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domingo, 11 de outubro de 2026

FURACÃO DEIXA MORTOS NOS EUA


O furacão Isaías deixou pelo menos quatro mortos nos Estados Unidos. O fenômeno atingiu a costa do Golfo do México com chuvas intensas e ventos fortes. No sábado (10/10), foi rebaixado para ciclone pós-tropical. Quase um milhão de pessoas ficaram sem energia elétrica durante a passagem. Isaías tocou o solo na noite de sexta-feira, perto de Destin, na Flórida. Na ocasião, era um furacão de categoria 2, com ventos de até 165 km/h. O Centro Nacional de Furacões informou que o sistema perdeu força rapidamente. O enfraquecimento ocorreu sobre o estado do Alabama. Na Flórida, uma mulher morreu após uma árvore cair sobre sua residência. Outro homem morreu em uma garagem enquanto mantinha um gerador ligado. As autoridades alertaram para os riscos associados aos danos provocados pela tempestade. A governadora do Alabama, Kay Ivey, confirmou duas mortes no estado. Na tarde de sábado, mais de 500 mil pessoas ainda estavam sem eletricidade. A maioria dos afetados vivia na Flórida e no Alabama. Perto da área atingida, foram registrados caminhões tombados e postos danificados. Árvores caíram, enquanto fortes ventos arrancaram telhados de diversas propriedades. 

O Centro Nacional de Furacões prevê o deslocamento do ciclone para o norte. Depois, o sistema seguirá na direção norte-nordeste durante o fim de semana. A previsão é que se dissipe gradualmente nos vales dos rios Tennessee e Ohio. Apesar do enfraquecimento, ainda há possibilidade de chuvas intensas em algumas regiões. O risco permanece na costa noroeste da Flórida, no sul do Alabama e na Geórgia. O governador Ron DeSantis advertiu que a população ainda não está totalmente segura. Segundo ele, o nível das águas pode continuar subindo em determinadas áreas. A previsão indica acumulados de chuva entre 10 e 20 centímetros no fim de semana. Isaías foi o primeiro furacão da temporada atlântica deste ano. Também foi o primeiro a atingir os Estados Unidos continentais desde o furacão Milton, em 2024. A temporada atlântica vai do início de junho ao fim de novembro. Neste ano, a atividade está mais tranquila, em parte devido à influência do El Niño.

DESACELEROU CAPTAÇÃO DE DÍVIDAS PARA "IA"


A captação de dívidas por empresas de tecnologia para financiar projetos de inteligência artificial desacelerou em setembro. O movimento reflete a crescente cautela dos investidores diante do endividamento elevado do setor. Segundo o Morgan Stanley, as emissões globais de dívida ligada à IA somaram US$ 23 bilhões em setembro. O valor representa menos da metade do registrado em agosto. Em junho, o mercado havia alcançado o recorde de US$ 113 bilhões em novas captações. Os recursos financiam principalmente data centers, chips avançados e outras infraestruturas essenciais à tecnologia. Nos Estados Unidos, as emissões de títulos relacionados à IA com grau de investimento pararam em setembro.Entre janeiro e agosto, grandes empresas de tecnologia haviam captado US$ 306 bilhões nesse mercado. A retração ocorre após meses de emissões recordes e aumento das preocupações com os riscos financeiros. Investidores questionam se os investimentos bilionários proporcionarão retornos suficientes no longo prazo. Também preocupam o crescimento das dívidas e a incerteza sobre as futuras despesas de capital. Segundo o Morgan Stanley, empresas captaram US$ 466 bilhões em dívidas ligadas à IA em 2026. No mesmo período de 2025, o volume havia sido de US$ 101 bilhões. A abundância de títulos permitiu aos credores exigir rendimentos maiores em determinadas operações. Consequentemente, os custos de financiamento das grandes empresas de tecnologia aumentaram. A mudança de comportamento poderá afetar novas operações bilionárias previstas para os próximos meses. Bancos de Wall Street estruturam um financiamento de US$ 60 bilhões para Broadcom e Anthropic. A SpaceX negocia captar US$ 40 bilhões para comprar chips da Nvidia. 

Essas operações dependerão da disposição dos investidores para assumir novos riscos. Paralelamente, projetos de data centers enfrentam resistência de comunidades nos Estados Unidos. Moradores temem impactos sobre o abastecimento de água, a energia e a qualidade do ar. O projeto Jupiter, da Oracle, no Novo México, tornou-se um exemplo dessas dificuldades.Cerca de US$ 18 bilhões em empréstimos vinculados ao empreendimento enfrentam pressão. A empresa notificou uma situação de força maior após dificuldades para obter acesso à eletricidade. Os empréstimos chegaram a ser negociados privadamente por cerca de 85 centavos por dólar. Especialistas consideram a desaceleração uma oportunidade para reavaliar os riscos de crédito. Eles alertam para operações especulativas, altamente alavancadas e com retornos incertos. Fundos especializados em dívidas problemáticas mantêm cautela diante das avaliações elevadas das empresas. Embora o financiamento da IA tenha transformado os mercados de crédito, sua expansão acelerada gera incertezas. A principal preocupação é que o endividamento avance mais rapidamente do que a capacidade de gerar resultados. 

