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sábado, 20 de junho de 2026

LÍDER IRANIANO DIZ QUE TRUMP ASSINOU ACORDO "POR DESESPERO"


Os novos confrontos entre Israel e o Hezbollah ontem, 19, ameaçam o acordo provisório firmado entre Estados Unidos e Irã para interromper a guerra no Oriente Médio. Quatro soldados israelenses morreram em uma das ofensivas mais letais do Hezbollah desde o início do conflito, enquanto bombardeios atribuídos a Israel mataram ao menos 47 pessoas no Líbano. 
Os ataques levaram a França a pedir que Washington pressione Israel por um cessar-fogo. O entendimento entre EUA e Irã, assinado no domingo (14), prevê o fim das operações militares de todas as partes, inclusive no Líbano, mas os combates voltaram a crescer após uma breve redução da violência. Israel e Hezbollah anunciaram nova trégua para as 16h locais, porém a agência Reuters relatou novos bombardeios israelenses após a entrada em vigor do cessar-fogo. Ao mesmo tempo, foram adiadas na Suíça as negociações técnicas para transformar o memorando em um acordo de paz permanente. 

O acordo enfrenta resistência de Israel, que considera insuficientes as garantias sobre o programa nuclear iraniano, e também de aliados republicanos do presidente Donald Trump, que criticam o alívio de sanções ao Irã. O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou que Trump assinou o acordo “por desespero” e disse que Teerã não aceitará exigências excessivas. O memorando prevê 60 dias para um acordo final, além de um fundo de reconstrução de US$ 300 bilhões para o Irã. O chanceler iraniano Abbas Araghchi acusou Israel de buscar uma “guerra permanente” após declarações do ministro israelense Itamar Ben Gvir, que disse que “todo o Líbano deve queimar”. No Líbano, o Ministério da Saúde informou 47 mortos e 97 feridos nos ataques israelenses. Israel afirmou ter atingido mais de 80 alvos do Hezbollah no sul do país e disse ter eliminado dezenas de combatentes. O Hezbollah declarou ter destruído três tanques israelenses e atacado tropas com foguetes e artilharia. O conflito atual começou em 2 de março, quando o Hezbollah passou a atacar posições israelenses em apoio ao Irã. Desde então, Israel mantém tropas em uma zona de segurança no sul do Líbano. Segundo Beirute, os ataques israelenses já mataram 3.912 pessoas no país; do lado israelense, morreram ao menos 32 soldados e quatro civis.


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