O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi morto ontem, 28, em um inédito ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra a teocracia instaurada em 1979. Altas autoridades iranianas e militares também teriam morrido, possivelmente incluindo o presidente Masoud Pezeshkian. Os bombardeios seguiram na madrugada de hoje, 1º, de conformidade com anúncio de Donald Trump. A morte foi confirmada pela mídia estatal após horas de negativas. Khamenei é o primeiro chefe de Estado no poder morto em operação comandada por Washington. Familiares dele também estariam entre as vítimas. Trump afirmou que integrantes da Guarda Revolucionária querem cessar retaliações e ofereceu imunidade em caso de rendição. O premiê Benjamin Netanyahu disse haver sinais de que o líder “não está mais entre nós”, após a destruição do complexo onde vivia, em Teerã. Imagens de satélite divulgadas pelo The New York Times mostraram danos ao local. O vice-presidente Mohammad Reza Aref avisou que pode assumir caso Pezeshkian não reapareça.
Netanyahu afirmou que 200 aviões atingiram 500 alvos, incluindo comandantes da Guarda e cientistas nucleares. Relatos citam mortes de chefes militares como Mohammad Bagheri e outros oficiais. Segundo o Crescente Vermelho iraniano, 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas. Não houve baixas americanas, segundo o Pentágono; civis morreram em Abu Dhabi e em Israel. O ataque ocorreu mesmo após anúncio de nova rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano. Trump e Netanyahu pediram que iranianos “terminem o serviço” e tomem o poder. Khamenei liderava o país desde 1989, sucedendo Ruhollah Khomeini. O futuro é incerto: a Constituição prevê junta temporária até escolha de sucessor pela Assembleia de Peritos. Entre os cotados estava Mojtaba Khamenei. Analistas veem risco de consolidação militar pela Guarda Revolucionária ou até guerra civil, já que não há indicação de intervenção terrestre americana para reorganizar o poder no país.
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