LINDBERGH APRESENTA NOTÍCIA-CRIME CONTRA FLÁVIO BOLSONARO


O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou notícia-crime à Polícia Federal, ontem, 10, pedindo a inclusão de Flávio Bolsonaro (PL) nas investigações da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em aposentadorias e pensões do INSS. O parlamentar cita reportagem do portal UOL segundo a qual uma conta identificada em nome de Flávio estava vinculada ao mesmo sistema de acesso bancário utilizado pelo advogado Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro no esquema, e por uma empresa dele sediada na Ilha da Madeira, em Portugal. Para Lindbergh, a existência das contas no mesmo ambiente bancário e o momento da desvinculação levantam suspeitas que precisam ser apuradas. A separação teria sido solicitada em maio de 2025, cerca de um mês após a Polícia Federal tornar pública a Operação Sem Desconto. Na representação, o deputado afirma que as circunstâncias justificam investigar possíveis vínculos financeiros entre Flávio e a estrutura empresarial de Willer Tomaz. O documento menciona suspeitas de lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção e obstrução das investigações, sem que isso represente comprovação de envolvimento do parlamentar nos crimes.

A notícia-crime também aponta que empresas estrangeiras ligadas ao advogado teriam custeado viagens de Flávio Bolsonaro e familiares em jatos executivos. Outro ponto citado é o uso, durante a campanha presidencial de 2026, de um apartamento pertencente a uma empresa vinculada a Willer Tomaz. Diante dos fatos apresentados, Lindbergh solicita que a representação seja encaminhada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo caso, para avaliar a inclusão de Flávio nas investigações. O parlamentar pede ainda a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Flávio e de seu escritório de advocacia, além do rastreamento de movimentações financeiras. A representação solicita também cooperação internacional com Portugal e os Estados Unidos e apuração de possíveis irregularidades eleitorais. Até a publicação da reportagem, a equipe de Flávio Bolsonaro não havia respondido ao pedido de manifestação encaminhado pelo Correio Braziliense.

 

NASA ACELERA CONSTRUÇÃO DE REATOR NUCLEAR NA LUA


A Nasa acelerou os planos para construir um reator nuclear na Lua, com lançamento previsto até 2030. O objetivo é garantir energia para futuras bases lunares e superar a concorrência da Rússia e da China. A Rússia pretende colocar seu reator em operação até 2036, em parceria com os chineses. A disputa envolve o controle de recursos lunares e a expansão da exploração espacial. Os países querem instalar bases permanentes, explorar água congelada e preparar missões mais distantes. Especialistas, porém, alertam para os riscos de uma corrida nuclear espacial acelerada. Acidentes durante lançamentos poderiam espalhar material radioativo e comprometer áreas da Lua. A Rússia possui ampla experiência em reatores espaciais, tendo colocado mais de 30 unidades em órbita. O país também dispõe de grandes reservas de urânio pouco enriquecido, combustível considerado mais seguro. A Nasa lançou um reator em 1965, mas o desativou após uma falha na espaçonave. Desde então, os Estados Unidos gastaram mais de US$ 20 bilhões em programas nucleares espaciais. Apesar dos investimentos, os americanos ainda não instalaram outro reator no espaço. A energia nuclear é considerada essencial para manter uma base lunar funcionando continuamente. Os painéis solares não produzem eletricidade durante as longas noites lunares, que duram mais de duas semanas terrestres. Além disso, os equipamentos precisam resistir a variações extremas de temperatura. Nos primeiros anos, as missões deverão utilizar energia solar e sistemas de radioisótopos. Esses sistemas aproveitam o calor do decaimento radioativo para gerar eletricidade. Entretanto, sua capacidade é insuficiente para atender às necessidades energéticas de uma base permanente. 

