, não ligadas ao papa. Entre elas estão casamento, espiritualidade e influência de familiares. O processo envolve formação religiosa antes dos sacramentos. Em alguns casos, mídias digitais têm papel decisivo na conversão.

 

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