O ministro Alexandre de Moraes, do STF, acusou o ministro André Mendonça de crime de responsabilidade, usando o inquérito das fake news. A iniciativa amplia a crise interna no Supremo, considerada sem precedentes. A acusação ocorreu após Mendonça determinar a retirada do sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento contém diálogos do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, nos quais Moraes é citado. Segundo Moraes, haveria indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade por parte de Mendonça. As acusações estão relacionadas à condução de investigações sobre fraudes no Banco Master e descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Moraes citou relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal. Segundo ele, Mendonça teria praticado condutas que comprometeriam a imparcialidade judicial. O ministro também afirmou que teria ocorrido favorecimento a determinados grupos políticos. Entre as acusações estão a suposta interferência na direção das investigações policiais e problemas na preservação da cadeia de custódia. Moraes também apontou irregularidades nas tratativas de eventual colaboração premiada. Outra acusação envolve o suposto direcionamento de investigações contra Moraes e o senador Davi Alcolumbre. De acordo com Moraes, Mendonça teria determinado diligências contra ele sem observar os procedimentos legais. O ministro afirmou ainda que uma dessas diligências teria sido determinada sem assinatura de decisão judicial. Também alegou que a Procuradoria-Geral da República não teria sido comunicada adequadamente.
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sexta-feira, 4 de setembro de 2026
MINISTRO MORAES ACUSA MENDONÇA DE CRIME DE RESPONSABILIDADE
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, acusou o ministro André Mendonça de crime de responsabilidade, usando o inquérito das fake news. A iniciativa amplia a crise interna no Supremo, considerada sem precedentes. A acusação ocorreu após Mendonça determinar a retirada do sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento contém diálogos do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, nos quais Moraes é citado. Segundo Moraes, haveria indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade por parte de Mendonça. As acusações estão relacionadas à condução de investigações sobre fraudes no Banco Master e descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Moraes citou relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal. Segundo ele, Mendonça teria praticado condutas que comprometeriam a imparcialidade judicial. O ministro também afirmou que teria ocorrido favorecimento a determinados grupos políticos. Entre as acusações estão a suposta interferência na direção das investigações policiais e problemas na preservação da cadeia de custódia. Moraes também apontou irregularidades nas tratativas de eventual colaboração premiada. Outra acusação envolve o suposto direcionamento de investigações contra Moraes e o senador Davi Alcolumbre. De acordo com Moraes, Mendonça teria determinado diligências contra ele sem observar os procedimentos legais. O ministro afirmou ainda que uma dessas diligências teria sido determinada sem assinatura de decisão judicial. Também alegou que a Procuradoria-Geral da República não teria sido comunicada adequadamente.
TRE DECIDE PELO IMPEDIMENTO DE ARRUDA PARA GOVERNADOR
O TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal) barrou, por unanimidade, ontem, 3, a candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao Governo do Distrito Federal. O ex-governador afirmou que recorrerá ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), alegando que a decisão contraria a nova Lei da Ficha Limpa. Arruda governou o DF entre 2007 e 2010 e foi um dos principais envolvidos no mensalão do DEM, chegando a ser preso e condenado em processos relacionados à Operação Caixa de Pandora, de 2009, após ser filmado recebendo dinheiro. O julgamento no TRE-DF envolve mudanças feitas pelo Congresso na Lei da Ficha Limpa em 2025, limitando em 12 anos o prazo de inelegibilidade em determinadas situações envolvendo condenações. Arruda foi condenado sete vezes, sendo a primeira condenação em 2014. A defesa sustenta que o prazo de inelegibilidade começou em 21 de julho de 2014 e terminou em 21 de julho de 2022. O relator do caso, desembargador Guilherme Pupe, discordou da interpretação da defesa, assegurando que cinco das condenações de Arruda têm relação entre si, motivo pelo qual o prazo de inelegibilidade ainda não terminou. O desembargador Asiel Henrique acompanhou o relator, embora tenha considerado outro número de processos relacionados e o Ministério Público Eleitoral entende que Arruda só poderá disputar eleições novamente a partir de 2030.
