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sexta-feira, 26 de junho de 2026

TRUMP NÃO CUIDA DE SEU GOVERNO E TECE CRITICAS AO BRASIL

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece não ter muito o que fazer diante das abusivas mensagens propagadas e sempre interferindo em assuntos que não são de sua competência. Foi o caso de criticar a condenação pelo STF do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que se encontra nos Estados Unidos, em fuga de condenação que lhe foi imposta. O filho de Jair Bolsonaro deixou o país desde final do ano passado, e, no curso desse tempo, perdeu seu mandato de deputado federal e terminou sendo condenado por sua atuação, pressionando o Judiciário brasileiro para impedir andamento das investigações sobre a trama golpista praticada por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A pena aplicada ao ex-parlamentar foi de quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, além da multa de R$ 10 mil, perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e inelegibilidade por oito anos. A nota do Departamento de Estado classifica a decisão do Judiciário brasileiro como episódio de "perseguição" e ato político contra adversários.  

O presidente americano considerou a pena aplicada a Eduardo como excessivamente rigorosa, como se conhecesse a legislação brasileira e a tramitação do processo. É realmente grotesca e incompreensível a interferência de Trump em decisão que não lhe compete qualquer apreciação, mesmo porque desconhecedor dos fatos e do direito. Considere-se que o presidente americano já não anda bem de suas faculdades mentais, mas esse cenário não lhe impede de tecer comentários desairosos sobre temas da política e da justiça brasileira. O ministro Alexandre de Moraes tem sido vítima de Trump que assim procede desde o ano passado, quando, em carta ao ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que iria acompanhar a situação pela prática do crime de tentativa de golpe de Estado depois das eleições de 2022. O dirigente americano classificou de "terrível" e de "sistema injusto" o tratamento dispensado pelo governo brasileiro ao ex-presidente.

O presidente americano diminui sua credibilidade no seio do próprio povo americano, porquanto não tem demonstrado competência para administrar seu país. Aliás, em recente reunião dos republicanos, o presidente foi questionado e bastante criticado na condução do país, principalmente na guerra contra o Irã. Nesses dois anos de governo, Trump  esmera-se por atacar em palavras e em armas outros países, com ataques e guerras pelo mundo, a exemplo do que aconteceu com o bombardeio ao Irã, Além disso agrediu os Houthis, aliado do Irã, promoveu intervenções na Nigéria e na Somália, na Venezuela, de onde retirou o presidente e o mantém preso. As tensões criadas com a China e com a União Europeia completam as ações guerreiras de Donald Trump. Já se registrou momentos que o próprio Congresso dos Estados Unidos ameaçou desautorizar Trump de praticados sem autorização do Legislativo. Enfim, o governo dos Estados Unidos está sem condução apropriada, porquanto Donald Trump esvazia a liderança do país, no mundo.

Santana, 25 de junho de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.
  



ECONOMIA DOS EUA EM CRESCIMENTO


A economia dos Estados Unidos segue em ritmo sólido de crescimento e a inflação deve atingir a meta de 2% do Federal Reserve (Fed) até o fim de 2027, afirmou o Fundo Monetário Internacional (FMI). A porta-voz do FMI, Julie Kozack, avaliou que a decisão do Fed de manter os juros foi adequada e elogiou o compromisso do presidente da instituição, Kevin Warsh, com a estabilidade dos preços. Segundo o FMI, o PIB americano cresceu 2,1% no primeiro trimestre, acima da estimativa anterior de 1,6%, impulsionado pela recuperação dos gastos do governo, investimentos robustos e alta produtividade. A inflação permanece acima da meta, mas deve desacelerar gradualmente. O Fundo defende que futuras decisões sobre juros sejam tomadas com cautela e baseadas nos indicadores econômicos.

O FMI também observou queda nos preços da energia e das commodities após o acordo entre Estados Unidos e Irã, embora avalie que a normalização do comércio pelo estreito de Hormuz ainda levará tempo. Sobre a Argentina, o organismo afirmou confiar que o país continuará honrando seus compromissos financeiros, apesar de reconhecer riscos ligados às baixas reservas internacionais e ao elevado volume de vencimentos da dívida em 2027. Em relação à Venezuela, o FMI informou que acompanha os impactos dos terremotos recentes e mantém contato com as autoridades locais para avaliar necessidades, além de se colocar à disposição para apoiar eventual processo de reestruturação da dívida.