O projeto russo, chamado Selena, deverá fornecer até 10 quilowatts e funcionar autonomamente por dez anos. O Reator Lunar 1 da Nasa pretende produzir 20 quilowatts e operar por cinco anos sem manutenção. A agência também planeja utilizar propulsão nuclear em uma missão rumo a Marte, prevista para dezembro de 2028. O Pentágono desenvolve projetos próprios de reatores para utilização em órbita e na superfície lunar. Os cronogramas, contudo, vêm sendo adiados, e especialistas duvidam do cumprimento dos prazos. Ainda não existe um módulo de pouso comprovadamente capaz de transportar cargas nucleares pesadas até a Lua. Também não há experiência prática de instalação de reatores em condições de baixa gravidade. Os riscos incluem acidentes no lançamento, explosões, derretimento do combustível e exposição à radiação. Embora os reatores devam permanecer desligados durante o transporte, falhas ainda podem ocorrer. Na Terra, estruturas de contenção protegem o ambiente, mas sua construção na Lua seria complexa e cara. A Nasa prevê blindagem e áreas restritas ao redor dos equipamentos para reduzir a exposição dos astronautas. Outro desafio é o combustível: os americanos pretendem utilizar urânio de baixo enriquecimento e alto teor, conhecido como Haleu. A oferta desse material é limitada, e a proibição de importar urânio russo dificulta o abastecimento. A Rússia e a China não divulgaram qual combustível utilizarão em seus reatores lunares. Apesar dos obstáculos, especialistas consideram viável instalar reatores na Lua, embora a segurança e a potência necessária continuem sendo desafios. 

EXTRADIÇÃO DE ZAMBELLI SERÁ APRECIADA EM 29 DE OUTUBRO


A Justiça italiana marcou para 29 de outubro uma audiência para analisar o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SC) ao Brasil. 
O objetivo é permitir que ela cumpra a pena pela condenação no caso de perseguição armada a um homem, em 2022. Na audiência, não será discutida a inocência da ex-parlamentar, mas a legalidade do pedido de extradição, conforme a legislação italiana e os tratados internacionais. Em julho, a Justiça italiana anulou outro processo de extradição, solicitando informações sobre a assistência médica que Zambelli receberia nas prisões brasileiras. A preocupação considerou seu quadro de saúde, que inclui fibromialgia e episódios de desmaio. A defesa sustenta que o novo pedido deve ser rejeitado por falta de garantias processuais e de proteção aos direitos humanos. Os advogados também preparam duas revisões criminais e dois pedidos de exclusão da Interpol.
Segundo a defesa, as condenações brasileiras seriam abusivas e ilegais, motivadas por perseguição política e parcialidade do julgador. A representação jurídica é conduzida por Eduardo Mauricio no Brasil e pelos advogados Pieremilio Sammarco e Alessandro Samarco na Itália. Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. O caso ocorreu em outubro de 2022, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais, quando ela perseguiu um homem armada pelas ruas de São Paulo. Após as decisões judiciais brasileiras, a ex-deputada deixou o país e passou a viver na Itália, onde foi presa durante a tramitação do pedido de extradição.

Em 12 de junho, a Justiça italiana rejeitou um pedido anterior, apontando dúvidas sobre a imparcialidade do julgamento realizado pelo STF. Atualmente, Zambelli está em liberdade na Itália, enquanto o novo pedido de extradição aguarda análise judicial. Em outro processo, ela foi condenada a dez anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo a acusação acolhida pelo STF, Zambelli atuou com o hacker Walter Delgatti Neto para inserir documentos falsos no sistema judicial. Entre eles, havia um mandado de prisão forjado contra o ministro Alexandre de Moraes. A audiência de 29 de outubro deverá avaliar se estão presentes os requisitos legais para a entrega da ex-deputada às autoridades brasileiras. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 11/10/2026

O LIBERAL - BELÉM/PA

Cristiano Ronaldo é suspenso pela Federação 

Portuguesa após abandonar seleção

Atacante reconheceu a quebra de confiança com o técnico Jorge Jesus, 

mas afirmou estar disponível para o país. 

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Queimadas no Amazonas quase quadruplicam; governo envia reforço

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Atividades escolares da rede municipal foram suspensa

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Análise: Guerra com Irã força recuos militares dos EUA e vulnerabiliza sua projeção de poder global

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Ataques iranianos danificaram bases americanas, enquanto 12 bombardeiros B-1 foram retirados às pressas de uma base britânica

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Emails indicam que Flávio Bolsonaro dividia conta com suspeito de lavar dinheiro do INSS

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Willer Tomaz e candidato do PL negam compartilhamento de conta citada em mensagens obtidas pela PF 'Entre os dois há apenas amizade', diz advogado; funcionária solicitou a banco que Flávio fosse desvinculado

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Russo condenado à prisão perpétua por tráfico é localizado pela polícia em Salvador

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Preso tinha como objetivo estruturar uma rede para distribuição de armas, munições e drogas no Brasil.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Douglas Ruas é eleito governador do RJ, após retotalização de votos

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Movimento ocorre depois que o TSE declarou nulos os votos de Anthony Garotinho (Republicanos)

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

"Metade dos portugueses experiencia stress devido à sua condição financeira"

A propósito do Dia Mundial da Saúde Mental, Sérgio Cardoso, Chief Education Officer do Doutor Finanças, analisa o impacto invisível das finanças no sono, no trabalho e nas relações familiares.