VICE-PRESIDENTE DEFENDE A GUERRA INICIADA POR TRUMP
Em entrevista coletiva ontem, 3, o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, defendeu a guerra contra o Irã iniciada por Donald Trump, afirmando que não chamaria o conflito de guerra e disse não saber quando os combates terminarão. Segundo ele, a resposta sobre o fim do conflito deveria ser dada pelos próprios iranianos. Trump iniciou os ataques contra o Irã em fevereiro, em conjunto com Israel, afirmando que a guerra duraria no máximo seis semanas. O conflito completou seis meses sem negociações em andamento para um novo cessar-fogo. Vance também minimizou os efeitos da crise energética provocada pelo fechamento do estreito de Hormuz, assegurando que os ataques iranianos contra navios estão causando impacto cada vez menor nos mercados de energia. Os preços do petróleo, porém, continuam elevados e contradizem a avaliação do vice-presidente. O barril de Brent chegou a US$ 97 nesta quinta-feira, contra cerca de US$ 70 antes da guerra. Analistas dizem que o impacto foi parcialmente contido pelo uso de reservas estratégicas dos EUA e da China que reduziu cerca de 40% das importações de petróleo bruto e restringiu exportações de combustíveis refinados. O tráfego de navios pelo estreito de Hormuz permanece muito abaixo do normal. Na quarta-feira (2), apenas seis petroleiros cruzaram a passagem, segundo monitoramentos marítimos. Antes da guerra, cerca de 140 petroleiros atravessavam diariamente o estreito, vital para o petróleo e o gás do Golfo Pérsico. Vance afirmou que os EUA não dependerão de uma mudança de comportamento do governo iraniano. Segundo ele, Washington usará seus recursos para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. Também disse que pretende garantir o funcionamento do mercado mundial de energia.
MINISTROS LIMITAM ACESSO GRATUITO À JUSTIÇA DO TRABALHO
Os ministros do STF decidiram limitar a gratuidade na Justiça do Trabalho a trabalhadores que ganham até R$ 5.000. A decisão foi tomada ontem, 3, no julgamento da ADC 80. Por 8 votos a 2, o tribunal derrubou regra do TST que ampliava o acesso à Justiça gratuita. A norma permitia o benefício mediante autodeclaração de pobreza. O voto vencedor foi do ministro Gilmar Mendes. Acompanharam a tese Luiz Fux, Cristiano Zanin, André Mendonça, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques, Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Cármen Lúcia votou com o relator Edson Fachin, contrário à mudança. Fachin defendia o benefício para quem recebe até 40% do teto do INSS, hoje R$ 3.390. Para Gilmar, o limite de R$ 5.000 deve acompanhar a faixa de isenção do Imposto de Renda. Caso a tabela do IR não seja atualizada, o valor será corrigido pelo IPCA. Trabalhadores que ganham acima de R$ 5.000 poderão pedir gratuidade. Nesse caso, porém, terão de apresentar documentos que comprovem a falta de condições financeiras. O juiz também poderá exigir documentação adicional. Mesmo quem ganha até R$ 5.000 poderá ter o benefício negado se houver patrimônio ou renda familiar incompatível. Gilmar criticou o uso da autodeclaração de pobreza em casos que considerou inadequados. Ele citou o exemplo de um juiz que obteve gratuidade após declarar pobreza, apesar de ter recebido R$ 885 mil. Fux apoiou a tese e afirmou preocupação com o impacto econômico da gratuidade sobre o Judiciário.
MINISTRO GILMAR PROPÕE AFASTAMENTO DE DELEGADOS NOS GABINETES
Diante do imbróglio criado com o desentendimento entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, o ministro Gilmar Mendes, do STF, propôs ao presidente da Corte, Edson Fachin, que delegados da Polícia Federal sejam proibidos de atuar nos gabinetes dos ministros. A proposta já era defendida por Gilmar desde o início da crise entre o ministro André Mendonça e a direção-geral da PF. A discussão ganhou força após a divulgação de diálogos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes. Atualmente, seis delegados da PF estão cedidos ao Supremo. Dois atuam com Mendonça nos casos Master e INSS, dois com Moraes, um com Luiz Fux e outro na área de segurança. Gilmar avalia que a presença de delegados nos gabinetes pode interferir na condução das investigações. Segundo ele, policiais poderiam buscar novas posições na carreira ou vantagens políticas. Em junho, o governo Lula pediu a diversos órgãos a devolução de policiais federais cedidos, mas o STF foi mantido como exceção. Gilmar já havia tratado do assunto com Fachin há cerca de duas semanas e deve voltar a discutir a questão nesta quinta-feira (3). Fachin também tem conversado individualmente com os ministros sobre a crise envolvendo Moraes, Vorcaro e Mendonça. O presidente do STF considera a situação inédita e defende prudência para preservar a instituição. Um ministro chegou a alertar Fachin sobre a possibilidade de Mendonça estar sendo influenciado pelos delegados lotados em seu gabinete.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 4/9/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Moraes acusa Mendonça de crime de responsabilidade
Ministro do STF também aponta indícios de improbidade administrativa e abuso de autoridade do colega de Corte
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Moraes se reuniu por três horas com Alcolumbre antes de investir contra Mendonça em inquérito das fake news
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
PF aponta interferência de Mendonça em investigações e suposto direcionamento de alvos
Decisão do STF reúne trechos que indicam supervisão desigual Material de celulares chega ao gabinete antes da análise técnica