 

FRAUDES CONTÁBEIS NA AMERICANAS


As fraudes contábeis da antiga diretoria da Americanas vieram à tona em janeiro de 2023, quando o então presidente Sérgio Rial revelou inconsistências de cerca de R$ 20 bilhões nos balanços da companhia. Dias depois, a varejista entrou em recuperação judicial com dívida de R$ 43 bilhões e apenas R$ 800 milhões em caixa. Posteriormente, a empresa informou que o lucro fictício acumulado alcançou R$ 25,3 bilhões. As manipulações tinham como objetivo apresentar uma situação financeira mais sólida, facilitando a obtenção de crédito junto a bancos. A principal fraude envolvia operações de risco sacado, modalidade em que bancos antecipam pagamentos a fornecedores. Em vez de registrar essas operações como dívida financeira, a Americanas as mantinha como contas a pagar a fornecedores, reduzindo artificialmente seu endividamento.

Para esconder o crescimento dessa conta, a empresa também lançava créditos fictícios por meio dos chamados Contratos de Verba Cooperada (VCP), simulando descontos concedidos por fornecedores que, segundo as investigações, nunca existiram. Essas práticas mascaravam a real situação financeira da companhia, inflavam os resultados e ocultavam a necessidade crescente de capital de giro. Especialistas afirmam que o esquema permitiu à empresa manter acesso a financiamentos mesmo diante do aumento dos juros e da deterioração do caixa. Fundada em 1929, a Americanas permanece em recuperação judicial. Em 2025, registrou receita líquida de R$ 12,3 bilhões, mantendo 1.452 lojas e cerca de 24 mil funcionários. 

BRASIL INSISTE NA EXTRADIÇÃO DE ZAMBELLI


O governo brasileiro protocolou ontem, 25, uma nova manifestação à Corte Suprema de Cassação da Itália, instância máxima da Justiça italiana, no processo de extradição da ex-deputada Carla Zambelli. Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), o documento integra o segundo procedimento de extradição e reúne informações enviadas pelo STF para atender às exigências da Justiça italiana, incluindo garantias legais e a validade das condenações da ex-parlamentar. A manifestação foi elaborada pela AGU em conjunto com os ministérios da Justiça e das Relações Exteriores e o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI). O conteúdo permanece sob sigilo.

A AGU afirma que a atuação brasileira segue o tratado de extradição entre Brasil e Itália e as normas internacionais de cooperação penal. Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do CNJ com o hacker Walter Delgatti Neto, além de ter sido condenada por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal após perseguir um homem armada em São Paulo, em 2022. Após deixar o Brasil, a ex-deputada passou a viver na Itália, onde foi presa e posteriormente colocada em liberdade. Em 12 de junho, a Justiça italiana rejeitou o pedido de extradição ao apontar dúvidas sobre a imparcialidade do julgamento realizado pelo STF. 

OPERAÇÃO DE CRÉDITO DO BRB EM ANÁLISE


O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) iniciou nova etapa da análise da operação de crédito de até R$ 6,6 bilhões destinada à capitalização do Banco de Brasília (BRB). 
Antes de decidir sobre o pedido de suspensão da contratação, apresentado pelo deputado distrital Fábio Felix (PSol), o tribunal determinou que a Casa Civil, a Secretaria de Economia e o BRB apresentem, em cinco dias úteis, esclarecimentos e documentos técnicos. A decisão foi do conselheiro Inácio Magalhães Filho. Na representação, Félix afirma que a operação foi autorizada sem divulgação de informações essenciais, como condições do empréstimo, impactos fiscais e estudos que embasaram a proposta. Em análise preliminar, a área técnica do TCDF considerou a representação admissível e apontou ausência de dados sobre taxa de juros, custo total, prazo, carência, sistema de amortização, cronograma de desembolso e projeções financeiras. Segundo o parecer, essas informações são necessárias para verificar a conformidade da operação com a legislação de finanças públicas e as normas de responsabilidade fiscal.

