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terça-feira, 24 de março de 2026

GOVERNADOR DO PARANÁ DESISTE PARA ENFRENTAR SERGIO MORO


O governador Ratinho Jr. (PSD) anunciou ontem que desistiu da pré-candidatura à Presidência da República e permanecerá à frente do governo do Paraná até o fim do mandato. Em nota, afirmou que tomou a decisão após conversar com a família. Nos bastidores, porém, a avaliação é que a medida busca conter o avanço do senador Sergio Moro (União-PR), que deve se filiar ao PL e contar com apoio de Flávio Bolsonaro. 
Na semana passada, Ratinho rompeu com aliados ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro após sinalizar apoio a Moro ao governo do estado. O governador ainda não definiu sucessor, mas os nomes mais cotados são Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa, e Guto Silva, secretário de Cidades, ambos do PSD. Segundo a nota do partido, Ratinho concluirá o mandato até dezembro e deixará a disputa interna do PSD para a Presidência. Após isso, pretende retornar ao setor privado e assumir o grupo de comunicação fundado por seu pai. No Paraná, a estratégia do PSD busca frear Moro, que lidera pesquisas com 40,8%, à frente de Rafael Greca (19,7%) e Requião Filho (18%). 

No cenário nacional, a desistência gera incerteza, já que Ratinho era o pré-candidato mais competitivo do partido. Com isso, cresce a possibilidade de Ronaldo Caiado ganhar força na disputa presidencial, enquanto Eduardo Leite pode disputar o Senado. Caiado tem forte apoio no Centro-Oeste e no agronegócio, setor que rejeita tanto Flávio Bolsonaro quanto a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, Caiado é o nome do PSD mais alinhado ao bolsonarismo, defendendo, inclusive, anistia ao ex-presidente e criticando decisões do Supremo sobre os atos de 8 de janeiro de 2023. No Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro renunciou ao cargo às vésperas de julgamento no TSE que pode torná-lo inelegível. Ele pretende disputar o Senado pelo PL e já enfrenta dois votos pela condenação por abuso de poder nas eleições de 2022. Com a saída, haverá eleição indireta na Alerj em até 30 dias. Até lá, o estado será comandado pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio. A indefinição política cresce, enquanto aliados e adversários se movimentam de olho na sucessão estadual.

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