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Candidata do PSOL critica supersalários no Judiciário
PROFESSORA Delliana criticou os salários, benefícios e vantagens pagos a integrantes do Judiciário brasileiro
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Após acusação de Moraes contra Mendonça, Fachin cobra explicações dos dois ministros e inclui PF e PGR
Prazo é de cinco dias úteis; presidente do Supremo decide depois se leva o caso ao plenário
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Combustíveis voltam a disparar e gasóleo prepara-se para novo máximo histórico na próxima semana
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
RADAR JUDICIAL
DEPUTADOS QUESTIONAM SIGILO DOS INQUÉRITOS DO DARK HORSE
DRONES COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Um drone russo equipado com inteligência artificial matou três civis em Zaporíjia, no sudeste da Ucrânia, em 6 de julho. Entre as vítimas estava Tetiana Bubinets, 19, estudante universitária. Segundo especialistas, militares ucranianos e investigadores forenses, o drone selecionava alvos sem intervenção humana. O aparelho havia sido programado para seguir até um posto de gasolina, mas escolheu sozinho o alvo exato. Provavelmente, identificou tanques de propano por meio de seu sistema de reconhecimento de imagens. O episódio é apontado como um possível marco no uso de armas autônomas na guerra da Ucrânia. Para o coronel Serhii Minaiev, comandante da defesa aérea local, a tecnologia representa um risco mundial. Ele teme um futuro em que máquinas tomem decisões de vida ou morte sem controle humano. Nos destroços, autoridades encontraram minicomputadores Jetson Orin, fabricados pela Nvidia. A empresa confirmou que os módulos identificados nas armas eram de sua fabricação. A ausência de antenas e a presença dos computadores reforçaram a hipótese de autonomia. Sistemas de IA podem ser treinados para reconhecer objetos, pessoas e estruturas específicas. Drones autônomos usam câmeras para identificar e atacar alvos sem depender de pilotos. Especialistas alertam, porém, para o risco de erros e violações das leis internacionais da guerra. Sem intervenção humana, uma máquina pode ter dificuldade para distinguir civis de combatentes.
ESTUDOS PARA USO DO PIX NA EUROPA
O Banco Central brasileiro negocia interligar o Pix ao TIPS, plataforma de pagamentos instantâneos da Europa. As tratativas ainda são preliminares e estão previstas no cronograma do Banco Central Europeu (BCE). Essa etapa inclui análises jurídicas, técnicas, de segurança e operacionais, com conclusão prevista para setembro. O BCE confirmou as conversas e afirmou que avalia uma possível interligação entre TIPS e Pix, mas o Banco Central brasileiro não comentou sobre o assunto. Todavia, técnicos apontam a integração que já foi discutida internamente pelas equipes responsáveis pelo sistema de pagamentos. O tema ganhou importância após o Pix se tornar alvo do governo Donald Trump e entrar em disputa internacional. Para Thiago Cavalcanti, da Associação Nacional dos Auditores do BC, a iniciativa reforça a importância da autonomia institucional. Com a integração, brasileiros poderiam usar o Pix para pagar em euros em lojas e supermercados europeus. A operação poderia ocorrer por QR Code, com conversão instantânea de reais para euros. Os custos da transação deverão ser transparentes e a taxa de câmbio, a menor possível. Nove áreas do Banco Central foram mobilizadas para avaliar a compatibilidade dos sistemas e definir regras de governança. Se as negociações avançarem, um piloto operacional poderá ser lançado em junho de 2028. Um comitê do BC deverá visitar o BCE em outubro para tratar do projeto. A expectativa é de que um anúncio sobre o avanço das negociações ocorra ainda em setembro.
VORCARO BANCOU "TODOS OS VOOS" DO DEPUTADO MINEIRO NIKOLAS
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou ter bancado “todos os voos” do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), segundo mensagens trocadas com o empresário Flávio Carneiro em abril de 2024. Na conversa, Vorcaro também ameaçou expor o parlamentar. As mensagens foram reveladas nesta quinta-feira (3/9) pelo ICL Notícias, mas não esclarecem quantos voos foram pagos nem o período a que Vorcaro se referia. O conteúdo surgiu durante investigações da Polícia Federal sobre as relações do banqueiro com Carneiro, apontado como possível sócio oculto. No segundo turno das eleições de 2022, Nikolas utilizou por cerca de dez dias um jato de Vorcaro para participar de ações de campanha em apoio a Jair Bolsonaro. A agenda passou por nove estados e pelo Distrito Federal. Nikolas afirmou, à época, que desconhecia o proprietário do avião e só depois soube que a aeronave pertencia a Vorcaro. Seu advogado classificou os questionamentos como “ridículos” e negou que o deputado tivesse apagado publicações sobre o episódio. As mensagens também mostram cobranças de Vorcaro a Nikolas após o deputado criticar a participação de integrantes do governo Lula e ministros do STF, STJ e TSE no Fórum Jurídico Brasil de Ideias, realizado em Londres. Posteriormente, foi revelado que o Banco Master havia financiado o evento. Nikolas passou a questionar nas redes sociais o custeio da viagem de ministros. Preocupado com as publicações, Vorcaro pediu ajuda ao pastor André Valadão, líder da igreja da qual Nikolas é membro, para conversar com o deputado. Dois dias depois, Nikolas voltou a abordar o assunto no X, compartilhando reportagem sobre o patrocínio do Master ao fórum. Vorcaro reclamou novamente com Valadão e afirmou que a publicação o prejudicava.