Apesar das ressalvas, o relator decidiu não analisar, por enquanto, o pedido de medida cautelar para impedir a contratação. O despacho destaca que a operação está vinculada a acordo homologado pelo STF e a projeto de lei aprovado pela Câmara Legislativa do DF, justificando a manifestação prévia dos órgãos envolvidos. O TCDF também solicitou estudos, pareceres e documentos que fundamentaram a contratação do financiamento junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), incluindo os impactos nas finanças do Distrito Federal. Após o envio das respostas, o processo voltará à área técnica do tribunal para nova análise antes da decisão sobre a cautelar e o julgamento do mérito. 

RÚSSIA EM COLAPSO COM A GUERRA


Quando a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022, muitos previram um colapso econômico rápido devido às sanções e ao isolamento financeiro. Isso não ocorreu de imediato. Por dois anos, o país manteve crescimento de 4,3% ao ano, impulsionado por gastos militares recordes, exportações de petróleo para China e Índia e forte estímulo fiscal. O cenário começou a mudar em 2025, quando o crescimento caiu para 1%. A desaceleração foi atribuída aos juros elevados usados para conter a inflação, que encerrou o ano em 5,6%. Em 2026, a economia entrou em nova fase de fragilidade. O PIB recuou 0,3% no primeiro trimestre, pressionado por juros altos, sanções persistentes e valorização do rublo. O governo reduziu sua projeção de crescimento anual para apenas 0,4%. A divisão interna da economia tornou-se evidente. Os setores ligados à guerra cresceram 20% em 2025, enquanto o restante da indústria praticamente estagnou. Fábricas militares operam no limite, mas setores civis enfrentam cortes de produção e fechamento de unidades.

Os gastos com defesa chegaram a 7,3% do PIB, o maior nível desde a era soviética. Ao mesmo tempo, o país sofre com falta de trabalhadores. O desemprego está em torno de 2%, e o governo estima necessidade de mais 3,1 milhões de profissionais até 2030. As sanções também atingiram as receitas de energia. O petróleo russo passou a ser vendido com descontos elevados, reduzindo a arrecadação. Para compensar, o governo aumentou impostos, incluindo a elevação do IVA de 20% para 22%. A reserva soberana, que antes da guerra equivalia a 6,5% do PIB, caiu para 1,8% ao final de 2025. Além disso, estudos independentes contestam os números oficiais e sugerem desempenho econômico bem mais fraco do que o divulgado por Moscou. Embora Vladimir Putin afirme que a Rússia pode sustentar a guerra por tempo indeterminado, os sinais de desaceleração, escassez de mão de obra e deterioração fiscal indicam que o custo econômico do conflito está se tornando cada vez mais difícil de sustentar.  

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 26/06/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Operação desmonta esquema bilionário de roubo e venda de cobre

Operação da Polícia Civil atinge dois grupos criminosos ligados à receptação de cabos furtados, lavagem de dinheiro e fraude tributária

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Vídeo de Michelle divide bolsonarismo e pressiona Flávio no voto feminino e evangélico

Desde o início do ano, pesquisas internas vêm orientando Flávio a uma estratégia voltada para mulheres, que representam mais da metade do eleitorado

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Terremotos abalam uma Caracas com construções vulneráveis devido à crise econômica na Venezuela

Capital tem estrutura antiga, e país convive com interrupção constante de rede elétrica, o que pode dificultar buscas Até a noite desta quinta (25), autoridades haviam confirmado 235 mortos, número que deve crescer nos próximos dias

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Planalto trata saída de Wagner da liderança como temporária

O palácio do Planalto considera temporário o afastamento do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado Federal

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Sobe para 235 o número de mortos por terremotos na Venezuela


Milhares de pessoas seguem desaparecidas após desastre natural na região de La Guaira

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Eleições internas do Chega ameaçam incumbentes e paz entre os deputados

Número de listas nunca foi tão grande, contrastando com a falta de alternativas no PSD e no PS. Apesar da unanimidade quanto ao líder, votações podem causar ondas de choque no grupo parlamentar.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

