Dias após um novo acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra, as Forças Armadas iranianas afirmaram que voltarão a fechar o estreito de Ormuz, alegando uma “violação flagrante” das promessas feitas pelos EUA. Teerã cita o primeiro item do acordo de 14 pontos divulgado na quarta-feira (17), que previa a interrupção imediata e permanente das operações militares, inclusive no Líbano. A declaração ocorre após relatos de que ao menos 20 pessoas morreram em ataques israelenses no sul do Líbano menos de 24 horas após o anúncio de um novo cessar-fogo entre Israel e Hezbollah. Apesar da ameaça, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou neste sábado (20) que não há evidências de que o Irã esteja fechando o estreito de Ormuz.
A passagem marítima, localizada entre Irã, Emirados Árabes Unidos e Omã, é responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo. Segundo o correspondente da BBC Jon Donnison, o acordo entre Irã e EUA sempre foi frágil e já apresenta sinais de desgaste. Ele destaca que a reabertura parcial de Ormuz foi a principal conquista do pacto e uma prioridade americana para evitar uma crise econômica global. Agora, a atenção se volta para o presidente Donald Trump e para a pressão que Washington poderá exercer sobre Israel para conter as operações militares no Líbano. O episódio ocorre após uma semana de críticas dos EUA a Israel por suposto uso excessivo da força no sul libanês.
Nenhum comentário:
Postar um comentário