Após conversar com o deputado, Valadão relatou a Vorcaro que Nikolas não sabia da participação do banco no evento, havia pedido desculpas e demonstrado gratidão ao banqueiro. A equipe de Vorcaro também monitorava as publicações de Nikolas. Em maio de 2024, Carneiro informou que o deputado havia retirado uma postagem e que o episódio estava resolvido entre eles. Em março de 2025, Nikolas voltou a procurar Vorcaro, pedindo ajuda para seu ex-assessor e advogado Thiago Rodrigues de Faria em uma negociação envolvendo um ativo de minério. No mesmo áudio, Nikolas retomou o episódio de Londres, pediu desculpas e afirmou que, se soubesse que o Master havia financiado o evento, teria procurado Vorcaro antes de publicar as críticas. O advogado Thiago Rodrigues de Faria também foi citado em investigação envolvendo uma negociação de lavra de minério e a Gmais Ambiental, empresa apontada pela PF como de fachada. Segundo a investigação, a Gmais teria como verdadeiros donos um delegado da PF e um lobista ligado ao PL mineiro, ambos presos na Operação Rejeito. Faria teria intermediado a negociação de uma lavra minerária com a empresa.
TRUMP NÃO GOVERNA SEM GUERRA E VOLTA A ATACAR O IRÃ
Após o ataque à festa, vídeos divulgados na internet mostraram escombros e pessoas gritando. Um homem acusou os americanos de transformar um casamento em funeral. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, chamou os Estados Unidos de “Satanás”. Já o porta-voz do Comando Central americano, Tim Hawkins, afirmou que as Forças Armadas dos EUA nunca atacam civis. Enquanto isso, o porta-aviões nuclear USS Abraham Lincoln chegou a um porto da Tailândia após 286 dias no mar. Cerca de 5 mil tripulantes terão cinco dias de descanso. Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu visitou Gaza e descartou uma retirada militar. Ele afirmou que Israel controla 60% do território e pretende permanecer na região. Netanyahu disse que o objetivo é desarmar o Hamas e desmilitarizar Gaza. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que o governo planeja realocar palestinos para fora do enclave, aguardando uma decisão dos Estados Unidos.
FACHIN AGUARDA MOMENTO PARA PAUTAR O CASO BOMBA
Novos diálogos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um interlocutor apontado como o ministro Alexandre de Moraes, do STF, ampliaram a crise interna da Corte. As suspeitas contra Moraes podem alterar alianças entre os ministros e criar um impasse sobre como conduzir o caso. O presidente do STF, Edson Fachin, foi aconselhado a aguardar antes de pautar a sessão que discutirá o relatório da Polícia Federal. O julgamento poderá decidir pela abertura de investigação contra Moraes ou pela anulação de atos do ministro André Mendonça, relator do caso Banco Master. Segundo pessoas que acompanham o tribunal, Luiz Fux é o único voto considerado certo em apoio a Mendonça. Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes estariam alinhados a Moraes e contrários aos métodos adotados pelo relator. As dúvidas envolvem Kassio Nunes Marques, Cármen Lúcia e o próprio Fachin, que não têm apoio irrestrito a Mendonça. Os ministros reconhecem a gravidade das mensagens, mas também avaliam o possível impacto institucional de uma crise envolvendo Moraes, que não deverá participar da votação por estar diretamente implicado no caso. Dias Toffoli também ficará de fora, após declarar-se suspeito em processos relacionados ao Banco Master. Com isso, o julgamento deverá ocorrer com apenas oito ministros, já que a Corte está com uma vaga aberta. A ala favorável a Moraes acusa Mendonça de ter determinado providências contra um colega sem autorização prévia do plenário. O grupo compara os métodos do relator aos adotados durante a Operação Lava Jato. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também pediu a anulação do relatório da PF. Segundo Gonet, Mendonça teria usado a Polícia Federal para impor uma investigação que não estaria entre suas atribuições. Gonet é citado nas mensagens investigadas, mas não comentou publicamente as referências feitas a ele.