TERREMOTO: 188 MORTOS, 1.520 FERIDOS E 200 NOS ESCOMBROS


O terremoto de magnitude 7,5 que atingiu a Venezuela na quarta-feira (24) é o mais forte registrado no país em mais de um século. Até o momento, 188 pessoas morreram, 1.520 ficaram feridas e cerca de 200 permanecem sob os escombros. O desastre provocou desabamentos, danos em edifícios e o fechamento do Aeroporto Internacional Simón Bolívar. As equipes de resgate seguem nas buscas por mortos e desaparecidos. O último tremor de intensidade superior ocorreu em 29 de outubro de 1900, quando um sismo de magnitude 8 atingiu Caracas, deixando 21 mortos e mais de 50 feridos. Conhecido como Terremoto de São Narciso, o evento de 1900 causou graves danos a prédios públicos e residências, além de deslizamentos, quedas de rochas e avalanches sísmicas. Mais de 250 réplicas foram registradas nos meses seguintes, forçando muitos moradores a viverem em áreas abertas.

O tremor principal desta quarta ocorreu 39 segundos após um sismo precursor de magnitude 7,2, ambos registrados no norte do país, próximo a Yumare. Diversas réplicas foram detectadas em seguida. Segundo o serviço geológico dos EUA (USGS), os terremotos resultaram de um movimento de deslizamento lateral entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul. A sequência de dois fortes tremores em curto intervalo sugere uma interação complexa de rupturas geológicas. O maior terremoto já registrado no mundo ocorreu em 1960, na região de Biobío, no Chile, com magnitude 9,5. O USGS destaca que os danos de um terremoto dependem não apenas da magnitude, mas também das condições do solo, profundidade do foco, distância do epicentro, qualidade das construções e densidade populacional da área afetada. 

RADAR JUDICIAL


DEOLANE É SUSPENSA DA OAB

A OAB-SP suspendeu a advogada Deolane Bezerra Santos ontem, 23. A medida tem efeito imediato e impede o exercício da advocacia. Ela está presa desde 21 de maio, suspeita de lavar dinheiro ligado ao PCC. O caso é investigado na Operação Vérnix pelo MP e pela Polícia Civil de SP. A apuração aponta uso de uma transportadora fantasma em Presidente Venceslau. A defesa da influenciadora foi procurada para se manifestar sobre a decisão. A suspensão inicial pode durar 90 dias, conforme a legislação. O prazo pode ser prorrogado sucessivamente até o limite de 360 dias. Durante esse período, ocorre o julgamento disciplinar na OAB. A polícia afirma que houve grande lavagem de dinheiro; ela nega as acusações. Deolane está presa em Tupi Paulista e a OAB pediu transferência de cela especial. O Tribunal de Ética e Disciplina da OAB apura o caso sob sigilo.


BRASIL PASSA PARA SEGUNDA FASE

Com a seleção brasileira classificada à segunda fase, o foco passa a ser o grupo F. O Brasil enfrentará o segundo colocado do grupo na próxima fase do mata-mata. Após duas rodadas, a Holanda lidera com 4 pontos. O Japão também tem 4 pontos, mas fica atrás no saldo de gols.
A Suécia soma 3 pontos e ainda disputa a classificação. A Tunísia está eliminada da competição. A rodada decisiva do grupo F ocorre nesta quinta-feira (25). Holanda e Tunísia jogam em Kansas City, às 20h. Suécia e Japão se enfrentam no mesmo horário em Dallas. Holanda e Japão podem decidir a liderança no saldo, confronto direto ou fair play. Suécia aposta em Gyökeres e Isak para buscar a classificação. Brasil aguarda a definição para conhecer seu próximo adversário no Mundial.


ÁFRICA DO SUL COMEMORA CLASSIFICAÇÃO

Os torcedores da África do Sul comemoraram nas ruas nesta quinta-feira a histórica classificação dos Bafana Bafana para a fase eliminatória da Copa do Mundo. A equipe venceu a Coreia do Sul por 1 a 0 na quarta-feira (24) e garantiu vaga entre os 32 melhores do torneio. A classificação surpreendeu após a derrota por 2 a 0 para o México na estreia. Como a partida terminou por volta das 5h da manhã no país, muitos torcedores saíram às ruas, alguns ainda de pijama, tocando vuvuzelas, cantando e dançando. Em Soweto, multidões celebraram com músicas e manifestações de orgulho nacional. Vídeos nas redes sociais mostraram pessoas entoando “Shosholoza”, tradicional canto zulu ligado ao esporte. O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, elogiou o desempenho da seleção e destacou o espírito coletivo da equipe.

