Um médico recém-formado no Brasil inicia a carreira com um dos maiores salários iniciais do país. Após seis anos de graduação e registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), já pode atuar como clínico geral em diferentes áreas. A remuneração costuma resultar da soma de dois ou três vínculos, como postos em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e plantões em hospitais públicos ou privados. Os ganhos variam entre R$ 7 mil e R$ 12 mil para jornadas de 20 a 30 horas semanais, podendo superar R$ 20 mil com mais plantões. A Lei nº 3.999/1961 prevê piso salarial para médicos. Em 2026, a Federação Nacional dos Médicos (FENAM) fixou referência de R$ 20.329,70 para 20 horas semanais, embora os valores sejam negociados conforme o mercado. Plantões de 12 horas pagam, em média, R$ 1.200, podendo variar entre R$ 1.000 e R$ 1.600.
A remuneração depende da localização, da carga horária e do setor de atuação. Regiões com escassez de profissionais costumam oferecer salários maiores, enquanto contratos como pessoa jurídica (PJ) têm remuneração bruta superior, mas sem benefícios trabalhistas. As principais oportunidades para recém-formados estão na atenção primária, emergências, medicina do trabalho e cobertura de eventos. A especialização, por meio da residência médica, amplia significativamente os rendimentos, sobretudo em áreas como cirurgia plástica, dermatologia e oftalmologia.
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