A Guarda Revolucionária do Irã afirmou hoje, 27, que impediu três navios de atravessar o Estreito de Hormuz e declarou a rota fechada para embarcações com destino a portos ligados a seus “inimigos”, como Estados Unidos e Israel. A medida amplia a crise no Golfo, em conflito que completa um mês neste sábado (28). Segundo comunicado do Sepah News, navios porta-contêineres de diferentes nacionalidades foram obrigados a retornar após alerta da Marinha iraniana. Também foi proibido o trânsito de embarcações que tenham como origem ou destino portos de aliados dos “inimigos sionistas-americanos”. Dados da Kpler indicam que dois navios da empresa chinesa Cosco tentaram cruzar a via marítima, mas recuaram. As embarcações estavam retidas no Golfo desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. De acordo com a analista Rebecca Gerdes, é a primeira tentativa de travessia por uma grande transportadora desde o início do conflito. Apesar das restrições, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã permitiu a passagem de dez petroleiros pelo estreito como um “presente” nas negociações com Washington. Por meio do Paquistão, os EUA apresentaram um plano de 15 pontos para encerrar a guerra. Segundo a Reuters, Teerã considerou a proposta “unilateral e injusta”, mas não descartou diálogo.
O chanceler iraniano Abbas Araghchi disse que o estreito não está totalmente fechado, mas restrito a “inimigos”, garantindo trânsito seguro a países aliados. No cenário internacional, a chanceler britânica Yvette Cooper pediu uma solução rápida e acusou o Irã de ameaçar a economia global ao bloquear a rota, essencial para o transporte de petróleo. A declaração ocorreu antes de reunião do G7 na França, com participação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que defendeu pressão internacional pela reabertura do estreito. Rubio afirmou haver progresso nas negociações indiretas com o Irã, sem dar detalhes, e disse que a ação americana busca beneficiar o mundo. Em meio à escalada, a Guarda Revolucionária pediu que civis deixem áreas próximas a forças americanas e afirmou ter atingido bases dos EUA no Kuwait e Bahrein. Em resposta, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que o país ampliará ataques contra o Irã, mirando novos alvos ligados a armamentos usados contra civis israelenses.
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