IPCA-15 DESACELEROU

O IPCA-15 desacelerou para 0,41% em junho, após 0,62% em maio, segundo o IBGE. O resultado veio abaixo da expectativa do mercado (0,44%). Em 12 meses, o índice subiu para 4,8%, acima de maio (4,64%). Assim, ficou mais distante do teto da meta de inflação de 4,5%.
Alimentação e bebidas seguiram como principal pressão, apesar da desaceleração. O grupo caiu de 1,38% para 0,74%, mas teve o maior impacto no índice. Habitação também influenciou, com alta de 0,72% no mês. A energia elétrica subiu 2,04% e puxou o grupo de habitação. O efeito veio da bandeira tarifária amarela e reajustes regionais. Juntos, alimentação e habitação responderam por cerca de 66% da inflação do mês. O IPCA-15 antecipa a tendência do IPCA, cuja divulgação ocorre em 10 de julho. Projeções indicam inflação pressionada por combustíveis e alimentos no segundo semestre.

TRUMP PROMOVE SUA IMAGEM NAS COMEMORAÇÕES

O presidente Donald Trump abriu, na quarta-feira (24), as comemorações dos 250 anos dos Estados Unidos com um discurso de tom político, destacando sua agenda de governo. Em Washington, afirmou que o país “está de volta” e vive um momento de fortalecimento econômico e internacional. Trump citou a ofensiva contra o Irã como uma vitória americana e classificou a captura de Nicolás Maduro como uma das maiores operações militares da história. Também elogiou a economia e criticou duramente o governo de Joe Biden, chamando-o de “desastre total”. O evento marcou o início da Grande Feira Americana, festival gratuito que celebra os 250 anos da Declaração de Independência. A programação, até 10 de julho, reúne exposições dos 50 estados e seis territórios, apresentações culturais, shows, exibições militares e atrações populares no National Mall. Críticos afirmam que a celebração histórica acabou servindo como palco para promover a imagem política de Trump. 


Santana, 25 de junho de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

INFLAÇÃO AVANÇA PARA 4,1% NOS EUA


A inflação nos Estados Unidos acelerou em maio e superou 4% pela primeira vez em três anos, pressionada pela alta dos preços da energia após o conflito no Oriente Médio. O índice PCE, principal medida acompanhada pelo Fed, avançou 4,1% em 12 meses, ante 3,8% em abril. Na comparação mensal, o PCE subiu 0,4%, repetindo o resultado do mês anterior. O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, ficou em 3,4% no acumulado de 12 meses e avançou 0,3% em maio. A guerra entre EUA e Irã elevou os preços do petróleo e da gasolina, embora um cessar-fogo recente tenha reduzido parte das pressões. Ainda assim, economistas avaliam que a inflação continuará elevada nos próximos meses. As tarifas de importação defendidas pelo presidente Donald Trump também contribuem para o aumento dos preços, ampliando as preocupações com o custo de vida. 

O tema ganhou peso político às vésperas das eleições legislativas de novembro. Diante do cenário, o Fed manteve os juros entre 3,5% e 3,75%, mas indicou a possibilidade de novas altas ainda neste ano. O mercado aposta que o primeiro aumento poderá ocorrer em setembro. Apesar da inflação, o consumo segue forte. Os gastos das famílias cresceram 0,7% em maio, após alta de 0,4% em abril, sustentados por restituições de impostos e pela recuperação do mercado financeiro. No mercado de trabalho, os pedidos de auxílio-desemprego caíram para 215 mil na semana encerrada em 20 de junho, abaixo das expectativas. O resultado reforça a percepção de resiliência da economia americana, embora as empresas permaneçam cautelosas nas contratações.

