No mesmo dia em que determinou a prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ministro André Mendonça, do STF, ordenou o afastamento de dois servidores do Banco Central suspeitos de problemas com a instituição. Os afastados são o ex-diretor de Fiscalização do BC, Paulo Sergio de Souza, e o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária (Desup), Belline Santana. Segundo as investigações, eles atuavam como “funcionários” de Vorcaro em assuntos ligados à autoridade monetária. Ambos são investigados por suspeita de atuação irregular na fiscalização do banco. A investigação envolve o período anterior à liquidação extrajudicial do Master. A medida foi decretada em novembro do ano passado após agravamento da crise financeira da instituição. Na decisão, Mendonça afirma que os dois agiam como “consultores privados” do banqueiro. Eles também teriam recebido vantagens indevidas. O próprio Banco Central informou que identificou indícios dessas irregularidades. A autarquia afirmou que as suspeitas surgiram durante revisão interna dos processos de fiscalização. Também foram analisados procedimentos ligados à liquidação do banco. Segundo o BC, os servidores foram afastados cautelarmente de seus cargos. Eles também perderam acesso às dependências e sistemas da instituição. A Espanha “não será vassala” de outro país, afirmou a ministra do Orçamento, María Jesús Montero, ontem, 4, após ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de cortar o comércio com Madri por sua posição contra ataques de Washington ao Irã. A tensão cresceu depois que o chanceler alemão, Friedrich Merz, disse na Casa Branca que a Espanha precisaria ser “convencida” a aceitar meta maior de gastos da OTAN, hoje discutida em 3,5% do PIB. Trump defende até 5%. O chanceler espanhol, José Manuel Albares, relatou “surpresa” com as falas de Merz e disse não imaginar declarações semelhantes de Angela Merkel ou Olaf Scholz. Madri recusou autorizar o uso de duas bases operadas com os EUA para ataques ao Irã. Em resposta, Trump pediu revisão de todos os laços comerciais e afirmou que a Espanha “não tem nada de que precisamos”.
O premiê Pedro Sánchez classificou a guerra no Irã como “desastre”, comparando-a à invasão da Ucrânia pela Rússia e à ofensiva de Israel em Gaza. Embora crítico ao regime iraniano, Sánchez disse que o ataque viola o direito internacional. “Não se pode responder à ilegalidade com mais ilegalidade”, declarou. Ele afirmou que a posição espanhola é coerente com sua postura sobre Ucrânia e Gaza: “não à guerra”, defendendo diálogo e diplomacia. Sánchez comparou ainda o conflito à invasão do Iraque em 2003 pelos EUA, que, segundo ele, gerou mais terrorismo, crise migratória e alta da energia. Sem responder diretamente a Trump, disse confiar na “força econômica, institucional e moral” da Espanha.
JUIZ É APOSENTADO COMPULSORIAMENTE




