O ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi transferido ontem, 28, para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, o Bangu 8, na Zona Oeste do Rio, após ser preso pela Polícia Federal na noite de sexta-feira (27). Ele foi detido em casa, em Teresópolis, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Após a prisão, foi levado à Superintendência da PF no Rio e depois ao sistema prisional. Antes da transferência, Bacellar passou pelo Presídio José Frederico Marques, em Benfica, onde teve a prisão confirmada em audiência de custódia. A prisão faz parte da terceira fase da Operação Unha e Carne, que investiga o vazamento de informações sigilosas sobre ações contra o Comando Vermelho. Além da prisão, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão. A operação atende determinações do STF no âmbito da ADPF das Favelas. Na decisão, Moraes apontou indícios de participação de Bacellar em organização criminosa e tentativa de atrapalhar investigações. Segundo o ministro, há suspeitas de vazamento de dados sigilosos, interferência em operações policiais e orientação para retirada de provas. A decisão também cita risco à ordem pública, considerando a influência política do investigado. Outro ponto foi a recente cassação do mandato de Bacellar pelo Tribunal Superior Eleitoral no caso do Ceperj. Para Moraes, a perda do cargo reforça a necessidade da prisão preventiva.
Bacellar já havia sido preso em dezembro na mesma operação, mas foi solto dias depois com medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica. A cassação do mandato levará à recontagem dos votos das eleições de 2022 no Rio, podendo alterar cadeiras na Alerj. A retotalização está prevista para terça-feira (31). A defesa afirmou desconhecer os motivos da nova prisão, classificando-a como indevida e prometendo recorrer. No dia 16, a Procuradoria-Geral da República denunciou Bacellar por vazamento de informações para TH Joias, investigado por ligação com o Comando Vermelho. Também foram denunciados um desembargador e outras pessoas. Segundo a PGR, as informações sobre operação policial teriam origem no Judiciário e sido repassadas ao grupo investigado. Bacellar é acusado de vazar dados de ação da Polícia Federal ao principal alvo da operação.
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