 

TRUMP DESENTENDE COM REPUBLICANOS


Encontro fechado entre Donald Trump e senadores republicanos terminou em bate-boca. 
A reunião ocorreu em Washington na quarta-feira (24). O clima foi descrito como de forte tensão e houve gritos. O principal conflito envolveu a guerra dos EUA contra o Irã. Senadores demonstraram preocupação com a escalada militar. O senador Bill Cassidy foi um dos principais envolvidos no embate. Ele questionou a estratégia do governo e pediu mais transparência. Trump reagiu com críticas diretas e duras a Cassidy. O presidente também pressionou por apoio às suas pautas legislativas. Entre elas, o projeto eleitoral conhecido como “SAVE America Act”. Trump condicionou apoio a outros projetos à aprovação dessa agenda. Outro tema discutido foi um projeto bipartidário de habitação. O presidente teria ameaçado não sancionar a proposta. Isso aumentou o desconforto entre parlamentares republicanos. A reunião expôs divisões dentro do Partido Republicano. Alguns senadores criticaram a condução da política externa. Outros apoiaram a postura mais dura de Trump em relação ao Irã.

O encontro foi descrito como marcado por forte tensão interna. A reunião aconteceu a portas fechadas no Capitólio. Assessores do governo também participaram das discussões. O episódio ocorreu em meio a votações sobre poderes de guerra. O Senado rejeitou medidas para limitar ações militares do presidente. O debate evidencia disputas sobre autoridade presidencial em conflitos. A guerra no Irã segue como principal ponto de atrito político. Trump busca ampliar apoio dentro da própria base republicana. Apesar disso, há resistência significativa entre senadores. O episódio aumenta a pressão política no Congresso. A crise evidencia fragilidade na unidade do Partido Republicano. 

MINISTRO GILMAR VIOLA REGRAS DA MAGISTRATURA


Diferentes declarações do ministro do STF Gilmar Mendes no programa Roda Viva, da TV Cultura, na segunda-feira (22), foram apontadas por especialistas como possíveis violações às regras da magistratura. Segundo a Loman (Lei Orgânica da Magistratura), juízes não podem se manifestar sobre processos em julgamento nem emitir juízo depreciativo sobre decisões de outros magistrados, salvo nos autos ou em atividades acadêmicas. Especialistas ouvidos também afirmam que há uma prática recorrente de ministros do Supremo se pronunciarem publicamente sobre temas sob apreciação da Corte. No programa, Gilmar chamou de “erro crasso” a conduta do ministro André Mendonça em caso envolvendo o Banco Master, que tramita na mesma turma do STF. Ele também comentou decisão de Kassio Nunes Marques no TSE e afirmou que o STF provavelmente derrubaria esse entendimento em eventual análise futura. Disse ainda que uma liminar de sua autoria, que altera regras de impeachment de ministros do STF, deverá ser “tranquilamente aprovada” pelo plenário. Em outro momento, criticou decisões do TSE sobre casos do Rio de Janeiro e Roraima, dizendo que houve situações “constrangedoras”. Para o professor Carlos Ari Sundfeld (FGV Direito SP), a crítica ao TSE é “claramente inadequada” e proibida pela Loman fora dos autos. Ele afirma que esse tipo de manifestação sobre comportamento de outro tribunal não é permitido a magistrados. Segundo ele, o problema se agrava pelo excesso de exposição pública de ministros em temas jurídicos.

Já Ana Laura Pereira Barbosa (ESPM) avalia que as falas violam a Loman por tratarem de processos pendentes e julgamentos de colegas. Ela destaca que há uma linha tênue entre explicar decisões e antecipar resultados de julgamentos. No caso analisado, diz que Gilmar teria ultrapassado esse limite ao prever posições futuras do STF. A professora lembra que existe debate sobre a aplicação da Loman a ministros do Supremo, já que não estão sob o CNJ. Para ela, isso reforça a necessidade de um código de conduta específico para o STF. Luisa Moraes Abreu Ferreira (FGV Direito SP) também vê comentários como vedados pela Loman. Ela aponta que falas sobre casos concretos e colegas em julgamento são proibidas pela lei. No entanto, ressalta que esse tipo de conduta é recorrente entre magistrados de tribunais superiores. Segundo ela, faltam mecanismos de controle e sanção para esse tipo de manifestação pública.