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domingo, 1 de março de 2026

POR QUE O SENHOR COMEÇOU ESTA GUERRA, PRESIDENTE?

A GUERRA ENTRE IRÃ E EUA COMEÇOU? Estados Unidos e Israel realizaram um  ataque coordenado contra o Irã, no início da manhã de hoje. Explosões foram  registradas na capital Teerã e emPor que o senhor começou esta guerra, presidente? É o editorial do New York Time, com a matéria abaixo.

Na campanha de 2024, Donald Trump prometeu encerrar guerras, não iniciá-las. Ainda assim, ordenou ataques em sete países no último ano. Agora, lançou nova ofensiva contra o Irã, em cooperação com Israel, prometendo ação maior que o bombardeio de junho às instalações nucleares. Trump iniciou o conflito sem explicar claramente suas razões ao povo americano ou ao mundo, nem buscou autorização do Congresso, a quem cabe declarar guerra. Limitou-se a divulgar um vídeo na madrugada alegando “ameaça iminente” e defendendo a derrubada do regime iraniano — justificativa considerada frágil. Ele afirma querer eliminar o programa nuclear iraniano, objetivo legítimo. Porém, já havia declarado que esse programa fora “obliterado” em junho, versão desmentida pela própria inteligência americana e contradita pelo novo ataque. A incoerência levanta dúvidas sobre sua transparência e sobre os reais objetivos das ações militares. Sua abordagem é vista como imprudente, sem estratégia clara, apoio internacional consistente ou respeito pleno às normas legais. O regime iraniano, de fato, acumula histórico de repressão interna, violações de direitos humanos e apoio a grupos armados na região. Combina retórica hostil aos EUA com ambições nucleares que preocupam a comunidade internacional.

Impedir que Teerã desenvolva armas nucleares é meta defendida por presidentes de ambos os partidos. Alguns argumentam que a fraqueza atual do Irã poderia tornar uma ação mais eficaz. Ainda assim, qualquer intervenção exigiria estratégia definida, aprovação do Congresso e articulação com aliados. Trump não apresentou esse plano. Pede confiança irrestrita, apesar de controvérsias anteriores e promessas não cumpridas em outras crises internacionais. No Congresso, parlamentares como Ro Khanna e Thomas Massie, na Câmara, e Tim Kaine e Rand Paul, no Senado, propuseram medidas para limitar ações militares sem autorização legislativa. A falta de clareza estratégica amplia a incerteza sobre os rumos do conflito e evoca lembranças do Iraque e do Afeganistão, guerras longas e custosas. Agora que a operação começou, resta torcer pela segurança das tropas americanas e pela proteção de civis iranianos. Guerra exige responsabilidade e clareza — qualidades que críticos dizem estar ausentes nesta decisão.

 

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