A Polícia Federal concluiu que o senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, cometeu o crime de calúnia ao associar o presidente Lula ao tráfico internacional de drogas. O parecer foi enviado ontem, 26, ao ministro do STF, Alexandre de Moraes. Segundo a PF, Flávio imputou falsamente a Lula os crimes de tráfico internacional de drogas e armas e lavagem de dinheiro, ao publicar no X, em janeiro, que "Lula será delatado" e relacioná-lo a práticas atribuídas ao ditador venezuelano Nicolás Maduro. Para a corporação, a afirmação configura imputação de crimes específicos, requisito para caracterização da calúnia. O relatório afirma que não há dúvidas de que a postagem atribuiu ao presidente os mesmos delitos pelos quais Maduro é acusado nos Estados Unidos.
A investigação foi autorizada por Moraes em abril. Na ocasião, a defesa de Flávio afirmou que o inquérito representa tentativa de cercear a liberdade de expressão, classificou a medida como juridicamente frágil e sustentou que o senador apenas mencionou acusações contra Maduro, sem imputar crimes diretamente a Lula. Após a abertura da investigação, Flávio também acusou Moraes de tentar influenciar o cenário eleitoral, afirmando que o ministro utilizaria o inquérito das Fake News para perseguir parlamentares e candidatos ligados à direita durante as eleições.
Nenhum comentário:
Postar um comentário